Sou garoto e um cara me olha e me assedia

Diário
Olá, me chamo Gorgue, tenho 27 anos e sou de Caracas, Venezuela. Quero escrever este diário porque quero que conheçam minha história e me deem a opinião de vocês.

Moro no bairro de Latillo, em Caracas, e tive uma experiência com um cara e quero que me deem a opinião de vocês. Moro numa vila onde quase todo mundo se conhece. Sou um cara alto, de pele clara, olhos grandes — não muito grandes, hahaha — cabelo castanho claro, uso o cabelo entre médio e curto. Tenho um corpo atlético porque jogo futebol. Me considero bonitão, já que as mulheres sempre me falam isso.

Tem um cara com quem tive umas experiências bem estranhas. Tudo começa uns 10 anos atrás. Tô no meu trabalho, numa loja de ferragens, quando esse cara entra. Na hora vou atendê-lo como qualquer outro cliente, mas percebo que ele me olha com um olhar fixo, muito intenso, como se quisesse me bater. Imediatamente fico desconfortável, porque não tô acostumado com esse tipo de situação. Eu não conheço ele pra ele me olhar daquele jeito. Enfim, atendo ele e ele vai embora. Foi bem desconfortável. O cara tem uns 13 anos, é magro, de pele clara e olhos grandes — "muito grandes", diria eu, quase como uma coruja —, por isso fiquei desconfortável, hahaha.

O tempo passa e vou comer num restaurante de comida italiana. Quando vou pagar, surpresa: encontro ele de novo. E penso: "De novo ele?" E ele me cai muito mal com a atitude dele, bem metida. Quem me atende é um senhor que conheço desde pequeno, e por isso ele me atende com muito carinho. O cara zoa do senhor e faz comentários de que o velho tá apaixonado por mim ou algo assim, o que me caiu muito mal, porque, como falei antes, não conheço ele pra ele se dar essa liberdade comigo. Aí descubro que esse cara é filho do dono do restaurante, um senhor muito amigo do meu pai, e irmão de dois amigos muito próximos meus da faculdade, quase da minha idade, com um ano de diferença entre nós. Esse cara se chama Joel, e os irmãos dele se chamam Fábio e Marcelo. O maior, Fávio, estuda comigo, e o que vem depois é meu amigo de balada. Marcelo foi uma surpresa total. Enfim, o pai dele me cumprimenta e pergunta pelo meu pai. Quando terminei de fazer as compras, percebi que faltavam umas sacolas pra empacotar minhas coisas. Esse cara percebeu e saiu rapidinho pra guardar minhas coisas na sacola, todo sorridente. Achei ele muito educado e atencioso, e pensei que tinha julgado ele mal. Agora vou contar uma série de coisas que rolou com essa pessoa. Esse cara, o Joél, comecei a encontrar ele em vários lugares, seja na rua, no clube, ou em lugares pra sair pra balada na região. E comecei a notar que esse cara me olhava muito mais do que o normal. Toda vez que eu virava pra algum lado, ele tava me encarando, com a pupila dilatada, igual quando você vê algo que te surpreende. Achei estranho, porque ele fazia isso. Será que é porque sou amigo dos irmãos dele? Pensei. Enfim, não liguei, até que um dia eu tava no clube conversando com uma mina e percebi que alguém tava roçando no meu braço. Quando virei, era o Joél, que tava pegando cerveja de um isopor. O isopor tava tipo a duas cadeiras de onde eu tava, meio longe pra ele ter que encostar em mim. Não vi necessidade. Enfim, não liguei porque ele tava bêbado. Outro dia, fui no mesmo clube e não tinha muita gente, todo mundo bem separado. Tava fumando um cigarro quando sinto alguém roçar no meu braço de novo. Quando virei, surpresa: era o Joél de novo, passando do meu lado. Pensei: não vejo necessidade dele passar do meu lado roçando no meu braço, já que tem espaço pra caramba pra andar. Isso já é muito estranho. Ele é gay ou quer me pagar alguma coisa? Porque essa situação já não tá normal. Fiquei meio bolado porque, como falei, não dei confiança nem fiz nada pra ele, mas ao mesmo tempo me senti lisonjeado, porque não sou homofóbico e o Joél é um cara bonito, popular, atlético e aplicado nos estudos. E se ele reparou em mim, me halaga, porque não sou gay, mas também não sou. Homofóbico, enfim, não dei mais importância. Isso foi o começo de uma série de situações desconfortáveis que comecei a viver por causa dessa pessoa ao longo de 10 anos. Uma das primeiras situações que lembro: a gente tava numa festa na praia, eu com meus amigos contemporâneos do colégio, bebendo, quando percebo que o Joél vem e se aproxima do grupo só pra me cumprimentar, como se fôssemos amigos. Pensei: "de novo julguei ele mal, ele só quer ser meu amigo e por isso faz o que faz". Outro dia, encontro ele no negócio do pai dele, tô na fila pra comprar umas coisas e pergunto brincando: "será que posso furar a fila?" Ele me responde de um jeito muito arrogante e sarcástico, "por assim dizer". E eu penso: "por que ele se comporta assim? Um dia me cumprimenta como se fôssemos melhores amigos, no outro me trata como um pária!" Enfim, não liguei e continuei na minha fila. Mas o que pegou é que ele me caiu muito mal, e foi uma situação chata porque tinha muita gente. Outro dia, tô com uns amigos que também são amigos dele. Com o tempo, a gente foi ficando no mesmo grupo de pessoas, e ele tenta se aproximar de mim de novo, mas outra vez com uma atitude arrogante e sarcástica. Decidi não dar bola, mais uma situação desconfortável. Outro dia, tô comprando umas coisas com o Marcelo e vamos na casa dele, onde encontro o Joél. Ele tá no quintal, se banhando na piscina. Ele entra no quintal com o Marcelo, e a gente vai pra churrasqueira. Ele percebe que eu tô ali, sai rapidinho da piscina e vem me cumprimentar com a mão, todo sorridente, como se fôssemos amigos. O irmão dele fica olhando pra gente de um jeito estranho. Foi muito constrangedor. Fiz que não vi nada e voltei a fazer o que tava fazendo. Um dia, tô em casa quando o Marcelo me escreve e diz que sonhou que eu tava me beijando com o Joél. Achei muito estranho, não dei importância e mudei de assunto. Talvez ele tenha notado algo estranho no irmão e tava querendo me sondar. informação
Marcelo também é bem estranho, quase como se fosse gay ou bi, apesar de ter namorada. Ele é muito parecido com o Joel fisicamente, mas o Marcelo é mais forte e mais maduro. Mas pra mim não incomoda, ele é meu amigo. Outro dia, tô com o Marcelo tomando umas cervejas na frente de um bar restaurante, e sinto que tão me olhando. Quando viro, é o Joel do outro lado da rua, encarando o irmão dele e eu, quase como se tivesse com ciúmes.

Pro meu aniversário, decido comemorar com os irmãos dele, Marcelo e Fábio, que são meus grandes amigos. Convido eles. Pra minha surpresa, o Joel chega junto, além de não ter sido convidado, não me dá parabéns, não me cumprimenta, nem olha na minha cara. Que mal-educado. Quando entra, faz piadas sarcásticas sobre a decoração e sobre mim. No fim, decido ignorar e continuo curtindo minha festa com meus amigos. Consegui pegar o contato de duas minas diferentes, fiquei felizão 😝😍. No meio dos drinks, percebo que o Joel tá me encarando. Ignoro, como sempre. O Joel não é o único cara que tem essa fixação por mim, tem outros que ficam me encarando, mas eu ignoro. O Joel é o único que já me fez passar por situações desconfortáveis. No fim, ele tenta se aproximar de novo, mas com aquela atitude arrogante e sarcástica. Ignoro porque não curto esse tipo de atitude metida.

Depois de um tempo, namorei uma mina chamada Valéria, uma gata muito bonita, magrinha, baixinha, cabelo castanho claro comprido, olhos grandes castanhos, rosto bonito. Curtia muito essa mina. Ficamos uns meses juntos, não durou muito, foi só um romance rápido. Depois de um tempo, nos encontramos de novo e ela me contou que o Joel, esse cara, tava mandando mensagem pra ela, propondo que ela me traísse com ele, que ele gostava muito dela, tava apaixonado e que ia largar a namorada. Curiosamente, ele parou de escrever depois que eu e ela terminamos. Não entendo isso, sério. Comportamento desse cara e por que ele faz o que faz. Isso me irritou pra caralho porque o Joel implicava comigo. Ele tem a vida perfeita, a namorada perfeita, é popular, bom atleta e excelente aluno. Por que ele queria me destruir? Eu não entendia. Enfim, o tempo passou e não vi ele por uns meses, até que fui comer com um vizinho numa arepera perto de casa. Quando virei, dei de cara com ele. Ele me cumprimenta e começa a falar comigo de novo como se fôssemos melhores amigos. Fica me contando coisas da faculdade, dos esportes, disso e daquilo. Enfim, decidi esquecer o passado e limar as arestas, porque ele é irmão de dois bons amigos meus.

Outro dia, encontro ele de novo, mas dessa vez numa pastelaria, e ele começa a falar comigo, só que com uma atitude metida e sarcástica, o que me deixou desconfortável de novo. Depois disso, comecei a trombar com ele direto na rua. Um dia ele me vê, me cumprimenta e me chama de "meu irmão, meu amigo", e no outro dia, quando tá com os amigos dele, nem me olha. Essa situação começou a me incomodar pra caramba. Comecei a ficar nervoso, sentir estresse e ansiedade toda vez que o via, porque não sabia com que cara ele ia aparecer.

Um dia, tô andando na rua com meus amigos e percebo que mais na frente o Joel tá com o grupinho dele. Cruzo com eles e, quando passo, ele faz umas piadas sobre mim. Isso foi a gota d'água. Essa situação me encheu o saco, me irritou demais. Já eram muitos momentos ruins que passei por causa do Joel. Não sei se a piada era pra mim, pra um dos meus amigos ou pra um desconhecido, já não importava. O que eu sabia é que não queria trombar com essa pessoa nunca mais na vida!

Essa situação já tava me causando estresse e ansiedade toda vez que o Joel tava perto. Senti que era uma espécie de bullying e assédio. Então decidi ignorar ele de vez. Optei por não falar mais com ele, não cumprimentar mais, nem sequer olhar. Ignorar ele completamente. Comecei a... Então, depois desse incidente, eu encontro ele de novo na rua, ele vem com um amigo dele, e eu decido atravessar a rua pra não trombar com ele. Ele percebe e fica me encarando. Depois, encontro ele de novo numa casa, ele me vê e faz uma cara de nojo, eu ignoro. Outro dia, tô com minha mina da época e uns amigos, ele chega com o grupinho dele e começa a falar alto, querendo chamar atenção. Falo pros meus amigos pra gente mudar de lugar e vazamos. Nota: outra parada que esse cara fazia, além de me olhar muito e ter esse comportamento bipolar, era que ele adorava fazer escândalo quando eu tava por perto, como se quisesse chamar minha atenção. Sempre fazia alguma coisa fora do normal, enfim, um comportamento bem estranho. Voltando ao assunto, outro dia ele vai na ferragem onde eu trabalho, com um amigo meu. Chego perto pra cumprimentar meu amigo, mas não saúdo ele. De novo, ele faz um gesto estranho com o corpo e fala algo que não entendi porra nenhuma. Enfim, não liguei e fiquei batendo papo com meu amigo. Outro dia, tô no clube com meus amigos e minha mina, saio pra fumar uns cigarros e comer chiclete. Encontro ele de novo. Ele se aproxima, vem falar comigo e pedir um chiclete. Fala: "Acho que a gente teve uns encontros meio ruins!" Não respondo, dou o chiclete e entro no clube de novo. Outro dia, tô com um amigo num café, que também é amigo dele. Joel chega pra cumprimentar, eu cumprimento ele e finjo que tô no telefone pra não cumprimentar o Joel. Daí a pouco, uma senhora vai falar com ele, e ele responde todo alterado e puto, o que surpreendeu eu e meu amigo. Não sei se foi porque não cumprimentei ele. Outro dia, tô andando na rua e vejo o Joel vindo na direção contrária. Quando ele se aproxima, vem sorrindo e com intenção de me cumprimentar, e eu fico com dó de não cumprimentar, mas penso: "Tenho que ser forte e não responder ao cumprimento!" Passo reto por ele, não cumprimento nem olho, e penso: "Desculpa, Joel, mas é isso. Pelo bem dos dois! Senti um alívio na hora, finalmente tinha tirado um peso das minhas costas, que tinha quebrado um ciclo vicioso. Com essa atitude, esperava que o Joél nunca mais me cumprimentasse. Até que um dia, tô no meu trampo e vejo o Joél entrando na loja de ferragens onde trabalho. Ele chega perto de novo, vejo ele levantar a mão e penso: "Meu Deus, que ele não me cumprimente! O que eu tenho que fazer pra me livrar desse cara?" Aí ele abaixa o braço e pede umas paradas. Penso: "Valeu, Deus, finalmente me livrei dele!" Não sou uma pessoa ruim, mas essa situação tava me causando estresse e ansiedade. Eu queria ser amigo dele por causa da amizade que tinha com o Fabio e o Marcelo, mas esse cara é realmente difícil. Nunca consegui simpatizar com ele. Com o tempo, fui ficando amigo de todo o grupo de amigos dele e até da família, menos dele. Não sei qual era o problema desse sujeito, nunca me senti confortável com a personalidade dele. O tempo passou e fui vendo ele com menos frequência, quase nem tromba mais com ele. Passaram-se meses e eu já tava mais tranquilo, essas situações não se repetiram. O que notei foi que nas poucas vezes que a gente se encontrava, ele ficava me encarando como sempre, como se em dez anos não tivesse me visto o suficiente, e continuava com a encenação dele, falando alto, fazendo gestos com o corpo. Às vezes, a namorada dele percebia e pedia pra ele parar com aquele comportamento, e eu via ele com uma cara de cuidado. Pobre Joél, acho que ele é gay ou bissexual enrustido. Não tenho nada contra a comunidade LGBT, já que tenho vários amigos gays e bissexuais, mas acho que esse não é o jeito certo de fazer as coisas. Se ele tivesse chegado com uma atitude diferente, mais amigável e respeitosa, a gente teria virado amigo, assim como sou amigo dos irmãos dele e dos amigos dele. Enfim, não me arrependo de nada. Sei que tomei a decisão certa. Nunca consegui entender nem saber o que o Joél queria. Espero que vocês leiam essa história e me ajudem a encontrar uma explicação lógica pra tudo o que aconteceu. Espero que gostem. minha história, deixem seus comentários, tô disposto a responder 🙂

1 comentários - Sou garoto e um cara me olha e me assedia

sencillo seguro queria contigo pero no sabia como acercarse o tratarte y como no le prestabas atencion por eso se comportaba asi altanero y solo llamaba la atencion para que lo vieras creo yo