Minha vizinha parte 2

Sabia que seria uma noite longa, então abracei minhas rosas e continuei chorando, só que agora vendo filmes românticos tipo Um Presente do Coração. Sério, é um filme triste pra caralho (Como a gente gosta de sofrer, Deus, isso é tipo jogar limão na ferida). No meio do filme, o telefone toca, mas eu não tava a fim de atender, ignorei a chamada. O telefone de casa tocou e eu atendi:
— Alô! — mas não dava pra ouvir porra nenhuma.
Voltei pro quarto pra tirar o vestido e, com o zíper pela metade, a campainha toca (É uma conspiração ou o quê, caralho?). O mundo tava contra mim, mas fui assim mesmo ver quem era, e era o Carlos, meu ex. Sem pensar, abri a porta e me joguei nele. Ele disse que sentia minha falta e que não conseguia viver sem mim (Como se eu ligasse). Do mesmo jeito, a gente transou ali na sala. Não sei que porra eu tava pensando, só sei que precisava tirar o Jaycob da minha cabeça, e que jeito idiota o meu. Ele queria ficar pra dormir na minha cama, e aí, não, querido, isso nunca aconteceu, então veste sua roupa e vai voar passarinho. Mas claramente não era meu dia, e aquele pedaço de carne com olho não queria ir embora. Ele ficou meio violento e começou a gritar comigo, me jogou no chão e disse que eu não podia tratar ele como brinquedo, também disse que eu seria dele, sim ou sim. Ele foi pra cima de mim, me forçando a transar, e eu comecei a gritar pedindo socorro. Ele tapou minha boca, mas eu continuei tentando. Forcei até que, pelo visto, alguém me ouviu e bateu na porta com insistência. Não sei como, mas me soltei e gritei de novo:
— Socorro, pelo amor de Deus!
Então, como num passe de mágica, a porta se abriu. Era o Jaycob. Ele me defendeu como um príncipe contra as porcarias daquele troglodita. Me senti envergonhada e angustiada. Chamei a polícia, minha casa ficou um bagaço, vidro pra todo lado, e minha dignidade... bom, perdi ela bem na hora que beijei aquele pedaço de carne com olho.
Naquela noite, fiquei dormindo na casa do Jaycob, e se vocês tão pensando em sacanagem, lamento decepcionar, mas não rolou nada. Só dormimos juntos, acho que mais da metade da noite. Aquela noite ele passou a noite inteira cuidando do meu sono, e eu sei disso porque quando acordei, ele estava sentado do meu lado, acariciando meu cabelo. Juro que não queria acordar, mas tinha muita coisa pra fazer: primeiro, ir na polícia; segundo, arrumar quem consertasse o desastre do meu apartamento; e terceiro, me desculpar com o Jaycob por causar tanta encheção de saco. Enfim, levantei, dei bom dia e ele respondeu:
— Bom dia, Bela Adormecida. Sabia que você ronca como um ogro?
Atirei um travesseiro nele e soltei uma gargalhada. Ele disse:
— Fica na cama, não sai daí.
Eu fiquei tipo: ok! Aí o Jay entrou com uma bandeja e café da manhã. Ele falou:
— Agora vamos comer. Tomei a liberdade de ir no seu guarda-roupa e escolhi uma roupa confortável pra você. Lembra que temos muita coisa pra fazer.
Eu, no automático:
— O que você fez? O que a gente tem que fazer?
— Pequena Sam, você tem que ser como a água: fluir e parar de querer controlar tudo.
Eu:
— Por ficar fluindo é que tô nessa situação.
Ele beijou minha testa, comemos e fui tomar banho no banheiro dele. No apartamento dele, ou seja, não acreditei. E ele não me deixava sozinha nem por um minuto, era tão protetor. Me acompanhou pra fazer as coisas e quando voltamos pra casa, meu penthouse parecia um sonho. Me ofereci pra fazer o jantar pra ele como agradecimento por ter sido tão gente boa comigo, e também agradeci pelas rosas. Ele disse:
— Você não tem nada pra agradecer, pequena. Tô aqui pra você.
Fui pra cozinha preparar um macarrão com molho branco, mas o Jay entrou na cozinha pra "me ajudar". Ele chegou perto do meu ouvido e sussurrou:
— O tempo acabou. Você tá de volta no jogo.
Levantei o olhar, encarei o rosto dele, mordi o lábio inferior dele e me afastei devagar, caminhando pro banheiro. Soltei meu cabelo, dei um olhar provocante e ele me seguiu... Apoiei minhas mãos na pia enquanto olhava o rosto dele pelo espelho. Ele separou minhas pernas e, com muita suavidade, tirou minha blusa, roçando as mãos na minha cintura. Era sobrenatural como meu corpo respondia a cada movimento dele. Ele enrolou meu cabelo na mão, puxou e passou... Sua língua comprida no meu pescoço, aquilo me amarrava. Ele desabotoou meu sutiã com uma mão, com as duas desabotoou minha calça e tirou rápido, mas sem pressa, ele curtia me provocar e eu adorava aquilo. Tirei a camisa que ele tava e beijei o peito dele todo, sabia que a coisa ia ficar séria quando ele tirou o cinto como se fosse me bater. Deus, aquilo me parecia tão sexy, não queria perder mais tempo e puxei o pau dele pra fora da calça e levei à minha boca, chupei e fiz pressão na cabeça sugando. Isso enquanto usava minhas mãos pra masturbar ele. Ele me puxou pelo cabelo e me afastou do pau dele, tiramos tudo e ele falou: —Bunda bonita, pequena Sam. Me carregou e fomos pra banheira de hidromassagem, enquanto enchia eu cavalgava em cima do Jay e ele apertava minhas nádegas, me dava tapas forte, isso me excitava mais, eu mordi ele. Ele puxou meu cabelo, beijei ele e nos comemos... Fomos pra minha cama, ele me colocou de quatro bem na beirada e me fez sexo oral, isso me enlouquecia, como a língua dele entrava e saía de mim, lambia minha bunda e com uma mão me punhetava, eu apertava meus peitos e mordia meus lábios, aquilo era tão intenso que não aguentei e gozei na boca dele, oh! que gostoso que foi, ele falou: —Que sabor gostoso você tem, mas é hora de levar isso pra outro nível. Me colocou de quatro e amarrou minhas mãos nas minhas costas, se colocou na minha frente pra eu fazer sexo oral nele e assim fiz até ele gozar na minha boca e eu bebi o esperma dele, pedi pra ele por favor me soltar porque num lado dos meus lábios escorria um pouco da deliciosa porra dele e eu não queria desperdiçar. Ele concordou com a cabeça e me fez o favor de limpar com o polegar dele e levou à minha boca, eu chupei e ele me olhava com tanto desejo. Ele soltou minhas mãos e me deixou subir nele, comecei a rebolar e ele com as mãos no meu pescoço apertando e assim até gozarmos ao mesmo tempo. Sem dúvida alguma foi a melhor foda da minha vida. Chegou o domingo, ele me convidou pra comer na praia, lá alugamos daqueles brinquedos infláveis que te arrastam pela praia toda. Passamos tão bem, eu não queria entrar na água, mas no final não resisti e acabamos transando ali mesmo, no meio de tanta gente hahaha foi épico, e juro que toda vez que lembro disso, dá uma coceira lá embaixo. Fomos juntos pra um banheiro, onde a gente supostamente ia tirar o sal, mas o que vocês acham? A única coisa que tiramos foi a vontade, porque ali a gente fez de novo hahaha viva os rapidinhos. Chegamos em casa e ele falou pra eu ir dormir com ele, eu disse: "Lembra que eu ronco como um ogro, dorme tranquilo e pensa em mim". Ele me deu um beijo e disse boa noite. Eu me sentia como uma adolescente apaixonada pela primeira vez, tomei um banho e sentei no computador pra ver meus e-mails, enfim, de volta à realidade. Chegou uma mensagem no WhatsApp do Jaycob: "Oi, pequena Sam, com certeza você já tá dormindo, mas só queria dizer que tava com muita vontade de dormir com a minha namorada, a que ronca como ogro. Boa noite, M.P.S." Eu fiquei tipo: "Queeeeeee? Ele disse que sou a namorada dele (OMG)!" Eu tava mal, demorei uns minutos pra responder, não sabia nem o que falar de tanta emoção. Mas lembrem-se: a postura acima de tudo. E eu disse: "Não sabia que você tinha namorada, e não sei pra que você quer dormir com uma mina que ronca como ogro." Rapidamente ele respondeu: "Sabe, isso é o que eu mais amo em você. Doces sonhos." E eu fiquei tipo: "Tá, e o que você ama?" Mas perguntei pra mim mesma e não falei nada. Vocês acreditam se eu disser que não dormi nada? Pois é, não conseguia acreditar em tudo que tinha rolado no fim de semana. Finalmente, segunda-feira, saí cedo e fui pro salão de beleza, não podia chegar no trabalho parecendo um leão. Avisei minha chefe que ia chegar tarde, e foi o que aconteceu: cheguei às onze da manhã na revista. Na recepção, todas as mulheres estavam muito felizes, parecia que alguém tinha pedido casamento ou sei lá o quê, mas não era nada disso. Mandaram umas flores, e eram pra mim. Estavam lindíssimas, e o Jaycob mandou com um bilhete bonito e sarcástico: "Pra minha futura namorada, aquela que... Ronca como um ogro, mas fode como os deuses e alegra minha vida toda vez que aparece na minha porta. Lindo segunda-feira, pequena Sam.

Começar a semana assim não tinha preço, e assim passaram dias, semanas, meses e meu cavaleiro branco me cortejava. Era tão fofo quando precisava e tão safado quando era necessário — aliás, sempre era safado, a gente transava até no terraço em plena luz do dia.

Um fim de semana convidei minha mãe e meu irmão pra casa. Já tinha falado com o Jey e ele topou, até disse que tinha uma surpresa pra mim, mas que eu precisava ter paciência. Chegou sexta-feira e fiz um jantar delicioso pra receber minha família. E sim, Jaycob estava convidado, óbvio.

Quando o Jay chegou, se apresentou e eles amaram ele na hora, parecia que conheciam ele a vida toda. Ele nos convidou pra comer na praia e foi assim: amanheceu, a gente se arrumou e foi. Jay me disse que a gente se encontraria lá porque ele tinha algo pra fazer antes do almoço.

Chegamos na praia e o restaurante era tão bonito, a decoração delicada, simples mas majestosa. Quando fomos pra mesa da reserva, tinha umas pessoas lá — e adivinha? Era a família dele. Sim, estávamos todos reunidos. Ele me esperou com um buquê de rosas amarelas, lindas. Almoçamos e começamos a conversar, nos conhecer, estávamos nos divertindo pra caralho. De repente, Jaycob levanta da mesa e me pergunta:

— Samara, você é feliz aqui e agora?

Fiquei desconcertada e falei:

— Óbvio, estamos na praia com nossa família, o que mais a gente pode pedir?

Aí entraram uns mariachis cantando "Cásate Conmigo". Na mesma hora ele se ajoelhou e disse:

— Pequena Sam, esses meses ao seu lado foram a melhor coisa que já aconteceu na minha vida e eu queria passar o resto da minha vida com você. Pequena Sam, você casaria comigo?

Continua...

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