Minha melhor amiga XIII

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Porque tô sem tempo por causa da facul e do trampo, tô postando pouco, mas tem avanço de todas as histórias e projetos novos. Também tem continuações, tanto pagas quanto gratuitas. Vou ficar avisando!


"Minha prima, Mara: O caminho da tentação". (só no meu site)

INFO

. Abrange todo o segundo arco da história, desde o final do capítulo 28 da primeira parte.
. Tem 10 capítulos extras.
. Conteúdo adicional em todos os capítulos, que foram reescritos 100%.
. Finais repensados e personagens aprofundados.
. Todo o arco contado como uma história única.
. Conteúdo estendido em todos os capítulos.
. 42 capítulos e 650 páginas.


Conteúdo depois de "repercussões".
Com final imperdível.


Histórias disponíveis

- Minha prima, Mara. 28 caps. 493 pags.
- Erica, minha irmastra. 11 caps.
- Minha tia jovem. 13 caps. 182 pags.
- Minha prima, Mara: O caminho da tentação. 42 caps. 650 pags

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Minha melhor amiga XIII


Grávida?
Não levei tão a sério.
Apesar de como soou o que ela acabou de falar, um sorrisinho escapou no meu rosto.
Foi reflexo.
EU: Grávida?
FLA: Sim!
Ela me olhava desafiadora, como se esperasse alguma reação minha.
EU: Nós dois sabemos que isso não é verdade, Flavia…
Tava certo disso.
FLA: Cê acha?
EU: Sim, acho…
Ela olhou pra baixo, com um sorriso estranho no rosto.
FLA: Não poderia ser? Por quê?
EU: Porque te conheço… Sei quando cê mente. O que não entendo é por que diria uma coisa dessas…
Ela me olhava como se quisesse me convencer.
Tava insistindo mesmo?
EU: Além disso, se fosse, não teria chance nenhuma de ser meu, Flavia…
FLA: Óbviooo hahaha. – Falou irônica, tipo "típico de homem".
Mas era verdade o que eu disse.
Nas vezes que a gente ficou, não teve chance de rolar algo que pudesse, digamos, deixar ela grávida.
Não sou otário.
Mas, de qualquer forma, algo me dizia que era tudo mentira.
Sentei de novo.
Queria tirar uma dúvida.
EU: Flávia!
FLA: O quê?
EU: Por que você faz isso? Você terminou comigo… O que você quer agora?
Ela olhou direto nos meus olhos.
Sinto que ficou meio nervosa.
FLA: Não posso errar?
Fiquei parado.
Será que ela se arrependeu?
EU: E pra perceber que errou, você teve que terminar um relacionamento e começar a dar pra outro?
Saiu de dentro de mim.
Ela não falava nada.
EU: Eu não acho que seja assim…
FLA: E como é? Me diz…
EU: Antes, eu não servia pra nada pra você… Era um ninguém… Agora, até suas amigas falam de mim… É assim que funciona.
Ela arregalou os olhos pra caralho.
Desde que terminamos e eu comecei a me envolver mais com a Eliana, e principalmente depois do que aconteceu no dia em que atacaram ela na rua, minha imagem mudou.
O mundo é pequeno, todo mundo fica sabendo de tudo.
E essa façanha me deu um status que talvez eu não tivesse tanto antes.
Era como se todos os holofotes estivessem em mim.
E agora sim, eu poderia ser alguém interessante pra ela.
Tenho certeza que era isso.
FLA: Não, nada a ver… O que você tá dizendo? – Olhava pra todo lado.
EU: Mas lamento te decepcionar, eu não mudei… Sou o mesmo de sempre. A única diferença é que você nunca enxergou…
Ela não sabia nem o que me responder.
Tava totalmente muda.
EU: Mas inventar essas coisas? Qual é…
FLA: Me desculpa… Quero que a gente volte. – Falou, agora sim, com um tom sério.
Poucas vezes a ouvi tão honesta.
Olhei pra ela.
EU: Não temos muita coisa em comum… Coisa que eu tenho com a Eliana. E não! Nunca tinha rolado nada com ela até uns dias atrás… Não inventa história.
FLA: Vai me dizer que não sente mais nada por mim? Já esqueceu tudo que a gente fez junto?
EU: Não… Mas nosso tempo já passou. Além disso, mesmo que eu estivesse sozinho, também não ia querer voltar com você…
FLA: Por quê?
EU: Porque assim que terminou comigo, você foi procurar outra rola… Se é que já não tava fazendo antes…
FLA: Não, nunca fiz isso…
Não queria mais falar. Além disso, já não acreditava em nada do que ela dizia.
Não tinha mais nada pra falar pra ela.
Era isso.
EU: Já conversamos… Espero que fique tudo bem. Nunca fui escroto com você…
FLA: Agora vai embora com ela, né?
EU: Isso não é da sua conta…
FLA: Ela fode melhor que eu?.-
Olhei pra ela como quem diz “sério?”
FLA: Me fala… Vamos…
EU: Vai pro caralho…
FLA: Ela já te chupou?.- Exclamou sorrindo.
Não acreditei no que tava ouvindo.
FLA: Vamos ver se ela faz igual a mim...
Levantei pra ir embora.
Não fazia sentido o que ela tava falando.
EU: Não temos mais nada pra conversar...
FLA: Ok, tchau!.- Falou se fazendo de brava.
Não sabia se ria ou chorava.
Cheguei perto pra dar um beijo no rosto.
E quando fui dar, ela virou a cara.
EU: Bom… Pra que ficar puta à toa… Tchau!.- E toquei no ombro dela de boa.
Não queria dar motivo pra ela continuar fazendo merda.
Fui embora bem mais de boa, pra ser sincero.
Tava com vontade de falar tudo aquilo que falei.
Como se precisasse botar pra fora.
Claramente era tudo mentira que tava grávida.
Não sei que extremo ela queria testar.
Eu tirei ela dessa.
Conhecia ela muito bem.
E por isso também sabia que ela não ia ficar quieta.
Como uma garota mimada que quer tudo o que vem na cabeça, ela ia fazer alguma coisa.
E eu não entendia por quê.
Ela tinha me largado…
“Por vários motivos” ainda.
Agora se arrependeu?
Acho que não. Era mais questão de ego do que qualquer outra coisa.
Daí fui pra minha casa.
Precisava trocar de roupa já, hehe.
Quando entrei, minha mãe me fulminou com o olhar.
Tenho certeza que ela já sabia de tudo.
E me veio a ideia da Eliana vir jantar à noite pra contar.
Falei alguma besteira pra despistar ela por enquanto.
E mandei mensagem pra ela.
EU: Linda ❤.
Em poucos minutos ela respondeu.
ELI: Oi, lindo 😍
ELI: Como foi??
EU: Foi bem, acho, depois te conto os detalhes…
EU: Tive uma ideia 😏
ELI: Ok ☺
ELI: Qual??
EU: Minha mãe tá que desconfio até da minha sombra já… Por que você não vem jantar hoje à noite pra gente contar logo? haha
ELI: Nãaaaaao 😱😱
ELI: Kkkkkk
EU: O quê?? haha
ELI: Que medoo… 😰
EU: Kkkkkk lindaaa
EU: Por quê??
ELI: Porque são seus pais!!
Adorei que ela ficou assim.
Me dava uma ternura danada.
EU: Eles te amam… haha
ELI: Ah não 😳
EU: Você me encanta… Quer?
ELI: Tá bom 🙈
Que vontade de abraçar ela e apertar toda.
EU: Ela vai ficar feliz pra caramba…
ELI: E se sua mãe me expulsar da sua casa? haha
EU: Kkkk você é doida…
EU: Quer que eu vá te buscar?
ELI: Sim, tô com medinho de ir sozinha haha
EU: Bombonzinho…
ELI: Nossa, que nervoso 😩
EU: Calma… Minha mãe com certeza já sabe haha
ELI: Cê acha?
EU: Acho que sim haha
ELI: Tá bom… Meu pai vai sair e eu vou tomar banho 😳
EU: Fala sério! 😁
EU: Já tô com saudade…
ELI: Que coincidência…
EU: Por quê?
ELI: Porque eu também já tô com saudade 🤗
Ela me fez sorrir no telefone.
Sei que pode ser bobeira, mas ter a atenção dela, o carinho dela, me fazia sentir especial. Muito bom.
Tipo "ela tá ligando em mim!" haha.
E a cada momento, eu ficava mais e mais vulnerável.
Já tinha estado num relacionamento antes, claro. Mas não tinha nada a ver com o que tava rolando agora.
Eram outras circunstâncias. Completamente diferentes.
E pessoas totalmente diferentes.
Esperei meu pai chegar pra contar pra minha mãe que a Eliana vinha jantar.
Quando falei, percebi uma leve careta no rosto dela.
"O quê?" eu perguntei.
"Nada, por quê?" ela respondeu como se nada fosse.
Era muito claro que ela desconfiava de algo.
Além disso, fazia um tempão que ela não vinha jantar.
As vezes que eu saía com ela, sendo amigos, era de tarde porque, claro, eu tava namorando a Flávia.
A tarde não passava nunca.
Não sei se por causa do nervoso de contar a novidade em casa ou porque já queria ver a Eli de novo.
Com certeza, era uma mistura dos dois.
Meu pai me olhava estranho, enquanto eu ia e vinha arrumando alguma coisa ou trocando de roupa.
Num momento, ouvi de longe ele perguntar pra minha mãe "O que O que que esse cara tem?"
Nunca tinha me sentido tão animado.
É que eu tava vivendo um momento único, pra ser sincero.
Aquela pessoinha que tinha compartilhado tanta coisa comigo na vida, agora era minha namorada.
A gente tinha ficado junto!
Pô, não tava caindo a ficha…
Fazer amor com ela, sem dúvida, foi a melhor coisa que me aconteceu na vida.
É incrível, começo a falar dela e não paro, hehe.
E como não falar, com tanta coisa pra contar?
Quando tava chegando a hora, peguei o carro do meu velho pra ir buscar ela.
Tava morrendo de vontade de ver a cara delas quando a gente contasse.
"Indo, gostosa", escrevi pra ela.
As palpitações batiam forte no peito, como sempre.
Não queria fazer nada que estragasse o momento foda que a gente tava vivendo.
Por isso tava tremendo, hehe.
Talvez me confortasse um pouco saber que a Eliana tava pior que eu.
"Medoooooo", ela respondeu.
Isso me fez pensar que eu tinha que assumir a situação.
Fazer ela se sentir segura.
Respondi com um emoji de coração.
E tentei me acalmar pensando em outra coisa.
Erro.
A primeira coisa que veio na mente foi a noite que a gente passou junto.
Caralho…
Quase nem deu tempo de aproveitar lembrando.
A pele nua dela em cima de mim…
O cheiro dela, os beijos, os peitos dela...
Agora eu tava nervoso e de pau duro, hehe.
Porque, óbvio, como não estar?
Deu uma vontade do caralho de estar com ela de novo, fazendo amor.
Lembrei na hora que ela não teve chance de… é, aquilo.
Tava morrendo pra ela fazer em mim.
Mas nem fodendo que eu ia pedir. Não…
Só de imaginar…
Minha mente tava a mil. E era normal que acontecesse.
Pensando igual um tarado, cheguei na casa dela.
Buzinei.
Em segundos, ela abriu a porta.
Já tava pronta.
Como ela tava gostosa!
Ela veio andando até o carro.
Tava com uma jaqueta de couro preta.
Por baixo, um vestidinho branco que terminava um pouco antes dos joelhos.
Nos pés, umas botas muito lindas.
O cabelo dela, preto fosco, tava solto dos lados.
Com a sua rosto branco de modelo, formavam um combo perfeito.
Fiquei feito um idiota, vendo ela subir no carro.
ELI: Oi? Tô com medo… — Falou com cara de vergonha.
Ela se acomodou no banco e chegou perto pra me dar um beijo.
O cheiro dela já tinha tomado todo o carro.
Eu ri e fui direto na boca dela.
Mmm…
Nunca tinha desejado tanto um beijo.
Os lábios dela eram uma delícia.
Ela fechou os olhinhos e, com as bochechas vermelhas, se grudou em mim.
O pau tava pulando dentro da cueca.
Não dava pra acreditar!
Sério.
Saboreei como se tivesse comendo um sorvete de doce de leite granulado.
EU: Como você tá linda…
ELI: Valeu! Gostei dessa regatinha que você vestiu…
Era uma regata cinza escura, decote V, manga curta.
Valorizava bem os braços, hehe.
EU: Já tava com saudade desses beijos… — Falei, olhando pra ela com admiração.
ELI: Eu também… — Disse, mordendo os lábios e se ajeitando.
Dava pra ver que ela tava muito, muito nervosa.
Me surpreendeu pra caralho.
Mas eu gostava. Porque significava que era algo muito especial pra ela.
Me sentia muito bem com isso.
À vontade.
Como se fosse um homem novo.
De tão nervosa, Eliana segurou minha mão.
E ficou assim o caminho inteiro até minha casa.
Quase não falou.
Quando chegou a hora de falar com o pai dela, não tava nem um pouco igual.
Mas claro, não era a mesma coisa.
Num momento, eu ri de canto.
ELI: Do que você tá rindo?
EU: Haha, nada, nada…
ELI: É porque eu tô nervosa, seu malvado? — Falou, dando risada.
EU: Não, é porque me dá uma ternura danada te ver assim.
Com a palma da mão, fiz um carinho na bochecha dela.
Ela tava ficando vermelha e a gente nem tinha entrado ainda…
Como eu falei até cansar, a cada momento, eu me apaixonava mais e mais por ela.
Sim.
E não entendo como não aconteceu antes.
Sempre tive ela na minha frente.
Como não enxerguei?
Talvez tivesse que ser assim.
Ao descer do carro, ela se abraçou de lado e apertou minha mão.
Nunca me senti tão amado…
Dei um beijo na cabeça dela.
EU: Fica tranquila… ELI: Ai, tô tremendo toda kkkk
EU: Te conhecem desde pequenininha kkkk. Fica tranquila…
ELI: Eu sei…
EU: Além disso, pra ficar melhor, vou deixar você um tempo com eles e vou comprar umas coisas…
ELI: O quêêê? – Falou gritando, arregalando os olhos igual uma piranha.
EU: Claro…
ELI: Cê é louco?
Comecei a rir da minha maldade.
A cara de susto dela foi a melhor parte.
EU: Como vou te deixar sozinha? kkkkk
Abracei ela e parei de andar, bem na porta.
ELI: Ehh, era brincadeira, né? – Disse preocupada.
Que gostosa!
EU: Kkkk óbvio… Só queria te encher o saco um pouco hehe
ELI: Malvado kkkk.
Olhei nos olhos dela e segurei o rostinho dela com as mãos.
A cara branca e cheia de sardas dela parecia a de um cachorro molhado.
EU: Gostosa… Fica tranquila. – E dei um beijo na boca dela.
Bem devagar.
Ela segurou minhas mãos e se deixou beijar.
Que beijos gostosos, porra!
Quando encostou o corpo no meu, senti como a respiração dela tava acelerada.
Mais queria comer ela…
Nossos lábios se misturavam.
E depois disso, ela apoiou a cabeça no meu peito, respirando fundo.
Abracei ela com uma puta vontade.
Lá dentro, tava vindo uma fome do caralho.
De querer falar tudo que sentia por ela.
Mas e se ela se assustasse?
Melhor, segurava um pouco.
EU: Vamos entrar? – Falei passando confiança.
ELI: Sim. – Respondeu firme. Como se confiasse totalmente em mim.
Minha mina… Pensei.
Entramos em casa.
Deixamos umas paradas na mesinha da entrada e fomos até a sala de jantar.
Meu velho, que tava sentado com o notebook, levantou na hora pra cumprimentar ela.
Minha mãe, por outro lado, vinha andando do lado do banheiro.
PAI: Como cê tá, mocinha? Quanto tempo que não vinha aqui.
Eliana, toda envergonhada, cumprimentou ele.
Minha velha chegou com uma cara estranha.
Como se soubesse de tudo. Ou pelo menos foi o que pareceu pra mim.
Também cumprimentou ela, mas com um abraço fraternal.
O medo nos olhos da Eliana era uma coisa linda de ver.
Até me chamava a atenção ela se sentir assim.
Tanta nervosa assim?
MÃE: Bom, podem entrar! Seu pai fez uns raviois bem gostosos…
Quando Meu velho cozinhava ravióli, era porque era uma ocasião especial.
Ele tinha um jeito peculiar de preparar. Muito gostosos.
Gostei dessa disposição da parte dele.

PAI: Ainda bem que quem cozinha não limpa! — Disse de brincadeira.
Na hora minha mãe respondeu.

MÃE: Que pena que essa regra não vale pra hoje à noite! — Continuou, arrancando risada de todo mundo.

Começamos bem, pensei.
Eliana não me largava.
Ficava me segurando pelo braço. Gesto que minha velha notou na hora e fez uma careta no rosto.

Sentamos na mesa e começamos a conversar, enquanto os raviólis iam sendo feitos.
Eliana estava nervosa e eu também.
Ninguém tomava a iniciativa.
Não sabia como.

Contra todas as expectativas, meu velho foi o primeiro a soltar a bomba.

PAI: O que vocês estão fazendo? — Falou com cara de ocasião, super sacana.
Minha velha deu um tapa no braço dele.

MÃE: Neném! — Disse.

PAI: Quê? Só tô perguntando o que vocês andam fazendo… Faz tempo que a menina não vinha.

Sempre chamava ela assim, com muito carinho.
Eliana me olhava, já roxa.
Eu ria. Mas a verdade é que estava curtindo cada microssegundo que passava e tentava prolongar de propósito.
Era muito especial pra nós dois e queria tornar isso memorável, hehe.

Olhei pra ela de novo.
Com aquele gesto, fiz ela saber que ia falar.
Se não suou, chegou perto.

EU: Bom… — Peguei a mão de Eliana.
Meus velhos ficaram duros, olhando fixos pra gente.
Eli tinha a cabeça encolhida entre os ombros. Não aguentava mais.

EU: Eliana é minha namorada… Queríamos contar pra vocês. — E olhei pra ela com um amor danado.

A cara dela passou por todos os tons de cor que existem.
Minha velha sorriu de um jeito muito satisfeito.
Meu pai também, mas um pouco mais surpreso.
Os dois se levantaram pra dar um beijo nela.

A vergonha que Eliana carregava no rosto era de cinema.

MÃE: Até que esse tapado se tocou… — Disse entre risadas.

EU: Perdão?

MÃE: Nunca te falei, menina, mas sabe a vontade que… Tinha que ser você a namorada desse desgraçado!
A Eliana gostou do que ele disse. Tava rindo.
Já tinha a sogra no bolso.
Meu velho me olhava com aprovação.
Adorei saber que ficaram felizes.
MÃE: Cuida dela… – Me falou como quem diz “não caga o pau”.
Falava mais pra mostrar carinho pra ela do que pra me alertar.
Minha velha me conhecia muito bem.
Além disso, sabia como eu tinha defendido ela.
PAI: Os raviólis! – Exclamou.
Tinha esquecido.
Saiu correndo pra cozinha.
MÃE: Falta um minuto… – Exclamou dando aula.
Depois da notícia, a Eliana me abraçou aliviada.
Minha velha nos olhava com orgulho.
Como se fosse algo que sempre quis. E bom, assim parecia.
Nada poderia ser melhor.
Agora sim, sentamos pra comer.
Meu velho, vestido com o avental de chef, serviu os pratos.
Aqueles molhos que ele fazia…
Eram únicos.
Embora sempre achei que minha velha tinha ensinado algum segredo.
Nem preciso dizer, tava delicioso.
Tudo no ponto. Até o pão, quentinho.
E quanto à Eliana, sempre trataram ela como filha. Dessa vez, não ia ser diferente.
Só que as circunstâncias eram outras.
A alegria que estampavam nos rostos era completa.
Minha velha me falou um dia algo sobre a Flávia.
Na real, ela quis me dizer algo, mas não teve coragem.
A verdade, que nunca quis enxergar, era que ela não gostava muito dela.
Meu pai era mais de boa nesse sentido. Mas sempre me perguntava por que ela nunca ficava pra comer ou por que não conheciam os pais dela.
E a real é que isso era como uma família. Desde o começo. Coisa impossível de superar.
Ficamos até tarde na mesa.
A gente se divertiu.
Os primeiros a levantar foram meus velhos.
PAI: Não tira o carro tão tarde à toa, cê é bem-vinda pra ficar quando quiser!
Tavam tão felizes assim?
Me deu uma graça.
ELI: Bom, muito obrigada! – Respondeu corada.
Um vacilo.
Já tinha o sinal verde pra ela dormir aqui.
MÃE: É sério, menina, hein!
EU: Tô Vão se assustar! hahaha
Eliana ria.
Com certeza nunca esperou tanta calidez junta.
Dois baita folgados.
Foram embora e nos deixaram sozinhos.
Fomos pra sala, pros sofás.
Ligamos a TV e ela sentou do meu lado.
ELI: Não vai ser demais eu ficar? Me dá um não sei o quê… – Disse contente, mas hesitante.
EU: Esquece… Eles gostam mais de você do que de mim.
ELI: Hahaha… Lindo… – Falou me abraçando de lado.
Eu fiz o mesmo, mas fui direto na boca dela.
Tinham passado horas sem fazer isso.
Ela segurou meu rosto.
Senti que ela também tava com muita vontade.
Deus… Como era gostoso beijar ela.
O cheirinho gostoso dela entrava pelas minhas narinas, fazendo minha boca encher d'água.
“Mmm mm” se ouvia baixinho.
EU: Você me encanta… Mmm. – Falei segurando ela pela cintura.
Ela sorriu.
Me beijava com força.
Amava ver como ela fechava os olhos e suspirava na minha cara.
Sério, não conseguia acreditar.
Era real?
Tinha que ser.
Nossos lábios se chocavam como dois planetas e todo o gostinho da boca dela era um banquete pra mim.
Era óbvio que eu ia querer ir além.
Tentei fazer ela subir em cima de mim.
ELI: Haha, você é louco?
EU: Haha, qual é o problema?
Ela continuava sem parar de me beijar.
ELI: Seus pais me convidaram… Não posso abusar, omm…
Ela me olhava com aquele sorriso mágico dela, querendo me fazer entender que não devíamos exagerar.
EU: Não tem problema, haha
Peguei ela pelas costas e fiz cócegas.
Isso fez ela dar um pulo.
ELI: Hahaha, para, para! Isso não! haha
EU: Quero te comer toda…
Ela me olhou como quem diz “e eu, não?”
Amei essa reação.
ELI: Se seus pais não estivessem… hehe. Mas não quero passar dos limites.
EU: Ufa… haha
ELI: Hahaha, ufa? – Ela riu.
Aproveitamos cada momento.
EU: Bom, mas beijos tranquilos posso dar?
ELI: Mmmm, não sei… haha
EU: Não consigo evitar… – Falei como quem dava a entender como era difícil me segurar.
ELI: Quer que eu te lembre o que a gente fez ontem à noite? – Disse com cara de vergonha.
EU: Lembro a cada instante! – Respondi com meu sorriso de conquistador.
Ela mordeu o lábio. rindo.
E o mais lindo, ela ficou vermelha.
Não teve como não fazer o que veio depois.
Não tinha jeito de não fazer.
Ela se jogou em cima de mim, se atirando no meu rosto.
Me deu um beijo daqueles.
Eu abracei ela forte por trás.
Ela chupou minha boca de um jeito que até doeu um pouco o lábio.
A língua dela foi até minha garganta.
Linda demais…
Ela não subiu em mim, mas amei que ela ficou assim.
Nunca tinha beijado ninguém com tanta vontade.
Ficamos assim por uns dois minutos.
Eu sentia os peitos dela batendo no meu peito.
Que lindos…
ELI: Sabe quanto eu te quero? — Ela falou, me surpreendendo.
Fiquei sem reação.
Olhei nos olhos dela, meio nervoso.
EU: É mesmo?
Ela fez um gesto de "ahã".
EU: Você não faz ideia do quanto eu te quero…
E eu comi a boca dela de novo.
Ela suspirou na hora.
Nunca na minha vida me senti tão completo.
EU: Tô morrendo de vontade de te fazer amor de novo… "chuik chuuk"...
ELI: Amanhã a gente pode, se quiser… — Ela sussurrava na minha boca.
Nessa altura, meu pau já tava duro que nem soldado em batalhão.
EU: Adoraria…
Com minha mão, desci da cintura e toquei a bunda dela, com muito carinho.
Ouvi a respiração dela acelerada.
Ela continuava segurando meu rosto.
Fazia como se estivesse agarrando algo que não queria soltar.
Que fofa…
Tava gostosa demais pra soltar.
Desci um pouco a boca e apoiei os lábios na pele que escapava do decote do vestido dela.
Tava bem quentinha.
Percebi um gemidinho leve dela, quando desci mais um pouco e cheguei na dobra dos peitos dela.
Ia morrer…
Mas dei uns beijinhos leves.
Me sentia como um barco com muita vontade de naufragar no peito dela.
Com uma mão na cintura e outra na bunda dela, sem querer, fui mais fundo.
Até chegar no tecido do sutiã preto dela.
ELI: Aaa… — Ela exclamou.
Continuei, tentando puxar um pouco.
A pele branca dos peitos dela aparecia cada vez mais.
Ela respirava enquanto segurava minha cabeça.
Tava com muita vontade, igual a mim.
Mas Sabia que não era o momento certo.
ELI: Bom, melhor eu sentar, hehe… — Disse como se voltando a si.
EU: Nãão… haha
ELI: Vamos ver um filme… — Exclamou se recostando no meu ombro e braço, segurando minha mão.

Mesmo morrendo de vontade de continuar devorando ela, meu senso comum apareceu.
Meus pais tinham convidado ela e, se alguém descesse e nos visse numa situação constrangedora, ia deixar ela mal.
E não era justo.
Também não era um macaco que não conseguia se controlar…
Então, não ia custar nada esperar um pouco mais.

Colocamos um filme e ficamos sentados no sofá.
Me veio uma ideia.
Postar uma foto com ela nas redes.

EU: Vamos postar uma foto juntos? — Falei
Ela arregalou os olhos.
Fez o gesto de “sim, bora”.
Não tinha pensado nisso antes…

EU: Digo, se você não se importar…
ELI: Eu ia adorar… — Disse toda tímida.
Isso me fez sorrir.

Eu não era muito de postar fotos e essas coisas.
Mas com ela, senti diferente.
Além disso, ela estava me abraçando com muito carinho.

Peguei o celular e posicionei de cima e de lado.
Eliana me abraçou ainda mais doce.
Tirei a foto.
Incrivelmente, ficou foda de primeira.
Ela ficou linda. Linda demais, diria.
Aquele sorriso de orelha a orelha, angelical…

ELI: Que linda ficou… — Disse meio corada.
EU: Você ficou uma gostosa, como sempre… Incrível que eu tenha saído bem, haha
ELI: Você é lindo também… Pra que se fazer… — Disse e virou meu rosto pra me dar um selinho.
Sério, ia acabar mastigando ela a qualquer momento…

Coloquei um coração e marquei ela.
Ela me sorriu em cumplicidade.
Publicar…

EU: Minha mina…
ELI: Hehe, lindo… — Respondeu docemente e apoiou a cabeça no meu ombro de novo.

Era nossa primeira foto oficial.
E nada me dava mais orgulho.

Ficamos um tempão assim.
Bem agarradinhos, vendo o filme.
Não demorou muito até ela dormir.
E era normal, tinha sido um dia bem estressante.

Nem cheguei a contar o que falei com a Flávia.
Também não tinha se… Acordada ela, é.
Deixei ela dormir.
Gostava que ela estivesse assim, em cima de mim.
Fiquei mais um tempinho acordado.
O filme de terror que a gente tinha colocado me prendeu bastante.
Quando acabou, a gente tinha que sair dos sofás.
O problema é que não tínhamos montado outra cama.
Também não era necessário, já que meus pais não tinham estabelecido regra nenhuma.
Levantei ela devagar, carregando nos meus braços.
Ela, sem querer, me abraçou, dormindo.
Não podia ser tão divina assim.
E assim, levei ela até meu quarto.
Tava um calorzinho, então nem precisei tirar a roupa dela, muito menos.
Por via das dúvidas, ia deixar uma camiseta comprida em cima do criado-mudo.
Deitei ela na cama.
Ela já tinha tirado as botas antes de sentarmos pra ver o filme, então só encostei ela no travesseiro.
Nem acordou!
Eu, sim, troquei a camiseta e vesti um short de futebol.
Ia dormir na minha cama!
Olhava pra ela com um amor…
Tão linda ali, deitadinha.
Deitei do lado dela.
Não quis grudar e abraçar.
Tava dormindo e não sabia se ela queria.
Só encostei meu braço na cintura dela.
Na hora, ela virou pro meu lado e colocou a cabeça no meu peito, cruzando o braço em cima de mim.
Pronto, dúvidas pra fora, é.
Peguei o celular e tirei uma foto.
Mandei pra ela com um emoji de olhos de coração.
No dia seguinte, quando ela visse, com certeza ia arrancar um sorriso dela.
Tão gostosa comigo.
Eu tinha certeza do que sentia por ela.
Amava ela.
Sim. Era isso.
E tomara que a Eliana chegasse a sentir o mesmo por mim.
Abri o Facebook, por costume.
Sempre que deitava, dava uma olhada.
Apesar da hora, nossa foto já tinha dezenas de curtidas.
Mas outra coisa chamou minha atenção.
Não sei se foi coincidência ou o quê.
Mas vi uma publicação que me interessava.
Na verdade, interessava nós dois.
Era do grupo do bairro.
Tinham tentado atacar uma mina naquele dia.
E a descrição do cara, batia com a do que agrediu a Eliana.

12 comentários - Minha melhor amiga XIII

Excelente saga, muy buena la forma en la que es contada la historia, atrapa al lector. Lo único para reclamar es la demora, no me hagas esperar tantooo, jjajaj. Van puntos.
Me encanta este relato, la trama te envuelve. SOS muy bueno para escribir. Tenes mi 10+como siempre. Te pediría un favorazo, aunque se k no tenes tiempo. Please no tardes en escribir el siguiente capítulo. Thz
No me canso de decirlo, adoro esta historia
20-ole +1
Bro, como te haces esperar con esta historia eh.. Es muy buena pero entiendo el motivo por el cual tardas tanto en publicar, como siempre, tus historias son muy buenas y siempre me dejan encganchado, aunque la que aún no entiendo es la de "Erica, mi hermanastra", leí el primer capítulo y no conectaba por ningún lado con el segundo, ahí deje de leerla. Consulta, como no puedo comprar por mercado pago, tienes tus relatos en mercado libre? quizás ahí si podamos comprar. 10+ Fijo siempre 👍💪
@20-ole Porque no es gratuito a partir del segundo...
@hiphop911 Además, el capítulo 1 que está acá, no está completo. Es un adelanto!!!!
20-ole
Ok 👍
Muy bueno, espero pronto el próximo capítulo!!!
Muy bueno mi enhorabuena por estos capítulos espero que sigas subiendo más un abrazo