Acordo confuso e atordoado, lembrava vagamente de estar prestes a possuir a mulher do beco quando alguém bateu nele por trás, aí tudo virou uma viagem estranha, talvez por causa das drogas que tinham injetado nele. Tentei me mexer, mas estava fortemente preso ao que parecia uma maca médica colocada na vertical, com grossas correias de couro. — Olha quem acordou! — a voz delicada de uma mulher chamou sua atenção — Nosso cobaia tá afim de brincar!! Fixou o olhar na frente e conseguiu ver três silhuetas femininas, não reconheceu nenhuma, mas havia nelas uma atitude estranha, quase familiar. As mulheres se aproximaram rindo sem disfarce ao ver o corpo nu dele. — Lilia tá bem? — perguntou a mais alta delas, uma ruiva magra com um peitão de respeito. — Tá cuidando do hematoma no rosto dela — respondeu uma morena gordinha, de peitos e quadril avantajados — A armadilha sempre funciona, mas temo pela saúde das garotas, Vivian... — Eu também, Magiee — respondeu a ruiva — Mas não podemos deixar essas bestas soltas. Nisso, a terceira mulher, que ficava um pouco afastada e em silêncio, pigarreou de leve. — Melhor botarmos a mão na massa — disse rindo Vivian — Temos muita coisa pra experimentar e esse espécime parece mais que apto... Ele tentou falar, mas estava fortemente amordaçado, sua confusão aumentou quando a morena começou a masturbá-lo, com mão firme e experiente, parou um segundo antes que ele pudesse gozar, depois de alguns minutos começou de novo, até levá-lo às portas do orgasmo. A frustração e a dor causadas pelas mãos da mulher estavam se transformando numa dor surda que emanava do pau dele. Pra remediar essa situação, imaginou estuprando ela, rasgando a roupa dela e gozando dentro. Funcionou a ponto de fazê-lo ejacular pra caralho. — Mmmmmmm... ninguém te deu permissão pra gozar... — Magiee o repreendeu com sarcasmo — Você vai ter trabalho. Mai... A terceira mulher, uma asiática baixinha com cara de menina, se aproximou da luz e encarou o homem com um desprezo enorme. Sem dizer uma palavra, começou a masturbá-lo de novo. Ele, acostumado a gozar uma vez e vazar, tentou se afastar, mas as correias não deixaram... — Não tem pra onde correr, cobaia — explicou Vivian, sorrindo — olha, todas nós fomos vítimas de estupro, e a justiça não nos deu o que era nosso, então decidimos caçar estupradores... — No começo a gente matava eles — continuou Magiee — depois de estuprar eles no cu, óbvio... mas descobrimos que alguns pareciam até gostar... — Por isso a gente buscou uma tortura nova — explicou a asiática pequenininha, que olhava nos olhos dele enquanto o masturbava — descobrimos que entre o prazer e a dor, a linha é bem fina... Ele entendeu exatamente o que ela queria dizer. O pau dele parecia tremer num espasmo elétrico sem fim enquanto a mulherzinha continuava. Quando ele achou que a situação não podia piorar, um orgasmo violento o sacudiu... sentiu a barriga derreter e a dor explodir ali, pesada como uma pedra... — Deixa comigo, Mai — disse a ruiva, e se abaixando na frente dele começou a calçar uma luva que parecia de lixa — agora você vai ver o que é ser rasgado contra a sua vontade... Ela começou a masturbar o pau mole dele de novo, enquanto com um gesto pedia pra trazerem alguma coisa. Só quando destampou o vidrinho que o homem sentiu o terror de verdade. O cheiro de álcool tomou o ar enquanto a mulher derramava uma porção generosa no pau machucado dele... Dessa vez a dor foi até o fundo do cérebro dele, fazendo ele desmaiar e soltar os esfíncteres. Acordou estranhamente lúcido, ainda amarrado na mesa mas sem a mordaça. Em vez disso, tinha um soro no braço; virou a cabeça tentando ver o pau ferido que ainda pulsava entre as pernas. Deixo escapar um gemido assustado, ele parecia quase descarnado, com a pele do tronco e da glande toda raspada, o que explicava a dor tremenda que eu sentia. Por sorte, e por causa da dor, eu tinha certeza de que não teria outra ereção por vários dias... — Vejo que acordou de novo, cobaia — a ruiva sorriu maternalmente enquanto colocava o conteúdo de uma seringa no pacote do soro — você vai provar um novo coquetel que preparei, é feito pra manter uma ereção por horas, sem anestesiar os receptores de prazer ou dor do cérebro... — Nãooo, pelo amor de Deus, nãooo!!! — berrou o grandalhão enquanto lágrimas e meleca escorriam pelo rosto dele, ao ver que o pau começava a endurecer de novo — chega... por favor... chega... piedade... — Não era isso que suas vítimas pediam enquanto você as estuprava? — perguntou Mai enquanto se aproximava, calçando a luva áspera — você vai continuar aguentando isso, até seu coração explodir de dor.... FIM
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