Terminamos naquele lugar porque não tínhamos um puto pra viajar. Éramos muito jovens, quase crianças, e a gente se virava com qualquer merda, mas mesmo assim aquilo era demais.
A casa de campo que alugamos de Buenos Aires teria sido uma belezinha, como nos disseram, se pelo menos tivesse um mínimo de manutenção. Chegamos e quase ficamos deprimidos com o espetáculo: o mato alto, erva daninha pra todo lado, paredes descascadas e a piscina suja e vazia.
— Que porra é essa? Tão tirando com a nossa cara? — esculachei o caseiro, que era o cara responsável por abrir pra gente, cobrar e conferir se tava tudo certo quinze dias depois, na hora de devolver a casa. O sujeito me olhou com desprezo, e eu me senti intimidado de novo. Era um homem de uns 55 anos, largo e baixote, com duas cicatrizes na cara e olhos duros e penetrantes. Tinha um jeito seguro e um trato prepotente. Pelo menos, foi assim que se mostrou comigo desde que subimos na caminhonete dele.
Já com a Tami, minha mina, não foi assim. Também não era atencioso, mas olhava pra ela de outro jeito.
— Não deu tempo de fazer os últimos reparos. Mas vamos terminar até hoje à noite — Ele não falava comigo, falava com a Tami. Tami era naquela época uma morena de apenas 19 anos, magrinha e com um corpo de modelo. Não tinha um rosto angelical, mas tinha uns olhos de gata que, com o cabelo comprido e escuro, davam um ar de puta fatal. Ela não era. Bom, pelo menos até aquele verão.
Tami não parecia incomodada, como se a casa de campo arruinada não fosse um problema pra dormir, comer e passar quinze dias ali.
— Isso é inacreditável. Não vou deixar minha mina viver nesse chiqueiro. Vamos embora pra…
— Calma, meu amor… — disse Tami. Ela olhava pro fundo, onde dois morenos estavam cortando uns matos altos. Estavam pelados e suados de sol —. Tem certeza que até hoje à noite termina?
— Até amanhã, no máximo, princesa — respondeu o caseiro. Tami sorriu, lisonjeada. Eu não acreditava na cara de pau daquele velho —. Tenho o Botellão e o Índio pra tirar o mato e podar as árvores, e o "Velozes e Furiosos" pra pintura e alvenaria —apontou pra um velho gordo meio doidão, com o cabelo bem ralo e tingido de loiro vagabundo, que tava raspando umas paredes. A crueldade da piada de roça me pegou: "Velozes e Furiosos" era claramente o idiota da vila.
—E o senhor vai cuidar da piscina?
—Te informaram errado, portenhozinho —falou com sarcasmo. —Não tem piscina esse verão.
—Como assim não tem piscina? A gente alugou com piscina.
—O motor da bomba quebrou e o dono vai comprar outro com o que ganhar esse verão. O único jeito de encher é na mão.
—Então a gente vai embora…
—Meu amor, não sei… Seria um saco, voltar… —vi minha namorada hesitando. Eu tava me fazendo de durão pra ver se o caseiro mexia pelo menos um dedo pela casa. Claro que a gente podia ficar lá sem piscina. Na real, eu pensava em passar o dia todo transando com minha mina, mas a situação era injusta e eu queria reclamar—. Como daria pra encher?
O caseiro respondeu:
—Com a bomba manual. Viu? Ali.
Perto da piscina tinha uma bomba d'água, daquelas que se acionam com uma alavanca e puxam água do lençol freático. O pobre coitado que o caseiro colocasse pra trabalhar nisso pra encher a piscina ia ficar dois ou três dias sem parar.
—Tá bem —falei me achando—, bota um dos seus rapazes pra trabalhar o mais rápido possível. Isso vai demorar uma eternidade.
—A gente não vai fazer nada. A casa foi alugada sem piscina. Se você quiser a piscina cheia, vai ter que encher com as próprias mãos.
—Tá me zoando?
Ele me deu um olhar que não deixava dúvidas sobre a seriedade do que tava dizendo. De novo me senti intimidado. Ele se aproximou.
—Já tô cansado dessa frescura toda de cidade. Se não gosta, cai fora. Aqui a gente tá trabalhando.
E foi dar ordens pros dois caras que cortavam o mato.
—Meu amor, não enche o saco do caseiro… —Ainda por cima minha namorada me repreendia—. Quer ficar sem a casa de veraneio?
—Mas… esse cara tá nos Cagando. Acha que vou ficar bombeando essa porra?
—Não quero voltar pra casa. Além disso, não precisa encher a piscina toda, metade já tá bom.
—Mas você viu o tamanho daquilo?
—E eu não valho esse pequeno sacrifício? —ela disse com carinha de anjo—. Pensa em tudo que a gente pode fazer nesses quinze dias.
Ela virou pra olhar pro caseiro e pros dois caras pelados. As curvas perfeitas se desenhavam por baixo da calça jeans apertada, e não consegui evitar imaginá-la na cama de bruços com um travesseiro debaixo da barriguinha, aquela bunda redonda toda à minha mercê.
O caseiro voltou com os dois rapazes.
—E aí? Vão ficar ou não?
—Vamos ficar —resolveu Tami, animada—. Meu namorado vai encher minha piscina.
O caseiro me olhou com nojo e sorriu. Cuspiu alguma coisa da boca e se afastou pra dar espaço pros caras e fazer as apresentações.
—Eles são o Índio e o Botellón… —falava com Tami, me ignorando completamente. Os dois morenos eram caras jovens entre 20 e 30 anos, fibrosos, com sorriso fácil e olhar mais rápido ainda. Devoraram minha namorada com os olhos, e eu juro que Tami fez o mesmo. Foi quando segui o olhar dela que parei no volume que o Botellón carregava na bermuda. Não sei se tava de pau duro ou não, mas a perna do short fazia uma dobra dura e enorme. Eles se cumprimentaram com um beijo, o que me chamou a atenção. Nessa altura, Tami já tinha saído correndo e tava de costas parcialmente pra mim. Formou-se uma espécie de círculo onde eu quase ficava de fora. Me aproximei pra me apresentar pros dois caras também, mas o caseiro me barrou com o braço.
—Eu diria pra você começar a bombear o quanto antes, senão fevereiro chega e você não vai nem dar um mergulho.
—É, meu amor, o José tem razão —Peraí, desde quando ela chamava o caseiro pelo nome? Nem um “seu José”, pelo menos—. Começa logo —Ela virou e voltou a falar com o Botellón.
—Vai lá e começa a bombear —ordenou o caseiro. Tami se virou porque o tom tinha sido sem noção e autoritário. Mas ele não deu muita bola e voltou de novo com o Botellão e o Índio.
O tom do caseiro destilava tanta violência contida que eu obedeci sem nem trocar de roupa. Vi que seu José pegou minha mina pela cintura enquanto dizia:
— Vem que vou te apresentar o resto da peãozada — e foi guiando ela pela casa.
Eu fui parar na bomba d'água, uns cinco metros da piscina. Conectei na torneira uma mangueira igual a dos bombeiros, enquanto a Tami dava um sorriso condescendente pro Rápido e Furioso, que estavam apresentando pra ela. Enfiei a outra ponta da mangueira dentro do buraco da piscina e vi o caseiro entrando em casa com a minha mina.
Enquanto os dois moleques e o Rápido e Furioso voltaram pros seus trampos, eu levantei a alavanca. Tava dura de ferrugem e fazia um barulho agudo. Parecia que ia desmontar. Depois abaixei e repeti o movimento umas duas vezes. Em segundos, a água começou a jorrar, primeiro suja e depois já limpa e gelada.
De onde eu tava, dava pra ver a entrada da casa e o Rápido e Furioso raspando uma parede. Esperava que a Tami aparecesse a qualquer momento. Mas quem apareceu foi o caseiro, e foi direto pra caminhonete. Pegou uma bolsa, a da Tami, e voltou pra casa. Interceptei ele quando passou perto de mim.
— Que que houve?
— Sua namorada quer trocar de roupa pra ficar mais à vontade… Continua bombeando.
Tentei reclamar, mas o cara já tinha me entendido. Ele veio pra cima de mim na hora que eu respirei pra falar alguma coisa e apertou minha mão contra a alavanca que eu mesmo tava acionando.
— Sua namorada quer a piscina cheia pras férias. Seja homem e agrada ela. Continua bombeando até encher.
— Ai! — gritei de dor.
— Viadinho! — ele falou. Me soltou e foi embora. Fiquei dolorido e ajoelhado no gramado, segurando a mão torcida. Levantei a vista e vi o Rápido e Furioso se divertindo com a cena. Os dois moleques lá longe também não perderam o espetáculo. Me senti impotente, sozinho, ferido. Tive vontade de chorar de impotência, mas me segurei.
E continuei. Bombeando.
A Tami apareceu lá mais de meia hora depois. De biquíni. Tinha se trocado e agora tava na maior cara de pau pelo parque quase pelada. A fio dental turquesa enterrava na raba e os peitos brigavam pra sair do sutiãzinho.
—Neném, tu tá pelada!
—Que isso, love? É uma sunga!
Vi o Veloz e Furioso diminuir o ritmo e olhar pra ela com cara de quem viu fantasma. Deixou cair a espátula e a Tami riu baixinho.
—Esses pretos vão te estuprar.
—Para de falar besteira —me cortou—. Além disso, tem o José. Com ele me sinto segura, esses caras não vão fazer nada.
—Com o José? Que José? E eu?
—Tu tá pra bombear —brincou. E começou a andar na direção dos dois caras.
Continuei bombeando, o calor e a sede tavam me matando, e pra piorar, o caseiro apareceu.
—Tá indo bem —falou, e completou olhando o rebolado da bunda da minha mina se afastando—. Gostosa hein... Parabéns. Dá vontade de bombear e bombear.
Tava me zoando, mas não ia dar o gosto de me deixar puto de novo. Fiz que não ouvi. A Tami tava lá no fundo falando e brincando de mão com o Botijão e o Índio, meio sem vergonha, o que fez os dois vagabundos aproveitarem pra passar a mão nela disfarçado. Quando voltou, caminhava insinuante e sensual, feito modelo, sexy como nunca. Vi ela se erguer na frente do José e ele devorar ela com os olhos.
—Vou pegar um solzinho, love —me avisou.
—Já trago uma cadeira pra senhorita —disse solícito o seu José.
Ela se deitou pra tomar sol perto da piscina. Deitou de barriga pra cima e passou protetor. O caseiro dava instruções pros dois caras enquanto eu continuava bombeando. Umas meia hora depois, a Tami virou e chamou o seu José pra passar bronzeador nas costas dela.
—Meu love, eu posso passar —reclamei.
—Não, bichinho. Não quero te fazer perder tempo. Continua bombeando que cê tá indo muito bem… —virou de novo na cadeira e ficou de costas. O caseiro já tava passando creme nas mãos e o meu... minha namorada desabotoava o sutiã.
Começou a passar o protetor nela toda com suavidade, nas costas primeiro, devagar. O filho da puta do caseiro curtia cada centímetro de pele que apalpava. E curtia ainda mais, tenho certeza, porque eu observava a humilhação a uns cinco metros. Logo chegou nos ombros, nos braços, e finalmente parou na bunda. Encheu as mãos daquela redondez perfeita da minha mina e massageava devagar, apertando e se deliciando com aquela carne jovem. Eu, porra, começava a ter uma leve ereção. Mas não de tesão, e sim de raiva, claro.
— Meu amor! — não me segurei. — Tá te tocando!
— Não seja bobo, ele tá passando protetor. Vai começar de novo com esse ciúme?
Mas o filho da puta do caseiro tava passando o creme bem no meio da racha. Minha namorada fez um movimento e enfiou o biquíni muito mais pra dentro, de um jeito já sem vergonha. E o José aproveitou pra enfiar a pontinha de um dos dedos.
Engoli seco. Meu pau tava crescendo e endurecendo de um jeito inexplicável. Mas ainda tava puto pela invasão. Como não tinha coragem de falar nada, descontava batendo mais forte na bomba, subindo e descendo com tudo, enquanto o outro filho da puta apalpava minha mina.
Cada vez que eu baixava a alavanca, o caseiro enfiava um dedo entre o biquíni e a virilha, e quando eu subia, ele tirava. Uma e outra vez, e ele fazia de propósito porque me olhava desafiador a cada penetrada leve. Minha namorada fingia que não tava vendo, como se ele não tivesse fazendo nada fora do normal. Ficaram assim um tempão e percebi que a Tami tava ficando com tesão. Por sorte o joguinho acabou rápido, talvez o caseiro tenha se intimidado com a minha presença.
Lá pelo meio da manhã, eu tava tão cansado e com sede que arranquei a mangueira de incêndio da bomba e me lavei na água gelada. Depois me joguei pra descansar e quase dormi. Ou dormi. Quando recuperei as forças, acordei. mas Tami já não estava mais perto da piscina. O caseiro também não. Olhei ao redor. Botellón e o Índio continuavam arrancando mato e ervas daninhas lá atrás, e Rápido e Furioso raspava devagar, me olhando de soslaio. Algo estava errado.
Sim, a janela da ala norte, a que dava para a parede que Rápido e Furioso raspava, estava agora fechada, quando antes estava aberta. Um pulo no coração me sufocou. Soltei a bomba que já tinha pegado mecanicamente e me dirigi para a casa. O idiota me cortou o caminho.
—Não entre. Você não pode entrar! — disse ele com seu sorriso vazio.
—Como assim não posso entrar? — Rápido e Furioso não era o caseiro, era só um pobre coitado bonzinho com uma aparência bizarra, não me intimidava. Atravessei a porta com ele atrás, implorando para eu não avançar.
Até que cheguei na porta do quarto norte. Os gemidos de mulher eram fortes e ritmados. Minha namorada? Tentei abrir, mas estava trancada. Forcei a porta. Do outro lado, os sons não paravam, e Rápido e Furioso me segurava fraco pelo braço para me puxar.
Em um momento, a trepada parou e a porta se abriu só alguns centímetros. Era o caseiro, e parecia pelado.
—Que porra você quer?
—Cadê minha namorada? Me deixa entrar! — e empurrei. Mas José tinha a porta travada embaixo com o pé.
—Aqui não pode entrar. Isso é um assunto particular — Ele apoiou a bunda também e agora empurrar era impossível.
—Minha namorada tá aí? Deixa eu ver quem tá com você!
Mas o filho da puta não só ignorou meu grito, como fez algo pior.
—Vem cá, neném, vem pra cá — disse pra quem estava com ele. Levou ela claramente pra perto e continuou comendo ela, mas dessa vez apoiado contra a porta que eu tentava abrir.
Espiei pelo pouco espaço que tinha e vi que ele tava comendo uma garota magra de cabelo escuro, igualmente magra e morena que minha namorada, mas não consegui ver o rosto dela. Ela se apoiou de costas nele e na porta e se ajeitou pra — claramente — enterrar a pica do caseiro.
—Tami! Você tá Aí? Tami!
—Vai continuar bombando, corno! —gritou José, enquanto continuava enfiando na que com certeza era minha namorada, e ao mesmo tempo tentava empurrar a porta com o peso pra fechar. Mas eu ainda tava travando com o pé lá embaixo.
—Tami! É você? —Vi a garota indo pra frente e pra trás com movimentos repetidos. E ela gemia. Deus, como ela gemia.
Ele devia tar estuprando ela. Minha namoradinha era incapaz de fazer uma coisa dessas comigo. Comecei a bater na porta desesperado e tentar enfiar o pescoço pra confirmar se era a Tami. Era. Vi o rosto dela por um segundo e ela parecia possuída por um demônio. Ensopada de suor, os cabelos molhados sobre os olhos, mordendo os lábios de puro prazer animal. Ela recebia a pica do José, totalmente entregue, facilitada pela abertura que o próprio filho da puta criava ao afastar as nádegas dela com as mãos, como se fossem gomos. Ele tirava a pica e enterrava até o saco, agora num ritmo acelerado.
—Solta ela, filho da puta! Não come ela não!
Mas o caseiro continuava macetando ela como se nada. Às vezes ele aparecia um pouco na fresta da porta, me olhava e ria, debochado. E continuava bombando. Aí comecei a implorar, patético:
—Não come ela mais, por favor… —Mas isso parecia excitar ele, e ele dobrava as metidas—. Não come ela, seu José, por favor, não come ela…
Um minuto depois, eu tava de joelhos perto da porta, choramingando um pedido miserável. Cada gemido da Tami era uma facada no meu orgulho, e o orgasmo que o caseiro arrancou dela, bem na cara, foi um golpe na minha hombridade.
José apareceu.
—Velho imbecil, te falei que não queria ninguém entrando! —gritou pro Velozes e Furiosos enquanto continuava metendo sem parar que nem um animal, buscando agora o próprio gozo—. Vou descontar do teu dia! —Os gemidos da minha namorada tinham diminuído depois do orgasmo, mas voltavam a crescer—. Vai buscar os meninos, e tirem esse infeliz daqui que não posso comer a gostosa sossegado.
Minha namorada gemia e pedia mais, mas em voz baixa, como se tivesse vergonha.
—Tami, não deixa ele te comer… Não deixa, por favor…
Quando o Índio e o Botijão chegaram, eu já tava saindo. Eles me acompanharam até o tanque e fui pra bomba, que nem um robô. Suponho que pra eu não voltar pra casa, ficaram por perto. O Botijão sentou na espreguiçadeira e ficou batendo papo com o Índio. Enquanto eu retomava o bombeamento, devagar, fiquei observando ele. Pela posição que ele tava sentado, o volume que eu tinha visto antes agora se revelava, quase exposto pra mim, pelo vão da perna da bermuda. Era um pau do caralho, como eu imaginava. Mas brabo de verdade. Parecia, de fato, uma garrafa. Naquela hora, soube que as chances daqueles caras também me fazerem de corno eram cem por cento. O Botijão se mexeu de novo e agora o pau ficou totalmente exposto. Olhei pra cara dele e vi que ele tava me olhando. Fiquei vermelho que nem pimentão e bombei mais forte, mais corno e mais otário.
Minha namorada saiu de casa três quartos de hora depois, com o cabelo molhado e outra roupa: short e camiseta brancos. Ela trouxe uma jarra com suco e uns copos, como se nada tivesse acontecido. Vinha sorrindo, mais que sorrindo, radiante, feliz. Me cumprimentou com um beijo na testa.
—Cansado, meu amor? Trouxe uma coisinha pra você recuperar as forças.
Eu olhava pra ela sem acreditar no comportamento dela.
—Não tem nada pra me dizer? — perguntei indignado.
—Tem, sim: que você vai continuar bombeando o dia inteiro… — ela se divertia às minhas custas —. E que já vou começar a preparar a comida.
O almoço foi patético. A Tami tinha cozinhado alguma coisa e eu tinha posto a mesa. Mas por ordens do José, ele sentou na cabeceira e minha namorada à direita dele. Os outros em volta dela, e eu numa mesinha menor, separada num canto. A familiaridade com que eles tratavam minha namorada era humilhante demais. O que mais me irritava não era isso, mas a passividade ou permissividade dela. Parecia que tava tudo bem, que era normal, que era assim que tinha que ser. ser.
Corri vinho. Bastante. Eu tomei um pouco e me soltei. Percebi que ela era alvo constante de apalpadelas furtivas e piadas maldosas. Mas o vinho me deixava mais tolerante. Decidi beber mais pra deixar esse pesadelo pra trás. E bebi e bebi.
—Bom, cuck… —disse José pra mim no fim do almoço, com um tom paternal e me segurando pelos ombros—. Agora você vai continuar bombeando enquanto a gente cuida da sua gatinha, ok?
—Sim —falei, muito bêbado, aliviado e já bem conformado. Olhei pra trás dele, o Botellão e o Índio estavam fazendo um sanduíche na minha namorada, que aguentava eles no meio enquanto beijavam o pescoço dela e passavam a mão. A realidade tava girando com a tontura que eu tinha.
—Não pode espiar, hein? —José me avisava como se eu fosse um moleque—. Olha que você tem que encher a piscina…
—Eu encho a piscina de vocês e vocês enchem a Tami…
Eu tava decididamente bêbado, e José celebrou a piada com gosto.
—Hahaha! Que pedaço de cuck você é, garoto…! E não se preocupa que sua namorada vai passar como nunca… A gente vai encher ela bem cheinha… —Deu um tapinha nas minhas costas e me dispensou—. Você vai ver daqui a nove meses, hahaha…
—Hahaha —eu ri também.
—Beleza, agora levanta a mesa e lava todos os pratos que a gente vai se divertir com sua namoradinha… a gente vai putear ela bem puteada, quer…?
E ele me levou educadamente pra cozinha, onde comecei a lavar os pratos como um autêntico cuck.
Os outros três arrombados iam levar minha namorada pro quarto pra se acabar com ela, tinha certeza. Não sabia o que podia rolar com o idiota. Espiei a sala: Velozes e Furiosos tava dormindo num sofá, babando no braço.
Quando terminei, fui pra piscina bombear. Tinham me mandado não espiar e, por algum motivo, senti que devia obedecer.
Mas a surpresa tava me esperando na piscina. Comecei a fazer o meu serviço enquanto imaginava como eles tavam comendo a Tami, quando comecei a ouvir, perfeitamente e claramente, as vozes dos três filhos da puta gemidos da minha namorada. E tudo vinha de uns cinco metros.
—Mais… mais… mais… —gritava a Tami—. Assim, me dá… me dá, filho da puta…
Tavam fodendo ela na piscina. Me estiquei e consegui ver as sombras dos quatro na parede mais distante.
Continuei batendo uma, feliz, embora meio grogue, porque minha felicidade vinha de ouvir a voz da minha gatinha, que era familiar e gostosa pra mim. O álcool disfarçava a atrocidade do que tava rolando. Pelo que eu via das sombras e ouvia, eles tavam se revezando. O Botellão reclamava de ir por último, e minha namorada parecia temer o tamanho daquela pica. Na real, nem sei se era assim, eu tava como se tivesse drogado. Num momento cansei e me molhei com água. Me liguei um pouco e fui espiar a piscina. Tavam lá embaixo, com a água na altura dos tornozelos, usando minha namorada. Os sons ficaram mais fortes e agora eu não ouvia só os gemidos e gritos dela, mas também a respiração dos três filhos da puta que tavam fodendo ela. O Botellão tava em cima da cabeça da Tami, recebendo um boquete foda, com a Tami chupando ele e balançando a cabeça com aquele cabelo escuro, curvada pra ele. Atrás dela tavam o caseiro e o Índio. O Índio tava segurando ela por trás, cravando os dedos na bunda dela e a pica bem dentro. Tirava e metia de novo num ritmo lento mas contínuo. Ele tinha uma pica boa, mas nada de outro mundo. Minha Tami tava delirando de prazer, especialmente toda vez que o José massageava o cu dela e enfiava um dedo. Tava dilatando ela pro que vinha. A imagem era tipo hipnótica, meus olhos simplesmente não conseguiam sair dali.
—Vou arrebentar o cu da sua mulherzinha, hein, corno? O que você acha?
O José continuava me tratando como um idiota bêbado, mas a água tinha me ligado um pouco. Ele percebeu pela minha cara.
—Toma um pouco —ele disse—. Assim não dói tanto o chifre… —continuava massageando o cu da minha namorada e lubrificando com saliva—. Botellão, passa um pouco de vinho pra ele.
Olhei pela primeira vez a borda da piscina. Tinham trazido vodka, vinho e até gelo. De tudo, menos camisinha.
—Não quero! —me revoltei.
Mas a Tami virou pra mim, enquanto o Índio não parava de meter nela nem por um segundo, e disse entre gemidos:
—Toma, meu love… Toma que vai te fazer bem… Ahhh… Vai te deixar menos corno… Uhhh… —Ela fechava os olhinhos e apontava com o dedo pra garrafa que o Botellão me oferecia, lá de baixo. Recusei. O Botellão foi até a escadinha.
E apareceu com a garrafa na mão deste lado da piscina, parando do meu lado. Tava pelado.
—Toma, meu love… —insistia a Tami, enquanto o José já enfiava dois dedos no cu dela e a fazia gemer—. Vai te fazer bem…
O Botellão colocou o tubo de vidro na altura da própria rola e pela primeira vez vi aquilo em todo seu esplendor. Era uma rola descomunal, mesmo com a bebedeira dava pra perceber.
—Ajoelha —exigiu.
Não consegui não me ajoelhar. Tava muito tonto. Mas também, como que subjugado pelo poder que aquele pedaço de rola esbanjava. O Botellão abriu as pernas, a rola balançando, e se aproximou de mim. Fiquei ajoelhado quase entre as pernas dele, com o rosto perto da rola, olhando na cara dele… embora de esguelha, também pra rola. Ele colocou a rola perto do meu rosto. Eu não tava tão bêbado a ponto de chupar ela, se era isso que ele queria. Mas se o caseiro chegasse a exigir com alguma ameaça, não sei o que teria feito.
—Agora vai obedecer o seu José e a puta da sua namorada… Chupa!
E chupei. O Botellão tinha colocado a garrafa de vinho na altura da rola, grudada nela na verdade, e apontando pra baixo, uma do lado da outra. Eu tava entre as pernas dele mamando na garrafa de vidro, me intoxicando de álcool. Mas lá de baixo, dentro da piscina, a Tami não via o truque e se alucinou que eu tava chupando a rola dele.
Minha namorada pirou. Começou a ficar excitada e a pedir rola e que arrombassem o cu dela. Achando que eu tava chupando a pica do Botellão, e já com três dedos do José dilatando o cu dela, começou a gozar de puro tesão.
—Isso, meu love! —gritava pra mim —possessa—. Chupa a pica! Chupa a pica, corno!
O vagabundo do Botellón me puxou pelos cabelos enquanto eu chupava o cano de vidro, e devo admitir que estar sob aquele triângulo de poder que as pernas dele e a pica dele desenhavam, com a cabeça pra cima, causou um efeito inesperadamente excitante em mim.
— Como ele chupa o chifre — disse Botellón, e riu da cara da minha namorada. Minha namorada já tinha explodido num orgasmo e não aguentou mais, se levantou pra espiar pela borda da piscina.
Ela se decepcionou um pouco com a cena armada, mas já vinha com muito gás pra se render ali.
— Chupa a pica dele, corno. Quero te ver feito um putão pra mim.
— Meu amor, não… — supliquei, completamente bêbado.
— Chupa a pica dele enquanto o José me arrebenta o cu…
Botellón levantou as mãos e disse algo tipo que até ali ia com a brincadeira. E que agora era a vez dele. Pulou na piscina de uma vez e ficou de costas pra mim, levantou minha namorada no ar, acima da cintura dele, e devagar foi enfiando ela na pica dele enquanto ela gritava e se debatia pelo esforço de aguentar aquela pica entrando.
— Ai, que pedaço de pica que você tem…! — minha namorada já nem lembrava mais de mim —. Que pedaço de pica, filho da puta…!
Ele enterrava centímetro por centímetro, dilatando ela, abrindo ela como uma amêijoa. Tami ficou abraçada no Botellón, de frente pra mim, as pernas enganchadas na cintura dele, os dois colados na borda da piscina, onde eu estava. Por trás dela, o José se aproximou.
— Chegou a hora de arrebentar essa bunda gostosa, meu amor…
— Não, agora não… Com o Botellón dentro, vocês vão me destruir…
— Sinto muito, mamãe… Os caprichos deixa pro corno, com a gente não se brinca…
Ele se posicionou atrás e eu vi minha namorada tentar adiantar um pouco o corpo, pra evitar a investida do caseiro. Mas o corpo dela estava preso pelo Botellón, e ele não deixava ela escapar. A cabeça da pica do José forçou o cu dela e ela tentou se soltar, mas quando o caseiro segurou a cintura dela e se agarrou na pau pra mirar melhor, minha namorada tava entregue.
—Fica quietinha… Não resiste que vai ser pior… —dizia o Botellão. A cara da minha namorada tava tensa. Ela tava com vontade, mas também com medo. Seu José empurrou a pau uns centímetros. Tirou e babou de novo. Empurrou de novo e entrou mais um pouquinho. Tami fechava os olhos.
—Seu José, não come ela por trás… —implorei. Com o “seu” quis ser mais respeitoso—. Deixa um pouco pra quando eu casar com ela…
—Não se preocupa, corno, vou te deixar um filho…
E continuava enterrando mais um centímetro. Tami lacrimejava, mas aguentava estoicamente. Olhava pra mim, mas eu não conseguia tirar os olhos da fabulosa “arrombada de cu” que tavam fazendo na minha amada.
—Calma, gatinha —acalmava seu José, e enfiava mais um centímetro. O Botellão estimulava ela na frente, serrando bem devagar com a pau monstruosa dele. Mais um centímetro de pau avançou dentro do cu da minha namorada.
—Não tem medo, qualquer coisa aqui tá o cuck pra te apoiar… não é mesmo, cuck?
—Sim, seu José. —falei me acariciando disfarçadamente a pau por cima da calça. Tava muito excitado por causa do vinho.
—Ei, imbecil… —falava comigo—. Cê gosta de como a gente dá pau na sua namorada… hein?
—Sim, seu José. É que ela é gostosa, seu José…
—Tô enfiando mais um pouquinho… já tem a cabeça dentro… Cê gosta, gatinha?
—Tá doendo… —sofria Tami.
—Relaxa…
—Aaai! Tá doendo, seu José… Não continua… —minha namorada também tinha ficado respeitosa.
—Cala a boca, gatinha, eu sei que cê gosta. Vai ver…
E continuava enfiando carne dura. Minha namorada já lacrimejava e mordia os lábios e apertava os punhos. Mas engolia a pau caladinha.
—Fala pra ele… —pediu José—. Fala pro seu namorado que cê gosta…
—Mas tá doendo… Devagar… Devagar por favor…
—Fala pro cuck que cê gosta, puta… fala…
Tami tinha o rosto apoiado no ombro do Botellão, quase colado no meu. Podia beijar ela se quisesse.
—Tô abrindo a bunda, meu amor… Tô… ¡Ah! Me perdoa… ¡Ahhh! Devagar, por favoooor… Me perdoa, meu amor… Não sei por que eu faço isso…
—Já engoliu a metade, gatinha… —dizia o caseiro, passando a mão nos peitinhos dela—. E aqui vai a outra metade…
—¡Ahhh…! —gritava de dor minha namorada—. Mais devagar! Mais devagar, por favor! —Mas o caseiro tava empolgado. Avançou mais um centímetro—. Mais devagar, seu José! Não cabe mais!
—Shhh! Cabe, gatinha… Claro que cabe… Olha…
E enfiava mais um pouco.
—Tá doendo, seu José! Não continua, por favor…!
—Tá entrando ainda, meu amor… Viu? Aguenta mais um pouquinho… Mais dois centímetros e você vai ter ele até o saco, gatinha…
Com dor, o rabo enorme e virgem da minha namorada foi engolindo o pauzão do caseiro aos poucos, sem oferecer resistência séria. Ela puxava o ar, suava pra caralho com o esforço que a arrombada do cu tava dando, mas aguentava. E começava a gostar. De vez em quando abria os olhos e me via do lado, quase colado nela, mas do lado de fora da piscina. E pedia desculpa.
—Meu amor… —repetia—. Juro que não sei por que faço isso… Você tem que acreditar em mim… —Enquanto isso, o filho da puta do seu José começava a tirar e meter o pau de novo, devagar ainda, e o Botellão já bufava de tesão e agitação, perto de gozar. —Não sei por que faço isso —e enfiavam o pau de novo—. Não sei… —E mais uma.
A cara de puta safada que minha namorada tava naquele momento, e a cachaça que eu tinha bebido, me deram coragem de tirar o pau da calça e começar a bater uma.
Seu José já se mexia bem mais rápido, e começava a dar prazer total pra minha namorada. Ele segurava ela pela cintura e enfiava o pau sem piedade, olhando morbidamente as penetrações sem fim. A Tami começou a gemer e mexer a bacia, especialmente pra coordenar as duas picas que tinha enfiadas até o esôfago. Quando minha namorada começou a gozar gritando que nem uma puta, o excesso de tesão fez com que minha gozada fosse inevitável. As coisas giravam ao meu redor e minhas pernas ficaram bambas, mas lembro que a visão do rosto dela e do corpo sendo usado duplamente foi a visão mais linda que já presenciei. Também lembro do idiota da vila, do outro lado da piscina, olhando bestamente e se masturbando babando que nem um imbecil. Me vi refletido por um segundo e me odiei.
Acho que foi a fuga de toda aquela tensão acumulada, junto com o álcool e o sol, que causaram meu segundo desmaio. Me deitei na borda e fiquei ali meio dormindo enquanto ouvia o Botellón e o filho da puta do caseiro encherem minha namorada de porra, entre gritos animais.
Devo ter acordado uma hora depois ou mais, ainda tonto e com uma dor de cabeça que me matava. Espiei dentro da piscina e já não tinha ninguém. No parque também não. Apareceu então o Rápido e Furioso, o idiota, me olhando com sarcasmo. Apontou pra mim e — rindo — me disse:
— Cuck! hahaha!
É, grande piada. Olha quem ri. Perguntei onde estava a Tami e ele indicou um quarto onde eu sabia que tinha uma cama de casal. Tentei entrar, estava trancado. Lá dentro se ouviam risadas. Bati.
A porta foi aberta pelo caseiro, pelado. Atrás dele dava pra ver o Botellón passando um óleo ou algo na cock e minha namorada deitada de bruços na cama, com um travesseiro debaixo da barriga pra deixar a bunda empinada pra cima e à mercê dos algozes. O Índio também passava um creme na pussy da minha namorada.
— Oi, chifrudo — me cumprimentou zombeteiro seu José —. Não esquece que tem que encher a piscina.
— O que vão fazer com ela?
— Tamo preparando a tiny ass da sua mina pro Botellón… Não queremos que ele rasgue ela…
— Não!
— Calma, não vai acontecer nada… Você cuida da sua parte. Quando terminarmos de foder ela bem fodida, a gente avisa.
— Vocês vão destruir ela! Não podem…!
— Aqui todo mundo sabe o que faz, portenho… Você vai ver que sua namorada engole toda a cock do Botellón pelo cu e sem reclamar… Vamos te devolver mais aberta que um figo no verão.
—Não machuque ela, seu José. Eu imploro.
Mas seu José me olhou com indulgência, me deu um chiado como se eu fosse um retardado e fechou a porta, sem deixar de me lembrar de ir bombear pra encher a piscina.
Fui embora deixando minha namorada prestes a ser aberta por uma pica do tamanho de uma garrafa. E o pior é que ela ia voltar feliz pra mim.
Fui pra piscina bombear água com fúria. Me humilhavam de um jeito inacreditável e, mesmo assim, eu estava excitado como nunca na vida. A dor de cabeça não passava e, depois de umas meia hora bombeando, comecei a ouvir os gritos da minha namorada, primeiro de dor e, um bom tempo depois, de prazer.
Ficaram comendo ela sem parar e se revezando até a noite, enquanto eu, meta bombear e bombear.
Naquela noite, Tami estava morta e dormiu quase ao encostar a cabeça no travesseiro. Por causa do cansaço dela, eu tive que fazer a comida, arrumar as camas pra dormir e limpar a casa inteira. Como se eu também não estivesse exausto!
Dormida ao meu lado, decidi explorar ela. Não me importava se acordasse: apesar da excitação, também sentia indignação pelo que minha namorada tinha se submetido. Com meus dedos, toquei ela lá embaixo, e me assustei com o quanto a senti aberta, tanto na buceta quanto no cu. Minha excitação era tanta que eu estava com a pica dura como um porrete. Aproveitei que ela estava de lado e encostei a cabecinha da minha na bunda e na buceta dela.
Tami meio que acordou.
—Meu amor… Juro que não sei… Amanhã mesmo a gente volta… Não quero que pense que sou assim… Deve ter sido o vinho.
Mas ela já estava putinha antes de beber. Em vez disso, eu disse:
—Amanhã eles voltam pra terminar o serviço. Porque hoje não fizeram nada…
Fez-se um silêncio. Eu tentava forçar a entrada no cu dela, que tava bem dilatado.
—Como assim amanhã eles voltam…? —perguntou por fim—. Quem?
Consegui notar um certo interesse.
—O caseiro. Ele tem que terminar de arrumar essa casa… Mesmo que a gente vá embora…
Outro longo silêncio. Silêncio.
—Claro… —resolveu ela, hesitante—. Amanhã a gente tem que ir… Voltamos pra Buenos Aires e esquecemos tudo que aconteceu aqui… Tá, meu amor…?
—Tá.
—Você vai conseguir me perdoar algum dia…?
Eu tinha empurrado o pau no cu dela, mas ela tinha corrigido a trajetória e agora eu tava socando a pussy dela, que parecia aberta igual um copo de uísque.
—José me disse que amanhã traz mais dois ou três peões… —informei. E calei. Aproveitei o silêncio enorme dela pra penetrar um pouco. Meu pau entrou com tanta facilidade que duvidei que tava comendo ela. Ela me perguntou:
—Pra substituir o Botellón e o Índio ou… dois ou três a mais…?
—Dois ou três a mais. Ele disse que se não botar cinco ou seis pra trabalhar, já não consegue cumprir o prazo pra deixar a casa pronta pra gente…
Ouvi o silêncio dela, e a respiração ansiosa.
—Que responsável que é o seu José…
Era uma frase ambígua o bastante pra deixar de lado a ideia de ir embora, mas sem se comprometer a ficar. Peguei ela pela cintura e apertei gostoso a bunda usada dela, por puro tesão.
—É… Ele disse que pode trazer mais e mais peões —Eu mal sentia ela lá embaixo, e sabia que ela, entre o alargamento e as dores da foda, e minha pica que também não era grande coisa, praticamente nem percebia o que eu tava fazendo—, e que se precisar, vai encher a casa de operários durante os quinze dias…
Eu mal tinha me mexido duas vezes, mas quando terminei de falar aquilo, gozei igual um novato.
—Meu amor… —disse docemente a Tami—. Você quer que a gente fique mais um dia, pra ver se terminam de arrumar a casa direitinho?
Ela tava me implorando com o olhar pra ficar. A essa altura, a ideia me encantava, porque por mais que ela tivesse me traindo, quando voltássemos pra Buenos Aires tudo entraria nos eixos de novo e a gente trataria esses dois dias como um parêntese. Com o tempo, faríamos de conta que nunca aconteceu.
—Pode ser… Seis caras têm que trabalhar mais rápido que três, né?
Trabalharam exatamente o dobro. Porque no dia seguinte eram seis pra comer minha Tami. Assim que chegaram, minha mina foi correndo na direção deles pra ver os três machos novos. Tinha dois grandões meio fechados e um terceiro menor que parecia inexperiente. Em menos de uma hora já tinham minha namorada a serviço deles, na cama de casal, se pelando pra eles e passando a mão nela por todo lado. Comeram ela o dia inteiro e das formas mais variadas. Revezavam pra meter por trás e pela frente, e quando descansavam iam zoar de mim por estar bombando que nem um idiota. Bom, na real era mais o caseiro, que vinha direto conferir se eu tava fazendo meu trampo e me humilhar sempre que podia. Ele tinha parado de me chamar de cuck e passou a me tratar na cara dura de Imbecil ou Idiota. Tami não parecia se importar, embora pra ser sincero ela tava quase o tempo todo nos quartos sendo usada que nem uma puta. Duas vezes durante aquela maratona sexual me mandaram comprar camisinha, e eu fui todo obediente, só pra descobrir que na minha ausência, enquanto eu ia comprar, tavam comendo ela sem capa. Igual no primeiro dia. Então também não se trabalhou muito na reforma da casa de campo, já que os seis peões passaram o tempo todo comendo minha mina. De modo que no dia seguinte o caseiro voltou com mais gente. Que também se enfiou na minha garota. Em uma semana eu tinha conseguido encher boa parte da piscina, mas o mato, a pintura e a casa em geral estavam tão largadas quanto quando chegamos. O caseiro já tinha conseguido que dezessete dos parceiros dele da cidade comessem a Tami, metade sem camisinha. Nessa altura eu já era um lixo humano, José dormia com minha namorada de noite e tinha me mandado pro galpão das ferramentas, nem pro quarto de hóspedes. É que ele dizia que um cuck como eu não tinha direito de dormir na mesma casa que um macho de verdade. Minha namorada não me defendeu, embora tivesse prometido me compensar na volta. Foram Quinze dias de loucura absoluta, onde eu e a Tami perdemos completamente a sanidade e a razão, onde o caseiro se tornou dono dela e ela obedecia ele em tudo. Na segunda semana, ele saía com ela pra passear pela cidade quase toda noite e apresentava ela pra qualquer amigo ou conhecido que aparecia, dizendo que era a putinha pessoal dele. Ela voltava de madrugada pra dormir com o caseiro, mas passava no meu quarto uns minutos pra me consolar e pedir desculpa pelo comportamento dela.
Já em Buenos Aires, as coisas foram pro lugar mais inesperado. A gente tinha prometido não falar mais sobre o assunto, mas foi impossível. Casamos um mês depois. Não, ela não tava grávida. Casamos porque naqueles quinze dias a gente percebeu o quanto e como a gente se amava.
A gente soube, quando mudamos pro nosso apê alugado, na mesma hora em que estreávamos o quarto transando, que no verão seguinte e em todos os verões das nossas vidas a gente ia alugar aquela maldita casa de campo, com aquele filho da puta sem-vergonha do caseiro que ela tinha.
FIM
autor: rebelde buey
A casa de campo que alugamos de Buenos Aires teria sido uma belezinha, como nos disseram, se pelo menos tivesse um mínimo de manutenção. Chegamos e quase ficamos deprimidos com o espetáculo: o mato alto, erva daninha pra todo lado, paredes descascadas e a piscina suja e vazia.
— Que porra é essa? Tão tirando com a nossa cara? — esculachei o caseiro, que era o cara responsável por abrir pra gente, cobrar e conferir se tava tudo certo quinze dias depois, na hora de devolver a casa. O sujeito me olhou com desprezo, e eu me senti intimidado de novo. Era um homem de uns 55 anos, largo e baixote, com duas cicatrizes na cara e olhos duros e penetrantes. Tinha um jeito seguro e um trato prepotente. Pelo menos, foi assim que se mostrou comigo desde que subimos na caminhonete dele.
Já com a Tami, minha mina, não foi assim. Também não era atencioso, mas olhava pra ela de outro jeito.
— Não deu tempo de fazer os últimos reparos. Mas vamos terminar até hoje à noite — Ele não falava comigo, falava com a Tami. Tami era naquela época uma morena de apenas 19 anos, magrinha e com um corpo de modelo. Não tinha um rosto angelical, mas tinha uns olhos de gata que, com o cabelo comprido e escuro, davam um ar de puta fatal. Ela não era. Bom, pelo menos até aquele verão.
Tami não parecia incomodada, como se a casa de campo arruinada não fosse um problema pra dormir, comer e passar quinze dias ali.
— Isso é inacreditável. Não vou deixar minha mina viver nesse chiqueiro. Vamos embora pra…
— Calma, meu amor… — disse Tami. Ela olhava pro fundo, onde dois morenos estavam cortando uns matos altos. Estavam pelados e suados de sol —. Tem certeza que até hoje à noite termina?
— Até amanhã, no máximo, princesa — respondeu o caseiro. Tami sorriu, lisonjeada. Eu não acreditava na cara de pau daquele velho —. Tenho o Botellão e o Índio pra tirar o mato e podar as árvores, e o "Velozes e Furiosos" pra pintura e alvenaria —apontou pra um velho gordo meio doidão, com o cabelo bem ralo e tingido de loiro vagabundo, que tava raspando umas paredes. A crueldade da piada de roça me pegou: "Velozes e Furiosos" era claramente o idiota da vila.
—E o senhor vai cuidar da piscina?
—Te informaram errado, portenhozinho —falou com sarcasmo. —Não tem piscina esse verão.
—Como assim não tem piscina? A gente alugou com piscina.
—O motor da bomba quebrou e o dono vai comprar outro com o que ganhar esse verão. O único jeito de encher é na mão.
—Então a gente vai embora…
—Meu amor, não sei… Seria um saco, voltar… —vi minha namorada hesitando. Eu tava me fazendo de durão pra ver se o caseiro mexia pelo menos um dedo pela casa. Claro que a gente podia ficar lá sem piscina. Na real, eu pensava em passar o dia todo transando com minha mina, mas a situação era injusta e eu queria reclamar—. Como daria pra encher?
O caseiro respondeu:
—Com a bomba manual. Viu? Ali.
Perto da piscina tinha uma bomba d'água, daquelas que se acionam com uma alavanca e puxam água do lençol freático. O pobre coitado que o caseiro colocasse pra trabalhar nisso pra encher a piscina ia ficar dois ou três dias sem parar.
—Tá bem —falei me achando—, bota um dos seus rapazes pra trabalhar o mais rápido possível. Isso vai demorar uma eternidade.
—A gente não vai fazer nada. A casa foi alugada sem piscina. Se você quiser a piscina cheia, vai ter que encher com as próprias mãos.
—Tá me zoando?
Ele me deu um olhar que não deixava dúvidas sobre a seriedade do que tava dizendo. De novo me senti intimidado. Ele se aproximou.
—Já tô cansado dessa frescura toda de cidade. Se não gosta, cai fora. Aqui a gente tá trabalhando.
E foi dar ordens pros dois caras que cortavam o mato.
—Meu amor, não enche o saco do caseiro… —Ainda por cima minha namorada me repreendia—. Quer ficar sem a casa de veraneio?
—Mas… esse cara tá nos Cagando. Acha que vou ficar bombeando essa porra?
—Não quero voltar pra casa. Além disso, não precisa encher a piscina toda, metade já tá bom.
—Mas você viu o tamanho daquilo?
—E eu não valho esse pequeno sacrifício? —ela disse com carinha de anjo—. Pensa em tudo que a gente pode fazer nesses quinze dias.
Ela virou pra olhar pro caseiro e pros dois caras pelados. As curvas perfeitas se desenhavam por baixo da calça jeans apertada, e não consegui evitar imaginá-la na cama de bruços com um travesseiro debaixo da barriguinha, aquela bunda redonda toda à minha mercê.
O caseiro voltou com os dois rapazes.
—E aí? Vão ficar ou não?
—Vamos ficar —resolveu Tami, animada—. Meu namorado vai encher minha piscina.
O caseiro me olhou com nojo e sorriu. Cuspiu alguma coisa da boca e se afastou pra dar espaço pros caras e fazer as apresentações.
—Eles são o Índio e o Botellón… —falava com Tami, me ignorando completamente. Os dois morenos eram caras jovens entre 20 e 30 anos, fibrosos, com sorriso fácil e olhar mais rápido ainda. Devoraram minha namorada com os olhos, e eu juro que Tami fez o mesmo. Foi quando segui o olhar dela que parei no volume que o Botellón carregava na bermuda. Não sei se tava de pau duro ou não, mas a perna do short fazia uma dobra dura e enorme. Eles se cumprimentaram com um beijo, o que me chamou a atenção. Nessa altura, Tami já tinha saído correndo e tava de costas parcialmente pra mim. Formou-se uma espécie de círculo onde eu quase ficava de fora. Me aproximei pra me apresentar pros dois caras também, mas o caseiro me barrou com o braço.
—Eu diria pra você começar a bombear o quanto antes, senão fevereiro chega e você não vai nem dar um mergulho.
—É, meu amor, o José tem razão —Peraí, desde quando ela chamava o caseiro pelo nome? Nem um “seu José”, pelo menos—. Começa logo —Ela virou e voltou a falar com o Botellón.
—Vai lá e começa a bombear —ordenou o caseiro. Tami se virou porque o tom tinha sido sem noção e autoritário. Mas ele não deu muita bola e voltou de novo com o Botellão e o Índio.
O tom do caseiro destilava tanta violência contida que eu obedeci sem nem trocar de roupa. Vi que seu José pegou minha mina pela cintura enquanto dizia:
— Vem que vou te apresentar o resto da peãozada — e foi guiando ela pela casa.
Eu fui parar na bomba d'água, uns cinco metros da piscina. Conectei na torneira uma mangueira igual a dos bombeiros, enquanto a Tami dava um sorriso condescendente pro Rápido e Furioso, que estavam apresentando pra ela. Enfiei a outra ponta da mangueira dentro do buraco da piscina e vi o caseiro entrando em casa com a minha mina.
Enquanto os dois moleques e o Rápido e Furioso voltaram pros seus trampos, eu levantei a alavanca. Tava dura de ferrugem e fazia um barulho agudo. Parecia que ia desmontar. Depois abaixei e repeti o movimento umas duas vezes. Em segundos, a água começou a jorrar, primeiro suja e depois já limpa e gelada.
De onde eu tava, dava pra ver a entrada da casa e o Rápido e Furioso raspando uma parede. Esperava que a Tami aparecesse a qualquer momento. Mas quem apareceu foi o caseiro, e foi direto pra caminhonete. Pegou uma bolsa, a da Tami, e voltou pra casa. Interceptei ele quando passou perto de mim.
— Que que houve?
— Sua namorada quer trocar de roupa pra ficar mais à vontade… Continua bombeando.
Tentei reclamar, mas o cara já tinha me entendido. Ele veio pra cima de mim na hora que eu respirei pra falar alguma coisa e apertou minha mão contra a alavanca que eu mesmo tava acionando.
— Sua namorada quer a piscina cheia pras férias. Seja homem e agrada ela. Continua bombeando até encher.
— Ai! — gritei de dor.
— Viadinho! — ele falou. Me soltou e foi embora. Fiquei dolorido e ajoelhado no gramado, segurando a mão torcida. Levantei a vista e vi o Rápido e Furioso se divertindo com a cena. Os dois moleques lá longe também não perderam o espetáculo. Me senti impotente, sozinho, ferido. Tive vontade de chorar de impotência, mas me segurei.
E continuei. Bombeando.
A Tami apareceu lá mais de meia hora depois. De biquíni. Tinha se trocado e agora tava na maior cara de pau pelo parque quase pelada. A fio dental turquesa enterrava na raba e os peitos brigavam pra sair do sutiãzinho.
—Neném, tu tá pelada!
—Que isso, love? É uma sunga!
Vi o Veloz e Furioso diminuir o ritmo e olhar pra ela com cara de quem viu fantasma. Deixou cair a espátula e a Tami riu baixinho.
—Esses pretos vão te estuprar.
—Para de falar besteira —me cortou—. Além disso, tem o José. Com ele me sinto segura, esses caras não vão fazer nada.
—Com o José? Que José? E eu?
—Tu tá pra bombear —brincou. E começou a andar na direção dos dois caras.
Continuei bombeando, o calor e a sede tavam me matando, e pra piorar, o caseiro apareceu.
—Tá indo bem —falou, e completou olhando o rebolado da bunda da minha mina se afastando—. Gostosa hein... Parabéns. Dá vontade de bombear e bombear.
Tava me zoando, mas não ia dar o gosto de me deixar puto de novo. Fiz que não ouvi. A Tami tava lá no fundo falando e brincando de mão com o Botijão e o Índio, meio sem vergonha, o que fez os dois vagabundos aproveitarem pra passar a mão nela disfarçado. Quando voltou, caminhava insinuante e sensual, feito modelo, sexy como nunca. Vi ela se erguer na frente do José e ele devorar ela com os olhos.
—Vou pegar um solzinho, love —me avisou.
—Já trago uma cadeira pra senhorita —disse solícito o seu José.
Ela se deitou pra tomar sol perto da piscina. Deitou de barriga pra cima e passou protetor. O caseiro dava instruções pros dois caras enquanto eu continuava bombeando. Umas meia hora depois, a Tami virou e chamou o seu José pra passar bronzeador nas costas dela.
—Meu love, eu posso passar —reclamei.
—Não, bichinho. Não quero te fazer perder tempo. Continua bombeando que cê tá indo muito bem… —virou de novo na cadeira e ficou de costas. O caseiro já tava passando creme nas mãos e o meu... minha namorada desabotoava o sutiã.
Começou a passar o protetor nela toda com suavidade, nas costas primeiro, devagar. O filho da puta do caseiro curtia cada centímetro de pele que apalpava. E curtia ainda mais, tenho certeza, porque eu observava a humilhação a uns cinco metros. Logo chegou nos ombros, nos braços, e finalmente parou na bunda. Encheu as mãos daquela redondez perfeita da minha mina e massageava devagar, apertando e se deliciando com aquela carne jovem. Eu, porra, começava a ter uma leve ereção. Mas não de tesão, e sim de raiva, claro.
— Meu amor! — não me segurei. — Tá te tocando!
— Não seja bobo, ele tá passando protetor. Vai começar de novo com esse ciúme?
Mas o filho da puta do caseiro tava passando o creme bem no meio da racha. Minha namorada fez um movimento e enfiou o biquíni muito mais pra dentro, de um jeito já sem vergonha. E o José aproveitou pra enfiar a pontinha de um dos dedos.
Engoli seco. Meu pau tava crescendo e endurecendo de um jeito inexplicável. Mas ainda tava puto pela invasão. Como não tinha coragem de falar nada, descontava batendo mais forte na bomba, subindo e descendo com tudo, enquanto o outro filho da puta apalpava minha mina.
Cada vez que eu baixava a alavanca, o caseiro enfiava um dedo entre o biquíni e a virilha, e quando eu subia, ele tirava. Uma e outra vez, e ele fazia de propósito porque me olhava desafiador a cada penetrada leve. Minha namorada fingia que não tava vendo, como se ele não tivesse fazendo nada fora do normal. Ficaram assim um tempão e percebi que a Tami tava ficando com tesão. Por sorte o joguinho acabou rápido, talvez o caseiro tenha se intimidado com a minha presença.
Lá pelo meio da manhã, eu tava tão cansado e com sede que arranquei a mangueira de incêndio da bomba e me lavei na água gelada. Depois me joguei pra descansar e quase dormi. Ou dormi. Quando recuperei as forças, acordei. mas Tami já não estava mais perto da piscina. O caseiro também não. Olhei ao redor. Botellón e o Índio continuavam arrancando mato e ervas daninhas lá atrás, e Rápido e Furioso raspava devagar, me olhando de soslaio. Algo estava errado.
Sim, a janela da ala norte, a que dava para a parede que Rápido e Furioso raspava, estava agora fechada, quando antes estava aberta. Um pulo no coração me sufocou. Soltei a bomba que já tinha pegado mecanicamente e me dirigi para a casa. O idiota me cortou o caminho.
—Não entre. Você não pode entrar! — disse ele com seu sorriso vazio.
—Como assim não posso entrar? — Rápido e Furioso não era o caseiro, era só um pobre coitado bonzinho com uma aparência bizarra, não me intimidava. Atravessei a porta com ele atrás, implorando para eu não avançar.
Até que cheguei na porta do quarto norte. Os gemidos de mulher eram fortes e ritmados. Minha namorada? Tentei abrir, mas estava trancada. Forcei a porta. Do outro lado, os sons não paravam, e Rápido e Furioso me segurava fraco pelo braço para me puxar.
Em um momento, a trepada parou e a porta se abriu só alguns centímetros. Era o caseiro, e parecia pelado.
—Que porra você quer?
—Cadê minha namorada? Me deixa entrar! — e empurrei. Mas José tinha a porta travada embaixo com o pé.
—Aqui não pode entrar. Isso é um assunto particular — Ele apoiou a bunda também e agora empurrar era impossível.
—Minha namorada tá aí? Deixa eu ver quem tá com você!
Mas o filho da puta não só ignorou meu grito, como fez algo pior.
—Vem cá, neném, vem pra cá — disse pra quem estava com ele. Levou ela claramente pra perto e continuou comendo ela, mas dessa vez apoiado contra a porta que eu tentava abrir.
Espiei pelo pouco espaço que tinha e vi que ele tava comendo uma garota magra de cabelo escuro, igualmente magra e morena que minha namorada, mas não consegui ver o rosto dela. Ela se apoiou de costas nele e na porta e se ajeitou pra — claramente — enterrar a pica do caseiro.
—Tami! Você tá Aí? Tami!
—Vai continuar bombando, corno! —gritou José, enquanto continuava enfiando na que com certeza era minha namorada, e ao mesmo tempo tentava empurrar a porta com o peso pra fechar. Mas eu ainda tava travando com o pé lá embaixo.
—Tami! É você? —Vi a garota indo pra frente e pra trás com movimentos repetidos. E ela gemia. Deus, como ela gemia.
Ele devia tar estuprando ela. Minha namoradinha era incapaz de fazer uma coisa dessas comigo. Comecei a bater na porta desesperado e tentar enfiar o pescoço pra confirmar se era a Tami. Era. Vi o rosto dela por um segundo e ela parecia possuída por um demônio. Ensopada de suor, os cabelos molhados sobre os olhos, mordendo os lábios de puro prazer animal. Ela recebia a pica do José, totalmente entregue, facilitada pela abertura que o próprio filho da puta criava ao afastar as nádegas dela com as mãos, como se fossem gomos. Ele tirava a pica e enterrava até o saco, agora num ritmo acelerado.
—Solta ela, filho da puta! Não come ela não!
Mas o caseiro continuava macetando ela como se nada. Às vezes ele aparecia um pouco na fresta da porta, me olhava e ria, debochado. E continuava bombando. Aí comecei a implorar, patético:
—Não come ela mais, por favor… —Mas isso parecia excitar ele, e ele dobrava as metidas—. Não come ela, seu José, por favor, não come ela…
Um minuto depois, eu tava de joelhos perto da porta, choramingando um pedido miserável. Cada gemido da Tami era uma facada no meu orgulho, e o orgasmo que o caseiro arrancou dela, bem na cara, foi um golpe na minha hombridade.
José apareceu.
—Velho imbecil, te falei que não queria ninguém entrando! —gritou pro Velozes e Furiosos enquanto continuava metendo sem parar que nem um animal, buscando agora o próprio gozo—. Vou descontar do teu dia! —Os gemidos da minha namorada tinham diminuído depois do orgasmo, mas voltavam a crescer—. Vai buscar os meninos, e tirem esse infeliz daqui que não posso comer a gostosa sossegado.
Minha namorada gemia e pedia mais, mas em voz baixa, como se tivesse vergonha.
—Tami, não deixa ele te comer… Não deixa, por favor…
Quando o Índio e o Botijão chegaram, eu já tava saindo. Eles me acompanharam até o tanque e fui pra bomba, que nem um robô. Suponho que pra eu não voltar pra casa, ficaram por perto. O Botijão sentou na espreguiçadeira e ficou batendo papo com o Índio. Enquanto eu retomava o bombeamento, devagar, fiquei observando ele. Pela posição que ele tava sentado, o volume que eu tinha visto antes agora se revelava, quase exposto pra mim, pelo vão da perna da bermuda. Era um pau do caralho, como eu imaginava. Mas brabo de verdade. Parecia, de fato, uma garrafa. Naquela hora, soube que as chances daqueles caras também me fazerem de corno eram cem por cento. O Botijão se mexeu de novo e agora o pau ficou totalmente exposto. Olhei pra cara dele e vi que ele tava me olhando. Fiquei vermelho que nem pimentão e bombei mais forte, mais corno e mais otário.
Minha namorada saiu de casa três quartos de hora depois, com o cabelo molhado e outra roupa: short e camiseta brancos. Ela trouxe uma jarra com suco e uns copos, como se nada tivesse acontecido. Vinha sorrindo, mais que sorrindo, radiante, feliz. Me cumprimentou com um beijo na testa.
—Cansado, meu amor? Trouxe uma coisinha pra você recuperar as forças.
Eu olhava pra ela sem acreditar no comportamento dela.
—Não tem nada pra me dizer? — perguntei indignado.
—Tem, sim: que você vai continuar bombeando o dia inteiro… — ela se divertia às minhas custas —. E que já vou começar a preparar a comida.
O almoço foi patético. A Tami tinha cozinhado alguma coisa e eu tinha posto a mesa. Mas por ordens do José, ele sentou na cabeceira e minha namorada à direita dele. Os outros em volta dela, e eu numa mesinha menor, separada num canto. A familiaridade com que eles tratavam minha namorada era humilhante demais. O que mais me irritava não era isso, mas a passividade ou permissividade dela. Parecia que tava tudo bem, que era normal, que era assim que tinha que ser. ser.
Corri vinho. Bastante. Eu tomei um pouco e me soltei. Percebi que ela era alvo constante de apalpadelas furtivas e piadas maldosas. Mas o vinho me deixava mais tolerante. Decidi beber mais pra deixar esse pesadelo pra trás. E bebi e bebi.
—Bom, cuck… —disse José pra mim no fim do almoço, com um tom paternal e me segurando pelos ombros—. Agora você vai continuar bombeando enquanto a gente cuida da sua gatinha, ok?
—Sim —falei, muito bêbado, aliviado e já bem conformado. Olhei pra trás dele, o Botellão e o Índio estavam fazendo um sanduíche na minha namorada, que aguentava eles no meio enquanto beijavam o pescoço dela e passavam a mão. A realidade tava girando com a tontura que eu tinha.
—Não pode espiar, hein? —José me avisava como se eu fosse um moleque—. Olha que você tem que encher a piscina…
—Eu encho a piscina de vocês e vocês enchem a Tami…
Eu tava decididamente bêbado, e José celebrou a piada com gosto.
—Hahaha! Que pedaço de cuck você é, garoto…! E não se preocupa que sua namorada vai passar como nunca… A gente vai encher ela bem cheinha… —Deu um tapinha nas minhas costas e me dispensou—. Você vai ver daqui a nove meses, hahaha…
—Hahaha —eu ri também.
—Beleza, agora levanta a mesa e lava todos os pratos que a gente vai se divertir com sua namoradinha… a gente vai putear ela bem puteada, quer…?
E ele me levou educadamente pra cozinha, onde comecei a lavar os pratos como um autêntico cuck.
Os outros três arrombados iam levar minha namorada pro quarto pra se acabar com ela, tinha certeza. Não sabia o que podia rolar com o idiota. Espiei a sala: Velozes e Furiosos tava dormindo num sofá, babando no braço.
Quando terminei, fui pra piscina bombear. Tinham me mandado não espiar e, por algum motivo, senti que devia obedecer.
Mas a surpresa tava me esperando na piscina. Comecei a fazer o meu serviço enquanto imaginava como eles tavam comendo a Tami, quando comecei a ouvir, perfeitamente e claramente, as vozes dos três filhos da puta gemidos da minha namorada. E tudo vinha de uns cinco metros.
—Mais… mais… mais… —gritava a Tami—. Assim, me dá… me dá, filho da puta…
Tavam fodendo ela na piscina. Me estiquei e consegui ver as sombras dos quatro na parede mais distante.
Continuei batendo uma, feliz, embora meio grogue, porque minha felicidade vinha de ouvir a voz da minha gatinha, que era familiar e gostosa pra mim. O álcool disfarçava a atrocidade do que tava rolando. Pelo que eu via das sombras e ouvia, eles tavam se revezando. O Botellão reclamava de ir por último, e minha namorada parecia temer o tamanho daquela pica. Na real, nem sei se era assim, eu tava como se tivesse drogado. Num momento cansei e me molhei com água. Me liguei um pouco e fui espiar a piscina. Tavam lá embaixo, com a água na altura dos tornozelos, usando minha namorada. Os sons ficaram mais fortes e agora eu não ouvia só os gemidos e gritos dela, mas também a respiração dos três filhos da puta que tavam fodendo ela. O Botellão tava em cima da cabeça da Tami, recebendo um boquete foda, com a Tami chupando ele e balançando a cabeça com aquele cabelo escuro, curvada pra ele. Atrás dela tavam o caseiro e o Índio. O Índio tava segurando ela por trás, cravando os dedos na bunda dela e a pica bem dentro. Tirava e metia de novo num ritmo lento mas contínuo. Ele tinha uma pica boa, mas nada de outro mundo. Minha Tami tava delirando de prazer, especialmente toda vez que o José massageava o cu dela e enfiava um dedo. Tava dilatando ela pro que vinha. A imagem era tipo hipnótica, meus olhos simplesmente não conseguiam sair dali.
—Vou arrebentar o cu da sua mulherzinha, hein, corno? O que você acha?
O José continuava me tratando como um idiota bêbado, mas a água tinha me ligado um pouco. Ele percebeu pela minha cara.
—Toma um pouco —ele disse—. Assim não dói tanto o chifre… —continuava massageando o cu da minha namorada e lubrificando com saliva—. Botellão, passa um pouco de vinho pra ele.
Olhei pela primeira vez a borda da piscina. Tinham trazido vodka, vinho e até gelo. De tudo, menos camisinha.
—Não quero! —me revoltei.
Mas a Tami virou pra mim, enquanto o Índio não parava de meter nela nem por um segundo, e disse entre gemidos:
—Toma, meu love… Toma que vai te fazer bem… Ahhh… Vai te deixar menos corno… Uhhh… —Ela fechava os olhinhos e apontava com o dedo pra garrafa que o Botellão me oferecia, lá de baixo. Recusei. O Botellão foi até a escadinha.
E apareceu com a garrafa na mão deste lado da piscina, parando do meu lado. Tava pelado.
—Toma, meu love… —insistia a Tami, enquanto o José já enfiava dois dedos no cu dela e a fazia gemer—. Vai te fazer bem…
O Botellão colocou o tubo de vidro na altura da própria rola e pela primeira vez vi aquilo em todo seu esplendor. Era uma rola descomunal, mesmo com a bebedeira dava pra perceber.
—Ajoelha —exigiu.
Não consegui não me ajoelhar. Tava muito tonto. Mas também, como que subjugado pelo poder que aquele pedaço de rola esbanjava. O Botellão abriu as pernas, a rola balançando, e se aproximou de mim. Fiquei ajoelhado quase entre as pernas dele, com o rosto perto da rola, olhando na cara dele… embora de esguelha, também pra rola. Ele colocou a rola perto do meu rosto. Eu não tava tão bêbado a ponto de chupar ela, se era isso que ele queria. Mas se o caseiro chegasse a exigir com alguma ameaça, não sei o que teria feito.
—Agora vai obedecer o seu José e a puta da sua namorada… Chupa!
E chupei. O Botellão tinha colocado a garrafa de vinho na altura da rola, grudada nela na verdade, e apontando pra baixo, uma do lado da outra. Eu tava entre as pernas dele mamando na garrafa de vidro, me intoxicando de álcool. Mas lá de baixo, dentro da piscina, a Tami não via o truque e se alucinou que eu tava chupando a rola dele.
Minha namorada pirou. Começou a ficar excitada e a pedir rola e que arrombassem o cu dela. Achando que eu tava chupando a pica do Botellão, e já com três dedos do José dilatando o cu dela, começou a gozar de puro tesão.
—Isso, meu love! —gritava pra mim —possessa—. Chupa a pica! Chupa a pica, corno!
O vagabundo do Botellón me puxou pelos cabelos enquanto eu chupava o cano de vidro, e devo admitir que estar sob aquele triângulo de poder que as pernas dele e a pica dele desenhavam, com a cabeça pra cima, causou um efeito inesperadamente excitante em mim.
— Como ele chupa o chifre — disse Botellón, e riu da cara da minha namorada. Minha namorada já tinha explodido num orgasmo e não aguentou mais, se levantou pra espiar pela borda da piscina.
Ela se decepcionou um pouco com a cena armada, mas já vinha com muito gás pra se render ali.
— Chupa a pica dele, corno. Quero te ver feito um putão pra mim.
— Meu amor, não… — supliquei, completamente bêbado.
— Chupa a pica dele enquanto o José me arrebenta o cu…
Botellón levantou as mãos e disse algo tipo que até ali ia com a brincadeira. E que agora era a vez dele. Pulou na piscina de uma vez e ficou de costas pra mim, levantou minha namorada no ar, acima da cintura dele, e devagar foi enfiando ela na pica dele enquanto ela gritava e se debatia pelo esforço de aguentar aquela pica entrando.
— Ai, que pedaço de pica que você tem…! — minha namorada já nem lembrava mais de mim —. Que pedaço de pica, filho da puta…!
Ele enterrava centímetro por centímetro, dilatando ela, abrindo ela como uma amêijoa. Tami ficou abraçada no Botellón, de frente pra mim, as pernas enganchadas na cintura dele, os dois colados na borda da piscina, onde eu estava. Por trás dela, o José se aproximou.
— Chegou a hora de arrebentar essa bunda gostosa, meu amor…
— Não, agora não… Com o Botellón dentro, vocês vão me destruir…
— Sinto muito, mamãe… Os caprichos deixa pro corno, com a gente não se brinca…
Ele se posicionou atrás e eu vi minha namorada tentar adiantar um pouco o corpo, pra evitar a investida do caseiro. Mas o corpo dela estava preso pelo Botellón, e ele não deixava ela escapar. A cabeça da pica do José forçou o cu dela e ela tentou se soltar, mas quando o caseiro segurou a cintura dela e se agarrou na pau pra mirar melhor, minha namorada tava entregue.
—Fica quietinha… Não resiste que vai ser pior… —dizia o Botellão. A cara da minha namorada tava tensa. Ela tava com vontade, mas também com medo. Seu José empurrou a pau uns centímetros. Tirou e babou de novo. Empurrou de novo e entrou mais um pouquinho. Tami fechava os olhos.
—Seu José, não come ela por trás… —implorei. Com o “seu” quis ser mais respeitoso—. Deixa um pouco pra quando eu casar com ela…
—Não se preocupa, corno, vou te deixar um filho…
E continuava enterrando mais um centímetro. Tami lacrimejava, mas aguentava estoicamente. Olhava pra mim, mas eu não conseguia tirar os olhos da fabulosa “arrombada de cu” que tavam fazendo na minha amada.
—Calma, gatinha —acalmava seu José, e enfiava mais um centímetro. O Botellão estimulava ela na frente, serrando bem devagar com a pau monstruosa dele. Mais um centímetro de pau avançou dentro do cu da minha namorada.
—Não tem medo, qualquer coisa aqui tá o cuck pra te apoiar… não é mesmo, cuck?
—Sim, seu José. —falei me acariciando disfarçadamente a pau por cima da calça. Tava muito excitado por causa do vinho.
—Ei, imbecil… —falava comigo—. Cê gosta de como a gente dá pau na sua namorada… hein?
—Sim, seu José. É que ela é gostosa, seu José…
—Tô enfiando mais um pouquinho… já tem a cabeça dentro… Cê gosta, gatinha?
—Tá doendo… —sofria Tami.
—Relaxa…
—Aaai! Tá doendo, seu José… Não continua… —minha namorada também tinha ficado respeitosa.
—Cala a boca, gatinha, eu sei que cê gosta. Vai ver…
E continuava enfiando carne dura. Minha namorada já lacrimejava e mordia os lábios e apertava os punhos. Mas engolia a pau caladinha.
—Fala pra ele… —pediu José—. Fala pro seu namorado que cê gosta…
—Mas tá doendo… Devagar… Devagar por favor…
—Fala pro cuck que cê gosta, puta… fala…
Tami tinha o rosto apoiado no ombro do Botellão, quase colado no meu. Podia beijar ela se quisesse.
—Tô abrindo a bunda, meu amor… Tô… ¡Ah! Me perdoa… ¡Ahhh! Devagar, por favoooor… Me perdoa, meu amor… Não sei por que eu faço isso…
—Já engoliu a metade, gatinha… —dizia o caseiro, passando a mão nos peitinhos dela—. E aqui vai a outra metade…
—¡Ahhh…! —gritava de dor minha namorada—. Mais devagar! Mais devagar, por favor! —Mas o caseiro tava empolgado. Avançou mais um centímetro—. Mais devagar, seu José! Não cabe mais!
—Shhh! Cabe, gatinha… Claro que cabe… Olha…
E enfiava mais um pouco.
—Tá doendo, seu José! Não continua, por favor…!
—Tá entrando ainda, meu amor… Viu? Aguenta mais um pouquinho… Mais dois centímetros e você vai ter ele até o saco, gatinha…
Com dor, o rabo enorme e virgem da minha namorada foi engolindo o pauzão do caseiro aos poucos, sem oferecer resistência séria. Ela puxava o ar, suava pra caralho com o esforço que a arrombada do cu tava dando, mas aguentava. E começava a gostar. De vez em quando abria os olhos e me via do lado, quase colado nela, mas do lado de fora da piscina. E pedia desculpa.
—Meu amor… —repetia—. Juro que não sei por que faço isso… Você tem que acreditar em mim… —Enquanto isso, o filho da puta do seu José começava a tirar e meter o pau de novo, devagar ainda, e o Botellão já bufava de tesão e agitação, perto de gozar. —Não sei por que faço isso —e enfiavam o pau de novo—. Não sei… —E mais uma.
A cara de puta safada que minha namorada tava naquele momento, e a cachaça que eu tinha bebido, me deram coragem de tirar o pau da calça e começar a bater uma.
Seu José já se mexia bem mais rápido, e começava a dar prazer total pra minha namorada. Ele segurava ela pela cintura e enfiava o pau sem piedade, olhando morbidamente as penetrações sem fim. A Tami começou a gemer e mexer a bacia, especialmente pra coordenar as duas picas que tinha enfiadas até o esôfago. Quando minha namorada começou a gozar gritando que nem uma puta, o excesso de tesão fez com que minha gozada fosse inevitável. As coisas giravam ao meu redor e minhas pernas ficaram bambas, mas lembro que a visão do rosto dela e do corpo sendo usado duplamente foi a visão mais linda que já presenciei. Também lembro do idiota da vila, do outro lado da piscina, olhando bestamente e se masturbando babando que nem um imbecil. Me vi refletido por um segundo e me odiei.
Acho que foi a fuga de toda aquela tensão acumulada, junto com o álcool e o sol, que causaram meu segundo desmaio. Me deitei na borda e fiquei ali meio dormindo enquanto ouvia o Botellón e o filho da puta do caseiro encherem minha namorada de porra, entre gritos animais.
Devo ter acordado uma hora depois ou mais, ainda tonto e com uma dor de cabeça que me matava. Espiei dentro da piscina e já não tinha ninguém. No parque também não. Apareceu então o Rápido e Furioso, o idiota, me olhando com sarcasmo. Apontou pra mim e — rindo — me disse:
— Cuck! hahaha!
É, grande piada. Olha quem ri. Perguntei onde estava a Tami e ele indicou um quarto onde eu sabia que tinha uma cama de casal. Tentei entrar, estava trancado. Lá dentro se ouviam risadas. Bati.
A porta foi aberta pelo caseiro, pelado. Atrás dele dava pra ver o Botellón passando um óleo ou algo na cock e minha namorada deitada de bruços na cama, com um travesseiro debaixo da barriga pra deixar a bunda empinada pra cima e à mercê dos algozes. O Índio também passava um creme na pussy da minha namorada.
— Oi, chifrudo — me cumprimentou zombeteiro seu José —. Não esquece que tem que encher a piscina.
— O que vão fazer com ela?
— Tamo preparando a tiny ass da sua mina pro Botellón… Não queremos que ele rasgue ela…
— Não!
— Calma, não vai acontecer nada… Você cuida da sua parte. Quando terminarmos de foder ela bem fodida, a gente avisa.
— Vocês vão destruir ela! Não podem…!
— Aqui todo mundo sabe o que faz, portenho… Você vai ver que sua namorada engole toda a cock do Botellón pelo cu e sem reclamar… Vamos te devolver mais aberta que um figo no verão.
—Não machuque ela, seu José. Eu imploro.
Mas seu José me olhou com indulgência, me deu um chiado como se eu fosse um retardado e fechou a porta, sem deixar de me lembrar de ir bombear pra encher a piscina.
Fui embora deixando minha namorada prestes a ser aberta por uma pica do tamanho de uma garrafa. E o pior é que ela ia voltar feliz pra mim.
Fui pra piscina bombear água com fúria. Me humilhavam de um jeito inacreditável e, mesmo assim, eu estava excitado como nunca na vida. A dor de cabeça não passava e, depois de umas meia hora bombeando, comecei a ouvir os gritos da minha namorada, primeiro de dor e, um bom tempo depois, de prazer.
Ficaram comendo ela sem parar e se revezando até a noite, enquanto eu, meta bombear e bombear.
Naquela noite, Tami estava morta e dormiu quase ao encostar a cabeça no travesseiro. Por causa do cansaço dela, eu tive que fazer a comida, arrumar as camas pra dormir e limpar a casa inteira. Como se eu também não estivesse exausto!
Dormida ao meu lado, decidi explorar ela. Não me importava se acordasse: apesar da excitação, também sentia indignação pelo que minha namorada tinha se submetido. Com meus dedos, toquei ela lá embaixo, e me assustei com o quanto a senti aberta, tanto na buceta quanto no cu. Minha excitação era tanta que eu estava com a pica dura como um porrete. Aproveitei que ela estava de lado e encostei a cabecinha da minha na bunda e na buceta dela.
Tami meio que acordou.
—Meu amor… Juro que não sei… Amanhã mesmo a gente volta… Não quero que pense que sou assim… Deve ter sido o vinho.
Mas ela já estava putinha antes de beber. Em vez disso, eu disse:
—Amanhã eles voltam pra terminar o serviço. Porque hoje não fizeram nada…
Fez-se um silêncio. Eu tentava forçar a entrada no cu dela, que tava bem dilatado.
—Como assim amanhã eles voltam…? —perguntou por fim—. Quem?
Consegui notar um certo interesse.
—O caseiro. Ele tem que terminar de arrumar essa casa… Mesmo que a gente vá embora…
Outro longo silêncio. Silêncio.
—Claro… —resolveu ela, hesitante—. Amanhã a gente tem que ir… Voltamos pra Buenos Aires e esquecemos tudo que aconteceu aqui… Tá, meu amor…?
—Tá.
—Você vai conseguir me perdoar algum dia…?
Eu tinha empurrado o pau no cu dela, mas ela tinha corrigido a trajetória e agora eu tava socando a pussy dela, que parecia aberta igual um copo de uísque.
—José me disse que amanhã traz mais dois ou três peões… —informei. E calei. Aproveitei o silêncio enorme dela pra penetrar um pouco. Meu pau entrou com tanta facilidade que duvidei que tava comendo ela. Ela me perguntou:
—Pra substituir o Botellón e o Índio ou… dois ou três a mais…?
—Dois ou três a mais. Ele disse que se não botar cinco ou seis pra trabalhar, já não consegue cumprir o prazo pra deixar a casa pronta pra gente…
Ouvi o silêncio dela, e a respiração ansiosa.
—Que responsável que é o seu José…
Era uma frase ambígua o bastante pra deixar de lado a ideia de ir embora, mas sem se comprometer a ficar. Peguei ela pela cintura e apertei gostoso a bunda usada dela, por puro tesão.
—É… Ele disse que pode trazer mais e mais peões —Eu mal sentia ela lá embaixo, e sabia que ela, entre o alargamento e as dores da foda, e minha pica que também não era grande coisa, praticamente nem percebia o que eu tava fazendo—, e que se precisar, vai encher a casa de operários durante os quinze dias…
Eu mal tinha me mexido duas vezes, mas quando terminei de falar aquilo, gozei igual um novato.
—Meu amor… —disse docemente a Tami—. Você quer que a gente fique mais um dia, pra ver se terminam de arrumar a casa direitinho?
Ela tava me implorando com o olhar pra ficar. A essa altura, a ideia me encantava, porque por mais que ela tivesse me traindo, quando voltássemos pra Buenos Aires tudo entraria nos eixos de novo e a gente trataria esses dois dias como um parêntese. Com o tempo, faríamos de conta que nunca aconteceu.
—Pode ser… Seis caras têm que trabalhar mais rápido que três, né?
Trabalharam exatamente o dobro. Porque no dia seguinte eram seis pra comer minha Tami. Assim que chegaram, minha mina foi correndo na direção deles pra ver os três machos novos. Tinha dois grandões meio fechados e um terceiro menor que parecia inexperiente. Em menos de uma hora já tinham minha namorada a serviço deles, na cama de casal, se pelando pra eles e passando a mão nela por todo lado. Comeram ela o dia inteiro e das formas mais variadas. Revezavam pra meter por trás e pela frente, e quando descansavam iam zoar de mim por estar bombando que nem um idiota. Bom, na real era mais o caseiro, que vinha direto conferir se eu tava fazendo meu trampo e me humilhar sempre que podia. Ele tinha parado de me chamar de cuck e passou a me tratar na cara dura de Imbecil ou Idiota. Tami não parecia se importar, embora pra ser sincero ela tava quase o tempo todo nos quartos sendo usada que nem uma puta. Duas vezes durante aquela maratona sexual me mandaram comprar camisinha, e eu fui todo obediente, só pra descobrir que na minha ausência, enquanto eu ia comprar, tavam comendo ela sem capa. Igual no primeiro dia. Então também não se trabalhou muito na reforma da casa de campo, já que os seis peões passaram o tempo todo comendo minha mina. De modo que no dia seguinte o caseiro voltou com mais gente. Que também se enfiou na minha garota. Em uma semana eu tinha conseguido encher boa parte da piscina, mas o mato, a pintura e a casa em geral estavam tão largadas quanto quando chegamos. O caseiro já tinha conseguido que dezessete dos parceiros dele da cidade comessem a Tami, metade sem camisinha. Nessa altura eu já era um lixo humano, José dormia com minha namorada de noite e tinha me mandado pro galpão das ferramentas, nem pro quarto de hóspedes. É que ele dizia que um cuck como eu não tinha direito de dormir na mesma casa que um macho de verdade. Minha namorada não me defendeu, embora tivesse prometido me compensar na volta. Foram Quinze dias de loucura absoluta, onde eu e a Tami perdemos completamente a sanidade e a razão, onde o caseiro se tornou dono dela e ela obedecia ele em tudo. Na segunda semana, ele saía com ela pra passear pela cidade quase toda noite e apresentava ela pra qualquer amigo ou conhecido que aparecia, dizendo que era a putinha pessoal dele. Ela voltava de madrugada pra dormir com o caseiro, mas passava no meu quarto uns minutos pra me consolar e pedir desculpa pelo comportamento dela.
Já em Buenos Aires, as coisas foram pro lugar mais inesperado. A gente tinha prometido não falar mais sobre o assunto, mas foi impossível. Casamos um mês depois. Não, ela não tava grávida. Casamos porque naqueles quinze dias a gente percebeu o quanto e como a gente se amava.
A gente soube, quando mudamos pro nosso apê alugado, na mesma hora em que estreávamos o quarto transando, que no verão seguinte e em todos os verões das nossas vidas a gente ia alugar aquela maldita casa de campo, com aquele filho da puta sem-vergonha do caseiro que ela tinha.
FIM
autor: rebelde buey
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