Diário de uma Santinha (Capítulo 5)

Capítulo 5: Fantasias de uma puritana

Enquanto limpava o peito, Mafe confessava entre risas que nunca tinha imaginado que faria algo assim, deixar alguém cobrir ela de porra, ou dar tapa em alguém enquanto transava.

Eu coloquei meu chuveiro à disposição dela, mas ela teve preguiça de tomar banho, simplesmente se limpou com um paninho úmido. Depois vestiu o top, e antes que continuasse se vestindo, sugeri que ficasse assim.


- Vamos ficar pelados vendo outro filme, bem agarradinhos, e você vai ver como a gente acaba transando a noite toda.
 

- Tá com vontade?

 

- Agora não, preciso de um tempinho para me recuperar, mas com certeza vou ficar com vontade daqui a pouco. De você eu sempre vou ter vontade.

 

- Sério? Eu achava que os homens ficavam satisfeitos só com um relacionamento



- Muitas vezes sim, mas quando eu realmente gosto de alguém, transar a noite toda é um dos meus planos favoritos

 

- Isso eu quero ver...

 

- Eu prometo que você vai ver. Enquanto isso acontece, eu gostaria de conhecer um pouco suas fantasias. No que você pensa quando se toca?

 

- Kkkkkkk, fico com vergonha de te contar...



- Não precisa ter vergonha, já te vi pelada, a gente já transou. Quero me esquentar com aquilo que te deixa com tesão.



- Bom, eu tenho várias, mas diria que a mais recorrente é aquela em que eu revivo o encontro sexual que tive com minha colega da faculdade, aquele que já te contei. Eu já imaginei ela uma e outra vez percorrendo meu corpo com seus beijos, com sua língua.



- Essa é um pouco difícil de cumprir, pelo menos pra mim. Eu prometeria te ajudar a procurar essa mina, mas na real não queria te dividir com ninguém.



- Não precisa mais.

 

- Fico feliz em ouvir isso. E com homens, você tem fantasias?



- Sim, mas não com ninguém específico, sempre que fantasiar com homens, coloco o rosto de algum famoso, ou de algum que tenha visto durante o dia e achei bonito. O estranho é que quando me masturbo pensando em homens, geralmente tenho duas fantasias. Uma em que eu bato neles e outra em que sou estuprada.



- Ah, bom, isso é novidade... Você fantasia em ser estuprada por algum famoso?

 



- Não, pra essa fantasia eu sempre tenho dificuldade de colocar um rosto no estuprador. O estranho é que eu imagino ele por muito tempo, sonho que ele me persegue pela cidade, nos ônibus, restaurantes, cafeterias, escritório ou pra onde quer que eu vá, ele me segue, no final me encontra dormindo no meu quarto e me penetra sem meu consentimento. Não entendo como nem por que cheguei a ter essa fantasia, mas o fato é que já me toquei pelo menos algumas vezes imaginando essa situação.



- E quando você fantasia em bater em homens, o que você faz com eles especificamente?



- Basicamente isso, bater neles; bater de várias formas: socos, tapa na cara, arranhões, beliscões nos mamilos, palmadas. Acho que o mais comum é o soco, mas agora com você o que me veio foi um tapa na cara.



- Agradeço. Qualquer coisa, se você se empolgar muito numa próxima vez, te peço pra considerar não desfigurar meu rosto



- Kkkkkkk, não, como você pensa uma coisa dessas? Você foi muito especial comigo, não posso te machucar.



- De qualquer forma, não precisa ficar com vergonha, se tiver vontade de me dar uns tapas na bunda, fique à vontade.



- Kkkkk, vai ser assim mesmo... E você, com o que fantasia?

 

- Se eu começar a contar, a noite vai embora, nem vemos filme, nem dormimos, nem fazemos amor nem nada. Com muitas situações...

 

- Conta uma pra mim



- Bom Mafe, o que mais me pega é fantasiar com sexo em lugares públicos. Imaginar que estou transando com uma mina gostosa, sob o risco de sermos pegos, me deixa muito excitado.

 

- Você já transou em algum lugar público?

 

- Sim, faz muito tempo. Mas não foi nada romântico, nem mesmo memorável. Foi num pasto, mais precisamente numa vala que tinha no meio do pasto, com uma colega da escola. Naquela idade eu topava quase qualquer coisa.

 

- Você já teve fantasias com alguém do trabalho?

 

- Sim, pra não ir muito longe, contigo

 

- E com mais alguém?

 

- Sim, mas não quero te contar.

 

- Tá bom então. Me conta sua fantasia comigo.

 

- Mafe, foram várias fantasias. Mas teve uma que eu gostei especialmente. Na verdade, é uma fantasia recorrente que tenho com garotas de rosto perfeito, como o seu. Consiste em te fazer amor a noite toda enquanto toca minha playlist de "salsa de motel".

 

- Kkkkkk E quais músicas tem na sua playlist de motel?

 

- Bom, então muitos clássicos da salsa rosa:
 
Chuva, Me devora de novo, Te desejando, coração mentiroso, Meu sonho, Quase te invejo, Idílio, Cinco noites
enfim, é uma lista grande.

 

- Que lindo! Não imaginei que você pudesse ser tão sensível. Quando entrei na empresa, te vi tão vulgar e comum, como a maioria dos homens.

 

- Felizmente essa percepção mudou, a ponto de eu ver que você vai realizar minha fantasia de fazer amor com uma gata gostosa ouvindo minha famosa playlist



- Nisso você tem razão…

 

A noite passamos conversando, abrindo o coração um para o outro, e obviamente transando, pelo menos toda vez que recuperei energia e apetite para cumprir minha parte.

Também não foi nada exagerado, pois foi uma noite de três gozadas: a da tapa, que já detalhei; uma segunda que encontrou meu lado mais animal, mais instintivo e carnal, se é que dá pra definir assim; e uma terceira que focou mais em realizar os desejos da Mafe.

Era apenas normal, Mafe, aos 24 anos, tinha uma experiência sexual superlimitada. Ela sempre recusava experimentar coisas, uma e outra vez, a ponto de até posições relativamente tradicionais parecerem completamente interessantes para ela.

Da terceira transa não tenho muito o que destacar, basicamente porque o cansaço me venceu, e nessa foda me dediquei exclusivamente a cumprir, a terminar antes de cair de vez.

A segunda foda da noite talvez tenha sido memorável, pelo menos pra mim, e foi porque foi a primeira vez que penetrei a Mafe com verdadeira veemência. Lembro que esse coito começou com uma massagem sutil nas costas dela, que continuou pelas pernas, e que de repente me vi metendo nela com ela de bruços. Diria que tentando realizar a fantasia dela de ser penetrada sem consentimento, embora na verdade tenha sido algo bem diferente disso.

A verdade é que foi a primeira vez que comi ela com um certo grau de brutalidade. Sem contemplações, enfiando meu pau no ritmo e na profundidade que me deu na telha. Até dei uns tapas nas suas nádegas brancas e firmes, que aliás a pegaram de surpresa, porque com certeza a Mafe não esperava que isso fosse acontecer.
Bastou um par de tapas para que minhas mãos ficassem marcadas na sua bunda linda, e bastaram cinco minutos para me fazer gozar, porque para essa foda eu estava descontrolado, obcecado em satisfazer meus instintos. Obviamente não soltei minha porra dentro, mas tive a delicadeza de tirar e terminar no seu cu.


Foi uma noite realmente divertida, e ao mesmo tempo exaustiva; uma noite que nos encontrou pelados do começo ao fim e que nos permitiu ver o amanhecer no meio de orgasmos, abraços e carícias.

No sábado dormimos até tarde. Acordamos por volta do meio-dia num ambiente carregado com um cheiro denso de sexo. Fui o primeiro a acordar, com a tranquilidade de não ter grandes responsabilidades naquele dia. Fiquei alguns minutos sentado refletindo na cama, observando a Mafe enquanto ela ainda dormia, pensei sobre o que estava fazendo e até sobre o que sentia, para perceber que a noite de paixão ainda não tinha transformado minha percepção sobre o que sentia pela Mafe, porque para mim ela continuava sendo apenas uma oportunidade de dar umas gozadas.

Claro que também não queria ser um babaca, não queria descartá-la como uma puta qualquer, queria corresponder ao afeto dela sem me apaixonar.


Rapidamente me vesti, sem nem ter tomado banho, nem penteado o cabelo, nada. Fui na rua comprar alguma coisa pra comer. Quando voltei, a Mafe já tinha acordado, mas pela cara ainda sonolenta dela, parecia que não tinha passado muito tempo desde que ela abriu os olhos.

Ela acordou super carinhosa, mostrando que o que viveram nos últimos dias foi transcendental pra ela. A atitude dela era completamente diferente da que tinha uma semana atrás, quando era muito mais tímida, introvertida e séria.

Naquelas horas, fiquei com medo dos sentimentos que a Mafe pudesse desenvolver por mim. Não queria fazer ela se apaixonar, nem fazê-la sofrer, nem estragar a boa relação que tínhamos construído além do sexo. Sabia que não podia corresponder totalmente ao jeitinho carinhoso dela, mas também não podia ser seco e desprezá-la. Precisava encontrar o meio-termo até deixar claro que o nosso lance era só sexo e nada mais.

Nos sentamos para comer e planejar o que faríamos naquela tarde. As horas de sono me ajudaram a recuperar um pouco o fôlego, mas não para restaurar totalmente o apetite sexual, embora deva dizer que naquela tarde ele reviveu, e tudo por causa da Mafe, que estava solta, estava insaciável.

Quando terminamos de comer ela sugeriu passar no apartamento dela para trocar de roupa e me mostrar uns "segredinhos". No começo fiquei com preguiça, porque meu plano ideal era ficar deitado a tarde toda vendo algum filme, futebol ou o que tivesse na TV. Mas confesso que cedi às pretensões dela, e valeu totalmente a pena.

Quando chegamos ao apartamento dele, ele me fez uma visita guiada. Não tinha muito pra ver, já que era um apartamento pequeno, mas acho que ele adorava mostrar cada cantinho do lar dele para as visitas.

E entre uma coisa e outra, ela acabou me mostrando alguns brinquedos que tinha para se satisfazer. "Vou cumprir a promessa de te mostrar como eu me toco". Isso acendeu meus instintos que até então estavam adormecidos.

A coleção de brinquedos sexuais dela realmente não era grande coisa, apenas uns dois vibradores que eu diria de tamanho médio ou pequeno. Mas não deixou de me surpreender que ela tivesse, porque a imagem que eu tinha dela era a de uma puritana radical que se opõe a qualquer ato sexual que não tenha como objetivo a concepção.


- Você não vai direto pro inferno por usar esse tipo de coisa?



- Não. Eu me confesso e Deus me perdoa...

Fiquei quieto diante daquela resposta conveniente e acomodada. Claro que meu objetivo também não era repreendê-la.


Mafe começou a se despir e, mais uma vez, só de expor seu corpo, conseguiu me deixar excitado. Ela ligou um de seus brinquedos, que tinha vários níveis de vibração, e começou a apoiá-lo na sua buceta.

Achei um luxo ver esse show na primeira fila, mas depois de alguns minutos tive que interrompê-la, porque meu desejo era vê-la se masturbar com as mãos dela, não com um brinquedo. "Me toca você, eu te guio e te ensino o que eu gosto", ela respondeu ao meu pedido. Comecei a babar só de ouvir isso, porque era exatamente o que eu queria.

Não vou te ensinar onde fica meu clitóris porque sei que você já sabe onde é, mas vou te ensinar a tocá-lo para não desafinar". Naquele instante, ela pegou dois dos meus dedos e começou a esfregá-los suavemente, em movimentos horizontais, por cima de seu clitóris. "Se você mexer de cima para baixo ou de baixo para cima pode ser meio chato, mas assim não vai ter problema".

Passaram apenas alguns segundos entre meus dedos fazerem contato com sua buceta e o momento em que começou a emanar aquele calor tão revelador, tão significativo.
Outra coisa que pelo menos pra mim é uma loucura é brincar com meus mamilos. Um movimento suave e lento por cima deles me deixa muito excitada... mas olha, não vai morder, puxar ou beliscar, eles são muito sensíveis.

Eu deixava ela guiar o movimento das minhas mãos, enquanto ficava em silêncio total ouvindo suas palavras sábias.

E enquanto acaricia meus seios ou o clitóris, você pode usar a outra mão para mimar minha buceta. Eu sempre procuro usar meus dedos com a unha virada para baixo, porque ao contrário pode machucar, além de que, uma vez que você tem os dedos lá dentro, o normal é dobrá-los um pouco, como formando um gancho, e isso é estimulante se ficar virado para cima e não para baixo... É assim mesmo...

Tive que interromper sua explicação para beijá-la, pois realizar essa manobra me deixou agitado, criou um estado de excitação que só pude conter através de um beijo lento e demorado. Ela não se opôs, na verdade, pegou a parte de trás da minha cabeça e fez o beijo durar muito mais.

Quando você estiver com os dedos fazendo gancho lá dentro da minha buceta, mexe eles de cima pra baixo, mas o movimento tem que ser só dos dedos, não da mão toda.

A explicação dela combinava com o estado da sua buceta, já que não estávamos há mais de dois minutos nisso e ela já estava completamente encharcada.

Se você acompanhar isso com seus beijos gostosos no pescoço, vou ter que trocar meus brinquedos e te levar pra morar comigo... Vem, me faz sua de novo...

Capítulo 6: Vício em Masturbação
 

O fim de semana acabou sendo memorável, embora muito cansativo. A sessão de masturbação de sábado à tarde foi só o aperitivo de uma jornada apaixonada que se estendeu até o domingo ao anoitecer...

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