Preso sem saída XIX

Preso sem saída XIXCapítulo XIX - De volta ao hotel,
e pelo resto do dia, Gerson não falou nada. Não disse uma palavra, nem fez um som. Parecia ausente, não me pareceu que estivesse com raiva. Mas a atitude dele era estranha pra caralho. À noite, só desejou bons sonhos e apagou. No dia seguinte, acordamos e ele continuou naquela atitude calada. Eu tentava voltar ao normal, conversei com a Adela e fiquei sabendo que a Nina já tinha acordado e a saúde dela melhorava. Falei pro Gerson que a gente precisava ir. Ele aceitou e continuou agindo do mesmo jeito. Aquilo começou a me desesperar. Pra piorar, comecei a notar que os movimentos do bebê estavam ficando mais lentos aos poucos. Comecei a ficar preocupada e o medo tomou conta de mim. Então contei pro Gerson que o bebê estava agindo estranho, e isso preocupou ele também. Decidimos marcar uma consulta com o Dr. Chavarría. (O mesmo que me deu a notícia da gravidez quase seis meses atrás.) No dia seguinte de manhã, acordamos. Tomei banho com sentimentos confusos, me sentindo entre puta da vida e triste. Me troquei rápido, usando um vestido longo, cinza, que ia até abaixo dos joelhos. Era solto, mas o volume da minha barriga e o detalhe da minha bunda grande faziam parecer justo. Pra piorar, tinha um decote que em outra época passaria despercebido. Mas o aumento dos meus peitos tinha chegado a um generoso tamanho C. E isso era bem notado desde o começo da gravidez. Quando saí do quarto, o Gerson nem ligou pra minha aparência. Seguimos em frente e entramos no carro. Gerson dirigiu até o consultório. Chegamos na hora certa pra esperar a vez da consulta. Num momento, a recepcionista me chamou pra entrar no consultório. Gerson pegou minha mão e me ajudou a levantar. Levantei devagar, e de mãos dadas entramos juntos. O Dr. Chavarría, com meus dados pessoais. Ele nos viu entrar e, assim que Gerson fechou a porta, não conseguiu evitar de fazer Comentário de surpresa ao notar minha barriga de grávida bem evidente. —Bom dia, Sra. Heredia. Que surpresa agradável, ver seu estado tão bem cuidado... Ele fez o comentário de um jeito tão sem graça que não consegui evitar de ficar vermelha. Gerson percebeu e olhou friamente pro Dr. Ele captou o comentário sem noção e tentou imediatamente consertar a situação. E começou a se apresentar pro Gerson e parabenizá-lo pelo feliz acontecimento. Ao saber do sobrenome do Gerson, quase na hora começou a me chamar de Sra. Moncada. E eu percebi, quase com deboche, que o Dr. não sabia como simpatizar e se dar bem com o Gerson. 😆 —Tudo bem —continuou o Dr. Chavarría. Melissa Heredia de Moncada... —Sim —respondi na hora. Nisso, ouvi a risadinha do Gerson do meu lado. —Então, jovens, como posso ajudar vocês? —pergunta o médico, sorrindo. —Bom, estou grávida. As palmas das minhas mãos começam a suar. —Tive uma gravidez normal, até pouco tempo atrás, quando circunstâncias externas me deixaram muito estressada e meu bebê não se mexe como antes. Queria saber se está tudo bem e o que devo fazer... Enquanto falo, percebo minha voz perdendo a força. —Muito bem, Sra. Moncada, vou fazer umas perguntas necessárias pra chegar a um diagnóstico melhor. Eu concordo com a cabeça, olhando nos olhos dele. Me sinto nervosa. —É sua primeira gravidez? —começa o interrogatório do médico. —Não! Sinto meu coração batendo muito rápido. —Me diga, quantas gestações você já teve? Respiro fundo e respondo. —Essa é minha 4ª gravidez. O Dr. acena em silêncio, e eu sinto como se ele estivesse fazendo suposições e me julgando. —Muito bem, você já tem bastante experiência, então não vamos ter grandes problemas. Eu o escuto, surpresa 😱 —Ótimo, então vamos ver como está tudo. Por favor, vá atrás do biombo, lá você encontra um avental, comece a se despir. Tire a roupa da cintura pra baixo e deite na maca. —diz ele, apontando pra maca, que está perto de nós. Me levanto com a ajuda do Gerson e, meio sem jeito, vou pro biombo. É verdade, tem um avental. Pego ele com minhas mãos e começo a ver se vai servir em mim. Quando vejo o tamanho, sei que vai entrar fácil. É enorme...😱 Tiro as sapatilhas com a ajuda do Gerson, a calcinha e o vestido. O Gerson me ajuda a vestir o avental e amarra os cordões. Por que essas coisas não cobrem mais?😱 De mãos dadas com ele, vou até a maca e, com cuidado, me deito. — Bem, senhora Moncada, levante as pernas e coloque aqui. Ele diz, apontando para as coisas nas laterais que vão imobilizar minhas pernas enquanto ele me examina. — Por favor, sr. Moncada, faça o favor de se sentar. Chamo o senhor quando precisar de ajuda para sua esposa. O Gerson ouve e, relutante, volta para a cadeira. Respiro fundo e me deito, levantando as pernas. O médico coloca um pano sobre minhas pernas e começa a examinar uma máquina ao lado da gente. A tela da máquina liga e emite um sinal. O Dr. esfrega um gel na minha barriga até dissolver completamente. Olho tudo nervosa, o Dr. me acalma e logo começa a passar um aparelho que cobre minha barriga. Em seguida, vemos uma figura linda, que aparece na tela 💕💕 De repente, ouve-se um tum-tum rápido. O Dr. nos mostra que está ali. — O bebê está aparentemente bem. Cada movimento nos faz descobrir cada detalhe do nosso filho. Começamos a chorar sem parar, nosso bebezinho está bem. O pequeno parece estar consciente e começa a se mexer como não fazia há um tempão. Depois de um tempo, o Dr. nos diz: — Calma, galera, não é nada de ruim. Vou imprimir o ultrassom e já volto. — Bem, Melissa, já pode se vestir. Com a ajuda do Gerson, saio da maca e me troco. Os dois esperamos sentados por um momento. O médico volta depois de um instante e nos avisa na hora: — Gente, pude ver que essa gravidez está indo muito bem. Tem aproximadamente 22 semanas de gestação. As palavras do médico fazem com que eu finalmente consiga relaxar. Viro para o Gerson e Ele também parece bem tranquilo. O doutor continua falando e nos parabeniza. — Parabéns, vocês foram muito bem até agora. Olhem a ultrassom aqui, vocês vão conseguir ver — ele diz, apontando para a tela. — Dona Moncada, continue tomando ácido fólico, e sobre a alimentação, mantenha do jeito que está. Aqui está a data da próxima consulta. — Ele nos informa, me entregando vários papéis. Nisso, Gerson interrompe e pergunta: — Doutor, eu e minha mulher temos uma vida sexual bem intensa. Não tem problema, né? O médico escuta Gerson com atenção e logo tira as dúvidas dele: — Em relação ao sexo, não tem problema nenhum, podem continuar normalmente, desde que não notem nada estranho... Muito bem, é isso, pessoal. Meu rosto, que até pouco tempo atrás estava normal, fica vermelho e eu só quero sair dali rápido. Aceno com a cabeça e me despeço do médico. Ao sair, fiquei muito puta com o Gerson e a pergunta sem noção dele. Esperava que ele se desculpasse e que aquilo acabasse logo com meu chilique. Mas ele não fez isso, vinha andando atrás de mim, todo indiferente. Quase chegando no carro, comecei a me desesperar. Quando finalmente chegamos, ele abriu a porta do carro, entrou, destravou a porta e ficou esperando eu abrir e entrar sozinha. Não aguentei mais! Abri a porta, entrei e gritei: — Babaca!! Você é um babaca, como pode me tratar assim... Ele só olhou sério pra minha reação. Não falou nada, girou a chave do carro e começou a dirigir. Aí perdi a cabeça de vez e comecei a chorar de raiva, minhas mãos avançaram e arranhei os braços dele. Gerson parou o carro na hora. Virou pra mim e disse friamente: — O problema é você... Respondi furiosa: — Nãooooo, o problema é você, que não liga nem pro seu bebê nem pra mim 😭 Gerson me encarou e então disse: — Você é a melhor coisa que já me aconteceu na vida... Essa frase me chocou e eu parei de gritar na hora. Ele continuou: — Você é a mulher que vai me dar um bebê, meu primeiro filho!! E você não tem ideia do imenso amor que sinto por você hoje... Eu nunca, nunca senti isso antes. A voz de Gerson começou a falhar e ficou mais aguda. —Você é minha vida, meu tudo, e estar ao seu lado me faz sentir especial e pensar diferente. Naquele momento, não pude deixar de me sentir lisonjeada e emocionada. Dois enormes jorros de lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Gerson continuou falando, e cada palavra que saía dele era como um lamento; o macho garanhão estava me dando a entender que tinha se apaixonado!! Até então, eu só achava que o meu e o de Gerson era apenas a obrigação de dar à luz ao bebê dele, entregá-lo ao pai, e continuar sendo receptiva à potência sexual dele como depósito de esperma. Sempre tive uma vida amorosa e respeitosa com Tomás, exceto nos últimos tempos. Mas nunca vivi uma vida tão intensa como a que vivo hoje ao lado de Gerson. Antes, eu era muito recatada e desconhecia a natureza do sexo. Mas nesse estilo de vida que experimentei em apenas três meses, descobri uma mulher plena que aceitava sua nova condição aos poucos. Hoje, minha nova forma de ser, sempre muito sexual ou, como alguns descreveriam, com uma libido muito alta, cada noite que passei sozinha na casa dos meus pais me fez precisar cada vez mais da atenção do meu homem. Já grávida, meus hormônios maternais estavam furiosos enquanto a nova vida injetada por Gerson me deixava louca de desejo, e fazia com que eu sentisse uma vontade insaciável pela pica do pai dele. Naquele momento, reagi e, de forma amorosa, parei de chorar e abracei Gerson. Enquanto dizia: —Ah, querido!!💕 Você me deixou tão preocupada, seu comportamento e agora me diz isso. Olhei profundamente para ele, agradecida. —Obrigada, buceta...💋 Gerson correspondeu ao meu beijo, mas logo continuou falando. —Neném, não aguento isso. Me sinto muito feliz, mas também me deprime ver que você é tão diferente quando está com sua família. Sou um estranho, um mal necessário. Ah, neném, queria que você aceitasse sua nova condição e assumisse sua realidade, de já ter outra... família... Quando vi o Gerson falar aquilo, observei o rosto sério dele e os olhos pretos bem vidrados. O Gerson se permitiu me mostrar os sentimentos dele e não calou a tristeza. Eu olhei pra ele como um cervinho tímido que não consegue esconder o medo. Então fui o mais clara possível. — Ahh, meu bem, sinto muito por ter te feito sentir mal. Mas entende minha situação, eu já tenho uma família formada. E cada dia eu perco ela ainda mais 😔 Tentei ser empática com ele, mas me senti uma vítima das circunstâncias. Segui na minha tagarelice. — Eu também tenho tanto medo, Gerson. Não sei pra onde minha vida tá indo... O Gerson me olhou fixamente e senti uma solidariedade indescritível. Que me fez sentir acompanhada. — Meli, você não tá sozinha, tem eu e o bebê. Vamos fazer vida juntos, vamos ser uma família. Melissa Heredia, aceita ser minha mulher de verdade. Sê minha esposa 💖 Fiquei impactada e me senti muito feliz que minha vida tinha um rumo que começava a aparecer. Peguei o rosto do Gerson entre minhas mãos e beijei ele de novo.💋 Quando o beijo acabou, ele falou as palavras mágicas. — Te amo...💕💕💕 Me senti plena, me senti feliz e completa. Ao ver o Gerson tão indefeso, tão meigo. Senti que devia fazer o certo e deixar passar o inevitável. Com segurança e, principalmente, muito carinho, me enchi de coragem. E num impulso de alegria e felicidade, tive certeza, e pedi pra ir pra Calvillo. Avançamos os quilômetros muito felizes. O Gerson me contava que esperava que o bebê fosse como ele desde criança. Assim teria um parceiro de aventuras. Ao ouvir ele tão animado, eu sorria satisfeita.😌 O Gerson me pintou um futuro acolhedor em família, me avisando que esperava aumentar ela bem rápido. Não seria só um bebê, seriam os que Deus quisesse. Vendo a fertilidade do meu parceiro, e vendo que ainda era possível gerar mais família da minha parte, comecei a visualizar no futuro o nascimento de mais filhos. Não me sentia feliz por essa razão, mas sabia que talvez em algum momento eu fosse. Essa viagem não se fez longa entre tanto carinho💕 Os planos de vida já estavam traçados, e só precisava me adaptar a eles. Num piscar de olhos chegamos em Calvillo. Visualizei a cidade e olhei para o Gerson, segura. Me preparei pra entrar nela. O Gerson foi em frente e entrou na cidade pegando a avenida principal. Ele foi diminuindo a velocidade do carro. Dessa vez eu não tava nem com óculos escuros tampando meu rosto, nem tentei esconder minha cara caso cruzasse com algum conhecido. A gente foi em frente, preparado pra tudo. E em algum momento o Gerson parou o carro. E a gente saiu quando avistou a igreja perto. Eu queria chegar na igreja do nosso senhor do salitre. Pedir perdão pelos nossos pecados e entregar nosso filho e minhas filhas nas mãos dele. A gente foi andando devagar e no caminho todo eu percebi que teve gente que me reconheceu. De negócios que eu frequentava todo dia e gente que me conhecia há anos, mesmo que só de vista. Mas a impressão deles era bem óbvia, quando percebiam minha barriga de grávida. E do homem que tava me segurando pelo braço e não era meu marido. Então ficavam na dúvida. A tensão racial também era real. Quando a gente passava mostrando minha barriga do braço do Gerson. A raiva de ver um negro do braço de uma mulher loira. Causava muita discriminação. O Gerson também percebia, mas o espírito dele tava fortalecido depois de confessar os sentimentos. E ele ignorou. A gente andou uns quarteirões até chegar na frente da paróquia. Entramos e eu acho que nós dois fizemos isso esperando clemência do senhor e que nossa vida fosse possível do jeito que a gente planejava. A gente sentou nos bancos, onde naquele dia não tinha tanta gente. E começamos a rezar enquanto eu lembrava em flashback momentos do meu passado com meu ainda marido e minhas filhas 😭 As lágrimas rolaram pelos meus olhos de novo. E eu cruzei as mãos implorando perdão 🙏 O tempo passou e nossa oração chegou ao fim. A gente foi pra saída. E quando saí, percebi o olhar insistente de alguém conhecido. Virei e vi o olhar infantil da Mafer Zamarripa. Sorrindo alegremente. Se Se aproximou e disse: — Viu, mestra? Acertei, ela tá grávida! Envolvi ela nos meus braços e dei um beijo na bochecha dela. Dizendo: — Sim, coração!! Você adivinhou, tô esperando um bebê!! A gente se abraçou com tudo, e só o grito da mãe de Mafer nos separou. Quando isso aconteceu, a menina voltou pra ela. E a mãe dela me olhava com uma cara de surpresa e raiva ao ver o braço do Gerson rodeando o que antes era minha cintura. Ela saiu puta, com Mafer se despedindo às pressas. Eu e o Gerson saímos na hora, e quando fizemos isso, avisei ele do óbvio. — Amanhã, no máximo, a cidade inteira vai saber do meu estado... 😔 Não consegui esconder minha decepção, e o Gerson entendeu, me abraçou ainda mais forte e me levou de volta pro carro. Quando fez isso, sabendo o que viria, a Melissa não conseguiu evitar sentir pena do Tomás e dos boatos que iam rolar. O povo olhava pro negão abraçar a grávida como se fosse propriedade dele. E isso só alimentava os rumores que aquela ação avivava. Em tempos normais, a Melissa simplesmente não transaria enquanto ainda tava com o marido. Mas hoje, ela tava há uns dias sem dar uma trepada e não tava satisfeita com a pica preta do Gerson, mesmo depois dessa crise, ela se sentia pronta pra uma sessão de love 💖 A Melissa adoraria ter uma chance com o macho dela, mesmo que isso significasse uns segundos descuidados, ou até terços, e ela sempre tentava fazer as coisas especiais pra ele, se vestindo pra agradar o homem dele pra que ele curtisse os frutos do trabalho dela. Então, quando chegou no carro, o Gerson me puxou pra perto dele, colocou uma mão na minha cabeça e trouxe meu rosto pro dele, enquanto o corpo dele se inclinava pra frente e fazia o meu recuar, até que eu perdi o equilíbrio e fiquei nos braços dele. Ele era a única coisa que me impedia de cair no chão. Nossos olhos se encontraram, e ele viu meus olhos, minha alma de algum jeito se revelou pra ele. Quando ele desceu os lábios dele nos meus, não encontrou resistência e me beijou. Meus lábios se... Separaram para ele, e a língua dele invadiu a minha, começou a lamber e sentir minha gengiva, meus dentes, por toda parte. A língua dele se aprofundou na minha e eu me peguei gemendo, porque era ao mesmo tempo prazeroso e de alguma forma hipnotizante. O beijo dele, um simples beijo, estava penetrando mais fundo na minha mente do que se os dedos dele tivessem atravessado minha buceta e acariciado minha alma. Meus braços ficaram fracos e caíram para trás, moles, enquanto o beijo continuava, e eu comecei a realmente retribuir a dança das nossas línguas. Eu já não estava mais na história, no pai do meu bebê, eu estava nele. Eu me via caindo cada vez mais sob o feitiço dele, ou sob o poder dele. Como quer que chamasse, ele estava me reivindicando, e começou com um simples beijo. Na verdade, não lembro do fim do beijo, mas de alguma forma estava de pé de novo, minhas mãos nos braços dele, enquanto o encarava. Eu estava meio tonta, pensando no que um beijo tão poderoso pode fazer com uma mulher. Definitivamente me deixou sem fôlego. Eu podia ouvir meu coração batendo enquanto ficava cara a cara com o Gerson. Devagar, olhei para cima, meus olhos encontraram os dele. Nada foi dito por um longo e estranho momento. Só comunicação silenciosa, talvez num nível subconsciente ou até biológico. Eu sentia ele muito perto, e podia sentir o calor do corpo dele enquanto engolia nervosamente. Acho que nem uma folha de papel caberia entre meus mamilos duros e o peito dele, de tão perto que estávamos. Minhas mãos caíram para os lados, e logo depois, o braço esquerdo dele envolveu minha cintura e me puxou para perto. Soltei um gemido baixinho, mas não disse nada. O beijo foi tão dos sonhos! Uma lambida longa e profunda da língua dele além dos meus dentes e sobre os meus, enquanto eu tentava retribuir o beijo automaticamente, a boca dele dominava a minha desde o começo. Minhas mãos foram para os bíceps enormes dele e eu não consegui evitar apertar a pele escura do meu homem, um contraste total com minha pele quase branca como a alabastro. Minhas unhas perfeitamente cuidadas gritavam alto em vermelho fogo, e eu segurei ele enquanto ele se inclinava novamente para frente e envolvia o braço em volta da minha cintura antiga. Comecei a soltar um ronronar suave no beijo dele, meus braços caíram para trás, enquanto a língua dele lambia ao redor dos meus lábios, meus dentes e até debaixo da minha língua. Ele estava vasculhando meus lábios por completo, como se procurasse armas. Ele me fez derreter... A mão livre dele começou a vagar pelo meu corpo, deslizando sobre a seda macia e acetinada, até encontrar a abertura lateral na altura do quadril, e enfiou a mão para dentro e desceu pela parte de trás da minha coxa. Não consegui evitar levantar minha perna e deixar ele me segurar, até os joelhos, enquanto meu vestido se dobrava mais para ele, meus olhos se fecharam suavemente, minha mente entrou na terra da paixão e do prazer, com imagens da rola dele, deslizando dentro de mim na primeira vez, e minha imaginação do esperma dele empurrando os nadadores para atacar meu óvulo, sem descanso batendo nele, até que o único gameta conseguisse penetrá-lo, assim como a rola dele tinha me penetrado, e tinha começado a mais básica das funções biológicas, a reprodução humana. Meus quadris começaram a balançar contra a pélvis dele, e eu senti os dedos dele alcançarem minhas pétalas por trás da minha coxa, fazendo minha voz suave miar. Ainda estávamos naquele beijo longo e único, e estávamos prontos pra foder em menos de talvez dois ou três minutos. Não tinha certeza absoluta. Mas uma voz nos interrompeu. Isso foi provavelmente uma coisa boa, porque descobri que não conseguia evitar me entregar ao Gerson naquele momento. Ao virar, observamos o olhar incrédulo da minha antiga amiga Marissa...

1 comentários - Preso sem saída XIX

hombre para cuando la continuacion que la sosobra me mata!
YalazJ
Sabes quería llegar a un final lo más pronto posible.
Pero la historia aún tiene tanto que contar.
Que me es imposible decir cuando finalizara.
no el final pero si el siguiente capitulo