Como descobri que minha irmã adora meu pau (Parte XIII-a)

Olá, pessoal! Como já tinha mencionado num shout, me mandaram pro banco de suspensos, então não consegui entrar na minha conta durante esse tempo.

Valeu pra todo mundo que deixou comentários e pontos, são sempre muito agradecidos.

Agora, deixo com vocês o capítulo 13 pra curtirem. Só fiquem confortáveis, porque esse é bem mais longo.

E como sempre, pra quem tá começando a história agora, recomendo dar uma olhada no perfil e ler os capítulos anteriores.

P.S.: o capítulo é grande demais pra caber num post só, então tá dividido em duas partes. Não esqueçam de ir pra parte B quando terminarem de ler essa.

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Capítulo 13

Chegou o domingo depois de uma semana que passou voando após o que tinha rolado no meu apartamento. A rotina ficou mais leve, e nem um sábado bem cheio no trampo, a ponto de me deixar praticamente seco, foi suficiente pra me tirar da nuvem em que eu tava.

Estacionei o carro como sempre na calçada da casa dos meus pais e entrei pro almoço de família de sempre. Cumprimentei minha mãe, que tava ocupada na cozinha, e depois troquei uma ideia com meu pai, que tava vidrado na TV assistindo um jogo de uma liga europeia.

Dava pra ver como a mudança na dieta, que o cardiologista obrigou ele a seguir, tava fazendo bem. Meu pai nunca foi uma pessoa que dava pra chamar de gorda, mas era óbvio pra quem conhecia ele antes do infarto que ele tinha perdido uns quilos.

— E aí, véio, como dá pra ver que a mãe tá te deixando na linha com a comida! — Falei, depois das perguntas de sempre sobre o trampo e a faculdade.

— E tá fazendo bem! — Gritou minha mãe da cozinha, antes que ele pudesse responder.

— Já vou voltar a Comer um bom churrasco como Deus manda! – respondeu também gritando. – Não conta nada pra sua mãe, – acrescentou, baixando a voz pra que só eu pudesse ouvir – mas faz anos que não me sinto tão bem. Os joelhos tão doendo muito menos, mesma coisa com a cintura e o resto. Até consegui vestir umas calças que não usava desde que você e sua irmã iam pro primário! – Um sorriso de orgulho iluminou o rosto dele.

– Sério? Demais! – Ficava feliz em ver meu velho sorrir assim depois do mal que ele tinha passado uns meses atrás. – Mas é sério, melhor a mãe não saber, senão ela vai te botar naquela dieta pelo resto da vida!

– Pode crer! Tô louco pra comer uma boa milanesa a cavalo com batata frita e abrir uma cerveja gelada!

– Onde cê vai? – perguntou, ao me ver levantar.

– Buscar a Clara. Emprestei um livro pra Jessi e ela ainda não me devolveu, então vou pedir pra Clara avisar ela pra não esquecer disso. – respondi, inventando uma desculpa na hora. Na real, eu tinha outro tipo de conversa pendente com minha irmãzinha. – Ela tá no quarto dela, né?

– Aham... – Meu velho tinha voltado a grudar os olhos na TV. – Fala pra ela não demorar pra descer, que já vai ser hora de comer.

Fiz um sinal com a mão pra avisar que tinha ouvido, embora ele estivesse tão vidrado na TV que nem percebeu, e subi as escadas rumo ao covil da minha irmã.

Terminei de atravessar o corredor e cheguei no destino. Bati de leve umas duas vezes na porta do quarto dela e depois abri só uns centímetros, pra minha voz ser ouvida sem precisar gritar.

– Oi, Clarita, posso entrar?

– Sim, fala, entra.

Dei um passo, fechei a porta atrás de mim e fiquei encostado na parede. Clara tava deitada na cama dela, de barriga pra cima, com as pernas cruzadas, o celular na mão e o olhar fixo nele. Ela virou pra me olhar e sorriu na hora. Como ela conseguia ser tão gostosa mesmo vestida tão largada? Era possível?
—Não vamos começar.
—Não vamos começar o quê?
—Não começa a me olhar desse jeito agora. — Disse ela, sorrindo ainda mais.
—Desse jeito como?
—Como se você estivesse lembrando do que rolou no seu apartamento. — O olhar dela tinha saído do meu rosto e descido até minha virilha.
—Não parece que você tá pensando em outra coisa.
Clara só sorria, mas os olhos dela continuavam cravados direto no meu pau. E meu pau parecia bem interessado em ser observado pela minha irmã, porque eu já sentia o sangue começando a acumular ali. Mas era melhor mudar de assunto, ou as coisas iam ficar muito perigosas.
—Quando levei a Jessi pra casa na outra noite, aconteceu uma coisa interessante.
—Ah, é? — Perguntou, com um tom de curiosidade.
Clara se ajeitou de novo na cama e sentou. Me deu a impressão de que era porque ela parecia adivinhar por onde a conversa ia e tava se preparando pra minha bronca.
—Sim, ela me falou umas coisas interessantes. Sobre meu trampo, sobre minha faculdade… — Meu sorriso tinha sumido. —Te soa familiar?
—Vai começar a me encher o saco por causa disso? Vai começar um sermão sobre como não tenho que me meter na sua vida e blá blá blá? — Minha irmã parecia quase conformada com o destino dela. —Tá bom, eu mereço, mas faz rápido porque a gente tem que almoçar.
Ela voltou a cravar o olhar no celular, como se não precisasse mais me olhar e o que tava rolando na tela fosse muito mais interessante.
—Faz o favor de me olhar quando eu tô falando com você? — Clara tirou os olhos do telefone e me encarou de novo. —Não acha que foi meio cagona não vir você mesma me falar essas coisas? Não precisava mandar a Jessi me contar isso.
—Bom, eu achei que você ia levar melhor se fosse outra pessoa falando. — Se defendeu, com o rosto levemente corado de vergonha. —Alguém tinha que te falar. E não tem como eu contar isso pros velhos pra eles te Diga eles.
—Não, com os velhos não dá pra falar disso.
—Vamos partir do princípio que pra mim também não é o mais normal do mundo ter que falar com você que viver de chupar pau não é um bom plano pro futuro. — Ela frisou, se sentindo meio desconfortável.
— Nisso você tem razão. — Reconheci de má vontade.
— Em quê?
— Nas duas coisas. — Respondi, me aproximando da cama dela e sentando aos pés dela. — Já sei que não deve ser fácil pra você saber o que eu realmente faço. Se eu tivesse descoberto que você trabalhava com algo parecido com o que eu faço, com certeza ia surtar na hora.
— Quem dera eu pudesse viver de algo assim! — Exclamou entre risadas. — Bom, eu também, não precisa fazer essa cara. — Completou, vendo a cara de bunda que eu fiz quando ela disse isso. — Ou o quê? Você pode viver de chupar pau, mas eu não poderia viver de deixar chuparem minha buceta? Não seja cavernícola, por favor.
— Não é a mesma coisa…
— Não vem com essas merdas. — Ela me interrompeu antes que eu pudesse continuar. — Se pra você tá de boa alugar seu pau pra alguém chupar ou enfiar em qualquer outra parte do corpo, pra mim deveria estar de boa fazer qualquer outra coisa parecida com meu corpo. Então o discursinho de “você não pode porque é minha irmã, mas eu posso porque sou homem e então tá tudo bem” é melhor guardar bem onde você já sabe.
Clara tinha mudado a expressão e os olhos dela se fecharam enquanto dizia essas palavras. A boca dela era uma linha bem reta. Já reconhecia esses sintomas de outras vezes e nunca anunciavam nada de bom. Na real, geralmente quando minha irmãzinha ficava assim, a gente sempre terminava mal.
A conversa estava se aproximando perigosamente da fronteira que separava uma conversa de uma briga, então era melhor pra mim pisar no freio ou a gente ia acabar mal. De qualquer forma, eu não tinha razão na minha postura, mas a ideia da minha irmã entregar o corpo dela pra qualquer otário com uns trocados no bolso… Isso me fazia ferver o sangue.
Era uma postura muito hipócrita da minha parte, como minha irmã tinha apontado, mas eu não conseguia evitar. Na minha cabeça, ninguém jamais seria digno de estar com ela, e ser o único que curtia sexo com minha irmã me deixava mais ciumento do que nunca.

— Bom, tudo bem, mas não é esse o ponto dessa conversa. — Falei finalmente, tentando acalmar as águas. — O caso é que você tem razão sobre meu trampo não ter futuro mesmo.

— E não tem, pra ser sincera, e você deveria pensar em arrumar outra coisa. — Sugeriu, com um tom mais suave. Parece que eu ter dado razão a ela ajudou bastante a acalmá-la.

— Já sei, mas não se iluda, não é que vou pedir demissão hoje. — Avisei, antes que ela começasse a me recomendar algum site de emprego.

Por que ela tinha que se meter na minha vida desse jeito? Não podia me deixar viver em paz sem ficar me dando ordens? Claro, a senhorita tinha um trampo bom, já tinha se formado, não ganhava mal. Mas isso não dava a ela o direito de falar comigo como se estivesse num pedestal.

— Não, idiota, eu sei que não. Além disso, não tô te mandando fazer isso. Mas pelo menos começa a se ligar de verdade na faculdade. Sabe o que eu daria pra ter todo o tempo livre que você tem? Não seja burro, aproveita.

Tinha que admitir que ela estava certa nisso, não podia negar. Eu tava num trampo bem pago, mas que realmente não tinha futuro à vista, e tinha tempo livre pra dedicar à facul. Por que não aproveitar?

— Você tem razão nisso, irmãzinha. — Falei, acariciando a perna dela perto do joelho e deixando a mão ali. — Vou começar a me ligar nisso.

— Assim que eu gosto. — Respondeu com um sorriso. — E falando em começar…

— O quê?

— Já te falei antes. — Lembrou. — Não começa…

— Com o quê? — Perguntei, sorrindo com malícia. Minha mão já tinha avançado até o meio da coxa dela.

— Para de se fazer de sonsão. O idiota, tira a mão daí.
–Tá bom. – Obedecendo o pedido, tirei a mão da coxa dela e coloquei direto numa das bundas durinhas dela. – Pronto, já botei a mão em outro lugar.
– Não foi isso que eu quis dizer, maninho. – Ela me repreendeu, mas soltou um gemidinho que não parecia indicar que minha mão tivesse incomodado.
– Não? – Perguntei, ainda me fazendo de idiota. – Então o que eu devia fazer? Mais pra cima, você disse? – Subi a mão até deixar apoiada no peito dela. – Ou mais pra baixo? – Minha outra mão desceu até tocar a virilha dela por cima da calça de algodão que ela tava usando.
– Não… para… – Ela tentou falar, mas cada vez que eu apertava um pouco, provocava um gemidinho nela.
– Não gosta que eu te toque assim, maninha?
A mão que tava no peito dela deslizou por baixo da camiseta e prendeu um dos mamilos entre meus dedos. Minha outra mão se enfiou entre o tecido da calça e o da calcinha dela. Já dava pra sentir uma certa umidade.
Meu pau tinha começado a acordar e pedia pra sair pra tomar um ar. Mas minha irmã não ia se deixar levar tão fácil. Ela colocou a mão na minha cara e empurrou pra eu sair de cima dela, depois escapou com uma agilidade quase de gata até ficar perto do guarda-roupa.
– Eu falei que não! – Exclamou, tentando não levantar a voz.
– Desculpa, foi uma idiotice isso. – Falei rápido, tentando me desculpar.
– Você tá louco? – Perguntou, ofegante. Ela se esforçava pra não gritar e chamar a atenção dos nossos pais. – Os velhos tão lá embaixo e a gente já tem que descer!
– Eu sei, eu sei… Me deixei levar.
– Bom, mais vale você se acalmar porque já te falei antes, isso não vai se repetir toda hora. Então fala pra essa coisa – apontou pra minha ereção – parar de pensar por você e começar a usar mais o cérebro.
– Cê tem razão. Melhor eu ir descendo. E não demora muito que o almoço já vai estar pronto.
Levantei da cama e caminhei com passo pesado até a porta do quarto dela quando senti um roçar na minha ereção ao passar. Virei pra olhar. Minha irmã, a safada, sorriu com malícia.
—Tá me zoando?
—Vai, desce, agora vou eu também. —Me apressou, como se aquele roçar não tivesse acontecido.
—Você é filha da puta...
—Sei lá, vai se foder pelo que você me fez agora. —Falou, sem se mostrar intimidada. —Agora desce e não enche mais o saco.
Eu ia me virar pra ela de novo quando ouvi a voz da minha velha lá de baixo.
—Vamos! O que vocês ainda tão fazendo aí em cima? —Perguntou impaciente. —Pelo menos desce pra dar uma mão com a mesa.
—O sinal te salvou. —Falei brincando com minha irmã. —Na próxima você não escapa.
—Vamos ver se tem uma próxima. —Respondeu, desafiadora. —Agora desce de uma vez.
—De novo com essa história de que tem que esperar um tempo?
—De novo com essa de que você não aguenta um tempo sem transar? —Retrucou, tirando sarro de mim. —Você tem um monte de boca pra alimentar no teu trampo, então não vem com essa de que tá na abstinência. Então para de encher o saco e desce.
Frustrado com as palavras da Clara, admiti a derrota e finalmente obedeci. Mas quando já tinha posto a mão na maçaneta da porta, ouvi de novo a voz da minha irmã me chamando.
—Aliás... O que mais rolou com a Jessi?
—O que mais rolou de quê?
—Não se faz de besta. —Falou séria. —Você, ela, sozinhos no teu carro...
Senhoras e senhores, o ciúme da minha irmã faz mais uma apresentação e eu sou o único espectador da plateia! Já sabia que era questão de tempo até ela perguntar algo assim. Ela não conseguia evitar, podia se fazer de desinteressada, de que precisava esperar pra rolar algo entre a gente de novo... Mas isso não queria dizer que minha irmãzinha ia aceitar de boa que eu transasse com outra.
—Ah, isso. —Respondi com um sorriso.
—Sim, isso. O que aconteceu?
—A gente conversou. Ou você não lembra do que a gente acabou de falar aqui? Levei ela em casa, deixei o livro que ela pediu, ela me cumprimentou e foi pra casa dela. —Respondi, dando de ombros.
Não tava dizendo toda a verdade, mas até aquele momento também não tinha mentido pra minha irmã. Não entrei em detalhes sobre o tipo de despedida que a amiga dela me deu, mas não tinha por que ficar entrando em detalhes.
- Ah, tá. – Ela disse, com um leve tom de decepção.
- Aconteceu alguma coisa? – Eu não entendia aquela reação, esperava um suspiro de alívio ou algo do tipo.
- Não, não. Bom, vai pra baixo antes que a mãe te chame de novo. – Ela apontou pra porta pra reforçar o recado.
Algo não batia. Por que minha irmã estava decepcionada? Se eu falei o que ela queria ouvir! Ou não? A cabeça da minha irmã às vezes virava um labirinto onde eu nunca achava o caminho certo, e aquela ocasião era um exemplo.
- Tem certeza que não é nada?
- Não, nada… é que…
- E aí? Quem vai descer pra me dar uma mão? – Ouvi o grito da minha mãe vindo da cozinha.
- Desce, vai. – Minha irmã insistiu.
- Você ia falar alguma coisa.
- Deixa, não é nada importante.
- Tem certeza?
- Como você é chato, cara!
- Pedro, desce de uma vez pra me ajudar! E você também, Clara! Vamos, gente!
Obedecendo o chamado da minha mãe, saí do quarto e desci as escadas pra dar uma mão com a mesa e ter um dos nossos almoços de família de sempre.

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Já era quarta-feira e eu estava largado no sofá, passando os canais na TV procurando algo que me distraísse um pouco. Esse dia tinha sido tranquilo, já que o Éyummy não tinha me dado nenhum turno. Então aproveitei pra adiantar os resumos das matérias que estava cursando na época.
Embora não estivesse muito apertado com os prazos, minha irmã tinha razão: eu não podia desperdiçar a oportunidade que tinha aparecido naquele momento da minha vida. Tinha tempo de sobra à toa, não tinha desculpa pra não me ligar um pouco.
O domingo tinha passado sem sustos, nem fiquei muito tempo em casa depois do almoço pra evitar a tentação. de ficar a sós com a minha irmã. Tê-la tão perto das minhas mãos era perigoso pra nós dois, e não tinha como fazer nada sem correr um risco sério de nossos pais nos descobrirem.
Embora esse risco fosse excitante, se deixar levar sem pensar direito e sem ter certeza de que ninguém ia ficar sabendo podia trazer consequências que nem eu nem ela queríamos encarar.
Deixei qualquer canal ligado na TV e abri o aplicativo do Facebook no meu celular. Enquanto olhava as postagens de alguns conhecidos, uma notificação de mensagem recebida me chamou a atenção. Abri o chat e descobri o conteúdo daquela mensagem.Pedro, cê tá no teu apê?Essa pergunta já foi surpreendente por si só, porque quase não recebo visitas no meu apartamento, mas minha surpresa foi ainda maior quando vi quem tinha mandado.Oi, Jessi. Sim, tô aqui. Por quê?

Nada, acabei de sair do trabalho e queria passar aí pra te deixar o livro. Sem problemas, né?
Não, de jeito nenhum. Vem tranquila.
Beleza, valeu! Daqui a 20 ou 30 minutos tô aí.
Massa, te espero.
Pulei do sofá na mesma hora como se tivessem me dito que tinha uma cobra venenosa escondida entre as almofadas, e comecei a guardar tudo e limpar o máximo possível do lugar antes da campainha tocar.

Me apressei pra tomar um banho rápido e passar um pouco de perfume na correria enquanto procurava alguma roupa pra vestir. Não queria recebê-la parecendo um mendigo (o visual que eu costumava ter quando tava sozinho no apê), mas também não queria ficar muito na cara colocando roupa de sair pra algum lugar.

No fim, acabei escolhendo uma jeans meio gasta e uma das minhas camisetas favoritas. Tinha acabado de me vestir quando a campainha tocou, anunciando a chegada da Jessi.

Apertei o botão pra ela passar pela porta e entrar no prédio, e mais uma vez revisei tudo pra ver se não tinha nada que precisasse tirar ou esconder da vista dela. Até fiz uma rápida incursão no meu quarto e coloquei umas roupas sujas num saco pra evitar qualquer problema.

A ideia de que a Jessi tinha vindo por conta própria me ver enchia minha cabeça de ideias excitantes. Nos poucos minutos que tinham passado desde que recebi a primeira mensagem dela, já tinha feito umas dez filmes diferentes, onde sempre terminávamos transando de um jeito selvagem.

Mas precisava tirar essas imagens da cabeça. Não podia ser tão iluso de achar que ela tinha vindo pra isso, e também não podia sair dando em cima dela na primeira oportunidade que tivesse. Especialmente não podia esquecer que ela era uma das melhores amigas da minha irmã.

É, esse detalhe definitivamente tinha que manter em primeiro plano na minha cabeça… se é que eu queria manter a cabeça no lugar e não acabar sendo decapitado por certa loirinha ruiva de olhos verdes, toda gostosa.

Ouvi uns toques suaves na porta do meu apê e tentei normalizar minha respiração, que por algum motivo tava bem acelerada. Lamentei não ter um espelho por perto. pra poder dar uma última revisada em mim, e finalmente alisei umas rugas da camiseta antes de abrir a porta.
—Oi, Jessi. —Falei, com meu melhor sorriso estampado na cara.
—Oi, Pedrito.
Lá estava a Jessi, com uma cara de quem tinha sobrevivido a um dia bem puxado, mas gostosa do mesmo jeito.
—Entra, entra. —Convidei, me apressando pra sair do caminho e deixar ela passar.
Varei ela de todos os ângulos que dava enquanto ela passava na minha frente. Era óbvio que tinha acabado de sair do trampo. Tava com um casaquinho cinza claro que combinava com a saia dela, que batia bem acima dos joelhos. Uma camisa branca meio colada no corpo marcava as curvas dela. As pernas cobertas por meia-calça preta e uns sapatos de salto preto.
Resumindo, quase parecia que ela tava vestida de secretária gostosa de filme pornô, em vez de ter ido assim trabalhar de verdade. Ou talvez fosse coisa da minha cabeça, porque a Jessi arrebentava tudo, não importava o que vestisse.
Quando ela chegou perto pra me dar um beijo na bochecha, meu nariz pegou uma lufada de um perfume floral que me deixou louco. Segurei o beijo por um décimo de segundo a mais pra garantir que ela sentisse o perfume que eu tinha passado uns minutos antes, e depois me afastei.
—Acabou de sair do trampo? —Perguntei, enquanto levava ela pra sala e mandava sentar.
—Sim. Tô detonada, pra ser sincera. —Respondeu, se ajeitando no sofá e cruzando as pernas longas e lindas dela.
—Quer tomar alguma coisa? Ia fazer um café quando sua mensagem chegou.
—Sim, por favor. Cairia muito bem.
—Com leite, né?
—Sim, com leite, por favor.
Um sorriso que parecia a maior inocência do mundo acompanhou essa última frase. Mas nos olhos dela tinha tudo, menos inocência. Ela tava uma sedutora do caralho sentada ali no sofá, e eu tava me segurando pra não me jogar de cabeça num esconde-esconde debaixo da saia dela. saia?
Optei por sair de cena e me refugiar na cozinha pra tentar organizar a cabeça um pouco. Mais uma vez, a Jessi tava no meu apartamento, e dessa vez a situação era bem diferente de quando ela veio com a Betty. Mas a ideia da minha irmã explodindo de ciúme se descobrisse que eu tinha transado com a melhor amiga dela pelas costas ainda entrava na minha cabeça toda hora, travando qualquer intenção de tentar avançar com a Jessi.
Quando voltei pra sala, com as xícaras e uns croissants que tinham sobrado do café da manhã, a situação tinha piorado pra caralho. A Jessi tinha deixado o casaco no encosto do sofá, arregaçado a camisa e soltado uns botões. Um sutiã de renda preta aparecia de vez em quando. Quase dava pra adivinhar que ela tava de calcinha fio dental da mesma cor, e eu apostava minha vida que tava usando liga.
Só podia ser coisa da minha cabeça, não era possível que a Jessi tivesse vindo pronta pra declarar a terceira guerra mundial no meu apartamento pelas costas da minha irmã. Não sei que cara eu fiz quando encontrei ela sentada daquele jeito no sofá, mas um sorriso, que bem podia ser de satisfação por ter conseguido o efeito que queria, apareceu no rosto dela.
— E o livro? — Perguntei, tentando criar alguma distração.
— Tá aqui. — Ela disse, ainda sorrindo, tirando ele da bolsa. — Muito obrigada!
Ela me entregou e notei que tava embalado em plástico filme. Não consegui evitar rir da surpresa.
— E isso?
— Aqui dentro tenho de tudo, até o pote com o almoço. — Explicou, mostrando um pote vazio que tinha dentro da bolsa. — Se molhasse, eu morria!
— Se não morresse, eu te matava! — Exclamei de brincadeira. — Mas valeu por cuidar, sério, nem todo mundo faz isso. — Completei, lembrando de experiências ruins que tive emprestando livros ou discos.
— Pode crer, eu sou super cuidadosa com meus livros, imagina se não vou ser com um que não é meu!
— E Então? — perguntei, ansioso. — Você gostou?
— A-do-rei! — respondeu sorrindo. — Olha, eu vi a primeira temporada de Game of Thrones, e mais ou menos sabia como a história vinha, mas não é a mesma coisa que ler. Não tem comparação.
— Viu? Nada a ver. Por mais voltas que deem, não conseguem igualar o livro.
— Esquece, aliás, quando o autor começa a entrar na mente dos personagens…
Quando nos demos conta, já estávamos enfiados numa conversa super animada sobre o livro que eu tinha acabado de emprestar pra ela. Passamos por todos os assuntos possíveis: a introdução dos personagens, os detalhes, as descrições, as coisas que mudaram do livro pra série… E ainda dava pra ficar mais um tempão batendo papo sem cair em nenhum silêncio constrangedor.

Minha bexiga deu o alarme, então levantei um instante pra ir ao banheiro e percebi que já tinha passado mais de uma hora e meia de conversa sem parar.
Não só isso, mas era a primeira vez que eu conseguia dedicar tanto tempo a uma conversa desse tipo com alguém, além dos grupos no Facebook ou sites dedicados à série e aos livros. Clara, por outro lado, não era nada fã do assunto, ela preferia ver outros tipos de série.
Quando voltei pra sala, vi a Jessi meio desconfortável no sofá, como se alguma coisa a estivesse incomodando.
— Aconteceu alguma coisa, Jessi?
— Não, nada… Bom, sim…
— Jessi, decide logo: ou é não, ou é sim. — falei, tirando um pouco o sarro.
— É que… queria te perguntar se você podia me emprestar o segundo livro, A Fúria dos Reis. Mas não queria encher o saco, pegando livro da sua coleção toda hora. — respondeu de repente, soltando as palavras quase sem respirar. Ficou bem vermelha e acabou cobrindo o rosto com as mãos. — Ai, desculpa, que idiota…
Eu não pude evitar de cair na risada com aquela situação. Jessi sempre me pareceu uma garota muito decidida, segura de si. Não lembrava de vê-la assim tão sem graça. ninguém, e de repente eu consegui ver ela baixando a guarda na minha frente.
Me aproximei pra me agachar na frente dela, pegar as mãos dela e tirar do rostinho lindo dela.
— Por que você fica assim? — perguntei, sorrindo com carinho. — Você não falou nada de errado.
— Sei lá, as meninas sempre me enchem o saco que eu tenho esse lado nerd. — Ela ainda tava muito vermelha e com o olhar fixo no chão. — Com elas nunca dá pra falar dessas coisas. Não que elas falem algo, mas, por exemplo, tentei mil vezes fazer elas verem Game of Thrones e nunca ligaram, ou no máximo ficaram entediadas depois de um ou dois episódios. E assim com outras coisas, tipo os filmes de O Senhor dos Anéis ou os de ficção científica. Sei lá, sinto que tenho essa parte de mim que não consigo compartilhar com elas simplesmente porque os gostos não são os mesmos e não tenho mais ninguém pra conversar sobre isso pessoalmente.

Depois desse pequeno monólogo, ela ficou em silêncio, mas o rosto dela mostrava o alívio que sentia por poder tirar aquilo do peito. Era como se pela primeira vez ela tivesse conseguido expressar em voz alta tudo aquilo que tinha ficado entalado por muito tempo, talvez anos.
— Eu também adoro ficção científica.

Soou como um papo furado super oportunista, mas não consegui evitar. Me senti tão identificado com o que a Jessi tinha dito que praticamente poderia ter roubado aquilo de algum canto da minha cabeça.
A Jessi saiu do silêncio dela pra cair na risada também.
— É, soou como um papo furado bem básico, né? — comentei, levemente corado.
— Muito básico, sim. — Ela disse, ainda rindo. — Mas é, já dá pra perceber. Só de olhar sua estante, qualquer um saca que você curte. E também O Senhor dos Anéis, pelo que pude ver. — Ela completou, apontando pra uma prateleira que tinha os livros da trilogia e outros relacionados.

Ela tava com o rostinho bem perto do meu. Mais uma vez, pude sentir o perfume dela se infiltrando no meu nariz pra me embriagar com aquele aroma floral. Mas A imagem da minha irmã morrendo de ciúmes se instalou no meu cérebro pra bloquear qualquer ideia doida que eu pudesse ter tido.
—Mas beleza, não esquenta com o livro. Se você cuidar dele igual fez com o outro, óbvio que vou te emprestar. —Falei, levantando de uma vez antes de fazer merda. —Já é tarde. —Comentei, olhando o relógio do celular. —O que a gente faz?
—Nossa, é… Verdade.
—Tem que ir pra algum lugar hoje à noite? —Perguntei de repente.
Jessi ficou me encarando, meio surpresa com a pergunta, mas sorriu quando sacou a mensagem escondida por trás dela. Mesmo assim, não respondeu na hora, demorou uns segundos, fingindo que tava revisando mentalmente os planos dela pra noite.
—Na real, não.
—Que tal cê ficar pra jantar então?
Tentei manter a cara mais neutra possível, mas por dentro meu coração tava batendo no peito igual um martelo pneumático. Não ia me surpreender se a Jessi tivesse escutado aquele barulho, que ecoava nos meus tímpanos feito a bateria de uma banda de heavy metal.
Jessi deve ter demorado meio segundo pra responder, mas pra mim o tempo tinha esticado até o infinito. Senti que tinha envelhecido uma vida inteira até ouvir a resposta dela saindo dos lábios.
—Não te incomoda? Tem certeza? —Ela viu que eu neguei com a cabeça e um sorriso iluminou o rosto dela. —Então beleza, fico!
—Beleza, fica à vontade que eu vou começar a cozinhar alguma coisa.
—Vai cozinhar? Você? —A descrença tava estampada em cada traço do rosto dela.
—Óbvio! —Respondi com orgulho. —A Clara não contou pra vocês sobre o risoto que eu mandei ver na casa dos meus pais?
—O QUÊ? —Jessi explodiu. Se a voz dela tivesse ido um pouco mais aguda, só os cachorros da rua iam conseguir ouvir.
—Nossa, baixa a voz… Senão os vizinhos vêm encher o saco de novo.
—Desculpa. —Falou, quase num sussurro. —É que eu não imaginava que você cozinhasse.
—Pois é, é que a gente tem que se cuidar bem com a comida. Pelo meu trampo.
–Hã? Se cuidar por quê?
–Mais pra controlar o peso, não ter problema físico, essas coisas. –Jessi continuava com cara de quem não tava entendendo bem a ideia. –Por exemplo, às vezes eu pego quatro ou cinco turnos num dia. –Jessi arregalou os olhos quando ouviu isso. –Então preciso estar num bom estado físico pra aguentar esse tipo de coisa. Se meu colesterol tá lá em cima ou se eu tô com oitenta quilos de sobrepeso, fico praticamente sem forças no corpo depois do segundo turno, quando muito.
–Ah… E por que você não pede delivery então?
–Porque sai mais barato fazer a comida eu mesmo. –Respondi, dando de ombros, como se fosse a resposta mais óbvia do mundo.
–Bom, agora é melhor você me preparar um risoto bem gostoso. Não vai me deixar na vontade assim, não.
–Deixa eu ver… deixa eu pensar. –Parei um segundo pra fazer um check mental dos ingredientes que precisava. –É, um risoto de frango eu consigo fazer sim.
–Pedrito cozinheiro… Isso eu não vou perder! –Ela se levantou e foi comigo pra cozinha.
Eu comecei a tirar os ingredientes e colocar tudo na bancada. Pus uma panelinha com água no fogo pra ir esquentando pro caldo e enquanto isso fui picando a cebola e o alho.
Jessi tava encostada no batente da porta, de braços cruzados, e olhava tudo com atenção pra não atrapalhar meu caminho, enquanto eu ia e vinha pela cozinha pequena, pegando coisas da geladeira ou de alguma prateleira.
Da minha parte, eu tentava não me distrair com aquela visão na minha frente. Não tava muito acostumado a ter visita no meu apê, e muito menos a cozinhar com alguém de olho em cada movimento meu.
E pra piorar, quem tava com os olhos grudados em mim era uma mulher tão gostosa quanto a Jessi, o que não ajudava em nada a me acalmar. E pra completar, ela era uma das melhores amigas da minha irmã, o que só Adicionei mais coisas ao circo que já estava formado na minha cabeça.
Num momento, virei de novo pra olhar pra ela e notei que ela estava mordendo o lábio de um jeito muito sensual. Mais uma igualzinha à Clara! Por que elas gostavam tanto de me ver cozinhando? Que vontade que me dava de subir ela na bancada e meter uma boa pirocada naquele exato instante! Dane-se o jantar, a comida, os vizinhos, os barulhos e o ciúme da minha irmã também!
Mas não, eu tinha que controlar meu instinto. Quase já tinha estragado tudo da outra vez. E naquela vez, minha irmã tinha sido cúmplice de tudo.
Então uma pequena luz de esperança tinha chegado pra iluminar uma possível solução. Eu estava convencido de que Clara tinha se mostrado meio decepcionada quando eu disse que não tinha rolado nada entre a Jessi e eu na vez que ficamos a sós no meu carro. Quase que ela esperava que eu dissesse outra coisa.
Será que era possível que minha irmã quisesse que rolasse algo entre a Jessi e eu? Essa era uma ideia interessante, sem dúvida. Por enquanto, do que eu não tinha dúvidas era de que a Jessi queria alguma coisa, afinal ela tinha me comido de boca quando a deixei em casa.
Já tinha colocado os filés de frango picados na frigideira junto com o resto quando pedi uma ajuda pra Jessi.
— Já que você tá aí, me dá... uma mão com a mesa? — Perguntei, demorando um segundo a mais no meio da pergunta com um sorriso safado acompanhando o pedido.
— Óbvio que fuck you uma mão. — Respondeu ela, entrando na brincadeira e pausando um décimo de segundo extra no meio da frase. — O que eu faço?Levanta a saia, tira a fio dental, e senta na bancada com as pernas abertas.” fue la frase que primero se me pasó por la mente, pero por ahora había que volver a la normalidad.
-Fijate en el mueble que está frente a la mesa y sacá un par de platos y los vasos, por favor. También hay un mantel ahí. Yo en un ratito llevo los cubiertos.
-Dale, ahí pongo todo. –Anunció, dando media vuelta y saliendo de la cocina con un suave bamboleo que me permitió apreciar su culo enfundado en aquella pollera ajustada.
Estaba terminando de preparar todo cuando la voz de Jessi se escuchó desde el otro lado.
-¡Mirá lo que están dando en la tele! –Se notaba que era algo que le gustaba, porque se la oía emocionada.
-¿Qué cosa? –Pregunté, mientras revolvía el contenido de la sartén para evitar que se pegara todo.
-La Comunidad del Anillo, aunque ya está bastante empezada.
-Dejala igual, así la vemos ahora.
La trilogía de El Señor de los Anillos, junto con otros clásicos de mi lista de películas favoritas, era de esas que la podía agarrar en la tele sin importar que estuviera empezada, por la mitad, o casi por terminar, que seguro me quedaba viéndola.
-¡Pero más bien! –Dijo, como si la idea de cambiar de canal fuese completamente ridícula.
-¿Te jode si te pido algo? –Pregunté mientras terminaba con los últimos retoques antes de sacar la comida del fuego.
-¿Qué cosa?
-¿Podés meterte en el menú y poner el idioma original con subtítulos? El doblaje es un dolor de tímpanos.
-¡Te estaba por preguntar eso mismo! Ahí lo cambio.
“Ok, oficialmente esta chica vale oro”. No sólo compartía varios de mis gustos en cuanto a series y libros, sino que encima odiaba el doblaje en las películas. No tenía la menor idea de qué podía llegar a pasar entre ella y yo, pero las señales estaban ahí, y yo de una forma u otra me iba a tirar de cabeza.
Finalmente saqué la comida del fuego y la llevé a la mesa. Jessi estaba sentada en el sillón con sus largas piernas extendidas. Tenía la vista fija en el televisor, mientras continuaba viendo una escena de la película.
-Veo que te pusiste cómoda. –Comenté, escaneando su cuerpo con mi mirada. Ese habría sido un buen momento para tener vista de rayos X.
-¡Uh, perdón! –Exclamó, incorporándose rápidamente. –Es que ese sillón es bastante cómodo.
-Sí, es cierto. –Hice una pausa recordando que en ese mismo sillón se había sentado mi hermanita mientras yo clavaba a su amiga delante de ella, pero preferí no mencionarlo por el momento. -Vení que ya está listo esto. –Le pedí, mostrándole la sartén y el vapor que brotaba de su interior.
-¡Esto se ve muy rico! –Comentó cuando le alcancé el plato.
-Gracias. Ahora sí, a comer. –Anuncié, tomando la iniciativa y dando el primer bocado. No estaba nada mal, al menos todas las distracciones no habían arruinado la comida.
Jessi cargó el tenedor y se lo llevó a la boca. Sus ojos brillaron antes de cerrarse, producto del placer que le provocó la comida.
-Mmmmmmmmmmmm… -Ese sonido me hacía recordar los gemidos que había provocado unas semanas atrás en ese mismo departamento. -Está muy bueno esto. –Comentó, hablando lo justo y necesario como para volver a cargar el tenedor y seguir comiendo ávidamente.
Yo recién había terminado dos tercios de mi plato cuando Jessi finalmente dejó el tenedor en el suyo, ya vacío. Yo levanté la vista y la miré asombrado.
-¿Así comés siempre? –Jessi una vez más se puso roja como un tomate. -¿Cómo hacés para ser tan flaca?
-Así es mi metabolismo. Yo qué sé, tampoco es que como mucho, pero no engordo.
-Que suertuda… Si yo me descuidara con las comidas, ya estaría pesando doscientos kilos. –Clara no tenía ese problema, pero yo había sacado los genes de mi viejo, que tenía ese mismo problema.
-Eso ya no es mi culpa, pero tampoco me voy a quejar de mis genes. –Dijo sonriendo con orgullo. -Gracias a eso te puedo pedir una porción más sin preocuparme. –Agregó, alcanzándome su plato para que le sirviera más risotto.
Y efectivamente, Jessi no se hizo ningún drama en terminar su segunda ración. Unos minutos después volvía dejar su tenedor en el plato vacío, ahora sí satisfecha.
-Si cocinás así, me parece que voy a venir más seguido.
-Por mí, venite cuando quieras.
Sonriendo, levanté los platos y los llevé a la cocina para lavarlos, dejando a Jessi con la palabra en la boca. Cuando volví al living ella se encontraba de nuevo frente al televisor, esta vez sentada en el sofá.
-Vení, dale. Sentate que ya está por terminar. –Me llamó, palmeando el lugar que estaba a su lado.
Obedientemente me acerqué a ella y me senté en el lugar señalado a su derecha. Jessi apoyó su cabeza en mi hombro de inmediato, casi como si hubiera sido un movimiento automático. Ni lerdo ni perezoso yo aproveché la situación y la rodeé con mi brazo para terminar con mi mano en su hombro, bajando por su cuerpo para llegar a su cintura y acariciarla.
Los créditos estaban apareciendo en pantalla cuando finalmente me levanté del sofá para ir al baño. Una vez que descargué la vejiga, salí y le pregunté a Jessi si quería algo de postre.
-Ya traje yo. –Respondió sonriendo con picardía. –Traete un par de cucharitas y listo.
La miré, tratando de recordar si había aparecido con alguna bolsa en su mano además del bolso que había traído colgando del hombro, pero estaba seguro de que no había traído nada más.
-¿Qué trajiste?
-Ah, no sé… Sorpresa. Andá a buscar las cucharitas, ya te vas a enterar. Te prometo que te va a gustar.
Me levanté y me fui en dirección a la cocina a buscar las benditas cucharitas, tratando de adivinar qué había traído Jessi para el postre.
Cuando retorné por fin tuve mi respuesta. Jessi había acertado justo en el blanco cuando dijo que me gustaría el postre que había traído.
Jessi se encontraba sentada en la mesa, sus piernas abiertas y apoyando sus pies en las sillas. Los botones de su camisa estaban desabrochados, dejando al descubierto su vientre plano y el corpiño negro de encaje con detalles en rojo que todavía cubría sus pechos. Su pollera estaba subida, y el hilo dental negro que formaba parte del conjunto de ropa interior había ido a parar al piso. Conservaba sus medias y el sus zapatos negros.
Su entrepierna estaba al aire libre, sus labios carnosos entreabiertos y la luz del departamento reflejada en los jugos que se escurrían de su interior.
-¿Te gusta el postre que traje para vos? –Preguntó con sus ojos clavados en mí, su mirada una invitación al pecado que podría tentar hasta al más santo.

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No se olviden de pasar por la parte B para leer la continuación y el final del capítulo.

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9 comentários - Como descobri que minha irmã adora meu pau (Parte XIII-a)

Excelente Post muy bueno gracias por compartir
Pense que estabas muy ocupado para seguir los relatos. Que bien colegs pudiste publicar. Son muy buenos y largos. Asi me gustan.
salvfe
+10 en ambos relatos. Bien merecidos. Esta saga es de las mejores que leí en la página