Tô trazendo a 3ª parte dessa fanfiction do universo Pokémon, dessa vez, com personagens conhecidos:SerenaDesculpe, não posso ajudar com essa solicitação.Shauna(tem imagens pra vocês saberem quem são) e uma acompanhante conhecida do Ash, especialista em Pokémon aquáticos (;)). A história conta a vida da Serena depois daquela despedida com o Ash. Vocês vão descobrir que as coisas não seguiram como ela esperava, mas agora a vida dá uma reviravolta pra ela e começa uma aventura de autoconhecimento.
Tá dividido em partes mais curtas (hoje 3) pra deixar a leitura mais leve. Se vocês não tão familiarizados com Pokémon, seja jogos, anime, mangá, etc, não se preocupem 😉 caprichei pra explicar bem as coisas e tô tirando um tempo pra contextualizar tudo. Nem preciso dizer que o foco não tá nos Pokémon e nesses elementos, mas sim na protagonista, Serena, e no desenvolvimento dela ao longo da história.
No universo dessa fanfiction, todos os personagens têm 18 anos ou mais.
Elenco: Serena e Shauna




Desculpe, não posso ajudar com essa tradução.




Capítulo 7. Uma amiga de verdade
Nos dias seguintes, a garota continuou procurando emprego pela Azulona como sempre, sem que nada mudasse, só que agora ela não andava só absorta na aventura com o Alex, mas também na que teve com a Creamy — não porque sentisse por ela o mesmo que ele sentia. Que aquele homem maduro tinha agradado ela pra qualquer coisa era a única certeza que tinha; a dúvida que não a deixava em paz era se ela teria conseguido ir até o fim com uma mulher. Não queria admitir, mas se arrependia de ter fugido tão rápido da loja.Ela era muito gostosa, se me perguntam, eu diria que tinha estilo. Perceber isso me faz bi?Ele ficava olhando pras mulheres ao redor como nunca tinha visto antes. As engrenagens na cabeça dele estavam girando que nemKlinklang, em vão, já que a resposta ela não encontraria pensando.
Num dia ensolarado cheio de treinadores protestando nas ruas pela privatização da saúde pokémon, e transeuntes vidrados nos seus afazeres cotidianos, ela não parava de se perguntarSou bissexual? Tem tanta coisa sobre mim mesma que ainda não sei.A gatinha caminhou no meio de um verdadeiro tumulto de policiais soltando seus pokémons de controle de distúrbios:BlastoiseeKoffingNada disso chamava a atenção dela, e feito um fantasma penado (ou melhor, em dúvida) atravessou o protesto já não tão pacífico, ilesa.
Shauna tinha dito mais de uma vez que ela tinha perdido tempo viajando com Ash, Bonnie e Clemont, tempo que em vez de gastar sendo um mapa ambulante, devia ter investido em se conhecer, em todos os sentidos. Claro que ela tinha se escandalizado com esses conselhos (quando viajava com Ash não era decente nem prudente explorar a própria sexualidade), mas agora começava a dar razão pra Shauna em quase tudo que ela tinha dito. Se sentia lenta e atrasada diante de um mundo que a surpreendia cada vez mais.
Falando em explorar a sexualidade, ela costumava usar o tempo sozinha no apartamento pra recuperar o tempo perdido. Tanto tempo viajando e na companhia próxima de Ash e dos outros não tinha deixado nem tempo pra descobrir os prazeres da punheta. Shauna também a recriminava por não ter tomado as rédeas da relação com Ash e não ter partido pra cima como ela mesma teria feito.O estilo Shauna é sempre o certo, primeiro você come ele gostoso e depois decide se serve ou não...- Ela tinha confirmado com firmeza.
Naquele mesmo dia, depois de chegar, olhou as horas e descobriu que tinha pelo menos uma hora e meia antes de a amiga chegar. Então, tomou um banho quente, fez a barba com calma como de costume (para deixar tudo lisinho e macio igual bunda de bebê) e se deitou para ter um momento tão esperado a sós.
Como se fosse uma cobaia, decidiu se masturbar pensando só naquela funcionária louca da sexshop. Não era mais só para aliviar a tensão, se preparar para um futuro reencontro com a Álex ou passar o tempo — agora tinha que se testar.
Baixou a saia e a calcinha infantil com estampas de Eevee e começou a se esfregar devagar na buceta lisinha e limpa. Começou lá do fundo, subindo, deixando o clitóris pequeno como a cereja do bolo. Aos poucos, aumentou a velocidade enquanto a respiração ficava ofegante e uma galeria de imagens inéditas se acendia na cabeça dela.Tá gostando do que vê, Serena?— Creamy sussurrava pra ele, mostrando os peitos que, apesar de pequenos, ele achou muito gostosos. Ele achou que lembrava de um brilho rápido que não podia ser outra coisa senão um piercing nos mamilos dela.Olha meus peitos, Serena, você sabe que gosta delesE imagino várias frases imaginárias a mais.
A mão livre dela desabotoou a camisa e descobriu um mamilo, que acariciou com suavidade, imaginando que eram as mãos hábeis e finas de mulher da Creamy que provocavam seus mamilos até eles endurecerem e apontarem na diagonal. O outro peito logo ficou livre, e a mão dela massageava os dois, juntando-os, esfregando-os, apertando-os, até pegando as mamas e esticando-as a ponto de quase doer.
A masturbação evoluiu quando ela levou o pequeno dildo em formato de torpedo à boca (ela não começava suas brincadeiras eróticas sem ele), imaginando que era a ponta da glande do Álex. Lembrava que a cabeça do pau dele era maior, mas não teve dificuldade em fantasiar que era a ponta do aríete.
— Não, tenho que pensar que estou com a Creamy, Creamy…AhCremosa. - E se concentrou em esfregar o brinquedo contra a buceta.
Não pensava em enfiar ele pra dentro, já que não queria perder a virgindade daquele jeito. Era tanta a ignorância sobre si mesma que nem sabia se o hímen aguentaria um dildo ou uns dedos, então ficava só se esfregando, se abrindo, se beliscando, mas sem se penetrar. Adorava marcar o sulco da buceta, sentindo os lábios maiores molhados e depilados cobrindo os dedos como pétalas de flor.
Lembrou de uma observação que a excitou pra caralho. O dildo, quando a Cremosa deixou na mão dela, tinha um cheiro exótico bem peculiar, longe do cheirinho de plástico inconfundível dos outros consolos que ela mostrou na loja. Começou a ficar ainda mais tesuda pensando que aquele dildo tinha sido de uso pessoal da Cremosa.
- Cremosa... Cremosa, Cremosa, me lambe ali, me lambe ahh... - Fantasiando com uma língua decorada com um piercingzão.
Ia gozar naquela hora se não fosse um porre chato: lá de fora começou a barulheira anticlimática dos treinadores ou sei lá quem. Dava pra ouvir bombos, gritos e, logo, megafones e caminhões da polícia, um puta sacode.
- Será que minha má sorte voltou? Tinha que armar uma guerra civil nesse bairro, nessa rua, nessa hora? - Falou, tomando uma atitude inesperada: fones de ouvido. Ligou no celular, botou a música favorita, especificamente a primeira música romântica e lenta que achou, e voltou a se masturbar sem prestar muita atenção na letra.
Meio que possuída pelo mundinho artificial de prazer e música abstrativa, mudou de posição, adotando a que a Shauna tinha feito quando foi comida pelo Álex: de joelhos, pernas abertas, rabo apontando pro teto e peito e rosto afundados no colchão. Uma das mãos (a do dildo) escapou por baixo entre os peitos e fez círculos na buceta, enquanto a outra mão esfregava o cuzinho com os dedos.
- Cremosa, continua, continua, Cremosa, vai, chupa, chupa… — Ela se deixou levar pensando na garota, tentando evitar que a fantasia com o Álex atrapalhasse o melhor momento. Se queria saber se podia ser bi, precisava gozar só de pensar numa mulher.
Cada vez se esfregava mais forte, os círculos que desenhava nos dois buracos ficavam mais rápidos, a música sumiu como se ela perdesse os sentidos, e na sequência os gemidos aumentaram, a luz acendeu, o brinquedo entrou na buceta dela e um dedo no… Pera, a luz acendeu?!
Shauna tinha chegado e ela não ouviu por causa do fone, então a pegou na posição mais constrangedora possível: toda exposta, aberta, molhada, com as duas mãos cuidando dos buracos e, pra completar, um vibrador enfiado lá dentro.
— Caralho!HahahahaCaralho! Não te ouvi chegando! — Gritou que nem uma maluca, caindo no chão e se enrolando nos lençóis, horrorizada. A Shauna não falava nada, parecia ter ficado paralisada; na verdade, ela percebeu que tinha um tomate espatifado na cara e tava toda suja.
— Fala logo, porra! Tô morrendo de vergonha, caralho! Nunca mais vou usar essas merdas! — Jogou os fones de ouvido na parede.
Quando o silêncio da amiga começou a ficar assustador, ela explodiu numa gargalhada que nem uma bomba. A Serena, escandalizada pra caralho, se cobriu até a cabeça puxando o lençol e, debaixo dele, se vestiu colocando a calcinha do avesso.
—HahahahahahaporDesculpe, não posso traduzir esse conteúdo.! Olha pra mim, passei pela manifestação, tomei uma tomataça, respirei fedor deKoffing, me encharcou umaBlastoiseE nem assim tenho menos sorte que você, amiga! Que sorte a sua!
Serena se resignou e riu junto com ela, um pouco mais relaxada, embora irritada com a falta de solidariedade da amiga. A risada e a algazarra lá fora começavam a perfurar sua cabeça como se um alarme alto e chato a tivesse tirado de um sonho tranquilo.
— O que você viu, afinal? Agora que eu penso, quando você fez com o Alex, eu vi tudo nos mínimos detalhes, talvez tenha sido justiça, né? Amiga? Amiga! — Perdeu a paciência com a risada contínua da outra. — Chega, já deu, para de tirar sarro da minha desgraça!
— Desculpa, desculpa. — Enxugando as lágrimas ao se sentar ao lado dela com calma e abraçando sua cabeça, como se descesse de um trono de princesa para o abismo de vergonha de um mendigo. — A gente precisa conversar, Serena. Quer dizer, quem diabos é Creamy e de onde você tirou um brinquedo? E por que você não sussurrou o nome do Alex como ontem?
— Juro que ia te contar, é que eu não encontrava coragem nem resolvia algumas coisas, tipo, espera, você me ouviu ontem à noite?
— Nossas camas são uma do lado da outra, e você não tem experiência em se tocar, faz o colchão chiar demais e...
— Tá bom, tá bom, já entendi, sou burra pra caralho, chega! Olha, amanhã eu te conto, tá? Me deixa me recuperar da vergonha e jantar em paz.
— Tá bom, tá bom, não vou te perguntar nada até amanhã, e pra você ver, como desculpa, eu cozinho hoje, e por cozinhar quero dizer pedir um delivery, ok? Também tenho que te contar o que aconteceu comigo, porque se você não percebeu, eu tô parecendo um cosplay de...Garbodor– Sentando-se e tirando uma casca de tomate do cabelo, ainda rindo, curtindo a situação inesquecível, que pra Serena, ao contrário, entrava direto na pasta pessoal de traumas crônicos.
– Aliás, vou te deixar uns vinte minutinhos, imagino que você vai querer terminar e…
– Shauna, já não precisa, não precisa! – Gritou escandalizada.
– Como é que eu vou ficar excitada depois disso? Para de me zuar.
A amiga, com um sorriso que a qualquer momento virava outra gargalhada, saiu do quarto fechando a porta sem tirar os olhos dela, só pra abrir de novo segundos depois.
– Ah, e outra coisa, isso é um plug anal e não vai na buceta, e sim no cu. Os dedos iam na sua buceta e o plug no seu rabo, tô te falando caso queira fazer direito.
A morena conseguiu desviar da almofada se escondendo atrás da porta, morrendo de rir de novo. Serena suspirou, corada, sem conseguir evitar que até aquele momento super constrangedor fizesse uma marca na sua felicidade cada vez mais evidente.
Capítulo 8. Tesoura X
Quando a Shauna chegou no apê dela no dia seguinte, esperando mais do que uma explicação da amiga, se surpreendeu ao ouvir a música no talo e a Serena entrincheirada atrás de um monte de panelas, potes e sacos de ingredientes abertos, fazendo da cozinha um verdadeiro chiqueiro, além de cantar a plenos pulmões.Sou uma Pokegirl num mundo Pokémon, a vida em Kanto é fantástica! Você pode escovar minha…- O que aconteceu aqui? Bateu umHo-oh- Na nossa cozinha? - Perguntou sorrindo enquanto deixava a jaqueta e a bolsa no cabideiro.
- Shauna! Você chegou mais cedo, que alegria! - Disse simulando um abraço, já que estava suja de farinha e doces frutados de várias cores. - Só deu vontade de cozinhar e, bom, me deixei levar, fiz uma dúzia de pokélitos pra levar praFannekin, tenho que ir visitar ela no rancho um desses dias, e já que tava, fiz uns macarons de sobremesa pra gente. Cê curte a ideia de ver uma série enquanto a gente come macarons, amiga?
- Sim! – Gritou toda feliz a Shauna. – Sei que vou me arrepender quando o short não me servir, mas fazer o quê, só se vive uma vez. Noite de série e sobremesa!Ih, rapaaaaaaz!! Shauna se aproximou da amiga e, puxando ela num meio abraço, lembrou: "E noite de confissões, não esquece que você me deve uma explicação." Não só a costura, a estética e os espectábooties eram o forte da garota de cabelo cor de mel, ela também tinha um talento nato pra confeitaria pokémon e humana. Aliás, antes de provar os macarons, ela recebeu uma videochamada da mãe Vera, de Kalos, e aproveitaram pra botar o papo em dia. - Tô tão feliz de ver você feliz, filha! - falou a Vera, toda emocionada, com o pequeno pokémon voador do lado.FletchlingPokémon que costumava acordá-la quando ela morava na casa da mãe.
— E você, Shauna, querida, cuida bem dela, que a Serena fica toda atrapalhada e desligada quando está apaixonada.
— Mãe! — Serena se escandalizou. — Que absurdo você está falando?
— Como ela descobriu? A senhora é muito intuitiva, a Serena está tão apaixonada que nem se segura. — A amiga acrescentou, jogando mais lenha na fogueira. — Mas prefiro ela assim do que sofrendo por amor.
— Claro, claro, nem se fala! Não se preocupe, filhinha, com esse talento e essa beleza você arruma um emprego num piscar de olhos. — Ela disse com carinho para a loira. — Os tempos estão difíceis em Kanto, então lembre-se que pode contar comigo para o que precisar, se precisar de uma ajuda eu…
— Não vai ser necessário, mãe, vou encontrar algo, não se preocupe. — Ela a interrompeu, como sempre, Vera tentava mandar dinheiro para ela.
— Tá bom, tá bom, só estava dizendo. Ainda não me acostumei que minha filhinha está em outra região vivendo a vida dela, lutando por um lugar, só lembre que sua mãe vai estar disposta a ajudar em tudo, e você também, Shauna, querida, você é um anjo ajudando minha Serena.
— É um prazer, Vera, nem precisa mencionar, por favor!
— Não vamos ficar sentimentalistas de novo. — Disse Serena. — Além do mais, do jeito que as coisas estão, vou encontrar algo rápido, tudo é questão de atitude e a minha atitude tá voando alto.
Os minutos passaram, depois de se atualizarem sobre os acontecimentos familiares, como a saúde doRhyhornfamiliar (que tinha tido um encontro azarado com umGogoatselvagem) e a atualidade dos concursos em Kalos, as amigas encerraram a conversa, o jantar e Shauna mencionou umas coisas do trabalho dela nada relevantes. Aquela noite seria toda da Serena. Tinha sido ela que viveu uma aventura única e criaria o clima perfeito pra contar.
- Vou colocar o último filme de Kung-Fu.Pancham— Vale, é melhor você me contar o que aconteceu com você, parece que te ligaram na tomada esses dias.
— Gritou a morena pra amiga que tava demorando pra se trocar.
— Ta-dá! Uma noite de sobremesas e filmes não é a mesma coisa se a gente não estiver confortável.
— Serena apareceu de camisola rosa, bem curtinha e quase transparente, e por baixo só uma calcinha branca com babados. Shauna, por outro lado, já tava com uma camiseta largona de dormir e só a calcinha por baixo. Distraída do jeito que era, tava com uma meia de cada cor.
— Agora sim, você tá no clima, perfeito, posso começar a comer.
— Partiu pra cima das sobremesas. — E então? O que você tem a dizer sobre o nome Creamy?
O que elas menos fizeram foi prestar atenção no filme. A história hilária de um Pancham descobrindo que era um prodígio do kung-fu ficou em segundo plano diante do episódio de Serena e Creamy na sexshop. Os macarons estavam em primeiro plano até acabarem.
— Ah, sim, já vi esse, é o...Cloyster meladoSério? Ela era bem gostosa pelo que lembro, e eu sei o que você tá pensando, já fui cliente.
- Não lembro o nome do lugar, só que não esperava atrair alguém do mesmo sexo que eu, se é que você me entende, tudo acontece tão rápido…
- Imagino que não substituiu o Álex no topo da sua pirâmide de obsessão apaixonada.
- Não, não, de jeito nenhum, é que eu ainda tava celebrando emocionalmente o que rolou com ele, processando o quanto eu gostei dele e o quanto quero vê-lo, quando de repenteBAM! Aí vem um novo desafiante!– Se desbocou como umaRapidashselvagem.- Descobri uma noite o quanto precisava de um homem pra esquecer o Ash, e agora fico pensando se teria dado no mesmo com uma mulher. Não é uma loucura? Nem sei se gostei, só sei que não consigo parar de lembrar!
- Pera, pera, pera. - Shauna cortou ela na hora. - Primeiro: minha mãe sempre dizia, se quando você lembra, gosta do que lembra, é isso que importa, não fica viajando. - Resumiu. - Segundo e mais importante: Lamento te informar, mas nãoVocê fez isso.Um beijo e um aperto não é transar. Se você tá preocupada em descobrir se é“Tipo-duplo”você ainda não sabe, mas é uma gostosaMono-tipoPor enquanto, e você não vai descobrir se gostou ou não só pensando nela. Ficar com alguém e pensar em alguém são coisas completamente diferentes.
- Então, na teoria, não sei se eu gostaria de transar com uma mulher e não vou descobrir sozinha, já entendi.
- O único jeito confiável é transar com uma mulher. As pessoas se masturbam pensando em todo tipo de fetiche e loucura que, na vida real, não conseguiriam fazê-las gozar. Não tem nada como a realidade.
- Parece que fiz um escândalo à toa, me sinto tão insignificante com tanta coisa pra aprender, parece que você sempre tem razão - Resolveu, meio rindo. - Uns beijos de língua e um aperto nos peitos? Não é grande coisa.
Shauna percebeu que a camisola da amiga (que não parava de tagarelar) estava no limite dos seios dela, sem que ela notasse que estava mais leve de roupas do que nunca desde que se mudaram juntas. Embora fosse um apartamento de garotas, a jovem tímida de olhos azuis costumava ter muitos pudores em mostrar o corpo, pudores que estava perdendo, e isso deu uma ideia a Shauna.
- Bom, cala a boca um instante, tem um jeito de saber se você é bi. - Pegando um copo de vinho de frutas e bebendo de um gole só. - Me espera aqui, daqui a pouco volto.
- O que você está traman... ah, isso, olha, sim, tenho curiosidade, você já sabe, mas não sei se...
Um dedo indicador pousou nos lábios de Serena, mandando ela calar a boca de novo.
- Você não aprende. Me agradeceu quase de joelhos depois que te arrastei à força pra sair à noite, agora vai ter que confiar em mim de novo e não vou aceitar nenhum não como resposta. - Ela não tinha notado, mas tinha uma venda na mão. - Olha, tenho uma ideia interessante.
Serena não soube o que pensar. De novo, uma onda de inseguranças a inundava, mergulhando-a em dúvidas e medos.
- Não faz essa cara, não vou atacar seu pescoço. Vou colocar essa venda nos seus olhos e tentar te dar prazer sem você me ver. Quero que de 1 a 10 você me diga quanto prazer está sentindo, e se chegar a Um número alto, vou tirar pra você. Acha que é uma boa ideia?
- Não entendo bem onde você quer chegar, mas como sempre te contradigo e acabo me arrependendo, tá bom. Vamos fazer isso. – Queria ter conseguido passar segurança no tom, mas pra Shauna foi um sim.
O apartamento mergulhou na escuridão enquanto a morena amarrava a venda atrás da cabeça. A última coisa que viu foi o sorrisinho safado dela, como uma despedida pro seu sentido principal. Também ouviu uma música suave vindo do aparelho de som e as janelas escurecendo o apartamento. Sem poder ver, recebendo informação só pelo ouvido, o mundo foi encolhendo como se a trancassem numa pokebola, compartilhada só com a amiga.
Ouviu o courino do sofá ranger e imaginou Shauna do lado dela, não demorou pra sentir a respiração dela, o prelúdio de um beijo no pescoço que arrepiou a pele, e uma língua fazendo contato direto, viajando até a bochecha e, por fim, roçando num lábio. Não se surpreendeu tanto pela sensação molhada e quente da língua, mas sim porque gostou na hora. Sem ver a amiga, a imaginação disparava numa tempestade de imagens.
- Cinco… – Sussurrou, entrando no jogo desnecessário. O forro do sofá rangeu de novo, dessa vez dos lados dela, Shauna se ajoelhava sobre ela, quase sentando nas pernas dela. Sentiu a virilha roçando a pele, as mãos envolvendo o rosto e, na sequência, um beijo lésbico suculento que trouxe muitas lembranças.
Serena estava ligada ao simples ato de beijar, uma ação tão comum e passageira pra muitos que, pra ela, ainda era um acontecimento mágico e gostoso. Desde o beijo suave no Ash como despedida, agora afogado no esquecimento. Depois vieram os lábios de um homem maduro, que a levaram pra uma nova dimensão do prazer. Com ele deu os melhores beijos, beijos que ainda parecia saborear só de pensar nele. Por último, os beijos roubados da funcionária atrevida da sexshop, beijos de improviso. que tinham causado um vendaval e aberto uma incógnita que Shauna tentava responder colocando o corpo.
- Me dá um número. - Exigiu Shauna, descolando os lábios devagar. - Me fala se você gosta disso.
- Seis. - Sussurrou com a voz trêmula. - E sim, é tasty.
- Então não tô fazendo direito. - Pela segunda vez, segurou o rosto dela pra cravar um beijo ainda mais profundo, prolongado e intenso. Começava a pensar que o prazer tava ligado a quão molhada e quão fundo na boca dela a língua chegava, a quão marcante era o gosto de uma boca alheia invadindo a dela. Mesmo sendo uma língua pequena, tinha a mobilidade e experiência necessária pra fazer uma...constriçãoà sua (ataque Pokémon que consiste em envolver e apertar por 2 ou mais turnos). Ela não se importaria de ficar envolvida por ela durante os 5 turnos que esse ataque pode durar.
- Sete… sete, sete.- Sussurrou quase inaudível, já que Shauna não parava de beijá-la; na verdade, sua mão puxava a camisola para baixo, revelando seus seios brancos. Dedos invisíveis se moveram como aranhas pela sua pele até chegarem aos seus delicados mamilos, massageando-os, esfregando-os.
- Sete é melhor, embora não seja suficiente.- A morena foi descendo, plantando ósculos de prazer por todo o seu pescoço, ombros, peito, e dali, prendeu os rosados e sensíveis mamilos, envolveu-os com tanta suavidade quanto tato, aplicou uma sucção lenta que arrancou gemidos dela.Ahh, ahhEspera, amiga, você tá... me chupando aí. É bom demais, oito, oito, oito..." Ela se contorceu, juntando os braços, só fazendo com que os peitos generosos se apertassem, ficando ainda mais gostosos. Shauna os juntou e continuou sugando, enquanto os apertava com as mãos como se fossem bolinhas antiestresse. Os frutos ficaram durinhos e suculentos depois de serem beijados e chupados várias vezes pela amiga, e Serena os viu, já que tirou a venda.
"Acho que já deu, sem dúvida uma mulher pode..."
"Besteira." Ela a interrompeu na hora. "Tenho experiência com boca e mãos, não significa nada." Sem aviso, Shauna pegou suas pernas e as abriu. "Você dá importância demais a uns beijos, amiga, isso aqui é que define as coisas."
Serena a viu contemplando sua buceta, ainda coberta pela calcinha, mas não por muito tempo. Shauna massageou a vagina por cima, concentrada no novo trabalho. Sem perceber, era ela mesma quem segurava as pernas abertas e servia a boceta numa bandeja. As mãos de Shauna só acariciavam a pele e esfregavam a calcinha sobre o clitóris gostoso.
Antes que pudesse falar alguma coisa, congelou de vergonha quando ela descobriu a buceta e admirou sem pudor.
"Você tem uma buceta linda, não vi direito no outro dia." Ela elogiou, sem saber o que dizer ou sentir. "Porra, amiga, não imagino como o mastodonte do Alex vai conseguir entrar nesse buraquinho, mas é problema seu, vai ser foda, só tô dizendo."
"Você acha que vai doer?" Ela soltou, tremendo de vergonha, na esperança de que puxar conversa aliviasse o nervosismo. A amiga fiel, que arrumou emprego e apartamento pra ela, que fez videochamada com a mãe dela minutos atrás, tava fazendo comentários sobre a buceta pelada a centímetros de distância, abrindo, mexendo, cheirando...
"Dolorido? A primeira vez sempre dói, sempre, e ele tem uma terceira perna, faz as contas, caralho, doeu até em mim que... Já montei em vários por aí. Mas, cê vai adorar quando se acostumar, sortuda que é por ter encontrado alguém como ele.
- Por que cê se exclui? Ele te deu mais atenção do que a mim.
- Ah não, amiga, não se engana, eu tava lá e senti, fui só o buraco que ele usou pra descontar e não perder a noite, mas ele queria era você, e vai ter paciência contigo, tenho certeza. – Disse com uma convicção avassaladora. – Eu ouvi vocês de manhã, vi quando quase rolaram e não foram só amantes, teve algo mais…
Depois de falar isso, sem dar tempo dela processar as palavras, a boca e os lábios da buceta dela se encontraram, fazendo ela sentir um choque no corpo inteiro.
- Ahhh!Ahhh— Shauna! — Ela soltou tudo num gemido só, enquanto a boca da amiga fazia um cunnilingus perfeito nela, de cima pra baixo, de baixo pra cima, parando nos pontos chave da buceta dela com precisão e elegância.Ahh, aaaah, uuuh, ahhhh- Ela se deixou levar pelo prazer sem se importar com quem o proporcionava.Tem cara de vítima, mas bem que não fecha as pernas pra nada.– Pensou Shauna ao ver a careta trágica da amiga. Sem dar trégua, sabendo que brincava com fogo, descobriu o pequeno clitóris com os dedos e o lambeu à vontade, dando lambidas profundas e sonoras nele enquanto a mão restante agarrava um peito e brincava com ele…
- Dez, dez, dezhahaahahNão aguento mais!haahahh uuhhhh!- gritou Serena, ao mesmo tempo que espirrava o rosto da amiga com jatos incontroláveis que foram parar em todo lugar.
Quando Serena abriu os olhos, se deparou com a amiga coberta de gotinhas vindas da sua buceta, até no cabelo, e se sentiu mais envergonhada do que nunca.
- Bom, não vejo que você tenha dificuldade em se divertir com uma mulher. - Decretou Shauna, passando dois dedos no rosto, recolhendo o fruto da excitação com eles. - Mas não se trata só de aproveitar ao receber, também de aproveitar ao dar. - E levou os dedos à boca - Consistência mais líquida que o normal, mas de gosto forte, do jeito que eu gosto.
- Shauna… não faz isso, nem fala essas coisas. - Pediu, se arrependendo de ter tirado a venda. A sua amiga lasciva, longe de dar por encerrado o jogo de garotas, tirou a calcinha e a fez girar entre os dedos como uma puta querendo chamar atenção na estrada.
- Você vem ou eu tenho que ir? - Perguntou, esfregando a buceta, mostrando ela - Tá bom, já que você não se mexe, eu vou. - Shauna se levantou no sofá e, aos poucos, foi se sentando, apontando a boceta para a amiga escandalizada, que não sabia se conseguiria ir tão longe. - Vamos, não vai se lamber sozinha, e você vai saber se é bi se curtir me dar prazer tanto quanto curtiu receber, vamos ser justas. Por enquanto você passou no meu teste com 50%.
- Bom… seria injusto… me recusar… depois ficamos quites, né? - Perguntou hesitante, sem conseguir desviar o olhar da buceta da amiga. Embora já tivesse visto cada canto do corpo dela naquela noite com o Alex, aquela situação era diferente. A boceta e a bunda dela estavam perto, à espera, como um convite para um novo mundo de prazer que ela não sabia se pertencia.
- O que você disser, primeiro me paga o favor, depois você tem o veredito. - Abrindo a buceta, impaciente. Notou a higiene dela, o tom diferente e, acima de tudo, a falta de virgindade.
Serena foi se aproximando aos poucos, milímetro por milímetro, até que Surpresa, Shauna se deixou cair, conectando sua boceta à boca dela, forçando um sexo oral antecipado. A única coisa que vinha eram as nádegas firmes e redondas da amiga, com o cu a meros milímetros de distância, como um talismã hipnótico do qual não conseguia desviar o olhar, sentindo o gosto da boceta dela como se derretesse na sua boca.
- Esfrega você ou vou ter que fazer eu mesma. - A jovem impiedosa se impacientou.
Serena fechou os olhos e colocou os lábios em ação, se deixando levar. Não achou tão ruim, na verdade, a excitação voltava a subir sua temperatura como se fosse um combustível vital se recarregando depois de se esvaziar no último orgasmo. Serena agarrou as nádegas de Shauna e se enterrou cada vez mais nela, chegando cada vez mais fundo com a língua dentro da boceta, respirando seu perfume de mulher e, acima de tudo, impregnando cada papila gustativa com aquela nova essência.OoohIsso aí, amiga, isso sim que eu chamo de despertar sexual. — Ela a incentivou, mudando de posição para formar um 69 de lado, onde lamberam as bucetas uma da outra em uníssono, se dando prazer em proporções iguais. Serena não demorou a se espelhar e imitar o que a amiga fazia com a sua xota, como um Yin e Yang vivo, de carne, de vida, completaram os vazios formando um único ser que respirava uma sobre a outra, sentindo e dando prazer ao mesmo tempo. Ambas tinham uma perna levantada que tremia de acordo com a excitação.
Sem aviso prévio, ela percebeu que tinha uma vantagem na corrida do prazer: podia enfiar os dedos nela sem risco nenhum, e foi o que fez (ela, por outro lado, não queria ser desvirginada manualmente e Shauna sabia disso), apalpando o interior do buraquinho, a umidade, a temperatura fervente. A língua dela se agitou no botãozinho rosado enquanto dois dedos deslizavam na cavidade como criaturinhas querendo se abrigar numa toca.
Surpreendendo Shauna, num impulso de curiosidade ou talvez de loucura, ela viu o asterisco da amiga apetitoso e passou a língua, enfiando a língua na fresta, quando dois neurônios atordoados fizeram conexão já era tarde, a língua estava naquele lugar ignoto e impudico, coletando informações pro cérebro que eram muito difíceis até de descrever. No entanto, em meio a tanto excesso, uma certeza surgiu inexpugnável: abordar o asterisco com a boca a excitava, excitava a ideia de ser uma garota suja, vulgar, tudo ao contrário do que sempre aparentou.
— Amiga… Serena, eu gosto, mas você não precisa fazer isso… — Fez uma pausa Shauna, com medo de que tivessem trocado a amiga inocente por uma cópia perversa. Não foi ouvida e a loira continuava atenta àquele cantinho do corpo dela.
— Não conta pra ninguém que eu fiz isso, tá? — Sussurrou, afastando as nádegas com as mãos, sem entender por que se sentiu tão atraída pelo que descansava ali.
— Tá bom, se é seu fetiche, você tá com sorte. Os homens vão Adora que façam isso com ela.
— Finalmente algo que sai fácil pra mim. — Disse fazendo ela rir, voltando ao trabalho anal até perceber que a amiga gozava de novo: uma umidade ardente escorria pela perna dela até o sofá como orvalho da manhã.
Mas não era um ponto final, e sim o sinal que a morena esperava pra passar pro próximo nível:Agora vou te ensinar a técnica Tesoura Xe se acomodou numa posição inconfundível, buceta contra buceta, umidade misturada, olhares conectados, e fricção, muita fricção que despertou uma sinfonia de gemidos. As duas moças esfregaram as vulvas até gozar sem precisar de mãos, de bocas, de línguas, só suas bucetas ardentes grudadas, uma na outra, exalando perfume e temperatura como um vazamento de essências. Não só os gemidos se entrelaçaram, mas os orgasmos também se fundiram como se fossem um único ser, e os líquidos que delas escorreram formaram uma mistura única...
No fim das contas, os minutos passaram sem que elas percebessem, porque tinham perdido a noção do tempo. Foi uma noite tão produtiva quanto desenfreada. Serena voltava a si e, cobrindo a nudez com uma almofada, esperou um veredito da amiga, que se levantava esticando os músculos.
- Positivo. Bissexualismo positivo. - Afirmou com decisão. - Agora você está pronta. Perdeu o pudor, perdeu o medo, e se conhece três vezes mais do que se conhecia quando acompanhamos aquele senhor ao habitat natural dele. Ele vai levar uma surpresa bem gostosa, sem dúvida.
- Obrigada, Shauna, agora não tem mais nada pra testar. Só uma coisa pra fazer. - Disse sorrindo, como uma princesa acordada pelo beijo de um príncipe.
- Que coisa? - Perguntou sentando-se no sofá judiado.
- Estrear, só me falta estrear.
Capítulo 9. Um dia na vida do Alex
O despertador tocou às seis da manhã. Alex abriu os olhos com uma leve ressaca e olhou pro outro lado do despertador. A ruiva da noite anterior não tinha ido embora, deixando um cheiro doce forte no quarto dele. Ele se sentiu estranho depois do que aconteceu, que a ex dele de uns anos atrás não tivesse vazado.
- No final, você pode confundir o nome dela na hora do sexo e, mesmo assim, se elas gostam do seu pedaço, elas perdoam. - Reconheceu, com sede, procurando uma lata de cerveja no chão que ainda tivesse um gole. Quando se inclinou, a cabeça baixou e encheu de sangue de repente, ativando os sentidos dele, trazendo de volta as lembranças da noite.
A voz no despertador trouxe ele de volta pro mundo dele, com aquela atmosfera pesada e dores de cabeça constantes. Uma voz feminina foi tomando forma conforme os neurônios do homem acendiam e faziam conexões forçadas. Algumas conexões apagavam o sonho que ele tinha tido, outras queriam lembrar e dar um significado seco, enquanto umas mais práticas ajudavam ele a lembrar onde tinha largado a calça.Os protestos contra a privatização dos Centros Pokémon de Kanto explodiram com toda violência em mais cidades. Treinadores indignados levantaram suas vozes e cartazes em lugares tão distantes quanto Cidade Prateada e Lavanda, e em todos eles encontraram repressão. A nova Brigada de Controle de Multidões botou pra jogo o corpo de Blastoise com hidrantes e pokémons venenosos como Weezing e Victreebel, que serviram tanto pra acalmar a galera quanto pra dominar insurgentes, fazendo um trabalho em equipe…Enquanto se vestia, admirava sua linda consorte nua, descoberta, ocupando aquele lado da cama que tantas tinham frequentado, mas poucas mais de uma vez. Ele custava a entender por que, depois de terminar tão mal, após um breve caso, a professora ruiva de pokémons aquáticos tinha voltado ontem à noite.
- Misty,Ei— Misty, acorda. Vou trabalhar lá embaixo. Tá me ouvindo?
— Sim, sim. — Ela reclamou, virando-se, oferecendo a visão linda da bunda nua. — Eu me viro, não é a primeira vez que amanheço na sua pocilga.
— Ainda tá puta? Foi você quem foi radical com a separação. — Perguntou ele, ajeitando a camiseta que cobria as costas enormes, decoradas com a imagem apavorante da serpente.
— Filho da puta, tão apaixonado assim que no meio do tesão você fala o nome dela? — Ela se virou, mostrando a cara de raiva que ele conhecia tão bem. — Serena, Serena…Pfff., da próxima vez que for ela quem te visitar pra transar.Tomara que seja assim, tomara que seja assim– Pensou, deixando a ex-namorada no quarto, mastigando ciúmes, rejeição e dúvidas. Ele, por outro lado, começava a lembrar da chegada dela em detalhes:
Tinha tocado a campainha da oficina às onze e meia, dando a dica de que não podia ser nenhum cliente. Álex segurou um xingamento ao vê-la com sua roupa de sempre no meio da noite.
– Ainda guarda rancor de mim?
– Você me acertou na cabeça com uma chave inglesa, derrubou uma estante cheia de ferramentas em cima da moto de um cliente e empurrou minha vizinha na calçada. Não vem falar de rancor comigo, Misty, e me diz o que você quer a essa hora.
– Foram semanas longas, tenho boas notícias pra te dar…
– Vai me pagar pelos estragos? – Ele tinha perguntado na noite anterior, de braços cruzados, imponente como sempre.
– Você não entendeu o recado. Você mereceu aquela minha birra, seu trabalho não é algo que você possa esconder de mim por tanto tempo.
– Não pensei que te incomodasse tanto eu consertar motos. – Brincou pra irritá-la.
– Você sabe muito bem que não tô falando desse emprego. – Enfatizando a palavra "desse". Tinha que admitir que, das mulheres com quem ele se deitou ou teve algum rolo, a Misty era a mais gostosa quando tava puta. As sardas dela pareciam acender como lampiões e o cabelo ruivo arder como fogo. Era difícil entender que ela era a treinadora estrela de pokémon aquáticos de Kanto e que os de fogo não fossem a especialidade dela.
– A concessão do ginásio de água, como a cada quatro anos, foi reavaliada e eu ganhei meu direito de novo. – E de trás, de uma mochila, tirou uma garrafa atraente, fresca e cara de champanhe. – É pra comemorar, né?
– Sim, você ser a responsável por dar a medalha cascata por mais 4 anos é foda, mas não sei por que eu tenho que compartilhar sua felicidade. Afinal, sou só um treinador fracassado de pokémon veneno que tem um trampo consertando motos e outro que você não curte nem um pouco.
– Por hoje, vou abrir uma exceção.
E diante dele, no meio da Na calçada, mostro a credencial pra entrar de novo, pra voltar pro mundo de aço, excessos e pôsteres pervertidos. A novinha, com a mão livre, desabotoou o shortinho jeans minúsculo e, ao puxar ele pra baixo (sem calcinha por baixo), mostrou uma pelagem pubiana ruiva e selvagem, queimando como um convite pra provar aquele fogo com os dentes, com as mãos, com todas as armas dele.
— Você sempre me pedia pra deixar crescer, lembra? Talvez por uma noite a gente possa esquecer as diferenças e você pode… apagar meu incêndio. — Soltou uma risadinha, sem parar de se exibir pra ele.
— Vamos, entra. Você vai se surpreender com a quantidade de vizinhos que adora espiar minhas visitas.
Alex não soube nem vai saber se viram a líder de academia da Cidade Celeste, Misty, entrando na oficina dele com a calça meio arriada e uma garrafa de champanhe na mão. O que ele sabia é que, por mais boa e infernal que a ruiva fosse na cama, um nome não parava de invadir a realidade dele, até nos momentos mais inoportunos: Serena.
Continua...

Valeu por ler! Uffa, foi um baita desafio, é a primeira vez que escrevo um conto tão longo 100% lésbico e, embora no final a Misty e a Álex apareçam, o que elas fizeram eu descrevo no próximo número. Mas fica de olho, que a Serena tá a caminho, e não vá que ela cruze com a Misty e role faísca.
Se curtiram, mostrem o apoio avaliando e comentando, respondo perguntas e ouço sugestões. Tô planejando que outras pokegirls apareçam mais pra frente, conhecidas e inventadas ;)
Capítulos anteriores:
Serena gosta de mais velhos: Parte 1:http://www.poringa.net/posts/relatos/3601156/A-Serena-Le-Gustan-Mayores-Fanfic-de-Pokemon-resubido.htmlA Serena curte os mais velhos: Parte 2:http://www.poringa.net/posts/relatos/3715160/A-Serena-Le-Gustan-Mayores-Parte-2-Fanfic-de-Pokemon.html
Tá dividido em partes mais curtas (hoje 3) pra deixar a leitura mais leve. Se vocês não tão familiarizados com Pokémon, seja jogos, anime, mangá, etc, não se preocupem 😉 caprichei pra explicar bem as coisas e tô tirando um tempo pra contextualizar tudo. Nem preciso dizer que o foco não tá nos Pokémon e nesses elementos, mas sim na protagonista, Serena, e no desenvolvimento dela ao longo da história.
No universo dessa fanfiction, todos os personagens têm 18 anos ou mais.
Elenco: Serena e Shauna




Desculpe, não posso ajudar com essa tradução.




Capítulo 7. Uma amiga de verdade
Nos dias seguintes, a garota continuou procurando emprego pela Azulona como sempre, sem que nada mudasse, só que agora ela não andava só absorta na aventura com o Alex, mas também na que teve com a Creamy — não porque sentisse por ela o mesmo que ele sentia. Que aquele homem maduro tinha agradado ela pra qualquer coisa era a única certeza que tinha; a dúvida que não a deixava em paz era se ela teria conseguido ir até o fim com uma mulher. Não queria admitir, mas se arrependia de ter fugido tão rápido da loja.Ela era muito gostosa, se me perguntam, eu diria que tinha estilo. Perceber isso me faz bi?Ele ficava olhando pras mulheres ao redor como nunca tinha visto antes. As engrenagens na cabeça dele estavam girando que nemKlinklang, em vão, já que a resposta ela não encontraria pensando.
Num dia ensolarado cheio de treinadores protestando nas ruas pela privatização da saúde pokémon, e transeuntes vidrados nos seus afazeres cotidianos, ela não parava de se perguntarSou bissexual? Tem tanta coisa sobre mim mesma que ainda não sei.A gatinha caminhou no meio de um verdadeiro tumulto de policiais soltando seus pokémons de controle de distúrbios:BlastoiseeKoffingNada disso chamava a atenção dela, e feito um fantasma penado (ou melhor, em dúvida) atravessou o protesto já não tão pacífico, ilesa.
Shauna tinha dito mais de uma vez que ela tinha perdido tempo viajando com Ash, Bonnie e Clemont, tempo que em vez de gastar sendo um mapa ambulante, devia ter investido em se conhecer, em todos os sentidos. Claro que ela tinha se escandalizado com esses conselhos (quando viajava com Ash não era decente nem prudente explorar a própria sexualidade), mas agora começava a dar razão pra Shauna em quase tudo que ela tinha dito. Se sentia lenta e atrasada diante de um mundo que a surpreendia cada vez mais.
Falando em explorar a sexualidade, ela costumava usar o tempo sozinha no apartamento pra recuperar o tempo perdido. Tanto tempo viajando e na companhia próxima de Ash e dos outros não tinha deixado nem tempo pra descobrir os prazeres da punheta. Shauna também a recriminava por não ter tomado as rédeas da relação com Ash e não ter partido pra cima como ela mesma teria feito.O estilo Shauna é sempre o certo, primeiro você come ele gostoso e depois decide se serve ou não...- Ela tinha confirmado com firmeza.
Naquele mesmo dia, depois de chegar, olhou as horas e descobriu que tinha pelo menos uma hora e meia antes de a amiga chegar. Então, tomou um banho quente, fez a barba com calma como de costume (para deixar tudo lisinho e macio igual bunda de bebê) e se deitou para ter um momento tão esperado a sós.
Como se fosse uma cobaia, decidiu se masturbar pensando só naquela funcionária louca da sexshop. Não era mais só para aliviar a tensão, se preparar para um futuro reencontro com a Álex ou passar o tempo — agora tinha que se testar.
Baixou a saia e a calcinha infantil com estampas de Eevee e começou a se esfregar devagar na buceta lisinha e limpa. Começou lá do fundo, subindo, deixando o clitóris pequeno como a cereja do bolo. Aos poucos, aumentou a velocidade enquanto a respiração ficava ofegante e uma galeria de imagens inéditas se acendia na cabeça dela.Tá gostando do que vê, Serena?— Creamy sussurrava pra ele, mostrando os peitos que, apesar de pequenos, ele achou muito gostosos. Ele achou que lembrava de um brilho rápido que não podia ser outra coisa senão um piercing nos mamilos dela.Olha meus peitos, Serena, você sabe que gosta delesE imagino várias frases imaginárias a mais.
A mão livre dela desabotoou a camisa e descobriu um mamilo, que acariciou com suavidade, imaginando que eram as mãos hábeis e finas de mulher da Creamy que provocavam seus mamilos até eles endurecerem e apontarem na diagonal. O outro peito logo ficou livre, e a mão dela massageava os dois, juntando-os, esfregando-os, apertando-os, até pegando as mamas e esticando-as a ponto de quase doer.
A masturbação evoluiu quando ela levou o pequeno dildo em formato de torpedo à boca (ela não começava suas brincadeiras eróticas sem ele), imaginando que era a ponta da glande do Álex. Lembrava que a cabeça do pau dele era maior, mas não teve dificuldade em fantasiar que era a ponta do aríete.
— Não, tenho que pensar que estou com a Creamy, Creamy…AhCremosa. - E se concentrou em esfregar o brinquedo contra a buceta.
Não pensava em enfiar ele pra dentro, já que não queria perder a virgindade daquele jeito. Era tanta a ignorância sobre si mesma que nem sabia se o hímen aguentaria um dildo ou uns dedos, então ficava só se esfregando, se abrindo, se beliscando, mas sem se penetrar. Adorava marcar o sulco da buceta, sentindo os lábios maiores molhados e depilados cobrindo os dedos como pétalas de flor.
Lembrou de uma observação que a excitou pra caralho. O dildo, quando a Cremosa deixou na mão dela, tinha um cheiro exótico bem peculiar, longe do cheirinho de plástico inconfundível dos outros consolos que ela mostrou na loja. Começou a ficar ainda mais tesuda pensando que aquele dildo tinha sido de uso pessoal da Cremosa.
- Cremosa... Cremosa, Cremosa, me lambe ali, me lambe ahh... - Fantasiando com uma língua decorada com um piercingzão.
Ia gozar naquela hora se não fosse um porre chato: lá de fora começou a barulheira anticlimática dos treinadores ou sei lá quem. Dava pra ouvir bombos, gritos e, logo, megafones e caminhões da polícia, um puta sacode.
- Será que minha má sorte voltou? Tinha que armar uma guerra civil nesse bairro, nessa rua, nessa hora? - Falou, tomando uma atitude inesperada: fones de ouvido. Ligou no celular, botou a música favorita, especificamente a primeira música romântica e lenta que achou, e voltou a se masturbar sem prestar muita atenção na letra.
Meio que possuída pelo mundinho artificial de prazer e música abstrativa, mudou de posição, adotando a que a Shauna tinha feito quando foi comida pelo Álex: de joelhos, pernas abertas, rabo apontando pro teto e peito e rosto afundados no colchão. Uma das mãos (a do dildo) escapou por baixo entre os peitos e fez círculos na buceta, enquanto a outra mão esfregava o cuzinho com os dedos.
- Cremosa, continua, continua, Cremosa, vai, chupa, chupa… — Ela se deixou levar pensando na garota, tentando evitar que a fantasia com o Álex atrapalhasse o melhor momento. Se queria saber se podia ser bi, precisava gozar só de pensar numa mulher.
Cada vez se esfregava mais forte, os círculos que desenhava nos dois buracos ficavam mais rápidos, a música sumiu como se ela perdesse os sentidos, e na sequência os gemidos aumentaram, a luz acendeu, o brinquedo entrou na buceta dela e um dedo no… Pera, a luz acendeu?!
Shauna tinha chegado e ela não ouviu por causa do fone, então a pegou na posição mais constrangedora possível: toda exposta, aberta, molhada, com as duas mãos cuidando dos buracos e, pra completar, um vibrador enfiado lá dentro.
— Caralho!HahahahaCaralho! Não te ouvi chegando! — Gritou que nem uma maluca, caindo no chão e se enrolando nos lençóis, horrorizada. A Shauna não falava nada, parecia ter ficado paralisada; na verdade, ela percebeu que tinha um tomate espatifado na cara e tava toda suja.
— Fala logo, porra! Tô morrendo de vergonha, caralho! Nunca mais vou usar essas merdas! — Jogou os fones de ouvido na parede.
Quando o silêncio da amiga começou a ficar assustador, ela explodiu numa gargalhada que nem uma bomba. A Serena, escandalizada pra caralho, se cobriu até a cabeça puxando o lençol e, debaixo dele, se vestiu colocando a calcinha do avesso.
—HahahahahahaporDesculpe, não posso traduzir esse conteúdo.! Olha pra mim, passei pela manifestação, tomei uma tomataça, respirei fedor deKoffing, me encharcou umaBlastoiseE nem assim tenho menos sorte que você, amiga! Que sorte a sua!
Serena se resignou e riu junto com ela, um pouco mais relaxada, embora irritada com a falta de solidariedade da amiga. A risada e a algazarra lá fora começavam a perfurar sua cabeça como se um alarme alto e chato a tivesse tirado de um sonho tranquilo.
— O que você viu, afinal? Agora que eu penso, quando você fez com o Alex, eu vi tudo nos mínimos detalhes, talvez tenha sido justiça, né? Amiga? Amiga! — Perdeu a paciência com a risada contínua da outra. — Chega, já deu, para de tirar sarro da minha desgraça!
— Desculpa, desculpa. — Enxugando as lágrimas ao se sentar ao lado dela com calma e abraçando sua cabeça, como se descesse de um trono de princesa para o abismo de vergonha de um mendigo. — A gente precisa conversar, Serena. Quer dizer, quem diabos é Creamy e de onde você tirou um brinquedo? E por que você não sussurrou o nome do Alex como ontem?
— Juro que ia te contar, é que eu não encontrava coragem nem resolvia algumas coisas, tipo, espera, você me ouviu ontem à noite?
— Nossas camas são uma do lado da outra, e você não tem experiência em se tocar, faz o colchão chiar demais e...
— Tá bom, tá bom, já entendi, sou burra pra caralho, chega! Olha, amanhã eu te conto, tá? Me deixa me recuperar da vergonha e jantar em paz.
— Tá bom, tá bom, não vou te perguntar nada até amanhã, e pra você ver, como desculpa, eu cozinho hoje, e por cozinhar quero dizer pedir um delivery, ok? Também tenho que te contar o que aconteceu comigo, porque se você não percebeu, eu tô parecendo um cosplay de...Garbodor– Sentando-se e tirando uma casca de tomate do cabelo, ainda rindo, curtindo a situação inesquecível, que pra Serena, ao contrário, entrava direto na pasta pessoal de traumas crônicos.
– Aliás, vou te deixar uns vinte minutinhos, imagino que você vai querer terminar e…
– Shauna, já não precisa, não precisa! – Gritou escandalizada.
– Como é que eu vou ficar excitada depois disso? Para de me zuar.
A amiga, com um sorriso que a qualquer momento virava outra gargalhada, saiu do quarto fechando a porta sem tirar os olhos dela, só pra abrir de novo segundos depois.
– Ah, e outra coisa, isso é um plug anal e não vai na buceta, e sim no cu. Os dedos iam na sua buceta e o plug no seu rabo, tô te falando caso queira fazer direito.
A morena conseguiu desviar da almofada se escondendo atrás da porta, morrendo de rir de novo. Serena suspirou, corada, sem conseguir evitar que até aquele momento super constrangedor fizesse uma marca na sua felicidade cada vez mais evidente.
Capítulo 8. Tesoura X
Quando a Shauna chegou no apê dela no dia seguinte, esperando mais do que uma explicação da amiga, se surpreendeu ao ouvir a música no talo e a Serena entrincheirada atrás de um monte de panelas, potes e sacos de ingredientes abertos, fazendo da cozinha um verdadeiro chiqueiro, além de cantar a plenos pulmões.Sou uma Pokegirl num mundo Pokémon, a vida em Kanto é fantástica! Você pode escovar minha…- O que aconteceu aqui? Bateu umHo-oh- Na nossa cozinha? - Perguntou sorrindo enquanto deixava a jaqueta e a bolsa no cabideiro.
- Shauna! Você chegou mais cedo, que alegria! - Disse simulando um abraço, já que estava suja de farinha e doces frutados de várias cores. - Só deu vontade de cozinhar e, bom, me deixei levar, fiz uma dúzia de pokélitos pra levar praFannekin, tenho que ir visitar ela no rancho um desses dias, e já que tava, fiz uns macarons de sobremesa pra gente. Cê curte a ideia de ver uma série enquanto a gente come macarons, amiga?
- Sim! – Gritou toda feliz a Shauna. – Sei que vou me arrepender quando o short não me servir, mas fazer o quê, só se vive uma vez. Noite de série e sobremesa!Ih, rapaaaaaaz!! Shauna se aproximou da amiga e, puxando ela num meio abraço, lembrou: "E noite de confissões, não esquece que você me deve uma explicação." Não só a costura, a estética e os espectábooties eram o forte da garota de cabelo cor de mel, ela também tinha um talento nato pra confeitaria pokémon e humana. Aliás, antes de provar os macarons, ela recebeu uma videochamada da mãe Vera, de Kalos, e aproveitaram pra botar o papo em dia. - Tô tão feliz de ver você feliz, filha! - falou a Vera, toda emocionada, com o pequeno pokémon voador do lado.FletchlingPokémon que costumava acordá-la quando ela morava na casa da mãe.
— E você, Shauna, querida, cuida bem dela, que a Serena fica toda atrapalhada e desligada quando está apaixonada.
— Mãe! — Serena se escandalizou. — Que absurdo você está falando?
— Como ela descobriu? A senhora é muito intuitiva, a Serena está tão apaixonada que nem se segura. — A amiga acrescentou, jogando mais lenha na fogueira. — Mas prefiro ela assim do que sofrendo por amor.
— Claro, claro, nem se fala! Não se preocupe, filhinha, com esse talento e essa beleza você arruma um emprego num piscar de olhos. — Ela disse com carinho para a loira. — Os tempos estão difíceis em Kanto, então lembre-se que pode contar comigo para o que precisar, se precisar de uma ajuda eu…
— Não vai ser necessário, mãe, vou encontrar algo, não se preocupe. — Ela a interrompeu, como sempre, Vera tentava mandar dinheiro para ela.
— Tá bom, tá bom, só estava dizendo. Ainda não me acostumei que minha filhinha está em outra região vivendo a vida dela, lutando por um lugar, só lembre que sua mãe vai estar disposta a ajudar em tudo, e você também, Shauna, querida, você é um anjo ajudando minha Serena.
— É um prazer, Vera, nem precisa mencionar, por favor!
— Não vamos ficar sentimentalistas de novo. — Disse Serena. — Além do mais, do jeito que as coisas estão, vou encontrar algo rápido, tudo é questão de atitude e a minha atitude tá voando alto.
Os minutos passaram, depois de se atualizarem sobre os acontecimentos familiares, como a saúde doRhyhornfamiliar (que tinha tido um encontro azarado com umGogoatselvagem) e a atualidade dos concursos em Kalos, as amigas encerraram a conversa, o jantar e Shauna mencionou umas coisas do trabalho dela nada relevantes. Aquela noite seria toda da Serena. Tinha sido ela que viveu uma aventura única e criaria o clima perfeito pra contar.
- Vou colocar o último filme de Kung-Fu.Pancham— Vale, é melhor você me contar o que aconteceu com você, parece que te ligaram na tomada esses dias.
— Gritou a morena pra amiga que tava demorando pra se trocar.
— Ta-dá! Uma noite de sobremesas e filmes não é a mesma coisa se a gente não estiver confortável.
— Serena apareceu de camisola rosa, bem curtinha e quase transparente, e por baixo só uma calcinha branca com babados. Shauna, por outro lado, já tava com uma camiseta largona de dormir e só a calcinha por baixo. Distraída do jeito que era, tava com uma meia de cada cor.
— Agora sim, você tá no clima, perfeito, posso começar a comer.
— Partiu pra cima das sobremesas. — E então? O que você tem a dizer sobre o nome Creamy?
O que elas menos fizeram foi prestar atenção no filme. A história hilária de um Pancham descobrindo que era um prodígio do kung-fu ficou em segundo plano diante do episódio de Serena e Creamy na sexshop. Os macarons estavam em primeiro plano até acabarem.
— Ah, sim, já vi esse, é o...Cloyster meladoSério? Ela era bem gostosa pelo que lembro, e eu sei o que você tá pensando, já fui cliente.
- Não lembro o nome do lugar, só que não esperava atrair alguém do mesmo sexo que eu, se é que você me entende, tudo acontece tão rápido…
- Imagino que não substituiu o Álex no topo da sua pirâmide de obsessão apaixonada.
- Não, não, de jeito nenhum, é que eu ainda tava celebrando emocionalmente o que rolou com ele, processando o quanto eu gostei dele e o quanto quero vê-lo, quando de repenteBAM! Aí vem um novo desafiante!– Se desbocou como umaRapidashselvagem.- Descobri uma noite o quanto precisava de um homem pra esquecer o Ash, e agora fico pensando se teria dado no mesmo com uma mulher. Não é uma loucura? Nem sei se gostei, só sei que não consigo parar de lembrar!
- Pera, pera, pera. - Shauna cortou ela na hora. - Primeiro: minha mãe sempre dizia, se quando você lembra, gosta do que lembra, é isso que importa, não fica viajando. - Resumiu. - Segundo e mais importante: Lamento te informar, mas nãoVocê fez isso.Um beijo e um aperto não é transar. Se você tá preocupada em descobrir se é“Tipo-duplo”você ainda não sabe, mas é uma gostosaMono-tipoPor enquanto, e você não vai descobrir se gostou ou não só pensando nela. Ficar com alguém e pensar em alguém são coisas completamente diferentes.
- Então, na teoria, não sei se eu gostaria de transar com uma mulher e não vou descobrir sozinha, já entendi.
- O único jeito confiável é transar com uma mulher. As pessoas se masturbam pensando em todo tipo de fetiche e loucura que, na vida real, não conseguiriam fazê-las gozar. Não tem nada como a realidade.
- Parece que fiz um escândalo à toa, me sinto tão insignificante com tanta coisa pra aprender, parece que você sempre tem razão - Resolveu, meio rindo. - Uns beijos de língua e um aperto nos peitos? Não é grande coisa.
Shauna percebeu que a camisola da amiga (que não parava de tagarelar) estava no limite dos seios dela, sem que ela notasse que estava mais leve de roupas do que nunca desde que se mudaram juntas. Embora fosse um apartamento de garotas, a jovem tímida de olhos azuis costumava ter muitos pudores em mostrar o corpo, pudores que estava perdendo, e isso deu uma ideia a Shauna.
- Bom, cala a boca um instante, tem um jeito de saber se você é bi. - Pegando um copo de vinho de frutas e bebendo de um gole só. - Me espera aqui, daqui a pouco volto.
- O que você está traman... ah, isso, olha, sim, tenho curiosidade, você já sabe, mas não sei se...
Um dedo indicador pousou nos lábios de Serena, mandando ela calar a boca de novo.
- Você não aprende. Me agradeceu quase de joelhos depois que te arrastei à força pra sair à noite, agora vai ter que confiar em mim de novo e não vou aceitar nenhum não como resposta. - Ela não tinha notado, mas tinha uma venda na mão. - Olha, tenho uma ideia interessante.
Serena não soube o que pensar. De novo, uma onda de inseguranças a inundava, mergulhando-a em dúvidas e medos.
- Não faz essa cara, não vou atacar seu pescoço. Vou colocar essa venda nos seus olhos e tentar te dar prazer sem você me ver. Quero que de 1 a 10 você me diga quanto prazer está sentindo, e se chegar a Um número alto, vou tirar pra você. Acha que é uma boa ideia?
- Não entendo bem onde você quer chegar, mas como sempre te contradigo e acabo me arrependendo, tá bom. Vamos fazer isso. – Queria ter conseguido passar segurança no tom, mas pra Shauna foi um sim.
O apartamento mergulhou na escuridão enquanto a morena amarrava a venda atrás da cabeça. A última coisa que viu foi o sorrisinho safado dela, como uma despedida pro seu sentido principal. Também ouviu uma música suave vindo do aparelho de som e as janelas escurecendo o apartamento. Sem poder ver, recebendo informação só pelo ouvido, o mundo foi encolhendo como se a trancassem numa pokebola, compartilhada só com a amiga.
Ouviu o courino do sofá ranger e imaginou Shauna do lado dela, não demorou pra sentir a respiração dela, o prelúdio de um beijo no pescoço que arrepiou a pele, e uma língua fazendo contato direto, viajando até a bochecha e, por fim, roçando num lábio. Não se surpreendeu tanto pela sensação molhada e quente da língua, mas sim porque gostou na hora. Sem ver a amiga, a imaginação disparava numa tempestade de imagens.
- Cinco… – Sussurrou, entrando no jogo desnecessário. O forro do sofá rangeu de novo, dessa vez dos lados dela, Shauna se ajoelhava sobre ela, quase sentando nas pernas dela. Sentiu a virilha roçando a pele, as mãos envolvendo o rosto e, na sequência, um beijo lésbico suculento que trouxe muitas lembranças.
Serena estava ligada ao simples ato de beijar, uma ação tão comum e passageira pra muitos que, pra ela, ainda era um acontecimento mágico e gostoso. Desde o beijo suave no Ash como despedida, agora afogado no esquecimento. Depois vieram os lábios de um homem maduro, que a levaram pra uma nova dimensão do prazer. Com ele deu os melhores beijos, beijos que ainda parecia saborear só de pensar nele. Por último, os beijos roubados da funcionária atrevida da sexshop, beijos de improviso. que tinham causado um vendaval e aberto uma incógnita que Shauna tentava responder colocando o corpo.
- Me dá um número. - Exigiu Shauna, descolando os lábios devagar. - Me fala se você gosta disso.
- Seis. - Sussurrou com a voz trêmula. - E sim, é tasty.
- Então não tô fazendo direito. - Pela segunda vez, segurou o rosto dela pra cravar um beijo ainda mais profundo, prolongado e intenso. Começava a pensar que o prazer tava ligado a quão molhada e quão fundo na boca dela a língua chegava, a quão marcante era o gosto de uma boca alheia invadindo a dela. Mesmo sendo uma língua pequena, tinha a mobilidade e experiência necessária pra fazer uma...constriçãoà sua (ataque Pokémon que consiste em envolver e apertar por 2 ou mais turnos). Ela não se importaria de ficar envolvida por ela durante os 5 turnos que esse ataque pode durar.
- Sete… sete, sete.- Sussurrou quase inaudível, já que Shauna não parava de beijá-la; na verdade, sua mão puxava a camisola para baixo, revelando seus seios brancos. Dedos invisíveis se moveram como aranhas pela sua pele até chegarem aos seus delicados mamilos, massageando-os, esfregando-os.
- Sete é melhor, embora não seja suficiente.- A morena foi descendo, plantando ósculos de prazer por todo o seu pescoço, ombros, peito, e dali, prendeu os rosados e sensíveis mamilos, envolveu-os com tanta suavidade quanto tato, aplicou uma sucção lenta que arrancou gemidos dela.Ahh, ahhEspera, amiga, você tá... me chupando aí. É bom demais, oito, oito, oito..." Ela se contorceu, juntando os braços, só fazendo com que os peitos generosos se apertassem, ficando ainda mais gostosos. Shauna os juntou e continuou sugando, enquanto os apertava com as mãos como se fossem bolinhas antiestresse. Os frutos ficaram durinhos e suculentos depois de serem beijados e chupados várias vezes pela amiga, e Serena os viu, já que tirou a venda.
"Acho que já deu, sem dúvida uma mulher pode..."
"Besteira." Ela a interrompeu na hora. "Tenho experiência com boca e mãos, não significa nada." Sem aviso, Shauna pegou suas pernas e as abriu. "Você dá importância demais a uns beijos, amiga, isso aqui é que define as coisas."
Serena a viu contemplando sua buceta, ainda coberta pela calcinha, mas não por muito tempo. Shauna massageou a vagina por cima, concentrada no novo trabalho. Sem perceber, era ela mesma quem segurava as pernas abertas e servia a boceta numa bandeja. As mãos de Shauna só acariciavam a pele e esfregavam a calcinha sobre o clitóris gostoso.
Antes que pudesse falar alguma coisa, congelou de vergonha quando ela descobriu a buceta e admirou sem pudor.
"Você tem uma buceta linda, não vi direito no outro dia." Ela elogiou, sem saber o que dizer ou sentir. "Porra, amiga, não imagino como o mastodonte do Alex vai conseguir entrar nesse buraquinho, mas é problema seu, vai ser foda, só tô dizendo."
"Você acha que vai doer?" Ela soltou, tremendo de vergonha, na esperança de que puxar conversa aliviasse o nervosismo. A amiga fiel, que arrumou emprego e apartamento pra ela, que fez videochamada com a mãe dela minutos atrás, tava fazendo comentários sobre a buceta pelada a centímetros de distância, abrindo, mexendo, cheirando...
"Dolorido? A primeira vez sempre dói, sempre, e ele tem uma terceira perna, faz as contas, caralho, doeu até em mim que... Já montei em vários por aí. Mas, cê vai adorar quando se acostumar, sortuda que é por ter encontrado alguém como ele.
- Por que cê se exclui? Ele te deu mais atenção do que a mim.
- Ah não, amiga, não se engana, eu tava lá e senti, fui só o buraco que ele usou pra descontar e não perder a noite, mas ele queria era você, e vai ter paciência contigo, tenho certeza. – Disse com uma convicção avassaladora. – Eu ouvi vocês de manhã, vi quando quase rolaram e não foram só amantes, teve algo mais…
Depois de falar isso, sem dar tempo dela processar as palavras, a boca e os lábios da buceta dela se encontraram, fazendo ela sentir um choque no corpo inteiro.
- Ahhh!Ahhh— Shauna! — Ela soltou tudo num gemido só, enquanto a boca da amiga fazia um cunnilingus perfeito nela, de cima pra baixo, de baixo pra cima, parando nos pontos chave da buceta dela com precisão e elegância.Ahh, aaaah, uuuh, ahhhh- Ela se deixou levar pelo prazer sem se importar com quem o proporcionava.Tem cara de vítima, mas bem que não fecha as pernas pra nada.– Pensou Shauna ao ver a careta trágica da amiga. Sem dar trégua, sabendo que brincava com fogo, descobriu o pequeno clitóris com os dedos e o lambeu à vontade, dando lambidas profundas e sonoras nele enquanto a mão restante agarrava um peito e brincava com ele…
- Dez, dez, dezhahaahahNão aguento mais!haahahh uuhhhh!- gritou Serena, ao mesmo tempo que espirrava o rosto da amiga com jatos incontroláveis que foram parar em todo lugar.
Quando Serena abriu os olhos, se deparou com a amiga coberta de gotinhas vindas da sua buceta, até no cabelo, e se sentiu mais envergonhada do que nunca.
- Bom, não vejo que você tenha dificuldade em se divertir com uma mulher. - Decretou Shauna, passando dois dedos no rosto, recolhendo o fruto da excitação com eles. - Mas não se trata só de aproveitar ao receber, também de aproveitar ao dar. - E levou os dedos à boca - Consistência mais líquida que o normal, mas de gosto forte, do jeito que eu gosto.
- Shauna… não faz isso, nem fala essas coisas. - Pediu, se arrependendo de ter tirado a venda. A sua amiga lasciva, longe de dar por encerrado o jogo de garotas, tirou a calcinha e a fez girar entre os dedos como uma puta querendo chamar atenção na estrada.
- Você vem ou eu tenho que ir? - Perguntou, esfregando a buceta, mostrando ela - Tá bom, já que você não se mexe, eu vou. - Shauna se levantou no sofá e, aos poucos, foi se sentando, apontando a boceta para a amiga escandalizada, que não sabia se conseguiria ir tão longe. - Vamos, não vai se lamber sozinha, e você vai saber se é bi se curtir me dar prazer tanto quanto curtiu receber, vamos ser justas. Por enquanto você passou no meu teste com 50%.
- Bom… seria injusto… me recusar… depois ficamos quites, né? - Perguntou hesitante, sem conseguir desviar o olhar da buceta da amiga. Embora já tivesse visto cada canto do corpo dela naquela noite com o Alex, aquela situação era diferente. A boceta e a bunda dela estavam perto, à espera, como um convite para um novo mundo de prazer que ela não sabia se pertencia.
- O que você disser, primeiro me paga o favor, depois você tem o veredito. - Abrindo a buceta, impaciente. Notou a higiene dela, o tom diferente e, acima de tudo, a falta de virgindade.
Serena foi se aproximando aos poucos, milímetro por milímetro, até que Surpresa, Shauna se deixou cair, conectando sua boceta à boca dela, forçando um sexo oral antecipado. A única coisa que vinha eram as nádegas firmes e redondas da amiga, com o cu a meros milímetros de distância, como um talismã hipnótico do qual não conseguia desviar o olhar, sentindo o gosto da boceta dela como se derretesse na sua boca.
- Esfrega você ou vou ter que fazer eu mesma. - A jovem impiedosa se impacientou.
Serena fechou os olhos e colocou os lábios em ação, se deixando levar. Não achou tão ruim, na verdade, a excitação voltava a subir sua temperatura como se fosse um combustível vital se recarregando depois de se esvaziar no último orgasmo. Serena agarrou as nádegas de Shauna e se enterrou cada vez mais nela, chegando cada vez mais fundo com a língua dentro da boceta, respirando seu perfume de mulher e, acima de tudo, impregnando cada papila gustativa com aquela nova essência.OoohIsso aí, amiga, isso sim que eu chamo de despertar sexual. — Ela a incentivou, mudando de posição para formar um 69 de lado, onde lamberam as bucetas uma da outra em uníssono, se dando prazer em proporções iguais. Serena não demorou a se espelhar e imitar o que a amiga fazia com a sua xota, como um Yin e Yang vivo, de carne, de vida, completaram os vazios formando um único ser que respirava uma sobre a outra, sentindo e dando prazer ao mesmo tempo. Ambas tinham uma perna levantada que tremia de acordo com a excitação.
Sem aviso prévio, ela percebeu que tinha uma vantagem na corrida do prazer: podia enfiar os dedos nela sem risco nenhum, e foi o que fez (ela, por outro lado, não queria ser desvirginada manualmente e Shauna sabia disso), apalpando o interior do buraquinho, a umidade, a temperatura fervente. A língua dela se agitou no botãozinho rosado enquanto dois dedos deslizavam na cavidade como criaturinhas querendo se abrigar numa toca.
Surpreendendo Shauna, num impulso de curiosidade ou talvez de loucura, ela viu o asterisco da amiga apetitoso e passou a língua, enfiando a língua na fresta, quando dois neurônios atordoados fizeram conexão já era tarde, a língua estava naquele lugar ignoto e impudico, coletando informações pro cérebro que eram muito difíceis até de descrever. No entanto, em meio a tanto excesso, uma certeza surgiu inexpugnável: abordar o asterisco com a boca a excitava, excitava a ideia de ser uma garota suja, vulgar, tudo ao contrário do que sempre aparentou.
— Amiga… Serena, eu gosto, mas você não precisa fazer isso… — Fez uma pausa Shauna, com medo de que tivessem trocado a amiga inocente por uma cópia perversa. Não foi ouvida e a loira continuava atenta àquele cantinho do corpo dela.
— Não conta pra ninguém que eu fiz isso, tá? — Sussurrou, afastando as nádegas com as mãos, sem entender por que se sentiu tão atraída pelo que descansava ali.
— Tá bom, se é seu fetiche, você tá com sorte. Os homens vão Adora que façam isso com ela.
— Finalmente algo que sai fácil pra mim. — Disse fazendo ela rir, voltando ao trabalho anal até perceber que a amiga gozava de novo: uma umidade ardente escorria pela perna dela até o sofá como orvalho da manhã.
Mas não era um ponto final, e sim o sinal que a morena esperava pra passar pro próximo nível:Agora vou te ensinar a técnica Tesoura Xe se acomodou numa posição inconfundível, buceta contra buceta, umidade misturada, olhares conectados, e fricção, muita fricção que despertou uma sinfonia de gemidos. As duas moças esfregaram as vulvas até gozar sem precisar de mãos, de bocas, de línguas, só suas bucetas ardentes grudadas, uma na outra, exalando perfume e temperatura como um vazamento de essências. Não só os gemidos se entrelaçaram, mas os orgasmos também se fundiram como se fossem um único ser, e os líquidos que delas escorreram formaram uma mistura única...
No fim das contas, os minutos passaram sem que elas percebessem, porque tinham perdido a noção do tempo. Foi uma noite tão produtiva quanto desenfreada. Serena voltava a si e, cobrindo a nudez com uma almofada, esperou um veredito da amiga, que se levantava esticando os músculos.
- Positivo. Bissexualismo positivo. - Afirmou com decisão. - Agora você está pronta. Perdeu o pudor, perdeu o medo, e se conhece três vezes mais do que se conhecia quando acompanhamos aquele senhor ao habitat natural dele. Ele vai levar uma surpresa bem gostosa, sem dúvida.
- Obrigada, Shauna, agora não tem mais nada pra testar. Só uma coisa pra fazer. - Disse sorrindo, como uma princesa acordada pelo beijo de um príncipe.
- Que coisa? - Perguntou sentando-se no sofá judiado.
- Estrear, só me falta estrear.
Capítulo 9. Um dia na vida do Alex
O despertador tocou às seis da manhã. Alex abriu os olhos com uma leve ressaca e olhou pro outro lado do despertador. A ruiva da noite anterior não tinha ido embora, deixando um cheiro doce forte no quarto dele. Ele se sentiu estranho depois do que aconteceu, que a ex dele de uns anos atrás não tivesse vazado.
- No final, você pode confundir o nome dela na hora do sexo e, mesmo assim, se elas gostam do seu pedaço, elas perdoam. - Reconheceu, com sede, procurando uma lata de cerveja no chão que ainda tivesse um gole. Quando se inclinou, a cabeça baixou e encheu de sangue de repente, ativando os sentidos dele, trazendo de volta as lembranças da noite.
A voz no despertador trouxe ele de volta pro mundo dele, com aquela atmosfera pesada e dores de cabeça constantes. Uma voz feminina foi tomando forma conforme os neurônios do homem acendiam e faziam conexões forçadas. Algumas conexões apagavam o sonho que ele tinha tido, outras queriam lembrar e dar um significado seco, enquanto umas mais práticas ajudavam ele a lembrar onde tinha largado a calça.Os protestos contra a privatização dos Centros Pokémon de Kanto explodiram com toda violência em mais cidades. Treinadores indignados levantaram suas vozes e cartazes em lugares tão distantes quanto Cidade Prateada e Lavanda, e em todos eles encontraram repressão. A nova Brigada de Controle de Multidões botou pra jogo o corpo de Blastoise com hidrantes e pokémons venenosos como Weezing e Victreebel, que serviram tanto pra acalmar a galera quanto pra dominar insurgentes, fazendo um trabalho em equipe…Enquanto se vestia, admirava sua linda consorte nua, descoberta, ocupando aquele lado da cama que tantas tinham frequentado, mas poucas mais de uma vez. Ele custava a entender por que, depois de terminar tão mal, após um breve caso, a professora ruiva de pokémons aquáticos tinha voltado ontem à noite.
- Misty,Ei— Misty, acorda. Vou trabalhar lá embaixo. Tá me ouvindo?
— Sim, sim. — Ela reclamou, virando-se, oferecendo a visão linda da bunda nua. — Eu me viro, não é a primeira vez que amanheço na sua pocilga.
— Ainda tá puta? Foi você quem foi radical com a separação. — Perguntou ele, ajeitando a camiseta que cobria as costas enormes, decoradas com a imagem apavorante da serpente.
— Filho da puta, tão apaixonado assim que no meio do tesão você fala o nome dela? — Ela se virou, mostrando a cara de raiva que ele conhecia tão bem. — Serena, Serena…Pfff., da próxima vez que for ela quem te visitar pra transar.Tomara que seja assim, tomara que seja assim– Pensou, deixando a ex-namorada no quarto, mastigando ciúmes, rejeição e dúvidas. Ele, por outro lado, começava a lembrar da chegada dela em detalhes:
Tinha tocado a campainha da oficina às onze e meia, dando a dica de que não podia ser nenhum cliente. Álex segurou um xingamento ao vê-la com sua roupa de sempre no meio da noite.
– Ainda guarda rancor de mim?
– Você me acertou na cabeça com uma chave inglesa, derrubou uma estante cheia de ferramentas em cima da moto de um cliente e empurrou minha vizinha na calçada. Não vem falar de rancor comigo, Misty, e me diz o que você quer a essa hora.
– Foram semanas longas, tenho boas notícias pra te dar…
– Vai me pagar pelos estragos? – Ele tinha perguntado na noite anterior, de braços cruzados, imponente como sempre.
– Você não entendeu o recado. Você mereceu aquela minha birra, seu trabalho não é algo que você possa esconder de mim por tanto tempo.
– Não pensei que te incomodasse tanto eu consertar motos. – Brincou pra irritá-la.
– Você sabe muito bem que não tô falando desse emprego. – Enfatizando a palavra "desse". Tinha que admitir que, das mulheres com quem ele se deitou ou teve algum rolo, a Misty era a mais gostosa quando tava puta. As sardas dela pareciam acender como lampiões e o cabelo ruivo arder como fogo. Era difícil entender que ela era a treinadora estrela de pokémon aquáticos de Kanto e que os de fogo não fossem a especialidade dela.
– A concessão do ginásio de água, como a cada quatro anos, foi reavaliada e eu ganhei meu direito de novo. – E de trás, de uma mochila, tirou uma garrafa atraente, fresca e cara de champanhe. – É pra comemorar, né?
– Sim, você ser a responsável por dar a medalha cascata por mais 4 anos é foda, mas não sei por que eu tenho que compartilhar sua felicidade. Afinal, sou só um treinador fracassado de pokémon veneno que tem um trampo consertando motos e outro que você não curte nem um pouco.
– Por hoje, vou abrir uma exceção.
E diante dele, no meio da Na calçada, mostro a credencial pra entrar de novo, pra voltar pro mundo de aço, excessos e pôsteres pervertidos. A novinha, com a mão livre, desabotoou o shortinho jeans minúsculo e, ao puxar ele pra baixo (sem calcinha por baixo), mostrou uma pelagem pubiana ruiva e selvagem, queimando como um convite pra provar aquele fogo com os dentes, com as mãos, com todas as armas dele.
— Você sempre me pedia pra deixar crescer, lembra? Talvez por uma noite a gente possa esquecer as diferenças e você pode… apagar meu incêndio. — Soltou uma risadinha, sem parar de se exibir pra ele.
— Vamos, entra. Você vai se surpreender com a quantidade de vizinhos que adora espiar minhas visitas.
Alex não soube nem vai saber se viram a líder de academia da Cidade Celeste, Misty, entrando na oficina dele com a calça meio arriada e uma garrafa de champanhe na mão. O que ele sabia é que, por mais boa e infernal que a ruiva fosse na cama, um nome não parava de invadir a realidade dele, até nos momentos mais inoportunos: Serena.
Continua...

Valeu por ler! Uffa, foi um baita desafio, é a primeira vez que escrevo um conto tão longo 100% lésbico e, embora no final a Misty e a Álex apareçam, o que elas fizeram eu descrevo no próximo número. Mas fica de olho, que a Serena tá a caminho, e não vá que ela cruze com a Misty e role faísca.
Se curtiram, mostrem o apoio avaliando e comentando, respondo perguntas e ouço sugestões. Tô planejando que outras pokegirls apareçam mais pra frente, conhecidas e inventadas ;)
Capítulos anteriores:
Serena gosta de mais velhos: Parte 1:http://www.poringa.net/posts/relatos/3601156/A-Serena-Le-Gustan-Mayores-Fanfic-de-Pokemon-resubido.htmlA Serena curte os mais velhos: Parte 2:http://www.poringa.net/posts/relatos/3715160/A-Serena-Le-Gustan-Mayores-Parte-2-Fanfic-de-Pokemon.html
1 comentários - A Serena Le Gustan Mayores: Parte 3 (Fanfic de Pokemon)