Capítulo 35
Minha namorada foi pra casa dos pais dela com o carro novo. Javier e eu fomos pra casa dos meus, no carrão dele, claro.
Durante o trajeto, ela ligou pra gente no viva-voz do carro dela, mantendo a chamada o caminho inteiro até chegar na casa dela.
Javier reclamou que ela não desligava, sendo que quando era com ele, ela não deixava ele falar mais de um minuto.
— É que isso não me distrai. É como se vocês estivessem comigo nos outros bancos do carro.
— Tá vendo, ladra? — disse Javier — e comigo você não deixava eu aproveitar a conversa de vocês.
Ela soltou umas gargalhadas.
— Como é que tá o carro novo? — perguntei.
— Esse carro é uma loucura, faz tudo sozinho, você vai ver quando dirigir.
— Vou desligar, porque já vou ter que pegar a saída da rodovia. Depois ligo quando chegar em casa.
— Beleza, amor, a gente também tá quase chegando. Já tamos com saudade.
— Não sei como vamos ficar dois dias sem você — ele disse.
— Mas dois dias passam rapidinho.
— Bom, a gente vai bater umas punhetas — falei.
— Nem pensem nisso, seus cuzões. Vocês têm que prometer.
— Então vamos com a Isa pra balada.
— O que você quer é que eu corte sua rola fora, seu cuzão.
Javier e eu estávamos morrendo de rir.
— A Isa tem namorado? — ele perguntou.
— Nem Isa, nem balada, nem punheta, seus cuzões. Não quero nem saber.
— Mas o Javier é solteiro, né?
— Quando eu der permissão, enquanto isso ele não come ninguém. E vou desligar, já to saindo.
E desligou sem se despedir. Tinha ficado puta de verdade.
— Porra, a Ana, que gênio que ela tem, agora não deixa eu pegar ninguém.
— É que ela te considera o consolo pessoal dela e não quer emprestar pra ninguém — respondi, fazendo a gente soltar umas gargalhadas.
— Sua namorada tem razão quando te chama de animal por falar essas barbaridades.
Depois saímos da rodovia e fui indicando o caminho até a casa dos meus pais.
Eles nos receberam com a alegria que sempre me recebiam quando eu chegava em casa.
—Esse é o famoso Javier, tava doida pra vocês conhecerem ele.
Meu pai deu um aperto forte na mão dele, minha irmã dois beijos nas bochechas e minha mãe surpreendeu ele com um abraço forte, além de dois beijos estalados nas bochechas também.
—Mãe, vai quebrar ele, o Javier é muito sensível.
Todo mundo caiu na risada.
—É que eu sei o quanto ele ajudou vocês — disse ela enxugando umas lágrimas. Minha mãe, claramente, era de chorar fácil.
Minha irmã se contagiou e enxugou as dela. Filho de peixe, peixinho é, o ditado se cumpria aqui. Eu quis contrariar e, como pude, segurei as minhas.
—Vamos, vou te mostrar a casa onde você vai passar dois dias.
Todo mundo entrou na casa. Em cima da mesa da sala, minha mãe tinha preparado uns petiscos pra um batalhão.
—Mas mãe, o que a gente vai fazer com tanta comida?
—Bom, não quero que falte nada pra vocês. Comam o que quiserem.
—A Ana já ligou — disse a Isa. — Ela chegou bem.
—Valeu, lindona. Vou ligar pra ela agora.
Peguei o celular e liguei.
—Vocês já chegaram?
—Sim, amor, agora mesmo. A Isa já me disse que você chegou bem.
—É, é que eu não queria ligar enquanto vocês estavam dirigindo.
—Ah, para... mas se você não desligou o telefone a viagem inteira.
Ela soltou umas risadas.
—Nem te conto que carro foda. Tô apaixonada por ele, e a gasolina ainda pago com um cartão que me deram pra isso.
—Ah, isso você não tinha me falado.
—Sim, e também vou usar ele nas refeições de empresa e em todos os gastos nas minhas viagens.
—Porra, que saca... isso também não me contou.
Ela soltou uma gargalhada.
—Não pode me chamar de safada?
Nós dois rimos.
—Depois te falo. Bom, vou deixar você... espera, minha irmã quer falar com você.
Mostrei a casa e o quarto dele, que tava super preparado pela minha mãe.
Mais tarde jantamos e fomos com minha irmã pro centro tomar uns drinks com as amigas dela.
Mandamos ver uma Boa noite. As minas tavam todas em cima do Javier. Sabiam que ele tava solteiro e sem compromisso, e isso era um puta estímulo pra aquelas gatas, lindas por sinal.
Minha irmã, que também não tinha namorado, tava toda solicita com ele também. Ela era quem tava sentada do lado dele. Não é porque é minha irmã, mas ela é uma beleza natural. Ele gostou dela desde o primeiro momento.
No sábado, fomos dar uma volta nos povoados ao redor. A Isa topou na hora o menor convite que fiz. Eu achava engraçado como ela tava simpática com a gente. Queria causar uma boa impressão no Javier, disso não tinha dúvida. Às vezes, quase não a reconhecia com tanta risada por qualquer coisinha.
Comemos num restaurante bom da região. Ele não deixou eu pagar.
Naquela tarde, a gente tava os dois no meu quarto e eu liguei pra Ana.
— Oi, meu amorzinho — ela atendeu.
— Qual é, tá feliz, né?
— Ué, aqui com minha irmã e meus pais, curtindo eles.
— A gente tá no meu quarto, pode falar à vontade.
— Já sei, a Lidia me disse que tá doida pra conhecer o Javier, que um dia a gente tem que vir todo mundo pra cá.
Ela não tava sozinha, senão já teria mandado umas putarias dela.
— Claro, num dos fins de semana.
— Tá sendo boazinha?
Ela riu.
— Demais. Com certeza melhor que vocês dois.
— A gente é dois anjinhos, você sabe, e além disso o gato aqui é o Javier. As minas sabem que eu tó preso por uma bruxa.
Ela riu de novo.
— Que minas?
— As amigas da Isa. Ontem à noite a gente tomou uns drinks com elas, e hoje a gente vai de novo.
— Bom, sei que vocês vão se comportar, né?
— Claro, como sempre.
— Espera um pouco.
Parece que ela foi se afastar pra ficar sozinha.
— Agora posso falar, seus cuzões.
Javier e eu soltamos uma gargalhada.
— Tá no viva-voz, né?
— Sim, claro, esse cuzão aqui não quer perder nada de você.
— Que eu não fique sabendo que você Você dá em cima de uma, hein!
- Que nada, mulher, se a gente tá com a Isa, como é que vou dar em cima de uma das amigas?
- Não precisa nem se esforçar, elas vão te pegar sem você fazer nada. Você tá muito gostoso, seu safado.
- Mas Ana, então eu já não sou gostoso?
Ela calou um momento e depois soltou umas risadas.
- Você é o melhor do mundo e eu sei que é incapaz de me trair. Mas esse cara toda vez que viaja, come uma.
Nós dois soltamos umas gargalhadas.
- Fica tranquila que eu controlo ele.
- Ei, eu tô aqui e vocês não param de falar de mim. Eu sou um cara muito bonzinho, você sabe.
- Vamos ver se continua sendo, - ela respondeu - Quando vocês voltam pra casa?
- Amanhã a gente vai embora depois do almoço com meus pais. Chegamos umas seis da tarde.
- Vou fazer o mesmo. Me liguem do carro pra gente bater um papo durante a viagem.
- Tá bom, sua puta, não deixa a gente nem respirar.
Ela soltou umas risadas.
- Tchau, pestinhas, até amanhã.
- Tchau, putinha - eu disse.
- Tchau, linda - disse o Javier.
- Pô, isso não combina - repreendi ele.
- Tá bom, tchau, puta gostosa.
Ela tava rindo quando desligou a chamada.
À noite, jantamos em família e saímos de novo com as amigas da Isa. A gente se divertiu pra caramba. Eram umas minas legais.
No domingo, ficamos em casa. A Isa queria passar uns dias com a gente. O Javier disse que dava pra arrumar uma cama no escritório dele, que pra ele não tinha problema.
O almoço foi tão exagerado como sempre a minha mãe fazia. Ela não queria que faltasse nenhum detalhe pra gente.
Quando a gente se despediu, ela chorou de novo. Pra mim, ela era a melhor mãe do mundo. Sabia que era muito difícil pra ela não me ter por perto, ou pelo menos mais perto de onde eu morava. Meu pai aguentava estoicamente, fingindo uma serenidade que também não sentia. Minha irmã olhava pra gente com esperança de nos ver logo. Sempre que a gente se despedia, eu deixava um pedaço da minha alma naquela casa.
A viagem de volta foi, igual à de ida, uma Conversa contínua com a Ana.
Pouco antes das seis da tarde, estávamos de volta em casa. A Ana chegou em menos de dez minutos.
O Javier se arrumou e foi ver o amigo Rafa, com quem até pensava em jantar. Com certeza tinha alguma mina no meio, porque ele chegou perto da meia-noite.
— Te amo, meu amor. Cada dia te amo mais.
— E eu você. Sou muito feliz por ter você do meu lado. Te amo loucamente, você já sabe.
Finalmente ficamos sozinhos na nossa cama. Subi em cima dela e ficamos nos pegando um bom tempo.
— Amor, você tá muito cansada? — perguntei.
— Pra você, nunca, meu amor. Você não sabe a falta que me fez. Preciso que você me coma, seu safado.
— Só nós dois?
— Claro, adoro transar com você. Sabe que você é o único com quem eu sempre queria fazer isso.
— Mas, meu amor, com os outros você também se divertiu pra caralho, além disso a pica do Javier é a mais potente das três e a do Rafa a que te dá mais orgasmos.
— Isso é só sexo, que um dia acaba, mas com você quero fazer isso a vida toda, até porque você também não fica atrás.
— Em que lugar eu fico em relação ao sexo?
— Eles me comem, mas você faz amor comigo. Seu sexo é diferente. É amor puro, embora, às vezes, te digo, você não tem que invejar nenhum dos dois.
— Então se prepara que agora vamos fazer amor — falei com um sorriso.
Levantei um pouco o quadril e ela mesma pegou na minha pica e enfiou até o fundo.
— Uhmmm... que delícia, amor, isso é a glória — ela disse, se contorcendo debaixo de mim.
— Você não sabe o sortudo que sou por ser seu namorado, às vezes penso nisso e quase não acredito.
— Como você fala isso? Você não percebe o gostoso que é como homem. Olha, minha amiga Cris vive me dizendo que queria encontrar um cara como você, às vezes me dá um pouco de ciúme, a putinha.
— A Cris? — soltei uma gargalhada —, então o Carlos deve sentir o mesmo por você. O filho da puta vive me dizendo como você é gostosa. Que tal.
—Pois é, olha o Carlos, mas se tem uma namorada gostosa pra caralho.
— Mas você sabe como ele é tarado, além do mais ele tem razão, você é muito gostosa, sua safada.
Enquanto a gente conversava, eu ia penetrando ela bem devagar. Esses momentos eu não trocava por nenhuma das fodas dos nossos amigos, apesar do tesão que eles me davam.
Aumentei um pouco o ritmo das penetrações e ela tremeu debaixo do meu corpo.
— Aaaiii... que delícia, meu amor. Uhm... continua assim.
Não falamos mais nada e começamos a nos beijar com muita paixão. Eram beijos limpos, sem buscar outra coisa senão nos entregar um ao outro, mostrando que nosso amor estava acima de tudo.
A gente estava chegando no clímax e eu avisei.
— Meu amor, não aguento mais, preciso gozar com você.
Ela estava igual a mim.
— Aaaiii... me dá mais forte, querido, ahhhh... jááá... tô gozandooo...
O corpo dela se tensionou na hora, como um prelúdio dos seus tremores e das contrações na buceta dela, que provocaram minha gozada na mesma hora. Que momento de amor, luxúria, entrega, enfim, era pra saborear e pedir pros deuses que nunca acabasse.
A gente se abraçou com as poucas forças que sobraram, esperando nunca nos recuperar do êxtase que nossos corpos estavam curtindo.
Mas a lei da vida foi uma traidora, e aos poucos recuperamos nossas forças, nos afastando do prazer que tinha nos arrebatado minutos atrás.
Comecei a me mover pra deitar ao lado dela, mas ela não deixou, pelo contrário, se apertou mais no meu pescoço sem me deixar apoiar nos cotovelos pra não esmagar ela. Ela tava muito emocionada, e eu sentia minhas bochechas molhadas com as lágrimas dela.
— Eu te amo, querido, você sabe que eu sou um pouquinho estranha com minhas besteiras, mas esses momentos eu não troco nem por dez mil paus do Javier e do Rafa juntos.
Ela começou a rir como se estivesse soluçando, porque não parava de chorar.
— Como você é bruto, hein. Você não tem jeito mesmo, que jeito bonito de dizer que me ama.
Depois ficamos em silêncio por uns segundos. Aí ela parou de soluçar e de repente me deu um tapa na bunda que me fez pular. Deitei do lado dela e soltamos umas gargalhadas.
— Mas é verdade, foi uma declaração de amor das mais lindas — falei, e a gente riu de novo.
— Claro, é pra emoldurar.
A gente continuava rindo com altas gargalhadas.
Nessa hora, ouvimos o Javier chegando.
— Que tarde ele chegou — ela disse.
— Deve ter ficado com o Rafa, dando uma trepada em algumas minas.
— Você não tem jeito mesmo. Talvez o coitado não tenha comido ninguém.
— Então vai lá e pergunta pra ele. Se você tá com saudade, fala pra ele dormir com a gente.
— É que ele pode estar no escritório dele trabalhando.
— Então vai na cozinha pegar um copo d'água, assim você se justifica.
— Parece que é você quem quer que ele venha.
— Claro que sim, mas você também, né?
Ela me deu um beijo e foi pra cozinha. Na hora ouvi eles conversando, mas não entendia porque falavam bem baixinho. Fiquei curioso e cheguei perto da porta.
— Mas olha o que aconteceu na última noite que eu não te deixei dormir — ele dizia.
— Eu sei, mas isso não pode acontecer de novo. A gente dorme junto todo dia e quase nunca faz isso, principalmente se no dia seguinte a gente tem que trabalhar. Você precisa aprender a ser mais responsável.
— Diego também quer mesmo que eu durma com vocês?
— Sim, já te falei, foi ele quem pediu pra eu te chamar.
— Vocês dois sabem que eu sempre fico te tocando e até te acordo de madrugada. Não consigo evitar, amor, perco a cabeça quando tenho você do meu lado na cama.
— Se for só me tocar, pode fazer, mas tenta não me acordar.
— Mas Ana, a gente só tá falando disso e olha como esse idiota aqui já ficou duro.
Ela soltou umas risadinhas.
— Ninguém tá pedindo pra você não ficar de pau duro se dormir com a gente. Além de que tu tem uma rola linda e nós dois adoramos ver ela.
— Tá bom, então vamos pro teu quarto.
Eu fui pra cama o mais rápido que pude, pegando o celular pra não ver nada na tela, até porque tava virado. Na hora, os dois entraram de mãos dadas.
— Eu não queria vir — disse minha namorada com um sorriso —, tive que convencer ele de que era coisa nossa.
— Javier, qual é o problema? Se você já dormiu várias noites com a gente, é só se comportar direito e pronto.
— Já falei pra sua namorada, não consigo evitar de tocar nela e ficar excitado se ela tá quase nua ou completamente nua do meu lado.
— Então beleza, você deita de costas pra mim e eu faço colherinha.
Ana e eu soltamos uma gargalhada.
— Vai nessa... capaz de eu ficar de pau duro também — ele respondeu.
Agora os três riam.
— Bom, vamos dormir que já são quase meia-noite — disse Ana.
— Conta pra gente o que você vai fazer essa semana — perguntei enquanto largava o celular no criado-mudo.
— Amanhã viajo pra minha casa. Volto na quarta à noite ou quinta de manhã. Nos outros dias também tenho bastante trampo. Essa semana a gente vai se ver menos.
— Vai ver a sua cliente? — perguntou minha namorada.
Nós dois soltamos uma gargalhada.
— Sim, tenho que ver ela. Vamos jantar amanhã à noite.
— Você come ela, né?
— Se você me der permissão...
— Claro, bobo, isso foi brincadeira. Você é livre pra ficar com outras minas. Quem sabe o que você fez essa noite.
Ele soltou uma gargalhada.
— Nada, não fiz nada, tava tomando umas cervejas com o Rafa e outros amigos... bom, sim, e umas amigas também — disse rindo de novo —, mas sem nenhum tipo de contato.
Ele virou de costas pra tirar os tênis, e ela aproveitou pra subir por trás, agarrando no pescoço dele e cruzando as pernas na cintura. Ele instintivamente jogou as mãos pra trás e segurou as coxas dela.
— Vamos... vamos, cavalinhoooo...
— Olha só como você é... bruxa, que cavalgada que eu arrumei. O cavalinho tá endurecendo, só pra tu saber, sua safada.
- Porra, então é verdade que tu fica duro rapidinho.
- Ora... com esses peitos nas minhas costas, o que tu quer que eu faça.
- Deixa eu descer. Quer que a gente te dê uma massagem? - ela disse, dando uma gargalhada.
- Por mim, podem me massagear a noite toda e se me chuparem no caminho, melhor ainda - ele foi se empolgando com as propostas.
- Nããão... amanhã tu viaja e tem que ficar bem acordado - respondeu minha mina.
- Por um boquete não vou ficar com sono dirigindo.
Ele soltou ela, deixando-a de pé, depois se virou e os dois deram um selinho. O volume dele ficou entre as pernas dela.
- Ana, a gente tá se atrasando - falei pra eles se acalmarem.
Eles me olharam como se tivessem sido pegos numa travessura.
- Nossa, me desculpem, beleza, já vou deitar.
Nós três continuamos rindo.
Na cama, ela se deitou no meio dos dois, como sempre fazia, e se abraçou em mim por trás.
- Porra, que pau duro do caralho - ela reclamou na hora.
- É que a amazona me deixou feito um bicho no cio.
Eu me virei pra ver o que rolava atrás de mim. Javier tava segurando os peitos dela e roçando a pica entre os glúteos. Mais de meia pica aparecia por cima da cueca.
- Que pica enorme, seu filho da puta - falei ao ver aquele pedaço de carne mais duro que um cacete.
Ele caiu na risada.
- Pois se tu visse a do meu amigo Kimbo, tu ficava de queixo caído, nunca vi uma tranca maior na vida, nem em vídeo pornô.
- Tu mencionou outro dia. É tão grande assim mesmo? - perguntei.
- Sim, Diego, tem que ver pra crer. Além disso, é um cara excelente, educado e muito bom amigo. Deve ter nossa idade, mais ou menos.
- E como é que tu viu a pica dele? - ela perguntou.
Javier caiu na risada de novo.
- Tu é uma fofoqueira que quer saber de tudo. Já dividimos minas algumas vezes, já falei pra vocês - ele esclareceu. Outro dia eu dou mais detalhes se vocês quiserem.
- Ou a gente convida ele pra jantar e depois ele faz uma festinha pra nós - minha namorada disse pra ele.
Ele soltou uma gargalhada.
- A gente teria que tomar cuidado com ele, senão ele pode se soltar demais com o Diego ou comigo, porque ele é um bissexual assumido - ela falou, fazendo a gente rir ainda mais.
Já estava tarde demais pra dormir, então eu tomei as rédeas da situação.
- Bom, vamos dormir que já é muito tarde. Vamos virar de lado, porque senão a gente não vai pregar o olho - falei pra elas enquanto já me virava, forçando elas a fazerem o mesmo.
Pouco depois, o cansaço me venceu e eu dormi. Naquela noite, ele se comportou bem, segundo a Ana me contou no dia seguinte.
Minha namorada foi pra casa dos pais dela com o carro novo. Javier e eu fomos pra casa dos meus, no carrão dele, claro.
Durante o trajeto, ela ligou pra gente no viva-voz do carro dela, mantendo a chamada o caminho inteiro até chegar na casa dela.
Javier reclamou que ela não desligava, sendo que quando era com ele, ela não deixava ele falar mais de um minuto.
— É que isso não me distrai. É como se vocês estivessem comigo nos outros bancos do carro.
— Tá vendo, ladra? — disse Javier — e comigo você não deixava eu aproveitar a conversa de vocês.
Ela soltou umas gargalhadas.
— Como é que tá o carro novo? — perguntei.
— Esse carro é uma loucura, faz tudo sozinho, você vai ver quando dirigir.
— Vou desligar, porque já vou ter que pegar a saída da rodovia. Depois ligo quando chegar em casa.
— Beleza, amor, a gente também tá quase chegando. Já tamos com saudade.
— Não sei como vamos ficar dois dias sem você — ele disse.
— Mas dois dias passam rapidinho.
— Bom, a gente vai bater umas punhetas — falei.
— Nem pensem nisso, seus cuzões. Vocês têm que prometer.
— Então vamos com a Isa pra balada.
— O que você quer é que eu corte sua rola fora, seu cuzão.
Javier e eu estávamos morrendo de rir.
— A Isa tem namorado? — ele perguntou.
— Nem Isa, nem balada, nem punheta, seus cuzões. Não quero nem saber.
— Mas o Javier é solteiro, né?
— Quando eu der permissão, enquanto isso ele não come ninguém. E vou desligar, já to saindo.
E desligou sem se despedir. Tinha ficado puta de verdade.
— Porra, a Ana, que gênio que ela tem, agora não deixa eu pegar ninguém.
— É que ela te considera o consolo pessoal dela e não quer emprestar pra ninguém — respondi, fazendo a gente soltar umas gargalhadas.
— Sua namorada tem razão quando te chama de animal por falar essas barbaridades.
Depois saímos da rodovia e fui indicando o caminho até a casa dos meus pais.
Eles nos receberam com a alegria que sempre me recebiam quando eu chegava em casa.
—Esse é o famoso Javier, tava doida pra vocês conhecerem ele.
Meu pai deu um aperto forte na mão dele, minha irmã dois beijos nas bochechas e minha mãe surpreendeu ele com um abraço forte, além de dois beijos estalados nas bochechas também.
—Mãe, vai quebrar ele, o Javier é muito sensível.
Todo mundo caiu na risada.
—É que eu sei o quanto ele ajudou vocês — disse ela enxugando umas lágrimas. Minha mãe, claramente, era de chorar fácil.
Minha irmã se contagiou e enxugou as dela. Filho de peixe, peixinho é, o ditado se cumpria aqui. Eu quis contrariar e, como pude, segurei as minhas.
—Vamos, vou te mostrar a casa onde você vai passar dois dias.
Todo mundo entrou na casa. Em cima da mesa da sala, minha mãe tinha preparado uns petiscos pra um batalhão.
—Mas mãe, o que a gente vai fazer com tanta comida?
—Bom, não quero que falte nada pra vocês. Comam o que quiserem.
—A Ana já ligou — disse a Isa. — Ela chegou bem.
—Valeu, lindona. Vou ligar pra ela agora.
Peguei o celular e liguei.
—Vocês já chegaram?
—Sim, amor, agora mesmo. A Isa já me disse que você chegou bem.
—É, é que eu não queria ligar enquanto vocês estavam dirigindo.
—Ah, para... mas se você não desligou o telefone a viagem inteira.
Ela soltou umas risadas.
—Nem te conto que carro foda. Tô apaixonada por ele, e a gasolina ainda pago com um cartão que me deram pra isso.
—Ah, isso você não tinha me falado.
—Sim, e também vou usar ele nas refeições de empresa e em todos os gastos nas minhas viagens.
—Porra, que saca... isso também não me contou.
Ela soltou uma gargalhada.
—Não pode me chamar de safada?
Nós dois rimos.
—Depois te falo. Bom, vou deixar você... espera, minha irmã quer falar com você.
Mostrei a casa e o quarto dele, que tava super preparado pela minha mãe.
Mais tarde jantamos e fomos com minha irmã pro centro tomar uns drinks com as amigas dela.
Mandamos ver uma Boa noite. As minas tavam todas em cima do Javier. Sabiam que ele tava solteiro e sem compromisso, e isso era um puta estímulo pra aquelas gatas, lindas por sinal.
Minha irmã, que também não tinha namorado, tava toda solicita com ele também. Ela era quem tava sentada do lado dele. Não é porque é minha irmã, mas ela é uma beleza natural. Ele gostou dela desde o primeiro momento.
No sábado, fomos dar uma volta nos povoados ao redor. A Isa topou na hora o menor convite que fiz. Eu achava engraçado como ela tava simpática com a gente. Queria causar uma boa impressão no Javier, disso não tinha dúvida. Às vezes, quase não a reconhecia com tanta risada por qualquer coisinha.
Comemos num restaurante bom da região. Ele não deixou eu pagar.
Naquela tarde, a gente tava os dois no meu quarto e eu liguei pra Ana.
— Oi, meu amorzinho — ela atendeu.
— Qual é, tá feliz, né?
— Ué, aqui com minha irmã e meus pais, curtindo eles.
— A gente tá no meu quarto, pode falar à vontade.
— Já sei, a Lidia me disse que tá doida pra conhecer o Javier, que um dia a gente tem que vir todo mundo pra cá.
Ela não tava sozinha, senão já teria mandado umas putarias dela.
— Claro, num dos fins de semana.
— Tá sendo boazinha?
Ela riu.
— Demais. Com certeza melhor que vocês dois.
— A gente é dois anjinhos, você sabe, e além disso o gato aqui é o Javier. As minas sabem que eu tó preso por uma bruxa.
Ela riu de novo.
— Que minas?
— As amigas da Isa. Ontem à noite a gente tomou uns drinks com elas, e hoje a gente vai de novo.
— Bom, sei que vocês vão se comportar, né?
— Claro, como sempre.
— Espera um pouco.
Parece que ela foi se afastar pra ficar sozinha.
— Agora posso falar, seus cuzões.
Javier e eu soltamos uma gargalhada.
— Tá no viva-voz, né?
— Sim, claro, esse cuzão aqui não quer perder nada de você.
— Que eu não fique sabendo que você Você dá em cima de uma, hein!
- Que nada, mulher, se a gente tá com a Isa, como é que vou dar em cima de uma das amigas?
- Não precisa nem se esforçar, elas vão te pegar sem você fazer nada. Você tá muito gostoso, seu safado.
- Mas Ana, então eu já não sou gostoso?
Ela calou um momento e depois soltou umas risadas.
- Você é o melhor do mundo e eu sei que é incapaz de me trair. Mas esse cara toda vez que viaja, come uma.
Nós dois soltamos umas gargalhadas.
- Fica tranquila que eu controlo ele.
- Ei, eu tô aqui e vocês não param de falar de mim. Eu sou um cara muito bonzinho, você sabe.
- Vamos ver se continua sendo, - ela respondeu - Quando vocês voltam pra casa?
- Amanhã a gente vai embora depois do almoço com meus pais. Chegamos umas seis da tarde.
- Vou fazer o mesmo. Me liguem do carro pra gente bater um papo durante a viagem.
- Tá bom, sua puta, não deixa a gente nem respirar.
Ela soltou umas risadas.
- Tchau, pestinhas, até amanhã.
- Tchau, putinha - eu disse.
- Tchau, linda - disse o Javier.
- Pô, isso não combina - repreendi ele.
- Tá bom, tchau, puta gostosa.
Ela tava rindo quando desligou a chamada.
À noite, jantamos em família e saímos de novo com as amigas da Isa. A gente se divertiu pra caramba. Eram umas minas legais.
No domingo, ficamos em casa. A Isa queria passar uns dias com a gente. O Javier disse que dava pra arrumar uma cama no escritório dele, que pra ele não tinha problema.
O almoço foi tão exagerado como sempre a minha mãe fazia. Ela não queria que faltasse nenhum detalhe pra gente.
Quando a gente se despediu, ela chorou de novo. Pra mim, ela era a melhor mãe do mundo. Sabia que era muito difícil pra ela não me ter por perto, ou pelo menos mais perto de onde eu morava. Meu pai aguentava estoicamente, fingindo uma serenidade que também não sentia. Minha irmã olhava pra gente com esperança de nos ver logo. Sempre que a gente se despedia, eu deixava um pedaço da minha alma naquela casa.
A viagem de volta foi, igual à de ida, uma Conversa contínua com a Ana.
Pouco antes das seis da tarde, estávamos de volta em casa. A Ana chegou em menos de dez minutos.
O Javier se arrumou e foi ver o amigo Rafa, com quem até pensava em jantar. Com certeza tinha alguma mina no meio, porque ele chegou perto da meia-noite.
— Te amo, meu amor. Cada dia te amo mais.
— E eu você. Sou muito feliz por ter você do meu lado. Te amo loucamente, você já sabe.
Finalmente ficamos sozinhos na nossa cama. Subi em cima dela e ficamos nos pegando um bom tempo.
— Amor, você tá muito cansada? — perguntei.
— Pra você, nunca, meu amor. Você não sabe a falta que me fez. Preciso que você me coma, seu safado.
— Só nós dois?
— Claro, adoro transar com você. Sabe que você é o único com quem eu sempre queria fazer isso.
— Mas, meu amor, com os outros você também se divertiu pra caralho, além disso a pica do Javier é a mais potente das três e a do Rafa a que te dá mais orgasmos.
— Isso é só sexo, que um dia acaba, mas com você quero fazer isso a vida toda, até porque você também não fica atrás.
— Em que lugar eu fico em relação ao sexo?
— Eles me comem, mas você faz amor comigo. Seu sexo é diferente. É amor puro, embora, às vezes, te digo, você não tem que invejar nenhum dos dois.
— Então se prepara que agora vamos fazer amor — falei com um sorriso.
Levantei um pouco o quadril e ela mesma pegou na minha pica e enfiou até o fundo.
— Uhmmm... que delícia, amor, isso é a glória — ela disse, se contorcendo debaixo de mim.
— Você não sabe o sortudo que sou por ser seu namorado, às vezes penso nisso e quase não acredito.
— Como você fala isso? Você não percebe o gostoso que é como homem. Olha, minha amiga Cris vive me dizendo que queria encontrar um cara como você, às vezes me dá um pouco de ciúme, a putinha.
— A Cris? — soltei uma gargalhada —, então o Carlos deve sentir o mesmo por você. O filho da puta vive me dizendo como você é gostosa. Que tal.
—Pois é, olha o Carlos, mas se tem uma namorada gostosa pra caralho.
— Mas você sabe como ele é tarado, além do mais ele tem razão, você é muito gostosa, sua safada.
Enquanto a gente conversava, eu ia penetrando ela bem devagar. Esses momentos eu não trocava por nenhuma das fodas dos nossos amigos, apesar do tesão que eles me davam.
Aumentei um pouco o ritmo das penetrações e ela tremeu debaixo do meu corpo.
— Aaaiii... que delícia, meu amor. Uhm... continua assim.
Não falamos mais nada e começamos a nos beijar com muita paixão. Eram beijos limpos, sem buscar outra coisa senão nos entregar um ao outro, mostrando que nosso amor estava acima de tudo.
A gente estava chegando no clímax e eu avisei.
— Meu amor, não aguento mais, preciso gozar com você.
Ela estava igual a mim.
— Aaaiii... me dá mais forte, querido, ahhhh... jááá... tô gozandooo...
O corpo dela se tensionou na hora, como um prelúdio dos seus tremores e das contrações na buceta dela, que provocaram minha gozada na mesma hora. Que momento de amor, luxúria, entrega, enfim, era pra saborear e pedir pros deuses que nunca acabasse.
A gente se abraçou com as poucas forças que sobraram, esperando nunca nos recuperar do êxtase que nossos corpos estavam curtindo.
Mas a lei da vida foi uma traidora, e aos poucos recuperamos nossas forças, nos afastando do prazer que tinha nos arrebatado minutos atrás.
Comecei a me mover pra deitar ao lado dela, mas ela não deixou, pelo contrário, se apertou mais no meu pescoço sem me deixar apoiar nos cotovelos pra não esmagar ela. Ela tava muito emocionada, e eu sentia minhas bochechas molhadas com as lágrimas dela.
— Eu te amo, querido, você sabe que eu sou um pouquinho estranha com minhas besteiras, mas esses momentos eu não troco nem por dez mil paus do Javier e do Rafa juntos.
Ela começou a rir como se estivesse soluçando, porque não parava de chorar.
— Como você é bruto, hein. Você não tem jeito mesmo, que jeito bonito de dizer que me ama.
Depois ficamos em silêncio por uns segundos. Aí ela parou de soluçar e de repente me deu um tapa na bunda que me fez pular. Deitei do lado dela e soltamos umas gargalhadas.
— Mas é verdade, foi uma declaração de amor das mais lindas — falei, e a gente riu de novo.
— Claro, é pra emoldurar.
A gente continuava rindo com altas gargalhadas.
Nessa hora, ouvimos o Javier chegando.
— Que tarde ele chegou — ela disse.
— Deve ter ficado com o Rafa, dando uma trepada em algumas minas.
— Você não tem jeito mesmo. Talvez o coitado não tenha comido ninguém.
— Então vai lá e pergunta pra ele. Se você tá com saudade, fala pra ele dormir com a gente.
— É que ele pode estar no escritório dele trabalhando.
— Então vai na cozinha pegar um copo d'água, assim você se justifica.
— Parece que é você quem quer que ele venha.
— Claro que sim, mas você também, né?
Ela me deu um beijo e foi pra cozinha. Na hora ouvi eles conversando, mas não entendia porque falavam bem baixinho. Fiquei curioso e cheguei perto da porta.
— Mas olha o que aconteceu na última noite que eu não te deixei dormir — ele dizia.
— Eu sei, mas isso não pode acontecer de novo. A gente dorme junto todo dia e quase nunca faz isso, principalmente se no dia seguinte a gente tem que trabalhar. Você precisa aprender a ser mais responsável.
— Diego também quer mesmo que eu durma com vocês?
— Sim, já te falei, foi ele quem pediu pra eu te chamar.
— Vocês dois sabem que eu sempre fico te tocando e até te acordo de madrugada. Não consigo evitar, amor, perco a cabeça quando tenho você do meu lado na cama.
— Se for só me tocar, pode fazer, mas tenta não me acordar.
— Mas Ana, a gente só tá falando disso e olha como esse idiota aqui já ficou duro.
Ela soltou umas risadinhas.
— Ninguém tá pedindo pra você não ficar de pau duro se dormir com a gente. Além de que tu tem uma rola linda e nós dois adoramos ver ela.
— Tá bom, então vamos pro teu quarto.
Eu fui pra cama o mais rápido que pude, pegando o celular pra não ver nada na tela, até porque tava virado. Na hora, os dois entraram de mãos dadas.
— Eu não queria vir — disse minha namorada com um sorriso —, tive que convencer ele de que era coisa nossa.
— Javier, qual é o problema? Se você já dormiu várias noites com a gente, é só se comportar direito e pronto.
— Já falei pra sua namorada, não consigo evitar de tocar nela e ficar excitado se ela tá quase nua ou completamente nua do meu lado.
— Então beleza, você deita de costas pra mim e eu faço colherinha.
Ana e eu soltamos uma gargalhada.
— Vai nessa... capaz de eu ficar de pau duro também — ele respondeu.
Agora os três riam.
— Bom, vamos dormir que já são quase meia-noite — disse Ana.
— Conta pra gente o que você vai fazer essa semana — perguntei enquanto largava o celular no criado-mudo.
— Amanhã viajo pra minha casa. Volto na quarta à noite ou quinta de manhã. Nos outros dias também tenho bastante trampo. Essa semana a gente vai se ver menos.
— Vai ver a sua cliente? — perguntou minha namorada.
Nós dois soltamos uma gargalhada.
— Sim, tenho que ver ela. Vamos jantar amanhã à noite.
— Você come ela, né?
— Se você me der permissão...
— Claro, bobo, isso foi brincadeira. Você é livre pra ficar com outras minas. Quem sabe o que você fez essa noite.
Ele soltou uma gargalhada.
— Nada, não fiz nada, tava tomando umas cervejas com o Rafa e outros amigos... bom, sim, e umas amigas também — disse rindo de novo —, mas sem nenhum tipo de contato.
Ele virou de costas pra tirar os tênis, e ela aproveitou pra subir por trás, agarrando no pescoço dele e cruzando as pernas na cintura. Ele instintivamente jogou as mãos pra trás e segurou as coxas dela.
— Vamos... vamos, cavalinhoooo...
— Olha só como você é... bruxa, que cavalgada que eu arrumei. O cavalinho tá endurecendo, só pra tu saber, sua safada.
- Porra, então é verdade que tu fica duro rapidinho.
- Ora... com esses peitos nas minhas costas, o que tu quer que eu faça.
- Deixa eu descer. Quer que a gente te dê uma massagem? - ela disse, dando uma gargalhada.
- Por mim, podem me massagear a noite toda e se me chuparem no caminho, melhor ainda - ele foi se empolgando com as propostas.
- Nããão... amanhã tu viaja e tem que ficar bem acordado - respondeu minha mina.
- Por um boquete não vou ficar com sono dirigindo.
Ele soltou ela, deixando-a de pé, depois se virou e os dois deram um selinho. O volume dele ficou entre as pernas dela.
- Ana, a gente tá se atrasando - falei pra eles se acalmarem.
Eles me olharam como se tivessem sido pegos numa travessura.
- Nossa, me desculpem, beleza, já vou deitar.
Nós três continuamos rindo.
Na cama, ela se deitou no meio dos dois, como sempre fazia, e se abraçou em mim por trás.
- Porra, que pau duro do caralho - ela reclamou na hora.
- É que a amazona me deixou feito um bicho no cio.
Eu me virei pra ver o que rolava atrás de mim. Javier tava segurando os peitos dela e roçando a pica entre os glúteos. Mais de meia pica aparecia por cima da cueca.
- Que pica enorme, seu filho da puta - falei ao ver aquele pedaço de carne mais duro que um cacete.
Ele caiu na risada.
- Pois se tu visse a do meu amigo Kimbo, tu ficava de queixo caído, nunca vi uma tranca maior na vida, nem em vídeo pornô.
- Tu mencionou outro dia. É tão grande assim mesmo? - perguntei.
- Sim, Diego, tem que ver pra crer. Além disso, é um cara excelente, educado e muito bom amigo. Deve ter nossa idade, mais ou menos.
- E como é que tu viu a pica dele? - ela perguntou.
Javier caiu na risada de novo.
- Tu é uma fofoqueira que quer saber de tudo. Já dividimos minas algumas vezes, já falei pra vocês - ele esclareceu. Outro dia eu dou mais detalhes se vocês quiserem.
- Ou a gente convida ele pra jantar e depois ele faz uma festinha pra nós - minha namorada disse pra ele.
Ele soltou uma gargalhada.
- A gente teria que tomar cuidado com ele, senão ele pode se soltar demais com o Diego ou comigo, porque ele é um bissexual assumido - ela falou, fazendo a gente rir ainda mais.
Já estava tarde demais pra dormir, então eu tomei as rédeas da situação.
- Bom, vamos dormir que já é muito tarde. Vamos virar de lado, porque senão a gente não vai pregar o olho - falei pra elas enquanto já me virava, forçando elas a fazerem o mesmo.
Pouco depois, o cansaço me venceu e eu dormi. Naquela noite, ele se comportou bem, segundo a Ana me contou no dia seguinte.
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