Meu nome é Estefany, ou Fany, e sou mãe de duas meninas aos meus 28 anos. Minha vida seria como a de qualquer outra se não fosse pelo fato de que, hoje, eu esquento os lençóis do meu tio. Muitos podem se surpreender, até se escandalizar, mas sou feliz amando e desejando esse homem.
Se quero explicar como acabei na cama com o tio Manuel, preciso voltar à época em que sua esposa, minha tia, ainda vivia. Ela me amava como se fosse filha, já que só teve abortos e nenhum bebê sobreviveu — sempre quis ter uma menina. Foi aí que meu tio, irmão do meu pai e marido da minha tia, um moreno de dar água na boca, além de ser gostoso, era um dos diretores mais jovens de um grande banco.
Desde o começo, entendi que eram um casal perfeito. Lindos e ricos, apaixonados um pelo outro. O marido se dedicava de corpo e alma a satisfazer minha tia. Nada era demais para ela; meu tio a mimava e paparicava de um jeito que, sem perceber, comecei a invejar a relação deles. Muitas vezes desejei que, quando chegasse a hora, eu também encontrasse um parceiro que me amasse loucamente.
Pra piorar, minha tia Susana era uma gostosa, então sempre me senti encolhida perto dela. Doce e boa, aquela mulher me tratou com tanto carinho que nunca imaginei que um dia a substituiria na cama dela. Embora eu reconhecesse o valor do marido dela e soubesse que ele transbordava virilidade por todos os poros, nunca o vi como um homem — sempre considerei ele um território proibido. Por isso, fiquei feliz quando soube que ela tinha engravidado. Aquele casal há anos tentava ter filhos e, sendo profundamente conservadora, Susana viu no fruto que crescia em sua barriga um presente de Deus. Por isso, quando num exame de rotina descobriram que ela tinha câncer, ela se recusou terminantemente a tratar, porque isso colocaria em risco a viabilidade do feto. Inutilmente tentei convencê-la de que ela teria outras chances de ser mãe. Mãe, mas minhas palavras carregadas de razão caíram em saco roto.
A única coisa que consegui convencê-la foi de me deixar cuidar dela na casa dela. No começo, ela recusou também, mas com a ajuda do meu tio, no fim ela cedeu. Por essa desgraçada circunstância, fui morar com eles e isso mudou minha vida. Nunca mais saí daquelas paredes e confesso que espero nunca ter que fazer isso.
A tia estava de cinco meses quando descobriu, e olhando pra ela parecia impossível que estivesse tão mal e que o câncer estivesse corroendo ela por dentro. Os peitos dela, que já eram grandes, ficaram enormes com a gravidez, e o rosto dela nunca refletiu a doença de forma clara. Quando cheguei na casa dela, ela me acolheu como se eu fosse a irmã dela e me deu o quarto de hóspedes, que ficava ao lado do dela. Como minha parede encostava na dela, fui testemunha das noites de dor que aquele casal passou e de como meu tio Manuel chorava em silêncio a agonia de quem era a vida dele.
Graças ao meu namorado, quase todo dia eu tinha que explicar como o câncer da amada dele estava evoluindo, e embora as notícias fossem cada vez piores, ele nunca mostrou desânimo e, quanto pior a situação, com mais carinho ele cuidava da sua love. Foi aí que, aos poucos, me apaixonei por aquele homem bom. Mesmo sendo meu tio e tendo quinze anos a mais que eu, não consegui deixar de valorizar a dedicação dele e, sem perceber, a presença dele se tornou parte essencial da minha vida.
Aos oito meses de gravidez, o câncer tinha se espalhado para os pulmões, e por isso o médico insistiu em adiantar o parto. Ainda me lembro daquela tarde. Minha tia me chamou no quarto dela e, com muita firmeza, me pediu para dizer a verdade:
— Se a gente adiantar, meu filho vai correr perigo?
— Não — respondi sem mentir — ele já tem um bom peso e é mais prejudicial pra ele continuar dentro do seu útero, caso tudo dê errado.
Indiretamente, eu estava dizendo que o fígado dela não aguentava mais e que a qualquer momento podia colapsar, matando não só ela, mas também o filho dela. Rebento. Minha franqueza convenceu ela e, pegando na minha mão, soltou:
— Fany. Quero que me prometa uma coisa…
— Claro, tia — respondi sem saber o que ela queria.
— …se eu morrer, quero que você cuide da criação do meu filho. Você tem que ser a mãe dele!
Mesmo chocada com o verdadeiro significado das palavras dela, não pude contrariá-la e prometi. “A coitada deve estar delirando”, pensei enquanto fazia aquele juramento estranho, porque afinal a criança tinha um pai. Um gemido de dor me fez esquecer o assunto e, chamando o médico, pedi ajuda. O médico, vendo que o estado dela tinha piorado, decidiu não esperar mais e, chamando uma ambulância, levou ela para o hospital.
Assim, tive que ser eu a dar a notícia ao marido dela:
— Tio, você precisa vir. Estamos no hospital São Carlos. Vão induzir o parto.
Nem preciso dizer que ele largou tudo e foi o mais rápido que pude para aquela clínica. Quando chegou, a mulher dele estava no centro cirúrgico e, por isso, fui testemunha do desmoronamento dele. Completamente destruído, afundou numa poltrona e, sem fazer escândalo, começou a chorar que nem um bebê. Depois de uma hora, um dos que estavam tratando dela veio avisar que o menino tinha nascido bem e que ia ficar uns dias na incubadora.
Acabava de dar a boa notícia quando meu tio perguntou pela mulher. O médico fez uma cara séria e, com voz calma, respondeu que estavam tentando extirpar o câncer do fígado. As palavras dele acalmaram Manuel, mas não a mim, porque não tive dúvida de que aquela operação só ia prolongar a vida dela, não salvá-la.
A notícia do nascimento do meu primo Estefan (foi assim que eu o chamei) alegrou ele e, confiante na salvação da mãe, ele me pediu para acompanhá-lo até o berçário para ver o bebê. Juro que, vendo a alegria dele, não fui capaz de contar a verdade e, com o coração apertado, fui com ele ver o neném.
Assim que o vi, comecei a chorar porque, afinal, sabia que já podia ser considerado órfão. órfão:
“Ele nunca ia conhecer a mãe dele!”
Já o pai, ao vê-lo, não conseguiu conter o orgulho e, quase gritando, começou a elogiar a força que o menino já mostrava no berço. Também dessa vez não consegui explicar o motivo do meu choro e, secando as lágrimas, sorri dizendo que concordava.
Como vocês podem imaginar, quatro horas depois apareceu o médico e, pegando no braço do marido da paciente, explicou que descobriram que o câncer tinha se espalhado de tal forma que não havia mais o que fazer. Meu tio ficou tão destruído que não conseguiu perguntar sobre a expectativa de vida da esposa, então tive que ser eu a perguntar.
— Duvido que ela tenha um mês — respondeu o cirurgião, pesaroso.
A notícia caiu como um balde de água fria no marido e, afundando num silêncio doloroso, ele ficou calado o resto da tarde. Juro que já amava aquele homem, mas o luto que testemunhei me fez amá-lo ainda mais. Nunca tinha visto — e tenho certeza de que nunca verei — ninguém adorar a esposa daquele jeito.
A agonia da minha tia Susana ia ser longa, então decidi dizer ao meu tio que, enquanto ele precisasse de mim, eu estaria lá, e que ele não se preocupasse com o cuidado do filho, porque eu cuidaria dele.
— Obrigado — respondeu com a voz embargada —, agradeço. Vou precisar de toda a ajuda possível.
Depois disso, ele se trancou no banheiro para que ninguém o visse chorar. Naquela noite, dormimos os dois no quarto e, na manhã seguinte, uma enfermeira veio nos avisar que Susana queria nos ver. Ao chegar na UTI, Manuel mostrou novamente uma coragem digna de elogio, porque o homem que cumprimentou a esposa era outro. Na frente dela, não demonstrou a dor que sentia e até brincou sobre o próximo verão.
A esposa dele, que não era boba, percebeu a farsa do marido, mas não disse nada. Num momento em que fiquei a sós com ela, ela me perguntou:
— Quanto tempo me resta?
— Muito pouco — respondi com a coração encolhido.
Foi então que, segurando minha mão, me lembrou da minha promessa, dizendo:
— Cuida do nosso filho! Faz com que eu me orgulhe dele!
Sem saber o que dizer, reafirmei meu juramento, e minha tia sorriu, dizendo:
— Manuel saberá te fazer muito feliz, mesmo sendo irmão do teu pai.
A firmeza da afirmação dela e o fato de o aludido ter voltado a entrar no quarto tornaram impossível contrariá-la. Minha rejeição não era à ideia de dividir minha vida com aquele homem, mas sim porque, conhecendo ele, ninguém jamais ocuparia o lugar dela no coração dele.
Minha vida com meu primo como meu filho... é algo muito difícil de pensar, e só de imaginar o que meu pai diria.
Dois dias depois, nos entregaram o bebê. Como ele era saudável, não fazia sentido ficar mais tempo no hospital, então tivemos que levá-lo para casa enquanto a mãe dele agonizava num quarto. Ainda me lembro daquela manhã: Manuel o pegou no colo, e o rosto dele refletia a angústia que sentia. Com pena dele, tirei o bebê dos braços dele e, com todo o carinho que pude, disse:
— Tio, deixa comigo. Você cuida da Susana e não se preocupa, vou cuidar dele como se fosse meu até você poder fazer isso.
Indiretamente, eu estava dizendo que cuidaria dele até a mãe morrer, mas, longe de encarar o inevitável, aquele brutamontes me respondeu:
— Obrigado. Quando a Susana sair dessa, ela também vai saber te recompensar.
Não quis responder que ela nunca sairia e, me despedindo dele, levei o bebê para a casa dele. No caminho, pensei na enrascada em que tinha me metido, mas, olhando para o bebê e vendo ele tão indefeso, decidi que deixaria esse assunto para o futuro. Acostumada com recém-nascidos por causa dos estágios que fiz em Pediatria neonatal, não tive problemas em arrumar tudo o que era essencial para cuidar dele. Por isso, uma hora depois, já confortavelmente instalada na sala, comecei a dar a mamadeira pra ele.
Essa coisa tão normal, que toda mãe sabe fazer, foi impossível pra mim porque o moleque não pegava a tetina, e, desesperada... Liguei pro meu pai. Como já esperava enquanto discava, ele riu de mim me chamando de novata e, diante da minha insistência, me perguntou:
— Por que você não tenta dar com o peito descoberto?
Quando perguntei o porquê, ele deu uma gargalhada e disse:
— Tonta, porque ao ouvir seu coração e sentir sua pele, ele vai se acalmar.
A resposta dele me convenceu e, tirando a camisa, encostei o rostinho dele no meu peito. Aconteceu exatamente como ele tinha previsto: assim que Estefan sentiu meu coração, agarrou a mamadeira como um louco e começou a mamar. O que minha mãe não me avisou foi que, ao sentir o rosto dele contra meu seio, isso me fez considerá-lo já meu e, com uma alegria que me tomou por completo, sorri pensando que não seria tão desagradável cumprir a promessa feita.
Depois que ele terminou as duas onças e fui trocá-lo, aconteceu outra coisa que me deixou pasma. Distraída arrumando o bebê conforto, não percebi que tinha colocado a cabeça dele contra meu peito e o pequeno, ao sentir um dos meus mamilos na boca, instintivamente começou a mamar. O prazer físico que senti foi imenso (não um orgasmo, não pensem mal). A sensação de sentir os lábios dele sugando em busca de um leite inexistente foi tão terna que lágrimas de felicidade brotaram dos meus olhos, me deixando confusa.
Não sei se fiz errado, mas o fato é que, a partir daí, depois de cada mamada, deixava o bebê dormir com meu mamilo na boca.
“É como dar uma chupeta”, eu dizia pra me convencer de que não era estranho, mas a verdade é que quanto mais aquele moleque mamava nos meus peitos, mais meu amor por ele aumentava, e comecei a vê-lo como meu filho, embora soubesse, claro, que era meu priminho.
O que não foi tão normal — e eu admito — é que, já a partir do terceiro dia, me deu uma vontade genuína de amamentá-lo e, ignorando toda a sanidade, pesquisei se havia algo que me fizesse ter leite. Não demorei a descobrir que a Prolactina ajudava e, sem pensar nas consequências, busquei estimular a produção de leite com ela.
Enquanto isso acontecia, minha tia agonizava e Manuel vivia dia e noite no hospital, só vindo em casa por umas horinhas pra ver o moleque. Donzela absoluta da casa, ninguém percebeu que eu comecei a tomar aquele remédio. Com uma semana exata de nascido, foi a primeira vez que meu menino bebeu o leite dos meus peitos e, ao notar, me senti a mulher mais feliz do mundo. Não sei se foi o remédio, o estímulo dos meus mamilos ou algo psicológico, mas a verdade é que meus peitos não só cresceram como viraram um par de tetas que rivalizavam com as de qualquer ama de leite. Minha produção foi tanta que parei de dar mamadeira e só mamando nos meus peitos, Manolito começou a ganhar peso e a se criar superbem. O primeiro problema foi com quinze dias de nascido, quando, aproveitando que a mãe dele tinha melhorado momentaneamente, Manuel decidiu batizá-lo junto com ela. A presença do pai enquanto eu o vestia e as três horas que ficamos no Hospital fizeram meus peitos incharem como balões, chegando até, sem precisar do bebê me estimular, a jorrar uma fonte de leite dos meus mamilos, deixando minha camisa toda molhada. Sei que meu tio percebeu algo pelo jeito que me olhou ao notar as duas manchas na minha blusa, mas acho que não quis investigar mais quando, diante da pergunta de como eu tinha me sujado, respondi que tinha derrubado café. A cara com que ele ficou me olhando os peitos não só me deixou nervosa por ser descoberta, mas porque senti um lampejo de desejo nela. A verdade é que, mais excitada do que gostaria de admitir, ao chegar em casa amamentei quem eu já considerava meu e, deitando na cama, não consegui evitar de me masturbar pensando no Manuel. No começo foi quase involuntário, enquanto lembrava os olhos dele fixos no meu decote, deixei cair uma mão sobre meus peitos e lentamente comecei a acariciá-los. Meus mamilos ficaram duros na hora e, ao senti-los, não consegui parar. Feito uma adolescente, Desabotoei minha blusa e, passando a mão por cima do sutiã, comecei a estimular meus peitos enquanto, de olhos fechados, sonhava que era meu tio quem os tocava. Minha excitação foi aumentando, e nem beliscá-los já era suficiente, então, levantando minha saia, comecei a esfregar meu púbis enquanto continuava imaginando que eram os dedos dele se aproximando cada vez mais da minha buceta. Por mais que tentasse parar algumas vezes, não consegui, e depois de cinco minutos, não só me despi completamente, mas também abri a gaveta do criado-mudo e peguei um consolo da minha tia.
Agindo como uma atriz pornô numa cena, lambi aquele pênis artificial suspirando para que fosse o dele, e já completamente lubrificado com minha saliva, enfiei até o fundo enquanto me derretia desejando que fosse Manuel quem tivesse separado meus joelhos e estivesse me fodendo. A luxúria me dominou ao imaginar meu tio entre minhas pernas, e juntando um orgasmo com o outro, não parei até que, exausta, caí desabada, mas insatisfeita. Quando me recuperei, o remorso caiu sobre mim por ter me deixado levar por esses sentimentos, enquanto o objeto dos meus desejos cuidava da mulher que ele realmente amava, e por isso não pude evitar começar a chorar, prometendo a mim mesma que aquilo não se repetiria.
Tentando esquecer o que aconteceu, tentei estudar um pouco, porque estava bem atrasada nas matérias da faculdade. Já estava há meia hora enfiada nos livros quando ouvi o choro do meu bebê e corri para ver o que ele tinha. Manolito, assim que o peguei no colo, procurou meu mamilo, e, esquecendo de tudo, sorri deixando ele mamar.
— Vou ser sua mãe, mesmo que seu pai ainda não saiba — sussurrei no ouvido do menino enquanto minha entreperna se encharcava de novo.
**A morte da minha tia**
O inevitável aconteceu duas semanas depois. O corpo definhado da minha tia não aguentou mais, e numa manhã, enquanto o marido a segurava pela mão, minha tia morreu. Por estar presente, fui testemunha. do colapso total do Manuel. Chorando em silêncio, ele ficou sentado na cadeira daquele quarto de hospital, me deixando cuidar de tudo relacionado ao enterro.
A primeira coisa que fiz, claro, foi ligar pro meu pai e explicar que a cunhada dele, a esposa do irmão mais novo, tinha falecido, e logo em seguida entrei em contato com a funerária.
No dia seguinte, enterramos ela no cemitério Espanhol. Foi uma cerimônia triste porque a tia, ao partir, deixou um vazio imenso em todos que tiveram a sorte de conhecê-la. Vendo o cortejo, entendi que quem realmente ia sentir falta dela eram o marido e o filho recém-nascido. O primeiro porque acabara de perder a companheira, e o segundo porque nunca chegaria a conhecer a mãe.
Depois da cerimônia, o Manuel continuava em choque. Não queria sair do cemitério, e por isso meu pai e uns amigos tiveram que forçá-lo a ir pra casa. Quanto a mim, a dor da perda dela se multiplicava por mil porque eu não sabia se meu tio ainda ia me deixar cuidar do Estefan. Eu não só amava aquele bebê, como achava que ele precisava de mim.
Graças ao destino, enquanto eu ia pra casa de carro com meu pai, ele me disse:
— Filha, sei que não é seu problema, mas gostaria que você ficasse com o tio pra ajudar ele com o menino.
— Pai — respondi —, pra mim não tem problema, mas ele que tem que pedir. É a casa dele e é o filho dele.
Meu pai, alheio aos sentimentos que eu tinha pelo viúvo do irmão dele, ficou pensando e respondeu:
— Vou falar com ele sobre isso.
Juro que se ele não estivesse presente, eu teria pulado de alegria, porque com a ajuda dos meus velhos era quase certeza que meu tio aceitaria. Mesmo assim, esperei nervosa pela decisão dele, já que não estava tão confiante assim. Depois de duas horas, vi meu pai levar o Manuel pra outro quarto e, sabendo que meu futuro estava sendo decidido entre aquelas quatro paredes, fiquei sentada na frente da porta, enquanto por dentro eu acumulava... as dúvidas.
Dez minutos depois, meu pai me chamou e, me fazendo passar, pediu que eu me sentasse. Na minha frente, Manuel continuava chorando desconsolado, então foi meu velho quem teve que tomar a palavra:
— Filha, seu tio e eu conversamos. Como você bem sabe, o filho dele é um bebê e precisa de muitos cuidados. Já que você foi quem cuidou dele desde que nasceu e agora, o pai dele precisa de ajuda: estamos pedindo que você fique até o fim do ano letivo nesta casa.
Tive que segurar minha cara de felicidade ao ouvir as palavras dele e, adotando um tom meigo, respondi:
— Pai, vou adorar ajudar e, quanto aos meus estudos, não se preocupe, vou saber conciliar com... — quase disse o papel de mãe, mas me corrigi e continuei — os cuidados com ele.
Meu tio levantou o rosto e, olhando nos meus olhos, só conseguiu dizer:
— Obrigado — e, em seguida, afundou de novo no desespero.
Incapaz de exercer o papel de anfitrião, tive que assumir essa função e, durante o resto da tarde, atendi todo mundo que vinha dar os pêsames. Só sumi duas vezes, para amamentar meu pequeno. Curiosamente, ao fazer isso, algo em mim mudou e, sem mais dúvidas, soube que aquele menino era meu.
“Sou a mãe dele”, pensei enquanto a boquinha dele mamava no meu mamilo.
Manuel me surpreende amamentando.
As duas semanas seguintes foram uma mistura de dor e esperança naquela casa. Enquanto Manuel vagava perdido de um lado para o outro, sem conseguir cuidar de nada e carregando o luto, meu amor por ele e pelo filho dele só se fortalecia. Como não dava para contar com meu tio, aos poucos fui tomando as rédeas da casa dele, a ponto de os empregados perguntarem para mim e não para ele, assumindo que eu era a chefe.
Meu tempo era dividido entre a faculdade, o Esteffan e o Manuel. Reconheço que soube me adaptar: de manhã, antes de sair para a universidade, fingia que estava preparando a mamadeira do pequeno, quando na verdade, com uma bombinha, enchia dois frascos com o leite que a empregada ia dar para ele. durante minha ausência. Ao chegar, eu revistava a casa e obrigava meu tio a comer, chegando até a brigar com ele pra isso, depois me trancava no quarto com o bebê, alternando os cuidados com ele e meus estudos. Com o trinco na porta, pegava o moleque no colo e amamentava ele na frente de um livro.
Mas um dia em que o metrô tinha atrasado e meus peitos doíam por não terem sido esvaziados, cheguei em casa, peguei meu guri e não tomei o cuidado de fechar a porta enquanto amamentava. Juro que não fiz de propósito, e por isso fui a primeira a me surpreender quando vi meu tio me olhando da porta.
A reação dele foi de choque ao ver o filho dele grudado nos meus peitos e, sem saber o que fazer, não disse nada e fechou a porta. Assustada, abotoei a camisa e, quase chorando, fui falar com ele com meu priminho no colo. Encontrei ele na sala servindo uma dose. Quando me viu entrar, pediu pra eu sentar e, com a voz calma, perguntou:
— Como é possível?
Aterrorizada, menti:
— Tio, não fica bravo! Deve ter sido algo psicológico. Sem querer, desde que comecei a cuidar do seu filho, meus peitos começaram a produzir leite e, sabendo que ele se criaria melhor, decidi amamentar sem te consultar.
Não sei se ele acreditou, mas, avaliando minhas palavras e vendo como o filhote dele estava saudável, ele deu o aval dizendo:
— Não te importa?
Embora soubesse do que ele tava falando, me fiz de sonsa.
— O quê?
— Amamentar um menino que não é seu filho, que na verdade é seu primo.
— De jeito nenhum — respondi: — Amo ele como se fosse meu.
A firmeza da minha resposta tirou os argumentos dele e, sabendo que era o melhor pro bebê, mudou de assunto dizendo:
— Fany, acho que já é hora de eu voltar a trabalhar. Cê acha que consegue cuidar da casa sozinha?
Sorri ao ouvir isso e, pensando que já tava fazendo isso há três semanas, respondi:
— Fica tranquilo no escritório. Quando você voltar toda tarde, seu bebê e eu vamos estar te esperando em casa.
Meus palavras escondiam um significado que não passou despercebido, porque meu tio entendeu que havia algo mais que carinho de sobrinha e, a partir daí, começou a me olhar de outro jeito.
O contato contínuo fez o resto. De manhã, eu acordava antes dele e, quando ele finalmente saía do quarto, encontrava o café da manhã servido e eu pronta para agradá-lo. Quando voltava do trabalho, eu o acompanhava para dar uma volta com o menino, como se fôssemos marido e mulher. Quem quer que nos visse passeando e rindo na rua jamais diria que ele era meu tio e eu, sua sobrinha.
Ao chegar em casa, enquanto eu cuidava do menino, meu tio preparava o jantar, feito um casal normal. A diferença aparecia na hora de dormir: Manuel ia para o quarto dele, me deixando sozinha no meu. Sem perceber, passei a fazer parte da vida dele e, aos poucos, a barreira de ser a sobrinha da esposa dele foi se desfazendo com pequenos detalhes.
Um roçada aqui, uma carícia ali. Manuel se comportava como um moleque, sondando meu interesse, mas com medo de ser rejeitado. Enquanto isso, eu estava cada vez mais apaixonada e mais decidida a fazer aquele homem ser meu. Comecei a usar camisolas provocantes enquanto jantávamos. Sei que meu tio percebeu, mas pelos olhares que ele dava de vez em quando pro meu decote, entendi que não se importava.
O jeito que ele me olhava não era de um parente e, sem querer prolongar essa situação absurda em que os dois queríamos ir além, uma manhã aproveitei que ele estava tomando café pra derrubar um pouco no meu camisola. Quando me ouviu gritar, ele se levantou da cadeira, pegou um guardanapo e me ajudou. Juro que adorei sentir pela primeira vez as mãos dele nos meus peitos, mesmo que fosse só pra secar minha roupa.
– Se queimou? – perguntou, vendo eu morder os lábios.
Incapaz de confessar que o que realmente estava queimando era minha buceta, afastei o tecido molhado do meu decote e, fazendo cara de dor, respondi:
– Um Poxa, arde pra caramba!
Meu tio ficou olhando fixamente pros meus peitos grandes que mostrei de propósito e, quase tremendo, se afastou de mim. Confesso pra vocês que adorei descobrir que o pau dele tinha endurecido por baixo da calça e, prolongando meu fingimento, pedi pra ele me trazer um creme.
Manuel atendeu meu pedido e procurou no armário de remédios algo pra queimadura. Quando me deu, fingindo que realmente precisava, comecei a passar o creme nos meus seios. A cara de tesão que ele fez ao me ver espalhando o ungüento nos meus mamilos me convenceu de que faltava pouco pra eu ser dele.
O próximo passo pra ele finalmente substituir a esposa de vez, Manuel deu depois do jantar. A gente tava vendo TV quando ouvi pelo interfone que o bebê tava chorando no berço. Me levantei e avisei:
– Ele tá com fome.
E foi aí que, meio envergonhado, ele me pediu pra amamentar na frente dele:
– Pode parecer escandaloso, mas eu queria ver como você faz.
Fiquei paralisada, mas com a buceta encharcada, só de imaginar meu tio olhando a cena. Depois de uns momentos de confusão, fui pegar o menino e, sentando de novo no sofá, tirei um peito pra fora e deixei ele mamar enquanto Manuel não perdia nenhum detalhe. Sentir o olhar dele enquanto o moleque se agarrava no meu mamilo foi me esquentando, e por isso tive que segurar os gemidos quando, depois de cinco minutos, gozei em silêncio. Não precisei que ele me tocasse; o toque dos olhos dele no meu peito foi suficiente pra eu ir ficando excitada e, mordendo os lábios, chegar a um orgasmo doce e gostoso. O volume escondido debaixo da calça dele me confirmou que ele também tinha ficado alterado, mas seja pelo luto que ainda sentia ou pelos preconceitos de eu ser sobrinha dele, evitou que ele desse o próximo passo.
Com o bebê de barriga cheia, fechei a camisa e levei ele pro berço. A vergonha de ter gozado na frente dele me fez me trancar no quarto e, tirando meu vibrador da gaveta onde guardava, me masturbei pensando em ser dela.
Tudo se acelera.
A partir daquela noite, virou um ritual: depois do jantar, eu ia buscar o menino e, na presença do meu tio, amamentava. Nós dois sabíamos o que viria a seguir. Manuel sentava na minha frente e ficava observando enquanto eu desabotoava o vestido, deixava uma alça cair, pegava meu peito e, olhando nos olhos dele, colocava meu mamilo na boca do bebê.
Todas aquelas noites, eu ficava excitada ao sentir o toque do olhar dele e, em silêncio, gozava enquanto ele me via fazer aquilo, cada vez mais alterado. Ninguém nunca comentou nada sobre o que acontecia e, seguindo o roteiro daquele acordo tácito, quando o bebê terminava de mamar, eu me levantava e corria para o meu quarto. Sei que Manuel devia imaginar o que eu fazia depois, mas nunca disse nada, embora em seus olhos fosse evidente a atração que sentia pelo meu corpo.
Já não me escondia mais. Assim que o serviço ia embora, minha roupa de menina boazinha sumia e eu ficava quase nua na presença dele. Tinha decidido seduzi-lo, mas por mais que me exibisse para ele e visse em seu olhar que me desejava, ele não se decidia. Sabendo que era uma guerra em que eu precisava fazer meu amado inimigo ir esquecendo da mulher dele, não desesperei.
“Você vai ser meu!”
Foi numa noite em que o Esteffan começou a chorar pedindo o peito e, como eu estava realmente cansada, nem percebi, que tudo se acelerou. Ao ouvir os gritos do moleque, meu tio acordou e, entrando no meu quarto com ele nos braços, o trouxe para perto de mim. Estava tão sonolenta que peguei o menino e, deitada na cama, comecei a amamentá-lo.
O pai dele, sem pedir permissão, se deitou ao meu lado e, vendo como o moleque se agarrava na minha teta, com voz doce, me disse:
— É lindo.
Sorri ao vê-lo apoiar a cabeça no travesseiro e, sem me importar com a presença dele, terminei de alimentar o bebê. Depois de trocar a fralda, me virei e descobri que Manuel tinha caído no sono. Decidida a Sem perder a oportunidade, me deitei ao lado dele. Meu tio não percebeu nada e continuou dormindo, então pude me encostar no corpo dele, que era o que eu mais queria há meses.
Não sei quanto tempo passou, mas de repente senti ele me abraçar e acariciar meu cabelo de leve. Sem querer estragar aquele momento, continuei fingindo que dormia, aproveitando o carinho. Os dedos dele foram deslizando pelos meus cabelos e, tentando não me acordar, ele se afastou um pouco. Como se ainda estivesse sonhando, reclamei e me grudei nele de olhos fechados. Quando senti o pau dele já duro pressionando contra minha bunda, quase morri, mas fiquei parada pra não descobrirem que eu tava acordada.
Meu tio ficou parado por uns segundos e então senti ele puxar a parte de cima da minha camisola. Sem querer assustá-lo, não me mexi. Queria virar e deixar ele me possuir, mas não podia me adiantar. Poucos minutos depois, senti as mãos dele abrindo meu robe. Excitada, mantive os olhos fechados enquanto a mão dele deslizava pelo meu decote e pegava suavemente no meu peito.
O mamilo que duas horas antes tinha amamentado o filho dele recebeu o toque já duro. Tive que morder os lábios pra não soltar um gemido, mas não consegui evitar que meu corpo tremesse de tesão de leve. E quando senti ele pressionando o pau contra minha bunda, Manuel começou a se mexer um pouco, e eu quase morri de felicidade.
O calor que tomava o corpo dele fez ele ser menos cuidadoso e, mesmo com medo de me acordar, ele agarrou uma das minhas tetas enquanto soltava um gemido. Nessa hora, meu coração parecia querer sair do peito: queria virar e pedir pra ele me possuir, mas o medo me impediu. Mas quando senti a mão dele descendo, levantando minha camisola e deixando minha bunda de fora, com os dedos acariciando minhas nádegas, não aguentei mais e, me encostando nele, suspirei de prazer.
Assustado, ele se afastou de mim e saiu da cama. Entendendo que ele nunca mais ia se arriscar se eu deixasse ele ir embora... Fora, me levantei e pedi:
—Manuel, não vai embora!
O sorriso nos meus lábios e o tesão com que olhei pra ele acabaram de varrer seus preconceitos e, voltando pro meu lado, ele me beijou. Abri minha boca e deixei a língua dele brincar com a minha, enquanto uma das mãos dele acariciava meus peitos. Já soltinha, terminei de me despir e, colocando meu seio na boca dele, deixei o padre mamar como o filho dele tinha feito tantas noites.
—Te quero! — gritei ao sentir a língua dele nas minhas auréolas.
Se quando o bebê se alimentava meu corpo tremia de ternura, ao sentir a boca do meu tio chupando meus peitos, fiquei louca e, dando um grito, implorei que precisava ser dele. O cara que até então me via como sobrinha deixou a mão deslizar pela minha pele até chegar na minha bunda. Ao sentir as pontas dos dedos dele acariciando sem vergonha minhas nádegas, notei que minha buceta transbordava de prazer e, encostando o pau dele no meu, insisti pra ele me comer.
Manuel, vendo minha necessidade, sorriu e com delicadeza abriu meus joelhos. Ciente de que não tinha volta, me olhou como quem pede permissão. Confirmei que tava pronta com o olhar, e aí meu querido e amado tio se abaixou entre minhas pernas.
Suspirei ao sentir a língua dele se aproximando do alvo e, como uma porca no cio, implorei pra ele se apressar. Acostumado com a esposa e sabendo que uma mulher curte mais quando é amada devagar, contrariando meus desejos, ele se distraiu brincando nas bordas do meu grelo antes de conquistá-lo. Totalmente tarada, apertei a cabeça dele com as mãos, forçando a boca dele contra minha xota. Sentindo meu tesão, ele decidiu prolongar meu sofrimento e, diminuindo os movimentos, aumentou minha agonia:
—Te imploro: me fode! — gritei fora de mim — Preciso ser sua agora!
Foi aí que, competindo com a boca dele, meus dedos agarraram meu clitóris e comecei a me masturbar. Com o alvo ocupado, ele me penetrou com a língua e, saboreando meu mel, percebeu que eu tava prestes a gozar. Gozar. Decidido a explodir minha excitação, passou um dedo no meu esfíncter e começou a relaxá-lo com movimentos circulares suaves. Ao sentir o triplo estímulo, não aguentei mais e, me contorcendo nos lençóis, gozei dando tantos gritos que temi que meus berros acordassem o bebê.
— Tô gozando! — uivei como uma possessa.
Aguçando meu desejo, terminou de enfiar o dedo no meu cu enquanto usava a língua pra colher parte do mel que escorria do meu interior.
— Não pode ser! — gritei ao sentir que, uma a uma, minhas defesas desabavam diante do ataque dele e, tremendo na cama, deixei uma poça, sinal claro do êxtase que me dominava.
Enfiando e tirando a língua do meu interior, o tio conseguiu uma vitória arrasadora e só quando, com lágrimas nos olhos, supliquei que me tomasse, só então, pegando o pau dele entre as mãos, e enquanto me olhava nos olhos, forçou minha entrada com uma única estocada. Nem precisou se mexer: ao sentir meu canal ocupado e a cabeça dele batendo na parede da minha buceta, gozei e, cravando as unhas nas costas dele, exigi que me fodesse.
— Tá gostando, sobrinha? — perguntou ao sentir meu mel escorrendo pelas pernas dele.
— Siiiiim, tio! Me chama do que quiser, mas não para de me foder! — lati, virada uma puta.
Não demorou pra me atender e, dando uma velocidade crescente nas cadeiras, apunhalou sem parar minha boceta. Dominada pela luxúria, respondi a cada investida com um gemido, de modo que meu quarto se encheu dos meus gritos.
— Deus! Não para! — gritei.
A entrega que mostrei superou em muito as expectativas dele e, vendo que estava prestes a gozar dentro de mim, pedi que não fizesse isso porque eu podia engravidar.
— Não é isso que você quer? — perguntei, beliscando um mamilo — Não gostaria de dar um irmão pro Esteffan?
— Sim! — gritei pra ele e, ignorando o escândalo que causaríamos se eu engravidasse, deixei que semeasse meu campo fértil com a semente dele.
Meu último orgasmo, o mais intenso, coincidiu com o dele. Minha buceta se contraiu em volta do pau dele, que, sem a devida proteção, disparou dentro de mim jorros de prazer. Exausta e sem conseguir me mexer, fiquei abraçada no meu amado tio, enquanto minha mente sonhava que ele tinha me deixado grávida. Assim ficamos por quase 20 dias, até que a culpa atingiu meu tio, e ele decidiu que era melhor eu ir morar com meu pai, já que ele estava muito sozinho e que o que a gente tinha feito não era certo.
Quando voltei pra casa, não parei de amamentar. Meu pai percebeu, e como se soubesse que eu já não era mais virgem, acabei transando com ele no quarto dele. Oito meses depois, dei à luz minha primeira filha. Pra ser sincera, nunca soube se a Chiara era filha do meu tio ou do meu pai. Claro, meu tio, Manuel, sempre me dá pensão pra "filha dele", mas honestamente não sei de qual dos dois é minha primeira filha. Até hoje ainda tenho encontros com meu tio e com a nova esposa dele — eles são meio liberais. Mas não consigo deixar de ver meu primo como meu filho, afinal, fui a ama de leite dele.
Se quero explicar como acabei na cama com o tio Manuel, preciso voltar à época em que sua esposa, minha tia, ainda vivia. Ela me amava como se fosse filha, já que só teve abortos e nenhum bebê sobreviveu — sempre quis ter uma menina. Foi aí que meu tio, irmão do meu pai e marido da minha tia, um moreno de dar água na boca, além de ser gostoso, era um dos diretores mais jovens de um grande banco.
Desde o começo, entendi que eram um casal perfeito. Lindos e ricos, apaixonados um pelo outro. O marido se dedicava de corpo e alma a satisfazer minha tia. Nada era demais para ela; meu tio a mimava e paparicava de um jeito que, sem perceber, comecei a invejar a relação deles. Muitas vezes desejei que, quando chegasse a hora, eu também encontrasse um parceiro que me amasse loucamente.
Pra piorar, minha tia Susana era uma gostosa, então sempre me senti encolhida perto dela. Doce e boa, aquela mulher me tratou com tanto carinho que nunca imaginei que um dia a substituiria na cama dela. Embora eu reconhecesse o valor do marido dela e soubesse que ele transbordava virilidade por todos os poros, nunca o vi como um homem — sempre considerei ele um território proibido. Por isso, fiquei feliz quando soube que ela tinha engravidado. Aquele casal há anos tentava ter filhos e, sendo profundamente conservadora, Susana viu no fruto que crescia em sua barriga um presente de Deus. Por isso, quando num exame de rotina descobriram que ela tinha câncer, ela se recusou terminantemente a tratar, porque isso colocaria em risco a viabilidade do feto. Inutilmente tentei convencê-la de que ela teria outras chances de ser mãe. Mãe, mas minhas palavras carregadas de razão caíram em saco roto.
A única coisa que consegui convencê-la foi de me deixar cuidar dela na casa dela. No começo, ela recusou também, mas com a ajuda do meu tio, no fim ela cedeu. Por essa desgraçada circunstância, fui morar com eles e isso mudou minha vida. Nunca mais saí daquelas paredes e confesso que espero nunca ter que fazer isso.
A tia estava de cinco meses quando descobriu, e olhando pra ela parecia impossível que estivesse tão mal e que o câncer estivesse corroendo ela por dentro. Os peitos dela, que já eram grandes, ficaram enormes com a gravidez, e o rosto dela nunca refletiu a doença de forma clara. Quando cheguei na casa dela, ela me acolheu como se eu fosse a irmã dela e me deu o quarto de hóspedes, que ficava ao lado do dela. Como minha parede encostava na dela, fui testemunha das noites de dor que aquele casal passou e de como meu tio Manuel chorava em silêncio a agonia de quem era a vida dele.
Graças ao meu namorado, quase todo dia eu tinha que explicar como o câncer da amada dele estava evoluindo, e embora as notícias fossem cada vez piores, ele nunca mostrou desânimo e, quanto pior a situação, com mais carinho ele cuidava da sua love. Foi aí que, aos poucos, me apaixonei por aquele homem bom. Mesmo sendo meu tio e tendo quinze anos a mais que eu, não consegui deixar de valorizar a dedicação dele e, sem perceber, a presença dele se tornou parte essencial da minha vida.
Aos oito meses de gravidez, o câncer tinha se espalhado para os pulmões, e por isso o médico insistiu em adiantar o parto. Ainda me lembro daquela tarde. Minha tia me chamou no quarto dela e, com muita firmeza, me pediu para dizer a verdade:
— Se a gente adiantar, meu filho vai correr perigo?
— Não — respondi sem mentir — ele já tem um bom peso e é mais prejudicial pra ele continuar dentro do seu útero, caso tudo dê errado.
Indiretamente, eu estava dizendo que o fígado dela não aguentava mais e que a qualquer momento podia colapsar, matando não só ela, mas também o filho dela. Rebento. Minha franqueza convenceu ela e, pegando na minha mão, soltou:
— Fany. Quero que me prometa uma coisa…
— Claro, tia — respondi sem saber o que ela queria.
— …se eu morrer, quero que você cuide da criação do meu filho. Você tem que ser a mãe dele!
Mesmo chocada com o verdadeiro significado das palavras dela, não pude contrariá-la e prometi. “A coitada deve estar delirando”, pensei enquanto fazia aquele juramento estranho, porque afinal a criança tinha um pai. Um gemido de dor me fez esquecer o assunto e, chamando o médico, pedi ajuda. O médico, vendo que o estado dela tinha piorado, decidiu não esperar mais e, chamando uma ambulância, levou ela para o hospital.
Assim, tive que ser eu a dar a notícia ao marido dela:
— Tio, você precisa vir. Estamos no hospital São Carlos. Vão induzir o parto.
Nem preciso dizer que ele largou tudo e foi o mais rápido que pude para aquela clínica. Quando chegou, a mulher dele estava no centro cirúrgico e, por isso, fui testemunha do desmoronamento dele. Completamente destruído, afundou numa poltrona e, sem fazer escândalo, começou a chorar que nem um bebê. Depois de uma hora, um dos que estavam tratando dela veio avisar que o menino tinha nascido bem e que ia ficar uns dias na incubadora.
Acabava de dar a boa notícia quando meu tio perguntou pela mulher. O médico fez uma cara séria e, com voz calma, respondeu que estavam tentando extirpar o câncer do fígado. As palavras dele acalmaram Manuel, mas não a mim, porque não tive dúvida de que aquela operação só ia prolongar a vida dela, não salvá-la.
A notícia do nascimento do meu primo Estefan (foi assim que eu o chamei) alegrou ele e, confiante na salvação da mãe, ele me pediu para acompanhá-lo até o berçário para ver o bebê. Juro que, vendo a alegria dele, não fui capaz de contar a verdade e, com o coração apertado, fui com ele ver o neném.
Assim que o vi, comecei a chorar porque, afinal, sabia que já podia ser considerado órfão. órfão:
“Ele nunca ia conhecer a mãe dele!”
Já o pai, ao vê-lo, não conseguiu conter o orgulho e, quase gritando, começou a elogiar a força que o menino já mostrava no berço. Também dessa vez não consegui explicar o motivo do meu choro e, secando as lágrimas, sorri dizendo que concordava.
Como vocês podem imaginar, quatro horas depois apareceu o médico e, pegando no braço do marido da paciente, explicou que descobriram que o câncer tinha se espalhado de tal forma que não havia mais o que fazer. Meu tio ficou tão destruído que não conseguiu perguntar sobre a expectativa de vida da esposa, então tive que ser eu a perguntar.
— Duvido que ela tenha um mês — respondeu o cirurgião, pesaroso.
A notícia caiu como um balde de água fria no marido e, afundando num silêncio doloroso, ele ficou calado o resto da tarde. Juro que já amava aquele homem, mas o luto que testemunhei me fez amá-lo ainda mais. Nunca tinha visto — e tenho certeza de que nunca verei — ninguém adorar a esposa daquele jeito.
A agonia da minha tia Susana ia ser longa, então decidi dizer ao meu tio que, enquanto ele precisasse de mim, eu estaria lá, e que ele não se preocupasse com o cuidado do filho, porque eu cuidaria dele.
— Obrigado — respondeu com a voz embargada —, agradeço. Vou precisar de toda a ajuda possível.
Depois disso, ele se trancou no banheiro para que ninguém o visse chorar. Naquela noite, dormimos os dois no quarto e, na manhã seguinte, uma enfermeira veio nos avisar que Susana queria nos ver. Ao chegar na UTI, Manuel mostrou novamente uma coragem digna de elogio, porque o homem que cumprimentou a esposa era outro. Na frente dela, não demonstrou a dor que sentia e até brincou sobre o próximo verão.
A esposa dele, que não era boba, percebeu a farsa do marido, mas não disse nada. Num momento em que fiquei a sós com ela, ela me perguntou:
— Quanto tempo me resta?
— Muito pouco — respondi com a coração encolhido.
Foi então que, segurando minha mão, me lembrou da minha promessa, dizendo:
— Cuida do nosso filho! Faz com que eu me orgulhe dele!
Sem saber o que dizer, reafirmei meu juramento, e minha tia sorriu, dizendo:
— Manuel saberá te fazer muito feliz, mesmo sendo irmão do teu pai.
A firmeza da afirmação dela e o fato de o aludido ter voltado a entrar no quarto tornaram impossível contrariá-la. Minha rejeição não era à ideia de dividir minha vida com aquele homem, mas sim porque, conhecendo ele, ninguém jamais ocuparia o lugar dela no coração dele.
Minha vida com meu primo como meu filho... é algo muito difícil de pensar, e só de imaginar o que meu pai diria.
Dois dias depois, nos entregaram o bebê. Como ele era saudável, não fazia sentido ficar mais tempo no hospital, então tivemos que levá-lo para casa enquanto a mãe dele agonizava num quarto. Ainda me lembro daquela manhã: Manuel o pegou no colo, e o rosto dele refletia a angústia que sentia. Com pena dele, tirei o bebê dos braços dele e, com todo o carinho que pude, disse:
— Tio, deixa comigo. Você cuida da Susana e não se preocupa, vou cuidar dele como se fosse meu até você poder fazer isso.
Indiretamente, eu estava dizendo que cuidaria dele até a mãe morrer, mas, longe de encarar o inevitável, aquele brutamontes me respondeu:
— Obrigado. Quando a Susana sair dessa, ela também vai saber te recompensar.
Não quis responder que ela nunca sairia e, me despedindo dele, levei o bebê para a casa dele. No caminho, pensei na enrascada em que tinha me metido, mas, olhando para o bebê e vendo ele tão indefeso, decidi que deixaria esse assunto para o futuro. Acostumada com recém-nascidos por causa dos estágios que fiz em Pediatria neonatal, não tive problemas em arrumar tudo o que era essencial para cuidar dele. Por isso, uma hora depois, já confortavelmente instalada na sala, comecei a dar a mamadeira pra ele.
Essa coisa tão normal, que toda mãe sabe fazer, foi impossível pra mim porque o moleque não pegava a tetina, e, desesperada... Liguei pro meu pai. Como já esperava enquanto discava, ele riu de mim me chamando de novata e, diante da minha insistência, me perguntou:
— Por que você não tenta dar com o peito descoberto?
Quando perguntei o porquê, ele deu uma gargalhada e disse:
— Tonta, porque ao ouvir seu coração e sentir sua pele, ele vai se acalmar.
A resposta dele me convenceu e, tirando a camisa, encostei o rostinho dele no meu peito. Aconteceu exatamente como ele tinha previsto: assim que Estefan sentiu meu coração, agarrou a mamadeira como um louco e começou a mamar. O que minha mãe não me avisou foi que, ao sentir o rosto dele contra meu seio, isso me fez considerá-lo já meu e, com uma alegria que me tomou por completo, sorri pensando que não seria tão desagradável cumprir a promessa feita.
Depois que ele terminou as duas onças e fui trocá-lo, aconteceu outra coisa que me deixou pasma. Distraída arrumando o bebê conforto, não percebi que tinha colocado a cabeça dele contra meu peito e o pequeno, ao sentir um dos meus mamilos na boca, instintivamente começou a mamar. O prazer físico que senti foi imenso (não um orgasmo, não pensem mal). A sensação de sentir os lábios dele sugando em busca de um leite inexistente foi tão terna que lágrimas de felicidade brotaram dos meus olhos, me deixando confusa.
Não sei se fiz errado, mas o fato é que, a partir daí, depois de cada mamada, deixava o bebê dormir com meu mamilo na boca.
“É como dar uma chupeta”, eu dizia pra me convencer de que não era estranho, mas a verdade é que quanto mais aquele moleque mamava nos meus peitos, mais meu amor por ele aumentava, e comecei a vê-lo como meu filho, embora soubesse, claro, que era meu priminho.
O que não foi tão normal — e eu admito — é que, já a partir do terceiro dia, me deu uma vontade genuína de amamentá-lo e, ignorando toda a sanidade, pesquisei se havia algo que me fizesse ter leite. Não demorei a descobrir que a Prolactina ajudava e, sem pensar nas consequências, busquei estimular a produção de leite com ela.
Enquanto isso acontecia, minha tia agonizava e Manuel vivia dia e noite no hospital, só vindo em casa por umas horinhas pra ver o moleque. Donzela absoluta da casa, ninguém percebeu que eu comecei a tomar aquele remédio. Com uma semana exata de nascido, foi a primeira vez que meu menino bebeu o leite dos meus peitos e, ao notar, me senti a mulher mais feliz do mundo. Não sei se foi o remédio, o estímulo dos meus mamilos ou algo psicológico, mas a verdade é que meus peitos não só cresceram como viraram um par de tetas que rivalizavam com as de qualquer ama de leite. Minha produção foi tanta que parei de dar mamadeira e só mamando nos meus peitos, Manolito começou a ganhar peso e a se criar superbem. O primeiro problema foi com quinze dias de nascido, quando, aproveitando que a mãe dele tinha melhorado momentaneamente, Manuel decidiu batizá-lo junto com ela. A presença do pai enquanto eu o vestia e as três horas que ficamos no Hospital fizeram meus peitos incharem como balões, chegando até, sem precisar do bebê me estimular, a jorrar uma fonte de leite dos meus mamilos, deixando minha camisa toda molhada. Sei que meu tio percebeu algo pelo jeito que me olhou ao notar as duas manchas na minha blusa, mas acho que não quis investigar mais quando, diante da pergunta de como eu tinha me sujado, respondi que tinha derrubado café. A cara com que ele ficou me olhando os peitos não só me deixou nervosa por ser descoberta, mas porque senti um lampejo de desejo nela. A verdade é que, mais excitada do que gostaria de admitir, ao chegar em casa amamentei quem eu já considerava meu e, deitando na cama, não consegui evitar de me masturbar pensando no Manuel. No começo foi quase involuntário, enquanto lembrava os olhos dele fixos no meu decote, deixei cair uma mão sobre meus peitos e lentamente comecei a acariciá-los. Meus mamilos ficaram duros na hora e, ao senti-los, não consegui parar. Feito uma adolescente, Desabotoei minha blusa e, passando a mão por cima do sutiã, comecei a estimular meus peitos enquanto, de olhos fechados, sonhava que era meu tio quem os tocava. Minha excitação foi aumentando, e nem beliscá-los já era suficiente, então, levantando minha saia, comecei a esfregar meu púbis enquanto continuava imaginando que eram os dedos dele se aproximando cada vez mais da minha buceta. Por mais que tentasse parar algumas vezes, não consegui, e depois de cinco minutos, não só me despi completamente, mas também abri a gaveta do criado-mudo e peguei um consolo da minha tia.
Agindo como uma atriz pornô numa cena, lambi aquele pênis artificial suspirando para que fosse o dele, e já completamente lubrificado com minha saliva, enfiei até o fundo enquanto me derretia desejando que fosse Manuel quem tivesse separado meus joelhos e estivesse me fodendo. A luxúria me dominou ao imaginar meu tio entre minhas pernas, e juntando um orgasmo com o outro, não parei até que, exausta, caí desabada, mas insatisfeita. Quando me recuperei, o remorso caiu sobre mim por ter me deixado levar por esses sentimentos, enquanto o objeto dos meus desejos cuidava da mulher que ele realmente amava, e por isso não pude evitar começar a chorar, prometendo a mim mesma que aquilo não se repetiria.
Tentando esquecer o que aconteceu, tentei estudar um pouco, porque estava bem atrasada nas matérias da faculdade. Já estava há meia hora enfiada nos livros quando ouvi o choro do meu bebê e corri para ver o que ele tinha. Manolito, assim que o peguei no colo, procurou meu mamilo, e, esquecendo de tudo, sorri deixando ele mamar.
— Vou ser sua mãe, mesmo que seu pai ainda não saiba — sussurrei no ouvido do menino enquanto minha entreperna se encharcava de novo.
**A morte da minha tia**
O inevitável aconteceu duas semanas depois. O corpo definhado da minha tia não aguentou mais, e numa manhã, enquanto o marido a segurava pela mão, minha tia morreu. Por estar presente, fui testemunha. do colapso total do Manuel. Chorando em silêncio, ele ficou sentado na cadeira daquele quarto de hospital, me deixando cuidar de tudo relacionado ao enterro.
A primeira coisa que fiz, claro, foi ligar pro meu pai e explicar que a cunhada dele, a esposa do irmão mais novo, tinha falecido, e logo em seguida entrei em contato com a funerária.
No dia seguinte, enterramos ela no cemitério Espanhol. Foi uma cerimônia triste porque a tia, ao partir, deixou um vazio imenso em todos que tiveram a sorte de conhecê-la. Vendo o cortejo, entendi que quem realmente ia sentir falta dela eram o marido e o filho recém-nascido. O primeiro porque acabara de perder a companheira, e o segundo porque nunca chegaria a conhecer a mãe.
Depois da cerimônia, o Manuel continuava em choque. Não queria sair do cemitério, e por isso meu pai e uns amigos tiveram que forçá-lo a ir pra casa. Quanto a mim, a dor da perda dela se multiplicava por mil porque eu não sabia se meu tio ainda ia me deixar cuidar do Estefan. Eu não só amava aquele bebê, como achava que ele precisava de mim.
Graças ao destino, enquanto eu ia pra casa de carro com meu pai, ele me disse:
— Filha, sei que não é seu problema, mas gostaria que você ficasse com o tio pra ajudar ele com o menino.
— Pai — respondi —, pra mim não tem problema, mas ele que tem que pedir. É a casa dele e é o filho dele.
Meu pai, alheio aos sentimentos que eu tinha pelo viúvo do irmão dele, ficou pensando e respondeu:
— Vou falar com ele sobre isso.
Juro que se ele não estivesse presente, eu teria pulado de alegria, porque com a ajuda dos meus velhos era quase certeza que meu tio aceitaria. Mesmo assim, esperei nervosa pela decisão dele, já que não estava tão confiante assim. Depois de duas horas, vi meu pai levar o Manuel pra outro quarto e, sabendo que meu futuro estava sendo decidido entre aquelas quatro paredes, fiquei sentada na frente da porta, enquanto por dentro eu acumulava... as dúvidas.
Dez minutos depois, meu pai me chamou e, me fazendo passar, pediu que eu me sentasse. Na minha frente, Manuel continuava chorando desconsolado, então foi meu velho quem teve que tomar a palavra:
— Filha, seu tio e eu conversamos. Como você bem sabe, o filho dele é um bebê e precisa de muitos cuidados. Já que você foi quem cuidou dele desde que nasceu e agora, o pai dele precisa de ajuda: estamos pedindo que você fique até o fim do ano letivo nesta casa.
Tive que segurar minha cara de felicidade ao ouvir as palavras dele e, adotando um tom meigo, respondi:
— Pai, vou adorar ajudar e, quanto aos meus estudos, não se preocupe, vou saber conciliar com... — quase disse o papel de mãe, mas me corrigi e continuei — os cuidados com ele.
Meu tio levantou o rosto e, olhando nos meus olhos, só conseguiu dizer:
— Obrigado — e, em seguida, afundou de novo no desespero.
Incapaz de exercer o papel de anfitrião, tive que assumir essa função e, durante o resto da tarde, atendi todo mundo que vinha dar os pêsames. Só sumi duas vezes, para amamentar meu pequeno. Curiosamente, ao fazer isso, algo em mim mudou e, sem mais dúvidas, soube que aquele menino era meu.
“Sou a mãe dele”, pensei enquanto a boquinha dele mamava no meu mamilo.
Manuel me surpreende amamentando.
As duas semanas seguintes foram uma mistura de dor e esperança naquela casa. Enquanto Manuel vagava perdido de um lado para o outro, sem conseguir cuidar de nada e carregando o luto, meu amor por ele e pelo filho dele só se fortalecia. Como não dava para contar com meu tio, aos poucos fui tomando as rédeas da casa dele, a ponto de os empregados perguntarem para mim e não para ele, assumindo que eu era a chefe.
Meu tempo era dividido entre a faculdade, o Esteffan e o Manuel. Reconheço que soube me adaptar: de manhã, antes de sair para a universidade, fingia que estava preparando a mamadeira do pequeno, quando na verdade, com uma bombinha, enchia dois frascos com o leite que a empregada ia dar para ele. durante minha ausência. Ao chegar, eu revistava a casa e obrigava meu tio a comer, chegando até a brigar com ele pra isso, depois me trancava no quarto com o bebê, alternando os cuidados com ele e meus estudos. Com o trinco na porta, pegava o moleque no colo e amamentava ele na frente de um livro.
Mas um dia em que o metrô tinha atrasado e meus peitos doíam por não terem sido esvaziados, cheguei em casa, peguei meu guri e não tomei o cuidado de fechar a porta enquanto amamentava. Juro que não fiz de propósito, e por isso fui a primeira a me surpreender quando vi meu tio me olhando da porta.
A reação dele foi de choque ao ver o filho dele grudado nos meus peitos e, sem saber o que fazer, não disse nada e fechou a porta. Assustada, abotoei a camisa e, quase chorando, fui falar com ele com meu priminho no colo. Encontrei ele na sala servindo uma dose. Quando me viu entrar, pediu pra eu sentar e, com a voz calma, perguntou:
— Como é possível?
Aterrorizada, menti:
— Tio, não fica bravo! Deve ter sido algo psicológico. Sem querer, desde que comecei a cuidar do seu filho, meus peitos começaram a produzir leite e, sabendo que ele se criaria melhor, decidi amamentar sem te consultar.
Não sei se ele acreditou, mas, avaliando minhas palavras e vendo como o filhote dele estava saudável, ele deu o aval dizendo:
— Não te importa?
Embora soubesse do que ele tava falando, me fiz de sonsa.
— O quê?
— Amamentar um menino que não é seu filho, que na verdade é seu primo.
— De jeito nenhum — respondi: — Amo ele como se fosse meu.
A firmeza da minha resposta tirou os argumentos dele e, sabendo que era o melhor pro bebê, mudou de assunto dizendo:
— Fany, acho que já é hora de eu voltar a trabalhar. Cê acha que consegue cuidar da casa sozinha?
Sorri ao ouvir isso e, pensando que já tava fazendo isso há três semanas, respondi:
— Fica tranquilo no escritório. Quando você voltar toda tarde, seu bebê e eu vamos estar te esperando em casa.
Meus palavras escondiam um significado que não passou despercebido, porque meu tio entendeu que havia algo mais que carinho de sobrinha e, a partir daí, começou a me olhar de outro jeito.
O contato contínuo fez o resto. De manhã, eu acordava antes dele e, quando ele finalmente saía do quarto, encontrava o café da manhã servido e eu pronta para agradá-lo. Quando voltava do trabalho, eu o acompanhava para dar uma volta com o menino, como se fôssemos marido e mulher. Quem quer que nos visse passeando e rindo na rua jamais diria que ele era meu tio e eu, sua sobrinha.
Ao chegar em casa, enquanto eu cuidava do menino, meu tio preparava o jantar, feito um casal normal. A diferença aparecia na hora de dormir: Manuel ia para o quarto dele, me deixando sozinha no meu. Sem perceber, passei a fazer parte da vida dele e, aos poucos, a barreira de ser a sobrinha da esposa dele foi se desfazendo com pequenos detalhes.
Um roçada aqui, uma carícia ali. Manuel se comportava como um moleque, sondando meu interesse, mas com medo de ser rejeitado. Enquanto isso, eu estava cada vez mais apaixonada e mais decidida a fazer aquele homem ser meu. Comecei a usar camisolas provocantes enquanto jantávamos. Sei que meu tio percebeu, mas pelos olhares que ele dava de vez em quando pro meu decote, entendi que não se importava.
O jeito que ele me olhava não era de um parente e, sem querer prolongar essa situação absurda em que os dois queríamos ir além, uma manhã aproveitei que ele estava tomando café pra derrubar um pouco no meu camisola. Quando me ouviu gritar, ele se levantou da cadeira, pegou um guardanapo e me ajudou. Juro que adorei sentir pela primeira vez as mãos dele nos meus peitos, mesmo que fosse só pra secar minha roupa.
– Se queimou? – perguntou, vendo eu morder os lábios.
Incapaz de confessar que o que realmente estava queimando era minha buceta, afastei o tecido molhado do meu decote e, fazendo cara de dor, respondi:
– Um Poxa, arde pra caramba!
Meu tio ficou olhando fixamente pros meus peitos grandes que mostrei de propósito e, quase tremendo, se afastou de mim. Confesso pra vocês que adorei descobrir que o pau dele tinha endurecido por baixo da calça e, prolongando meu fingimento, pedi pra ele me trazer um creme.
Manuel atendeu meu pedido e procurou no armário de remédios algo pra queimadura. Quando me deu, fingindo que realmente precisava, comecei a passar o creme nos meus seios. A cara de tesão que ele fez ao me ver espalhando o ungüento nos meus mamilos me convenceu de que faltava pouco pra eu ser dele.
O próximo passo pra ele finalmente substituir a esposa de vez, Manuel deu depois do jantar. A gente tava vendo TV quando ouvi pelo interfone que o bebê tava chorando no berço. Me levantei e avisei:
– Ele tá com fome.
E foi aí que, meio envergonhado, ele me pediu pra amamentar na frente dele:
– Pode parecer escandaloso, mas eu queria ver como você faz.
Fiquei paralisada, mas com a buceta encharcada, só de imaginar meu tio olhando a cena. Depois de uns momentos de confusão, fui pegar o menino e, sentando de novo no sofá, tirei um peito pra fora e deixei ele mamar enquanto Manuel não perdia nenhum detalhe. Sentir o olhar dele enquanto o moleque se agarrava no meu mamilo foi me esquentando, e por isso tive que segurar os gemidos quando, depois de cinco minutos, gozei em silêncio. Não precisei que ele me tocasse; o toque dos olhos dele no meu peito foi suficiente pra eu ir ficando excitada e, mordendo os lábios, chegar a um orgasmo doce e gostoso. O volume escondido debaixo da calça dele me confirmou que ele também tinha ficado alterado, mas seja pelo luto que ainda sentia ou pelos preconceitos de eu ser sobrinha dele, evitou que ele desse o próximo passo.
Com o bebê de barriga cheia, fechei a camisa e levei ele pro berço. A vergonha de ter gozado na frente dele me fez me trancar no quarto e, tirando meu vibrador da gaveta onde guardava, me masturbei pensando em ser dela.
Tudo se acelera.
A partir daquela noite, virou um ritual: depois do jantar, eu ia buscar o menino e, na presença do meu tio, amamentava. Nós dois sabíamos o que viria a seguir. Manuel sentava na minha frente e ficava observando enquanto eu desabotoava o vestido, deixava uma alça cair, pegava meu peito e, olhando nos olhos dele, colocava meu mamilo na boca do bebê.
Todas aquelas noites, eu ficava excitada ao sentir o toque do olhar dele e, em silêncio, gozava enquanto ele me via fazer aquilo, cada vez mais alterado. Ninguém nunca comentou nada sobre o que acontecia e, seguindo o roteiro daquele acordo tácito, quando o bebê terminava de mamar, eu me levantava e corria para o meu quarto. Sei que Manuel devia imaginar o que eu fazia depois, mas nunca disse nada, embora em seus olhos fosse evidente a atração que sentia pelo meu corpo.
Já não me escondia mais. Assim que o serviço ia embora, minha roupa de menina boazinha sumia e eu ficava quase nua na presença dele. Tinha decidido seduzi-lo, mas por mais que me exibisse para ele e visse em seu olhar que me desejava, ele não se decidia. Sabendo que era uma guerra em que eu precisava fazer meu amado inimigo ir esquecendo da mulher dele, não desesperei.
“Você vai ser meu!”
Foi numa noite em que o Esteffan começou a chorar pedindo o peito e, como eu estava realmente cansada, nem percebi, que tudo se acelerou. Ao ouvir os gritos do moleque, meu tio acordou e, entrando no meu quarto com ele nos braços, o trouxe para perto de mim. Estava tão sonolenta que peguei o menino e, deitada na cama, comecei a amamentá-lo.
O pai dele, sem pedir permissão, se deitou ao meu lado e, vendo como o moleque se agarrava na minha teta, com voz doce, me disse:
— É lindo.
Sorri ao vê-lo apoiar a cabeça no travesseiro e, sem me importar com a presença dele, terminei de alimentar o bebê. Depois de trocar a fralda, me virei e descobri que Manuel tinha caído no sono. Decidida a Sem perder a oportunidade, me deitei ao lado dele. Meu tio não percebeu nada e continuou dormindo, então pude me encostar no corpo dele, que era o que eu mais queria há meses.
Não sei quanto tempo passou, mas de repente senti ele me abraçar e acariciar meu cabelo de leve. Sem querer estragar aquele momento, continuei fingindo que dormia, aproveitando o carinho. Os dedos dele foram deslizando pelos meus cabelos e, tentando não me acordar, ele se afastou um pouco. Como se ainda estivesse sonhando, reclamei e me grudei nele de olhos fechados. Quando senti o pau dele já duro pressionando contra minha bunda, quase morri, mas fiquei parada pra não descobrirem que eu tava acordada.
Meu tio ficou parado por uns segundos e então senti ele puxar a parte de cima da minha camisola. Sem querer assustá-lo, não me mexi. Queria virar e deixar ele me possuir, mas não podia me adiantar. Poucos minutos depois, senti as mãos dele abrindo meu robe. Excitada, mantive os olhos fechados enquanto a mão dele deslizava pelo meu decote e pegava suavemente no meu peito.
O mamilo que duas horas antes tinha amamentado o filho dele recebeu o toque já duro. Tive que morder os lábios pra não soltar um gemido, mas não consegui evitar que meu corpo tremesse de tesão de leve. E quando senti ele pressionando o pau contra minha bunda, Manuel começou a se mexer um pouco, e eu quase morri de felicidade.
O calor que tomava o corpo dele fez ele ser menos cuidadoso e, mesmo com medo de me acordar, ele agarrou uma das minhas tetas enquanto soltava um gemido. Nessa hora, meu coração parecia querer sair do peito: queria virar e pedir pra ele me possuir, mas o medo me impediu. Mas quando senti a mão dele descendo, levantando minha camisola e deixando minha bunda de fora, com os dedos acariciando minhas nádegas, não aguentei mais e, me encostando nele, suspirei de prazer.
Assustado, ele se afastou de mim e saiu da cama. Entendendo que ele nunca mais ia se arriscar se eu deixasse ele ir embora... Fora, me levantei e pedi:
—Manuel, não vai embora!
O sorriso nos meus lábios e o tesão com que olhei pra ele acabaram de varrer seus preconceitos e, voltando pro meu lado, ele me beijou. Abri minha boca e deixei a língua dele brincar com a minha, enquanto uma das mãos dele acariciava meus peitos. Já soltinha, terminei de me despir e, colocando meu seio na boca dele, deixei o padre mamar como o filho dele tinha feito tantas noites.
—Te quero! — gritei ao sentir a língua dele nas minhas auréolas.
Se quando o bebê se alimentava meu corpo tremia de ternura, ao sentir a boca do meu tio chupando meus peitos, fiquei louca e, dando um grito, implorei que precisava ser dele. O cara que até então me via como sobrinha deixou a mão deslizar pela minha pele até chegar na minha bunda. Ao sentir as pontas dos dedos dele acariciando sem vergonha minhas nádegas, notei que minha buceta transbordava de prazer e, encostando o pau dele no meu, insisti pra ele me comer.
Manuel, vendo minha necessidade, sorriu e com delicadeza abriu meus joelhos. Ciente de que não tinha volta, me olhou como quem pede permissão. Confirmei que tava pronta com o olhar, e aí meu querido e amado tio se abaixou entre minhas pernas.
Suspirei ao sentir a língua dele se aproximando do alvo e, como uma porca no cio, implorei pra ele se apressar. Acostumado com a esposa e sabendo que uma mulher curte mais quando é amada devagar, contrariando meus desejos, ele se distraiu brincando nas bordas do meu grelo antes de conquistá-lo. Totalmente tarada, apertei a cabeça dele com as mãos, forçando a boca dele contra minha xota. Sentindo meu tesão, ele decidiu prolongar meu sofrimento e, diminuindo os movimentos, aumentou minha agonia:
—Te imploro: me fode! — gritei fora de mim — Preciso ser sua agora!
Foi aí que, competindo com a boca dele, meus dedos agarraram meu clitóris e comecei a me masturbar. Com o alvo ocupado, ele me penetrou com a língua e, saboreando meu mel, percebeu que eu tava prestes a gozar. Gozar. Decidido a explodir minha excitação, passou um dedo no meu esfíncter e começou a relaxá-lo com movimentos circulares suaves. Ao sentir o triplo estímulo, não aguentei mais e, me contorcendo nos lençóis, gozei dando tantos gritos que temi que meus berros acordassem o bebê.
— Tô gozando! — uivei como uma possessa.
Aguçando meu desejo, terminou de enfiar o dedo no meu cu enquanto usava a língua pra colher parte do mel que escorria do meu interior.
— Não pode ser! — gritei ao sentir que, uma a uma, minhas defesas desabavam diante do ataque dele e, tremendo na cama, deixei uma poça, sinal claro do êxtase que me dominava.
Enfiando e tirando a língua do meu interior, o tio conseguiu uma vitória arrasadora e só quando, com lágrimas nos olhos, supliquei que me tomasse, só então, pegando o pau dele entre as mãos, e enquanto me olhava nos olhos, forçou minha entrada com uma única estocada. Nem precisou se mexer: ao sentir meu canal ocupado e a cabeça dele batendo na parede da minha buceta, gozei e, cravando as unhas nas costas dele, exigi que me fodesse.
— Tá gostando, sobrinha? — perguntou ao sentir meu mel escorrendo pelas pernas dele.
— Siiiiim, tio! Me chama do que quiser, mas não para de me foder! — lati, virada uma puta.
Não demorou pra me atender e, dando uma velocidade crescente nas cadeiras, apunhalou sem parar minha boceta. Dominada pela luxúria, respondi a cada investida com um gemido, de modo que meu quarto se encheu dos meus gritos.
— Deus! Não para! — gritei.
A entrega que mostrei superou em muito as expectativas dele e, vendo que estava prestes a gozar dentro de mim, pedi que não fizesse isso porque eu podia engravidar.
— Não é isso que você quer? — perguntei, beliscando um mamilo — Não gostaria de dar um irmão pro Esteffan?
— Sim! — gritei pra ele e, ignorando o escândalo que causaríamos se eu engravidasse, deixei que semeasse meu campo fértil com a semente dele.
Meu último orgasmo, o mais intenso, coincidiu com o dele. Minha buceta se contraiu em volta do pau dele, que, sem a devida proteção, disparou dentro de mim jorros de prazer. Exausta e sem conseguir me mexer, fiquei abraçada no meu amado tio, enquanto minha mente sonhava que ele tinha me deixado grávida. Assim ficamos por quase 20 dias, até que a culpa atingiu meu tio, e ele decidiu que era melhor eu ir morar com meu pai, já que ele estava muito sozinho e que o que a gente tinha feito não era certo.
Quando voltei pra casa, não parei de amamentar. Meu pai percebeu, e como se soubesse que eu já não era mais virgem, acabei transando com ele no quarto dele. Oito meses depois, dei à luz minha primeira filha. Pra ser sincera, nunca soube se a Chiara era filha do meu tio ou do meu pai. Claro, meu tio, Manuel, sempre me dá pensão pra "filha dele", mas honestamente não sei de qual dos dois é minha primeira filha. Até hoje ainda tenho encontros com meu tio e com a nova esposa dele — eles são meio liberais. Mas não consigo deixar de ver meu primo como meu filho, afinal, fui a ama de leite dele.
11 comentários - Lembrando como fiquei grávida
al final mejoro y fisfrute leerlo gracias por compartir
Pta: eres una putita😈