Javier nos ajuda (Capítulos 9 e 10)

Capítulo 9

Eram umas três da manhã quando chegamos no apartamento e fomos pra sala, sendo que o lógico era cada um ir pro seu quarto dormir.

— Posso tomar uma dose agora? — me pediu Javier.

— Claro, você quer uma? — perguntei pra minha namorada.

— Me serve um rum com Booty, mas quase sem rum.

Num instante preparei as doses e sentamos os três na mesma posição de sempre no sofá. Tava meio preocupado porque sabia que os dois estavam bem excitados com o progresso que fizeram na balada, e que se eu não segurasse, aquilo podia acabar em algo muito mais pesado. Achava que a situação tava nos dominando sem a gente nem se conhecer direito, tipo, tudo muito acelerado.

— Javier, a gente toma essa dose e vai dormir, que já é tarde e amanhã você tem que viajar.

— Claro, o que vocês disserem — respondeu, entendendo que eu tava pedindo pra encerrar o assunto sexual por aquela noite.

— Então você volta na terça e à tarde a gente vai encomendar a escrivaninha — confirmou minha namorada.

— Sim, acho que umas cinco da tarde consigo te pegar. Tá de boa nesse horário?

— Sem problemas.

— Vejam aí quais seriam as lojas mais legais pra visitar.

— E você, Diego, seria ótimo se não se importasse de cuidar das mudanças na rede pro que a gente precisa, nós três.

— Relaxa, amanhã mesmo vejo qual operadora é melhor pra gente e faço as alterações.

— Vocês comentaram sobre a porta? — me perguntou.

— Não, ainda não tivemos tempo de falar sobre isso.

— Que porta? — perguntou Ana.

— Olha, amor, essa tarde a gente conversou sobre a intenção do Javier de trazer alguma mina pra casa, mas explica você mesmo — falei pro Javier.

— É possível que eu faça isso de vez em quando, e tava dizendo pro Diego que durante a noite a gente pode precisar tomar banho, sabe, mas com vocês dormindo no quarto não dá. Agora, se tivesse uma porta na entrada do seu quarto, o problema estaria resolvido.

- Você tem razão. E como daria pra instalar essa porta? - perguntou Ana.

- Em qualquer loja de portas, tenho certeza que dariam a solução e até daria pra instalar sem precisar de obra. Quanto aos gastos, já falei pro Diego que correriam por minha conta, claro.

- Bom, então pede pro Diego fazer outro croqui dessa entrada com as medidas, e a gente leva pra ver se já dá pra encomendar - propôs Ana.

Depois de todos esses pontos esclarecidos, só faltava a gente terminar nossos copos e ir dormir. Ana estava muito cansada e se deitou no meu colo, colocando as pernas no colo do Javier.

- Uhm... Como tô bem agora. E vocês, como estão? - ela disse, enquanto puxava minha cabeça pra me dar um selinho na boca.

- Eu tô fenomenal, nem provei álcool - respondeu ele.

- Eu também tô muito bem, a gente não bebeu muito, foram só dois copos - respondi.

- É, dois - confirmou minha namorada, alisando a saia pra não deixar muito espaço por onde o Javier pudesse olhar. - Você pode tirar minhas botas?

- Claro - respondeu ele, tirando as duas e deixando os pés dela descalços. Depois, sem dizer nada, começou a massagear cada um dos pés dela.

- Valeu, amor, tava precisando dessa massagem porque meus pés tão estressados por causa do salto - agradeceu minha namorada.

- Continuo pela panturrilha? - ele perguntou e olhou pra mim, como se esperasse alguma objeção, mas não falei nada e só dei de ombros, como se não ligasse.

- Claro, aí também preciso de uma boa massagem.

Javier se dedicou, dando uma massagem que parecia de profissional, fazendo em uma perna e depois na outra, do jeito que Ana as esticava no colo dele. Aí ela levantou um pouco a perna direita, e ele continuou massageando aquela sem fazer nenhum comentário, mas sem se decidir pela outra. Tava claro que as coxas dela estavam de novo à mostra.

- Massageia também A esquerda — pediu ela, colocando o joelho na altura do outro.

Ele mudou de panturrilha e ela não baixou a direita, mas deixou cair entre o encosto do sofá e a barriga dele. Com esses movimentos, a saia dela, por ser de seda, deslizou deixando boa parte das coxas de fora, e embora da minha posição eu não pudesse ver, ele com certeza estava curtindo uma bela vista daquela calcinha fio dental branca. A perna direita que estava livre foi direto pro volume dele, que já estava bem inchado de novo, assim como meu pau que minha namorada sentia na nuca dela.

O pé dela se mexeu um pouco naquele volume e ele ficou meio acalorado. Levantou o rosto pra olhar pra nós dois, pra mim pra ver se eu ainda tava permitindo aqueles toques, e pra ela pra ter certeza de que ela tava ciente do que tava fazendo.

Eu não falei nada e ele subiu até tocar parte da coxa dela, voltando atrás e nos olhando de novo. Depois continuou subindo um pouco mais.

— Ei, não te dei permissão pra me tocar aí — disse ela com um sorriso —, eu falei que você ia ver algo a mais em casa, mas não que fosse me tocar.

— E o que você vai me mostrar então? — respondeu ele enquanto tirava as mãos da coxa dela, colocando-as em cima dos pés dela pra fazer um pouco de pressão no volume dele.

— Sabe que ele endureceu de novo? — me disse Ana.

— Imagino — respondi —, você mostra a calcinha fio dental e quer o quê?

— Deixo você escolher entre peitos ou calcinha — disse ela pra ele.

— Nós dois queremos ver as duas coisinhas, não é, Diego?

— Não me mete nessa, eu vou ficar sempre do lado dela.

— Primeiro peitos — disse ele dando outro aperto nos pés dela que já estavam cada um dos lados do pau dele.

Antes de se levantar, ela conseguiu dar umas sacudidas no pau dele como se estivesse punhetando com os pés, depois sentou deixando aquele volume de novo à vista com uma boa barraca armada, e a glande redonda bem marcada na ponta. Depois levantou a camisa se virando pra que ele pudesse ver. desabotoar o sutiã, sem demora. Minha namorada tirou as alças pelos braços e jogou o sutiã na mesa. Por fim, soltou a camisa e ali ficaram na minha vista aquelas tetonas na camisa transparente dela.

Aos poucos, ela se virou pra ficar de frente pra ele, enquanto pegava os próprios peitos com as mãos por baixo, balançando eles de um lado pro outro pra ele apreciar melhor.

— Porra, Ana, que tetas impressionantes você tem, que prazer poder ver elas, mesmo que assim mal dá pra ver as aréolas, mas puta que são sensuais.

— Também não tem problema se eu mostrar as aréolas — disse ela, levantando a camisa e mostrando os peitos sem nada no meio.

— Meu Deus, parecem outras, posso tocar um pouco? Bom, se o Diego der licença. Só um pouco — repetiu ele, me olhando com cara de súplica.

— Só um momento — ofereci eu.

— Valeu pra vocês dois.

Ele levou as mãos pras tetonas da minha namorada e acariciou com muito cuidado, pesando elas por baixo e pegando os bicos com o indicador e o polegar, girando bem devagar, depois apertou um pouco mais, como se tivesse testando a dureza. Por fim, aproximou a boca pra dar um beijo em cada bico e soltou.

— Bufff... que tesão, olha como eu fiquei — disse ele, pegando o pau pela base do volume pra mostrar o maior possível.

— Sujou a calça, seu porco — falou minha namorada, apontando uma mancha do tamanho médio na calça, na altura da glande dele.

— Imagina como tá por dentro, ou se quiserem, eu mostro pra vocês não precisarem imaginar.

— Lá vem o exibicionista de novo — disse ela rindo, se jogando de novo no meu colo.

— Olha só, você também tá com um belo tesão — falou ela, pegando minha mão e colocando entre as dela em cima dos peitos, com a camisa no meio.

Ele colocou os pés descaradamente de novo dos lados do pauzão dela. Ana começou a subir e descer eles ao longo do rabo todo dele, que tava dentro da calça. aquele pacote. Depois abaixou o zíper e tirou o pau pra fora coberto só pela cueca, e ela, sem nenhuma ajuda, colocou os pés dele de volta nos lados pra continuar com aquela masturbação meio disfarçada.

A mancha ficava mais evidente, quase dando pra ver o líquido pré-seminal jorrando pela ponta da cueca.

Eu tava com o pau a mil e não sabia se devia parar aquilo ou deixar rolar um pouco mais, mas uma coisa eu tinha certeza: não queria que naquela noite ele comesse minha namorada. Achava muito precipitado e sabia que depois ela ia jogar isso na minha cara de algum jeito.

— Querem ver ela, então? — ele perguntou de novo.

A gente continuava sem responder àquela pergunta.

— Tira se quiser — ela disse —, mas não vou mais encostar em você a menos que coloque uma toalha por cima.

Ele ficou na dúvida, mas pensou que manter o pau dentro da cueca era uma desvantagem, então se abaixou pra tirar os sapatos e depois se despiu da cintura pra baixo, deixando aquele picaço totalmente ereto.

— Tão gostando do que veem? — ele perguntou pra nós dois.

— Você tem um pau muito potente — ela disse —, imagino que deve deixar satisfeitas as minas que curtem.

— Você tem um bom pau — falei pra ele.

— Querem tocar? Sem punheta nem nada, só tocar mesmo.

Ele se aproximou da gente e minha namorada pegou nele como fez da outra vez, deu umas sacudidas e, se aproximando, deu um beijinho na ponta da glande.

— Tá muito quente, toca você — minha namorada me disse, e eu aproximei minha mão passando as pontas dos dedos ao longo daquele tronco. — Mas pega com a mão, vê que grossa que é — obedeci e segurei ele por uns segundos.

Ele foi sentar de novo no lugar dele e a Ana sentou no dela pra não ficar mais tocando o pau dele com os pés.

— Me dá um pouco de vergonha, mesmo que não acreditem, preferia que você também se despisse — ele falou pra mim.

— Não tenho problema com isso — respondi, e em instantes eu tava lá de pé com meu rabo durasso.

— Quer pegar no meu? Vocês também querem tocar?" — eu disse enquanto me aproximava dos dois.

Ela foi a primeira a se decidir de novo e pegou na minha rola, se aproximando para repetir o beijo na ponta da glande. Depois, guiou até ele, que não hesitou em segurar, dar umas punhetas bem intensas e terminar beijando minha glande também. Aí eu me afastei e sentei de novo no meu lugar.

— Você topava se seu namorado deixasse?

— Não, agora não. Outro dia, sei lá. Se quiserem, mostro a tanga — ela respondeu.

Nós dois concordamos, e minha namorada se levantou, abaixou o zíper da saia e deixou cair no chão, depois se abaixou pra colocá-la na mesa. Em seguida, puxou um pouco mais as laterais da cintura e deu umas voltinhas ali mesmo, pra gente ver ela toda.

A bunda dela aparecia totalmente nua, porque a tira da tanga era bem fina e estava enfiada entre os glúteos. Na frente, só tinha um triângulo minúsculo de seda que, no meio, afundava um pouco na boceta e, por fora, era transbordado pelos lábios maiores daquela buceta maravilhosa. Por cima, dava pra ver uma linha de pelos pubianos que escapava do pano mínimo.

Depois, ela sentou de novo entre nós dois e caiu na risa ao ver o líquido pré-gozo que nossos paus mostravam.

— Vocês vão sujar o sofá, seus porcos.

— A gente tá muito tesudo, Ana — ele disse pra ela —, você devia fazer alguma coisa por nós.

— Eu? — bate uma punheta e pronto. Além disso, meu namorado pode me foder daqui a pouco e não precisa se masturbar.

— Por que vocês não transam na minha frente? Não vou te tocar nem nada, mas ia me dar muito tesão ver vocês dois no ato.

Ana estava muito excitada, isso era óbvio. Ela sentou em cima de mim, pegou na minha rola e, afastando a tanga só o mínimo, enfiou até o talo. Depois, começou a me matar com um vai e vem num ritmo médio pra eu não gozar rápido. Logo começou a gemer, e gemeu mais forte ainda quando eu esfreguei o clitóris dela por cima daquela... fina seda.
-Manda forte, filho da puta... até o fundo...

Os olhos dela estavam semiabertos, mas não parava de olhar pra pica do Javier, que chegou um pouco mais perto da gente. Ela levou a mão até lá e começou a bater uma pra ele num ritmo do caralho. Ficamos assim por um bom tempo, até que os gemidos dela ficaram mais altos, anunciando a chegada de um puta orgasmo.

-Ahhh... que gostosooo... agggg... não aguento maiiiis... vou gozaaaar... vou gozar... ahhhh...

O orgasmo dela provocou umas contrações na minha pica que acabaram com meu controle. Gozei como nunca tinha gozado. Tava de olhos fechados e abri quando senti a gozada do Javier nas minhas pernas, mas foi a Ana quem levou a maior parte.

Ela tinha a camisa levantada com uma mão pra proteger do esperma que ele jorrava em tiros fortes, enquanto com a outra continuava batendo punheta na pica dele pra extrair os últimos jatos. Quando só saíam umas gotas, apertou a cabeça pra espremer e não deixar nada lá dentro. Depois soltou.

-Caralho, como vocês me deixaram - ela disse enquanto o Javier trouxe uma toalha pra gente se limpar e foi embora de novo, nos deixando sozinhos.

Sem tirar ela de cima de mim e com minha pica ainda dentro dela, sequei o torso dela, porque ela tinha esperma até nos peitos. Aí ela conseguiu soltar a camisa.

-Espera - ela falou-, olha o que ele cuspiu aqui.

Ela se inclinou pra trás, me mostrando a poça de esperma que tinha entre as pernas, depois pegou minha mão pra enfiar lá dentro, me lambuzar com aquele líquido e chupar meus dedos.

-Me dá mais - ela pediu, e repeti aquela operação várias vezes.

Depois virou o rosto e me deu um beijão de respeito, dividindo o esperma que tinha na boca.

Terminamos de nos limpar e levantamos pra ir pro quarto enquanto ouvíamos o chuveiro.

Pouco depois, já tomados banho, dormimos cada um no seu quarto, mas com as portas abertas.

Capítulo 10

Por causa do quanto a gente foi dormir tarde, no domingo acordamos Lá pelas onze da manhã, primeiro nós dois e depois o Javier, que a Ana acordou com uma baita duma panela que fez ele dar um pulo que quase caiu da cama. Ainda tô rindo até agora das risadas dos dois. Ainda bem que ele levou na boa, apesar de no começo ter soltado uns palavrões dos brabos.

O único problema, se é que dá pra chamar assim, é que o filho da puta dorme pelado e ainda por cima naquele momento tava com aquela ereção matinal típica, mas fazer o quê, isso já não é preocupação pra gente.

Tomamos café da manhã e ele se preparou pra voltar pra cidade dele. Dei um jogo de chaves pra ele quando se despediu da gente e ele foi embora.

A Ana passou a tarde toda falando com a amiga dela, a Cris, com a irmã dela e até com a minha própria irmã. Eu contratei os serviços com o novo provedor de internet.

Na segunda-feira, me senti meio estranho quando a Ana foi trabalhar e eu fiquei sozinho. Depois fui pro posto de emprego pra regularizar minha nova situação de desempregado, e continuei mandando meu currículo pra várias empresas do ramo ou parecidas.

Também conferi nossa conta bancária. Naquela mesma manhã, tinha caído a transferência do Javier, então a gente podia respirar aliviado. Finalmente as contas estavam fechando.

A Ana chegou do trabalho ao meio-dia pra gente almoçar junto. Depois tiramos um cochilo. Mais tarde fomos pra sala, onde ficamos comentando a sorte que tivemos de encontrar o Javier como inquilino.

— Imagina se num mês a gente podia ter tido dois inquilinos em casa todos os dias do ano? — ela me disse.

— Aff, melhor nem me lembrar.

— Além de todas as vantagens que ele nos traz, é um cara gente boa no trato com a gente — ela continuou.

— Amor, cê não acha que a gente tá indo meio rápido demais nos assuntos sexuais?

— Acho que sim, mas cê já viu que é difícil segurar ele, ele nos leva pro mato toda vez que quer.

— Pouca coisa falta ele fazer que não seja o que cê já sabe, né? — perguntei.

— Mas, meu bem, isso eu não vou permitir, não. seria agir como uma verdadeira puta.

— Mulher, não fala isso nem de brincadeira, você sabe que tem montes de casais que mantêm relacionamentos abertos, muitas são swingers e outras simplesmente fazem isso com acordos, regras ou condições do próprio casal, mas nenhuma dessas mulheres se consideraria putas.

— Mas eu não quero que você transe com outra garota, não consigo nem conceber essa ideia.

— Nem eu tenho interesse em fazer isso, por isso a gente entraria no segundo grupo, o das regras para poder chegar a transar com outro cara.

— E quais seriam essas regras?

— Pra mim, a mais importante é que você nunca faça isso sozinha com ninguém, todas as brincadeiras sexuais que a gente fizer com outro cara têm que ser na minha presença, quer eu participe ou não.

Ela concordou com a cabeça.

— É muito difícil pra mim falar dessas coisas, já que eu não estou disposta a transar com outros homens.

— Olha, Ana, ontem a gente transou com o Javier, a gente tem que assumir isso os dois, ou melhor, os três.

— Sim, mas faltou o principal, e esse é o passo que eu não quero dar.

— E eu não vou propor, nem vou deixar que ele te force a nada que você não concorde, claro que não, mas também não vou me opor a uma iniciativa sua.

— Mas Diego, você não se importa que ele me... me coma? Tanto faz pra você?

— Não, amor, claro que não tanto faria se fosse com qualquer um, mas o Javier é um cara legal, tem boa educação com a gente, boa aparência e faz essas coisas como se fosse natural, sei lá, mas se eu quero que a gente fique com outro cara, ele pra mim tem todas as chances. Isso sim, nunca contra a sua vontade.

— Sabe que se eu algum dia conseguir fazer isso, ele não vai mais querer parar. Não é como se viesse uma vez por mês, ele mora com a gente. Você não percebe? — ela me disse com toda a razão, aliás.

— Nesse caso, colocar limites nessas relações seria outra das regras, amor, as condições a gente tem que colocar nós e ele teria que aceitá-las. Claro que nós mesmos não as descumpriríamos, por mais vontade que pudéssemos ter de fazer isso.

-Outra seria que ele sempre usasse camisinha -ela me disse e meu pau deu um pulo, finalmente ela admitia que poderia foder com ele.

-Espera um momento -falei e fui até a mesa do nosso escritório, voltei com um bloco e uma caneta-, vamos anotar tudo que vier à mente e depois passamos para uma folha.

Anotei as três regras que tínhamos proposto e olhei nos olhos dela com um sorriso.

-Estou feliz que as condições sejam definidas por nós dois -falei.

-Que ele não tente nada com a gente se vier com outra garota para transar com ela.

-Você acha melhor colocar se vier com outra pessoa? Imagina que ele vem com outro amigo e quer te dividir.

-Vale, concordo, coloca com outra pessoa.

-Não faremos se algum de nós estiver bêbado ou muito alterado -ela ditou para eu escrever.

-Se rolar alguma humilhação ou falta de respeito, fora de contexto por parte de um de nós, a relação será interrompida e não terá mais nenhuma até que o motivo seja esclarecido a contento dos outros dois.

-Quando um dos três quiser parar uma relação, ela será parada sem precisar dar explicações -ela ditou de novo.

Ficamos os dois pensando por um bom tempo, depois nos olhamos e sorrimos.

-Bom, querida, acho que essas condições estão ótimas para começar, depois se pensarmos em mais algumas, a gente adiciona -falei.

-Adiciona uma porque já tô vendo onde isso vai dar -ela disse e fiquei esperando com a caneta na mão-, nada de aproximações em público, aí você é meu namorado e ele nosso amigo, e pronto.

-Vale, depois redijo as regras no notebook e imprimo pra gente poder memorizar todas. Depois rasgamos a folha e só vai ficar no computador.

-Ah, falta a gente combinar entre nós a frequência com que vamos fazer isso.

-Uma vez a cada seis meses -ela disse com um sorrisão.

— Uma vez por dia — respondi, e soltamos uma gargalhada ao mesmo tempo que ela me deu um tapinha no ombro.

— Você é bruto, então se não botarmos esse limite, ele me fodia três vezes por dia.

— Bom, já viu como ele é fogoso, tá sempre de pau duro na sua presença.

— Pois eu não sei qual poderia ser o limite.

— Você fode com ele todos os dias que ele ficar aqui.

— Você tá maluco, corno manso do caralho, agora tá pensando com a pica, né? — ela disse, olhando pro volume enorme na minha calça.

— Pois é, o que você quer que eu diga, mas a gente pode pensar de outro jeito.

— Como? — ela perguntou.

— O que você acha do Javier?

— Até agora, muito bom, divertido e sensual, eu diria.

— Você gostou da pica dele, né? É um pouco maior e mais grossa que a minha.

— Pô, acho que qualquer mina ficaria satisfeita com uma pica dessas, não?

— Sim, mas e você?

— Eu o quê? — ela perguntou.

— Se você gostou o suficiente pra dar pra ele.

— Nossa, como você é bruto, claro que gostei.

— A pergunta é muito fácil: quantas vezes você acha que repetiria num mês, por exemplo, sabendo o quanto você gosta? Quero que a gente seja sincero no que tá rolando. Se você se sentir meio sufocada, a gente deixa em branco e vê isso mais pra frente. Sabe que é muito importante pra nós dois, considerando o que você falou antes, que ele vai morar aqui com a gente e não pode te foder toda vez que der na telha.

— A gente bota um dia por semana? O que você acha?

— Perfeito, o que você disser é lei e a gente vai cumprir à risca os três. Explicamos os motivos pra ele e pronto — respondi com um sorriso, anotando na lista.

— Não tô sufocada, mas tô um pouco nervosa, meu amor. Me dá um abraço.

Larguei o bloco e a caneta e me abracei com ela como se não houvesse amanhã. Era nosso momento de carinho e ternura.

— Te amo, minha baixinha, te amo loucamente, nunca vou te decepcionar na vida, até morrer, te juro. juro, amor meu, você é a namorada mais maravilhosa do mundo inteiro.
E não parei de falar as coisas mais lindas que saíam do meu coração, porque amo minha namorada acima de tudo.
A cada frase minha, ela se apertava mais contra mim. Senti de novo os soluços no meu corpo e as lágrimas no meu pescoço, enquanto, com tanta emoção, ela não conseguia dizer uma palavra.

— Calma, amor meu... calma... vamos... relaxa, céu — eu dizia, com minhas clássicas palmadinhas nas costas dela.

Por fim, ela relaxou e parou de soluçar.

— Desculpa, céu, de novo te enchi com tantas regras e besteiras minhas — falei.

— Não... não é encheção... eu tava um pouco nervosa e já passou. Obrigada por me entender, amor meu, te amo porque você é o homem mais bom que eu poderia sonhar.

— Obrigado, céu, sei que tem horas que não mereço seu amor, se eu tivesse um chicote, me açoitava agora mesmo até não sobrar uma gota de sangue.

— Ah, bobo, e o que eu faço então sem você?

Nos olhamos e caímos na risada. Aí dei um tapa bem forte na bunda dela.

— Olha só que putinha, que cara de vagabunda você tem.

— E você com essa cara de corno...

— Com muito orgulho — respondi, continuando com as gargalhadas.

— Anota aí: no primeiro dia ele tem que me foder três vezes seguidas, e você tem que desvirginar seu cuzinho bonito duas vezes por semana — ela disse, e a gente não parava de rir.

— Bom, no dia que chegar, ele pode te foder quantas vezes conseguir, até deixar você seca que nem uma uva passa.

— Tá me deixando com tesão, filho da puta, e você vai ter que me foder que nem três cubanos no Booty.

— Não sei se você vai aguentar meu nível. Vamos ver o que você sabe fazer — falei com um sorrisão, enquanto a levava pra cama de mãos dadas, onde a gente transou gostoso e ficou mais que satisfeito.

Depois de nos recuperarmos, ficamos deitados um do lado do outro por um bom tempo.

— Você tá disposta a fazer isso logo? Já te falei que tem que fazer por iniciativa tua.
—Não sei, de verdade, vamos ver como o dia a dia se desenrola quando ela estiver aqui e não vamos mencionar nada das regras até que isso aconteça, se acontecer.

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