Atrapada sin salida VI

Atrapada sin salida VICapítulo VI
Os raios do sol do meio-dia batiam em tudo que é canto, o dia estava demais de quente. E dentro do quarto, o calor já estava insuportável. Uma confusa e exausta Melissa acordou! E se encontrou pelada, a cabeça ainda estava girando, e logo viu Gerson de bruços, roncando. De repente, lembrou de tudo. Uma grande vergonha chegou de supetão, ela não conseguia acreditar no que tinha feito. Uns lagrimões imensos começaram a sair dos seus olhos azuis e ela reagiu na hora, saindo do quarto. Se sentia péssima, foi direto pro banheiro. Sentada na privada, começou a chorar com uma mão tampando qualquer barulho. Reviu sua buceta e tinha vários vestígios de porra seca, era óbvio que ele não tinha usado proteção. Quanta culpa sentiu e desprezo por si mesma.
– O que eu fiz, o que eu fiz!!! 😢
Se perguntou, demorou alguns minutinhos pra reagir, mas começou a se lavar o máximo que podia na intimidade. Enquanto fazia isso, sua mente continuava em outro mundo. Começaram a vir pensamentos de culpa, mas ao mesmo tempo começou a lembrar de tudo e sua vulva esquentou de novo 🥵 isso a fazia se sentir horrível... Realmente tinha caído muito baixo, tão baixo que seu casamento poderia estar em perigo por uma maldita tesão, com medo disso, entrou no banho com água fria pra baixar a excitação. Ao terminar, voltou pro quarto, sorrateira e sem olhar pro negro. Pegou suas roupas, pois já tinha amanhecido faz tempo e era tarde demais. Gerson ainda estava dormindo, rápido ela se trocou e olhou em volta. Decidiu ir embora assim, abandonou o quarto e foi pra saída. Abriu a porta e saiu imediatamente. Lá fora, o sol confirmou que já era tarde. Andou alguns metros e a mortificava pensar no que aconteceria agora! Estariam me procurando? Continuou andando e um taxi a abordou. Ela levantou a mão e parou ele.
– Boa tarde
Disse o taxista
– Boa tarde
Ela respondeu
– Poderia me levar pra Calvillo?
O taxista fez um gesto de seriedade. E disse:
– Vai sair caro Senhora, é longe daqui.
- Não importa.
Ela disse isso e entrou imediatamente.
O táxi seguiu em direção ao local solicitado.

Gerson acordou algum tempo depois.
Seu corpo enorme ainda está exausto, seu pau está derretido, suas bolas estão esvaziadas. Ele esteve fazendo isso a noite toda, deu seu melhor esforço, e estas são as consequências.
- Meli!!!
Ele chama pela mulher, culpada por ele estar fodido hoje.
Mas ela não responde...
Ela se foi, ele intui rapidamente.
Parece que foi apenas um encontro casual, mas seus olhos continuam correndo em direção à porta principal.

Ele se levanta extremamente dolorido e vai em direção ao banheiro, seu nariz captura o cheiro da mulher, pela última vez, enquanto o ar continua degradando seu aroma...
Ele nem sabe onde ela mora, fica pensando.
Desiludido, ele vira para o horizonte e se recrimina por agir como um idiota.
- Amigo, relaxa. Você é como um filhote de labrador procurando por sua dona...

Ele sai do banheiro e vai até a geladeira, abre e toma um gole de mojito, acenando com a cabeça em direção à cama.
Ele se dirige até ela e se deita, ainda se lembra dela com seu vestido na noite passada.
Sorri desiludido, é óbvio que ele tem interesse nela.
Seus olhos voltam para a porta principal. Ele nem tem o número do celular dela e não poderá mandar mensagens...

Cabisbaixo, ainda se lembra dela:
"Ela entra pela porta com o ar de uma deusa.
A cor vermelho-sangue do vestido realça o tom branco de sua pele.
Ela é ao mesmo tempo sofisticada e sexy, com uma personalidade que mostra um vislumbre de caráter suave enquanto caminha..."

*****************************

O taxista finalmente chegou a Calvillo.
Disse o valor da corrida e ela entrou na casa, temerosa e rezando para não ver ninguém, foi até a escrivaninha e abriu a gaveta.
Pegou o dinheiro e imediatamente foi até ele e pagou.
Seguiu direto para o quarto, com medo de ver seu marido Tomás.
- Bonitas horas para chegar!
Disse sua babá. Ela se virou para vê-la, surpresa, e disse:
- Eu sei, babá, não... Percebi - e meu marido? - Saiu cedo para trabalhar, você já conhece ele... Disse a empregada, enquanto observava a aparência exausta de sua patroa. Melissa respirou aliviada e se despediu - Depois a gente conversa, Nana. Estou com muito sono. Sua Nana apenas balançou a cabeça, descontente. - Ai, menina, vai dormir logo!!! Melissa entrou no quarto e trancou a porta. Imediatamente se jogou na cama para chorar amargamente, com o travesseiro abafando qualquer ruído, e não soube quando adormeceu... **************************** Fevereiro de 2010 O tempo passou; A vida, em casa, continuava a mesma, as meninas estudando em Guadalajara, e Tomás trabalhando. Enquanto eu, em casa, esperava ser mais útil, aos domingos ajudava na missa do padre Zatarain, no catecismo com as crianças e jovens. Minha Nana e as empregadas em casa, e de repente fiquei doente. Estava com muita febre e tonturas. Pouco depois comecei a ter vômitos e cansaço. Minha Nana, ao notar, me disse que isso era muito estranho. Eu argumentei que era estresse. No domingo, na missa, enquanto dava aulas de catecismo. Senti uma vontade enorme de comer tripas. Não sei por quê, se sempre detestei essa comida. Mas o cheiro me chegou pela rua e tive um desejo insaciável. Mandei Pedrito buscar 2 porções de tacos, com tudo em cada um. E quando chegaram, devorei com uma coca. Mafer Zamarripa, ao me observar, disse divertida: - Ai, professora, até parece grávida! Ao ouvir isso, fiquei em choque... À tarde, ao chegar em casa, minha Nana perguntou: - O que foi, menina?? Eu - Nada, Nana!! E me dirigi ao quarto. Lembrei que fazia muito tempo que não tinha relações com meu marido e tinha parado de usar qualquer método anticoncepcional, além do dia do meu deslize. Eram meus dias mais férteis, já tinha passado quase um mês daquilo. Nunca fiz nada, agi com negligência. Tinha medo de ser muito óbvia. E deixei o tempo passar, nem mesmo passou pela minha mente aquela possibilidade.😫 Tinha vergonha de ir ao ginecologista. E mesmo querendo esquecer isso, hoje eu simplesmente estava aterrorizada. Tomás chegou para almoçar, eu o observei e fiquei muito nervosa. Cada segundo foi de muita incerteza, de muita angústia. Minha empregada me vê nervosa e pergunta as razões, eu simplesmente jogo a culpa no Tomás. Ele me olha e não pergunta nada. Ajo extremamente indignada e me afasto, me trancando com chave. Faz tempo que parei de importar para ele e minhas filhas estão nas delas, vivendo a vida. Pensei. Então; resolvi finalmente ir ao ginecologista. Em Calvillo seria impossível, em Aguascalientes seria o mais seguro. Decidi ir onde ninguém me conhecesse, marquei consulta num consultório ao sul da cidade. A consulta transcorreu normal, o dr. Chavarría foi muito profissional, me examinou e a meu pedido, iniciou o exame de sangue, o teria em alguns minutos, esperei junto a ele. Até que finalmente a enfermeira bateu na porta, e ao dar passagem, entrou. Deixou o exame e se retirou. - Muito bem, sra. Heredia, disse o dr. - Permita-me ler o resultado. O dr. começou a ler e vi em seu rosto sério uma leve careta. - Parabéns, sra. Heredia, a senhora está grávida! Fiquei gelada... Saí totalmente alheia, as congratulações do dr. agradeci amargamente. Queria sair imediatamente... Uma vez na rua, cheguei ao carro e não pude mais, desabei. O que vou fazer!! pensei. A única solução era o aborto. Tinha pouco mais de um mês. Ainda estaria a tempo. Mas como ficaria isso na minha consciência, não conseguiria suportar. Mas me aterrorizava a rejeição e saber que era o bebê de um negro. Entrei no carro e comecei a chorar amargamente, me dava vergonha passar por isso. Mas não teria outra saída. Então, por obra do Diabo ou do Destino, de repente, senti que alguém pegou meu braço pela janela, virei e fiquei gelada. Era ele... - Voccêêê..😱 - O que está fazendo aqui??? disse a ele. Ele só me olhava incrédulo, muito emocionado. Tentei acelerar o carro e fugir. Não tinha colocado as chaves, abri minha bolsa. - Me solta. Finalmente ele falou: - Por quê? Você reage assim? O que você tem? Peguei a bolsa e, com um golpe dela, consegui tirá-lo. Liguei o carro, fechei a janela e acelerei, tudo o mais rápido possível. Segui em direção à zona norte da cidade. Estacionei e comecei a me acalmar, essa impressão, eu teria que superar. Um tempo depois, peguei a estrada para Calvillo. Cheguei à tarde, minha babá me perguntou onde eu tinha estado e eu disse que fui à cidade.
- Menina, a comida já está.
- O senhor ligou, para variar não vem.
- Sirvo para você...
Sem vontade de nada, respondi:
- Não, babá.
- Não estou com fome, vou descansar...
Uma vez no meu quarto, decidi não pensar em nada, relaxar e dormir.
Depois de um tempo, minha babá bateu na porta:
- Menina, estão te procurando!
Eu:
- Quem?
Ela responde:
- Um jovem, diz que encontrou uns papéis, que são seus.
Fiquei gelada, pensando que não era quem eu imaginava. Abri a porta e fui até a entrada. Lá estava ele...
- Boa tarde, "Sra. Heredia".
Diz sarcástico e me olhando insolente. Horrorizada, olhei para ele de novo. Ele agiu imediatamente e acalmou a cena.
- Foi a única maneira de saber seu endereço, tive que ver seu nome.
- Te segui até aqui, e acontece que seu nome é muito conhecido...
Eu, temendo levantar suspeitas, disse:
- Ah, muito bem.
- Foi uma gentileza da sua parte, muito obrigada por este favor.
Minha babá estava ali bastante intrigada.
- Babá, você seria tão gentil de trazer uma bebida para o Sr.
- Moncada.
Ele interrompe enquanto sorri para minha babá. Minha babá assentiu e foi buscar a bebida. Assim que ela saiu, senti o olhar furioso dele.
- Então, você está grávida!! 😠
- Aqui não, por favor!!!
Disse:
- Vamos para o escritório.
Caminhei rápido, entrei e assim que ele entrou, disse chorando:
- Por favor, pelo que mais quiser, não faça um escândalo 🙏
Me ajoelhei diante dele suplicando. Ele me viu muito nervosa e aceitou relutantemente.
- Muito bem, amanhã conversamos.
- Me passa seu número.
Dei a ele, e assim que o pegou, saiu. Dirigiu-se à saída e foi embora. Minha babá voltou e me viu. Eu dei a... Enxugue minhas costas e limpe minhas lágrimas", eu disse. "Obrigada, vovó, mas o rapaz já foi embora." Rapidamente fugi para meu quarto. Pouco depois chegou uma mensagem: "Amanhã preciso te ver, estarei em Calvillo, na periferia, estrada para Encarnación de Díaz."

Bem cedo, saí disfarçada, deixei a casa e fui ao encontro. Avistei-o assim que me aproximei. Estava ao lado de sua caminhonete, parado com os braços cruzados e um olhar acusador. Estacionei ao lado e, antes de descer, ele abriu a porta.

"Você está grávida! Essa criança é minha?" Fiquei em silêncio, não sabia o que dizer, não queria piorar minha sorte. "Anda, fala alguma coisa!"

"Você sabe, estou chocada... tudo aconteceu tão rápido."

Irritado, ele fez uma careta e disse, aborrecido: "Mas você continua sem dizer nada. É meu esse filho que você carrega na barriga?" Olhei fixamente para ele, podia notar a tensão em seu rosto, a raiva, o desespero era palpável a menos de um metro.

"Sim", respondi com a voz no tom mais baixo. Que tristeza eu sentia. Estava em um momento inexplicável da minha vida. E não sabia o que fazer. Um bebê era algo muito distante na minha vida. E aqui estava, grávida e junto ao pai. Que eu nem conhecia, além do momento de nossa breve conversa e da tesão que motivou a fecundação.

"Tenho certeza de que você nem sabe meu nome, sua puta de merda!!" Ao ouvir isso, comecei a chorar e, balbuciando, fiz questão de dizer que não... "Meu nome é Gerson!!" Ele estava com tanta raiva que fiquei paralisada.

"Não sei o que fazer...", eu disse. Ele me respondeu, já mais calmo, mas sério. "Meli..." Ao ouvir a voz de Gerson, prestei atenção. "O que você planeja fazer com o bebê?" Respondi rapidamente: "Não sei."

Vi a fúria nos olhos de Gerson, mas mesmo assim decidi dizer o que pensava. "Não posso tê-lo." Rapidamente, Gerson se alterou. "De jeito nenhum!" Ele me segurou pelos ombros, firmemente. "Essa criança não tem culpa da sua irresponsabilidade, das suas mentiras."

Olhei indignada para Gerson e esclareci: "Não sou irresponsável e nunca tinha traído meu marido. - isso já não importa
- há soluções, não faça mais besteiras.
Olhei para ele, realmente preocupada. Dava pra ver que ele estava tenso e pensativo.
- E se você tiver, e me entregar?
Rapidamente respondi:
*-não
*-essa não é uma solução, Gerson
*-isso só traria mais problemas...
Ele respondeu muito puto:
- então qual é, segundo você?
Tímida, mas muito sincera, respondi:
*-me dói muito, mas a única solução é não ter, ainda estou a tempo.
- claro, e tudo às escondidas da sua família, do seu marido...
Disse ele, irritadíssimo.
Gerson deu um nocaute, tinha razão, tudo seria escondido de todo mundo. Mas o que mais eu podia fazer, ninguém entenderia minha situação, isso é desesperador, não é fácil se livrar de um filho, não é fácil!!
- Olha, por bem te digo, não faça nenhuma merda.
- dê uma chance pra essa criança viver...
disse furioso.
Me pegou pelo braço e começou a me abraçar, e me deu um beijo na bochecha.
Eu não sabia o que fazer, se rejeitava e fugia.
É um homem, inclemente, outro teria fugido, ele quer salvar o filho dele, nem sequer meditou, é um homem decidido.
Comecei a chorar, junto com ele. Abraçados, com esse tremendo peso emocional nas costas.

*****************************
Nesse momento, passei meu braço pela cintura dela e a beijei na bochecha.
Ela se afasta do meu abraço, colocando alguns centímetros de distância entre nós. Alisa o vestido e olha nervosa ao redor antes de decidir corresponder ao meu abraço, chorando. Sorrio ao perceber que ela provavelmente está nervosa. Ela treme abertamente, a pego olhando pro céu, como se estivesse rezando.
- "É um problema"
Ela me diz... Suas palavras me incomodam, mesmo que ela tente soar adequada.
Repito a ação com outro beijo, dessa vez nos lábios dela, profundo o suficiente pra que ela saiba que é minha.
Consigo ver a renda preta do sutiã dela através do tecido fino do vestido e minhas mãos coçam pra apertar seus seios fartos.
Quanto tempo já se passou? Desde a última vez que a tive em minhas mãos?" Então, rapidamente tento distrair meus pensamentos libidinosos. "Você está linda", digo, tentando pensar numa palavra mais apropriada para descrever sua beleza. Ela alisa as mãos no vestido novamente. Não tinha certeza se seria muito precipitado tentar convencê-la e conseguir uma mudança de opinião. "Seu visual é perfeito, você é perfeita..." Meus olhos percorrem abertamente seu corpo. Preciso fazer algo para dissipar meus pensamentos sujos sobre seu sutiã de renda preta, que provavelmente combina com a calcinha. Tinha planejado todo um discurso, palavras para convencê-la a me escolher em vez do marido, a confiar no meu interesse por ela, mas minha mente ficou em branco ao vê-la. Preciso manter a cabeça no jogo para o que preciso conseguir hoje. "Já são vinte anos." Ela distrai meus pensamentos ao finalmente declarar sua posição. "Minha relação já é longa, minha vida não seria a mesma sem ela..." Tento digerir suas palavras, desejo ser de quem ela fala com aquele olhar nos olhos, um de amor e amizade. Suas unhas arranham meus braços enquanto ela toma a iniciativa de se soltar do meu abraço. Sorrio ao lembrar que naquela noite, suas unhas pintadas de vermelho arranharam meu corpo no ritmo dos meus movimentos. Faço uma careta interior pela lembrança daquela ocasião. Ela parece estar impressionada comigo, mas não da mesma forma que uma mulher fica impressionada por um homem; mais como uma tia poderia ficar impressionada com seu sobrinho. Seguro sua mão. "Quero te mostrar uma coisa." Para minha surpresa, ela não se afasta, deixando-me levá-la pela linha da estrada. E nos afastamos para dentro. Passamos pelas flores do deserto, que brilham em roxo escuro, vermelho e amarelo na luz fraca. Somos os únicos no lugar, então quando paramos, puxo ela para frente de mim e a abraço. Aproximando-a, seu bumbum firme se encaixa confortavelmente sob minha buceta. Aponto para o céu e digo:
— Naquela noite, a lua estava grande, vibrante e amarela contra o céu azul-escuro. Quando fica assim, chamam de "lua dos amantes".
— Você tá inventando isso?
Abraço-a com mais força, apoiando o queixo no topo da cabeça dela.
— Não estraga…
Ela não diz nada. A ausência da voz dela agita tanto meu coração quanto meus pensamentos. Tem algo incrivelmente sexy numa mulher como ela.
Eu continuo:
— A lua dos amantes… como eu dizia, só aparece uma vez a cada doze anos. E quando os amantes pedem um desejo nessa lua, ele sempre se realiza.
Ela me escuta, sem emitir uma palavra. Depois de pensar, finalmente fala:
— Então, se eu desejar que isso nunca tivesse acontecido… vai se tornar realidade?
— Só desejos relacionados ao seu amante.
Beijo seus cabelos macios.
— Sinto muito… — digo.
Feicho os olhos, deixando o silêncio se expandir entre nós. Desejo que ela fique na minha vida pra sempre, que me queira tanto quanto ninguém nunca me quis.
Depois de mais um minuto de silêncio, ela pergunta:
— O que você desejou?
— Se eu te contar, não se realiza.
Meu tom é calmo e moderado, como se estivesse saindo devagar de um estado meditativo.
Ela me diz, muito séria:
— Você não deveria desejar coisas impossíveis.
— Sabe, talvez na sua história eu não seja nada… mas isso não significa que você não seja tudo na minha.
Respondo:
— Tá bom, então. O que você desejou?
— Ficar amarrado a você pela vida toda — digo sem hesitar.
Ela fica em silêncio de novo, mas não se afasta de mim como eu esperava. Talvez estejamos progredindo, afinal.
— Eu sempre vou me lembrar de você — ela sussurra.
Sou eu quem me afasto, girando-a pelos ombros pra que me encare.
— Não me diga adeus. Sei que você não me ama, Melissa. Mas tem mais entre a gente do que só sexo.
Ela encolhe os ombros.
— Por favor, não fale comigo como se eu não fosse uma mulher casada. Só tô com você porque você exigiu. Meu casamento é bom. Não tenho intenção de deixar o… meu marido só... "Ele não te ama".
Eu jogo minha última carta.
"Alguém que te amasse, não te deixaria sozinha."
"O que te faz pensar que sabe sobre meu casamento?"
Responde ela irritada.
Finalmente acendi um fogo nela, forcei suas verdadeiras emoções à superfície.
"Sei que se estivesse comigo, nunca olharia para outra mulher. Você e meu filho seriam tudo para mim."
Fechei a distância entre nós, deslizando meus braços em volta de sua cintura, inclinando meu rosto para o dela.
Me perco em seus profundos olhos azuis, tão cheios de amor e dor.
"Também sei que se o amasse, não teria me entregado seu corpo e alma, com todo o amor com que o fez."
Beijei-a, de novo.
Ela não ofereceu resistência.
Então prossigo:
— A iluminação da lua dos amantes energiza nosso intercâmbio sensual.
Não há resistência em seu corpo, beijo-a, e não há sinais de relutância.
Ela me diz dolorida:
— Já, por favor!!! 😢
De novo volto à carga.
Lentamente a bebo: a doçura na ponta de sua língua, o sabor azedo no fundo de sua garganta, a salinidade na borda de seus lábios.
Posso saborear o amor em seu beijo.
Ela treme em meus braços e estou dominado pela sensação de protegê-la.
Termino o beijo, ignorando que meu pau se esforça contra meu jeans.
Melissa apoia sua testa na minha.
"Você tem parte da razão."
Meu coração incha quase ao ponto de estourar.
"Mas sinto muito, nunca funcionaria entre nós. Isso tem que ser um adeus."
Ela me beija, uma última vez, antes de me abandonar na estrada, meu coração despedaçado batia com força suficiente para se manter vivo.
Ao ver sua figura partir, me deixei preencher pelo ódio, preciso disso, será a única coisa que preciso para levar adiante meus planos de vida.

*****************************

Uma vez que Gerson ficou sabendo de sua paternidade, voltei para casa.
Em algum momento ele me pediu para pensar, talvez o filho fosse do meu marido, e eu não deveria tomar decisões precipitadas. Fui bem clara com ele, fazia alguns anos que não tinha intimidade, então aquele exemplo estava descartado. A tensão não me deixava em paz, o que eu faria, que decisão tomaria, toda a minha vida fui católica, e pensar em abortar, um ser indefenso, que não tinha nenhuma culpa pelas minhas ações. Me incomodava demais. Me entreguei a Deus e pedi sabedoria para tomar a melhor decisão, e esperar que ninguém saísse muito machucado. Gerson decidiu não interferir mais na minha decisão, mas me avisou que ficaria de olho em mim, pelo menos uma vez por dia. Eu aceitei, e avisei para ele ser prudente, eu tinha um marido e uma família para respeitar, mesmo que já estivesse tudo arruinado, não queria causar mais problemas. Os dias foram passando, e eu estava muito ansiosa, minhas tonturas e vômitos diminuíram, mas minha preocupação não. Gerson, como prometido, mandava uma única mensagem para perguntar como eu estava. Eu estava em casa, tentando agir normal, seguir como sempre, mas não era fácil, Tomás só aparecia quando já estava quase escurecendo, não conversava muito, e sempre tinha aquele olhar perdido. Minha empregada, preocupada comigo, perguntava o que eu tinha, e eu só negava minha situação, e queria seguir como antes, mas não dava, na minha barriga eu carregava uma vida, que continuava se formando.

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