Desculpa pela demora, finalmente chegou a parte 10 dessa história! Finalmente um dos acontecimentos inevitáveis vai rolar e mais gente vai entrar! Se demorei ou ficou mais longo é porque gosto que a inclusão dos personagens fique bem feita e a história não perca o rumo 😉
Tá dividido em capítulos (3) porque acho que fica mais suave de ler ou pra quem quiser ir lendo aos poucos, em cada um acontece algo que vale a pena contar. Aproveitem!








Aí vem um novo desafiante!
Foi uma manhã de puro relaxamento. Quase não conversamos enquanto nos preparávamos, já que a noite anterior tinha sugado toda nossa energia, e como autômatos, nos dispusemos a aproveitar um novo dia em um novo destino: a praia de nudismo.
- Nenhuma palavra sobre o que rolou ontem? – Perguntei curioso enquanto tomávamos café da manhã no salão do hotel.
-MmmPirralho, já sei o que você quer saber. — Me olhando com os olhos semicerrados enquanto bebia um achocolatado. — Algo dói, mas vou sobreviver.
— Que exagerada, nem se fosse do tamanho de um negão.
— Sendo a sua já é o suficiente pra mim. — Ela sussurrou, inflando ainda mais minha autoestima, que já estava nas alturas.
Pra falar a verdade, o que mais ficou inflado no dia foi o preço do táxi. A Praia Escondida ficava no quilômetro 11 e arrancou a nossa grana com a corrida, além de nos olhar bem estranho quando falamos o destino, mesmo sem saber do nosso parentesco. Talvez ele tenha sacado pela semelhança. De qualquer forma, depois de pagar, a gente contemplou uma praiazinha meio cercada por pedras, tipo um delta em miniatura. "Espero que a experiência valha a pena", pensei enquanto descia pra praia com minha irmã mais velha.
— Como eu pensei, esquece de tirar fotos, então vamos tirar umas de lembrança. — Ela disse antes de passar pela placa com as regras.
— Você sempre gosta de deixar prova do que a gente faz, como se quisesse ir bem na cadeia se formos pegos.
Acho que nesses casos, foto mata descrição, então antes de continuar falando como era o lugar, vou fazer propaganda de graça mostrando pra vocês as fotos que minha irmã tirou.


Percebi enquanto procurávamos um lugar que, embora a nudez fosse opcional, dava pra ver vários pelados como Deus os trouxe ao mundo e, sem dúvida, era o charme do local. Por outro lado, alguns nudistas nos olharam feio por estarmos vestidos. Não tinha jeito, tinha que mostrar o pau, e assim que nos instalamos no nosso lote numa das bordas, tiramos a roupa com decisão.
Ver a Tammy tirar a roupa no sexo, na intimidade de quatro paredes, com luz baixa, era uma coisa; ali, a pleno sol, com o vento soprando e rodeada de gente, era bem diferente. O ato ganhava uma sensualidade nova, como se eu estivesse vendo um nu de filme erótico. Percebi que se continuasse olhando pra ela, meuamigoMal acostumbrado, teria uma ereção foda na frente de todo mundo.
Pra piorar, chegava a parte inevitável: passar o protetor solar.
Tentei me mentalizar, desligar meu pau do meu tato enquanto espalhava o protetor nas costas dela, nos ombros, naqueles lugares onde ela não conseguia alcançar. Mas o cheiro do protetor, a pele dela, o mar e a temperatura da pele dela foram afrodisíaco suficiente pra começar a levantar minha bandeira e roçar a bunda dela com meu pau.
— Na racha você não passa? Que tédio. — Percebendo que eu evitava tocar qualquer parte excitante do corpo dela. — Já te subiu o pau, seu tarado? — Ela disse me pegando pelo rabo.
— Não tenho culpa, toda vez que te vejo assim, é putaria. Ele levanta quando vê… esse espetáculo todo. — Falei babando ao ver ela terminar de se proteger dos raios solares implacáveis, de cima a baixo, até onde nunca precisou passar protetor, tipo na buceta, na racha da bunda e nos peitos todos.
— Já terminei comigo, deixa que eu passo nas suas costas, e se controla, quer? — Ela me desafiou como se eu fosse um moleque.
Começou normal. Senti que ela passava bem nas costas, no pescoço, na região da coluna, mas ela não se segurou e me encharcou as nádegas. E de surpresa, por trás, me agarrou o pau meio duro e passou protetor com bolas e tudo, fazendo o mesmo movimento de quando me masturbava.Ei, ei! "Que podem nos ver, que seja praia de nudismo não significa que é pornô!"
- "E o que você quer que eu diga, se quem tá com a vara dura é você?" - Ela disse, voltando a passar o protetor no meu corpo, espalhando por tudo, desde as pernas, barriga, peitoral e minhas partes mais íntimas. - "Pronto, viu que não é nada demais? O povo tá na deles e a gente não foi preso."
- "Você é uma sem-vergonha, Tammy, me faz passar da primeira pra quinta marcha como se fosse fácil." - Respondi, derretendo ela. - "Vamos caminhar, assim eu clareio a mente, se continuar te olhando vai subir feito mastro."
Tamara sorriu com o elogio, mas nessa altura já devia saber que eu tava louco por ela.
Não foi uma ideia inteligente, embora a Tammy roubasse os olhares e até o sol abrisse o céu pra vê-la, tinha muita gente gostosa por ali, especialmente umas milfs cheias da grana com uns atributos mais que suculentos. Curiosamente, várias mulheres, mesmo peladas, não tiravam as joias de ouro, como se quisessem deixar claro que estavam nuas porque queriam, não por falta de dinheiro.
- "Vamos pro mar, Tammy, vai, não aguento mais." - Pedi, puxando ela pela mão igual criança arrastando a mãe pra um brinquedo de parque.
- "Não pode ser tão tarado assim, a gente não andou nem cinco minutos." - Ela disse, gritando com a água fria. - "Não queria entrar ainda, espera eu pegar um calor."
O que eu mais precisava era de água fria, tava meia-bomba com aquela overdose de peitos bronzeados, bundas livres no sol, bucetas depiladas e um monte de coisa que eu nunca tinha visto ao vivo além do que via na minha irmã.
- "Acho que foi má ideia, é demais pra mim, tem sensualidade demais." - Falei preocupado, entrando até o mar cobrir minha nudez. - "E ainda não posso olhar de boa porque não trouxe óculos escuros, sou um idiota."
- "Calma, bobinho, achei que você ia ficar nervoso e não ia subir nem ferrando, mas tá funcionando bem. Te treinei direitinho." - Ela disse, se aproximando de mim com os bicos dos peitos mais duros do que nunca, por causa da água fria. O vento oceânico.
Sou do tipo que ama o mar, deixa claro, mesmo nessas circunstâncias tão desconfortáveis o vento marinho, a carícia da água na minha pele nua e o perfume da água do mar me fizeram esquecer minha própria excitação, e como aquela gente que vive da atenção dos outros, morreu ao ser ignorada. O frio também fez a parte dele e murchou tudo até parecer uma larva de formiga.
- Você se acalmou? - Ela me disse depois de um tempo, me vendo mergulhar contra as ondas com toda naturalidade, assim que perdi a vergonha e me senti sozinho com o mar. O prazer de estar pelado venceu a excitação e comecei a curtir a experiência. Claro, era uma parte bem pedregosa e se eu não tomasse cuidado podia fazer uma dissecação a céu aberto sem anestesia.
- Agora tem outra coisa dura, vão sair voando igual foguete, irmãzinha. - Falei apertando um peito dela.
- Ai! Guy atrevido, agora vai ver, respeita sua irmã mais velha! - Começando uma briga aquática onde ela pulou em cima de mim me fazendo engolir água, tentando me afundar.
Nos espirramos com violência e nos agarramos numa luta greco-romana aquática de forma inocente, como dois irmãos que se dão bem fariam, não fosse pelo pequeno detalhe de estarmos pelados e dela jogar sujo apertando minha rola quando perdia. Eu não ficava atrás e tentava fazer um golpe de luta livre agarrando a bunda gostosa que ela tinha.
- Vou te jogar contra as pedras, guy masturbador!
- Vamos parar um pouco, tão todo mundo olhando... - Falei ofegante de cansaço antes de ser surpreendido por uma onda que me fez engolir mais água. Ainda por cima enfiei o pé num buraco rochoso e quase me matei.
- Tá tudo bem, vamos trazer um pouco de juventude pra essa cambada de velhos. - Ela disse - Vi uns frutos maduros pendurados.hahae nem se fala das passas, ainda bem que os genes me favoreceram. — disse apertando os peitos pra ilustrar o argumento.
— é que quando você fica mais velha já perde todo o pudor, acho. — falei vendo ela arrumar o cabelo pra trás. — mas é isso que é legal do lugar, ser livre sendo bonito ou feio.
— parece que você quer fazer propaganda. — me disse me abraçando por trás. — imagina se a mamãe e o papai soubessem onde a gente tá e o que a gente faz, é uma loucura.
— coitada da mamãe, ela acha que você tá fazendo suas coisas sozinha e que a gente tá completamente separado. — contei sobre as mensagens que recebia dela. — ela tem medo de que estranhos te comam, quando na verdade quem te come é alguém que ela conhece muito bem.
minha observação fez ela rir pra valer e, abraçada em mim, me beijou no meio das ondas e do vento. uma coisa era sentir ela muito grudada em mim, mas sentir ela molhada, com os poros inchados e os bicos dos peitos durinhos era bem diferente, sem falar na língua salgada e safada se enroscando na minha.
— vamos pro fundo, quero comer sua boquinha de peixe mais um pouquinho. — me disse, e eu, obediente como sempre, obedeci.
a gente se beijou entrelaçado enquanto, bem colado na barriga dela, meu pau se abria caminho como uma cobra que subia por ela. ela não me deu tempo nem de reclamar nem de falar nada porque a língua dela sempre esteve na minha boca, mexendo como só ela sabia, como a gente tanto gostava.
como a gente gostava de invadir a boca um do outro com nossas línguas, saliva, lábios, o som do mar mal continha nossos chupões barulhentos de lábios contra língua e lábios contra lábios. era uma sorte que nós dois gostássemos desse tipo de beijo, não sei o que teria acontecido se ela pedisse pra eu não meter a língua porque não gostava.
sem perceber, entre beijos e abraços, fomos balançados como uma boia à deriva pelas ondas e, sem notar, a praia encolheu e ficou como uma linha distante a vários metros de nós. a gente se olhou e a água batia nas clavículas, decidimos Voltar a nado, não vou mentir, bem assustados. Remamos que nem loucos até uma área segura e percebemos que aqueles quarenta minutos na água tinham acabado com a gente.
— Tô mais cansada do que daquela vez que a gente transou pela primeira vez no sofá. Tô tremendo toda. — Disse minha irmã se segurando em mim como se eu fosse maior que ela.
— Eu, de tanto cagaço, entrou pra dentro igual cabeça de tartaruga, pelo menos vou conseguir andar de boa.
— Sei não, prefiro ver ele duro do que assim, tá parecendo um bebê, só tem bola. — Falou pegando no meu chizito frio com maldade.
— Vão nos ver, sua idiota! — Fazendo ela rir com meu surto de vergonha.
No entanto, quando chegamos nas nossas coisas, demos de cara com a maior surpresa das nossas vidas desde que começamos essa aventura proibida.
Ali, do lado das toalhas e das mochilas, em pose de deus romano, deitado de lado, com as pernas formando um4e uma bebida na mão, estava alguém que não víamos há tempos, mas conhecíamos muito bem, embora nunca imaginássemos vê-lo chegar ao mundo. Era daqueles momentos em que, nos filmes, sempre pegam alguém bebendo algo e eles cospem.
- Ainda nesta praia é perigoso deixar as coisas sozinhas, e mais ainda se vão brincar no mar por tanto tempo. - Tomando um gole da bebida e se levantando.
Tammy tapou a buceta com uma mão e os peitos com um antebraço, eu quase fiz o mesmo, mas era inútil, já que não só nos tinha visto pelados, mas também nossas brincadeiras indecentes.
- O que foi? Não vão abraçar seu tio favorito? Como vocês estão grandes!
Abraçando a gente ao mesmo tempo, sem se importar com nossa nudez ou o desconforto da minha irmã. Na verdade, senti naquele abraço mais do que gostaria da anatomia do meu tio paterno, Nacho.
- Desde o Natal de 2007 que não vejo vocês, ou foi 2008? - Perguntou como se nada fosse. Nenhum de nós respondeu, porque estávamos concentrados em como ele tinha mudado.
O corpo dele era de um homem alto, largo e barrigudo, mas da barriga para cima, bem musculoso para os cinquenta e poucos anos que tinha. A pele estava bronzeada a ponto de parecer couro curtido, e as tatuagens do clube do coração dele, Aldosivi (time de futebol de Mar del Plata), estavam desbotadas como um pergaminho medieval de museu. Não o víamos com frequência e acho que ele ganhou muita grana trabalhando para o clube. Não vou descrever as tatuagens, senão podem descobrir exatamente de quem estou falando, acho que alguém numa praia de nudismo, igual a gente, prefere o anonimato, mesmo sendo extrovertido como ele.
- Vamos, pessoal, falem que não é tão grave! Vocês não sabem as coisas que se veem por aqui, a de vocês não é a mais pesada, sério... além disso, aqui o pessoal faz silêncio desde que não encha o saco. - Piscando um olho para a gente. - Vim tantas vezes que somos quase todos família, já vi peitos lindos virarem balões caídos com o tempo e picadas de vespa incharem. como dirigíveis.
- Então você nos viu no mar, Nacho? - Perguntei, e levei um tapa no ombro forte demais.
- Eu, Nacho? Me chama de tio e me trata por você, moleque mal-educado, ou vou te denunciar pra polícia. - Me ameaçou de brincadeira, me pegando pelo pescoço como aquele valentão típico do colégio. - Hein? Imagina? Acho que nem os tiras que me conhecem acreditariam no que vi hoje.
Do lado dele, eu parecia bem baixinho. Comecei a lembrar que a gente não via ele com frequência porque minha mãe não o aguentava, apesar de ele sempre ter sido a alma da festa pra gente. Aliás, no último Natal que passamos juntos, ele ficou bêbado e contou umas paradas indevidas que, por algum motivo, tinha esquecido.
- Desculpa, você nos pegou de surpresa, tio. - Rompeu o silêncio a Tammy, se ajeitando na toalha, secando o cabelo relaxada. - É que a gente não esperava ver nenhum parente, cê me entende. E ainda mais assim, pelados.
- Mas pelo amor, sobrinha, vocês vêm pra Mar del Plata (e olha que esses playboys nunca vêm) e nem pensam em me visitar! - Nos repreendeu, se acomodando do nosso lado e retomando aquela postura constrangedora em que o encontramos, com os genitais bem depilados descansando numa perna.
Eu devia estar vermelho que nem uma febre braba. Minha irmã não olhava pra ele e parecia querer segurar uma gargalhada daquelas.
- E sobre a nudez, não tem por que se preocupar, Deus nos fez assim e não devia ser motivo de vergonha. Por isso venho aqui direto. - Disse, pegando um crucifixo no pescoço, a única coisa que ele vestia além de um relógio de ouro. - Também fui pego de surpresa com o que aconteceu agora, mas quem sou eu pra julgar.hahaha– Caiu na gargalhada enquanto me dava uma cotovelada nas costelas, e eu e a Tammy nos olhamos sem entender – Se eu contasse as coisas que vi e fiz por aqui. Fica entre o mar e eu, e Deus, claro.
– Cê é muito crente? Não te vejo muito apegado à religião com essas tatuagens que você tem, imagino que também não seja muito cristão o que você tá pensando. – Minha irmã falou, puxando conversa. Meu tio Nacho não parava de falar, parecia um brinquedo que deram muita corda ou tava emperrado esperando a pilha acabar.As aventuras que vão passar pela cabeça dela nesse momento, pensei. Os olhos azuis dele, enquanto falava, não paravam de devorar a sobrinha, que, corada, lutava contra o impulso de se esconder do olhar do tio. Era a primeira vez que a via tão sem graça. Enquanto Nacho continuava contando histórias de futebol (não sei como ele chegou nesse assunto), os olhos dele percorriam sem pudor o corpo nu dela, e ele mudava de posição para ver mais daquele corpo gostoso.
- Então é a primeira vez que vocês vêm? Vieram acompanhados ou sozinhos?
Meu sexto sentido masculino me disse que ele queria saber se estávamos em uma farra ou se tínhamos dado um tempo dos meus pais.
- Sozinhos, foi difícil, mas convencemos seu irmão a nos dar uma grana para uma saída rápida. Por causa do trabalho, eles não saíram para lugar nenhum e estão se guardando para as férias de inverno. - Explicou Tammy.
- Porra, dou uma grana para vocês passarem uma semaninha aqui, nem pergunto se estão bem no trabalho.
- Felizmente não nos falta nada, mas mesmo assim foi um presente porque eu passei de ano e ela passou em várias provas finais. - Intervim. - Precisávamos de umas...
- Falando em faltar, aí vem alguém que quero apresentar a vocês. - Nosso tio mencionou. - Quando vi vocês, mandei buscar copos no carro e algo para comer, para termos um café da manhã como deve ser, pelados e em família.hahahaNão podia acreditar no que tava vendo: a uns metros dali, uma mulher exuberante e loira acenava pra gente, completamente pelada. Nacho apresentou ela como Valéria, a atual dele há uns dois anos, e era uma gostosa pronta pra destronar a Tammy em todas as categorias. Além disso, parecia ter mais ou menos a mesma idade que ela. Os boatos de que o Nacho preferia minas mais novas eram verdadeiros e assustadores, sem dúvida eu tava diante do poder da lábia.
— Esses são seus sobrinhos? São lindos, que divertido encontrar vocês aqui, não é uma loucura? — disse a mulher, se abaixando pra beijar eu e a Tamara. — Sou Valéria, prazer. O velho já tava torturando vocês com as histórias dele?
- Não se abaixa assim, amor, vão ver tudo. – Brincou meu tio, arrancando risadas dela e confusão da gente.
- Claro, como se nessa altura já não me conhecessem por aqui. Que coincidência tudo isso, né? Quando o Nachinho me disse que vocês eram irmãos, não acreditei! Mas de perto vejo que são parecidos.
Tammy, enquanto eles riam e serviam nos copos o que o Nacho tinha numa garrafa térmica, me lançava olhares desconfiados. Ela sabia que agora minha atenção estaria toda na recém-chegada.
Nacho nos apresentou com orgulho como sua futura esposa (duvido que saiba que seria a terceira) e revelou que se conheceram na mesma praia. Ela, contra todas as expectativas, era professora de jardim de infância – eu juraria que era modelo, com aqueles peitões enormes.**magumbos**que ela tinha e a figura escultural que não se preocupava em esconder. Maldito esquecer de trazer óculos escuros, Valéria sentou na nossa frente com as pernas entreabertas e eu morria de vontade de dar uma olhada na buceta dela, meus olhos eram atraídos pra lá como se tivesse um campo magnético entre as pernas. Ela, por outro lado, não parava de me olhar de cima a baixo a ponto de eu sentir vergonha, uma vergonha que eu combatia tomando o gole que Nacho nos dava, não saberia dizer que bebida alcoólica era.
— Foi assim que nos conhecemos e levamos essa vida dupla de nudistas aventureiros, mas o que vou contar sobre vida dupla pra vocês que entendem disso, não é, sobrinhos?
— Você não tem cara de ser um cara aventureiro, não. — Virando-se pra mim — Deve ser daqueles que parecem santinhos mas são uns demônios, ou tô enganada? — Olhando também pra minha irmã.
— Meu irmão, você dá a mão e ele pega até o ombro. — Tamara entrou na conversa, me deixando sem graça. Eu nem sabia direito o que ela queria dizer. — Ele é todo um aventureiro e adora experimentar coisas novas. — Me dando um olhar de incentivo. — É divertido ser irmã dele.
— Bom, bom, essas conversas guardem pra quando eu não estiver por perto. — Falei, sem defesas diante dos elogios dela. — O que a Valéria vai pensar?
— Fica tranquilo, aqui somos frontais em todos os sentidos. — Me dando um tapinha. — Você é um filho digno do meu irmão, se eu contar nossas aventuras... tem um motivo pra sua mãe me odiar. Vocês vão ver, no verão de 98, sim, como a novela.
— Eles são crianças, gordinho, não conhecem Verão de 98, seu véio gagá.
— Bom, o negócio é que...
O que restava da manhã passou voando entre as histórias do meu tio e da Valéria. Ela me deixava bobão, tinha uma personalidade explosiva que combinava muito com a dele, aliás, parecia que estavam casados há muitos anos. Lanchamos juntando nossos guarda-sóis contra uma parede de penhasco que serviu de abrigo, protegidos da maré subindo. Naquela hora, entrar no mar era uma armadilha de pedras mortais.
Foi uma manhã maravilhosa, onde aproveitei ao máximo a experiência nudista, sentindo os elementos na minha pele, vencendo a vergonha de estranhos e até parentes verem minhas partes íntimas. Também troquei com minha irmã um dos melhores beijos das nossas vidas, afinal, foram vários minutos, no mar, e por pouco a corrente não nos levou pro Mediterrâneo.
— Um brinde a esse reencontro antes de irmos tirar a soneca — propôs. Valéria quando o sol se escondeu por uns minutos e o sono chegava na gente feito meu Tio Nacho chegando na Tamara. Depois de brindar com nossos copinhos descartáveis, o Nacho, agora sentado no meio da gente, se agarrou com a gente e pediu pra parceira dele tirar uma foto nossa.Velho safado, deve querer uma foto da Tammy a todo custo, ou pelo menos passar a mão nela sempre que puderEmbora não fosse o certo culpar ele, na verdade, me senti estranho na hora por pensar isso, porque talvez o errado fosse eu.
- Tio, não deixam a gente tirar foto, vão encher nosso saco, já é sorte não terem nos expulsado com a bagunça que a gente faz. - Disse minha irmã, meio intimidada com o contato invasivo dele. Parecia que ela só se sentia à vontade pelada na minha companhia e de mais ninguém, nisso ela tinha me superado, já que eu não sentia mais vergonha nenhuma na nossa reunião.
- Então convido vocês pra jantar em casa hoje à noite, podem vir vestidos, mas se você vier pelada não vou reclamar. - Falou ele sem vergonha pra minha irmã. Eu percebi desde que o vimos no nosso lugar nos esperando as intenções dele. Por mais que fosse um nudista convicto, não era normal ver os sobrinhos no mar e esperá-los com o piru duro no sol.
- Nossa, tio, que atrevido! - Exclamou Tamara, que durante todo o encontro estava meio na dela. - Não esquece que sou suaSóbrio— Ah, não, se ela vem pelada, ele também. Eu também quero ver carne jovem. — E piscou o olho pra mim. Sem dúvida, os dois eram uns sem-vergonha.
— Carne jovem, hein? Se você tem quase a idade dela, não é? Quantos anos vocês têm?
— Que maldade, tio, não lembra a idade dos seus sobrinhos. — Reclamou a namorada dele.
— Bom, não importa. A gente não se via há muitos anos, nos encontramos em situações extraordinárias onde não costuma ter reunião de família. Então, antes que vocês vão embora e a gente nunca mais se veja, quero que venham jantar lá em casa.
— Bom, tio, você é muito generoso, mas no hotel não sei se...
— Insisto. — Ela interrompeu com ênfase, quase desespero. — Repito, não nos vemos há anos e não sei quando vou rever sobrinhos tão gostosos. Quero agradar vocês lá em casa.
— Se vocês nos levarem agora pra cidade, a gente aceita. — Surpreendi minha irmã. — O táxi arrancou a nossa cabeça, então, se esperarem a gente se vestir e nos deixarem na cidade, a gente se vê à noite.
— Ótimo! Claro, deixo vocês na porta! Então vamos encerrar o assunto. Hoje à noite vou surpreender vocês com o meu manjar.
— Se você não cozinha nem um ovo frito, eu vou surpreender vocês com um manjar.Você é uma gostosa— Pensei enquanto nos vestíamos, olhando de canto a Valéria colocar um biquíni azul e rebobinando e adiantando a imagem na minha cabeça uma e outra vez. Meu tio se vestiu por último, com a desculpa de que guardava o termo com licor de morango que trouxe escondido e sacudia as toalhas, tudo para ver minha linda irmã se vestir com sua micro fio-dental. Ele sabia todos os truques e eu me sentia parte da família ao percebê-los.
— Tamara, se veste que a gente vai.
— Já estou vestida. — Resmungo surpresa, sem entender a piada.
— Não, vai logo, mesmo que eu adorasse te levar assim, você precisa se vestir!AhAh, já entendi! Você colocou alguma coisa, é que quase não dá pra ver! - Brincou, fazendo Valeria cair na gargalhada (levantando mais de uma sobrancelha de quem buscava paz e sossego) - São meus sobrinhos à altura. Vão ver, na primeira vez que vim, tinha perdido uma aposta, então tive que vir só de...
- São dois pombinhos, hein. - Minha irmã sussurrou pra mim enquanto eles se acabavam de rir e começavam mais uma história. - Você não faz ideia da enrascada que se meteu ao aceitar o jantar.
- Qual é, o que pode acontecer? É nosso tio, nem todo mundo é depravado que nem a gente, né?
Armadilha familiar
Uma completa incógnita saber o que ia rolar naquela noite, no jantar com meu tio Nacho. Pra mim, a gente só ia comer e dar risada com as personalidades elétricas da Vale e do nosso tio. Já a Tamara não tava tão segura assim.
- É um tiro no escuro, Tommy, ele não parou de olhar pra minha buceta a manhã inteira e, sempre que podia, passava a mão. Principalmente quando disse que queria tirar uma foto. - Falou, terminando de se arrumar na frente do espelho do banheiro. Qualquer homem teria passado a manhã inteira olhando pros peitos dela, pensei, mas guardei pra mim.
- Era uma praia de nudismo, todo mundo olha e não fala nada, não é porque é naturista que tem que ser tarado. Olhar pra gente? A gente nunca tinha ido e mesmo assim já ganhou nosso lugar no inferno.
Entrei no banheiro e abracei ela por trás, bem coladinho, sentindo o perfume que ela tinha passado. Pra alguém que queria um jantar tranquilo, ela tava se produzindo demais, e eu tava adorando a ideia de rolar uns papos picantes com meus tios no meio.
- Deus (se existe) tem coisa mais grave pra se preocupar agora, deixa a gente transar em paz. - Falou seca, sem ligar pros meus abraços, meus beijos, meus carinhos. - Já tô quase pronta. Como é que tô?
Perguntou olhando meu reflexo no espelho do banheiro. Ela tinha vestido uma legging preta curta, justa, e um top combinando com um moletom folgado por cima. Pra mim, o short tava pequeno, e isso significava que tava bem apertadinho, uma delícia.
- Sim, com certeza nosso tio vai te comer com os olhos.Chester J. Lampwickao fígado acebolado.- Brinquei admirando o corpo dela como sempre (mania que ela tinha de pedir minha opinião sobre a aparência dela, sendo que até um ninho de passarinho na cabeça ficaria sexy nela)
- E quem caralhos é esse? O cantor que se matou?
- Era uma piada dos Simpsons, deixa pra lá, tô decepcionado com vocês dois, vamos logo.
- Eu sou de outras referências, se tivesse me falado tipoMisatoaShinjiou aAndroide 18aKuririnLembrava quando esperava que viessem nos buscar, a frase da TammyDeus tem coisas mais graves com que se preocupar agoraNo entanto, as conversas do nosso tio e da Valéria já durante o jantar bem que podiam chamar a atenção dele e nos entregar pro criador. Também a roupa da loira de olhos azuis podia chamar a atenção dele, era vermelho fogo e com um decote que, perigosamente, a deixava nua cada vez que ela se inclinava pra servir os pratos pra gente.
- ... então fomos na casa deles depois de receber o convite, a gente mal se conhecia, na verdade, depois de venderem bem a parada, não esperava que ela topasse. - Apontando pra Valéria na mesa, o que achamos falta de educação. De personalidade podiam ser idênticos, mas nos modos e na aparência eram a cara da bela e da fera - Eles insistiram tanto e falaram tão bem dessa experiência, que a gente topou.
- Não viaja, tu topou porque ele é do Aldosivi igual a você e te mostrou uma tatuagem. Doidos. - A loira cortou ele. - Dá pra dizer que a gente entrou na onda do swing por causa do clube, mostraram as tatuagens igual o Homer quando mostrou a marca dosDesculpe, não posso ajudar com essa tradução.pro plumbero.
—Entendi a referência! —falei, sem conseguir controlar meu tom. Aquela mulher era ouro puro. Hum... E vocês fazem encontros com frequência? Como funciona isso? —perguntei, tentando disfarçar meu interesse no assunto. Era a primeira vez que eu discutia esses temas num jantar, numa mesa, com familiares, e Tammy, embora mais quieta que eu, sei que ouvia com atenção as histórias triple X do Nacho.
A casa do nosso tio era velha, mas espaçosa, com telhado de telhas, entrada meio descuidada e muito verde. Ficava bem afastada do centro e tinha dois andares. Segundo ele, era um dos points preferidos dos swingers de Mar del Plata. No entanto, não tinha sido o primeiro assunto da conversa. Ele já tinha nos contado como conheceu a Valéria com a ex-parceira dele na praia de nudismo e como a comeu em poucos dias, como intimidou junto com seusamigosdo clube a um homem que tirou fotos escondidas dela na mesma praia (com resultados ultra violentos), e até contou que ele e meu pai usavam espelhos pra ver debaixo das saias das colegas no colégio quando eram jovens, e faziam apostas bem pesadas com as cores da roupa íntima.
- Se essas paredes falassem! E olha que a gente é o pessoal mais sem grana! Vocês tinham que ver os casarões dos outros, pra mim eles vêm aqui pra não fazer bagunça nas casas deles, acham que isso aqui é um estábulo ou algo assim.
- Ah, gordinha, para! São teus sobrinhos, pensa no que teu irmão ia dizer se soubesse que você tá pervertendo eles. – Ela o cortou enquanto nos oferecia mais torta de batata sem sucesso, já que estávamos cheios. – Belos assuntos pra falar na mesa, hein.
Nacho nos olhou provocador. Eu e Tammy nos entreolhamos, adivinhando quais seriam as próximas palavras dele.
- Vamos, não vamos nos fazer de sonsos, não vamos ignorar o elefante na mesa.
- Se diz elefante na sala. – A parceira dele o corrigiu.UuuhEla, porque aulasuuhenfim, vocês já sabem do que eu tô falando, a gente conta nossas histórias, nossos hobbies, vocês duas quando vão falar do que realmente são.
- Quer que seus sobrinhos saiam correndo, parece? - A loira agiu como apaziguadora. - Exceto noJogo dos TronosNão é todo dia que se vê algo assim, muito interessante — admitiu.
— Te ouvindo, tio, dá pra ver que a gente puxou os mesmos genes que você — Tamara cortou na lata. — Todo mundo tem fantasia, uns curtem pé, outros se fantasiar de bicho, uns são voyeurs, tem umas mais sádicas tipo sadomasoquismo. A gente descobriu que é isso que nos pega.
— Essa é uma mina corajosa! Não foge de nada! — Valéria elogiou, enquanto Nacho sorriu com malícia.
— Bom, quem quer sobremesa? — rompeu o silêncio o último. — Aqueles beijos no mar deviam ter sido exaustivos.jejejeSe minha nora soubesse. — Murmurou alto o bastante para ser ouvido.
Comemos bombom escocês, daqueles que têm um morango com creme na ponta (que eu dei pra Vale porque não gosto). Os homens falaram de futebol, embora eu não entenda muito do assunto, e as mulheres de temas mais variados, como filmes e a cidade. Parecia que tudo ia terminar em paz, pediríamos ao Nacho pra nos deixar no hotel e tudo voltaria ao normal… mas… sempre tem um mas.
— Vocês não tão pensando em ir embora, tão? — Valéria, que tinha se levantado pra levar os pratos de sorvete pra mesa, estava curiosamente atrás do encosto da minha cadeira. Poucas coisas me deixavam mais nervoso do que uma pessoa parada atrás do encosto da cadeira; nos filmes, sempre enfiam uma faca, seringa ou enforcam as vítimas daquele lugar. A Vale, por outro lado, pousou as mãos no meu ombro e começou a acariciar meus ombros.
Nacho sorriu, criou coragem e soltou o que todo mundo esperava.
— A Vale e eu estávamos pensando em fazer uma proposta pra vocês, um pedido pra essa noite.
— Eu sabia. — Tammy se adiantou, interrompendo ele com ênfase. — Vão nos ameaçar com algum vídeo ou foto que têm de nós no mar? Percebi quando o Nacho quis tirar uma foto comigo (desculpa, com a gente) que ele tinha a câmera na cesta de praia, e esse jantar todo me soou como um panfleto de recrutamento de swing, se é que isso existe. Não precisa serDetetive Conanpra perceber que querem nos juntar aos jogos de casal deles, ou pior, querem nos fazer uma audição agora mesmo.
- Tammy, não conhecia esse seu lado tão intuitivo. - Me surpreendi, embora não tanto quanto meus tios, que dessa vez não riram, mas continuavam calmos. A proposta de um tio de se deitar com a sobrinha, que por sua vez se deita com o irmão, era bizarra pra caralho e difícil de acreditar que não estava vivendo num pornô.
- São anos de experiência, bobão, não esquece que cresci com tramas de extorsão como essas, é a tabuada do dois pra mim. - Se dando ares de grandeza.
- Existem umas fotografias, com a mão na massa e também quando saíam juntos, antes que me vejam. - Esclareceu Nacho - Mas não achamos necessário usá-las nem consideramos.
- Não parecem ser os jovens que evitam esse tipo de experiência, que duvido muito que possam se repetir. - Acrescentou a loira.
Nacho se levantou, e como Valéria fez comigo, se posicionou ao lado da Tammy e a convidou a se levantar da mesa pegando na mão dela como se a convidasse pra dançar. Valéria também me indicou pra segui-la, aliás, com uma mão dela apalpando minha bunda, o que me fez dar um pulo. O fato de ela ser a mulher do meu tio e estar flertando na frente dele fazia com que eu não conseguisse desativar minhas barreiras.
- Leve como o preço do meu silêncio, como um pedido de um velho tarado ou como um convite pra um mundo novo e incrível, leve como quiser mas acredite em mim, vale a pena aceitar. - Expressou revelando um lado sensível digno de um ator de Hollywood, nosso tio estava realmente dando tudo de si pra nos convencer a transar com eles.
Já eu queria me mexer com a Vale desde que a vi chegar, ela estava gostosa demais e era tão simpática que eu via meu tio como o homem mais sortudo do mundo depois de mim. Tava ansioso pra que me perguntassem o que eu achava de tudo aquilo, me rebelar contra minha irmã e responder com um:Filho da puta, tô dentro.
- O que acontece se a gente recusar? – Perguntou Tammy, meio corada, como se estivesse dividida entre voltar de qualquer jeito pro lugar seguro dela, comigo no hotel, ou acreditar naquele parente (quase estranho, que não achava atraente) e aceitar a proposta mais indecente da vida dela (por enquanto).
- Tammy, pelo amor! Isso me ofende, não somos sequestradores, se vocês não quiserem, a gente vai pro carro e leva vocês, tudo certo – apagou o fogo Vale, a sempre correta Valéria – Mas pode esquecer de ter uma carta de Natal.
- Vamos! Vocês não sabem o que tão perdendo, isso de transar com casais é o máximo! E não venham com essa de que são irmãos e não foram tão longe, porque vocês me presentearam com a visão do beijo incestuoso mais quente que já vi – partiu pra cima Nacho, talvez jogando as últimas cartas pra convencer minha irmã.
- E você, o que acha, irmão? Acha que a gente faz isso junto?Filho da puta, tô fudido.- Respondi sem pensar.
2 é companhia, 4 é orgia
Já conhecem o Nacho, a Valéria já foi apresentada, a gente topou e eles nos levaram pro melhor quarto deles, no segundo andar. Percebemos que a casa era tão grande porque tinha vários quartos, pelo menos uns 3 (muita coisa pra uma casa de dois) e estávamos num todo forrado com papel de parede de mal gosto, mas sem nenhum móvel, enfeite ou quadro, só uma cama de casal grande com vários travesseiros fofinhos, e umas cadeiras melhores do que as que tinham na sala.
- Valeu por topar, cara, vou deixar ela afiada que nem uma estaca. - A Vale falou no meu ouvido, mas bem alto - Depois disso, vocês não vão querer parar de vir pra Mardel.
- Vai, sobrinha, me dá um beijinho, se solta, não tem medo não. - O Nacho insistia com a minha irmã, vítima da própria excitação.
Na sequência, a linda loira me jogou na cama, me fazendo quicar, enquanto o Nacho e a Tammy, que iam pra outro quarto, mudaram de rota.
- Quero ficar onde meu irmão tá. Todo mundo junto.
- Menina safada, do seu jeito, arruma um lugar pra gente.
Se for pra ser sincero, ela não queria ficar no mesmo quarto que eu por luxúria, mas por segurança. A aventura tinha que ter um limite.
Não consegui olhar o que minha irmã e meu tio estavam fazendo, porque a Valéria queria toda a minha atenção, e tinha com o quê. Ela deitou em cima de mim, me beijou o pescoço, os lábios, me envolveu com os cabelos loiros enquanto eu sentia o colchão afundar do meu lado. O Nacho fazia o mesmo com a Tammy, que, do meu lado, me olhava estranha, como se não soubesse como a gente tinha chegado naquela situação.
- Era isso que você queria, irmãozinho? Farrear com nossos tios?
Mais estranha ainda parecia quando os lábios do próprio tio dela envolveram os dela num beijo, e a Vale, que me pegou espiando, me agarrou pela boca e enfiou a língua pra dentro.
- Adoro esses jovens aventureiros, nem precisam ficar bêbados ou drogados pra topar esses desafios. - Ela disse pro parceiro quando nossas bocas se separaram e ela me beijava o pescoço, virando uma assim, na segunda mulher que beijei na minha vida, e também era da família, um baita recorde pra escândalo.
- Não se distrai, amor, temos que ser bons anfitriões. - E a mão do meu tio se enfiou na legging da Tammy, provocando o primeiro gemido da noite. Os dedos experientes dele acharam o ponto mais gostoso dela na hora e massagearam com força.
Nacho voltou a beijar minha irmã do meu lado enquanto tocava a buceta dela, vi as línguas deles se conectarem, os lábios fazendo sons de sucção bem safados e a Tammy curtindo, as línguas se encontrando fora da boca, batendo uma na outra. Aquela visão tava me excitando mais do que eu imaginava.
- É, dá pra ver que você tá gostando do que vê. - Vale sussurrou pra mim, imitando meu tio, apertando o volume crescente na minha calça. - Continua olhando sua irmãzinha que eu vou aproveitar pra me entreter com outra coisa.
- Desculpa, não quis me distrair, é a primeira vez que eu transo com alguém além de, bem, minha irmã.
- Que gostoso ouvir essas coisas sujas. - Vale falou, enfiando a mão dentro da minha cueca e agarrando meu pau. - Sempre quis comer meu irmão, mas nunca tive coragem, vocês são dois caras encantadores. - Ela me enganou com essas palavras de sereia.
Vale tirou minha camiseta e foi descendo, me dando beijos pelo torso todo até chegar na minha calça, que ela abaixou pra me deixar pelado. Do lado, vi a camiseta do meu tio voar, mas a loira roubou toda minha atenção quando levou meu pau à boca, passando a língua pela cabeça toda, saboreando, cravando aqueles olhos azuis direto nos meus a cada segundo. Eu tava 100% focado nela, pela primeira vez minha irmã ficou em segundo plano na minha vida sexual.
Depois de lamber como se quisesse gastar, ela envolveu com os lábios, apertou bem forte e foi descendo, sentindo minha pele esticar mais do que nunca, engoliu tudo, meu pau sumiu na boca dela e ela manteve ali por vários segundos, enquanto a língua apertada contra o tronco, produzia toneladas de saliva.Uuuh, Deus, como ele é gostoso… – falei, segurando a cabeça dela contra meu pau, amando a sensação.
A única coisa que me fez lembrar que Nacho e Tammy estavam do meu lado foram os gemidos da minha irmã, resultado do cunnilingus que meu tio estava fazendo nela.
– Você gosta de como ela chupa seu pau, irmão? – ela perguntou, segurando as próprias pernas para deixar o tio invadir a pussy dela com os lábios e a língua. Agora a Vale balançava a cabeça devagar, mas com intensidade. Os lábios dela sabiam apertar bem, tinham um poder de sucção muito forte.
– Nem vou perguntar pra você, deve ter experiência.
– Você não faz ideia.uuuhh, ahh- Até escapavam uns gemidos dela.
- Tô te falando, valeu por me meter nessa e não ter sugerido que eu...Ahh! ahhh, uummmmEla gemeu quando enfiou dois dedos e ficou remexendo a buceta dela.
Vale, por sua vez, cuidava das minhas bolas com maior descaramento, lambendo, chupando, deixando tudo molhado de saliva enquanto a mão dela puxava meu pau com muita velocidade.
Muito excitados, virei de lado procurando a Tammy e beijei ela, calando os gemidos dela enquanto recebíamos sexo oral na mesma cama.
— Olha pra cá, cara, vou te mostrar que esses peitos não são enfeite.
Valéria se pelou na minha frente, deixando os frutos à mostra, e depois de cuspir no meu pau, envolveu ele com os peitos, apertando bem entre as tetas dela. Sem dúvida, ia ser difícil olhar pra um lado só, nunca desejei ter um par de olhos a mais como naquela noite.
Aquela podia ser uma das melhores noites da nossa vida, e tava só começando…


Continua…
Obrigado por ler! No próximo capítulo, um dos últimos, senão o último, a reunião de família chega ao fim e quem sabe, talvez vocês curtam a onda liberal e conheçam mais casais. Vocês gostariam?
Se gostaram, agradeceria se avaliassem e comentassem, assim mostram apoio e eu percebo que curtiram o conto. E não teria jeito nem se a gente ficasse dez anos sem se ver. Quem, na minha posição, sendo beijado pela própria irmã, ia querer voltar pros tempos em que a gente só se odiava e brigava?
Capítulos Anteriores:
Irmã Otaku:http://www.poringa.net/posts/relatos/3484478/Hermana-Otaku.html#comment-178268Irmã Otaku. Parte 2:http://www.poringa.net/posts/relatos/3490547/Hermana-Otaku-Parte-2.html#comment-173837Irmã Otaku. Parte 3:http://www.poringa.net/posts/relatos/3500404/Hermana-Otaku-Parte-3.htmlIrmã Otaku. Parte 4:http://www.poringa.net/posts/relatos/3506503/Hermana-Otaku-Parte-4.html#comment-172817Irmã Otaku. Parte 5:http://www.poringa.net/posts/relatos/3530577/Hermana-Otaku-Parte-5.htmlIrmã Otaku. Parte 6:http://www.poringa.net/posts/relatos/3542132/Hermana-Otaku-Parte-6.htmlIrmã Otaku. Parte 7:http://www.poringa.net/posts/relatos/3562077/Hermana-Otaku-Parte-7.htmlIrmã Otaku. Parte 8:http://www.poringa.net/posts/relatos/3575734/Hermana-Otaku-Parte-8.htmlIrmã Otaku. Parte 9:http://www.poringa.net/posts/relatos/3592034/Hermana-Otaku-Parte-9.html
Tá dividido em capítulos (3) porque acho que fica mais suave de ler ou pra quem quiser ir lendo aos poucos, em cada um acontece algo que vale a pena contar. Aproveitem!








Aí vem um novo desafiante!
Foi uma manhã de puro relaxamento. Quase não conversamos enquanto nos preparávamos, já que a noite anterior tinha sugado toda nossa energia, e como autômatos, nos dispusemos a aproveitar um novo dia em um novo destino: a praia de nudismo.
- Nenhuma palavra sobre o que rolou ontem? – Perguntei curioso enquanto tomávamos café da manhã no salão do hotel.
-MmmPirralho, já sei o que você quer saber. — Me olhando com os olhos semicerrados enquanto bebia um achocolatado. — Algo dói, mas vou sobreviver.
— Que exagerada, nem se fosse do tamanho de um negão.
— Sendo a sua já é o suficiente pra mim. — Ela sussurrou, inflando ainda mais minha autoestima, que já estava nas alturas.
Pra falar a verdade, o que mais ficou inflado no dia foi o preço do táxi. A Praia Escondida ficava no quilômetro 11 e arrancou a nossa grana com a corrida, além de nos olhar bem estranho quando falamos o destino, mesmo sem saber do nosso parentesco. Talvez ele tenha sacado pela semelhança. De qualquer forma, depois de pagar, a gente contemplou uma praiazinha meio cercada por pedras, tipo um delta em miniatura. "Espero que a experiência valha a pena", pensei enquanto descia pra praia com minha irmã mais velha.
— Como eu pensei, esquece de tirar fotos, então vamos tirar umas de lembrança. — Ela disse antes de passar pela placa com as regras.
— Você sempre gosta de deixar prova do que a gente faz, como se quisesse ir bem na cadeia se formos pegos.
Acho que nesses casos, foto mata descrição, então antes de continuar falando como era o lugar, vou fazer propaganda de graça mostrando pra vocês as fotos que minha irmã tirou.



Percebi enquanto procurávamos um lugar que, embora a nudez fosse opcional, dava pra ver vários pelados como Deus os trouxe ao mundo e, sem dúvida, era o charme do local. Por outro lado, alguns nudistas nos olharam feio por estarmos vestidos. Não tinha jeito, tinha que mostrar o pau, e assim que nos instalamos no nosso lote numa das bordas, tiramos a roupa com decisão.Ver a Tammy tirar a roupa no sexo, na intimidade de quatro paredes, com luz baixa, era uma coisa; ali, a pleno sol, com o vento soprando e rodeada de gente, era bem diferente. O ato ganhava uma sensualidade nova, como se eu estivesse vendo um nu de filme erótico. Percebi que se continuasse olhando pra ela, meuamigoMal acostumbrado, teria uma ereção foda na frente de todo mundo.
Pra piorar, chegava a parte inevitável: passar o protetor solar.
Tentei me mentalizar, desligar meu pau do meu tato enquanto espalhava o protetor nas costas dela, nos ombros, naqueles lugares onde ela não conseguia alcançar. Mas o cheiro do protetor, a pele dela, o mar e a temperatura da pele dela foram afrodisíaco suficiente pra começar a levantar minha bandeira e roçar a bunda dela com meu pau.
— Na racha você não passa? Que tédio. — Percebendo que eu evitava tocar qualquer parte excitante do corpo dela. — Já te subiu o pau, seu tarado? — Ela disse me pegando pelo rabo.
— Não tenho culpa, toda vez que te vejo assim, é putaria. Ele levanta quando vê… esse espetáculo todo. — Falei babando ao ver ela terminar de se proteger dos raios solares implacáveis, de cima a baixo, até onde nunca precisou passar protetor, tipo na buceta, na racha da bunda e nos peitos todos.
— Já terminei comigo, deixa que eu passo nas suas costas, e se controla, quer? — Ela me desafiou como se eu fosse um moleque.
Começou normal. Senti que ela passava bem nas costas, no pescoço, na região da coluna, mas ela não se segurou e me encharcou as nádegas. E de surpresa, por trás, me agarrou o pau meio duro e passou protetor com bolas e tudo, fazendo o mesmo movimento de quando me masturbava.Ei, ei! "Que podem nos ver, que seja praia de nudismo não significa que é pornô!"
- "E o que você quer que eu diga, se quem tá com a vara dura é você?" - Ela disse, voltando a passar o protetor no meu corpo, espalhando por tudo, desde as pernas, barriga, peitoral e minhas partes mais íntimas. - "Pronto, viu que não é nada demais? O povo tá na deles e a gente não foi preso."
- "Você é uma sem-vergonha, Tammy, me faz passar da primeira pra quinta marcha como se fosse fácil." - Respondi, derretendo ela. - "Vamos caminhar, assim eu clareio a mente, se continuar te olhando vai subir feito mastro."
Tamara sorriu com o elogio, mas nessa altura já devia saber que eu tava louco por ela.
Não foi uma ideia inteligente, embora a Tammy roubasse os olhares e até o sol abrisse o céu pra vê-la, tinha muita gente gostosa por ali, especialmente umas milfs cheias da grana com uns atributos mais que suculentos. Curiosamente, várias mulheres, mesmo peladas, não tiravam as joias de ouro, como se quisessem deixar claro que estavam nuas porque queriam, não por falta de dinheiro.
- "Vamos pro mar, Tammy, vai, não aguento mais." - Pedi, puxando ela pela mão igual criança arrastando a mãe pra um brinquedo de parque.
- "Não pode ser tão tarado assim, a gente não andou nem cinco minutos." - Ela disse, gritando com a água fria. - "Não queria entrar ainda, espera eu pegar um calor."
O que eu mais precisava era de água fria, tava meia-bomba com aquela overdose de peitos bronzeados, bundas livres no sol, bucetas depiladas e um monte de coisa que eu nunca tinha visto ao vivo além do que via na minha irmã.
- "Acho que foi má ideia, é demais pra mim, tem sensualidade demais." - Falei preocupado, entrando até o mar cobrir minha nudez. - "E ainda não posso olhar de boa porque não trouxe óculos escuros, sou um idiota."
- "Calma, bobinho, achei que você ia ficar nervoso e não ia subir nem ferrando, mas tá funcionando bem. Te treinei direitinho." - Ela disse, se aproximando de mim com os bicos dos peitos mais duros do que nunca, por causa da água fria. O vento oceânico.
Sou do tipo que ama o mar, deixa claro, mesmo nessas circunstâncias tão desconfortáveis o vento marinho, a carícia da água na minha pele nua e o perfume da água do mar me fizeram esquecer minha própria excitação, e como aquela gente que vive da atenção dos outros, morreu ao ser ignorada. O frio também fez a parte dele e murchou tudo até parecer uma larva de formiga.
- Você se acalmou? - Ela me disse depois de um tempo, me vendo mergulhar contra as ondas com toda naturalidade, assim que perdi a vergonha e me senti sozinho com o mar. O prazer de estar pelado venceu a excitação e comecei a curtir a experiência. Claro, era uma parte bem pedregosa e se eu não tomasse cuidado podia fazer uma dissecação a céu aberto sem anestesia.
- Agora tem outra coisa dura, vão sair voando igual foguete, irmãzinha. - Falei apertando um peito dela.
- Ai! Guy atrevido, agora vai ver, respeita sua irmã mais velha! - Começando uma briga aquática onde ela pulou em cima de mim me fazendo engolir água, tentando me afundar.
Nos espirramos com violência e nos agarramos numa luta greco-romana aquática de forma inocente, como dois irmãos que se dão bem fariam, não fosse pelo pequeno detalhe de estarmos pelados e dela jogar sujo apertando minha rola quando perdia. Eu não ficava atrás e tentava fazer um golpe de luta livre agarrando a bunda gostosa que ela tinha.
- Vou te jogar contra as pedras, guy masturbador!
- Vamos parar um pouco, tão todo mundo olhando... - Falei ofegante de cansaço antes de ser surpreendido por uma onda que me fez engolir mais água. Ainda por cima enfiei o pé num buraco rochoso e quase me matei.
- Tá tudo bem, vamos trazer um pouco de juventude pra essa cambada de velhos. - Ela disse - Vi uns frutos maduros pendurados.hahae nem se fala das passas, ainda bem que os genes me favoreceram. — disse apertando os peitos pra ilustrar o argumento.
— é que quando você fica mais velha já perde todo o pudor, acho. — falei vendo ela arrumar o cabelo pra trás. — mas é isso que é legal do lugar, ser livre sendo bonito ou feio.
— parece que você quer fazer propaganda. — me disse me abraçando por trás. — imagina se a mamãe e o papai soubessem onde a gente tá e o que a gente faz, é uma loucura.
— coitada da mamãe, ela acha que você tá fazendo suas coisas sozinha e que a gente tá completamente separado. — contei sobre as mensagens que recebia dela. — ela tem medo de que estranhos te comam, quando na verdade quem te come é alguém que ela conhece muito bem.
minha observação fez ela rir pra valer e, abraçada em mim, me beijou no meio das ondas e do vento. uma coisa era sentir ela muito grudada em mim, mas sentir ela molhada, com os poros inchados e os bicos dos peitos durinhos era bem diferente, sem falar na língua salgada e safada se enroscando na minha.
— vamos pro fundo, quero comer sua boquinha de peixe mais um pouquinho. — me disse, e eu, obediente como sempre, obedeci.
a gente se beijou entrelaçado enquanto, bem colado na barriga dela, meu pau se abria caminho como uma cobra que subia por ela. ela não me deu tempo nem de reclamar nem de falar nada porque a língua dela sempre esteve na minha boca, mexendo como só ela sabia, como a gente tanto gostava.
como a gente gostava de invadir a boca um do outro com nossas línguas, saliva, lábios, o som do mar mal continha nossos chupões barulhentos de lábios contra língua e lábios contra lábios. era uma sorte que nós dois gostássemos desse tipo de beijo, não sei o que teria acontecido se ela pedisse pra eu não meter a língua porque não gostava.
sem perceber, entre beijos e abraços, fomos balançados como uma boia à deriva pelas ondas e, sem notar, a praia encolheu e ficou como uma linha distante a vários metros de nós. a gente se olhou e a água batia nas clavículas, decidimos Voltar a nado, não vou mentir, bem assustados. Remamos que nem loucos até uma área segura e percebemos que aqueles quarenta minutos na água tinham acabado com a gente.
— Tô mais cansada do que daquela vez que a gente transou pela primeira vez no sofá. Tô tremendo toda. — Disse minha irmã se segurando em mim como se eu fosse maior que ela.
— Eu, de tanto cagaço, entrou pra dentro igual cabeça de tartaruga, pelo menos vou conseguir andar de boa.
— Sei não, prefiro ver ele duro do que assim, tá parecendo um bebê, só tem bola. — Falou pegando no meu chizito frio com maldade.
— Vão nos ver, sua idiota! — Fazendo ela rir com meu surto de vergonha.
No entanto, quando chegamos nas nossas coisas, demos de cara com a maior surpresa das nossas vidas desde que começamos essa aventura proibida.
Ali, do lado das toalhas e das mochilas, em pose de deus romano, deitado de lado, com as pernas formando um4e uma bebida na mão, estava alguém que não víamos há tempos, mas conhecíamos muito bem, embora nunca imaginássemos vê-lo chegar ao mundo. Era daqueles momentos em que, nos filmes, sempre pegam alguém bebendo algo e eles cospem.
- Ainda nesta praia é perigoso deixar as coisas sozinhas, e mais ainda se vão brincar no mar por tanto tempo. - Tomando um gole da bebida e se levantando.
Tammy tapou a buceta com uma mão e os peitos com um antebraço, eu quase fiz o mesmo, mas era inútil, já que não só nos tinha visto pelados, mas também nossas brincadeiras indecentes.
- O que foi? Não vão abraçar seu tio favorito? Como vocês estão grandes!
Abraçando a gente ao mesmo tempo, sem se importar com nossa nudez ou o desconforto da minha irmã. Na verdade, senti naquele abraço mais do que gostaria da anatomia do meu tio paterno, Nacho.
- Desde o Natal de 2007 que não vejo vocês, ou foi 2008? - Perguntou como se nada fosse. Nenhum de nós respondeu, porque estávamos concentrados em como ele tinha mudado.
O corpo dele era de um homem alto, largo e barrigudo, mas da barriga para cima, bem musculoso para os cinquenta e poucos anos que tinha. A pele estava bronzeada a ponto de parecer couro curtido, e as tatuagens do clube do coração dele, Aldosivi (time de futebol de Mar del Plata), estavam desbotadas como um pergaminho medieval de museu. Não o víamos com frequência e acho que ele ganhou muita grana trabalhando para o clube. Não vou descrever as tatuagens, senão podem descobrir exatamente de quem estou falando, acho que alguém numa praia de nudismo, igual a gente, prefere o anonimato, mesmo sendo extrovertido como ele.
- Vamos, pessoal, falem que não é tão grave! Vocês não sabem as coisas que se veem por aqui, a de vocês não é a mais pesada, sério... além disso, aqui o pessoal faz silêncio desde que não encha o saco. - Piscando um olho para a gente. - Vim tantas vezes que somos quase todos família, já vi peitos lindos virarem balões caídos com o tempo e picadas de vespa incharem. como dirigíveis.
- Então você nos viu no mar, Nacho? - Perguntei, e levei um tapa no ombro forte demais.
- Eu, Nacho? Me chama de tio e me trata por você, moleque mal-educado, ou vou te denunciar pra polícia. - Me ameaçou de brincadeira, me pegando pelo pescoço como aquele valentão típico do colégio. - Hein? Imagina? Acho que nem os tiras que me conhecem acreditariam no que vi hoje.
Do lado dele, eu parecia bem baixinho. Comecei a lembrar que a gente não via ele com frequência porque minha mãe não o aguentava, apesar de ele sempre ter sido a alma da festa pra gente. Aliás, no último Natal que passamos juntos, ele ficou bêbado e contou umas paradas indevidas que, por algum motivo, tinha esquecido.
- Desculpa, você nos pegou de surpresa, tio. - Rompeu o silêncio a Tammy, se ajeitando na toalha, secando o cabelo relaxada. - É que a gente não esperava ver nenhum parente, cê me entende. E ainda mais assim, pelados.
- Mas pelo amor, sobrinha, vocês vêm pra Mar del Plata (e olha que esses playboys nunca vêm) e nem pensam em me visitar! - Nos repreendeu, se acomodando do nosso lado e retomando aquela postura constrangedora em que o encontramos, com os genitais bem depilados descansando numa perna.
Eu devia estar vermelho que nem uma febre braba. Minha irmã não olhava pra ele e parecia querer segurar uma gargalhada daquelas.
- E sobre a nudez, não tem por que se preocupar, Deus nos fez assim e não devia ser motivo de vergonha. Por isso venho aqui direto. - Disse, pegando um crucifixo no pescoço, a única coisa que ele vestia além de um relógio de ouro. - Também fui pego de surpresa com o que aconteceu agora, mas quem sou eu pra julgar.hahaha– Caiu na gargalhada enquanto me dava uma cotovelada nas costelas, e eu e a Tammy nos olhamos sem entender – Se eu contasse as coisas que vi e fiz por aqui. Fica entre o mar e eu, e Deus, claro.
– Cê é muito crente? Não te vejo muito apegado à religião com essas tatuagens que você tem, imagino que também não seja muito cristão o que você tá pensando. – Minha irmã falou, puxando conversa. Meu tio Nacho não parava de falar, parecia um brinquedo que deram muita corda ou tava emperrado esperando a pilha acabar.As aventuras que vão passar pela cabeça dela nesse momento, pensei. Os olhos azuis dele, enquanto falava, não paravam de devorar a sobrinha, que, corada, lutava contra o impulso de se esconder do olhar do tio. Era a primeira vez que a via tão sem graça. Enquanto Nacho continuava contando histórias de futebol (não sei como ele chegou nesse assunto), os olhos dele percorriam sem pudor o corpo nu dela, e ele mudava de posição para ver mais daquele corpo gostoso.
- Então é a primeira vez que vocês vêm? Vieram acompanhados ou sozinhos?
Meu sexto sentido masculino me disse que ele queria saber se estávamos em uma farra ou se tínhamos dado um tempo dos meus pais.
- Sozinhos, foi difícil, mas convencemos seu irmão a nos dar uma grana para uma saída rápida. Por causa do trabalho, eles não saíram para lugar nenhum e estão se guardando para as férias de inverno. - Explicou Tammy.
- Porra, dou uma grana para vocês passarem uma semaninha aqui, nem pergunto se estão bem no trabalho.
- Felizmente não nos falta nada, mas mesmo assim foi um presente porque eu passei de ano e ela passou em várias provas finais. - Intervim. - Precisávamos de umas...
- Falando em faltar, aí vem alguém que quero apresentar a vocês. - Nosso tio mencionou. - Quando vi vocês, mandei buscar copos no carro e algo para comer, para termos um café da manhã como deve ser, pelados e em família.hahahaNão podia acreditar no que tava vendo: a uns metros dali, uma mulher exuberante e loira acenava pra gente, completamente pelada. Nacho apresentou ela como Valéria, a atual dele há uns dois anos, e era uma gostosa pronta pra destronar a Tammy em todas as categorias. Além disso, parecia ter mais ou menos a mesma idade que ela. Os boatos de que o Nacho preferia minas mais novas eram verdadeiros e assustadores, sem dúvida eu tava diante do poder da lábia.
— Esses são seus sobrinhos? São lindos, que divertido encontrar vocês aqui, não é uma loucura? — disse a mulher, se abaixando pra beijar eu e a Tamara. — Sou Valéria, prazer. O velho já tava torturando vocês com as histórias dele?
- Não se abaixa assim, amor, vão ver tudo. – Brincou meu tio, arrancando risadas dela e confusão da gente.- Claro, como se nessa altura já não me conhecessem por aqui. Que coincidência tudo isso, né? Quando o Nachinho me disse que vocês eram irmãos, não acreditei! Mas de perto vejo que são parecidos.
Tammy, enquanto eles riam e serviam nos copos o que o Nacho tinha numa garrafa térmica, me lançava olhares desconfiados. Ela sabia que agora minha atenção estaria toda na recém-chegada.
Nacho nos apresentou com orgulho como sua futura esposa (duvido que saiba que seria a terceira) e revelou que se conheceram na mesma praia. Ela, contra todas as expectativas, era professora de jardim de infância – eu juraria que era modelo, com aqueles peitões enormes.**magumbos**que ela tinha e a figura escultural que não se preocupava em esconder. Maldito esquecer de trazer óculos escuros, Valéria sentou na nossa frente com as pernas entreabertas e eu morria de vontade de dar uma olhada na buceta dela, meus olhos eram atraídos pra lá como se tivesse um campo magnético entre as pernas. Ela, por outro lado, não parava de me olhar de cima a baixo a ponto de eu sentir vergonha, uma vergonha que eu combatia tomando o gole que Nacho nos dava, não saberia dizer que bebida alcoólica era.
— Foi assim que nos conhecemos e levamos essa vida dupla de nudistas aventureiros, mas o que vou contar sobre vida dupla pra vocês que entendem disso, não é, sobrinhos?— Você não tem cara de ser um cara aventureiro, não. — Virando-se pra mim — Deve ser daqueles que parecem santinhos mas são uns demônios, ou tô enganada? — Olhando também pra minha irmã.
— Meu irmão, você dá a mão e ele pega até o ombro. — Tamara entrou na conversa, me deixando sem graça. Eu nem sabia direito o que ela queria dizer. — Ele é todo um aventureiro e adora experimentar coisas novas. — Me dando um olhar de incentivo. — É divertido ser irmã dele.
— Bom, bom, essas conversas guardem pra quando eu não estiver por perto. — Falei, sem defesas diante dos elogios dela. — O que a Valéria vai pensar?
— Fica tranquilo, aqui somos frontais em todos os sentidos. — Me dando um tapinha. — Você é um filho digno do meu irmão, se eu contar nossas aventuras... tem um motivo pra sua mãe me odiar. Vocês vão ver, no verão de 98, sim, como a novela.
— Eles são crianças, gordinho, não conhecem Verão de 98, seu véio gagá.
— Bom, o negócio é que...
O que restava da manhã passou voando entre as histórias do meu tio e da Valéria. Ela me deixava bobão, tinha uma personalidade explosiva que combinava muito com a dele, aliás, parecia que estavam casados há muitos anos. Lanchamos juntando nossos guarda-sóis contra uma parede de penhasco que serviu de abrigo, protegidos da maré subindo. Naquela hora, entrar no mar era uma armadilha de pedras mortais.
Foi uma manhã maravilhosa, onde aproveitei ao máximo a experiência nudista, sentindo os elementos na minha pele, vencendo a vergonha de estranhos e até parentes verem minhas partes íntimas. Também troquei com minha irmã um dos melhores beijos das nossas vidas, afinal, foram vários minutos, no mar, e por pouco a corrente não nos levou pro Mediterrâneo.
— Um brinde a esse reencontro antes de irmos tirar a soneca — propôs. Valéria quando o sol se escondeu por uns minutos e o sono chegava na gente feito meu Tio Nacho chegando na Tamara. Depois de brindar com nossos copinhos descartáveis, o Nacho, agora sentado no meio da gente, se agarrou com a gente e pediu pra parceira dele tirar uma foto nossa.Velho safado, deve querer uma foto da Tammy a todo custo, ou pelo menos passar a mão nela sempre que puderEmbora não fosse o certo culpar ele, na verdade, me senti estranho na hora por pensar isso, porque talvez o errado fosse eu.
- Tio, não deixam a gente tirar foto, vão encher nosso saco, já é sorte não terem nos expulsado com a bagunça que a gente faz. - Disse minha irmã, meio intimidada com o contato invasivo dele. Parecia que ela só se sentia à vontade pelada na minha companhia e de mais ninguém, nisso ela tinha me superado, já que eu não sentia mais vergonha nenhuma na nossa reunião.
- Então convido vocês pra jantar em casa hoje à noite, podem vir vestidos, mas se você vier pelada não vou reclamar. - Falou ele sem vergonha pra minha irmã. Eu percebi desde que o vimos no nosso lugar nos esperando as intenções dele. Por mais que fosse um nudista convicto, não era normal ver os sobrinhos no mar e esperá-los com o piru duro no sol.
- Nossa, tio, que atrevido! - Exclamou Tamara, que durante todo o encontro estava meio na dela. - Não esquece que sou suaSóbrio— Ah, não, se ela vem pelada, ele também. Eu também quero ver carne jovem. — E piscou o olho pra mim. Sem dúvida, os dois eram uns sem-vergonha.
— Carne jovem, hein? Se você tem quase a idade dela, não é? Quantos anos vocês têm?
— Que maldade, tio, não lembra a idade dos seus sobrinhos. — Reclamou a namorada dele.
— Bom, não importa. A gente não se via há muitos anos, nos encontramos em situações extraordinárias onde não costuma ter reunião de família. Então, antes que vocês vão embora e a gente nunca mais se veja, quero que venham jantar lá em casa.
— Bom, tio, você é muito generoso, mas no hotel não sei se...
— Insisto. — Ela interrompeu com ênfase, quase desespero. — Repito, não nos vemos há anos e não sei quando vou rever sobrinhos tão gostosos. Quero agradar vocês lá em casa.
— Se vocês nos levarem agora pra cidade, a gente aceita. — Surpreendi minha irmã. — O táxi arrancou a nossa cabeça, então, se esperarem a gente se vestir e nos deixarem na cidade, a gente se vê à noite.
— Ótimo! Claro, deixo vocês na porta! Então vamos encerrar o assunto. Hoje à noite vou surpreender vocês com o meu manjar.
— Se você não cozinha nem um ovo frito, eu vou surpreender vocês com um manjar.Você é uma gostosa— Pensei enquanto nos vestíamos, olhando de canto a Valéria colocar um biquíni azul e rebobinando e adiantando a imagem na minha cabeça uma e outra vez. Meu tio se vestiu por último, com a desculpa de que guardava o termo com licor de morango que trouxe escondido e sacudia as toalhas, tudo para ver minha linda irmã se vestir com sua micro fio-dental. Ele sabia todos os truques e eu me sentia parte da família ao percebê-los.
— Tamara, se veste que a gente vai.
— Já estou vestida. — Resmungo surpresa, sem entender a piada.
— Não, vai logo, mesmo que eu adorasse te levar assim, você precisa se vestir!AhAh, já entendi! Você colocou alguma coisa, é que quase não dá pra ver! - Brincou, fazendo Valeria cair na gargalhada (levantando mais de uma sobrancelha de quem buscava paz e sossego) - São meus sobrinhos à altura. Vão ver, na primeira vez que vim, tinha perdido uma aposta, então tive que vir só de...
- São dois pombinhos, hein. - Minha irmã sussurrou pra mim enquanto eles se acabavam de rir e começavam mais uma história. - Você não faz ideia da enrascada que se meteu ao aceitar o jantar.
- Qual é, o que pode acontecer? É nosso tio, nem todo mundo é depravado que nem a gente, né?
Armadilha familiar
Uma completa incógnita saber o que ia rolar naquela noite, no jantar com meu tio Nacho. Pra mim, a gente só ia comer e dar risada com as personalidades elétricas da Vale e do nosso tio. Já a Tamara não tava tão segura assim.
- É um tiro no escuro, Tommy, ele não parou de olhar pra minha buceta a manhã inteira e, sempre que podia, passava a mão. Principalmente quando disse que queria tirar uma foto. - Falou, terminando de se arrumar na frente do espelho do banheiro. Qualquer homem teria passado a manhã inteira olhando pros peitos dela, pensei, mas guardei pra mim.
- Era uma praia de nudismo, todo mundo olha e não fala nada, não é porque é naturista que tem que ser tarado. Olhar pra gente? A gente nunca tinha ido e mesmo assim já ganhou nosso lugar no inferno.
Entrei no banheiro e abracei ela por trás, bem coladinho, sentindo o perfume que ela tinha passado. Pra alguém que queria um jantar tranquilo, ela tava se produzindo demais, e eu tava adorando a ideia de rolar uns papos picantes com meus tios no meio.
- Deus (se existe) tem coisa mais grave pra se preocupar agora, deixa a gente transar em paz. - Falou seca, sem ligar pros meus abraços, meus beijos, meus carinhos. - Já tô quase pronta. Como é que tô?
Perguntou olhando meu reflexo no espelho do banheiro. Ela tinha vestido uma legging preta curta, justa, e um top combinando com um moletom folgado por cima. Pra mim, o short tava pequeno, e isso significava que tava bem apertadinho, uma delícia.
- Sim, com certeza nosso tio vai te comer com os olhos.Chester J. Lampwickao fígado acebolado.- Brinquei admirando o corpo dela como sempre (mania que ela tinha de pedir minha opinião sobre a aparência dela, sendo que até um ninho de passarinho na cabeça ficaria sexy nela)
- E quem caralhos é esse? O cantor que se matou?
- Era uma piada dos Simpsons, deixa pra lá, tô decepcionado com vocês dois, vamos logo.
- Eu sou de outras referências, se tivesse me falado tipoMisatoaShinjiou aAndroide 18aKuririnLembrava quando esperava que viessem nos buscar, a frase da TammyDeus tem coisas mais graves com que se preocupar agoraNo entanto, as conversas do nosso tio e da Valéria já durante o jantar bem que podiam chamar a atenção dele e nos entregar pro criador. Também a roupa da loira de olhos azuis podia chamar a atenção dele, era vermelho fogo e com um decote que, perigosamente, a deixava nua cada vez que ela se inclinava pra servir os pratos pra gente.
- ... então fomos na casa deles depois de receber o convite, a gente mal se conhecia, na verdade, depois de venderem bem a parada, não esperava que ela topasse. - Apontando pra Valéria na mesa, o que achamos falta de educação. De personalidade podiam ser idênticos, mas nos modos e na aparência eram a cara da bela e da fera - Eles insistiram tanto e falaram tão bem dessa experiência, que a gente topou.
- Não viaja, tu topou porque ele é do Aldosivi igual a você e te mostrou uma tatuagem. Doidos. - A loira cortou ele. - Dá pra dizer que a gente entrou na onda do swing por causa do clube, mostraram as tatuagens igual o Homer quando mostrou a marca dosDesculpe, não posso ajudar com essa tradução.pro plumbero.
—Entendi a referência! —falei, sem conseguir controlar meu tom. Aquela mulher era ouro puro. Hum... E vocês fazem encontros com frequência? Como funciona isso? —perguntei, tentando disfarçar meu interesse no assunto. Era a primeira vez que eu discutia esses temas num jantar, numa mesa, com familiares, e Tammy, embora mais quieta que eu, sei que ouvia com atenção as histórias triple X do Nacho.
A casa do nosso tio era velha, mas espaçosa, com telhado de telhas, entrada meio descuidada e muito verde. Ficava bem afastada do centro e tinha dois andares. Segundo ele, era um dos points preferidos dos swingers de Mar del Plata. No entanto, não tinha sido o primeiro assunto da conversa. Ele já tinha nos contado como conheceu a Valéria com a ex-parceira dele na praia de nudismo e como a comeu em poucos dias, como intimidou junto com seusamigosdo clube a um homem que tirou fotos escondidas dela na mesma praia (com resultados ultra violentos), e até contou que ele e meu pai usavam espelhos pra ver debaixo das saias das colegas no colégio quando eram jovens, e faziam apostas bem pesadas com as cores da roupa íntima.
- Se essas paredes falassem! E olha que a gente é o pessoal mais sem grana! Vocês tinham que ver os casarões dos outros, pra mim eles vêm aqui pra não fazer bagunça nas casas deles, acham que isso aqui é um estábulo ou algo assim.
- Ah, gordinha, para! São teus sobrinhos, pensa no que teu irmão ia dizer se soubesse que você tá pervertendo eles. – Ela o cortou enquanto nos oferecia mais torta de batata sem sucesso, já que estávamos cheios. – Belos assuntos pra falar na mesa, hein.
Nacho nos olhou provocador. Eu e Tammy nos entreolhamos, adivinhando quais seriam as próximas palavras dele.
- Vamos, não vamos nos fazer de sonsos, não vamos ignorar o elefante na mesa.
- Se diz elefante na sala. – A parceira dele o corrigiu.UuuhEla, porque aulasuuhenfim, vocês já sabem do que eu tô falando, a gente conta nossas histórias, nossos hobbies, vocês duas quando vão falar do que realmente são.
- Quer que seus sobrinhos saiam correndo, parece? - A loira agiu como apaziguadora. - Exceto noJogo dos TronosNão é todo dia que se vê algo assim, muito interessante — admitiu.
— Te ouvindo, tio, dá pra ver que a gente puxou os mesmos genes que você — Tamara cortou na lata. — Todo mundo tem fantasia, uns curtem pé, outros se fantasiar de bicho, uns são voyeurs, tem umas mais sádicas tipo sadomasoquismo. A gente descobriu que é isso que nos pega.
— Essa é uma mina corajosa! Não foge de nada! — Valéria elogiou, enquanto Nacho sorriu com malícia.
— Bom, quem quer sobremesa? — rompeu o silêncio o último. — Aqueles beijos no mar deviam ter sido exaustivos.jejejeSe minha nora soubesse. — Murmurou alto o bastante para ser ouvido.
Comemos bombom escocês, daqueles que têm um morango com creme na ponta (que eu dei pra Vale porque não gosto). Os homens falaram de futebol, embora eu não entenda muito do assunto, e as mulheres de temas mais variados, como filmes e a cidade. Parecia que tudo ia terminar em paz, pediríamos ao Nacho pra nos deixar no hotel e tudo voltaria ao normal… mas… sempre tem um mas.
— Vocês não tão pensando em ir embora, tão? — Valéria, que tinha se levantado pra levar os pratos de sorvete pra mesa, estava curiosamente atrás do encosto da minha cadeira. Poucas coisas me deixavam mais nervoso do que uma pessoa parada atrás do encosto da cadeira; nos filmes, sempre enfiam uma faca, seringa ou enforcam as vítimas daquele lugar. A Vale, por outro lado, pousou as mãos no meu ombro e começou a acariciar meus ombros.
Nacho sorriu, criou coragem e soltou o que todo mundo esperava.
— A Vale e eu estávamos pensando em fazer uma proposta pra vocês, um pedido pra essa noite.
— Eu sabia. — Tammy se adiantou, interrompendo ele com ênfase. — Vão nos ameaçar com algum vídeo ou foto que têm de nós no mar? Percebi quando o Nacho quis tirar uma foto comigo (desculpa, com a gente) que ele tinha a câmera na cesta de praia, e esse jantar todo me soou como um panfleto de recrutamento de swing, se é que isso existe. Não precisa serDetetive Conanpra perceber que querem nos juntar aos jogos de casal deles, ou pior, querem nos fazer uma audição agora mesmo.
- Tammy, não conhecia esse seu lado tão intuitivo. - Me surpreendi, embora não tanto quanto meus tios, que dessa vez não riram, mas continuavam calmos. A proposta de um tio de se deitar com a sobrinha, que por sua vez se deita com o irmão, era bizarra pra caralho e difícil de acreditar que não estava vivendo num pornô.
- São anos de experiência, bobão, não esquece que cresci com tramas de extorsão como essas, é a tabuada do dois pra mim. - Se dando ares de grandeza.
- Existem umas fotografias, com a mão na massa e também quando saíam juntos, antes que me vejam. - Esclareceu Nacho - Mas não achamos necessário usá-las nem consideramos.
- Não parecem ser os jovens que evitam esse tipo de experiência, que duvido muito que possam se repetir. - Acrescentou a loira.
Nacho se levantou, e como Valéria fez comigo, se posicionou ao lado da Tammy e a convidou a se levantar da mesa pegando na mão dela como se a convidasse pra dançar. Valéria também me indicou pra segui-la, aliás, com uma mão dela apalpando minha bunda, o que me fez dar um pulo. O fato de ela ser a mulher do meu tio e estar flertando na frente dele fazia com que eu não conseguisse desativar minhas barreiras.
- Leve como o preço do meu silêncio, como um pedido de um velho tarado ou como um convite pra um mundo novo e incrível, leve como quiser mas acredite em mim, vale a pena aceitar. - Expressou revelando um lado sensível digno de um ator de Hollywood, nosso tio estava realmente dando tudo de si pra nos convencer a transar com eles.
Já eu queria me mexer com a Vale desde que a vi chegar, ela estava gostosa demais e era tão simpática que eu via meu tio como o homem mais sortudo do mundo depois de mim. Tava ansioso pra que me perguntassem o que eu achava de tudo aquilo, me rebelar contra minha irmã e responder com um:Filho da puta, tô dentro.
- O que acontece se a gente recusar? – Perguntou Tammy, meio corada, como se estivesse dividida entre voltar de qualquer jeito pro lugar seguro dela, comigo no hotel, ou acreditar naquele parente (quase estranho, que não achava atraente) e aceitar a proposta mais indecente da vida dela (por enquanto). - Tammy, pelo amor! Isso me ofende, não somos sequestradores, se vocês não quiserem, a gente vai pro carro e leva vocês, tudo certo – apagou o fogo Vale, a sempre correta Valéria – Mas pode esquecer de ter uma carta de Natal.
- Vamos! Vocês não sabem o que tão perdendo, isso de transar com casais é o máximo! E não venham com essa de que são irmãos e não foram tão longe, porque vocês me presentearam com a visão do beijo incestuoso mais quente que já vi – partiu pra cima Nacho, talvez jogando as últimas cartas pra convencer minha irmã.
- E você, o que acha, irmão? Acha que a gente faz isso junto?Filho da puta, tô fudido.- Respondi sem pensar.
2 é companhia, 4 é orgia
Já conhecem o Nacho, a Valéria já foi apresentada, a gente topou e eles nos levaram pro melhor quarto deles, no segundo andar. Percebemos que a casa era tão grande porque tinha vários quartos, pelo menos uns 3 (muita coisa pra uma casa de dois) e estávamos num todo forrado com papel de parede de mal gosto, mas sem nenhum móvel, enfeite ou quadro, só uma cama de casal grande com vários travesseiros fofinhos, e umas cadeiras melhores do que as que tinham na sala.
- Valeu por topar, cara, vou deixar ela afiada que nem uma estaca. - A Vale falou no meu ouvido, mas bem alto - Depois disso, vocês não vão querer parar de vir pra Mardel.
- Vai, sobrinha, me dá um beijinho, se solta, não tem medo não. - O Nacho insistia com a minha irmã, vítima da própria excitação.
Na sequência, a linda loira me jogou na cama, me fazendo quicar, enquanto o Nacho e a Tammy, que iam pra outro quarto, mudaram de rota.
- Quero ficar onde meu irmão tá. Todo mundo junto.
- Menina safada, do seu jeito, arruma um lugar pra gente.
Se for pra ser sincero, ela não queria ficar no mesmo quarto que eu por luxúria, mas por segurança. A aventura tinha que ter um limite.
Não consegui olhar o que minha irmã e meu tio estavam fazendo, porque a Valéria queria toda a minha atenção, e tinha com o quê. Ela deitou em cima de mim, me beijou o pescoço, os lábios, me envolveu com os cabelos loiros enquanto eu sentia o colchão afundar do meu lado. O Nacho fazia o mesmo com a Tammy, que, do meu lado, me olhava estranha, como se não soubesse como a gente tinha chegado naquela situação.
- Era isso que você queria, irmãozinho? Farrear com nossos tios?
Mais estranha ainda parecia quando os lábios do próprio tio dela envolveram os dela num beijo, e a Vale, que me pegou espiando, me agarrou pela boca e enfiou a língua pra dentro.
- Adoro esses jovens aventureiros, nem precisam ficar bêbados ou drogados pra topar esses desafios. - Ela disse pro parceiro quando nossas bocas se separaram e ela me beijava o pescoço, virando uma assim, na segunda mulher que beijei na minha vida, e também era da família, um baita recorde pra escândalo.
- Não se distrai, amor, temos que ser bons anfitriões. - E a mão do meu tio se enfiou na legging da Tammy, provocando o primeiro gemido da noite. Os dedos experientes dele acharam o ponto mais gostoso dela na hora e massagearam com força.
Nacho voltou a beijar minha irmã do meu lado enquanto tocava a buceta dela, vi as línguas deles se conectarem, os lábios fazendo sons de sucção bem safados e a Tammy curtindo, as línguas se encontrando fora da boca, batendo uma na outra. Aquela visão tava me excitando mais do que eu imaginava.
- É, dá pra ver que você tá gostando do que vê. - Vale sussurrou pra mim, imitando meu tio, apertando o volume crescente na minha calça. - Continua olhando sua irmãzinha que eu vou aproveitar pra me entreter com outra coisa.
- Desculpa, não quis me distrair, é a primeira vez que eu transo com alguém além de, bem, minha irmã.
- Que gostoso ouvir essas coisas sujas. - Vale falou, enfiando a mão dentro da minha cueca e agarrando meu pau. - Sempre quis comer meu irmão, mas nunca tive coragem, vocês são dois caras encantadores. - Ela me enganou com essas palavras de sereia.
Vale tirou minha camiseta e foi descendo, me dando beijos pelo torso todo até chegar na minha calça, que ela abaixou pra me deixar pelado. Do lado, vi a camiseta do meu tio voar, mas a loira roubou toda minha atenção quando levou meu pau à boca, passando a língua pela cabeça toda, saboreando, cravando aqueles olhos azuis direto nos meus a cada segundo. Eu tava 100% focado nela, pela primeira vez minha irmã ficou em segundo plano na minha vida sexual.
Depois de lamber como se quisesse gastar, ela envolveu com os lábios, apertou bem forte e foi descendo, sentindo minha pele esticar mais do que nunca, engoliu tudo, meu pau sumiu na boca dela e ela manteve ali por vários segundos, enquanto a língua apertada contra o tronco, produzia toneladas de saliva.Uuuh, Deus, como ele é gostoso… – falei, segurando a cabeça dela contra meu pau, amando a sensação.
A única coisa que me fez lembrar que Nacho e Tammy estavam do meu lado foram os gemidos da minha irmã, resultado do cunnilingus que meu tio estava fazendo nela.
– Você gosta de como ela chupa seu pau, irmão? – ela perguntou, segurando as próprias pernas para deixar o tio invadir a pussy dela com os lábios e a língua. Agora a Vale balançava a cabeça devagar, mas com intensidade. Os lábios dela sabiam apertar bem, tinham um poder de sucção muito forte.
– Nem vou perguntar pra você, deve ter experiência.
– Você não faz ideia.uuuhh, ahh- Até escapavam uns gemidos dela.
- Tô te falando, valeu por me meter nessa e não ter sugerido que eu...Ahh! ahhh, uummmmEla gemeu quando enfiou dois dedos e ficou remexendo a buceta dela.
Vale, por sua vez, cuidava das minhas bolas com maior descaramento, lambendo, chupando, deixando tudo molhado de saliva enquanto a mão dela puxava meu pau com muita velocidade.
Muito excitados, virei de lado procurando a Tammy e beijei ela, calando os gemidos dela enquanto recebíamos sexo oral na mesma cama.
— Olha pra cá, cara, vou te mostrar que esses peitos não são enfeite.
Valéria se pelou na minha frente, deixando os frutos à mostra, e depois de cuspir no meu pau, envolveu ele com os peitos, apertando bem entre as tetas dela. Sem dúvida, ia ser difícil olhar pra um lado só, nunca desejei ter um par de olhos a mais como naquela noite.
Aquela podia ser uma das melhores noites da nossa vida, e tava só começando…


Continua…
Obrigado por ler! No próximo capítulo, um dos últimos, senão o último, a reunião de família chega ao fim e quem sabe, talvez vocês curtam a onda liberal e conheçam mais casais. Vocês gostariam?
Se gostaram, agradeceria se avaliassem e comentassem, assim mostram apoio e eu percebo que curtiram o conto. E não teria jeito nem se a gente ficasse dez anos sem se ver. Quem, na minha posição, sendo beijado pela própria irmã, ia querer voltar pros tempos em que a gente só se odiava e brigava?
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Irmã Otaku:http://www.poringa.net/posts/relatos/3484478/Hermana-Otaku.html#comment-178268Irmã Otaku. Parte 2:http://www.poringa.net/posts/relatos/3490547/Hermana-Otaku-Parte-2.html#comment-173837Irmã Otaku. Parte 3:http://www.poringa.net/posts/relatos/3500404/Hermana-Otaku-Parte-3.htmlIrmã Otaku. Parte 4:http://www.poringa.net/posts/relatos/3506503/Hermana-Otaku-Parte-4.html#comment-172817Irmã Otaku. Parte 5:http://www.poringa.net/posts/relatos/3530577/Hermana-Otaku-Parte-5.htmlIrmã Otaku. Parte 6:http://www.poringa.net/posts/relatos/3542132/Hermana-Otaku-Parte-6.htmlIrmã Otaku. Parte 7:http://www.poringa.net/posts/relatos/3562077/Hermana-Otaku-Parte-7.htmlIrmã Otaku. Parte 8:http://www.poringa.net/posts/relatos/3575734/Hermana-Otaku-Parte-8.htmlIrmã Otaku. Parte 9:http://www.poringa.net/posts/relatos/3592034/Hermana-Otaku-Parte-9.html
4 comentários - Irmã Otaku. Parte 10
Yo venía dispuesto a terminar una paja
Muy buen trabajo solo dime dónde leo la conclusión