Minha breve apresentação

Tive que mudar alguns números pra não derrubarem o post de novo, mas pra variar um pouco, queria deixar essa breve apresentação: Mesmo tendo esse tipo de perversão em mim, não sou uma garota atrevida ou do jeito que a sociedade definiria como "slut" ou "puta". Sempre trato as pessoas com respeito e espero que façam o mesmo comigo. Sou de poucas palavras com gente desconhecida, tenho um temperamento forte, mas sempre tento ser educada. Trato os outros como gostaria de ser tratada. Também tenho uma obsessão por limpeza íntima e pessoal, tanto que até no inverno tomo mais de um banho por dia e tenho vários acessórios pra higiene íntima. Pode parecer difícil de acreditar, mas nunca transei. Meu tio começou a me perverter desde que eu tinha 21 anos, mas nunca me penetrou, só brincava com meu corpo. Imagino que já era culpa demais que ele sentia, sei lá. Mas desde aqueles dias, vendo todos aqueles fluidos saindo de mim, foi quando comecei a ter essa obsessão por limpeza e talvez nojo de sexo com penetração. Por outro lado, nunca me apaixonei nem namorei. Na escola, tive só uma amiga e uns colegas com quem só trocava ideia, sem amizade. Minha amiga Micaela era a única que aguentava meu jeito. Meus outros colegas viviam se zoando, brigando, se preocupando com o que vestir pra sair pra balada na sexta. Planejavam rolês depois da aula e eu sempre escolhia ir direto pra casa. Me convidavam na boa pra sair com eles, mas eu sempre recusava. Era tachada de "a antissocial" haha, uma amargurada pra eles. Mas a verdade é que nunca me interessou essa parada de sair pra dançar, beber álcool ou puxar papo com meus colegas. Era como se eu sentisse que eles não iam me entender, porque eu percebia que se preocupavam com coisas sem sentido. Eu via eles como uns imaturos, exceto a Mica, claro. Acho que talvez eu tenha adotado esse ponto de vista porque minha preocupação sempre foi cuidar da minha mãe quando Tava de ressaca que nem conseguia se mexer, era eu quem cozinhava e praticamente cuidava de tudo, ficava sozinha por horas, enquanto ela saía com os colegas de trabalho e amigos, nunca me abraçava e às vezes eu sentia que só atrapalhava, então sempre tentava não aparecer, sempre limpava a bagunça que ela fazia quando os amigos vinham e ficavam bem bêbados, passava pano no chão inteiro, às vezes tinha que limpar em volta dos que estavam dormindo no chão de tanto beber sem acordar eles... coisa que quando ela acordasse, ia ver tudo em ordem e pensar que não me teve em vão. Uma vez ela saiu pra comprar mais álcool e me deixou sozinha com três amigos dela, me fizeram provar vodka ou sei lá que porra era aquela que queimou minha garganta toda e fez água sair pelo nariz, talvez por isso nunca me interessei por beber álcool, achava uma coisa nojenta. O tempo passou e nos mudamos pra casa do meu tio quando ela trocou de emprego, e aí ficava mais perto pra ela, encontrei no meu tio uma figura de protetor ou herói, já que sempre me tratou com carinho e quando minha mãe queria me dar uma chinelada, ele sempre me defendia. Ah, e por sinal, eu sempre ia bem na escola, estudava muito e não fazia nada até terminar os deveres, porque se eu fosse mal, sabia que minha mãe ia me matar, pelo menos saber disso fazia eu ser uma boa aluna, foi o lado positivo. Uns meses antes de fazer 20 anos, meu tio me inscreveu numa escola de taekwondo e natação, pra eu ter o que fazer nas férias, natação é um esporte que eu pratico até hoje. Depois, um cara começou a vir direto ver minha mãe, era o novo namorado, uma vez eu ouvi eles discutindo e ele queria bater nela, corri pra ajudar, mas a porta do quarto estava trancada e eu não conseguia abrir, chorei de desespero porque comecei a ouvir barulhos de coisas quebrando, saí pra ver se algum vizinho podia me ajudar e vi meu tio chegando de longe, corri pra contar o que ele passou e me agarrou pra sair correndo, quando chegamos os gritos continuavam e meu tio, com um puxão, abriu a porta como se nada tivesse acontecido, quebrando a fechadura, e enfrentou o namorado da minha mãe, que caiu pelas escadas, ficou jogado no chão todo machucado, meio inconsciente. Meu tio deu uma surra nele e, desde aquele dia, nunca mais vi minha mãe namorar alguém. Éramos só nós duas e meu tio. Ela começou a ser mais carinhosa comigo, inclusive foi a primeira vez que me abraçou e pediu desculpas pela situação. Tudo começou a ir bem, até que, quando eu tinha 21 anos, meu tio começou a me perverter com todo tipo de jogos sádicos. No começo, achei que era algo normal, até gostava, mas depois percebi que era o contrário, embora já não me importasse mais. Já tinha toda aquela perversão dentro de mim. Era uma garota com uma mãe bêbada que parecia não se importar, uma garota que ficou sem pai, um tio que me pervertia até do lado da minha mãe quando ela tava dormindo e bêbada. Não nego que tudo aquilo me deu tesão, me dava um puta morbo. Me transformou na perversa e tarada que sou hoje. Não meço as consequências do que pode rolar ou do que faço. Tem dias que tô tão perversa que dá vontade de sair na rua completamente pelada e começar a me tocar pra todo mundo me ver, mas tem outros dias, como hoje, que fico pensando como seria se meu contexto fosse outro, se as coisas tivessem sido diferentes. No fim das contas, acho que tudo isso fez com que eu sempre quisesse me virar sozinha. Aos 21, comecei a trabalhar numa lanchonete fast-food, onde tô até hoje, embora mês que vem finalmente vou conseguir trocar de emprego. E em 2019 terminei o cursinho, então esse ano comecei a faculdade. Consegui um lugar pra alugar... sinceramente, não reclamo. Acho que tudo serve de experiência. Agora na universidade, com certeza (porque já me conheço), vou ter um monte de situações perversas. Já até vi onde posso "brincar" sem ninguém perceber. Inevitavelmente, sou assim, mesmo que às vezes me arrependa das coisas que... Passei, por sorte não me afetou com trauma, talvez sim em relação ao sexo e aos homens, mas com certeza em outras pessoas causaria um dano pior. Sei que me afetou deixando essa perversão que toma conta de mim e agora eu gosto. Sei que tem gente que teve uma infância pior que a minha e isso joga contra, mas nem sempre é assim. Então, se alguém está passando por uma situação ruim, não desista. No final, tudo faz parte da experiência e serve pra gente se educar. Segue em frente 😊

6 comentários - Minha breve apresentação

Bienvenida. Increible historia. Yo soh de las personas que me gusta leer las historias de los demás para poder algún día escribir estos relatos. Conta conmigo para leerte. Salud y rock n roll
anfora
Linda presentación! Te pinta de cuerpo y alma, perversita!😗