Compañera de Baile II

Primeira Parte:Companheira de Dança IPresentinho de Natal, a segunda parte da história com minha colega.

Chegou um WhatsApp dela perguntando como eu tava e se a gente podia se encontrar pra ensaiar sábado à tarde, já que a filha dela não ia estar e a gente ia ter a casa só pra nós.
Eu já tinha planos pro sábado, então acabamos combinando pra domingo à tarde.

Chegou domingo e tive uns contratempos, acabei me atrasando. Quando tava saindo pra casa da minha parceira, chegou uma mensagem dela: "Companheiro, não vai me deixar na mão, né? Tô te esperando." Como eu já tava saindo e é impossível responder mensagem na moto sem parar, não respondi. Só quando cheguei na casa dela a gente conseguiu conversar.

Contei o que tinha acontecido e ela disse que não tinha problema. Me convidou pra entrar e vi que ela tinha arrumado um pouco a sala pra abrir espaço e a gente se movimentar à vontade.
Deixei minha mochila na sala e ela perguntou se eu tomava chimarrão, eu disse que sim. Enquanto isso, ela comentou que tinha pedido ajuda pra filha pra arrumar a sala e mandou a menina pra casa da avó pra não atrapalhar, porque queria que a filha visse a coreografia quando a gente apresentasse.

Ela tava vestida de forma casual: uma regatinha soltinha com um decote leve, uma legging 3/4 e tênis.
Conectei meu celular por Bluetooth no aparelho de som dela e começamos o ensaio. Fizemos duas passadas e na terceira a gente se filmou pra ver como tava ficando. Durante cada passada, a gente tomava uns chimarrões e conversava sobre bobeiras, nada fora do normal.

Depois da terceira passada, sentei na mesa pra ver o vídeo. Eu esperava que ela ficasse do meu lado pra assistir, já que tinha bastante espaço, mas não: ela me serviu um chimarrão pelo lado e se colocou atrás de mim, meio abaixadinha, me abraçando na altura do pescoço.
Apertei o play no vídeo, mas sinceramente não prestei atenção. Só pensava no jeito que ela tava me abraçando e se era só porque ela é assim ou se tinha algo a mais.
Como não tinha prestado muita atenção no vídeo, usei de desculpa... que não tava seguro e queria ver de novo pra reparar em uns detalhes. Terminamos de ver o vídeo e decidimos que faríamos mais uma passada pra tentar corrigir uns detalhes e gravar de novo pra ver se tínhamos consertado. Tentando colocar o celular no lugar que queria, quase deixou ele cair, e eu consegui segurar bem na hora antes que batesse no chão. Depois disso, ela pediu pra eu colocar, porque já tava com medo. Fizemos a passada e, vendo o resultado, amamos como ficou. Dessa vez a gente se viu no meio da cozinha e não teve nenhum momento estranho. Ela me oferece um mate e, com um sorriso, fala que tá muito feliz de ter me pegado como parceiro, porque eu passava muita segurança e que tinha certeza de que, se ela pisasse na bola na noite de estreia, eu ia saber consertar o erro. Eu respondi pra ela não se preocupar, que se isso acontecesse, de algum jeito a gente ia se virar, porque távamos juntos nessa — já que é dança em dupla, a gente se destaca junto e também mete o pé junto. Nessa hora, o sorriso meio que sumiu do rosto dela e ela me disse que é bom que ainda existam homens que pensam assim. Não quis perguntar o que era aquilo nem nada, então mudei de assunto e comecei a criticar uma colega que eu sei que ela e a maioria das minhas colegas não suportam, porque ela vive querendo se achar a deusa na frente de todo mundo. Mas mais tarde, depois de arrumar a mesa no lugar, sentados e conversando, perguntei por que ela tinha faltado tanto no mês passado, e foi aí que entendi o que ela queria dizer. Ela tava tentando se reconciliar com o ex, o pai da filha dela, mas não durou muito, porque descobriu que ele tava se vendo com outra mulher antes e durante a tentativa de reconciliação, além de ele ter pedido pra ela largar a dança porque não gostava. Depois de contar, ela enxugou umas poucas lágrimas que tinham escapado e disse que, pelo visto, foi melhor assim, porque agora ela tinha um parceiro melhor, mesmo que só de dança, enquanto colocava a mão dela sobre a minha direita. que estava em cima da mesa e me fez um leve carinho.
Com um sorriso, respondi que ela pensava tão bem de mim porque me conhecia pouco, o que serviu pra fazê-la rir e cortar o clima triste. Continuamos conversando mais um pouco até a filha dela chegar.
Olhei a hora e já eram quase 22h, então falei que ia aproveitar pra ir embora e comer alguma coisa.
Ela me perguntou se eu não queria ficar pra jantar, que podia pedir algo, e eu respondi que não, melhor na próxima. Ela me acompanhou até a porta e, quando nos despedimos, demos um beijo que foi metade bochecha e metade boca – sei disso porque senti os lábios molhados dela nos meus, e quando nos afastamos, ela estava com o olhar bem fixo nos meus olhos.
Assim como na vez do apoio no meio da aula, não falei nada. Coloquei meu capacete, subi na moto e comecei minha viagem pra casa…

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