Na cabana, eu tinha deixado o Guille mergulhado em pensamentos, talvez em dúvidas pelo que viu. Será que ele estava desconfiando? Será que a mesma situação passou pela cabeça dele?... ou talvez a imagem de me ver amarrado trouxe lembranças pro Guille do apartamento dele, quando a Vane era a amarrada.
- Guille, me leva pra minha casa, por favor… tinha pedido a Vane, envergonhada naquela ocasião.
Guille desceu com ela até o estacionamento. A Vane tava nervosa, contrariada, às vezes tremendo — foi uma terapia de choque que impuseram nela. Em alguns momentos, parecia viajando, e o Guille queria guiar ela pro carro ou talvez confortar ela com a mão no ombro… mas a Vane reagia fugindo.
Claro, Guille ao perceber o quanto eu tava perturbada também sentiu remorso, a audácia que teve aquele engano pra neutralizar a Vane também teve consequências. A gente só tinha pensado em como bloquear as chantagens dela, mas não imaginou como ela reagiria, como isso ia afetá-la. Esquecemos que, apesar de todas as crises dela, a Vane também tinha sentimentos.
Subiu no carro, Vane por instinto sentou atrás… talvez acostumada a que quando ela não dirigia, quem fazia isso era o motorista da família, um mestiço igual o Guille. Dessa vez ele entendeu a situação, não se irritou, só pediu educadamente que ela fosse na frente com ele, afinal, mais do que já tinha feito com ela no apartamento, não dava pra fazer no carro.
Ela aceitou, mas ficou com o ombro encostado na porta, segurando a cabeça com a mão e o braço apoiado no espelho. Estava pensativa. Depois de tentar puxar conversa com ela sem muita resposta, o Guille decidiu dar o espaço dela. Até que finalmente ela pareceu reagir:
— Por que você sempre foi bom comigo?... — perguntou Vane, saindo do seu mutismo.
- E por que não deveria ser?... retrucou Guille.
Porque… não sei…
No esquema mental da Vane, com certeza por causa do que enfiaram na cabeça dela, os mestiços só eram bons quando queriam algo em troca. Obviamente o Guille não queria nenhum tipo de favor ou grana daquela gostosa, no começo ele queria a amizade dela e talvez conquistar o coração dela porque sentia atração pela Vane.
- Sinto muito por ter me afastado da sua amizade… ela disse sinceramente.
- Não se preocupa… respondeu Guille, todo compungido.
Depois explico pra ela que vários amigos dela (os branquinhos) tinham notado que o Guille tava muito grudento nela e algum comentário escapou na casa deles. A avó dela, quando ficou sabendo, deu um berro danado e a Vane, pra evitar treta e fofoca, resolveu se afastar.
Embora a Vane parecesse independente pra caralho, ainda tinha aquele cordão umbilical com a família. Ela tinha um puta respeito pela avó, porque, com a ausência dos pais, foi a velha que praticamente a criou — uma descendente daqueles alemães da Segunda Guerra Mundial. Assim, durante a criação nas mãos dela, a Vane acabou absorvendo várias das neuroses nazistas da coroa.
Claro, as explicações da Vane, saber de todos os traumas e complexos dela, também não agradavam muito o Guille… obviamente ela não falava as coisas por maldade, mas era冲击ante pro Guille perceber como era visto pela avó e pelos amigos, e também, em parte, pela própria Vane.
- Melhor não falar mais… já percebi como me valorizam no teu círculo… disse Guille.
- Mas eu não sou assim…
- A gente é o que faz, não o que diz… retrucou o Guille.
Vane percebeu que, na real, soava feio discriminar as pessoas, com certeza ela era contra, até daria discursos. Mas o jeito dela agir se contradizia com o que falava, afastou o Guille só pra ficar de boa com os amigos e a avó dela.
- Então… não quero ser assim… disse Vane novamente chorosa.
Nesse ponto, a Vane tava confusa, entre os caprichos dela, o que achava certo, o que enfiaram na cabeça dela, o que aconteceu e com quem. O Guille tentou entender ela e não encher mais o saco pedindo explicação.
Só depois a Vane lembrou do que pediu pro Javier, que aproveitasse o encontro dele comigo pra tirar fotos da gente. Lembrou da vingança dela e no que isso nos levou, e começou a se arrepender, quis cortar aquela corrente de revanches… mas já era tarde demais pra me avisar.
Aí aconteceu o que já se sabe, a Vane tentou se engraçar com a gente, chamou a Mili pra se desculpar, depois o Guille pediu pra ela ir junto e foi na casa dela onde me esperaram. Na minha cara de decepção por ela estar lá, a Vane no caminho pro clube tratou de retomar a amizade com o Guille.
Já no clube, o Guille aproveitou a situação pra aprofundar a amizade deles em todos os sentidos, principalmente no rio. O coitado do Guille tentou levar a Vane pra uns cantinhos do clube, mas sem sorte nenhuma. A Vane não era tão boba assim e percebia que a situação do dia anterior tinha deixado ele com vontade de mais... mas ela não tinha certeza se queria a mesma coisa.
Foi esquivando cada proposta, cada insinuação… até que o Guille se ligou, graças a mim também, já que me viu correndo atrás da Mili naquela estrada de terra. Fez a Vane enxergar minhas intenções e isso abriu espaço pra eles nos seguirem… não na mesma velocidade, pra nos dar nosso espaço.
Então no caminho, o Guille desviou ela do bom caminho… acho que ele já tinha feito isso na noite anterior, e acho que a Vane não tava no bom caminho desde que me viu com a Mili no banheiro… enfim, o negócio é que o Guille viu a chance dele na primeira curva da mata, e a Vane caiu que nem uma patinha.
No caminho, ele a manteve distraída com conversas que nem ele mesmo lembrava, só sabia que o coração dele batia forte, com ansiedade de possuir de novo aquela branquela metida que o deixava louco. De vez em quando, também sentia medo de como ela reagiria se ele tentasse sodomizar ela de novo…
Em menor escala, o Guille tava meio com medo... Porque não sabia onde caralh... tava nem pra onde ir... até que já tinha ido no clube umas vezes, mas tinha uma certa fobia de mato. Ele me contou que quando era criança fez uma viagem em família pra selva, e no caminho pra pousada no meio da mata, uma cobrinha caiu de um galho em cima dele, pelo menos é o que o pai dele diz. Se perguntarem pro Guille, ele vai jurar que era uma sucuri.
O negócio é que ter a Vane de novo, dessa vez esperava que fosse por vontade própria dela, me deixava com a adrenalina no talo, a ponto de me arriscar a me enfiar no mato, claro, sem trombar com os galhos…
- Tá acontecendo alguma coisa?... perguntou a Vane vendo ele meio paranoico com os barulhos da mata.
- Não… nada… tô bem… respondo Guille, disfarçando enquanto suava.
Vane quis distraí-lo, mas talvez não tenha escolhido o assunto de conversa certo:
Faz quanto tempo que o Dany e você são amigos…
- Desde que a gente começou a faculdade… respondeu o Guille meio sem graça, não levo ela pra esses lugares pra falar de mim, mas era o bom e velho Guille e completou: …é um bom amigo.
- E desde quando ele tá saindo com a Mili?...
- Parece que não faz muito tempo, mas acho que fisguei ele… disse Guille me vendo apaixonado.
— Se vi no banheiro… disse com uma careta engraçada a Vane, lembrando como ela nos viu.
- Jajaja… não é isso… acho que a Mili fez ele se apaixonar por ela… disse Guille, também pra tirar da Vane a ideia de que eu ainda tava disponível.
- Pois é, nunca vi ele com uma mina na faculdade… sempre educado, cavalheiro, mas na dele… como se escondesse algo… agora ele se atreve a brigar com o Javier na frente de todo mundo por causa dela… falou a Vane.
- Bem, ele teve um rolo complicado com uma mina parecida com a Mili… disse o Guille e, percebendo que não era da conta dele ficar falando da minha intimidade, preferiu não continuar.
— Ah… já entendi… — concordou Vane, talvez dando sentido à minha preferência pela Mili em vez dela.
- Acho que as morenas são o ponto fraco dele, deixam ele louco… afirmo Guille como se quisesse cravar na cabeça da Vane que ela esquecesse de mim, que eu não era o tipo dela.
Não tinha levado ela no meio do mato, vencendo os medos dela e na busca de um pôr do sol romântico pra falar do amigo com a mina que ele tava afim. Guille queria criar a chance dele e o destino deu uma mão…
- Nossa… que paisagem linda… exclamou a Vane, admirada.
Tinham chegado à beira do rio… a areia começava a brilhar alaranjada pelo pôr do sol entre as montanhas, era uma paisagem verde cortada por um rio calmo, um clima morno com uma brisa refrescante.
— Vamos sentar um pouco… — disse Guille, fazendo sua jogada.
- Mas... Mili e Dany... retrucou Vane, lembrando por que tinham ido até lá.
- Já aparecem... respondeu Guille.
No final, a Vane no fundo já desconfiava do que vinha por aí, deixou as coisas rolarem ou o Guille fazer elas rolarem do jeito dele… no fim, o Guille foi uma das poucas pessoas que tratou ela com carinho e respeito, os amigos dela, fora isso, eram muito folgados e mais de um, bêbado, já tentou dar em cima dela de mal jeito em alguma festa.
— Você me perguntou por que eu te tratava bem… — disse Guille, adivinhando os pensamentos dela.
- Sim... repito Vane sabendo que vinha uma declaração.
- Você me atraiu desde a primeira vez que te vi... na verdade, eu sou gentil com as garotas, mas com você me dá vontade de ser ainda mais carinhoso, mais apaixonado...
— Mas o que é que eu tenho que te atrai em mim?... perguntou a Vane, ia além do físico e o Guille entendeu.
- Você é inteligente, gentil, engraçada… só que quando está com seus amigos, você se transforma… não é você mesma… se deixa levar… e…
- Sei… sei… desculpa… não quero mais ser assim… disse Vane, cobrindo o rosto, querendo soluçar de novo.
Então o Guille procurou confortá-la… afastou as mãos dela, viu o rosto vermelho com algumas lágrimas e os olhos semicerrados olhando pra baixo, ela, que tinha sido altiva nas últimas semanas, sentia vergonha de ser vista daquele jeito de novo, como uma mulher frágil… Guille aproveitou o momento e beijou ela…
Vane naquele momento queria se sentir amada, valorizada, e as palavras do Guille elogiando as qualidades dela faziam ela entender que ele via mais nela do que só o rosto ou o corpo… ele tratou ela bem, e se ela tava errada escolhendo caras que não queriam ela… que mal tinha em dar uma chance pra alguém que tava atrás do love dela…
- O que você tá fazendo?... perguntou Vane, oferecendo uma certa resistência, enquanto Guille começava a acariciá-la por baixo da roupa.
- Te ter do jeito certo… com amor, como você merece… repito Guille entre gemidos.
Aquela resposta acabou desarmando a Vane, que foi se deixando cair de costas na areia, enquanto Guille se posicionava por cima dela, sem parar de beijá-la… Vane, ainda não preparada mentalmente pra seguir aquela situação, continuava de olhos fechados, igual da outra vez, só queria sentir… se sentir amada…
A Vane tava usando uma blusa folgada e uma saia também largona, depois de se vestir no dia anterior feito uma puta de luxo e ver a merda que deu quando se vestiu assim, naquele dia ela preferiu se vestir como antes, nada chamativa… mesmo assim, o Guille já sabia o que tinha por baixo daquela roupa sem graça…
Enquanto Guille, ainda ansioso e trêmulo, lutava pra desabotoar a blusa dela, enquanto ela, instintivamente, puxava a correia dele. Ele levantou a saia dela depressa, enquanto ela abaixou um pouco a calça dele e o pau dele saltou pra fora, encharcado nos fluidos dele por causa da ansiedade, o que fez com que ele puxasse a calcinha dela pro lado.
- Ouuu… uhmmm… gemeu Vane ao sentir a rola mestiça do apressado Guille entrando na sua buceta ainda pouco lubrificada.
Guille enfiou com força o mais rápido que pôde, não queria que Vane se arrependesse, que hesitasse e escapasse dele… então enfiou meia rola sem cerimônia… ela tremeu de dor, mas não quis resistir, em parte porque gostava de se sentir desejada e em parte por medo de como Guille reagiria se ela recusasse.
- Mais devagar… isso... pediu ela, mordendo os lábios.
Tanto tinha chegado o frenesi daquele momento para o Guille, que ele sentia que não ia demorar pra gozar… uma coisa era dominar ela no cu quando ela nem percebia que era ele por estar amarrada, mas agora era diferente… ele tinha ela do jeito que sempre quis desde que viu… na boa, com carinho, com o consentimento dela, com a entrega dela… com aquela paisagem paradisíaca… era perfeito… melhor do que ele imaginou…
- Sim… asiii… ai meu deus… uhmmm…
Agora o Guille se movia mais harmoniosamente, tinha se acomodado melhor sobre ela… tentou controlar a mente pra não gozar cedo. Tentou não pensar naquela umidade que a Vane oferecia, fruto da excitação dela, procurou não prestar atenção nos gemidos de prazer dela.
Só tinha uma coisa que incomodava o Guille… A Vane ainda tava de olhos fechados, curtindo aquilo ou talvez pensando que era outro cara que tava fazendo aquilo… nessa hora a mente dele pregou uma peça… ele começou a lembrar por que as coisas começaram, era por causa da Vane que tinha desprezado ele e tava atrás do amigo dele, o Danny, tanto que o chantageou pra ficar com ela… isso deixou ele puto…
- Por que você não olha pra mim?... pergunto irritado.
— O quê?... exclamou Van, abrindo os olhos e saindo do transe, ver Guille irritado a assustou.
— Tá pensando nele, né?... no Danny... — disse Guille, metendo forte nela.
— Não… não… Guille… não é assiii… se acalma… implorava a Vane.
Ele tava endemoniado, possuído pela raiva… também tava cansado de ser o segundo, assim como a Vane não era prioridade pra mim, ele sentia que ela não o tratava como prioridade… que ele era o prêmio de consolação dela, o "antes isso que nada"… não queria se sentir assim, também queria a vingança dele… deixou de ser o bom Guille…
- Vou te dar algo pra você pensar em mim… ele disse, furioso.
- Nãooo… reclamou Vane, adivinhando o que vinha.
O Guille levantou a cintura da Vane rapidinho, ela tentou contrair a bunda pra evitar a investida dele, mas foi tarde demais, o tranco brusco que o Guille deu pegou ela de surpresa… Ele fez isso pra deixar o cu dela à mercê dele… e conseguiu… aí simplesmente meteu com força.
- Ahhhh…. Ohhh… exclamo a Vane soluçando de dor.
Com a pica do Guille enfiada no cu de novo… A Vane reagiu instintivamente apertando os músculos, mas já era tarde, ela já tava entalada… e na real, apertar não só machucou o Guille como também doeu nela… ela entendeu que não podia fazer nada… ia deixar ele dominar ela…
- Viu… olha… é minha pica que te faz feliz… dizia Guille febril.
- Siiim… siiim Guille… é você… dizia a Vane entrando na onda, tentando acalmá-lo.
- Olha ele... replico Guille quase a obrigando.
Guille queria que a Vane levantasse a cabeça e pudesse olhar pra baixo, na sua virilha, como eles se uniam, como a sua pica mestiça entrava e saía inutilmente do cu que até pouco tempo era virgem. Era a primeira vez que ela via aquele espetáculo, da outra vez o Guille tinha dominado ela por trás. A imagem agora foi enchendo a mente dela de tesão, aquela ferramenta escura estava sodomizando ela de novo.
- Ahhhh… meu deeeus… hmmmm… assiiim… exclamou Vane.
Ela, que no começo tinha sofrido a investida dele, que tinha cravado as unhas nas costas do Guille, coisa que ele nem sentiu por causa da adrenalina… agora a Vane relaxava as mãos, os dedos que antes estavam fechados em punho agora começavam a acariciar as costas dele… o mestiço tava dominando ela de novo e ela gostou.
- Você gosta?... Guille se atreveu a perguntar, diminuindo a raiva ao ver que a Vane tava curtindo.
- Cala a boca e me beija… respondi Vane, que também parecia ser do tipo que não leva desaforo pra casa.
Guille começou a beijar ela como um apaixonado, com ternura… mas a Vane não queria isso, pegou ele praticamente pela nuca e puxou pro rosto dela. Misturava os gemidos e ofegos dela com a língua surpresa do Guille, que tava quase se afogando.
- Espera… disse Guille, que agora não conseguia conter a fera que tinha despertado.
- Ohhh… Mais rápido… mais forte… uhmmm… ela exigia por sua vez, Vane.
Se ele podia martelar as nádegas brancas dela com a virilha mestiça, enfiar o pau escuro até as entranhas pelo buraquinho dela… ela também se achava no direito de aproveitar do jeito dela, com beijos selvagens, com as mãos puxando ele pra perto, apressando os movimentos dele pra ele meter mais…
- Ahhh simmm… ahhh simmm… Já tô gozando… Uhmnn… exclamou Vane finalmente.
Guille, que já tava se segurando fazia um tempo, temia que se gozasse antes da hora a Vane ia dar uma surra nele, então finalmente conseguiu relaxar e jorrar na cavidade quentinha e apertada da Vane. Guille também quis aguentar pra não deixar uma impressão ruim, queria marcar território pra não ser comparado depois.
- Ahhh… ufff… suspiro, Guille, cansado.
Ela se deixou cair parcialmente sobre Vane… que também respirava com dificuldade. Aos poucos, a piroca mole do Guille começou a sair do cu vermelho e arrebentado da Vane.
- Uiiii… sai pra lá, vai me sujar… disse ela empurrando ele de lado.
A porra quente do Guille começava a escorrer pelo cu da Vane, ela levantou a saia e o leite começou a cair na areia. A calcinha dela tava puxada pro lado, esticada, a elástico já não ia mais servir... Vane sacou a parada e tirou ela, usando pra se limpar...
Guille, deitado de lado, de costas, ainda recuperava o fôlego, talvez esperando, como da outra vez, que a Vane, num ataque de loucura passional, limpasse a pica dele…
- Já tô… se veste… tá escurecendo… pediu a Vane, acabando com a fantasia do Guille.
Tinha sido um encontro estranho, começou com uma Vane submissa e terminou com a garota altiva e mandona que era às vezes. Guille achou que era o jeito dela de se proteger pra evitar sentir algo, pra se cuidar.
Vane sabia que o Guille esperava um boquete, mas pra ela não era algo comum de fazer, já bastava por hoje, pensou. Também não sabia o que viria depois, em parte deixou ele fazer pra compensar o que tinha feito, em parte pra se sentir amada… ela curtiu, gostava que ele a adorasse igual no curso, quando fazia de tudo pra agradar ela… mas sentir algo mais por ele… além dos traumas em casa ou do que aconteceu… Vane, na real, não sabia se amava ele de verdade.
Vendo o Guille meio ressentido pelo mutismo e isolamento dele, até do jeito mandão que ele tratou ela de novo… A Vane se sentiu culpada de novo e achou que devia ser mais amigável com ele. Em alguns momentos, ela chegou a sentir que o Guille era a mina daquela relação, porque via ele mais sensível… então ela chegou perto e puxou conversa, ele passou o braço no ombro dela e ela deixou.
Sem lembrar que foi sob o pretexto de nos procurar que acabaram ali, começaram o caminho de volta entre as árvores. Guille, novamente por momentos ansioso, não só pela floresta, mas por pensar no futuro, que teria que encarar a família dela e os amigos dela. Pelo menos os pensamentos dele mostravam que ele era bem otimista sobre o que viria daí pra frente.
Assim, depois de se entregar pro Guille na beira do rio ao entardecer, numa cena super romântica que ficaria na memória dos dois, cada um do seu jeito. Era a segunda vez que a Vane ficava com o Guille na intimidade, a primeira vez conscientemente.
Foi por isso que a Vane ficou com algumas dúvidas sobre o que aconteceu no dia anterior, coisas que ela não teve coragem de perguntar na hora por causa da vergonha da situação, mas que agora, com mais confiança, se animou a perguntar… pena que não foi pra melhor…
- A propósito, de quem foi a ideia de me amarrar?... perguntou Vane, curiosa.
— Foi ideia do Danny… — retrucou Guille.
- Pensei que tinha sido ideia sua...
- Bem, na real ele já tinha a ideia crua e eu ajudei a dar os detalhes... completou Guille, que não queria parecer que eu tava manipulando ele.
Talvez ela tivesse achado tudo bem até aquele momento, já tinha assimilado a ideia de que o Guille, na fossa dele por não ter ela, tinha bolado um jeito de possuí-la e que, aproveitando a minha treta com a Mili, o Guille propôs essa solução, mais por amor a ela do que pra me salvar.
De repente, não caiu tão bem saber que o Guille tinha sido usado por mim, pros meus motivos. O ego ferido dela por perceber que o amor por ela não era a causa principal daquela enganação. Talvez ali tenha nascido de novo aquele rancor, aquele ódio, de não ser levada em conta, do mesmo jeito que os pais dela também não a priorizavam.
De novo a pior versão dela se ativou, mais uma vez ela planejaria sua vingança contra a pessoa que estragou suas fantasias, que negou o que a Vane achava que era seu por direito. Dessa vez ela só prometeu que seria a última vez que se vingaria… ela teria sua revanche e pronto, as coisas ficariam por isso… pelo menos para ela.
Continua…
- Guille, me leva pra minha casa, por favor… tinha pedido a Vane, envergonhada naquela ocasião.
Guille desceu com ela até o estacionamento. A Vane tava nervosa, contrariada, às vezes tremendo — foi uma terapia de choque que impuseram nela. Em alguns momentos, parecia viajando, e o Guille queria guiar ela pro carro ou talvez confortar ela com a mão no ombro… mas a Vane reagia fugindo.
Claro, Guille ao perceber o quanto eu tava perturbada também sentiu remorso, a audácia que teve aquele engano pra neutralizar a Vane também teve consequências. A gente só tinha pensado em como bloquear as chantagens dela, mas não imaginou como ela reagiria, como isso ia afetá-la. Esquecemos que, apesar de todas as crises dela, a Vane também tinha sentimentos.
Subiu no carro, Vane por instinto sentou atrás… talvez acostumada a que quando ela não dirigia, quem fazia isso era o motorista da família, um mestiço igual o Guille. Dessa vez ele entendeu a situação, não se irritou, só pediu educadamente que ela fosse na frente com ele, afinal, mais do que já tinha feito com ela no apartamento, não dava pra fazer no carro.
Ela aceitou, mas ficou com o ombro encostado na porta, segurando a cabeça com a mão e o braço apoiado no espelho. Estava pensativa. Depois de tentar puxar conversa com ela sem muita resposta, o Guille decidiu dar o espaço dela. Até que finalmente ela pareceu reagir:
— Por que você sempre foi bom comigo?... — perguntou Vane, saindo do seu mutismo.
- E por que não deveria ser?... retrucou Guille.
Porque… não sei…
No esquema mental da Vane, com certeza por causa do que enfiaram na cabeça dela, os mestiços só eram bons quando queriam algo em troca. Obviamente o Guille não queria nenhum tipo de favor ou grana daquela gostosa, no começo ele queria a amizade dela e talvez conquistar o coração dela porque sentia atração pela Vane.
- Sinto muito por ter me afastado da sua amizade… ela disse sinceramente.
- Não se preocupa… respondeu Guille, todo compungido.
Depois explico pra ela que vários amigos dela (os branquinhos) tinham notado que o Guille tava muito grudento nela e algum comentário escapou na casa deles. A avó dela, quando ficou sabendo, deu um berro danado e a Vane, pra evitar treta e fofoca, resolveu se afastar.
Embora a Vane parecesse independente pra caralho, ainda tinha aquele cordão umbilical com a família. Ela tinha um puta respeito pela avó, porque, com a ausência dos pais, foi a velha que praticamente a criou — uma descendente daqueles alemães da Segunda Guerra Mundial. Assim, durante a criação nas mãos dela, a Vane acabou absorvendo várias das neuroses nazistas da coroa.
Claro, as explicações da Vane, saber de todos os traumas e complexos dela, também não agradavam muito o Guille… obviamente ela não falava as coisas por maldade, mas era冲击ante pro Guille perceber como era visto pela avó e pelos amigos, e também, em parte, pela própria Vane.
- Melhor não falar mais… já percebi como me valorizam no teu círculo… disse Guille.
- Mas eu não sou assim…
- A gente é o que faz, não o que diz… retrucou o Guille.
Vane percebeu que, na real, soava feio discriminar as pessoas, com certeza ela era contra, até daria discursos. Mas o jeito dela agir se contradizia com o que falava, afastou o Guille só pra ficar de boa com os amigos e a avó dela.
- Então… não quero ser assim… disse Vane novamente chorosa.
Nesse ponto, a Vane tava confusa, entre os caprichos dela, o que achava certo, o que enfiaram na cabeça dela, o que aconteceu e com quem. O Guille tentou entender ela e não encher mais o saco pedindo explicação.
Só depois a Vane lembrou do que pediu pro Javier, que aproveitasse o encontro dele comigo pra tirar fotos da gente. Lembrou da vingança dela e no que isso nos levou, e começou a se arrepender, quis cortar aquela corrente de revanches… mas já era tarde demais pra me avisar.
Aí aconteceu o que já se sabe, a Vane tentou se engraçar com a gente, chamou a Mili pra se desculpar, depois o Guille pediu pra ela ir junto e foi na casa dela onde me esperaram. Na minha cara de decepção por ela estar lá, a Vane no caminho pro clube tratou de retomar a amizade com o Guille.
Já no clube, o Guille aproveitou a situação pra aprofundar a amizade deles em todos os sentidos, principalmente no rio. O coitado do Guille tentou levar a Vane pra uns cantinhos do clube, mas sem sorte nenhuma. A Vane não era tão boba assim e percebia que a situação do dia anterior tinha deixado ele com vontade de mais... mas ela não tinha certeza se queria a mesma coisa.
Foi esquivando cada proposta, cada insinuação… até que o Guille se ligou, graças a mim também, já que me viu correndo atrás da Mili naquela estrada de terra. Fez a Vane enxergar minhas intenções e isso abriu espaço pra eles nos seguirem… não na mesma velocidade, pra nos dar nosso espaço.
Então no caminho, o Guille desviou ela do bom caminho… acho que ele já tinha feito isso na noite anterior, e acho que a Vane não tava no bom caminho desde que me viu com a Mili no banheiro… enfim, o negócio é que o Guille viu a chance dele na primeira curva da mata, e a Vane caiu que nem uma patinha.
No caminho, ele a manteve distraída com conversas que nem ele mesmo lembrava, só sabia que o coração dele batia forte, com ansiedade de possuir de novo aquela branquela metida que o deixava louco. De vez em quando, também sentia medo de como ela reagiria se ele tentasse sodomizar ela de novo…
Em menor escala, o Guille tava meio com medo... Porque não sabia onde caralh... tava nem pra onde ir... até que já tinha ido no clube umas vezes, mas tinha uma certa fobia de mato. Ele me contou que quando era criança fez uma viagem em família pra selva, e no caminho pra pousada no meio da mata, uma cobrinha caiu de um galho em cima dele, pelo menos é o que o pai dele diz. Se perguntarem pro Guille, ele vai jurar que era uma sucuri.
O negócio é que ter a Vane de novo, dessa vez esperava que fosse por vontade própria dela, me deixava com a adrenalina no talo, a ponto de me arriscar a me enfiar no mato, claro, sem trombar com os galhos…
- Tá acontecendo alguma coisa?... perguntou a Vane vendo ele meio paranoico com os barulhos da mata.
- Não… nada… tô bem… respondo Guille, disfarçando enquanto suava.
Vane quis distraí-lo, mas talvez não tenha escolhido o assunto de conversa certo:
Faz quanto tempo que o Dany e você são amigos…
- Desde que a gente começou a faculdade… respondeu o Guille meio sem graça, não levo ela pra esses lugares pra falar de mim, mas era o bom e velho Guille e completou: …é um bom amigo.
- E desde quando ele tá saindo com a Mili?...
- Parece que não faz muito tempo, mas acho que fisguei ele… disse Guille me vendo apaixonado.
— Se vi no banheiro… disse com uma careta engraçada a Vane, lembrando como ela nos viu.
- Jajaja… não é isso… acho que a Mili fez ele se apaixonar por ela… disse Guille, também pra tirar da Vane a ideia de que eu ainda tava disponível.
- Pois é, nunca vi ele com uma mina na faculdade… sempre educado, cavalheiro, mas na dele… como se escondesse algo… agora ele se atreve a brigar com o Javier na frente de todo mundo por causa dela… falou a Vane.
- Bem, ele teve um rolo complicado com uma mina parecida com a Mili… disse o Guille e, percebendo que não era da conta dele ficar falando da minha intimidade, preferiu não continuar.
— Ah… já entendi… — concordou Vane, talvez dando sentido à minha preferência pela Mili em vez dela.
- Acho que as morenas são o ponto fraco dele, deixam ele louco… afirmo Guille como se quisesse cravar na cabeça da Vane que ela esquecesse de mim, que eu não era o tipo dela.
Não tinha levado ela no meio do mato, vencendo os medos dela e na busca de um pôr do sol romântico pra falar do amigo com a mina que ele tava afim. Guille queria criar a chance dele e o destino deu uma mão…
- Nossa… que paisagem linda… exclamou a Vane, admirada.
Tinham chegado à beira do rio… a areia começava a brilhar alaranjada pelo pôr do sol entre as montanhas, era uma paisagem verde cortada por um rio calmo, um clima morno com uma brisa refrescante.
— Vamos sentar um pouco… — disse Guille, fazendo sua jogada.
- Mas... Mili e Dany... retrucou Vane, lembrando por que tinham ido até lá.
- Já aparecem... respondeu Guille.
No final, a Vane no fundo já desconfiava do que vinha por aí, deixou as coisas rolarem ou o Guille fazer elas rolarem do jeito dele… no fim, o Guille foi uma das poucas pessoas que tratou ela com carinho e respeito, os amigos dela, fora isso, eram muito folgados e mais de um, bêbado, já tentou dar em cima dela de mal jeito em alguma festa.
— Você me perguntou por que eu te tratava bem… — disse Guille, adivinhando os pensamentos dela.
- Sim... repito Vane sabendo que vinha uma declaração.
- Você me atraiu desde a primeira vez que te vi... na verdade, eu sou gentil com as garotas, mas com você me dá vontade de ser ainda mais carinhoso, mais apaixonado...
— Mas o que é que eu tenho que te atrai em mim?... perguntou a Vane, ia além do físico e o Guille entendeu.
- Você é inteligente, gentil, engraçada… só que quando está com seus amigos, você se transforma… não é você mesma… se deixa levar… e…
- Sei… sei… desculpa… não quero mais ser assim… disse Vane, cobrindo o rosto, querendo soluçar de novo.
Então o Guille procurou confortá-la… afastou as mãos dela, viu o rosto vermelho com algumas lágrimas e os olhos semicerrados olhando pra baixo, ela, que tinha sido altiva nas últimas semanas, sentia vergonha de ser vista daquele jeito de novo, como uma mulher frágil… Guille aproveitou o momento e beijou ela…
Vane naquele momento queria se sentir amada, valorizada, e as palavras do Guille elogiando as qualidades dela faziam ela entender que ele via mais nela do que só o rosto ou o corpo… ele tratou ela bem, e se ela tava errada escolhendo caras que não queriam ela… que mal tinha em dar uma chance pra alguém que tava atrás do love dela…
- O que você tá fazendo?... perguntou Vane, oferecendo uma certa resistência, enquanto Guille começava a acariciá-la por baixo da roupa.
- Te ter do jeito certo… com amor, como você merece… repito Guille entre gemidos.
Aquela resposta acabou desarmando a Vane, que foi se deixando cair de costas na areia, enquanto Guille se posicionava por cima dela, sem parar de beijá-la… Vane, ainda não preparada mentalmente pra seguir aquela situação, continuava de olhos fechados, igual da outra vez, só queria sentir… se sentir amada…
A Vane tava usando uma blusa folgada e uma saia também largona, depois de se vestir no dia anterior feito uma puta de luxo e ver a merda que deu quando se vestiu assim, naquele dia ela preferiu se vestir como antes, nada chamativa… mesmo assim, o Guille já sabia o que tinha por baixo daquela roupa sem graça…
Enquanto Guille, ainda ansioso e trêmulo, lutava pra desabotoar a blusa dela, enquanto ela, instintivamente, puxava a correia dele. Ele levantou a saia dela depressa, enquanto ela abaixou um pouco a calça dele e o pau dele saltou pra fora, encharcado nos fluidos dele por causa da ansiedade, o que fez com que ele puxasse a calcinha dela pro lado.
- Ouuu… uhmmm… gemeu Vane ao sentir a rola mestiça do apressado Guille entrando na sua buceta ainda pouco lubrificada.
Guille enfiou com força o mais rápido que pôde, não queria que Vane se arrependesse, que hesitasse e escapasse dele… então enfiou meia rola sem cerimônia… ela tremeu de dor, mas não quis resistir, em parte porque gostava de se sentir desejada e em parte por medo de como Guille reagiria se ela recusasse.
- Mais devagar… isso... pediu ela, mordendo os lábios.
Tanto tinha chegado o frenesi daquele momento para o Guille, que ele sentia que não ia demorar pra gozar… uma coisa era dominar ela no cu quando ela nem percebia que era ele por estar amarrada, mas agora era diferente… ele tinha ela do jeito que sempre quis desde que viu… na boa, com carinho, com o consentimento dela, com a entrega dela… com aquela paisagem paradisíaca… era perfeito… melhor do que ele imaginou…
- Sim… asiii… ai meu deus… uhmmm…
Agora o Guille se movia mais harmoniosamente, tinha se acomodado melhor sobre ela… tentou controlar a mente pra não gozar cedo. Tentou não pensar naquela umidade que a Vane oferecia, fruto da excitação dela, procurou não prestar atenção nos gemidos de prazer dela.
Só tinha uma coisa que incomodava o Guille… A Vane ainda tava de olhos fechados, curtindo aquilo ou talvez pensando que era outro cara que tava fazendo aquilo… nessa hora a mente dele pregou uma peça… ele começou a lembrar por que as coisas começaram, era por causa da Vane que tinha desprezado ele e tava atrás do amigo dele, o Danny, tanto que o chantageou pra ficar com ela… isso deixou ele puto…
- Por que você não olha pra mim?... pergunto irritado.
— O quê?... exclamou Van, abrindo os olhos e saindo do transe, ver Guille irritado a assustou.
— Tá pensando nele, né?... no Danny... — disse Guille, metendo forte nela.
— Não… não… Guille… não é assiii… se acalma… implorava a Vane.
Ele tava endemoniado, possuído pela raiva… também tava cansado de ser o segundo, assim como a Vane não era prioridade pra mim, ele sentia que ela não o tratava como prioridade… que ele era o prêmio de consolação dela, o "antes isso que nada"… não queria se sentir assim, também queria a vingança dele… deixou de ser o bom Guille…
- Vou te dar algo pra você pensar em mim… ele disse, furioso.
- Nãooo… reclamou Vane, adivinhando o que vinha.
O Guille levantou a cintura da Vane rapidinho, ela tentou contrair a bunda pra evitar a investida dele, mas foi tarde demais, o tranco brusco que o Guille deu pegou ela de surpresa… Ele fez isso pra deixar o cu dela à mercê dele… e conseguiu… aí simplesmente meteu com força.
- Ahhhh…. Ohhh… exclamo a Vane soluçando de dor.
Com a pica do Guille enfiada no cu de novo… A Vane reagiu instintivamente apertando os músculos, mas já era tarde, ela já tava entalada… e na real, apertar não só machucou o Guille como também doeu nela… ela entendeu que não podia fazer nada… ia deixar ele dominar ela…
- Viu… olha… é minha pica que te faz feliz… dizia Guille febril.
- Siiim… siiim Guille… é você… dizia a Vane entrando na onda, tentando acalmá-lo.
- Olha ele... replico Guille quase a obrigando.
Guille queria que a Vane levantasse a cabeça e pudesse olhar pra baixo, na sua virilha, como eles se uniam, como a sua pica mestiça entrava e saía inutilmente do cu que até pouco tempo era virgem. Era a primeira vez que ela via aquele espetáculo, da outra vez o Guille tinha dominado ela por trás. A imagem agora foi enchendo a mente dela de tesão, aquela ferramenta escura estava sodomizando ela de novo.
- Ahhhh… meu deeeus… hmmmm… assiiim… exclamou Vane.
Ela, que no começo tinha sofrido a investida dele, que tinha cravado as unhas nas costas do Guille, coisa que ele nem sentiu por causa da adrenalina… agora a Vane relaxava as mãos, os dedos que antes estavam fechados em punho agora começavam a acariciar as costas dele… o mestiço tava dominando ela de novo e ela gostou.
- Você gosta?... Guille se atreveu a perguntar, diminuindo a raiva ao ver que a Vane tava curtindo.
- Cala a boca e me beija… respondi Vane, que também parecia ser do tipo que não leva desaforo pra casa.
Guille começou a beijar ela como um apaixonado, com ternura… mas a Vane não queria isso, pegou ele praticamente pela nuca e puxou pro rosto dela. Misturava os gemidos e ofegos dela com a língua surpresa do Guille, que tava quase se afogando.
- Espera… disse Guille, que agora não conseguia conter a fera que tinha despertado.
- Ohhh… Mais rápido… mais forte… uhmmm… ela exigia por sua vez, Vane.
Se ele podia martelar as nádegas brancas dela com a virilha mestiça, enfiar o pau escuro até as entranhas pelo buraquinho dela… ela também se achava no direito de aproveitar do jeito dela, com beijos selvagens, com as mãos puxando ele pra perto, apressando os movimentos dele pra ele meter mais…
- Ahhh simmm… ahhh simmm… Já tô gozando… Uhmnn… exclamou Vane finalmente.
Guille, que já tava se segurando fazia um tempo, temia que se gozasse antes da hora a Vane ia dar uma surra nele, então finalmente conseguiu relaxar e jorrar na cavidade quentinha e apertada da Vane. Guille também quis aguentar pra não deixar uma impressão ruim, queria marcar território pra não ser comparado depois.
- Ahhh… ufff… suspiro, Guille, cansado.
Ela se deixou cair parcialmente sobre Vane… que também respirava com dificuldade. Aos poucos, a piroca mole do Guille começou a sair do cu vermelho e arrebentado da Vane.
- Uiiii… sai pra lá, vai me sujar… disse ela empurrando ele de lado.
A porra quente do Guille começava a escorrer pelo cu da Vane, ela levantou a saia e o leite começou a cair na areia. A calcinha dela tava puxada pro lado, esticada, a elástico já não ia mais servir... Vane sacou a parada e tirou ela, usando pra se limpar...
Guille, deitado de lado, de costas, ainda recuperava o fôlego, talvez esperando, como da outra vez, que a Vane, num ataque de loucura passional, limpasse a pica dele…
- Já tô… se veste… tá escurecendo… pediu a Vane, acabando com a fantasia do Guille.
Tinha sido um encontro estranho, começou com uma Vane submissa e terminou com a garota altiva e mandona que era às vezes. Guille achou que era o jeito dela de se proteger pra evitar sentir algo, pra se cuidar.
Vane sabia que o Guille esperava um boquete, mas pra ela não era algo comum de fazer, já bastava por hoje, pensou. Também não sabia o que viria depois, em parte deixou ele fazer pra compensar o que tinha feito, em parte pra se sentir amada… ela curtiu, gostava que ele a adorasse igual no curso, quando fazia de tudo pra agradar ela… mas sentir algo mais por ele… além dos traumas em casa ou do que aconteceu… Vane, na real, não sabia se amava ele de verdade.
Vendo o Guille meio ressentido pelo mutismo e isolamento dele, até do jeito mandão que ele tratou ela de novo… A Vane se sentiu culpada de novo e achou que devia ser mais amigável com ele. Em alguns momentos, ela chegou a sentir que o Guille era a mina daquela relação, porque via ele mais sensível… então ela chegou perto e puxou conversa, ele passou o braço no ombro dela e ela deixou.
Sem lembrar que foi sob o pretexto de nos procurar que acabaram ali, começaram o caminho de volta entre as árvores. Guille, novamente por momentos ansioso, não só pela floresta, mas por pensar no futuro, que teria que encarar a família dela e os amigos dela. Pelo menos os pensamentos dele mostravam que ele era bem otimista sobre o que viria daí pra frente.
Assim, depois de se entregar pro Guille na beira do rio ao entardecer, numa cena super romântica que ficaria na memória dos dois, cada um do seu jeito. Era a segunda vez que a Vane ficava com o Guille na intimidade, a primeira vez conscientemente.
Foi por isso que a Vane ficou com algumas dúvidas sobre o que aconteceu no dia anterior, coisas que ela não teve coragem de perguntar na hora por causa da vergonha da situação, mas que agora, com mais confiança, se animou a perguntar… pena que não foi pra melhor…
- A propósito, de quem foi a ideia de me amarrar?... perguntou Vane, curiosa.
— Foi ideia do Danny… — retrucou Guille.
- Pensei que tinha sido ideia sua...
- Bem, na real ele já tinha a ideia crua e eu ajudei a dar os detalhes... completou Guille, que não queria parecer que eu tava manipulando ele.
Talvez ela tivesse achado tudo bem até aquele momento, já tinha assimilado a ideia de que o Guille, na fossa dele por não ter ela, tinha bolado um jeito de possuí-la e que, aproveitando a minha treta com a Mili, o Guille propôs essa solução, mais por amor a ela do que pra me salvar.
De repente, não caiu tão bem saber que o Guille tinha sido usado por mim, pros meus motivos. O ego ferido dela por perceber que o amor por ela não era a causa principal daquela enganação. Talvez ali tenha nascido de novo aquele rancor, aquele ódio, de não ser levada em conta, do mesmo jeito que os pais dela também não a priorizavam.
De novo a pior versão dela se ativou, mais uma vez ela planejaria sua vingança contra a pessoa que estragou suas fantasias, que negou o que a Vane achava que era seu por direito. Dessa vez ela só prometeu que seria a última vez que se vingaria… ela teria sua revanche e pronto, as coisas ficariam por isso… pelo menos para ela.
Continua…
4 comentários - Cu da Mili 25
Ese Danny que se haga un lado
Muy buen relato