O Villerito 4: o Senhor

Para meus quatro queridos leitores:

A parte 1 dessa história foi censurada por motivos compreensíveis pelo moderador.
A parte 2 (final) junto com a parte 3 foram publicadas recentemente e recomendo que leiam para entender o que vem a seguir.
Mesmo assim, vou dar um resumo.
Cláudio e seu irmão Roly moravam com a mãe numa favela, que na parte 1 podia ser identificada por alguns detalhes como a 31.
Cláudio se apaixona pelo amigo Elías e eles viram namorados.
Aos 18, arrumam um trampo que permite sair da favela e ir morar numa pensão de merda em Constitución.
Elías cai nas drogas, perde o emprego, volta pra favela.
Cláudio acaba morando na rua.
A ideia de se prostituir fica martelando na cabeça dele.
Ele chupa a rola de um manobrista de um estacionamento pra poder usar o chuveiro à noite.
Um garçom velho e bicha, Manuel, descobre ele se masturbando o cu no banheiro do bar onde ele faz bico. Chantageia ele, tem que dar o cu pra ele.
A seguir, a parte 4

Depois daquela trepada na casa dele, Manuel nunca mais me pediu rola, começou a me tratar bem paternalmente, perguntava como eu tava, guardava comida pra mim, às vezes vinha conversar, me fazia bem ter um amigo, e ainda mais um amigo viado como eu.
O inverno tava chegando, meu primeiro inverno morando na rua. Com a grana que Manuel me deu por dar o cu, comprei um par de cobertores usados, uma balaclava e vários pares de meia grossa. Uma vez, gentilmente, Manu me perguntou onde eu guardava a grana, brincou com um tal de Papuyón ou algo assim que eu não entendia. A grana tava segura, mas não no meu cu. A primeira noite de frio intenso me pegou encolhido num canto do hall, pensando em como sair daquela merda. A palavra travesti passava e passava pela minha cabeça, eu fazia as contas, se por dar o cu Manu tinha me dado aquilo, por entregar o cu impressionante que todo mundo diz que eu tenho, quanto eu poderia cobrar? Quantos caras eu teria que atender pra juntar o aluguel de uma pensão? Fazia as contas, mas lembrava do meu irmão e da promessa dele. "Não, Cláudio, aguenta a rua, mas não entrega a buceta por dinheiro", ele dizia. Adormeci sem decidir.
A vida decidiu por mim. Num sábado à noite, também gelado, eu, do mesmo canto, olhava a vitrine do bar. Lá dentro, o pessoal tomava café, petiscava alguma coisa, ria, discutia, tirava o casaco e bebia uma coca com gelo. Eu estava sentado em cima de um dos cobertores, mesmo assim minha bunda tava congelada, com o outro me cobri até a cabeça, nuvens de vapor saíam da minha boca. Numa das mesas perto da vitrine, estava sentado um cara jovem, talvez com menos de 30, com um copo de uísque na frente. Manuel se aproximou com uns pratinhos de azeitona e petiscos, apoiou a borda da bandeja na mesa e ficou conversando animado com o cara, os dois sorriam e de vez em quando o Manu colocava a mão no ombro dele, dava pra ver que eram amigos. Num momento, os dois me olharam e continuaram conversando enquanto me encaravam. Eu imaginava o cara dizendo, sem parar de beber o uísque: "Coitado do cara, com esse frio na rua, que barbaridade!". Fiquei viajando na minha, fiquei puto com ele, sem nem conhecer. Cobri a cara toda com o cobertor e tentei dormir.
Passou um tempo, eu tava quase cochilando e de repente senti um dedo batendo na minha cabeça, me descobri. A 5 cm do meu rosto, estava a cara do cara:
— Sou amigo do Manuel. Ducha quente, comida e uma cama, você deixa comer? — a voz dele era dura, cortante. Meus pés gelados, minha bunda congelada, me ajudaram a decidir bem rápido, na hora passou a raiva que eu tava do cara, seco respondi "Sim".
— Vem, me acompanha até o carro.
Me levantei, juntei minhas coisas. Manuel, de trás da vitrine, sorria cúmplice pra mim. Fomos andando até o estacionamento perto. Guardei minhas coisas no lugar de sempre, o velho, que como toda noite me dava cock na boca em troca de banho e espaço, me olhou subir no BM com uma cara de tesão que Denunciou, puto de merda!
Viajamos pro norte sempre em silêncio, beira-mar, General Paz, Panamericana, será que ele ia me levar pra um hotel? Comecei a ficar nervoso, será que ia me arrebentar o cu ou queria algo mais? Os travecas da pensão tinham me contado umas paradas feias, na rua se contavam histórias..
Saímos em San Martín e fomos pra Libertador, entramos por ruas de bairro que me enchiam de admiração, paralelepípedos desiguais, árvores de calçada a calçada, casas impressionantes, nós dois em silêncio, eu, com o nariz colado no vidro, procurando a placa do hotel. Paramos na frente de um portão preto enorme que se abriu sozinho. Entramos e estacionamos na frente de um palácio impressionante, cercado de árvores. Ele abriu a porta grandona da casa e me convidou pra entrar, eu tava cagado de medo, mas por dentro meu tesão fazia meu cu formigar. Subimos uma escadona de mármore, ele me fez passar por um quarto e depois por outro. Acendeu a luz, uau, uma cama imensa, tipo pra 4 caras, móveis que brilhavam, uma porta. Pela primeira vez ele falou, sempre com aquela voz dura.
— Ali tem o banheiro. Quando sair, vai encontrar roupa limpa em cima da cama. Te espero lá fora. —
Entrei no banheiro, era maior que todo o meu barraco na favela, tudo quentinho, tudo limpo, tudo lindo. Me despi e abri o chuveiro. A água quente saía com uma força impressionante, nunca tinha tomado um banho assim. Sabendo o que me esperava, lavei o cu bem fundo, coitadinho, fazia meses que não comia uma rola, como será que era a do mudo? Enfiei os dedos com sabão bem lá no fundo, depois por via das dúvidas, caso ele tivesse os mesmos gostos que o Manu, puxei a rola e ensaboei a cabeça bem ensaboada. As toalhas foram deliciosas, branquíssimas, macias, perfumadas, nunca meu corpo tinha recebido um carinho tão suave. Essa história de me prostituir tava começando bem. Me olhei no espelho, tava muito bem, tenho 1,70, magro, bonitinho, cabelo preto, pele meio moreninha, sem pelo, — você é um gato lindo —, falei pra mim mesmo, me virei de lado e joguei a bunda quadris, minha bunda era incrível, melhor que a de qualquer traveco, virei de frente, meu pau de 21 cm tava uma delícia, nada a dever ao pau de um traveco. Pra ser travesti tem que ter o que é preciso, e eu tinha, bom, quase tudo. Me aproximei do espelho, olhei pras minhas tetinhas e biquinhos, com as duas mãos juntei e levantei, não, nada, se ia ser traveco, tinha que juntar grana pra fazer as peitolas. Meu irmão surgiu do fundo da minha consciência, me senti culpado, a rua é dura irmão, não aguento, me perdoa, mas pelo menos vou testar a profissão sem fazer os peitos, depois a gente vê.
Saí do banho pelado, em cima da cama um roupão branco enorme, duas caixas de cuecas novas, duas caixas de boxers novos e duas latinhas escritas em inglês. Por curiosidade abri elas, numa tinha uma calcinha fio-dental gostosa, vermelha, cheia de renda, na outra uma calcinha cavada gostosa, maior que um fio-dental mas igualmente chique. Pensei, se de qualquer jeito pra me comer iam tirar minha calcinha, pra que ia colocar? Melhor ficar pelado. Coloquei o roupão, macio e perfumado como as toalhas, respirei fundo e saí.
O outro cômodo era o escritório do cara, num canto um laptop, som, uma tela imensa, no meio uma mesa, o cara, também de roupão, sentado de pernas cruzadas, com um copo de uísque na frente, lendo um jornal grande, uma garrafa quadrada com um rótulo azul torto e comida pra todos os gostos. Fiquei parado na porta.
-Senta e come.- Obedeci, tinha um monte de coisa na mesa que nem sabia o que era, mas se você é viado, é porque não tem medo de experimentar, então ataquei um peixe vermelho que tava num pratinho, tava bom.
-Fica tranquilo, só vou te comer, tá? Como te falei, sou amigo do Manuel, também fui visitar ele algumas vezes na casa igual você. Manu falou muito bem de você, disse que nunca viu uma bunda tão linda.-
Sorri e, sei lá por que, fiquei vermelho. Comecei a olhar pro cara, um Um pouco mais alto que eu, bem barbeado, mãos delicadas, ombros torneados, olhos pretos profundos. Enquanto eu comia, ele continuava lendo o jornal e tomando uísque. Me ofereceu: — Quer? —, aceitei, tomei um gole e comecei a tossir, a única coisa que eu tinha tomado na vida era cerveja e tetra, o uísque queimava minha garganta. Ele riu e me ofereceu um guardanapo. Quando terminei de comer, ele disse: — Vamos?

Entramos no quartão. Pensei: o cara ia ser meu primeiro cliente, pelo menos o primeiro no meu cu, tinha que fazer bem meu trabalho. Virei de costas pra ele, desamarrei o roupão e fui deixando ele escorregar pelas minhas costas enquanto olhava por cima do ombro direito, quando estava quase chegando na minha bunda, deixei cair.

— Minha mãe! — só disse o cara. — Deita.

Me deitei de bruços no centro da cama king, senti o roupão dele cair e olhei curioso. O peito dele era perfeito, peludo mas não demais, barriguinha dura e levemente marcada, coxas bem torneadas. E no meio, my God!, uma piroca igual à minha, mas muito mais grossa, me assustei, fazia uns 5 anos que eu só comia a do Elias, que tinha uns 15 cm, mas fazer o que, um traveco tem que aguentar o que vier. Tentei relaxar. Ele sentou do meu lado, fechei os olhos e esperei. Senti algo gelado no meu esfíncter, depois um dedo começou a deslizar pra dentro de mim como num tobogã, era a primeira vez que meu cu recebia lubrificante íntimo, dois dedos, três e depois o silêncio e o vazio que precedem a penetração. Ele cravou a cabeça da piroca em mim, gritei, uma vez só, um traveco tem que aguentar, mordi o cobertor e agarrei firme o travesseiro com as duas mãos, a piroca continuou entrando, devagar, num vai e vem curto e depois empurrava um pouco mais, percebi quando a cabeça chegou no meu reto porque a dor diminuiu um pouco, mas o cara continuou cravando, eu sentia ela lá dentro, era como se mexesse nas coisas dentro da minha barriga com aquele pau grosso que tava me enterrando. Finalmente senti as bolas dele na entrada do meu cu e eu Relaxei, parei de morder o cobertor e a dor começou a sumir. O cara começou a meter mais rápido e mais fundo. Eu sabia que as travestis tinham que fingir prazer mesmo sem sentir, mas comigo não precisou, meu cu morrendo de sede começou a me dar uma festa de sensações, comecei a gemer, comecei a rebolar, comecei a falar umas putarias.
— Ai, assim, assim, como eu gosto da sua pica, ai moço, desculpa, como é seu nome?
— Me chamo Gonzalo, promíscuo, e você?
— Claudio, sou Claudio, ahh, arrebenta meu cu, Gonzalo, arrebenta!
Gonzalo acelerou, tirava os 21 cm e enfiava de novo com tudo, a batida do púbis dele na minha bunda, o engrossamento final da pica dele entrando em mim me fazia quase chorar de prazer, e, pela primeira vez, quando aquela parte grossa no final abria ainda mais minha bunda, minhas bolas formigavam, minha pica duríssima formigava, todo meu púbis ficava como antes de gozar, eu sentia, siiiim, eu sentia, minha gozada vinha, nunca tinha acontecido comigo, minha pica apertada contra o colchão estava prestes a explodir, levantei minha bacia pra dar espaço e isso foi a debacle, a pica dele entrou mais fundo, minhas bolas estouraram, Gonzalo gemeu, eu gritei e entre espasmos uma grande poça de porra se formou debaixo de mim.
— Obrigado, obrigado, Senhor, me fez feliz, ahh, como nunca, me fez feliz, me fez feliz. — repetia eu enquanto respirava ofegante.
Gonzalo, sem tirar a pica de dentro, foi me colocando de quatro e me levando até a borda da cama, fiquei na beirada e ele em pé no chão, abaixou minha cabeça pra minha bunda ficar levantada e recomeçou uma metida e sacada enfurecida. Não sei quanto tempo durou, mais de quinze minutos, com certeza, mas quando senti a pica dele crescer fechei os olhos e tentei focar toda minha atenção no meu umbigo, porque ali eu sentia a cabeça da pica dele, e siiiim, senti uma mornidão suave invadindo minha barriguinha, foi maravilhoso, me senti dele, senti que Gonzalo era meu dono, senti meu corpo se elevar, sem peso, me fundindo em outro. Não dá pra explicar com palavras, é Forte demais. Meu pau meio duro começou a jorrar leite de novo, eu tremia, gemia, chorava. Sempre fui um putinho submisso, mas naquela noite me senti completamente do meu homem, e percebi isso claramente pela primeira vez.
Gonzalo tirou devagarinho, eu desabei na cama, em cima do meu próprio esperma. Gonzalo acariciou minhas nádegas e começou a beijá-las devagar, se acomodou ao meu lado e, segurando meu ombro, me virou, viu meus olhos marejados, viu as lágrimas escorrendo pelo meu rosto, levantou meu queixo e me deu um beijo suavíssimo nos lábios.
— Vai se lavar enquanto eu troco o lençol — ordenou, com uma voz agora gentil.
Me levantei e comecei a andar, uau, que estranho e gostoso era sentir meu cu todo arrombado. Sentei no vaso e deixei o esperma e os fluidos saírem, enfiei um dedo, meu cu era um buraco. Decidi tomar banho pra ficar cheiroso de novo pro meu cliente? Eu não tinha vivido aquilo assim, tinha gozado tanto, como nunca Elías me fez gozar, ele me comeu tão gostoso que até pensei por momentos que, como o Manu fez comigo, eu devia pagar o Gonzalo pelo bem que ele me comeu. Ri de mim mesmo, antes de ele meter já me considerava uma puta de ofício, agora, com o cu arrombado, me sentia um putinho grato pelo macho dele!
Quando saí do banheiro, Gonzalo estava sentado encostado na cabeceira da cama, a cimitarra dele dormindo na coxa. — Vem — ele disse — senta aqui. Me acomodei ao lado dele, meu corpo nu encostado no dele, o calor da pele dele me encantava.
— O senhor gostou?
(continua)

4 comentários - O Villerito 4: o Senhor

Sigo todo los relatos y no aguanto esperar la continuacion este buenisimo
😍hermoso relato , es para juntarse y vivir ese gran goce felicitaciones a ese buen macho 👍