O fim de semana depois da entrevista no "Paraíso" passou sem graça nem glória. Raquel saiu pra beber com os amigos, correu na orla nas manhãs de sábado e domingo e só. Só uma coisa mudou na rotina dela nesses dias: no sábado de manhã, fez uma depilação a laser completa (viu estrelas, mas antes morta do que simples) e aparou as bordas dos pelos da buceta, deixando aquele triângulo que ela tanto gostava.
Já na segunda-feira ao meio-dia, Raquel folheava revistas de estilo, maquiagem e coisas do tipo. Tava justamente na sala lendo uma delas com o pai quando a mãe chamou os dois pra almoçar na cozinha.
— É de louco esses incêndios na Galícia. O filho da puta que provocou isso devia pegar uns 20 anos de cadeia.
— Ramão, pelo amor... essa boca, — advertiu Sara, a mulher dele e mãe da Raquel. — E aí, o que que tu tem? — disse Sara pra filha, que ultimamente andava pensativa.
— É que faz mais de um mês que mandei um currículo pra uma empresa e eles não respondem. Vou mandar pra outras, mesmo que aquele emprego fosse ideal.
Mentira, porque só fazia três dias que ela tinha ido no "Paraíso", mas tinha que fingir caso ligassem logo.
— Ah, meu anjo, não se preocupa, já já te chamam.
— Já, mãe, mas é que eu tô de saco cheio de ser aeromoça de evento. Os caras são uns porcos.
— Ei, ei, filha, também não generaliza, — repreendeu o pai, se sentindo ofendido.
Dim dim... tocou uma notificação de e-mail no celular da Raquel, que pegou quase sem interesse.
— Não!... Porra! — disse surpresa ao ler um e-mail enviado por uma empresa chamada "Business International Communication"... — Me responderam! — soltou com uma cara de completo espanto.
— Viu, amor? Pois é, já tava te falando, — disse Sara enquanto pegava o rosto dela e dava um beijão. — E aí, o que que diz?
— Que em dois dias eu esteja na filial deles em Palma de Mallorca e que me consideram preparada o suficiente pra assumir o cargo de community manager... ganhando 4 mil euros!
— Maaaae do céu, — disse a Irmão Juan... isso é uma grana danada!
- Siiiiim... hahaha. Bom, vou terminar minha comida que vou pra varanda contar pras minhas amigas.
Terminada a comida, Raquel foi pra varanda fechando a porta pra poder falar sem ser ouvida.
Bip... bip... bip... "O Paraíso", o que deseja? Era a voz da Vanesa, ela reconheceu na hora.
- Vanesa?... É a Raquel Martínez... sim, por isso que tô ligando, já recebi o e-mail.
- Já? Pode me tratar por tu, já somos colegas mesmo que eu seja a diretora... tem algum problema?
- Não, não, Vanesa, de jeito nenhum, claro que vou. É que tudo é tão novo e desconhecido que não sei o que tenho que fazer agora, só sei que tenho que estar em Palma de Mallorca daqui a dois dias.
- Deixa eu ver sua ficha... sim, é isso mesmo. Um cliente te escolheu como sugar baby... puxa, você deu sorte, 35 mil por mês mais complementos de "produtividade"... três dias de folga por mês... eu acho ótimo, Raquel, é um dos interessantes.
Raquel escutava entre excitada, assustada e pensativa. Tinha que pensar rápido se aceitava ou não e isso a deixava muito agoniada.
- Não se preocupa com nada, Raquel, se acontecer algo que você não aceite, tipo o cliente te forçar sexualmente ou você não topar algum desejo dele por qualquer motivo, a gente te traz de volta. Isso sim, você não receberia nada. Também não pagaria nada, já que a gente já cobrou do cliente os traslados e tal.
- Puxa, isso é um alívio, haha, respondeu ela um pouco mais calma.
- Sim, a segurança das nossas sugar babys é o que importa, querida. Também te aviso que se você quebrar um contrato por sua parte, você sai da nossa empresa e não vai mais trabalhar em nenhuma outra do ramo, é normal, né?
- Sim, claro, entendo.
- Bom, então um carro vai te buscar amanhã às 17h e te levar pro aeroporto... o motorista vai te entregar uma passagem de avião classe executiva pro voo IB-735 Málaga-Madri, lá você faz conexão e pega o voo IB-298 pra Palma de Mallorca, onde você chega às 22h15 da noite. Chegando lá, não sei se alguém vai te buscar um motorista ou teu sugar daddy.
—Tão cedo?... —exclamou Raquel, nervosa.
—Amor, não se preocupa, você vai se acalmar rapidinho. Claro que a primeira noite é difícil, complicada… mas acredita em mim, ele também vai estar nervoso. Eu também fui sugar baby, confia em você mesma, Raquel, você vai se sair bem. Vou te mandar o contrato por e-mail, você imprime, assina, escaneia e me manda de volta.
—Sim, claro, já vou fazer isso, Vanesa.
Depois de desligar o telefone, Raquel foi para a sala, onde o pai, a mãe e o irmão não paravam de conversar entre si.
—E o que vou fazer sem você, luz dos meus dias? —perguntou Sara, com pena.
—Mãe, é um emprego ótimo, não posso recusar. E tem o avião, posso visitar vocês sempre e vocês também podem me visitar. Vou sentir muita falta de todos, até de você, “chato” —disse, virando-se para o irmão.
Ela passou a tarde inteira lendo o contrato, assinando, enviando e saindo para fazer compras depois de sacar 600 euros no caixa eletrônico. Precisava de lingerie bonita e algum terno.
No dia seguinte, os pais a levaram ao aeroporto e a deixaram no balcão de check-in às 16h45, não sem antes enchê-la de beijos e abraços.
Já no avião, Raquel olhava melancólica enquanto ele começava a rolar pela pista, deixando a cidade dela para trás. Já em pleno voo, depois de tirarem os cintos, uma comissária se aproximou dela.
—Raquel Vázquez? Deve ter havido uma confusão, a senhora vai na primeira classe… pode me seguir, por favor?
—Sim, claro —disse ela, levantando-se e seguindo a comissária em direção à parte da frente do avião.
Assim que chegou ao compartimento da primeira classe, a comissária indicou o assento dela, e ela ficou de boca aberta. Não tinha nada a ver com os assentos da classe econômica onde estava sentada. Mais que um assento, era uma poltrona, sem outra ao lado, então ela tinha o dobro de espaço. Na frente, tinha uma televisão e uma mesa relativamente grande.
Para a viagem, ela escolheu um terno azul marinho que comprou naquela tarde, composto por uma saia lápis com uma fenda frontal de trinta centímetros que permitia Cruzar as pernas com conforto, mesmo que isso mostrasse mais da coxa, jaqueta de um botão e blusa branca aberta em dois botões, o suficiente pra não passar calor.
Já mais relaxada, passou a mão no joelho e na coxa. O creme de aloe vera tinha feito milagres, não tinha nenhum sinal de vermelhidão depois da depilação a laser, e a pele dela tava morena e brilhante. O resto do voo passou olhando alternadamente pela janela ou pra revista “Excelente” que uma aeromoça tinha dado, enquanto bebia devagar uma taça de “Cosmopolitan”, um coquetel de vodka, cranberry e limão, o preferido dela.
Depois de pousar em Madri, passou umas duas horas no bar da sala VIP até chamarem ela pro voo pra La Palma. De novo primeira classe, mas dessa vez tinha um acompanhante do lado esquerdo que não parava de olhar pras pernas dela e tentar puxar conversa. Raquel respondia educada mas sem interesse, e conforme a tela da cabine mostrava o aeroporto de La Palma cada vez mais perto, ela foi ficando mais nervosa. E era normal, ia dormir naquela noite com um completo estranho com quem dividiria sei lá quantos meses da vida dela.
ZZZZMMM…ZZZZMMM…ZZZZMMM… o celular vibrou. Que estranho, número desconhecido, pensou.
— Alô?...
— Raquel Vázquez, imagino. Olha, sou o Alfredo, seu tio, contratei você como sabe.
O coração dela deu um pulo, ficou super nervosa.
— Olha, Raquel, sobrinha, pensei que pra não ser desconfortável pra nós dois o encontro, a gente conversar um pouco… que acha?
— Sim, sim, claro, desculpa, fiquei meio nervosa… disse enquanto pegava a taça de vodka com cranberry e manga e dava um gole bom pra se acalmar. (Além disso, o tio dela era quem a contratava)
— Não precisa ficar, essa noite não vamos fazer nada, só conversar. Aliás, pode me tratar por tu, sobrinha.
— Bom, é meio estranho pra mim, tio, mas se você prefere assim, melhor, claro.
— Sim, com certeza. Então, vamos ver… como foi a viagem? Tudo bem e do seu agrado?
— Sim, sim, tudo muito bem, e a viagem… Muito tranquilo, na real. O tempo voou lendo umas revistas e o avião é superconfortável.
-Que bom ouvir isso... Raquel, pode me mandar um selfie agora, sentada do jeito que você está, no meu WhatsApp? Tenta aparecer o corpo quase inteiro.
O pedido soou estranho pra ela, porque ia vê-lo em uma hora ou algo assim, mas não deu importância. Então arrumou o cabelo, a jaqueta e a saia, e mandou a foto.
-Perfeito, você está linda, elegante mas sem exagero... discreta... pode me mandar agora uma com três botões da blusa desabotoados, focando um peito? Sem tirar do sutiã, claro.
Bom, isso já foi mais estranho, mas ela entendeu que o trabalho dela era agradá-lo. Depois de desabotoar mais um botão da blusa e ajustar o peito pra mostrar mais pele, tirou a foto. Viu que dava pra ver perfeitamente parte do pescoço e do decote, a pele do peito bem definida pela borda do sutiã preto, que contrastava com o moreno da pele, e mandou. Ao fazer isso, percebeu que o passageiro inconveniente à direita dela fez cara de espanto.
-É pro meu namorado, tem problema? – Raquel rebateu, enquanto o homem desviava o olhar pro jornal dele.
-Como é? – ouviu Alfredo falando pelo celular.
-Não, não, não é com você. É que tem um passageiro do lado, e claro que estranhou eu tirar uma foto do peito.
-E você tem um peito lindo, já vi a foto. Então um passageiro espantado, hein? Vamos brincar um pouco... deixa o coitado se divertir. Me manda agora uma foto da sua calcinha fio dental.
-Mas é que estou de saia justa, não consigo abrir muito as pernas.
-Sobe ela o máximo que puder, assim você dá outro gostinho pro homem.
-Já... bom, é que tenho quadril largo e coxas grossas... não que eu seja gorda, hein?
-Haha, relaxa, sobrinha, vi as fotos do catálogo da agência e você não é nada disso.
-Tá, vou ver o que dá pra fazer – disse Raquel, que deslizou a bunda volumosa pra frente no assento pra deixar as pernas mais livres. Mesmo assim, a saia não subia o suficiente, mas apertando as coxas para fora o máximo que pôde e tentando não rasgar, finalmente tirou a foto da calcinha fio-dental e mandou. Quando o flash disparou, dava pra ver perfeitamente a buceta coberta pelo tecido fino de renda da calcinha, ladeada pela pele das coxas. Na real, a luz do flash era tão forte que dava pra ver quase tão bem a calcinha quanto a buceta.
— Genial, Raquel, você tá gostosa… e o cavalheiro do lado de pau duro, imagino, né?
Raquel nem tinha reparado no viajante da direita, mas era óbvio que ele tinha visto ela levantar a saia até o meio da coxa e se fotografar de calcinha fio-dental. Um volume bem notável aparecia na virilha dele, e a cara dele não saía do espanto.
— Kkkkk… sim, tá mesmo, kkk — respondeu ela pro Alfredo, já mais relaxada e quase curtindo a situação.
— Você é exibicionista, Raquel?… não tem nada de errado nisso, hein?… eu adoraria que você fosse. Aliás, te vejo mais relaxada, gosto disso.
— Então, eu não fazia ideia de que era exibicionista, mas sim, reconheço que a situação me deu uma graça. E tô mais relaxada sim, obrigada, foi um acerto me ligar.
— Ótimo, fico feliz em ouvir isso. Bom, Raquel, então te espero no meu chalé… um dos meus funcionários vai te buscar na sala VIP. Um beijo.
— Obrigada, muito gentil, outro pra você.
Depois de desligar, ela se arrumou de novo, abotoou a blusa e se acalmou. A verdade é que a situação tinha excitado e relaxado ela ao mesmo tempo, então o resto da viagem passou bem mais tranquila. Além disso, a voz do Alfredo, o tio dela, tinha agradado. Um tom calmo, seguro de si, agradável e ousado… então a coisa não começava mal, pensou.
Já em terra, o funcionário foi buscá-la, bem gato por sinal, e depois de 25 minutos de estrada num Rolls-Royce, entrou numa estrada de cascalho cercada de vegetação dos dois lados, que terminava num portão de ferro bem grande. Atrás, um jardim lindo e bem cuidado, cheio de flores e plantas. De diferentes tipos, ela pôde ver um chalé enorme de dois andares, bem moderno, cuja fachada era quase toda feita de vidros enormes.
Na porta, uma senhora mais velha a esperava, vestindo o típico uniforme de serviço, com um crachá no peito onde se lia seu nome, Lucía.
— Acompanhe-me, vou levá-la a uma das salas onde o senhor a espera — disse ela, educadamente.
Ao passar pela porta, entraram num hall enorme com escadas dos dois lados que subiam para o segundo andar, onde se viam três corredores: um para a ala esquerda, outro para a direita e um terceiro, mais curto, indo para o fundo. No mesmo hall, a empregada parou diante da porta de um elevador, que as levou ao andar seguinte. Depois de percorrer um longo corredor com portas e quartos dos dois lados, aproximaram-se de uma porta de duas folhas já aberta, atrás da qual havia uma sala imensa com vários espaços, como uma sala de jantar e dois conjuntos de sofás e poltronas de estilos diferentes.
Num deles, ela viu um homem de uns 45 anos que fisicamente não se destacava em nada; era bem comum, como poderia ser o próprio pai dela. Sem ser bonito, não era feio; sem ser atlético, dava para ver que se cuidava; não era nem alto nem baixo… um senhor muito normal e impecavelmente vestido com um terno, paletó e gravata desabotoada.
— Raquel, sobrinha querida, um verdadeiro prazer — disse ele, aproximando-se dela com um sorriso largo, que só fechou para dar dois beijos. — Como vão as coisas? Deve estar com fome, não? Acredita que é a primeira vez que te vejo? Só por correspondência eu sabia que sua mãe, minha irmã, tinha tido filhos.
Ela gostou da forma como ele a recebeu: educada, mas "simples", como qualquer pessoa normal falaria. Esperava um homem mais formal e distante.
— Bom, está tudo ótimo, claro. E sim, verdade, com o nervosismo não comi o dia inteiro.
— Vamos sentar à mesa; esperei você para o jantar. Lucía, esquente o jantar e mande alguém servir para nós.
Depois de educadamente retirar a cadeira de Raquel pra ele sentar, ele fez o mesmo e olhou pra ela com aprovação. Ela reparou nos olhos azuis intensos lindos dele, mas não sustentou o olhar por muito tempo, ainda o intimidava.
— Então, como é? O que achou da minha casa? — disse Alfredo enquanto uma moça servia pratos variados com carnes, verduras, frutas e vinhos.
— Bom, é linda, pra ser sincera. Enorme, nunca tinha estado numa igual… você não se perde?
— Me perder? Hahaha… mas se fui eu que desenhei, sou arquiteto, sua mãe nunca falou de mim? Essa é uma das que tenho pelo mundo e a que me sinto mais confortável, embora se “isso” durar, você vai poder ver algumas das outras. A de Roma também é uma das minhas favoritas, mas é um estilo bem diferente. Mas você é formada em Belas Artes, o que vou te contar de Roma que você já não saiba?
— Roma!… Meu Deus, que maravilha! Fiz uma pós-graduação lá por uns meses e nem em todo esse tempo consegui ver tudo o que queria, é alucinante.
— Então vamos, não se fala mais nisso. — disse ele, focando mais na comida, embora quem ele devorava com olhares rápidos era Raquel, aquele decote e a beleza do rosto dela o deixavam fascinado. E ainda mais quando, esquentada pela comida e pelo vinho ou talvez de propósito, ela tirou a jaqueta e desabotoou mais um botão da blusa, deixando à mostra um belo decote.
— Ufa!… que calor, né?
— Deve ser o Rivera del Duero, costuma ter esse efeito — respondeu ele, satisfeito com a mulher gostosa que tinha na frente.
Depois de um ótimo jantar e uma conversa interessante, Alfredo, o tio dela, se levantou, puxou educadamente a cadeira pra ela e, pegando na mão dela, a levou até um dos sofás, onde sentaram um do lado do outro. Era um sofá meio baixo, então quando ela sentou, a saia justa de Raquel subiu o máximo que as pernas esplêndidas dela, comprimidas pela saia que realçava a curva das cadeiras, permitiram.
— Bom, por enquanto tá tudo certo, depois te mostro seu quarto, gosto de dormir sozinho. — disse ele, acariciando a coxa e o joelho dela.
Aquela história de “gosto de dormir sozinho” soou como música celestial para Raquel e foi um alívio tremendo.
— É, a verdade é que tá sendo tudo muito agradável, não imaginava que fosse assim, pra ser sincera.
— Você pode ficar de pé na minha frente?
No começo, Raquel ficou surpresa com aquilo, mas sabia que tinha que ser complacente com ele em todos os sentidos.
— Claro, sim — disse ela, levantando-se e se posicionando na frente dele, que continuava sentado.
— E agora, você poderia tirar a saia e a blusa?
— Claro, sem problema — respondeu ela, começando a desabotoar a blusa, depois pegando pelas abas, abrindo-a e deixando à mostra o sutiã preto de renda, esplendidamente preenchido pelos peitos dela, e a barriga, que chamou bastante a atenção dele. Tirou a blusa e jogou no sofá.
— Nossa, Raquel, você tem uma barriga linda… adoro. Num futuro próximo, vai estar crescendo aí o seu próprio filho/primo, mas tô me adiantando demais.
— Obrigada — respondeu ela, enquanto levava as mãos às costas para desabotoar os colchetes da saia, abrir o zíper, descer a saia pelos quadris e pernas, inclinando-se pra frente (o que quase colocou os peitos na cara dele) e, depois que caiu no chão, chutou a saia pro lado com um pé.
— Tá gostando do que vê? — perguntou ela com um meio sorriso, afastando um pouco os pés pra ele ter acesso ao que quisesse.
— Tô adorando — confessou ele, que continuava sentado, com os olhos na altura do umbigo dela.
Devagar, ele começou a explorar o corpo dela com as mãos, começando pelas panturrilhas bem torneadas e bem femininas. Depois passou pras coxas, que acariciou com as duas mãos primeiro pelo lado de fora, e depois pegando cada uma separadamente com as mãos, acariciando várias vezes de cima pra baixo, sempre parando na virilha sem tocar a buceta coberta pela calcinha fio dental.
Num gesto que surpreendeu um pouco ela, ele passou as mãos pra bunda dela, apertando como se estivesse avaliando. empurrou-a para si de modo que a barriga dela ficou tão perto do rosto dele que quase afundou nela.
—Genial, adoro que você tenha a barriga lisa mas macia, é tão feminina… disse enquanto separava as mãos da bunda para subi-las pelos lados dela, acariciar os ombros e passar a fazer o mesmo com os peitos dela, que ele amassou avaliando, vendo como ainda estavam com o sutiã.
E “ligada” também estava Raquel, quisesse ou não. Era uma mulher jovem e as carícias que ele fazia estavam deixando ela a mil. Tanto que já sentia a buceta começando a inchar e ficar molhada. Mas ficou calada, aceitando submisso o papel de mulher objeto.
—Tira o sutiã. As palavras de Alfredo a tiraram do devaneio e, levando as mãos para trás, soltou os ganchos, baixou as alças dos ombros e, pegando o sutiã por uma delas, livrou-se dele tirando pelos dois braços.
—Buffff, você tem uns peitões impressionantes mesmo, vão me dar muito o que fazer, disse enquanto os pegava com as duas mãos, os abarcava embora não por completo dado o tamanho, os amassava, acariciava os bicos com as pontas dos dedos até endurecê-los… passou um bom tempo entretido com eles.
—Esplêndida, disse tirando as mãos e se levantando para pegar o rosto dela com as duas mãos, aproximá-lo e dar um beijo nos lábios dela de boca fechada, que ela aceitou sem hesitar. Tanto que depois de dois ou três beijos curtos, ela entreabriu os lábios deixando a língua explorar a boca dele.
Depois de beijá-la longamente enquanto acariciava as costas dela e pegava na bunda alternadamente, Alfredo se afastou.
—Vem, fica do lado do sofá e se apoia nele jogando o corpo pra frente.
—Assim?, respondeu ela olhando pra trás pra ver se ele aprovava ou não, depois de ficar de pé com o tronco inclinado pra frente, os peitos pendurados e as mãos no sofá.
—Aham, perfeito, disse ele enquanto olhava a bunda e a buceta ainda coberta pela calcinha fio dental. Calcinha que ele pegou pelas tiras. pelos lados e desceu, deixando ver completamente a buceta inchada e molhada, o rabo poderoso e as pernas lindas dela.
Raquel percebeu que ele passou um tempinho acariciando tudo que estava ao alcance dele com uma calma impressionante, se deliciando.
Ela se sentia meio como uma gostosa que ia ser comida por um garanhão, e isso a deixava meio nervosa, mas morrendo de vontade que ele começasse logo.
Pra infelicidade dela, ele continuou acariciando as pernas dela, o rabo que ele abria e fechava com as mãos pra aproveitar do jeito dele, e a buceta que ele apertava e soltava, sentindo os fluidos da Raquel na mão.
— Você tá morrendo de vontade de dar pra mim, né? Dar pro seu próprio tio... — ele falou depois de tirar a camisa, o paletó e a gravata, enquanto se inclinava, se apoiava nas costas dela e pegava os dois peitos dela, apertando com força.
— Sim... — ela respondeu de olhos fechados, no limite do desejo.
— Me pede... — ele sussurrou no ouvido dela enquanto esfregava o pau.
— Me come, tio Alfredo... me come — falou Raquel quase implorando.
Naquele exato momento, ela viu entre as coxas dele tirando a calça e, em seguida, passando a cabeça do pau pra cima e pra baixo entre os lábios da buceta dela, pra depois colocar na entrada da vagina, começando a abrir devagar. Conforme ele avançava, ia abrindo mais e mais até chegar no prepúcio, que devia ser bem largo, ou então ela não tava acostumada com uma cabeça tão grossa.
— Aaaaah!... — ela não conseguiu segurar um grito quando o prepúcio finalmente entrou nela, e ela virou a cabeça pra baixo pra ver entre as pernas um pau comprido e grosso sumindo dentro da barriga dela até as bolas. Ela também viu os próprios peitos começando a balançar pra frente e pra trás conforme Alfredo acelerava os movimentos, segurando a cintura dela já de pé.
Ele foi acelerando aos poucos, mas depois de alguns minutos os movimentos dele estavam tão violentos que, além de arrancar gritos de dor e prazer dela, levaram ela a um orgasmo tão forte que as pernas dela tremiam pra caralho. que mal conseguiam segurá-la enquanto ela olhava alucinada como as tetas dela balançavam pra caralho e os ovos dele quase batiam no púbis dela.
PLAS…AH…PLAS…AUF…Alfredo tinha começado a dar tapas nela cada vez mais fortes, seguidas de gritos de dor da Raquel, que aguentava como podia uma foda tão pesada. Ele se inclinou pra frente de novo, apoiando o peito nas costas dela enquanto pegava as tetas dela com força, amassando e afundando os dedos nelas.
De repente, uma dor lancinante tomou conta do cérebro dela, que sentiu como se mil alfinetes estivessem cravando nas tetas dela. Alfredo apertou tão forte que ela quase desmaiou.
— AAAAHHH!, não tão forte, tio Alfredo… aaahh. "Deus, que dor, que filho da puta", pensou Raquel pra si mesma.
Alfredo se endireitou de novo, soltando as tetas dela e pegando ela pela cintura pra poder meter com força. Depois de uns dois ou três minutos, ela gozou de novo entre gritos e espasmos que torciam o corpo dela. Foi aí que as contrações da buceta dela apertaram tanto o pau dele que ele acabou gozando também entre gritos. Terminada a foda, os dois caíram no sofá, ofegantes, buscando ar.
— Ah… ah… ah… porra, a puta, que bom… ah… ah… — ele dizia, quase esmagando ela, que ficava debaixo com o pau ainda dentro.
— Sim… ah… sim… muito bom… — confessou ela, tentando respirar depois de ter dois dos orgasmos mais fortes da vida dela e, ao mesmo tempo, os únicos que tinham vindo com dor. Nunca tinha sido fodida com tanta violência.
E aquela violência não foi desagradável pra ela. Nunca tinha experimentado, claro, mas os orgasmos foram tão fortes que as endorfinas acalmaram a dor, que foi superada pelo prazer.
Depois de se levantarem, os dois encharcados de suor, Alfredo sentou no sofá de couro pra não sujar o estofado de tecido. Ela teve mais dificuldade pra se levantar, porque as pernas ainda estavam bambas e, pra piorar, rios de sêmen escorriam da buceta dela descendo pelas coxas. pra baixo.
—Pega um guardanapo da mesa, Raquel, já lava depois — ele indicou, fechando a braguilha sem se desculpar por ter machucado ela nem nada. Como se já estivesse acostumado a fazer aquilo.
—Tá bom — ela disse, indo até a mesa, pegando um guardanapo e limpando as coxas e a buceta enquanto ele observava.
—Me segue sem se vestir, ou vai sujar sua roupa. Vou te levar pro seu quarto, aí você toma um banho e deixo você dormir. Sua bagagem já foi levada pelos funcionários, não precisa se preocupar — ele falou, já quase totalmente vestido, saindo da sala.
Ela seguiu ele nua, depois de pegar a roupa com que cobria os peitos, a barriga e a ppk.
—Fica tranquila, a essa hora os funcionários tão dormindo, ninguém vai te ver.
Depois de atravessar o corredor, Alfredo abriu uma porta e entrou no quarto, seguido por Raquel, que ficou sem palavras. O quarto dela parecia o de uma atriz de Hollywood. Era enorme, com uma cama gigante e uma cabeceira cheia de prateleiras e gavetas dos lados, um sofá de dois lugares, uma poltrona, uma mesinha baixa, uma geladeira média forrada de madeira que ela imaginou ter refrigerantes, uma penteadeira com todo tipo de escova, frascos de perfume das marcas mais caras, chapinhas de cabelo, etc.
Além disso, tinha um terraço externo enorme com hidromassagem, um banheiro imenso com banheira antiga e torneiras douradas que contrastava com um chuveiro bem moderno do outro lado, uma pia embutida num móvel que não faltava nada, toalhas limpas com as iniciais bordadas… não faltava detalhe nenhum.
—Bom, Raquel, espero que goste do seu novo quarto, mas se não gostar da decoração ou de algo, não hesite em me falar que a gente troca por outra.
—Não, não, de jeito nenhum, tá tudo perfeito — ela disse com calma pra não parecer uma pobretona que nunca tinha visto algo assim na vida.
—Legal, isso é bom. Olha, esse celular aqui é interno. Antes eu te falei que gosto de dormir sozinho, mas talvez alguma noite eu queira dormir com você. Então Vou te ligar nesse telefone, claro. Na verdade, sempre que eu quiser alguma coisa, vou te ligar.
—Aham, entendi. Olha, cara… quer saber, tô com vergonha de falar, mas… é que antes você me machucou pra caralho nos peitos, além de que não rola sexo com parente próximo e isso não tá no meu contrato.
—Ah, isso. Bom, é que sexo pra mim é assim, bestial, saca… sei lá como te compensar… podia modificar seu contrato e te depositar 40.000 € em vez dos 35.000 que a gente combinou, e incluir sexo violento e incestuoso, tá de boa? Falou como se fosse nada.
Raquel ficou pensativa por uns segundos, olhando pro chão ainda pelada. É, tinha doído pra caralho, mas ela tinha gozado e dava pra aguentar agora que não ia pegar ela de surpresa.
—Nossa, que vergonha… tá bom, mas dava pra ser um pouco mais suave nos apertos… né? Além disso, você disse que quer que eu seja mãe? Falou tímida.
—Não. Raquel, se você modificar o contrato, aceita o nível que eu quiser, falou ele educado mas firme, só vou te dizer que num futuro próximo, se eu achar conveniente, vou te engravidar!
—Tá bom, aceito… falou ela sabendo no que tava se metendo e que era o próprio tio dela.
—De qualquer forma, minha secretária ia abrir sua conta amanhã com os 35.000. Vou mandar depositar 40.000 e assunto encerrado. Ah, e por sinal! A conta nova vem com um VISA Platinum, uma conta PayPal, pagamento por celular e mais umas paradas que não lembro… melhor assim?
—Sim, sim, não tô reclamando… Nossa, que vergonha! Te incomodei, né?
—Não, nada disso. Também te aviso que amanhã vou chegar tarde em casa, então pode pegar qualquer carro que quiser da primeira ou segunda garagem, mas não da terceira, esses você não sabe dirigir, vai pra cidade, compra roupa, visita o salão de beleza, bom, você já sabe o que fazer.
—Então bora deixar isso claro… cê troca pra sexo violento por mais 5.000 euros?
—Olha, define sexo violento, porque pra mim isso inclui palmadas, chicotadas e essas coisas, respondeu ela.
—Bom, isso aí é BDSM. É bem interessante e é algo que me atrai, mas a princípio não, a princípio é como fizemos hoje à noite.
— Vale, então sim — disse ela, dando um beijo na bochecha dele… Boa noite, descanse.
— Vai me expulsar da minha própria casa? — respondeu ele, brincando.
— Não, de jeito nenhum, não era minha intenção — disse ela se desculpando, mesmo sabendo que era brincadeira.
— Eu sei. Boa noite, Raquel, descanse.
Sozinha, Raquel foi direto pra banheira tomar um banho relaxante de espuma, esfregando bem o corpo com uma esponja macia, e depois ficou relaxada, coberta pela água e pelas bolhas por uns 15 minutos. Depois de se secar bem, foi direto pra cama; abriria as malas no dia seguinte. Já deitada, pensou: “Tá, agora já sei por que um homem tão agradável, gostoso e bonito de se ver não tem mulher ou ficantes… ele é um sádico, e as que vierem vão embora no dia seguinte soltando fumaça… mas eu vou aguentar.”
Nesses pensamentos, ela acabou caindo no sono profundo.
(FOTOS DO CATÁLOGO)
















Já na segunda-feira ao meio-dia, Raquel folheava revistas de estilo, maquiagem e coisas do tipo. Tava justamente na sala lendo uma delas com o pai quando a mãe chamou os dois pra almoçar na cozinha.
— É de louco esses incêndios na Galícia. O filho da puta que provocou isso devia pegar uns 20 anos de cadeia.
— Ramão, pelo amor... essa boca, — advertiu Sara, a mulher dele e mãe da Raquel. — E aí, o que que tu tem? — disse Sara pra filha, que ultimamente andava pensativa.
— É que faz mais de um mês que mandei um currículo pra uma empresa e eles não respondem. Vou mandar pra outras, mesmo que aquele emprego fosse ideal.
Mentira, porque só fazia três dias que ela tinha ido no "Paraíso", mas tinha que fingir caso ligassem logo.
— Ah, meu anjo, não se preocupa, já já te chamam.
— Já, mãe, mas é que eu tô de saco cheio de ser aeromoça de evento. Os caras são uns porcos.
— Ei, ei, filha, também não generaliza, — repreendeu o pai, se sentindo ofendido.
Dim dim... tocou uma notificação de e-mail no celular da Raquel, que pegou quase sem interesse.
— Não!... Porra! — disse surpresa ao ler um e-mail enviado por uma empresa chamada "Business International Communication"... — Me responderam! — soltou com uma cara de completo espanto.
— Viu, amor? Pois é, já tava te falando, — disse Sara enquanto pegava o rosto dela e dava um beijão. — E aí, o que que diz?
— Que em dois dias eu esteja na filial deles em Palma de Mallorca e que me consideram preparada o suficiente pra assumir o cargo de community manager... ganhando 4 mil euros!
— Maaaae do céu, — disse a Irmão Juan... isso é uma grana danada!
- Siiiiim... hahaha. Bom, vou terminar minha comida que vou pra varanda contar pras minhas amigas.
Terminada a comida, Raquel foi pra varanda fechando a porta pra poder falar sem ser ouvida.
Bip... bip... bip... "O Paraíso", o que deseja? Era a voz da Vanesa, ela reconheceu na hora.
- Vanesa?... É a Raquel Martínez... sim, por isso que tô ligando, já recebi o e-mail.
- Já? Pode me tratar por tu, já somos colegas mesmo que eu seja a diretora... tem algum problema?
- Não, não, Vanesa, de jeito nenhum, claro que vou. É que tudo é tão novo e desconhecido que não sei o que tenho que fazer agora, só sei que tenho que estar em Palma de Mallorca daqui a dois dias.
- Deixa eu ver sua ficha... sim, é isso mesmo. Um cliente te escolheu como sugar baby... puxa, você deu sorte, 35 mil por mês mais complementos de "produtividade"... três dias de folga por mês... eu acho ótimo, Raquel, é um dos interessantes.
Raquel escutava entre excitada, assustada e pensativa. Tinha que pensar rápido se aceitava ou não e isso a deixava muito agoniada.
- Não se preocupa com nada, Raquel, se acontecer algo que você não aceite, tipo o cliente te forçar sexualmente ou você não topar algum desejo dele por qualquer motivo, a gente te traz de volta. Isso sim, você não receberia nada. Também não pagaria nada, já que a gente já cobrou do cliente os traslados e tal.
- Puxa, isso é um alívio, haha, respondeu ela um pouco mais calma.
- Sim, a segurança das nossas sugar babys é o que importa, querida. Também te aviso que se você quebrar um contrato por sua parte, você sai da nossa empresa e não vai mais trabalhar em nenhuma outra do ramo, é normal, né?
- Sim, claro, entendo.
- Bom, então um carro vai te buscar amanhã às 17h e te levar pro aeroporto... o motorista vai te entregar uma passagem de avião classe executiva pro voo IB-735 Málaga-Madri, lá você faz conexão e pega o voo IB-298 pra Palma de Mallorca, onde você chega às 22h15 da noite. Chegando lá, não sei se alguém vai te buscar um motorista ou teu sugar daddy.
—Tão cedo?... —exclamou Raquel, nervosa.
—Amor, não se preocupa, você vai se acalmar rapidinho. Claro que a primeira noite é difícil, complicada… mas acredita em mim, ele também vai estar nervoso. Eu também fui sugar baby, confia em você mesma, Raquel, você vai se sair bem. Vou te mandar o contrato por e-mail, você imprime, assina, escaneia e me manda de volta.
—Sim, claro, já vou fazer isso, Vanesa.
Depois de desligar o telefone, Raquel foi para a sala, onde o pai, a mãe e o irmão não paravam de conversar entre si.
—E o que vou fazer sem você, luz dos meus dias? —perguntou Sara, com pena.
—Mãe, é um emprego ótimo, não posso recusar. E tem o avião, posso visitar vocês sempre e vocês também podem me visitar. Vou sentir muita falta de todos, até de você, “chato” —disse, virando-se para o irmão.
Ela passou a tarde inteira lendo o contrato, assinando, enviando e saindo para fazer compras depois de sacar 600 euros no caixa eletrônico. Precisava de lingerie bonita e algum terno.
No dia seguinte, os pais a levaram ao aeroporto e a deixaram no balcão de check-in às 16h45, não sem antes enchê-la de beijos e abraços.
Já no avião, Raquel olhava melancólica enquanto ele começava a rolar pela pista, deixando a cidade dela para trás. Já em pleno voo, depois de tirarem os cintos, uma comissária se aproximou dela.
—Raquel Vázquez? Deve ter havido uma confusão, a senhora vai na primeira classe… pode me seguir, por favor?
—Sim, claro —disse ela, levantando-se e seguindo a comissária em direção à parte da frente do avião.
Assim que chegou ao compartimento da primeira classe, a comissária indicou o assento dela, e ela ficou de boca aberta. Não tinha nada a ver com os assentos da classe econômica onde estava sentada. Mais que um assento, era uma poltrona, sem outra ao lado, então ela tinha o dobro de espaço. Na frente, tinha uma televisão e uma mesa relativamente grande.
Para a viagem, ela escolheu um terno azul marinho que comprou naquela tarde, composto por uma saia lápis com uma fenda frontal de trinta centímetros que permitia Cruzar as pernas com conforto, mesmo que isso mostrasse mais da coxa, jaqueta de um botão e blusa branca aberta em dois botões, o suficiente pra não passar calor.
Já mais relaxada, passou a mão no joelho e na coxa. O creme de aloe vera tinha feito milagres, não tinha nenhum sinal de vermelhidão depois da depilação a laser, e a pele dela tava morena e brilhante. O resto do voo passou olhando alternadamente pela janela ou pra revista “Excelente” que uma aeromoça tinha dado, enquanto bebia devagar uma taça de “Cosmopolitan”, um coquetel de vodka, cranberry e limão, o preferido dela.
Depois de pousar em Madri, passou umas duas horas no bar da sala VIP até chamarem ela pro voo pra La Palma. De novo primeira classe, mas dessa vez tinha um acompanhante do lado esquerdo que não parava de olhar pras pernas dela e tentar puxar conversa. Raquel respondia educada mas sem interesse, e conforme a tela da cabine mostrava o aeroporto de La Palma cada vez mais perto, ela foi ficando mais nervosa. E era normal, ia dormir naquela noite com um completo estranho com quem dividiria sei lá quantos meses da vida dela.
ZZZZMMM…ZZZZMMM…ZZZZMMM… o celular vibrou. Que estranho, número desconhecido, pensou.
— Alô?...
— Raquel Vázquez, imagino. Olha, sou o Alfredo, seu tio, contratei você como sabe.
O coração dela deu um pulo, ficou super nervosa.
— Olha, Raquel, sobrinha, pensei que pra não ser desconfortável pra nós dois o encontro, a gente conversar um pouco… que acha?
— Sim, sim, claro, desculpa, fiquei meio nervosa… disse enquanto pegava a taça de vodka com cranberry e manga e dava um gole bom pra se acalmar. (Além disso, o tio dela era quem a contratava)
— Não precisa ficar, essa noite não vamos fazer nada, só conversar. Aliás, pode me tratar por tu, sobrinha.
— Bom, é meio estranho pra mim, tio, mas se você prefere assim, melhor, claro.
— Sim, com certeza. Então, vamos ver… como foi a viagem? Tudo bem e do seu agrado?
— Sim, sim, tudo muito bem, e a viagem… Muito tranquilo, na real. O tempo voou lendo umas revistas e o avião é superconfortável.
-Que bom ouvir isso... Raquel, pode me mandar um selfie agora, sentada do jeito que você está, no meu WhatsApp? Tenta aparecer o corpo quase inteiro.
O pedido soou estranho pra ela, porque ia vê-lo em uma hora ou algo assim, mas não deu importância. Então arrumou o cabelo, a jaqueta e a saia, e mandou a foto.
-Perfeito, você está linda, elegante mas sem exagero... discreta... pode me mandar agora uma com três botões da blusa desabotoados, focando um peito? Sem tirar do sutiã, claro.
Bom, isso já foi mais estranho, mas ela entendeu que o trabalho dela era agradá-lo. Depois de desabotoar mais um botão da blusa e ajustar o peito pra mostrar mais pele, tirou a foto. Viu que dava pra ver perfeitamente parte do pescoço e do decote, a pele do peito bem definida pela borda do sutiã preto, que contrastava com o moreno da pele, e mandou. Ao fazer isso, percebeu que o passageiro inconveniente à direita dela fez cara de espanto.
-É pro meu namorado, tem problema? – Raquel rebateu, enquanto o homem desviava o olhar pro jornal dele.
-Como é? – ouviu Alfredo falando pelo celular.
-Não, não, não é com você. É que tem um passageiro do lado, e claro que estranhou eu tirar uma foto do peito.
-E você tem um peito lindo, já vi a foto. Então um passageiro espantado, hein? Vamos brincar um pouco... deixa o coitado se divertir. Me manda agora uma foto da sua calcinha fio dental.
-Mas é que estou de saia justa, não consigo abrir muito as pernas.
-Sobe ela o máximo que puder, assim você dá outro gostinho pro homem.
-Já... bom, é que tenho quadril largo e coxas grossas... não que eu seja gorda, hein?
-Haha, relaxa, sobrinha, vi as fotos do catálogo da agência e você não é nada disso.
-Tá, vou ver o que dá pra fazer – disse Raquel, que deslizou a bunda volumosa pra frente no assento pra deixar as pernas mais livres. Mesmo assim, a saia não subia o suficiente, mas apertando as coxas para fora o máximo que pôde e tentando não rasgar, finalmente tirou a foto da calcinha fio-dental e mandou. Quando o flash disparou, dava pra ver perfeitamente a buceta coberta pelo tecido fino de renda da calcinha, ladeada pela pele das coxas. Na real, a luz do flash era tão forte que dava pra ver quase tão bem a calcinha quanto a buceta.
— Genial, Raquel, você tá gostosa… e o cavalheiro do lado de pau duro, imagino, né?
Raquel nem tinha reparado no viajante da direita, mas era óbvio que ele tinha visto ela levantar a saia até o meio da coxa e se fotografar de calcinha fio-dental. Um volume bem notável aparecia na virilha dele, e a cara dele não saía do espanto.
— Kkkkk… sim, tá mesmo, kkk — respondeu ela pro Alfredo, já mais relaxada e quase curtindo a situação.
— Você é exibicionista, Raquel?… não tem nada de errado nisso, hein?… eu adoraria que você fosse. Aliás, te vejo mais relaxada, gosto disso.
— Então, eu não fazia ideia de que era exibicionista, mas sim, reconheço que a situação me deu uma graça. E tô mais relaxada sim, obrigada, foi um acerto me ligar.
— Ótimo, fico feliz em ouvir isso. Bom, Raquel, então te espero no meu chalé… um dos meus funcionários vai te buscar na sala VIP. Um beijo.
— Obrigada, muito gentil, outro pra você.
Depois de desligar, ela se arrumou de novo, abotoou a blusa e se acalmou. A verdade é que a situação tinha excitado e relaxado ela ao mesmo tempo, então o resto da viagem passou bem mais tranquila. Além disso, a voz do Alfredo, o tio dela, tinha agradado. Um tom calmo, seguro de si, agradável e ousado… então a coisa não começava mal, pensou.
Já em terra, o funcionário foi buscá-la, bem gato por sinal, e depois de 25 minutos de estrada num Rolls-Royce, entrou numa estrada de cascalho cercada de vegetação dos dois lados, que terminava num portão de ferro bem grande. Atrás, um jardim lindo e bem cuidado, cheio de flores e plantas. De diferentes tipos, ela pôde ver um chalé enorme de dois andares, bem moderno, cuja fachada era quase toda feita de vidros enormes.
Na porta, uma senhora mais velha a esperava, vestindo o típico uniforme de serviço, com um crachá no peito onde se lia seu nome, Lucía.
— Acompanhe-me, vou levá-la a uma das salas onde o senhor a espera — disse ela, educadamente.
Ao passar pela porta, entraram num hall enorme com escadas dos dois lados que subiam para o segundo andar, onde se viam três corredores: um para a ala esquerda, outro para a direita e um terceiro, mais curto, indo para o fundo. No mesmo hall, a empregada parou diante da porta de um elevador, que as levou ao andar seguinte. Depois de percorrer um longo corredor com portas e quartos dos dois lados, aproximaram-se de uma porta de duas folhas já aberta, atrás da qual havia uma sala imensa com vários espaços, como uma sala de jantar e dois conjuntos de sofás e poltronas de estilos diferentes.
Num deles, ela viu um homem de uns 45 anos que fisicamente não se destacava em nada; era bem comum, como poderia ser o próprio pai dela. Sem ser bonito, não era feio; sem ser atlético, dava para ver que se cuidava; não era nem alto nem baixo… um senhor muito normal e impecavelmente vestido com um terno, paletó e gravata desabotoada.
— Raquel, sobrinha querida, um verdadeiro prazer — disse ele, aproximando-se dela com um sorriso largo, que só fechou para dar dois beijos. — Como vão as coisas? Deve estar com fome, não? Acredita que é a primeira vez que te vejo? Só por correspondência eu sabia que sua mãe, minha irmã, tinha tido filhos.
Ela gostou da forma como ele a recebeu: educada, mas "simples", como qualquer pessoa normal falaria. Esperava um homem mais formal e distante.
— Bom, está tudo ótimo, claro. E sim, verdade, com o nervosismo não comi o dia inteiro.
— Vamos sentar à mesa; esperei você para o jantar. Lucía, esquente o jantar e mande alguém servir para nós.
Depois de educadamente retirar a cadeira de Raquel pra ele sentar, ele fez o mesmo e olhou pra ela com aprovação. Ela reparou nos olhos azuis intensos lindos dele, mas não sustentou o olhar por muito tempo, ainda o intimidava.
— Então, como é? O que achou da minha casa? — disse Alfredo enquanto uma moça servia pratos variados com carnes, verduras, frutas e vinhos.
— Bom, é linda, pra ser sincera. Enorme, nunca tinha estado numa igual… você não se perde?
— Me perder? Hahaha… mas se fui eu que desenhei, sou arquiteto, sua mãe nunca falou de mim? Essa é uma das que tenho pelo mundo e a que me sinto mais confortável, embora se “isso” durar, você vai poder ver algumas das outras. A de Roma também é uma das minhas favoritas, mas é um estilo bem diferente. Mas você é formada em Belas Artes, o que vou te contar de Roma que você já não saiba?
— Roma!… Meu Deus, que maravilha! Fiz uma pós-graduação lá por uns meses e nem em todo esse tempo consegui ver tudo o que queria, é alucinante.
— Então vamos, não se fala mais nisso. — disse ele, focando mais na comida, embora quem ele devorava com olhares rápidos era Raquel, aquele decote e a beleza do rosto dela o deixavam fascinado. E ainda mais quando, esquentada pela comida e pelo vinho ou talvez de propósito, ela tirou a jaqueta e desabotoou mais um botão da blusa, deixando à mostra um belo decote.
— Ufa!… que calor, né?
— Deve ser o Rivera del Duero, costuma ter esse efeito — respondeu ele, satisfeito com a mulher gostosa que tinha na frente.
Depois de um ótimo jantar e uma conversa interessante, Alfredo, o tio dela, se levantou, puxou educadamente a cadeira pra ela e, pegando na mão dela, a levou até um dos sofás, onde sentaram um do lado do outro. Era um sofá meio baixo, então quando ela sentou, a saia justa de Raquel subiu o máximo que as pernas esplêndidas dela, comprimidas pela saia que realçava a curva das cadeiras, permitiram.
— Bom, por enquanto tá tudo certo, depois te mostro seu quarto, gosto de dormir sozinho. — disse ele, acariciando a coxa e o joelho dela.
Aquela história de “gosto de dormir sozinho” soou como música celestial para Raquel e foi um alívio tremendo.
— É, a verdade é que tá sendo tudo muito agradável, não imaginava que fosse assim, pra ser sincera.
— Você pode ficar de pé na minha frente?
No começo, Raquel ficou surpresa com aquilo, mas sabia que tinha que ser complacente com ele em todos os sentidos.
— Claro, sim — disse ela, levantando-se e se posicionando na frente dele, que continuava sentado.
— E agora, você poderia tirar a saia e a blusa?
— Claro, sem problema — respondeu ela, começando a desabotoar a blusa, depois pegando pelas abas, abrindo-a e deixando à mostra o sutiã preto de renda, esplendidamente preenchido pelos peitos dela, e a barriga, que chamou bastante a atenção dele. Tirou a blusa e jogou no sofá.
— Nossa, Raquel, você tem uma barriga linda… adoro. Num futuro próximo, vai estar crescendo aí o seu próprio filho/primo, mas tô me adiantando demais.
— Obrigada — respondeu ela, enquanto levava as mãos às costas para desabotoar os colchetes da saia, abrir o zíper, descer a saia pelos quadris e pernas, inclinando-se pra frente (o que quase colocou os peitos na cara dele) e, depois que caiu no chão, chutou a saia pro lado com um pé.
— Tá gostando do que vê? — perguntou ela com um meio sorriso, afastando um pouco os pés pra ele ter acesso ao que quisesse.
— Tô adorando — confessou ele, que continuava sentado, com os olhos na altura do umbigo dela.
Devagar, ele começou a explorar o corpo dela com as mãos, começando pelas panturrilhas bem torneadas e bem femininas. Depois passou pras coxas, que acariciou com as duas mãos primeiro pelo lado de fora, e depois pegando cada uma separadamente com as mãos, acariciando várias vezes de cima pra baixo, sempre parando na virilha sem tocar a buceta coberta pela calcinha fio dental.
Num gesto que surpreendeu um pouco ela, ele passou as mãos pra bunda dela, apertando como se estivesse avaliando. empurrou-a para si de modo que a barriga dela ficou tão perto do rosto dele que quase afundou nela.
—Genial, adoro que você tenha a barriga lisa mas macia, é tão feminina… disse enquanto separava as mãos da bunda para subi-las pelos lados dela, acariciar os ombros e passar a fazer o mesmo com os peitos dela, que ele amassou avaliando, vendo como ainda estavam com o sutiã.
E “ligada” também estava Raquel, quisesse ou não. Era uma mulher jovem e as carícias que ele fazia estavam deixando ela a mil. Tanto que já sentia a buceta começando a inchar e ficar molhada. Mas ficou calada, aceitando submisso o papel de mulher objeto.
—Tira o sutiã. As palavras de Alfredo a tiraram do devaneio e, levando as mãos para trás, soltou os ganchos, baixou as alças dos ombros e, pegando o sutiã por uma delas, livrou-se dele tirando pelos dois braços.
—Buffff, você tem uns peitões impressionantes mesmo, vão me dar muito o que fazer, disse enquanto os pegava com as duas mãos, os abarcava embora não por completo dado o tamanho, os amassava, acariciava os bicos com as pontas dos dedos até endurecê-los… passou um bom tempo entretido com eles.
—Esplêndida, disse tirando as mãos e se levantando para pegar o rosto dela com as duas mãos, aproximá-lo e dar um beijo nos lábios dela de boca fechada, que ela aceitou sem hesitar. Tanto que depois de dois ou três beijos curtos, ela entreabriu os lábios deixando a língua explorar a boca dele.
Depois de beijá-la longamente enquanto acariciava as costas dela e pegava na bunda alternadamente, Alfredo se afastou.
—Vem, fica do lado do sofá e se apoia nele jogando o corpo pra frente.
—Assim?, respondeu ela olhando pra trás pra ver se ele aprovava ou não, depois de ficar de pé com o tronco inclinado pra frente, os peitos pendurados e as mãos no sofá.
—Aham, perfeito, disse ele enquanto olhava a bunda e a buceta ainda coberta pela calcinha fio dental. Calcinha que ele pegou pelas tiras. pelos lados e desceu, deixando ver completamente a buceta inchada e molhada, o rabo poderoso e as pernas lindas dela.
Raquel percebeu que ele passou um tempinho acariciando tudo que estava ao alcance dele com uma calma impressionante, se deliciando.
Ela se sentia meio como uma gostosa que ia ser comida por um garanhão, e isso a deixava meio nervosa, mas morrendo de vontade que ele começasse logo.
Pra infelicidade dela, ele continuou acariciando as pernas dela, o rabo que ele abria e fechava com as mãos pra aproveitar do jeito dele, e a buceta que ele apertava e soltava, sentindo os fluidos da Raquel na mão.
— Você tá morrendo de vontade de dar pra mim, né? Dar pro seu próprio tio... — ele falou depois de tirar a camisa, o paletó e a gravata, enquanto se inclinava, se apoiava nas costas dela e pegava os dois peitos dela, apertando com força.
— Sim... — ela respondeu de olhos fechados, no limite do desejo.
— Me pede... — ele sussurrou no ouvido dela enquanto esfregava o pau.
— Me come, tio Alfredo... me come — falou Raquel quase implorando.
Naquele exato momento, ela viu entre as coxas dele tirando a calça e, em seguida, passando a cabeça do pau pra cima e pra baixo entre os lábios da buceta dela, pra depois colocar na entrada da vagina, começando a abrir devagar. Conforme ele avançava, ia abrindo mais e mais até chegar no prepúcio, que devia ser bem largo, ou então ela não tava acostumada com uma cabeça tão grossa.
— Aaaaah!... — ela não conseguiu segurar um grito quando o prepúcio finalmente entrou nela, e ela virou a cabeça pra baixo pra ver entre as pernas um pau comprido e grosso sumindo dentro da barriga dela até as bolas. Ela também viu os próprios peitos começando a balançar pra frente e pra trás conforme Alfredo acelerava os movimentos, segurando a cintura dela já de pé.
Ele foi acelerando aos poucos, mas depois de alguns minutos os movimentos dele estavam tão violentos que, além de arrancar gritos de dor e prazer dela, levaram ela a um orgasmo tão forte que as pernas dela tremiam pra caralho. que mal conseguiam segurá-la enquanto ela olhava alucinada como as tetas dela balançavam pra caralho e os ovos dele quase batiam no púbis dela.
PLAS…AH…PLAS…AUF…Alfredo tinha começado a dar tapas nela cada vez mais fortes, seguidas de gritos de dor da Raquel, que aguentava como podia uma foda tão pesada. Ele se inclinou pra frente de novo, apoiando o peito nas costas dela enquanto pegava as tetas dela com força, amassando e afundando os dedos nelas.
De repente, uma dor lancinante tomou conta do cérebro dela, que sentiu como se mil alfinetes estivessem cravando nas tetas dela. Alfredo apertou tão forte que ela quase desmaiou.
— AAAAHHH!, não tão forte, tio Alfredo… aaahh. "Deus, que dor, que filho da puta", pensou Raquel pra si mesma.
Alfredo se endireitou de novo, soltando as tetas dela e pegando ela pela cintura pra poder meter com força. Depois de uns dois ou três minutos, ela gozou de novo entre gritos e espasmos que torciam o corpo dela. Foi aí que as contrações da buceta dela apertaram tanto o pau dele que ele acabou gozando também entre gritos. Terminada a foda, os dois caíram no sofá, ofegantes, buscando ar.
— Ah… ah… ah… porra, a puta, que bom… ah… ah… — ele dizia, quase esmagando ela, que ficava debaixo com o pau ainda dentro.
— Sim… ah… sim… muito bom… — confessou ela, tentando respirar depois de ter dois dos orgasmos mais fortes da vida dela e, ao mesmo tempo, os únicos que tinham vindo com dor. Nunca tinha sido fodida com tanta violência.
E aquela violência não foi desagradável pra ela. Nunca tinha experimentado, claro, mas os orgasmos foram tão fortes que as endorfinas acalmaram a dor, que foi superada pelo prazer.
Depois de se levantarem, os dois encharcados de suor, Alfredo sentou no sofá de couro pra não sujar o estofado de tecido. Ela teve mais dificuldade pra se levantar, porque as pernas ainda estavam bambas e, pra piorar, rios de sêmen escorriam da buceta dela descendo pelas coxas. pra baixo.
—Pega um guardanapo da mesa, Raquel, já lava depois — ele indicou, fechando a braguilha sem se desculpar por ter machucado ela nem nada. Como se já estivesse acostumado a fazer aquilo.
—Tá bom — ela disse, indo até a mesa, pegando um guardanapo e limpando as coxas e a buceta enquanto ele observava.
—Me segue sem se vestir, ou vai sujar sua roupa. Vou te levar pro seu quarto, aí você toma um banho e deixo você dormir. Sua bagagem já foi levada pelos funcionários, não precisa se preocupar — ele falou, já quase totalmente vestido, saindo da sala.
Ela seguiu ele nua, depois de pegar a roupa com que cobria os peitos, a barriga e a ppk.
—Fica tranquila, a essa hora os funcionários tão dormindo, ninguém vai te ver.
Depois de atravessar o corredor, Alfredo abriu uma porta e entrou no quarto, seguido por Raquel, que ficou sem palavras. O quarto dela parecia o de uma atriz de Hollywood. Era enorme, com uma cama gigante e uma cabeceira cheia de prateleiras e gavetas dos lados, um sofá de dois lugares, uma poltrona, uma mesinha baixa, uma geladeira média forrada de madeira que ela imaginou ter refrigerantes, uma penteadeira com todo tipo de escova, frascos de perfume das marcas mais caras, chapinhas de cabelo, etc.
Além disso, tinha um terraço externo enorme com hidromassagem, um banheiro imenso com banheira antiga e torneiras douradas que contrastava com um chuveiro bem moderno do outro lado, uma pia embutida num móvel que não faltava nada, toalhas limpas com as iniciais bordadas… não faltava detalhe nenhum.
—Bom, Raquel, espero que goste do seu novo quarto, mas se não gostar da decoração ou de algo, não hesite em me falar que a gente troca por outra.
—Não, não, de jeito nenhum, tá tudo perfeito — ela disse com calma pra não parecer uma pobretona que nunca tinha visto algo assim na vida.
—Legal, isso é bom. Olha, esse celular aqui é interno. Antes eu te falei que gosto de dormir sozinho, mas talvez alguma noite eu queira dormir com você. Então Vou te ligar nesse telefone, claro. Na verdade, sempre que eu quiser alguma coisa, vou te ligar.
—Aham, entendi. Olha, cara… quer saber, tô com vergonha de falar, mas… é que antes você me machucou pra caralho nos peitos, além de que não rola sexo com parente próximo e isso não tá no meu contrato.
—Ah, isso. Bom, é que sexo pra mim é assim, bestial, saca… sei lá como te compensar… podia modificar seu contrato e te depositar 40.000 € em vez dos 35.000 que a gente combinou, e incluir sexo violento e incestuoso, tá de boa? Falou como se fosse nada.
Raquel ficou pensativa por uns segundos, olhando pro chão ainda pelada. É, tinha doído pra caralho, mas ela tinha gozado e dava pra aguentar agora que não ia pegar ela de surpresa.
—Nossa, que vergonha… tá bom, mas dava pra ser um pouco mais suave nos apertos… né? Além disso, você disse que quer que eu seja mãe? Falou tímida.
—Não. Raquel, se você modificar o contrato, aceita o nível que eu quiser, falou ele educado mas firme, só vou te dizer que num futuro próximo, se eu achar conveniente, vou te engravidar!
—Tá bom, aceito… falou ela sabendo no que tava se metendo e que era o próprio tio dela.
—De qualquer forma, minha secretária ia abrir sua conta amanhã com os 35.000. Vou mandar depositar 40.000 e assunto encerrado. Ah, e por sinal! A conta nova vem com um VISA Platinum, uma conta PayPal, pagamento por celular e mais umas paradas que não lembro… melhor assim?
—Sim, sim, não tô reclamando… Nossa, que vergonha! Te incomodei, né?
—Não, nada disso. Também te aviso que amanhã vou chegar tarde em casa, então pode pegar qualquer carro que quiser da primeira ou segunda garagem, mas não da terceira, esses você não sabe dirigir, vai pra cidade, compra roupa, visita o salão de beleza, bom, você já sabe o que fazer.
—Então bora deixar isso claro… cê troca pra sexo violento por mais 5.000 euros?
—Olha, define sexo violento, porque pra mim isso inclui palmadas, chicotadas e essas coisas, respondeu ela.
—Bom, isso aí é BDSM. É bem interessante e é algo que me atrai, mas a princípio não, a princípio é como fizemos hoje à noite.
— Vale, então sim — disse ela, dando um beijo na bochecha dele… Boa noite, descanse.
— Vai me expulsar da minha própria casa? — respondeu ele, brincando.
— Não, de jeito nenhum, não era minha intenção — disse ela se desculpando, mesmo sabendo que era brincadeira.
— Eu sei. Boa noite, Raquel, descanse.
Sozinha, Raquel foi direto pra banheira tomar um banho relaxante de espuma, esfregando bem o corpo com uma esponja macia, e depois ficou relaxada, coberta pela água e pelas bolhas por uns 15 minutos. Depois de se secar bem, foi direto pra cama; abriria as malas no dia seguinte. Já deitada, pensou: “Tá, agora já sei por que um homem tão agradável, gostoso e bonito de se ver não tem mulher ou ficantes… ele é um sádico, e as que vierem vão embora no dia seguinte soltando fumaça… mas eu vou aguentar.”
Nesses pensamentos, ela acabou caindo no sono profundo.
(FOTOS DO CATÁLOGO)
















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