Enquanto a gente ficou em San Justo, eu voltei com um velho costume. Jogar tênis nas quadras da Cidade Esportiva de Almirante Brown.
Quando era garota, era meu esporte favorito, até cheguei a representar o Mirasol em vários interclubes.
Depois de tanto tempo, foi inspirador voltar ao clube onde passei momentos tão bons... Sim, daqueles que vocês tão imaginando e dos outros também.
Lembro especialmente de um dos meus primeiros professores de tênis, que depois de uma aula, me atendeu super bem no próprio vestiário ao lado da quadra. Óbvio que quando voltei, perguntei por ele, mas já tinha se aposentado e não tinham dados atualizados dele. Uma pena.
Aos poucos fui reencontrando umas amigas antigas, já casadas e mães, igual eu, e a gente começou a marcar uns jogos de tênis.
A rotina era sempre a mesma, a gente jogava até o corpo aguentar, e depois íamos tomar uma gelada no buffet do clube, onde colocávamos a conversa em dia sobre nossas vidas.
O que vou contar pra vocês aconteceu depois de uma partida de duplas, onde joguei o pior jogo desde que voltei pras quadras.
O motivo foi que, ao entrar no clube naquele dia, eu tinha dado de cara com o Urso. E quem é o Urso?, vocês devem estar se perguntando.
O Urso é, nem mais nem menos, um torcedor organizado da La Justina. Conheço ele porque quando éramos mais novos, meus irmãos também eram da organizada, mas da La Banda Mostro, então por anos foram inimigos ferrenhos.
Nem sei quantas vezes eles se pegaram na porrada na mesma popular ou nos arredores do estádio. Lembro como meus irmãos chegavam, todos moídos depois de cada briga, se escondendo dos meus pais pra não serem proibidos de voltar pro campo.
Mas eles já não fazem mais parte da torcida, até pararam de ir nos jogos pra não arrumar confusão. O Urso, por outro lado, continua na ativa, até se envolveu no tiroteio de 2017.
Claro que ele sabe muito bem quem eu sou. Talvez por isso ele me olhou daquele jeito, como se estivesse me despindo com os olhos.
Não tinha esquecido como meus irmãos costumavam me provocar, usando eu mesma como alvo das piadas deles.
Cuida da sua irmã que se eu pegar ela, vou deixar ela vesga de tanto que vou arrombar a bunda dela.
Quando sua irmã ver a rola que eu tenho aqui (se tocando no pacote), ela mesma tira a calcinha e me entrega a buceta.
Não fica com ciúme, cunhado, que quando eu pegar ela, vou meter uma bronca nela por você também.
A gente se cruzou na entrada da Cidade Esportiva. Ele tava saindo e eu entrando, mas quando me viu, deu meia-volta e entrou de novo. A partir daquele momento, não consegui mais me concentrar.
Durante a partida de duplas com minhas amigas, dava pra ver ele me observando pela cerca de arame, fumando um cigarro na maior tranquilidade.
Claro que não podia fazer nada, já que esse tipo de sujeito, apesar da violência que causa, costuma ter impunidade total. Em Almirante Brown, por exemplo, tem passe livre.
—Ei, aquele não é o Urso? — pergunta uma das minhas amigas ao vê-lo ali, nos espreitando.
—Ele não tava preso? — corta outra.
—Entra e sai como se fosse a casa dela — interfere a terceira.
Eu fiquei quieta, porque sabia que ele tava ali por mim.
Seguimos com o jogo, eu fazendo um papel ridículo, até que minhas adversárias venceram. Depois, quando já estávamos indo pro buffet, me desculpei com elas, dizendo que tinha um compromisso de trabalho urgente.
Na real, queria saber se o Urso tinha coragem de me seguir. Tava ligado que assim tava brincando com fogo, e mesmo o risco de me queimar sendo alto, não conseguia me segurar.
Começo a andar pelo clube, com ele atrás de mim, ainda sem chegar muito perto. Quando chego nas árvores atrás da quadra de hóquei, paro. Encosto as costas num tronco e espero por ele.
— Cê tá me seguindo? — pergunto quando ele me alcança.
Sim, eu com meu um metro e sessenta e cinquenta quilos, me encarei com aquela fera grandona como um armário, que não à toa chamam de Urso.
- O que foi? Não pode dar um passeio pelo clube? - ele se defende com aquela voz grossa tão característica e identificável dele.
— Não lembra de mim, Urso?
Ela me olha de cima a baixo, com olhos ávidos e examinadores.
—Você não estava tão grande da última vez que te vi —responde, focando o olhar insistente no meu peito.
—Acho que da última vez que a gente se viu, eu ainda tava no colégio — concordo.
—Fiquei sabendo que você casou, imagino que com um torcedor do Mirasol — ele responde, se aproximando ainda mais, de modo que sua figura gigantesca projeta toda a sombra sobre meu corpo, tapando completamente o Sol.
É como se, de repente, tivesse acontecido um eclipse.
—Não, com um bostero... — esclareço pra ela.
—Ainda dá tempo de repensar — ela brinca.
—Acho que não, já temos um filho.
—Espero que pelo menos saia um pretão e dourado pra você, mano.
—Por que você estava me seguindo, Urso? — mudei bruscamente o rumo da conversa.
Te reconheci na hora que te vi, só queria te convidar pra uma breja, pelos velhos tempos.
—Nossas famílias são tipo Romeu e Julieta, Urso. Se nos virem até dando um oi, pode rolar uma putaria igual a de 2017.
-Nisso você tem razão, melhor não mexer em vespeiro.
—Aceitaria a cerveja, mas fora daqui, não no clube — eu o surpreendo.
—Podia ser na minha casa, fica aqui perto, de quebra te mostro a quantidade de camisas que surrupiei dos teus irmãos — ela me propõe.
—Tá me convidando pra entrar em território inimigo? Sua patroa não vai falar nada?
— Tá trampando, então nem vai perceber — ela me sorri cúmplice.
Saímos separados do clube, nos encontrando do outro lado da avenida Rucci. Caminhamos umas poucas quadras e, logo depois da Câmara de Comércio, fica a casa do Oso, um dos chefões da Justina. Se meus irmãos me vissem entrando com ele, mansinho, feito cordeiro indo pro matadouro, nunca mais iam falar comigo na vida.
Tô ligada no risco que eu corro, sei que o Urso tá de olho em mim há anos, e que o melhor jeito de se vingar dos inimigos dele, ou seja, meus irmãos, é cumprindo as ameaças que ele fez na época..., "deixando eu ficar vesga de tanto me comer a buceta", como ele tinha dito há tanto tempo.
—Também tem filhos —digo ao ver várias das fotos que enfeitam a sala, onde ele aparece com a esposa e duas crianças.
—Torcedores e sócios do Almirante desde o berço — responde orgulhoso — E não se preocupa, que agora tão na colônia.
—Eu não tô preocupado, me parece que quem tá preocupado é você.
—Eu preocupado? E por quê?
—Por confraternizar com o inimigo, se alguém descobre...
—Vamos tentar que ninguém descubra, então.
Contando com minha cumplicidade tácita, ele me leva até o porão onde guarda os tambores e as bandeiras, tanto as nossas quanto as dos outros. Entre elas, uma com a assinatura da banda monstro, com certeza uma das tantas roubadas dos meus irmãos, como ele tinha me dito. Também tem camisetas do clube autografadas por jogadores, duas delas emolduradas: uma do atual técnico, Blas Giunta, e outra do Bazán Vera.
—Parece que você tem muitos amigos no clube — falo, não sem certa ironia, numa alusão óbvia à sua ficha.
—Anos de tablado... — ela se vangloria.
Dou umas voltas pelo porão, admirando os diferentes troféus de guerra que ele foi colecionando ao longo dos anos. Tem de quase todos os times da Primeira B e do Nacional. Só faltava um que, justamente, estava ali na frente dele.
—Como você disse, essa "reunião"... — falo pra ele, fazendo o gesto de aspas com os dedos — vai ficar entre nós, né?
Segredo total, juro pelo Mirasol" — ele me garante com a mão no coração.
—Então... — me jogo em cima dele, como se fosse um adversário no meio da batalha, e ficando na ponta dos pés pra alcançá-lo, beijo ele na boca.
Apesar do susto inicial, o Urso me responde na mesma hora, enrolando a língua dele na minha de um jeito bem gostoso e cheio de tesão.
—Aqui me tem, Urso... —digo, pegando um breve fôlego. —Aposto que me trouxe pra isso, né? Pra cumprir as ameaças que fazia pros meus irmãos.
O Urso me olha atordoado, como se ainda não tivesse caído a ficha, mas quando reage, me agarra pela bunda, me levanta no ar e assim, no colo, me carrega pra fora do porão. Enquanto subimos a escada e atravessamos a sala, continuamos nos pegando, e com minhas pernas enroscadas na cintura dele, vou me esfregando na virilha dele, sentindo que o que pulsa por baixo da calça combina perfeitamente com o resto do corpo dele.
Atravessamos um corredor, ela abre uma porta com um chute e entramos no que seria o quarto dela. Ainda dá pra sentir o perfume da mulher dela no ar.
Me deita de costas na cama dela, tira minha saia de tênis, a calcinha e, abrindo minhas pernas, se enfia entre elas e chupa minha buceta. E como chupa!
A língua entra fundo em mim pra lamber tudo por dentro, enquanto com os dentes raspa meu clitóris, me dando uns espasmos deliciosos.
Tô tão excitada que de dentro de mim sai uma meladinha que ele se dedica a saborear com um gosto especial.
Com os dedos, ele abre bem meus lábios, lambendo, chupando e até mordendo aquela carne inchada e dilatada que se expande na frente dele.
Depois ela se levanta e desabotoa a calça, mostrando uma piroca que faz jus à sua figura imponente.
Assim como eu tinha sentido enquanto me esfregava contra o corpo dele, o que o Urso tem entre as pernas não fica atrás do resto da anatomia dele.
Um pau em formato de flauta, mais grosso no meio do que nas pontas, com uma pintinha pitoresca no meio do dorso que parece estar apontando o centro geográfico exato da virilidade dele.
Agora sou eu quem chupa com gosto, engolindo a pica do Urso até onde cabe. Encho minha boca com a carne dele, sugando pra caralho, me lambuzando com aquele gosto que bagunça todos os meus sentidos.
Os suspiros, o jeito que ela curte meu boquete, me empodera e me incentiva.
Quando ela se afasta pra pegar as camisinhas no criado-mudo, aproveito pra tirar o resto da roupa. Ele também fica pelado e, depois de colocar o látex, deita de costas na cama.
Subo em cima dele e vou me ajeitando devagar naquela ferramenta mortal que parece ficar cada vez mais grossa à medida que vai entrando em mim.
O Urso decorou o quarto com vários espelhos, não sei se é porque ele gosta de se ver enquanto fode, ou se a mulher é vaidosa na hora de se vestir, mas os reflexos deles devolvem a imagem do meu corpo delicado se perdendo entre a gordura e os músculos daquela montanha que é o cara da Justina.
Quando já me tem bem enfiada, ele afunda os dedos na minha bunda e, me segurando bem forte, começa a bombar gostoso.
PLAP PLAP PLAP PLAP PLAP
Por momentos, o barulho dos nossos corpos se chocando fica ensurdecedor.
Nós nos beijamos de boca cheia e língua solta enquanto nossas bucetas se fundem numa só.
Meus bicos, duros e eretos de tesão, se cravam no peito dele enquanto eu me mexo em volta dessa pica grossa que não para nem por um momento seu avanço agressivo.
Enquanto a gente tá transando, ele tenta enfiar um dedo no meu cu, mas eu não deixo. Não esqueci a promessa dele de me deixar vesga de tanto me comer o rabo, e mesmo que eu esteja pronta pra dar, não vou facilitar. Então, toda vez que um dedo tenta se infiltrar naquela outra entrada, eu afasto com força.
—Não seja má, deixa eu provar essa bunda... — ele insiste, mas eu continuo recusando.
Beijo ele na boca, chupando a língua dele e mordendo os lábios.
—Você não gosta da minha buceta? — pergunta com a voz rouca de tesão.
— Adoro — ela me garante — Mas também adoraria te fazer a Booty.
—Você tem uma bem grande — falo fazendo biquinho — Se eu chegar mancando em casa, o que vou dizer pro meu marido e pros meus irmãos?
—Que o Urso cumpre suas promessas — responde com óbvio orgulho machista.
—Eu diria pra vocês, se não fosse que isso vai ficar só entre nós — lembro a ela.
—Como eu adoraria que seus irmãos soubessem da fodida que tô te dando! — insiste, por um momento mais atento à vingança pessoal dele do que ao meu próprio prazer.
—Esquece meus irmãos e mete com tudo, Urso! — eu provoco, enquanto me rebolo no pau dele, sentindo ele inteiro na sua enormidade guerreira.
Disposto a me satisfazer, ele me vira bruscamente e, montando em cima de mim, começa a me foder com tudo, balançando até a cama a cada investida.
Você pede, você tem...
A bombação ia crescendo cada vez mais enquanto eu me molhava uma e outra vez, perdida debaixo daquela montanha de corpo.
Quando ela vai gozar, tira de dentro da minha buceta, solta da camisinha e enfia na minha boca, enchendo ela de porra. Quase me engasgando, sinto os jatos batendo no meu céu da boca e escorrendo pela minha garganta.
Não me oponho a essa injeção leitosa, pelo contrário, aperto bem os ovos dele pra extrair o máximo de porra possível. Puro mel de Urso.
Quando ele tira de dentro da minha boca, ainda escorrendo, fico me lambendo toda, gostosa, sentindo o calor vital dele queimando minhas entranhas.
Enquanto ele fica largado na cama, exausto, eu levanto e vou pro banheiro que fica dentro do próprio quarto.
Enxáguo a boca e faço xixi. Sentada no vaso, pergunto se posso tomar um banho, ele diz que sim. Abro o chuveiro e deixo a água esquentar, porque mesmo estando no verão, não é um dia especialmente quente.
Tô tomando banho, me ensaboando toda, quando de repente tudo escurece. Me viro e vejo o Urso entrando na banheira, com uma ereção que até parece maior que a primeira.
—Desculpa, mas não posso te deixar ir sem te dar uma surra de buceta, é questão de princípio — ele me fala num tom ameaçador enquanto me segura de cara contra os azulejos.
—Não seja filho da puta, Oso. A gente tava bem, você vai estragar tudo — respondi, tentando me defender, mas qualquer esforço que eu faça é totalmente inútil.
Com uma mão ele segura meus dois pulsos, me imobilizando, enquanto com a outra pega o sabonete e passa ele inteiro no meu rego, como se fosse lubrificante.
Assim que eu tô bem ensaboadinha, ele continua com os dedos, enfiando primeiro um e depois dois, pra distender direitinho a área.
Podia dizer que não preciso de tanta preparação, que quando ele enfiar, minha bunda não vai oferecer resistência nenhuma, mas eu gosto de sentir isso. Por isso entro na brincadeira, me resistindo e tentando me soltar, mesmo que a última coisa que eu queira é que ele me largue.
Quando já fica satisfeito com a dilatação que conseguiu, sem soltar minhas mãos, levanta elas acima da minha cabeça e, me mantendo imobilizada contra a parede, se posiciona por trás e mete devagar, mas com firmeza, me fazendo urrar de prazer.
Sim. O Urso tá me comendo no banheiro da casa dele. Ali onde a mulher dele toma banho, ele arrebenta meu cu na base da pica.
Não finjo mais que resisto, agora me entrego e curto pra caralho.
Quando ele solta minhas mãos, enfio uma delas entre minhas pernas e me masturbo no ritmo que ele dita por trás. Gozo quase na hora, me mijando de tanto tesão que sinto com ele.
No meio da diversão, o Urso tira a rola de dentro de mim, sai da banheira e, me pegando pela mão, me leva de volta pra cama. Me coloca de quatro, com a cara esmagada no colchão, a bunda bem empinada e, se posicionando por trás, me enfia de novo na buceta.
Não sei se fico vesga, mas sinto como se meus olhos se cruzassem de tão fundo que ele mete.
—Aguenta, gostosa, que já tô terminando... sim... tá vindo... aí... aííííí...! — berra entre ofegos, e tirando com um puxão, me molha a bunda e as costas com uma gozada foda.
Não sei como ela vai dar conta, mas deixamos os lençóis manchados de suor, porra e buceta.
Depois do sexo, a gente tomou banho junto, pedi um táxi e, bem na surdina, saí da casa dela. Como a gente tinha trocado os celulares, enquanto eu tava no caminho, mandei uma mensagem pra ela:
A vingança foi OK...
O que ela não sabe é que a vingança também foi minha, já que a mulher dela, Clelia, me infernizou a vida no colégio. Sim, eu também sofri bullying, mas como diz aquele ditado, tudo dá volta nessa vida, querida...
Quando era garota, era meu esporte favorito, até cheguei a representar o Mirasol em vários interclubes.
Depois de tanto tempo, foi inspirador voltar ao clube onde passei momentos tão bons... Sim, daqueles que vocês tão imaginando e dos outros também.
Lembro especialmente de um dos meus primeiros professores de tênis, que depois de uma aula, me atendeu super bem no próprio vestiário ao lado da quadra. Óbvio que quando voltei, perguntei por ele, mas já tinha se aposentado e não tinham dados atualizados dele. Uma pena.
Aos poucos fui reencontrando umas amigas antigas, já casadas e mães, igual eu, e a gente começou a marcar uns jogos de tênis.
A rotina era sempre a mesma, a gente jogava até o corpo aguentar, e depois íamos tomar uma gelada no buffet do clube, onde colocávamos a conversa em dia sobre nossas vidas.
O que vou contar pra vocês aconteceu depois de uma partida de duplas, onde joguei o pior jogo desde que voltei pras quadras.
O motivo foi que, ao entrar no clube naquele dia, eu tinha dado de cara com o Urso. E quem é o Urso?, vocês devem estar se perguntando.
O Urso é, nem mais nem menos, um torcedor organizado da La Justina. Conheço ele porque quando éramos mais novos, meus irmãos também eram da organizada, mas da La Banda Mostro, então por anos foram inimigos ferrenhos.
Nem sei quantas vezes eles se pegaram na porrada na mesma popular ou nos arredores do estádio. Lembro como meus irmãos chegavam, todos moídos depois de cada briga, se escondendo dos meus pais pra não serem proibidos de voltar pro campo.
Mas eles já não fazem mais parte da torcida, até pararam de ir nos jogos pra não arrumar confusão. O Urso, por outro lado, continua na ativa, até se envolveu no tiroteio de 2017.
Claro que ele sabe muito bem quem eu sou. Talvez por isso ele me olhou daquele jeito, como se estivesse me despindo com os olhos.
Não tinha esquecido como meus irmãos costumavam me provocar, usando eu mesma como alvo das piadas deles.
Cuida da sua irmã que se eu pegar ela, vou deixar ela vesga de tanto que vou arrombar a bunda dela.
Quando sua irmã ver a rola que eu tenho aqui (se tocando no pacote), ela mesma tira a calcinha e me entrega a buceta.
Não fica com ciúme, cunhado, que quando eu pegar ela, vou meter uma bronca nela por você também.
A gente se cruzou na entrada da Cidade Esportiva. Ele tava saindo e eu entrando, mas quando me viu, deu meia-volta e entrou de novo. A partir daquele momento, não consegui mais me concentrar.
Durante a partida de duplas com minhas amigas, dava pra ver ele me observando pela cerca de arame, fumando um cigarro na maior tranquilidade.
Claro que não podia fazer nada, já que esse tipo de sujeito, apesar da violência que causa, costuma ter impunidade total. Em Almirante Brown, por exemplo, tem passe livre.
—Ei, aquele não é o Urso? — pergunta uma das minhas amigas ao vê-lo ali, nos espreitando.
—Ele não tava preso? — corta outra.
—Entra e sai como se fosse a casa dela — interfere a terceira.
Eu fiquei quieta, porque sabia que ele tava ali por mim.
Seguimos com o jogo, eu fazendo um papel ridículo, até que minhas adversárias venceram. Depois, quando já estávamos indo pro buffet, me desculpei com elas, dizendo que tinha um compromisso de trabalho urgente.
Na real, queria saber se o Urso tinha coragem de me seguir. Tava ligado que assim tava brincando com fogo, e mesmo o risco de me queimar sendo alto, não conseguia me segurar.
Começo a andar pelo clube, com ele atrás de mim, ainda sem chegar muito perto. Quando chego nas árvores atrás da quadra de hóquei, paro. Encosto as costas num tronco e espero por ele.
— Cê tá me seguindo? — pergunto quando ele me alcança.
Sim, eu com meu um metro e sessenta e cinquenta quilos, me encarei com aquela fera grandona como um armário, que não à toa chamam de Urso.
- O que foi? Não pode dar um passeio pelo clube? - ele se defende com aquela voz grossa tão característica e identificável dele.
— Não lembra de mim, Urso?
Ela me olha de cima a baixo, com olhos ávidos e examinadores.
—Você não estava tão grande da última vez que te vi —responde, focando o olhar insistente no meu peito.
—Acho que da última vez que a gente se viu, eu ainda tava no colégio — concordo.
—Fiquei sabendo que você casou, imagino que com um torcedor do Mirasol — ele responde, se aproximando ainda mais, de modo que sua figura gigantesca projeta toda a sombra sobre meu corpo, tapando completamente o Sol.
É como se, de repente, tivesse acontecido um eclipse.
—Não, com um bostero... — esclareço pra ela.
—Ainda dá tempo de repensar — ela brinca.
—Acho que não, já temos um filho.
—Espero que pelo menos saia um pretão e dourado pra você, mano.
—Por que você estava me seguindo, Urso? — mudei bruscamente o rumo da conversa.
Te reconheci na hora que te vi, só queria te convidar pra uma breja, pelos velhos tempos.
—Nossas famílias são tipo Romeu e Julieta, Urso. Se nos virem até dando um oi, pode rolar uma putaria igual a de 2017.
-Nisso você tem razão, melhor não mexer em vespeiro.
—Aceitaria a cerveja, mas fora daqui, não no clube — eu o surpreendo.
—Podia ser na minha casa, fica aqui perto, de quebra te mostro a quantidade de camisas que surrupiei dos teus irmãos — ela me propõe.
—Tá me convidando pra entrar em território inimigo? Sua patroa não vai falar nada?
— Tá trampando, então nem vai perceber — ela me sorri cúmplice.
Saímos separados do clube, nos encontrando do outro lado da avenida Rucci. Caminhamos umas poucas quadras e, logo depois da Câmara de Comércio, fica a casa do Oso, um dos chefões da Justina. Se meus irmãos me vissem entrando com ele, mansinho, feito cordeiro indo pro matadouro, nunca mais iam falar comigo na vida.
Tô ligada no risco que eu corro, sei que o Urso tá de olho em mim há anos, e que o melhor jeito de se vingar dos inimigos dele, ou seja, meus irmãos, é cumprindo as ameaças que ele fez na época..., "deixando eu ficar vesga de tanto me comer a buceta", como ele tinha dito há tanto tempo.
—Também tem filhos —digo ao ver várias das fotos que enfeitam a sala, onde ele aparece com a esposa e duas crianças.
—Torcedores e sócios do Almirante desde o berço — responde orgulhoso — E não se preocupa, que agora tão na colônia.
—Eu não tô preocupado, me parece que quem tá preocupado é você.
—Eu preocupado? E por quê?
—Por confraternizar com o inimigo, se alguém descobre...
—Vamos tentar que ninguém descubra, então.
Contando com minha cumplicidade tácita, ele me leva até o porão onde guarda os tambores e as bandeiras, tanto as nossas quanto as dos outros. Entre elas, uma com a assinatura da banda monstro, com certeza uma das tantas roubadas dos meus irmãos, como ele tinha me dito. Também tem camisetas do clube autografadas por jogadores, duas delas emolduradas: uma do atual técnico, Blas Giunta, e outra do Bazán Vera.
—Parece que você tem muitos amigos no clube — falo, não sem certa ironia, numa alusão óbvia à sua ficha.
—Anos de tablado... — ela se vangloria.
Dou umas voltas pelo porão, admirando os diferentes troféus de guerra que ele foi colecionando ao longo dos anos. Tem de quase todos os times da Primeira B e do Nacional. Só faltava um que, justamente, estava ali na frente dele.
—Como você disse, essa "reunião"... — falo pra ele, fazendo o gesto de aspas com os dedos — vai ficar entre nós, né?
Segredo total, juro pelo Mirasol" — ele me garante com a mão no coração.
—Então... — me jogo em cima dele, como se fosse um adversário no meio da batalha, e ficando na ponta dos pés pra alcançá-lo, beijo ele na boca.
Apesar do susto inicial, o Urso me responde na mesma hora, enrolando a língua dele na minha de um jeito bem gostoso e cheio de tesão.
—Aqui me tem, Urso... —digo, pegando um breve fôlego. —Aposto que me trouxe pra isso, né? Pra cumprir as ameaças que fazia pros meus irmãos.
O Urso me olha atordoado, como se ainda não tivesse caído a ficha, mas quando reage, me agarra pela bunda, me levanta no ar e assim, no colo, me carrega pra fora do porão. Enquanto subimos a escada e atravessamos a sala, continuamos nos pegando, e com minhas pernas enroscadas na cintura dele, vou me esfregando na virilha dele, sentindo que o que pulsa por baixo da calça combina perfeitamente com o resto do corpo dele.
Atravessamos um corredor, ela abre uma porta com um chute e entramos no que seria o quarto dela. Ainda dá pra sentir o perfume da mulher dela no ar.
Me deita de costas na cama dela, tira minha saia de tênis, a calcinha e, abrindo minhas pernas, se enfia entre elas e chupa minha buceta. E como chupa!
A língua entra fundo em mim pra lamber tudo por dentro, enquanto com os dentes raspa meu clitóris, me dando uns espasmos deliciosos.
Tô tão excitada que de dentro de mim sai uma meladinha que ele se dedica a saborear com um gosto especial.
Com os dedos, ele abre bem meus lábios, lambendo, chupando e até mordendo aquela carne inchada e dilatada que se expande na frente dele.
Depois ela se levanta e desabotoa a calça, mostrando uma piroca que faz jus à sua figura imponente.
Assim como eu tinha sentido enquanto me esfregava contra o corpo dele, o que o Urso tem entre as pernas não fica atrás do resto da anatomia dele.
Um pau em formato de flauta, mais grosso no meio do que nas pontas, com uma pintinha pitoresca no meio do dorso que parece estar apontando o centro geográfico exato da virilidade dele.
Agora sou eu quem chupa com gosto, engolindo a pica do Urso até onde cabe. Encho minha boca com a carne dele, sugando pra caralho, me lambuzando com aquele gosto que bagunça todos os meus sentidos.
Os suspiros, o jeito que ela curte meu boquete, me empodera e me incentiva.
Quando ela se afasta pra pegar as camisinhas no criado-mudo, aproveito pra tirar o resto da roupa. Ele também fica pelado e, depois de colocar o látex, deita de costas na cama.
Subo em cima dele e vou me ajeitando devagar naquela ferramenta mortal que parece ficar cada vez mais grossa à medida que vai entrando em mim.
O Urso decorou o quarto com vários espelhos, não sei se é porque ele gosta de se ver enquanto fode, ou se a mulher é vaidosa na hora de se vestir, mas os reflexos deles devolvem a imagem do meu corpo delicado se perdendo entre a gordura e os músculos daquela montanha que é o cara da Justina.
Quando já me tem bem enfiada, ele afunda os dedos na minha bunda e, me segurando bem forte, começa a bombar gostoso.
PLAP PLAP PLAP PLAP PLAP
Por momentos, o barulho dos nossos corpos se chocando fica ensurdecedor.
Nós nos beijamos de boca cheia e língua solta enquanto nossas bucetas se fundem numa só.
Meus bicos, duros e eretos de tesão, se cravam no peito dele enquanto eu me mexo em volta dessa pica grossa que não para nem por um momento seu avanço agressivo.
Enquanto a gente tá transando, ele tenta enfiar um dedo no meu cu, mas eu não deixo. Não esqueci a promessa dele de me deixar vesga de tanto me comer o rabo, e mesmo que eu esteja pronta pra dar, não vou facilitar. Então, toda vez que um dedo tenta se infiltrar naquela outra entrada, eu afasto com força.
—Não seja má, deixa eu provar essa bunda... — ele insiste, mas eu continuo recusando.
Beijo ele na boca, chupando a língua dele e mordendo os lábios.
—Você não gosta da minha buceta? — pergunta com a voz rouca de tesão.
— Adoro — ela me garante — Mas também adoraria te fazer a Booty.
—Você tem uma bem grande — falo fazendo biquinho — Se eu chegar mancando em casa, o que vou dizer pro meu marido e pros meus irmãos?
—Que o Urso cumpre suas promessas — responde com óbvio orgulho machista.
—Eu diria pra vocês, se não fosse que isso vai ficar só entre nós — lembro a ela.
—Como eu adoraria que seus irmãos soubessem da fodida que tô te dando! — insiste, por um momento mais atento à vingança pessoal dele do que ao meu próprio prazer.
—Esquece meus irmãos e mete com tudo, Urso! — eu provoco, enquanto me rebolo no pau dele, sentindo ele inteiro na sua enormidade guerreira.
Disposto a me satisfazer, ele me vira bruscamente e, montando em cima de mim, começa a me foder com tudo, balançando até a cama a cada investida.
Você pede, você tem...
A bombação ia crescendo cada vez mais enquanto eu me molhava uma e outra vez, perdida debaixo daquela montanha de corpo.
Quando ela vai gozar, tira de dentro da minha buceta, solta da camisinha e enfia na minha boca, enchendo ela de porra. Quase me engasgando, sinto os jatos batendo no meu céu da boca e escorrendo pela minha garganta.
Não me oponho a essa injeção leitosa, pelo contrário, aperto bem os ovos dele pra extrair o máximo de porra possível. Puro mel de Urso.
Quando ele tira de dentro da minha boca, ainda escorrendo, fico me lambendo toda, gostosa, sentindo o calor vital dele queimando minhas entranhas.
Enquanto ele fica largado na cama, exausto, eu levanto e vou pro banheiro que fica dentro do próprio quarto.
Enxáguo a boca e faço xixi. Sentada no vaso, pergunto se posso tomar um banho, ele diz que sim. Abro o chuveiro e deixo a água esquentar, porque mesmo estando no verão, não é um dia especialmente quente.
Tô tomando banho, me ensaboando toda, quando de repente tudo escurece. Me viro e vejo o Urso entrando na banheira, com uma ereção que até parece maior que a primeira.
—Desculpa, mas não posso te deixar ir sem te dar uma surra de buceta, é questão de princípio — ele me fala num tom ameaçador enquanto me segura de cara contra os azulejos.
—Não seja filho da puta, Oso. A gente tava bem, você vai estragar tudo — respondi, tentando me defender, mas qualquer esforço que eu faça é totalmente inútil.
Com uma mão ele segura meus dois pulsos, me imobilizando, enquanto com a outra pega o sabonete e passa ele inteiro no meu rego, como se fosse lubrificante.
Assim que eu tô bem ensaboadinha, ele continua com os dedos, enfiando primeiro um e depois dois, pra distender direitinho a área.
Podia dizer que não preciso de tanta preparação, que quando ele enfiar, minha bunda não vai oferecer resistência nenhuma, mas eu gosto de sentir isso. Por isso entro na brincadeira, me resistindo e tentando me soltar, mesmo que a última coisa que eu queira é que ele me largue.
Quando já fica satisfeito com a dilatação que conseguiu, sem soltar minhas mãos, levanta elas acima da minha cabeça e, me mantendo imobilizada contra a parede, se posiciona por trás e mete devagar, mas com firmeza, me fazendo urrar de prazer.
Sim. O Urso tá me comendo no banheiro da casa dele. Ali onde a mulher dele toma banho, ele arrebenta meu cu na base da pica.
Não finjo mais que resisto, agora me entrego e curto pra caralho.
Quando ele solta minhas mãos, enfio uma delas entre minhas pernas e me masturbo no ritmo que ele dita por trás. Gozo quase na hora, me mijando de tanto tesão que sinto com ele.
No meio da diversão, o Urso tira a rola de dentro de mim, sai da banheira e, me pegando pela mão, me leva de volta pra cama. Me coloca de quatro, com a cara esmagada no colchão, a bunda bem empinada e, se posicionando por trás, me enfia de novo na buceta.
Não sei se fico vesga, mas sinto como se meus olhos se cruzassem de tão fundo que ele mete.
—Aguenta, gostosa, que já tô terminando... sim... tá vindo... aí... aííííí...! — berra entre ofegos, e tirando com um puxão, me molha a bunda e as costas com uma gozada foda.
Não sei como ela vai dar conta, mas deixamos os lençóis manchados de suor, porra e buceta.
Depois do sexo, a gente tomou banho junto, pedi um táxi e, bem na surdina, saí da casa dela. Como a gente tinha trocado os celulares, enquanto eu tava no caminho, mandei uma mensagem pra ela:
A vingança foi OK...
O que ela não sabe é que a vingança também foi minha, já que a mulher dela, Clelia, me infernizou a vida no colégio. Sim, eu também sofri bullying, mas como diz aquele ditado, tudo dá volta nessa vida, querida...
26 comentários - O Urso...
Muchos Besos
Buen relato van puntos.
Y una pregunta. Estos individuos de las barras que son delincuentes ¿Quién los protege para que salgan impunes? ¿Protección política o mera mafia?
Gracias por pasar y besos...