Tinha um copo com água, eu tomei um gole e virei pra adicionar o pentotal. Deixei do jeito que tava. A cara dele é de medo, os olhos tão vermelhos, as lágrimas não podem ser maiores. Não tem nenhum machucado. — Fizeram algo com ele. — No total eram seis pessoas, duas lá fora e quatro aqui dentro com ele amarrado numa cadeira. — Só fizemos o que nos mandaram. — Sacaram um revólver. — Pra vocês. — Valeu. — Vi as balas, só tinha uma. — A gente vai se retirar... Vamos ficar lá fora. — Os quatro foram embora, me deixando sozinho com ele. — Oi. — Falei. — Se você gritar ou falar qualquer merda, vai se arrepender. Vou tirar a mordaça. — Ele arregalou os olhos. Tirei a mordaça, ele não disse nada, só me encarou com medo. — Tá com medo. — Pensei que ia ser um cara musculoso, cheio de cicatrizes de guerra de gangue, mas não, é magro, careca e cheio de tatuagens. — Se for por causa das drogas, sinto muito, mas o mercado tá devagar. — Ele começou a chorar que nem um bebê. Peguei o copo d'água e dei pra ele, ele tomou tudo. Só precisa esperar uns vinte segundos pra fazer efeito. — Sabe onde tá sua ex-namorada, a Jessica? — Ele me olhou estranho. — Não quero saber dessa puta, ela me traiu e ficou com outro. — Ficou calado por um momento. — E... agora tá esperando um bastardo. — Entendi. — Falei, soltando um sorrisinho. — O que você quer com ela? Não vejo ela desde que... — Ele calou a boca de novo. — Desde que você bateu nela até deixar ela quase desacordada, com hematomas feios e cortes superficiais, mas ela tava grávida e você não ligou, e sim, eu sei que você é estéril. — Ele me olhou surpreso com a informação que eu dei. — Você conhece ela? — Me encarou com aquela cara de hipócrita. — Sim, e muito, junto com um amigo. — Tirei uma foto nossa. — Conhece eles? — Não, nunca vi na minha vida. — Ele reparou no Peter. — Ele tava aqui, é um cliente da puta. — Bom... Se você visse eles de novo, o que faria? — Ele já tá sacando que o Peter é o pai. — A Eles dois... — eu e a Jessica. — Mas aquele grandão ali, matei ele. — Você não vai fazer isso. — Vou te deixar um recado. — Se fizer, eu te mato... — Acho que não... Sou o pior nisso. — Fez com que eu visse uma tatuagem dele. — Você é só um escravo dos grandões, olha o lugar onde você mora, é uma merda. Se você fosse o chefe, não viveria aqui, porque você é um imbecil, e isso já mostra que compraria a casa mais cara do lugar, ou não? — Rangeu os dentes de ódio e foi embora. — Você é o outro, ou não? — Sentei na cama. — O da foto. — Falei sério, como uma pessoa normal, tirei a máscara pra mostrar meu rosto. — Sim, sou eu. — Deixei a foto ali, do lado da minha mão, com luvas, óbvio. — E o que você quer, puta? — Cuspiu no chão. — Como você me chamou. — Levantei. — Sabe, me chamam de Flash. — Deve ser por correr pela casa. — Deve ser porque um, você é precoce no sexo, ou dois, porque é rápido no roubo. — Ele ficou calado... Mas aí abriu a boca pra cuspir uma quantidade enorme de saliva. — É porque nas cadeias eu sempre escapo, e você não pode me segurar, muito menos um bastardo como você. — Olhou o lugar todo. — E se a puta grávida sofrer, e aquele filho da puta que tá se formando morrer dentro dela. — Dei um soco forte nele, pra fazer sangrar um pouco do nariz. — Espera um pouco. — Tinha uma mesinha, deixei perto dele, peguei uns gramas de cocaína e deixei prontos, com meu dedo passei no nariz dele, que tava sangrando. — Como foi? — Bem. — Sorriu que nem um idiota. — Deixa eles viverem a vida deles com o filho, e você vai ganhar presentes. — Me afastei dele. — Acho que não, prefiro a morte. — Ele se soltou, desviei dos golpes que ele dava. Com o Peter, a gente foi pra um grupo de artes marciais e tudo que envolve defesa pessoal, e eu com armas brancas. Com umas técnicas, coloquei ele de cabeça na cama. Ele me deu um chute no estômago e colocou o braço na minha garganta. — Morre. — Falei, pra pegar o revólver e ouvir o clique. — Ha, ha, ha, cê acha que Te deixaria uma arma só pra você. — E se afastou. Bati no estômago dele, joguei ele pro outro lado do quarto. — O que vai fazer agora, me deixar ir? — Ele estendeu as mãos. — Sabe, não sei, mas nessa bolsa... — Olhamos pra ela, não é a minha. Troquei de bolsa com meus amigos. — Tem muita coisa que pode te interessar. — Tipo o quê? — Ele ficou meio calmo. — Drogas, dinheiro. — A bolsa tá meio vazia. — Não quero isso, quero minha vingança. — Puxei uma lâmina, abri a bolsa que tava perto de mim, pra pegar uma injeção com um líquido transparente. Ele começou a correr direto pra mim, segurando a lâmina na mão direita, e eu peguei o pulso dele pra torcer. Enfiei a injeção no pescoço dele, e soltei todo aquele líquido. — Doces sonhos. — O corpo dele começou a cair, eu não queria isso, só queria falar com ele. — Pronto. — Falei, pros outros homens entrarem. — Vamos deixar na cocaína. — Guardei a seringa na bolsa, um deles foi quem deu a ideia. — O que tinha no líquido? — Perguntei pra ver se tinha algum ferimento no meu corpo, mas não tinha. — É um veneno, que fica indetectável na toxicologia, vão mostrar que foi overdose. — Um deles falou pra sair do quarto, eu fiz o mesmo, coloquei a máscara. — Na bolsa tá o que pediram, e digam pro X que foi tudo bem. — Eles viram a bolsa que passei o dinheiro pro Flash, mas entreguei pra eles. Me devolveram a bolsa vazia. Não falaram nada, só foram embora. O povo que tava lá não liga pro que acontece com eles. Comecei a andar pra outro lado, deixando todas as coisas suspeitas pra trás. Ainda bem que o pentotal tá comigo. Minutos depois cheguei em casa, os meninos estavam vendo TV. — Onde você tava? — Perguntou a Jessica, preocupada. — Achei que ir pra academia ia clarear minha mente, mas fui dar uma volta e comer um sorvete. — Falei, fui pro quarto com o Peter, escondi a máscara e o pentotal. É um lugar que só nós sabemos. Naquele lugar, eu tinha deixado um buraco no chão debaixo da cama. Saí do quarto pra ficar com os três. — Que tal a gente ir no shopping amanhã? — sugeri uma opção pra não ficar sempre em casa. — E se ele nos encontrar? — falou com medo. — A gente enfrenta ele, você não pode ficar aqui, tem que casar e ainda tem o passaporte. — falei as ideias mais importantes pro trio. — Tá bom. — Voltamos a ver a novela. — Não te incomoda se eu pegar seus sobrinhos? — Jessica me olhou feliz. — Já tá com tesão. — sorri pra ela. — Não passa nem um minuto e você já quer sexo. — Os hormônios. — Abri o zíper dele, só dava pra ver a pica do Peter saindo. Vi a cara de prazer dela quando tava mamando ele. Umas horas antes eu gozei dentro do cu dela e agora ela quer com o outro pai. — E se a gente só lamber? — Ela parou de chupar, e com as mãos deixou só a calcinha. — Faz isso. — Não, valeu, vou pegar água. — falei pra me mexer e pegar um copo d'água. Mas minha pica tava dura por causa do que eu tava vendo. — Não para. — Peter falou pra ela. Jess parou e puxou a pele toda pra baixo. Eu me aproximei por trás do Peter, dei um beijo nele e fiquei atrás da Jessica, onde a calcinha dela tava pra baixo. Os pelos dela tavam lá. Chupei um dos meus dedos e enfiei, e com a mão eu tocava os peitos dela. Peter gozou na boca da Jessica, que engoliu tudo, enquanto eu tirava meu dedo da buceta dela. Dias depois... Já tamos prontos pra sair, mas o Peter já tá tendo problema com o trabalho e a vida pessoal. A empresa tá crescendo, ladeira acima, mas rápido demais, então o Peter me pediu pra entender o que rola. Quando ele veio visitar em casa, fomos no cartório pra marcar um horário pra eles casarem. E eles têm na próxima semana, às 18:00. Tamo só eu e a Jessica, o Peter vem umas 4 vezes na semana em casa e nas outras tem que viajar pela cidade ou pelo país. E a mesma coisa pro passaporte, tivemos que refazer tudo com ela, mas dentro de Algumas semanas já vamos ter. Enquanto a gente tá vendo a novela e ela olhou pra mim. - Que tal a gente ir no shopping? - A gente abraçado e ela comendo uma maçã, isso foi um dos maiores desejos dela, frutas. - E a minha ex? - Flash, já deve estar no necrotério. - Não importa, só vamos. - Levantei, já tava vestido pra sair, fui no quarto padrão pegar minha carteira e o celular. Jessica, por outro lado, só usa moletom. - O que você quer primeiro, vestido de noiva ou um terno elegante? - Ela ficou pensando. - Um terno elegante. - Ela se levantou e já tem um bundão gostoso, essa gravidez tá me deixando mais tarado já que ela é a única mulher com quem transei até agora. - E depois a roupa pra você, porque não pode ficar de moletom a gravidez toda, tem que mostrar esse corpo. - Ela se levantou, desliguei a TV. - E também uma depilação. - Antes eu fazia com máquina de barbear. - Uau, e como se não tivesse uma doença ou algo assim. - Bom, isso é antes, amor, agora é uma nova vida. - Ela abriu a porta, enquanto eu pegava as chaves de casa e do carro, raramente uso o carro porque tudo é perto de mim e não preciso, mas dessa vez sim. Apertei o botão pra abrir o carro, entramos e apertei o botão pra ligar. - Vamos. - Comecei a dar ré e dirigir, pro povo achava estranho a gente estar com ela, mas bom, em pouco tempo não vamos mais estar aqui. - A gente podia passar no lugar. - Deve ser o lugar de onde ela veio. - Tem certeza? - Perguntei, pra parar. - Sim. - Ela disse séria, não falei nada, fomos pro lugar, onde dava pra ver a polícia e a fita de isolamento. - O que aconteceu? - Perguntei já sabendo a resposta. - Não... Sei. - Os olhos castanhos dela ficaram mais claros. Um dos oficiais tava do lado de fora, a gente parou pra chamar a atenção dele e ele veio até nós. - O que houve, oficial? - Perguntei, Jessica ficou em silêncio. - O O cara que morava aqui faleceu, de overdose de cocaína. O pessoal dele encontrou ele assim, já morto. — Jessica ficou atenta, com a respiração pesada. — Beleza, obrigado, oficial. — Ele tá morto. — Foram as únicas palavras que ela disse, enquanto tocava a barriga, pela morte do ex-namorado, de overdose de cocaína. — Você tá bem? — perguntei enquanto dirigia pra chegar no shopping. — Sim, sim, é que... o Flash morreu. — Ela recuou. — Chegamos. — Ela falou, eu desliguei o motor. E desci do carro. Nós dois descemos do carro e fechamos a porta. — Vamos. — Fiquei do lado dela. — Comprar roupa. — Tá bom. — É que ela parece em choque. Parei, fiquei olhando pra ela. — Jessica, ele te fez a pior coisa, te deixou num estado deplorável, tudo bem ele ter sido seu ex-namorado. — Ela me interrompeu. — Eu sei, mas não sei... ele me tirou do lixo, mas nunca largou as drogas e morreu por causa disso... — Peguei na mão dela pra ela se acalmar. — Mas não importa. — Ela sorriu. — Vamos. — falei, entrando no shopping. Subimos na escada rolante, e no andar de cima vimos as lojas de roupa de grávida, normal pra ela, será que quando tiver os filhos. Entramos numa loja onde tinha mulheres grávidas com barrigões, vimos o lugar meio cheio, meu pau ficou duro. — O que você quer experimentar? — falei pra ela, algumas mulheres estavam nos olhando. — Não... sei, nunca estive num lugar assim. — Comecei a olhar as roupas, como uma pessoa normal. — Oi, posso ajudar? — Uma das atendentes se aproximou da gente, simpática. — Claro, estamos procurando roupa pra minha cunhada, ela tá com três meses e meio. — Ela entendeu tudo que eu falei. — Beleza, tenho o que vocês precisam. — Olhei pra Jessica. — Sigam-me. Começamos a seguir ela pra ver as roupas e tudo que uma grávida precisa. — Bom, aqui estão as de três meses. — Ela mostrou uma variedade grande. — Também, algo que seja elástico, e que dure a gravidez inteira, não que... Fica só nos meses mesmo. — Por que se for só pra três meses, é dinheiro jogado fora. — É... Vem comigo. — Começamos a seguir elas em umas partes com um monte de roupa. — Até quando duram... Até que mês? — Acho que não chega aos nove. — Não, essas duram a gravidez inteira e são feitas de algodão, o que deixa elas mais fininhas. — Sente as peças, são macias. — Valeu. — Falei, e ela foi embora, ficando só nós dois pra ver qual look cai melhor nessa gostosa.
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