@male_r segunda parte

Na semana seguinte, voltei nas galerias pra ver se conseguia encontrar ela, e nada, não cruzei com ela por um tempo, o suficiente pra acreditar que ela era uma ninfa que apareceu num dos meus sonhos.
Uma noite, depois de um tempo, fui numa festa de um conhecido num bar da zona oeste, a festa era só pra amigos e tinham fechado o bar só pros convidados.
Naquela noite, entre risadas e cervejas, um amigo meu me chamou atenção pra algo especial no balcão, ele disse num tom de zoação: "Ei, mano, ali não tá a ruiva dos teus sonhos?" E, sorrindo, perguntei onde, se a gente tava do outro lado do mapa. Ele virou a cabeça e apontou pro balcão com a mão que segurava o cigarro e falou entre risadas: "Ali". Não dava pra acreditar, fiquei pasmo, igual ele quando viu que, sem dizer uma palavra, fui me enfiando na multidão atrás daquela mulher que ele tinha apontado.

Me aproximei por trás e, sem que ela percebesse, observei cada detalhe das costas dela, cada pintinha. Segui pelas curvas do quadril e depois pelas coxas firmes, redondas, moldadas numa saia verde que grudava na pele como se estivesse molhada, parecia que ela não tava de calcinha ou, se tava, era imperceptível.
Me encaixei entre o pessoal no balcão, de costas pra ela, cumprimentando uns conhecidos como quem não quer nada, e pedi uma IPA. Notei que ela tava me olhando, mas fiz um esforço sobre-humano pra não encarar de volta. Senti que ela me observava, um calor subiu pela minha espinha até a nuca, fazendo brotar umas gotas de suor. Ela bebeu um gole da cerveja dela e virou na minha direção no mesmo instante que eu virei pra ela. E é aí que todos os pensamentos e todas as palavras se amontoam na boca, se acumulam e se aglomeram, deixando a gente mudo e com cara de bobo. A voz doce dela soou de novo, me perguntando: "Tá bem ou continua mudo como da última vez?" Foi aí que eu sorri e a gente começou a conversar.

Tomamos várias cervejas e fomos nos conhecendo, como todo mundo faz, mas eu sentia que tanto ela quanto eu sabíamos que tinha algo mais rolando. A aglomeração de gente fez com que várias vezes ficássemos de frente um para o outro, nos roçando. Senti os bicos dos peitos dela no meu peito várias vezes e notei que não estava usando sutiã. Observei pelo decote os peitos redondos dela e queria mergulhar neles. Nessas horas, ela sorria cúmplice e perguntava o que eu estava olhando. Eu só ria e dizia: "A bela paisagem que me lembra o Pão de Açúcar no Rio". Ela sorria e dizia que eu era um tarado. E era mesmo, porque assim me deixavam os peitos lindos dela: um tarado.

Depois de várias cervejas e já entrada a noite, percebemos que nossos amigos tinham nos esquecido. Falei para ela que, se quisesse, pagava um táxi até a casa dela, já que não podia dirigir por causa dos pontos de bafômetro no centro. Ela recusou. Dei outra opção: falei que morava a poucas quadras dali e que, se ela quisesse, a convidava para um café da manhã e depois, se quisesse, levava ela até em casa. Nunca imaginei que ela aceitaria, mas aceitou.

Ao chegar em casa, ela tirou os sapatos e pediu licença para ir ao banheiro. Arrumei tudo rapidamente e esperei na cozinha. Quando saiu do banheiro, se aproximou de mim e, quase instintivamente, nós dois nos fundimos num beijo longo, molhado e apaixonado.

Embaralhamos nossos cabelos e esfregamos nossos corpos pela cozinha inteira. Os dois estávamos num êxtase total. A apertava contra mim, segurando pelas coxas, e sentia como a buceta dela pressionava meu pau dentro da calça jeans. Os peitos dela apareciam sobre o decote e decidi beijá-los. Eram macios e perfumados, os bicos aveludados eram um manjar. Ela respirava entrecortado, ofegante, e segurava minha cabeça, empurrando contra os peitos dela.

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