Eram 5 da tarde, eu estava de novo dirigindo meu carro pra casa. O dia, como já era costume todo verão, era um inferno de calor. Tinha chovido nos dias anteriores, e a única coisa que adiantou foi deixar a temperatura ainda mais quente, com um puta de umidade que não saía por nada. A umidade, o trânsito e os motoristas tartaruga imbecis tinham me deixado de mau humor, e o pior é que ainda faltavam uns quilômetros pra chegar em casa. Eu me sentia sufocada e com vontade de matar alguém. Coloquei uma música do Korn no som do carro e aumentei o volume no máximo, junto com o ar condicionado, tentando fazer a viagem menos irritante.
Pra piorar, não tinha achado um jeito de me vingar do meu vizinho nojento. Como contei em relatos anteriores, tinha descoberto que meu vizinho me espiava pela janela de casa. O mesmo vizinho adolescente gordinho e nojento que, umas semanas antes, tinha me fotografado transando com meu marido na sala de casa, e teve a cara de pau de me mandar as fotos no celular.
E ainda por cima me chamou de cara de puta. Não sei por que isso me irritou tanto, até mais que as fotos. Meu marido às vezes me chamava de puta no calor da excitação. Puta, puta, puta, putinha, maldita puta, puta, e todas as variações que ele inventasse. Como muitos outros casais, a gente usava isso pra se excitar mais na intimidade. Era parte dos nossos jogos sexuais. Parte da nossa sacanagem particular. Ele era o único que eu deixava me chamar assim. Até algumas daquelas velhas chatas do meu trabalho, com quem eu não tinha amizade nenhuma, eu sabia que pelas minhas costas já tinham me chamado de puta ou vadia. De algum jeito, todos eles tinham um motivo pra me chamar assim. Meu marido fazia pra me excitar, e minhas colegas de trabalho porque com certeza me odiavam tanto quanto eu odiava elas.
Mas que um idiota Moleque, sem nem me conhecer, já me chamava daquele jeito. Por algum motivo, conseguiu me irritar do pior jeito possível. E do pior jeito possível tinha que ser minha vingança.
Com a mente cheia de pensamentos sombrios, finalmente cheguei em casa. Mal tinha descido do carro, quando encontrei o moleque no jardim da frente da casa dele, me olhando e sorrindo como se nada tivesse acontecido. Como se fôssemos grandes amigos. Já era a terceira ou quarta vez que eu topava com ele na hora que eu chegava em casa. Com certeza ele tinha calculado que horas eu chegava e ficava de fora só pra me "receber".
Fui correndo pra porta da minha casa, com as costas e a bunda suadas, tentando escapar do calor. Mal tinha dado uns passos quando o moleque se aproximou de mim, com cara de arrependido.
— Ei, queria pedir desculpas por... — começou a dizer meu vizinho odioso.
— Vai tomar no cu! — respondi, cortando as palavras dele na hora e entrando em casa, deixando ele falando sozinho na frente da minha porta.
Finalmente entrei em casa, recebendo uma onda de ar fresco. Como de costume, meu marido tinha chegado antes de mim e deixado o ar-condicionado no talo pra me receber melhor. Detalhes que me faziam amar ele ainda mais. E também, como já era meu costume, me livrei dos meus sapatos com dois chutes, jogando eles longe, e depois tirei a blusa e o jeans, deixando tudo largado no corredor enquanto ia pro chuveiro, ficando só de sutiã e calcinha suja e fedida. A porra do calor fazia meu corpo inteiro suar, e era minha buceta que mais sofria com esse clima infernal de verão. Um banho frio ia me trazer de volta à vida. De repente, algo me parou no meio do caminho.
Não tinha barulho nenhum em casa. Tava completamente em silêncio. Nem som de música, nem de TV. Só o murmúrio do ar-condicionado. Isso era estranho. Meu marido, a primeira coisa que fazia quando chegava era ligar o ar e... depois a TV. Eu estava absorta nesse pensamento quando, de repente, uma mão me pegou pelas costas, enquanto outra tapava minha boca. Tentei me defender, me mexendo bruscamente pra escapar do aperto do sujeito, mas meus esforços eram inúteis, ele era muito mais forte que eu. Tentava em vão me soltar daquela pegada, ao mesmo tempo que consegui vê-lo de relance. Ele era mais ou menos da minha altura, magro, ou pelo que dava pra ver, tinha várias tatuagens nos braços e no corpo. O rosto dele estava escondido sob um daqueles que chamam de passa-montanhas nos filmes de assalto a banco e tal. Só os olhos e a boca dele estavam visíveis.
Com um movimento rápido, o sujeito me derrubou no chão, colocando um dos pés entre minhas pernas. Não vi ele vindo, então caí com todo o meu peso no chão de forma estrepitosa. O baque me deixou sem ar, e quando tentei me levantar, levei um tapa que me fez ver estrelas. Senti o gosto amargo do meu próprio sangue nos lábios e achei que fosse desmaiar. O intruso me tinha nas mãos dele. Aproveitando a vantagem, o cara puxou minha calcinha pelas pernas, tirando ela completamente.
Tentei impedir ele, e por isso levei outro tapa.
— Não quero que você grite nem diga nada, puta! — o intruso rugiu pra mim, enfiando minha calcinha na minha boca. Depois de um dia inteiro de suor e restos vaginais, o gosto da minha roupa íntima era horrível, e sentir minha boca completamente ocupada por ela quase me fez vomitar de nojo.
Eu estava tão ocupada tentando não vomitar que nem percebi quando o intruso abaixou a calça jeans dele, abriu minhas pernas e, sem cerimônia, enfiou o pau dele na minha buceta de uma só vez!
— Mmmjjjhhh! Mjjjmmmhhh!! — tentei gritar ao sentir o pau duro dele abrir meus lábios vaginais e ir até o fundo de forma brutal, mas a calcinha na minha boca me impediu.
O intruso, ao sentir o pau dele bater no fundo da minha buceta, puxou o membro e novamente Ele avançou contra mim, como se quisesse chegar até o fundo do meu útero e me partir ao meio. As estocadas dele eram brutais, selvagens, cheias de raiva. Tentei levantar os braços para impedi-lo, mas só consegui uma porrada de tapas dessa vez. Ele continuou me estocando, e mesmo que tenha sido por pouco tempo, cada vez eram mais profundas e dolorosas.
O intruso se afastou de mim, se levantando e me dando um leve respiro, mas a folga durou pouco, porque ele me pegou pelo meu cabelão e começou a me arrastar com força. Com as mãos, eu tentava, se não parar ele, pelo menos diminuir a dor que o puxão no meu cabelo causava. Segurei as mãos dele com as minhas pra conseguir ser arrastada pendurada nelas, e não pela pressão no meu couro cabeludo.
Chegamos na sala da casa, ele em pé e eu no chão atrás dele, vítima do puxão de cabelo. Ao chegar na sala, o intruso continuou me arrastando pelo chão todo, não só tentando me causar dor, mas também com a intenção de me humilhar. A dor no meu couro cabeludo era insuportável. Eu sentia minhas lágrimas escorrendo pelo rosto, lágrimas pretas por causa da maquiagem e da sombra dos meus olhos.
Finalmente ele parou de me arrastar e, me largando no chão da sala, se aproximou como se quisesse me dizer algo. Foi aí que eu vi que ele tinha um canivete na mão, que ele aproximou do meu rosto e falou devagar:
— Me escuta bem, puta. Você vai fazer o que eu mandar, e se tentar fugir, gritar ou fazer algo contra mim... vou cortar sua língua e desfigurar sua cara. Entendeu? QUE SE ENTENDEU, PUTA?! — ele gritou no final, e eu concordei balançando a cabeça várias vezes.
— Agora... vou tirar sua calcinha da sua boca, mas se tentar gritar, vou enfiar de novo e fazer você comer ela, entendeu? — ele disse, e eu respondi de novo com movimentos de cabeça.
Senti ele abrir minha boca e tirar minha calcinha com os dedos. Eu estava completamente encharcada da minha... minha própria saliva, que ao sentir minha boca aberta, escorreu livremente formando um fio grosso até o chão. Pegando na mão dele, passou no meu rosto, lambuzando minha cara já suja de saliva e maquiagem.
— Por favor... pleasee... me solta, não faz nada comigo. Juro que não vou contar isso pra ninguém — falei chorando assim que senti minha boca livre da minha calcinha.
— CALA A BOCA! Agora me escuta, puta, você vai fazer tudo que eu mandar, e se não fizer, vai se arrepender — ele rosnou, empurrando a navalha fria com mais força contra meu pescoço.
— Me responde, puta! — gritou na minha cara. Eu assenti, gemendo baixinho.
Chegando mais perto da minha orelha, ele sussurrou — Vou te foder tão forte no cu que você não vai conseguir andar quando eu terminar.
Ele me levantou de novo me puxando pelo cabelo, e eu consegui ver ele com o pau pra fora da calça. Meus olhos arregalaram quando notei o tamanho da rola dele. Era grande e cheia de veias grossas, com uma cabeça enorme. Com certeza ia me destruir o cu e eu temi que nunca mais fosse andar direito, igual ele tinha ameaçado. Ele sorriu quando percebeu o que eu tava olhando.
Me deitou no chão de barriga pra cima, e se movendo entre minhas pernas, abriu elas pra eu não fechar. Cuspiu na mão e começou a lambuzar a ponta do pau dele. Eu sabia o que vinha a seguir e fechei os olhos. Ele começou a empurrar a rola contra meu cu com toda força, batendo e tentando entrar em mim. De repente, uma dor aguda percorreu meu corpo quando senti o pau dele penetrar meu reto, de novo de forma brutal.
— AIII! PORRA! Tá me machucando, cara! Tira, tiraaa pelo amor de Deus! — gritei sufocada de dor. Sentia meu cu queimando como se tivessem enfiado pimenta. Levei um tapa na cara como resposta.
— Por favor, me solta — sussurrei com lágrimas nos olhos.
Ele não tinha intenção de me soltar. Na verdade, meu pedido só deixou ele mais excitado.
— Se não tentar correr, não vou te machucar — foi a resposta dele. —Ainda vai...? —interrompi quando ele começou a tirar a camisa primeiro.
Ele soltou meus pulsos e, segurando minha cinturinha, começou a meter e tirar no meu cu dolorido.
—Sim, ainda vou te foder —completou a frase— Mas se me obedecer, vou ser gentil.
Sorriu e subiu em cima de mim, me imobilizando e me beijando com paixão. Pegada de surpresa, comecei a lutar de novo, fazendo de tudo para afastá-lo. Mas não adiantou, ele era pesado demais.
—Espera, não... —falei antes que pudesse protestar mais. Ele deslizou os dedos na minha boca, me obrigando a chupá-los, e depois lentamente começou a enfiar de novo o pau todo no meu cu. Gemeu alto quando minha bunda apertada e quente comprimiu a rola dele.
Tirando os dedos agora limpos da minha boca, se inclinou e me beijou com força, levando uma mão para baixo para esfregar meu clitóris. Gemi e enrolei minhas pernas na cintura dele, sem conseguir mais lutar contra ele.
Isso só o excitou mais, e ele meteu tudo que tinha para me foder até eu perder o juízo. Devagar, foi enfiando até me encher quase por completo. Gemeu alto. Eu estava tão apertada que ele teve que esperar eu me acostumar antes de começar a me foder de verdade.
A boca dele se abriu num gemido mudo, e eu fechei os olhos enquanto ele começava a me sodomizar mais rápido. Não tinha ido ao banheiro antes de sair do trabalho, então ele com certeza ia acabar tirando minha merda com o pau dele. O filho da puta estava chegando no fundo do meu cu e continuava empurrando. Fechei os olhos, tentando aguentar aquela humilhação possível. Gemi, mordendo o lábio para não fazer barulho.
—Grita pra mim —rosnou. Abri os olhos e olhei para ele.
—Me fala o que você quer —a voz dele era grave. Quando não respondi, ele parou de se mexer.
—Me fala o que você quer que eu faça —dessa vez foi uma ordem.
Me remexi em vão, tentando fazê-lo se mover. Não adiantou. Meus olhos imploravam, eu estava à beira do orgasmo e ele sabia disso.
—Me diz o que você quer que eu faça com você — repetiu. Ele sabia que estava me torturando.
—Quero que você me foda — sussurrei, envergonhada.
—O que foi isso? — sorriu com arrogância.
—Me fode! Me come como se eu fosse uma puta! — gritei frustrada.
—Cuidado com o que deseja — sorriu abertamente e começou a se mover dentro de mim de novo.
Minha mente agora se rendeu ao prazer, enrolei minhas pernas firmemente em volta da cintura dele, cravando minhas unhas nas costas dele. Ele soltou um grunhido quase animal e começou a me foder mais rápido. Era tão gostoso em volta do pau dele; molhado, quente e apertado.
—Porra! — gritei quando ele começou a bater forte na minha bunda, já não me importava mais se ia me machucar ou não.
—AHHH! AI MEU DEUS SIM! — ele estava gemendo sem controle. Arqueei minhas costas, deixando ele ir mais fundo, enquanto um orgasmo alucinante me consumia.
—Porra... Isso... Isso... Assim... Tão apertada — ele grunhiu entre cada estocada enquanto me fodava sem piedade. Sabia que ele não ia durar muito mais. Minha bunda agora massageava o pau dele a cada empurrão enquanto outro orgasmo me sacudia, me fazendo gritar.
—ISSO! Me diz o que você quer! — ele ordenou entre grunhidos. Gemei alto e arqueei minhas costas, pressionando meus peitos contra o peito dele.
—ME DÁ MAIS! MAIS FORTE! ARREBENTA MINHA BUNDA, FILHO DA PUTA! — ordenei. Os gemidos dele aumentaram. Ele estava perto do orgasmo.
Naquele momento, ele sabia que eu era dele e ele meu.
Ao me ouvir gritar, foi quando ele finalmente cedeu, e eu pude sentir as bolas dele se apertarem.
—Ai, porra! Tô gozando! — ele gritou, colando o corpo dele no meu. Os olhos dele se fecharam de repente ao perceber o que estava prestes a acontecer. Eu queria sentir o esperma dele me encher, mas quis castigá-lo. Tentei me afastar dele pra ele não gozar dentro de mim, mas ele me segurou.
—Ahhh! PORRA, ISSO! — ele gritou enquanto enterrava o pau inteiro na minha bunda e disparava a enorme carga de porra dentro de mim. mim. A sensação do semen quente dele me preenchendo foi tão boa que fui jogada de volta no limite, tendo um último orgasmo alucinante.
Ele desabou em cima de mim, sem se mexer, deixando o pau dele amolecer dentro do meu cu arrombado.
Quando ele saiu de mim e rolou pro lado, pude sentir os fluidos dele misturados com minha merda escorrendo do meu cu. Ofeguei, sem conseguir me mover.
Depois de um tempinho, quando recuperei o fôlego, ele se levantou em cima de mim. Me olhando pelos buracos da máscara. Pegando o pau agora mole dele entre os dedos, apontou pra mim, e sem mais nem menos... começou a mijar no meu peito, movendo o jorro pra cima e pra baixo pra banhar meu corpo inteiro.
— Abre a boca — ele ordenou, e eu, sem demora, obedeci.
Ele redirecionou o jorro de mijo e, apontando pra minha boca aberta, começou a encher ela completamente. Era tanta quantidade de mijo que fui obrigada a engolir pra não me afogar. O gosto amargo e azedo encheu minha boca, sendo essa a primeira vez que eu tomava mijo. O intruso pausava o jorro, me dando tempo de engolir quando a boca ficava cheia. Comecei a engolir cada vez mais, saboreando, tentando não me afogar no processo. Os últimos jorros ele deixou cair no meu rosto, formando uma máscara de mijo, lágrimas e maquiagem borrada. Não conseguia me ver, mas tinha certeza de que meu aspecto era nojento.
Quando finalmente terminou, ele se abaixou sobre mim e me beijou apaixonadamente, misturando nossas salivas e tirando a máscara, pra revelar o que eu já sabia desde o começo. Era meu marido Tommy, e essa era mais uma das nossas brincadeiras sexuais.
— Fantasia realizada, baby. Espero que tenha gostado — ele disse, carinhoso.
— Gostei bastante, mas você exagerou nas palmadas. Rachou meu lábio — respondi.
— Bom, você disse que queria que fosse o mais real possível, e eu só cumpri — ele disse, rindo, o filho da puta, com aquele sorriso que me desmontava por completo.
— Ok, mas da próxima Agora é minha vez, e vou te receber vestida de zumbi. Então nem reclama das mordidas que vou te dar, filho da puta" — falei fingindo raiva.
"Prometo não ficar bravo, mesmo que você arranque meu braço na mordida" — ele respondeu.
"Não é um braço que eu tô pensando em arrancar de você" — falei maliciosamente.
TOC TOC! Duas batidas na porta interromperam nossa conversa. A gente não costumava receber visitas em casa, então aquela batida na porta nos pegou de surpresa. Tentei me levantar enquanto fazia sinal pro Tommy se vestir e ir abrir a porta, mas ele respondeu com gestos que não, que eu fosse. Pedi pra ele me passar algo pra limpar o rosto.
"Vai você, assim mesmo, sem limpar. Quero ver a cara que ela vai fazer ao te ver assim, seja quem for o sem noção haha!" — disse Tommy, prolongando um pouco mais nossa brincadeira sexual. Respondi levantando o dedo do meio, ou mandando tomar no cu, como dizem no Brasil.
"Só espero que não sejam as Testemunhas de Jeová" — falei enquanto vestia a camiseta dele. Uma coisa era sair com a cara cheia de fluidos, outra era sair com os peitos de fora.
Abri a porta e, pra minha surpresa, era meu vizinho adolescente chato. A expressão dele foi de total choque ao ver minha cara com a maquiagem borrada, lágrimas pretas, saliva espalhada por todo meu rosto inchado pelos tapas do Tommy e fedendo a mijo. Minha cara tava um nojo total. Na mão dele, um taco de beisebol de metal. Não falei nada, só com a expressão perguntei o que ele queria.
"É... é... ouvi barulhos e pensei que talvez você precisasse de ajuda" — ele disse gaguejando, sem tirar os olhos do meu rosto.
"Ajuda pra quê?" — respondi, fingindo uma raiva que na verdade não sentia. Tava exausta demais pelos orgasmos de pouco tempo atrás, e nem tinha paciência pra ficar puta. E, de certa forma, até achei fofo ele vir, supostamente, me 'resgatar'.
"É... é... desculpa, acho que me enganei. Pensei que você tava encrencada" — ele conseguiu dizer, Pena genuína. Pra ser sincero, não duvidei que ele tava nos espionando pela janela.
—Tranquilo, moleque. Vai pra sua casa e para de encher o saco —falei enquanto batia a porta na cara dele. Envergonhado, o vizinho deu meia-volta e foi pra casa dele, sem nem olhar na minha direção.
Antes de fechar a porta de vez, gritei: —EI! E o adolescente chato virou pra mim.
—Valeu mesmo assim, seu cuzão —falei, dando meu sorriso horrível. Era a primeira vez que ele me via sorrir, e a cara que ele fez foi um presente. A mesma expressão de surpresa, nojo e até medo que eu causava em todo mundo que me via sorrir uma vez. Meu sorriso era uma merda, e por isso eu nunca sorria pra ninguém. Mas quando eu sorria, adorava ver como isso deixava desconfortável quem tinha o azar de me ver.
O moleque acabou entrando na casa dele correndo, e eu voltei pra minha. O Tommy já tava na porta do chuveiro com duas toalhas, me esperando pra gente tomar banho junto.
—Quem era? —ele perguntou.
—O vizinho, mas foi embora quando viu minha cara —respondi enquanto tirava a camiseta e ia pro chuveiro. A trepada tinha me deixado exausta, e eu precisava de um banho pra relaxar.
Já de noite, eu tava na cama respondendo as mensagens que alguns leitores dos meus contos tinham tido a gentileza de me mandar. O Tommy tava do meu lado, dormindo profundamente. A trepada tinha deixado ele praticamente morto, e ele tinha caído nos braços de Morfeu. Tava prestes a desligar o celular pra finalmente dormir também, quando ele vibrou, sinal de que tinha chegado uma mensagem. Abri e vi que era do meu vizinho adolescente odioso.
—AGORA ENTENDO POR QUE VOCÊ NUNCA SORRI. VOCÊ TEM O SORRISO MAIS HORRÍVEL QUE JÁ VI NA VIDA —dizia o texto. Pensei em mandar ele tomar no cu, mas encarei o comentário mais como um elogio do que como um insulto.
—Nunca sorrio pra ninguém, seu verme. Então devia tá agradecido —respondi. respondi.
—Bom, isso quer dizer que você tá começando a gostar de mim — ele respondeu.
— Quer me agradar? Quer cair nas minhas graças? Apaga as fotos e tudo que você tem de mim, incluindo esses textos. E nunca mais me espia pela janela. Faz isso e a gente fica de boa, e nada vai acontecer. E nunca, jamais, me chame de Cara de puta de novo. Ok? — respondi. A verdade é que pensei em mil e uma formas de punir ele, mas tava tão cansada que resolvi dar uma chance pra enterrar o machado de guerra.
— Ok, vou fazer. Isso significa que a gente já é amigo? — o moleque respondeu.
— Amigo? Nunca, nem nos seus sonhos mais molhados, filho da puta. E agora me deixa dormir, que tô muito cansada — respondi pro moleque, mas mandei um emoji de carinha sorrindo.
— Ok, descansa — ele respondeu com um emoji igual.
Fechei o celular e coloquei debaixo do travesseiro, como sempre fazia. Por enquanto, ia dar um passe livre pro pirralho, contanto que ele parasse de encher o saco. E quanto ao Tommy, tinha que bolar alguma fantasia sexual pra me vingar da transa de hoje. Ia deixar ele seco, mas antes tinha que fazê-lo sofrer. Ele ia sofrer a vingança de Perla Blackheart, e tinha que ser uma mega fodida épica.
FIM DO RELATO.
Pra piorar, não tinha achado um jeito de me vingar do meu vizinho nojento. Como contei em relatos anteriores, tinha descoberto que meu vizinho me espiava pela janela de casa. O mesmo vizinho adolescente gordinho e nojento que, umas semanas antes, tinha me fotografado transando com meu marido na sala de casa, e teve a cara de pau de me mandar as fotos no celular.
E ainda por cima me chamou de cara de puta. Não sei por que isso me irritou tanto, até mais que as fotos. Meu marido às vezes me chamava de puta no calor da excitação. Puta, puta, puta, putinha, maldita puta, puta, e todas as variações que ele inventasse. Como muitos outros casais, a gente usava isso pra se excitar mais na intimidade. Era parte dos nossos jogos sexuais. Parte da nossa sacanagem particular. Ele era o único que eu deixava me chamar assim. Até algumas daquelas velhas chatas do meu trabalho, com quem eu não tinha amizade nenhuma, eu sabia que pelas minhas costas já tinham me chamado de puta ou vadia. De algum jeito, todos eles tinham um motivo pra me chamar assim. Meu marido fazia pra me excitar, e minhas colegas de trabalho porque com certeza me odiavam tanto quanto eu odiava elas.
Mas que um idiota Moleque, sem nem me conhecer, já me chamava daquele jeito. Por algum motivo, conseguiu me irritar do pior jeito possível. E do pior jeito possível tinha que ser minha vingança.
Com a mente cheia de pensamentos sombrios, finalmente cheguei em casa. Mal tinha descido do carro, quando encontrei o moleque no jardim da frente da casa dele, me olhando e sorrindo como se nada tivesse acontecido. Como se fôssemos grandes amigos. Já era a terceira ou quarta vez que eu topava com ele na hora que eu chegava em casa. Com certeza ele tinha calculado que horas eu chegava e ficava de fora só pra me "receber".
Fui correndo pra porta da minha casa, com as costas e a bunda suadas, tentando escapar do calor. Mal tinha dado uns passos quando o moleque se aproximou de mim, com cara de arrependido.
— Ei, queria pedir desculpas por... — começou a dizer meu vizinho odioso.
— Vai tomar no cu! — respondi, cortando as palavras dele na hora e entrando em casa, deixando ele falando sozinho na frente da minha porta.
Finalmente entrei em casa, recebendo uma onda de ar fresco. Como de costume, meu marido tinha chegado antes de mim e deixado o ar-condicionado no talo pra me receber melhor. Detalhes que me faziam amar ele ainda mais. E também, como já era meu costume, me livrei dos meus sapatos com dois chutes, jogando eles longe, e depois tirei a blusa e o jeans, deixando tudo largado no corredor enquanto ia pro chuveiro, ficando só de sutiã e calcinha suja e fedida. A porra do calor fazia meu corpo inteiro suar, e era minha buceta que mais sofria com esse clima infernal de verão. Um banho frio ia me trazer de volta à vida. De repente, algo me parou no meio do caminho.
Não tinha barulho nenhum em casa. Tava completamente em silêncio. Nem som de música, nem de TV. Só o murmúrio do ar-condicionado. Isso era estranho. Meu marido, a primeira coisa que fazia quando chegava era ligar o ar e... depois a TV. Eu estava absorta nesse pensamento quando, de repente, uma mão me pegou pelas costas, enquanto outra tapava minha boca. Tentei me defender, me mexendo bruscamente pra escapar do aperto do sujeito, mas meus esforços eram inúteis, ele era muito mais forte que eu. Tentava em vão me soltar daquela pegada, ao mesmo tempo que consegui vê-lo de relance. Ele era mais ou menos da minha altura, magro, ou pelo que dava pra ver, tinha várias tatuagens nos braços e no corpo. O rosto dele estava escondido sob um daqueles que chamam de passa-montanhas nos filmes de assalto a banco e tal. Só os olhos e a boca dele estavam visíveis.
Com um movimento rápido, o sujeito me derrubou no chão, colocando um dos pés entre minhas pernas. Não vi ele vindo, então caí com todo o meu peso no chão de forma estrepitosa. O baque me deixou sem ar, e quando tentei me levantar, levei um tapa que me fez ver estrelas. Senti o gosto amargo do meu próprio sangue nos lábios e achei que fosse desmaiar. O intruso me tinha nas mãos dele. Aproveitando a vantagem, o cara puxou minha calcinha pelas pernas, tirando ela completamente.
Tentei impedir ele, e por isso levei outro tapa.
— Não quero que você grite nem diga nada, puta! — o intruso rugiu pra mim, enfiando minha calcinha na minha boca. Depois de um dia inteiro de suor e restos vaginais, o gosto da minha roupa íntima era horrível, e sentir minha boca completamente ocupada por ela quase me fez vomitar de nojo.
Eu estava tão ocupada tentando não vomitar que nem percebi quando o intruso abaixou a calça jeans dele, abriu minhas pernas e, sem cerimônia, enfiou o pau dele na minha buceta de uma só vez!
— Mmmjjjhhh! Mjjjmmmhhh!! — tentei gritar ao sentir o pau duro dele abrir meus lábios vaginais e ir até o fundo de forma brutal, mas a calcinha na minha boca me impediu.
O intruso, ao sentir o pau dele bater no fundo da minha buceta, puxou o membro e novamente Ele avançou contra mim, como se quisesse chegar até o fundo do meu útero e me partir ao meio. As estocadas dele eram brutais, selvagens, cheias de raiva. Tentei levantar os braços para impedi-lo, mas só consegui uma porrada de tapas dessa vez. Ele continuou me estocando, e mesmo que tenha sido por pouco tempo, cada vez eram mais profundas e dolorosas.
O intruso se afastou de mim, se levantando e me dando um leve respiro, mas a folga durou pouco, porque ele me pegou pelo meu cabelão e começou a me arrastar com força. Com as mãos, eu tentava, se não parar ele, pelo menos diminuir a dor que o puxão no meu cabelo causava. Segurei as mãos dele com as minhas pra conseguir ser arrastada pendurada nelas, e não pela pressão no meu couro cabeludo.
Chegamos na sala da casa, ele em pé e eu no chão atrás dele, vítima do puxão de cabelo. Ao chegar na sala, o intruso continuou me arrastando pelo chão todo, não só tentando me causar dor, mas também com a intenção de me humilhar. A dor no meu couro cabeludo era insuportável. Eu sentia minhas lágrimas escorrendo pelo rosto, lágrimas pretas por causa da maquiagem e da sombra dos meus olhos.
Finalmente ele parou de me arrastar e, me largando no chão da sala, se aproximou como se quisesse me dizer algo. Foi aí que eu vi que ele tinha um canivete na mão, que ele aproximou do meu rosto e falou devagar:
— Me escuta bem, puta. Você vai fazer o que eu mandar, e se tentar fugir, gritar ou fazer algo contra mim... vou cortar sua língua e desfigurar sua cara. Entendeu? QUE SE ENTENDEU, PUTA?! — ele gritou no final, e eu concordei balançando a cabeça várias vezes.
— Agora... vou tirar sua calcinha da sua boca, mas se tentar gritar, vou enfiar de novo e fazer você comer ela, entendeu? — ele disse, e eu respondi de novo com movimentos de cabeça.
Senti ele abrir minha boca e tirar minha calcinha com os dedos. Eu estava completamente encharcada da minha... minha própria saliva, que ao sentir minha boca aberta, escorreu livremente formando um fio grosso até o chão. Pegando na mão dele, passou no meu rosto, lambuzando minha cara já suja de saliva e maquiagem.
— Por favor... pleasee... me solta, não faz nada comigo. Juro que não vou contar isso pra ninguém — falei chorando assim que senti minha boca livre da minha calcinha.
— CALA A BOCA! Agora me escuta, puta, você vai fazer tudo que eu mandar, e se não fizer, vai se arrepender — ele rosnou, empurrando a navalha fria com mais força contra meu pescoço.
— Me responde, puta! — gritou na minha cara. Eu assenti, gemendo baixinho.
Chegando mais perto da minha orelha, ele sussurrou — Vou te foder tão forte no cu que você não vai conseguir andar quando eu terminar.
Ele me levantou de novo me puxando pelo cabelo, e eu consegui ver ele com o pau pra fora da calça. Meus olhos arregalaram quando notei o tamanho da rola dele. Era grande e cheia de veias grossas, com uma cabeça enorme. Com certeza ia me destruir o cu e eu temi que nunca mais fosse andar direito, igual ele tinha ameaçado. Ele sorriu quando percebeu o que eu tava olhando.
Me deitou no chão de barriga pra cima, e se movendo entre minhas pernas, abriu elas pra eu não fechar. Cuspiu na mão e começou a lambuzar a ponta do pau dele. Eu sabia o que vinha a seguir e fechei os olhos. Ele começou a empurrar a rola contra meu cu com toda força, batendo e tentando entrar em mim. De repente, uma dor aguda percorreu meu corpo quando senti o pau dele penetrar meu reto, de novo de forma brutal.
— AIII! PORRA! Tá me machucando, cara! Tira, tiraaa pelo amor de Deus! — gritei sufocada de dor. Sentia meu cu queimando como se tivessem enfiado pimenta. Levei um tapa na cara como resposta.
— Por favor, me solta — sussurrei com lágrimas nos olhos.
Ele não tinha intenção de me soltar. Na verdade, meu pedido só deixou ele mais excitado.
— Se não tentar correr, não vou te machucar — foi a resposta dele. —Ainda vai...? —interrompi quando ele começou a tirar a camisa primeiro.
Ele soltou meus pulsos e, segurando minha cinturinha, começou a meter e tirar no meu cu dolorido.
—Sim, ainda vou te foder —completou a frase— Mas se me obedecer, vou ser gentil.
Sorriu e subiu em cima de mim, me imobilizando e me beijando com paixão. Pegada de surpresa, comecei a lutar de novo, fazendo de tudo para afastá-lo. Mas não adiantou, ele era pesado demais.
—Espera, não... —falei antes que pudesse protestar mais. Ele deslizou os dedos na minha boca, me obrigando a chupá-los, e depois lentamente começou a enfiar de novo o pau todo no meu cu. Gemeu alto quando minha bunda apertada e quente comprimiu a rola dele.
Tirando os dedos agora limpos da minha boca, se inclinou e me beijou com força, levando uma mão para baixo para esfregar meu clitóris. Gemi e enrolei minhas pernas na cintura dele, sem conseguir mais lutar contra ele.
Isso só o excitou mais, e ele meteu tudo que tinha para me foder até eu perder o juízo. Devagar, foi enfiando até me encher quase por completo. Gemeu alto. Eu estava tão apertada que ele teve que esperar eu me acostumar antes de começar a me foder de verdade.
A boca dele se abriu num gemido mudo, e eu fechei os olhos enquanto ele começava a me sodomizar mais rápido. Não tinha ido ao banheiro antes de sair do trabalho, então ele com certeza ia acabar tirando minha merda com o pau dele. O filho da puta estava chegando no fundo do meu cu e continuava empurrando. Fechei os olhos, tentando aguentar aquela humilhação possível. Gemi, mordendo o lábio para não fazer barulho.
—Grita pra mim —rosnou. Abri os olhos e olhei para ele.
—Me fala o que você quer —a voz dele era grave. Quando não respondi, ele parou de se mexer.
—Me fala o que você quer que eu faça —dessa vez foi uma ordem.
Me remexi em vão, tentando fazê-lo se mover. Não adiantou. Meus olhos imploravam, eu estava à beira do orgasmo e ele sabia disso.
—Me diz o que você quer que eu faça com você — repetiu. Ele sabia que estava me torturando.
—Quero que você me foda — sussurrei, envergonhada.
—O que foi isso? — sorriu com arrogância.
—Me fode! Me come como se eu fosse uma puta! — gritei frustrada.
—Cuidado com o que deseja — sorriu abertamente e começou a se mover dentro de mim de novo.
Minha mente agora se rendeu ao prazer, enrolei minhas pernas firmemente em volta da cintura dele, cravando minhas unhas nas costas dele. Ele soltou um grunhido quase animal e começou a me foder mais rápido. Era tão gostoso em volta do pau dele; molhado, quente e apertado.
—Porra! — gritei quando ele começou a bater forte na minha bunda, já não me importava mais se ia me machucar ou não.
—AHHH! AI MEU DEUS SIM! — ele estava gemendo sem controle. Arqueei minhas costas, deixando ele ir mais fundo, enquanto um orgasmo alucinante me consumia.
—Porra... Isso... Isso... Assim... Tão apertada — ele grunhiu entre cada estocada enquanto me fodava sem piedade. Sabia que ele não ia durar muito mais. Minha bunda agora massageava o pau dele a cada empurrão enquanto outro orgasmo me sacudia, me fazendo gritar.
—ISSO! Me diz o que você quer! — ele ordenou entre grunhidos. Gemei alto e arqueei minhas costas, pressionando meus peitos contra o peito dele.
—ME DÁ MAIS! MAIS FORTE! ARREBENTA MINHA BUNDA, FILHO DA PUTA! — ordenei. Os gemidos dele aumentaram. Ele estava perto do orgasmo.
Naquele momento, ele sabia que eu era dele e ele meu.
Ao me ouvir gritar, foi quando ele finalmente cedeu, e eu pude sentir as bolas dele se apertarem.
—Ai, porra! Tô gozando! — ele gritou, colando o corpo dele no meu. Os olhos dele se fecharam de repente ao perceber o que estava prestes a acontecer. Eu queria sentir o esperma dele me encher, mas quis castigá-lo. Tentei me afastar dele pra ele não gozar dentro de mim, mas ele me segurou.
—Ahhh! PORRA, ISSO! — ele gritou enquanto enterrava o pau inteiro na minha bunda e disparava a enorme carga de porra dentro de mim. mim. A sensação do semen quente dele me preenchendo foi tão boa que fui jogada de volta no limite, tendo um último orgasmo alucinante.
Ele desabou em cima de mim, sem se mexer, deixando o pau dele amolecer dentro do meu cu arrombado.
Quando ele saiu de mim e rolou pro lado, pude sentir os fluidos dele misturados com minha merda escorrendo do meu cu. Ofeguei, sem conseguir me mover.
Depois de um tempinho, quando recuperei o fôlego, ele se levantou em cima de mim. Me olhando pelos buracos da máscara. Pegando o pau agora mole dele entre os dedos, apontou pra mim, e sem mais nem menos... começou a mijar no meu peito, movendo o jorro pra cima e pra baixo pra banhar meu corpo inteiro.
— Abre a boca — ele ordenou, e eu, sem demora, obedeci.
Ele redirecionou o jorro de mijo e, apontando pra minha boca aberta, começou a encher ela completamente. Era tanta quantidade de mijo que fui obrigada a engolir pra não me afogar. O gosto amargo e azedo encheu minha boca, sendo essa a primeira vez que eu tomava mijo. O intruso pausava o jorro, me dando tempo de engolir quando a boca ficava cheia. Comecei a engolir cada vez mais, saboreando, tentando não me afogar no processo. Os últimos jorros ele deixou cair no meu rosto, formando uma máscara de mijo, lágrimas e maquiagem borrada. Não conseguia me ver, mas tinha certeza de que meu aspecto era nojento.
Quando finalmente terminou, ele se abaixou sobre mim e me beijou apaixonadamente, misturando nossas salivas e tirando a máscara, pra revelar o que eu já sabia desde o começo. Era meu marido Tommy, e essa era mais uma das nossas brincadeiras sexuais.
— Fantasia realizada, baby. Espero que tenha gostado — ele disse, carinhoso.
— Gostei bastante, mas você exagerou nas palmadas. Rachou meu lábio — respondi.
— Bom, você disse que queria que fosse o mais real possível, e eu só cumpri — ele disse, rindo, o filho da puta, com aquele sorriso que me desmontava por completo.
— Ok, mas da próxima Agora é minha vez, e vou te receber vestida de zumbi. Então nem reclama das mordidas que vou te dar, filho da puta" — falei fingindo raiva.
"Prometo não ficar bravo, mesmo que você arranque meu braço na mordida" — ele respondeu.
"Não é um braço que eu tô pensando em arrancar de você" — falei maliciosamente.
TOC TOC! Duas batidas na porta interromperam nossa conversa. A gente não costumava receber visitas em casa, então aquela batida na porta nos pegou de surpresa. Tentei me levantar enquanto fazia sinal pro Tommy se vestir e ir abrir a porta, mas ele respondeu com gestos que não, que eu fosse. Pedi pra ele me passar algo pra limpar o rosto.
"Vai você, assim mesmo, sem limpar. Quero ver a cara que ela vai fazer ao te ver assim, seja quem for o sem noção haha!" — disse Tommy, prolongando um pouco mais nossa brincadeira sexual. Respondi levantando o dedo do meio, ou mandando tomar no cu, como dizem no Brasil.
"Só espero que não sejam as Testemunhas de Jeová" — falei enquanto vestia a camiseta dele. Uma coisa era sair com a cara cheia de fluidos, outra era sair com os peitos de fora.
Abri a porta e, pra minha surpresa, era meu vizinho adolescente chato. A expressão dele foi de total choque ao ver minha cara com a maquiagem borrada, lágrimas pretas, saliva espalhada por todo meu rosto inchado pelos tapas do Tommy e fedendo a mijo. Minha cara tava um nojo total. Na mão dele, um taco de beisebol de metal. Não falei nada, só com a expressão perguntei o que ele queria.
"É... é... ouvi barulhos e pensei que talvez você precisasse de ajuda" — ele disse gaguejando, sem tirar os olhos do meu rosto.
"Ajuda pra quê?" — respondi, fingindo uma raiva que na verdade não sentia. Tava exausta demais pelos orgasmos de pouco tempo atrás, e nem tinha paciência pra ficar puta. E, de certa forma, até achei fofo ele vir, supostamente, me 'resgatar'.
"É... é... desculpa, acho que me enganei. Pensei que você tava encrencada" — ele conseguiu dizer, Pena genuína. Pra ser sincero, não duvidei que ele tava nos espionando pela janela.
—Tranquilo, moleque. Vai pra sua casa e para de encher o saco —falei enquanto batia a porta na cara dele. Envergonhado, o vizinho deu meia-volta e foi pra casa dele, sem nem olhar na minha direção.
Antes de fechar a porta de vez, gritei: —EI! E o adolescente chato virou pra mim.
—Valeu mesmo assim, seu cuzão —falei, dando meu sorriso horrível. Era a primeira vez que ele me via sorrir, e a cara que ele fez foi um presente. A mesma expressão de surpresa, nojo e até medo que eu causava em todo mundo que me via sorrir uma vez. Meu sorriso era uma merda, e por isso eu nunca sorria pra ninguém. Mas quando eu sorria, adorava ver como isso deixava desconfortável quem tinha o azar de me ver.
O moleque acabou entrando na casa dele correndo, e eu voltei pra minha. O Tommy já tava na porta do chuveiro com duas toalhas, me esperando pra gente tomar banho junto.
—Quem era? —ele perguntou.
—O vizinho, mas foi embora quando viu minha cara —respondi enquanto tirava a camiseta e ia pro chuveiro. A trepada tinha me deixado exausta, e eu precisava de um banho pra relaxar.
Já de noite, eu tava na cama respondendo as mensagens que alguns leitores dos meus contos tinham tido a gentileza de me mandar. O Tommy tava do meu lado, dormindo profundamente. A trepada tinha deixado ele praticamente morto, e ele tinha caído nos braços de Morfeu. Tava prestes a desligar o celular pra finalmente dormir também, quando ele vibrou, sinal de que tinha chegado uma mensagem. Abri e vi que era do meu vizinho adolescente odioso.
—AGORA ENTENDO POR QUE VOCÊ NUNCA SORRI. VOCÊ TEM O SORRISO MAIS HORRÍVEL QUE JÁ VI NA VIDA —dizia o texto. Pensei em mandar ele tomar no cu, mas encarei o comentário mais como um elogio do que como um insulto.
—Nunca sorrio pra ninguém, seu verme. Então devia tá agradecido —respondi. respondi.
—Bom, isso quer dizer que você tá começando a gostar de mim — ele respondeu.
— Quer me agradar? Quer cair nas minhas graças? Apaga as fotos e tudo que você tem de mim, incluindo esses textos. E nunca mais me espia pela janela. Faz isso e a gente fica de boa, e nada vai acontecer. E nunca, jamais, me chame de Cara de puta de novo. Ok? — respondi. A verdade é que pensei em mil e uma formas de punir ele, mas tava tão cansada que resolvi dar uma chance pra enterrar o machado de guerra.
— Ok, vou fazer. Isso significa que a gente já é amigo? — o moleque respondeu.
— Amigo? Nunca, nem nos seus sonhos mais molhados, filho da puta. E agora me deixa dormir, que tô muito cansada — respondi pro moleque, mas mandei um emoji de carinha sorrindo.
— Ok, descansa — ele respondeu com um emoji igual.
Fechei o celular e coloquei debaixo do travesseiro, como sempre fazia. Por enquanto, ia dar um passe livre pro pirralho, contanto que ele parasse de encher o saco. E quanto ao Tommy, tinha que bolar alguma fantasia sexual pra me vingar da transa de hoje. Ia deixar ele seco, mas antes tinha que fazê-lo sofrer. Ele ia sofrer a vingança de Perla Blackheart, e tinha que ser uma mega fodida épica.
FIM DO RELATO.
6 comentários - Estuprada na Minha Própria Casa
Borralo o dame credito, por lo menos.