Arroz com porra (XIV e final)





Post anteriorJá passava das 2 e quinze quando ouvi a campainha tocar.

Saí da cozinha e vi minhas meninas sequestrando a Pamela, cada uma segurando uma mão dela pra apresentar pras visitas.

Durante aquela semana toda, ela tinha sido a diversão favorita das minhas filhas, principalmente da Pamelita, por ser a primeira mulher que ela conhecia com o mesmo nome que o dela (embora ela ainda não tenha percebido que a "tia Sonia" também tem o mesmo segundo nome).

Marisol abriu a porta e a primeira a entrar foi a Sonia, que trazia a bolsa com as coisas do Bastian.

— Tia, tia! Ela é a minha tia Sonia! Tia Sonia, ela é a minha nova tia Pamela! — comentou minha Pamelita, toda empolgada.

Pamela e Sonia se sorriram, se olhando surpresas uma com a outra. Naquele dia, minha chefe estava, como de costume, com uma saia curta de couro e uma blusa azul-clara sem ombros e com babado, mostrando os peitos, e como já falei, a Pamela vestia uns bermudas jeans e uma regata preta.

Embora as roupas da prima da Marisol não fossem tão chamativas por si só, a Pamela é daquelas mulheres curvilíneas que podem se enrolar num lençol e ainda assim ficar gostosa.

Mas pra Pamela, ela não acreditava nos olhos ao ver que os peitos da Sonia tinham crescido com a gravidez.

— Oi, tia! — se cumprimentaram.

Mas aí a Verito começou a gritar do corredor do prédio.

— Tia, tia! Esse é meu irmãozinho, Bastian!

Isso fez a Pamela mudar de expressão como se tivesse quebrado um prato. Depois, ela me olhou com um ódio genuíno, me imaginando usando um isqueiro dentro de um tanque de propano.

Mas ao ver o menor dos meus filhos (naquela época) andando, a Pamela sofreu uma transformação inesperada.

Bastian, que tinha só 2 anos e 2 meses, andava meio desengonçado como toda criança, e ao ver uma cara nova e amigável, sorriu com a empolgação de sempre e partiu decidido na direção dela.

Então a Pamela, se vendo surpreendida e encurralada pelo pequeno, num gesto que nos deixou... boquiabertos, ele a pegou no colo e abraçou, com um amor genuíno e imediato.

Ressalto mais uma vez que a Pamela é de longe a mulher mais gostosa que já vi na vida. Mas naqueles momentos, percebi que ela sempre me disse a verdade: que queria ter um filho e aquele abraço e olhos fechados foram de um amor tão incondicional, que deixou todo mundo perplexo, já que até a Marisol esperava que a Pamela explodisse igual uma fera.

— Minha tia Sônia ama tanto o Pappa, que pediu pra minha mãe se ele podia colocar uma sementinha na barriga dela e assim, nasceu meu irmão! — terminou explicando a Verito, sorrindo cheia de esperança.

E finalmente, apresentaram a Elena, que entrou por último.

Durante o almoço, éramos nós (Marisol e eu) os mais perturbados com a "normalidade" da Pamela, que segurou até a gente recolher a mesa pra fazer as perguntas.

— Me contem como aconteceu… — exigiu assim que estávamos os três na cozinha.

E então, Sônia contou a história da vida dela.

— Olha, Pamela! A vida é foda pra mulher: quando você sai do colégio, entra no trampo e é explorada e abusada por velhos babacas, que só olham pra sua bunda e te tratam como faz-tudo… (Sônia me olhou sorrindo) aí, te promovem e começa a dar certo e você ganha grana… e nem percebe, Pamela, que passou dos 30, viajou pra caramba e tem de tudo, mas falta o mais essencial…

Como era de se esperar, as duas me olharam ao mesmo tempo…

— E te digo, Pamela, que esse trampo é uma bosta: não tem tempo pra conhecer gente e tenta se envolver com colegas de trabalho, que não valem um puto pra cuidar de um filho e são uns enganadores e conversadores, que até dá ânsia de vômito pensar que aquele cara seja o pai do seu bebê… mas você lembra daquele amorzinho gostoso. Aquele, que você imaginava com quem ia casar… mas que já é pai e tá casado com uma doida… e bem… você chama ele um dia na sua casa… conversa com a esposa dele… e ele te empresta por uma noite. inteira.
- Uma noite inteira? - repetiu Pamela, ainda confusa com a ideia.
Sonia respondeu com um sorriso safado…
- Sim!... E o melhor, Pamela, é que você pode imaginar que noite eu tive!... Foram 4 gozadas, Pame, 4 gozadas maravilhosamente fenomenais… e ele me engravidou, mulher!

Quando Pamela olhou pra mim, o olhar dela estava entre perdido, aflito e irritado. Ela não podia questionar a Sonia, já que a gente tava dormindo junto há três noites. Mas ao mesmo tempo, ela sentia inveja, porque era algo que ela desejava desde que a Marisol virou minha mulher.

Só uma pergunta conseguiu se formar na boca dela.
- E… valeu a pena?

Minha chefa sorriu pra ela de um jeito compreensivo, mais sincero e triste.
- Sim e não. - respondeu. - Quer dizer, o Bastian eu não troco por ninguém. Ele é o amor da minha vida… mas se você me perguntar se eu sou completamente feliz, te digo que não… (mais uma vez, a Sonia olhou nos meus olhos)… com o Marco, como pai, não tenho do que reclamar, e meu porquinho sabe que ele também tem o pai dele… mas você percebe que ele é mais feliz com a Marisol do que com você, e vê as menininhas dele crescendo… e ainda sente que falta alguma coisa.
- Mas vocês… no trabalho…

Sonia sorriu com desdém…
- Pamela, você sabe como ele é!... E não, não rola nada entre a gente! - respondeu rindo. - Não vou negar! Ainda encho o saco dele, só por garantia!... mas não rola nada… e ele tá muito apaixonado pela sua prima… eu ainda amo ele, Pamela, mas pelo menos tenho a Elena pra me fazer companhia e passar as mágoas…

Elas decidiram conversar a sós, na varanda, enquanto a Marisol cuidava dos nossos filhos e eu conversei com a Elena.

Sei que não falei muito dela nesse tempo, então aqui vai um resumo rápido.

Lembro que naquele dia, ela usava um suéter de lã sem mangas e uma saia longa azul celeste. Ela ainda tem aquele corte de cabelo estilo bouffant loiro, que faz ela parecer uma mãe americana saída de um filme dos anos 50, mas com um físico poderoso e a O novo nariz dela a deixou mais atraente e exótica.

Era difícil pra mim processar que, uns anos atrás, a Elena era a "gostosa indomável do advogado e seus parceiros" na filial onde a Sonia e eu trabalhávamos originalmente, e que hoje em dia ela se vira como uma profissional linda pra caralho e inteligente.

Mas nessa oportunidade, eu aproveitei pra me desculpar. Ainda me sinto responsável pela decisão que a empresa tomou e acho que poderia ter feito mais pra Elena continuar no comando, como a gente tinha planejado desde o início com a Sonia.

No entanto, a memória fotográfica da Sonia, junto com a capacidade dela de analisar e tomar decisões, faz dela um membro essencial na administração da filial de Melbourne. Por isso, optaram por reintegrá-la no cargo depois de 3 meses com o Bastían, em troca de dar pra Elena todos os benefícios pra trabalhar de casa e os cuidados e confortos necessários pra cuidar do Bastían.

Por causa disso, eu já não guardava rancor por terem tirado a Gloria de assistente dela, e a experiência de criar o Bastían fez com que ela entendesse melhor a Sonia sobre a ideia de ser mãe. Em tom de brincadeira, ela me disse que talvez, mais pra frente, "me pedisse o mesmo favor".

Mas já chegando no clímax dessa experiência com a Pamela, depois que as visitas foram embora, as pequenas foram dormir e só nós 3 ficamos na cozinha, eu me atrevi a perguntar...

- Você se importaria, Rouxinol, se a Pamela e eu dormíssemos sozinhos esta noite?...

E depois de olhar pra Pamela, completei:

- Supondo que você ainda queira dormir comigo, é claro.

A Marisol diz que adorava o jeito que a gente se olhava naqueles dias. Durante os 4 anos que a conheceu e teve como amiga mais próxima, ela nunca tinha visto a Pamela envergonhada ou verdadeiramente apaixonada, do jeito que estava comigo.

E pra minha esposa, aqueles dias foram como um verdadeiro mangá se desenrolando diante dos olhos dela, com seus 2 personagens favoritos: a Orgulhosa "tsundere" madrileña e seu marido tímido.

* Por que... por que vocês fizeram tudo isso? – perguntou ela timidamente, sentando na beirada da cama, quando finalmente ficamos a sós.

Ela dobrou um pouco os joelhos e suas coxas perfeitas ficaram expostas de perfil num ângulo tão gostoso que senti uma pontada na ponta do meu pau.

– Porque... quero que você tome uma boa decisão...

* Mas... por quê? – perguntou de novo, levando o dedo indicador ao espaço entre seus lábios carnudos e o queixo redondo.

Seus olhinhos pretos estavam encantadores, e a virada que ela deu me permitiu ver como aqueles peitos espetaculares desafiavam a gravidade.

Já sentia meu pau crescer dentro da calça e meus pensamentos se perdiam na putaria.

– Porque... porque sei que você quer casar, do mesmo jeito que eu fiz. – consegui organizar meus pensamentos, fechando os olhos e me concentrando. – Eu sei que você também quer casar uma vez só e ter o amor da sua vida!

* Mas... por quê? – perguntou de novo, começando a chorar de vez.

E a partir daí, perdi a razão.

Não sei explicar direito o que acontece comigo, mas eu perco o controle quando uma mulher chora. A Marisol ri, lembrando como eu fico desesperado, mas reconhece que nossos encontros mais gostosos foram nesses momentos, porque me esforço pra caralho pra acalmar ela enquanto transo.

E foi assim que comecei a pegar a Pamela. Comecei a beijar ela sem freio, como se eu fosse uma abelha e os lábios dela, uma flor deliciosa. Acabei empurrando ela e jogando na cama, e Pamela aproveitou pra me abraçar.

* Por quê? Por que você fez isso? – ela perguntava sem terminar as frases, e eu não conseguia responder naquela hora.

Ainda lembro do contraste da frescura das coxas dela com o calor da calça jeans apertada, e do jeito que ela forçava minha cabeça pra continuarmos nos beijando.

Desabotoei a calça dela desesperado, do mesmo jeito que ela quase rasgava minha camiseta, com beijos incessantes.

Até que em um momento, ela tomou a iniciativa: me virou, se posicionando como a furiosa afrodite espanhola, pressionando meu pau com a púbis dela e levantou minhas mãos, para tirar a peça e jogar longe. Uma vez livre, os beijos dela retomaram o curso, com o corpo exótico dela adotando uma cavalgada maravilhosa no seco.

Eu ainda lutava com o botão da bermuda dela e quando soltei, meio que liberei as coxas dela, por causa do vai e vem incessante.

*Me fode, amor, me fode! – pedia ela, rebolando perfeita e se erguendo, exaltando ainda mais os peitos veneráveis dela.

E nesse intervalo indeterminado de tempo onde nossos corpos se separaram para poder despir ela com desespero, ela fez o mesmo com minha calça e cueca.

*Porra, que eu adoro teu pau! – disse ela, antes de dar uma chupada funda.

Eu sentia que a alma ia embora a cada bocada, e é que a Pamela fazia com uma vontade desesperada.

*É o melhor pau que já provei! – comentou ela, provocante, dando lambidas curtas com a língua lasciva e ao ver minha cara de idiota, completou. – Quer me foder?

E mais uma vez, a Pamela tomava a ofensiva, encaixando de forma desesperada a cabeça da minha glande no pináculo da feminilidade dela e deslizando suavemente sobre mim, completou:

*Caralho, Marco! Hoje você vai chupar meus peitos!

Ao que eu me vi numa encruzilhada, já que, como mencionei, a Pamela usava naquela tarde uma regata preta tão justa, que o decote dela por si só já parecia luxurioso e tentador, e aquela satisfação de sentir ela rebolando de forma desesperada sobre minha virilidade quase me fazia desmaiar.

*Porra, cara! Chupa meus peitos! – exigia ela em voz alta, descendo quase até a base.

E foi ela mesma que descobriu os peitos e começou a esfregá-los no meu rosto.

*Buceta, que eu não entro no avião se você não chupar meus peitos hoje, filho da puta!

Ao que eu tive que obedecer. Os lindos mamilos morenos dela estavam eretos. marcando a ponta do peito com uma bolinha de carne, como se fosse um pequeno chupão, e na hora de provar com minha boca, a voz dela magicamente se acalmou.

* Sim, gatinho! Sim, gatinho! Como você me excita, safado! Cê gosta das minhas tetas, hein, cara?... Vai!... Me diz, porra, o quanto você gosta delas!... Você me deixa toda molhada!

- Seus peitos... seus peitos são perfeitos. - consegui dizer, meio que soltando eles.

Senti a Pamela ficar generosamente molhada.

* Simmmm!... Cê gosta, hein, safadinho?... Vai!... Mordisca elas gostoso assim!... Isso!... Assim, filho da puta, assim!

E ela começou a rebolgar devagar. Minhas mãos se firmavam nas coxas sensuais e duras dela, e meus dedos, inconscientemente, iam até a bunda dela.

* Ahhh!... Ahhhhh!... Quer arrombar meu cu, safadinho?... Quer me comer pelo cu?... Porra!... Isso, safado!... Isso, safado!... Me fode!... Me fode!... Me fode, filho da puta!

Ela começou a me beijar de novo, passando as mãos no meu cabelo. Rebolava que nem uma gata gostosa, subindo e descendo com tanta delicadeza, como se nunca tivéssemos parado de transar.

* Adoro foder com você!... Te adoro, gatinho!... Te amo! - um novo beijo apaixonado, desenfreado e cheio de tesão aterrissou nos meus lábios, com as mãos dela apertando meu rosto pra não me afastar.

Quando contei pra Marisol, descrevi o olhar da Pamela com a mesma ansiedade que as nossas filhas têm na manhã de Natal.

Mas, como também acontece com minha mulher, chega a hora em que o vai e vem, a ansiedade e a atração física se encontram.

O que quero dizer é que chegamos num ponto em que a lascívia nos corpos já não importava tanto, e nossos olhares se concentravam nos rostos um do outro, justamente esperando o orgasmo inevitável com muitos beijos.

E quando ele veio, a Pamela se ergueu perfeita, levantando o rosto pro céu, como quem agradece.

Da minha parte, ao ver aqueles peitos perfeitos e cheios se erguerem completamente, aprofundei minha estocada um pouco mais. e um gemido rouco escapou dos seus lábios.
*Precisava da sua pica! Obrigado, gatinha! Obrigado!

E mais beijos e carinhos se seguiram, enquanto a gente se acalmava.

Mas quando o sangue começou a voltar pro meu cérebro e a gente esperava pra se desgrudar, tive a má ideia de puxar um papo casual.

—E como tá sua mãe?— perguntei, enquanto esperava pra me soltar dela.

Pamela se indignou na hora…

*Por quê? Tá com saudade das tetas dela também?— exclamou, toda ciumenta, a “Amazona espanhola”.

E é que ela tinha seus motivos: Lúcia deve estar beirando os 40, mas é uma verdadeira MILF, com uns peitões enormes, maiores que os da filha, das sobrinhas e até da própria irmã; uma figura um pouco mais cheinha, mas não menos sensual, e os traços comuns da família da minha esposa: um nariz comprido e elegante e um par de olhos verdes de tirar o fôlego.

—Não, é que não soube dela!— respondi, tentando acalmá-la.

Mesmo assim, Pamela não acreditou em mim.

*Bom… ela tá melhor.— explicou com um olhar investigador.— Ficou um pouquinho Promíscua… igual minha tia Vero… e às vezes, pega uns namorados por um tempo… mas nunca nada sério.

Era bom saber que ela tinha deixado a memória do Diego (O ex dela) de lado.

—Entendi!... E a Celeste?

*Quem?

—Celeste, a empregada que vocês tinham.

Pamela se indignou de novo…

*Aquela negra Promíscua! Que comeu o porteiro e mais uns quantos na minha cama, porra!

E dava pra acreditar, porque aquela morena fogosa tava faminta por um bom pau.

*E… e você e a Mari?

Minha reação foi completamente involuntária…

*Buceta, Marco, que você endureceu!— exclamou braba ao sentir.— Porra! Tanto assim que minha prima te excita?

—Desculpa! Não consigo evitar!— respondi com meu sorriso de idiota.

No rosto dela, tinha novas amostras de decepção.

*Por que você gosta tanto dela?— perguntou num tom mais baixo.

—Não sei!— respondi.— Acho que é porque eu gosto dela… e porque acho ela tão Rara.

Contei pra ela como eu brinco com as meninas; as noites que a gente vê anime; as compras loucas de guloseimas que fazemos no supermercado e os dias que simplesmente almoçamos sorvete.

A Pamela tentava me entender, mas isso escapava da capacidade dela. São coisas tão triviais e infantis, que pouco ou nada tinham a ver com sexo.

E era isso que mais a deixava confusa.

— Comigo, também teria rolado… — falei, tentando trazer um pouco de paz pro rosto dela.

Ela corou de novo, adoçando a fera amazona que mora nos olhos dela.

— A gente teria saído pra dançar, teria se abraçado…

— *Eu não quero essas coisas!* — respondeu cortante, fingindo raiva.

Mas eu via nas bochechas dela: ainda não perdiam o rosado.

E aquele tom de voz, em especial, eu ouvi muitas vezes. Principalmente quando ela dizia que não me amava.

— Por isso, acho que você não devia casar com o Juan. — respondi por fim.

Ao ouvir o nome dele, os olhos lindos dela se arregalaram de surpresa e o queixo dela começou a tremer levemente.

— Acho que você não tá apaixonada por ele. Se estivesse, me diria na cara.

— *Como é que você pode saber disso?* — perguntou com arrogância, indignação e também com dor.

— Porque se eu tô com a mulher mais gostosa que conheço, de longe a melhor que já transei… e mesmo assim, consigo pensar na sua prima… te digo que não… você não tá nem um pouco apaixonada.

A gente se beijou de novo. Foi um beijo refrescante, porque tinha aliviado um peso que corroía ela desde o momento que ouviu aquilo.

— E eu não sou igual a ela, que acha que você vai me amar pra sempre. Pelo contrário, quero te ver apaixonada…

— *Porra, Marco! Que merda você tá falando?* — falou, provocante.

Segurei os braços dela e forcei ela a me olhar.

— Eu continuo achando que um dia, você vai vir aqui, vai me apresentar seu noivo e vai sorrir pra mim, sabendo que entre a gente, não vai rolar nada.

— *É, claro, querido!... como se tivesse sido tão fácil pra mim.* — comentou sem vontade.

Ela O sarcasmo me desconcertou tanto que não consegui evitar revidar.

—É, que pena de você, Pamela, que é tão gostosa e sexy, que tem dificuldade de se apaixonar! — respondi em tom de deboche, e ela curtiu o gesto.

Mas naquela hora também pensei no quanto a vida dela foi dura e como ela deixou de lado a atrocidade que o pai cometeu contra ela pra ser uma garota mais ou menos normal, que só curte sexo, e aí olhei pra ela de novo com sinceridade.

—Por isso que eu tô falando: eu levei 28 anos pra encontrar sua prima, sem conhecer ninguém antes, e você reclama porque só tem 23.

*Buceta! Mas se o cara com quem quero casar eu já encontrei. Só que ele casou antes com minha prima. — respondeu de forma provocadora.

E a gente começou a se beijar de novo, pra aproveitar a ansiedade dos nossos corpos.

Não nego que, vendo uma mulher como a Pamela, os pensamentos mais safados vêm à tona. Mas, toda vez que fiquei com a Pamela, eu fiz amor com ela. Porque, mesmo que pro resto do mundo a Pamela seja uma mulher deslumbrante e sexy, pra ela mesma, ela continua sendo uma mulher com sentimentos e emoções, tão normal quanto qualquer outra.

O que mais me lembro eram das reboladas suaves que eu dava nela, enquanto mexia a cintura de forma ondulante, quando eu comia ela de quatro; das vezes que eu agarrava os peitos dela com posse e desejo, enquanto ela cavalgava sem parar, e do jeito tão gostoso que a Pamela fechava os olhos enquanto eu metia nela, sem esquecer, claro, da pressão surpreendente que o cu dela mantinha na hora de eu sodomizar, considerando que a bunda dela é escultural e não deve faltar proposta.

Mais uma vez, a manhã nos pegou de surpresa, com nossos corpos exaustos e entrelaçados com carinho, em êxtase e satisfação.

*Você me comeu mais vezes do que a Sonia, seu safado! — comentou de forma provocante e quase infantil.

Beijei ela na bochecha e agarrei os peitos dela de novo, enquanto sentia meu pau inchado na bunda dela, mas completamente inútil.

—É, mas você não conseguiria enganar o Juan com uma gravidez minha…

Senti como os nervos tomavam conta dela e ela me olhava com terror.

*Porra! Eu falei isso… caso você esteja pegando outra puta!... Caralho, Marco!... Que eu, com você, sempre me cuido…

E eu podia ver naqueles gestos morenos que o prazer tinha transbordado, fazendo ela esquecer completamente do Juan.

—Você ainda acha que eu pego outras? — zoei dela, beliscando o nariz dela.

Pamela corou de novo.

*Caralho, não, idiota!... falei isso… porque te conheço… e tô preocupada com a Mari.

Peguei as mãos dela e procurei o olhar fugitivo dela.

—Pamela, é verdade! Eu não tenho outras! — respondi “com honestidade”.

E embora a situação tenha mudado um pouco (Glória e eu somos amantes ocasionais), naqueles dias de janeiro, eu estava preocupado demais com a gravidez da Marisol e com cuidar das meninas pra dar bola pra outras: podia brigar todo dia com a Maddie ou encontrar a Brenda ou a mãe dela à vontade, mas o que mais importava era voltar pra casa e checar a Marisol.

De qualquer forma, o mais marcante foi que o rosto da Pamela se iluminou ao ouvir aquilo.

*Marco… você acha que eu seria uma boa mãe?

—Claro! Seria uma das melhores! — respondi, beijando a mão dela.

E então, ela soltou um suspiro inquieto…

*Porra! Por que você não me pediu antes de casar com a Mari?

—Eu te pedi, sim…

*Quando? — perguntou surpresa e indignada.

—Na noite em que você quase me disse que me amava.

Percebi aquele tremor e a perda do olhar dela, vagando nas lembranças…

Naquela semana em que a Marisol estava se afastando de mim (por não saber que eu mesmo tinha engravidado ela) e a Pamela tentava me consolar.

Aqueles encontros sem camisinha e aquela tarde linda onde ela quase me disse que me ama.

*Que eu não podia fazer isso, porra! — exclamou atordoada. — Você era o namorado da Mari!

—Sim… e naqueles momentos, eu tava fraco… mas Eu teria me casado com você… as coisas teriam sido mais fáceis.

Mais uma vez, aquele rubor rosado nas bochechas dela.

*Por quê?

— Porque eu teria sido fiel a você…

E com isso, voltamos a ficar em silêncio, reavivando aquele sentimento de relação ilícita, já que ambos amamos Marisol demais para achar que nosso jeito de agir é justo.

Fizemos verdadeiros malabarismos de manhã para nos levantar sem levantar suspeitas das pequenas. Almoçamos e fomos deixá-la no aeroporto.

— Tia, tia! Não vai embora, por favor! — implorava a Pamelita, completamente desconsolada, algo que enchia de espanto a mim e à minha esposa, já que ela é muito reservada com os sentimentos.

Pamela se abaixou e abraçou ela e minha Verito de novo, com aquele amor incondicional.

— Ué, nena, que as Pamelas são corajosas! — respondeu ela no seu sotaque cantado. — Não fiquem tristes, porque a gente vai se ver de novo! Amo muito a mãe de vocês e vocês são um encanto, mas moro muito longe e logo, logo a gente se vê.

Por algum motivo, ela me olhou quando disse isso, como se eu também fizesse parte daquela promessa.

Marisol convenceu as meninas a irem comprar sorvete, pra gente se despedir formalmente.

— Sabe que não quero ir! — sorriu com tristeza.

— Você sabe que não quero que vá!

E nos beijamos mais uma vez, com ela pendurada nos meus ombros e eu, segurando pela última vez aquele bundão dela.

— Caramba, amor, como você me excita! — sussurrou devagar, deslizando a língua sedutora na minha bochecha. — Já molhei a calcinha, seu safado!

Fiquei literalmente sem reação, e Pamela sorriu de novo ao notar o meu pau duro por baixo da calça. Me olhou uma última vez de forma sedutora e embarcou no controle da alfândega.

Quando vimos o voo dela decolar, Marisol e eu achamos que com isso, Pamela dissolveria o compromisso.

Algo que nunca aconteceu…

***************************

Primeiros dias de agosto, pouco depois do meu aniversário. Ainda estávamos contando pras nossas famílias a alegre chegada da Alicia em nosso lar, quando ouço claramente a voz irritada da Pamela no viva-voz do celular da minha esposa.

*Vocês acham que o babaca do Juan voltou atrás? Porra! Depois de me comer do jeito que ele queria, agora vem com essa que não pode largar a mulher e os filhos dele. Dá pra acreditar?

+Qualé, prima!... Não pode ser tão ruim assim.

*Porra, não!... Tô de saco cheio dos homens, mulher!... E se eu chegar nos 30 e ainda não tiver casado ou tiver filhos, vou obrigar seu marido a me "dar uma mãozinha" também, caralho!

E enquanto a Marisol ria da minha cara, a única coisa que eu conseguia pensar era que a contagem regressiva já tinha começado.

2 comentários - Arroz com porra (XIV e final)

alekil +1
jajaja al final el novio era casado?
oie presenteme a pamela asi se ahorra un bb!
jajq
Aunque no lo creas, se daba mucho aquello que los profesores de mi universidad tenían sus romances a escondidas con las alumnas. En realidad, era en parte porque la universidad les demandaba muchos reportes al año y visitas a terreno, por lo que pasaban más con las chicas de la carrera que en casa y no faltaba la que caía en esos embustes.
alekil
Es entendible, la soledad y esas cosas y uno es humano. Si tan solo las sociedades no nos impusieran la monogamia como lo mejor por ahi ya tendrias dos matrimonios jajaja. Felices fiestas y buen año!
Hasta pienso que antes de los 30, es bueno transportarse a tu mundo mientras leo tus experiencias feliz año y que todo salga bien en los planes y proyectos saludos
Pero yo pienso que son 7 años... y tampoco se trata que Pamela se quede prácticamente sola en este tiempo. Marisol me dice que sí, que intenta salir con compañeros de universidad y con chicos de su edad, pero que "no engancha", porque ellos quieren una cosa... y Pamela ya está muy cansada de entregarla (comentario que me asombra, en vista de la forma que conocí a Pamela). Por lo tanto, se queja y le vive llorando a Marisol que "Ya no quedan tíos como yo" y cosas así, cuando yo mismo sé
@metalchono si los hay. Dificil de encontrar claro está, aveces en diferentes niveles sociales
Sí, pero ella tiene un amplio margen para moverse. Por la universidad, puede conocer tipos de clase media y por los contactos que tiene su madre, puede conocer a tipos más elegantes, aunque no le simpatizan, porque los encuentra engreidos y prepotentes. Y lo otro que sucede es que Pamela es tan auto-suficiente en matemáticas, que casi no necesita de grupos de trabajo y prefiere estudiar por su cuenta, para ahorrarse malos ratos.