A professora chegou tarde em casa, estava cansada e só queria dormir. Tomou um banho, comeu algo leve e viu um pouco de TV, nada demais. Seus pensamentos foram para o presente, que tinha deixado de lado. Pensou e pensou, uma e outra vez, até que finalmente decidiu experimentar para ver como ficava. Tirou a roupa, viu a buceta depilada, vestiu o sutiã preto e depois a calcinha fio dental combinando. Sentiu o tecido deslizar quase como um fio dental entre as nádegas. Se olhou no espelho, de frente, de costas, se viu tão puta que não conseguia se controlar. Foi para a cama, se deitou, se sentiu excitada com aquela lingerie. Lembrou de Rodrigo e de tudo que ele fazia com ela. Ele já tinha como hobby fotografá-la, mesmo que ela não se sentisse confortável com as curvas, ele dizia que ela era perfeita do jeito que era e isso mexia com o ego dela, se sentir a modelo personalizada dele. Começou a ter ele na mente, sabia como aquilo ia acabar. Ainda parecia sentir o néctar masculino na boca, tão gostoso! Aquele que tinha bebido horas antes? Depois de três orgasmos, só apagou? Acordou tarde, preparou o café da manhã, comeu uns biscoitos diet e sentou à mesa. Por baixo do roupão, ainda estava com o conjunto sexy que o amor dela tinha dado. A cabeça dela pensava e pensava, toda aquela loucura. Fazia um paralelo entre a puta secreta e a mulher que seria avó em breve, a respeitada professora que já tinha passado dos cinquenta. Tudo era insano. A loucura de Rodrigo a envolvia, mas o jovem também chegava a assustá-la, porque ele não compartilhava com ela, ele pegava o que queria. As brincadeiras dele eram excitantes, mas perigosas. Decidiu que não, não usaria aquele conjunto para ir ao colégio. Então pegou uma das suas calcinhas clássicas de sexagenária e esqueceu o assunto. O encontro com Rodrigo seria meio doido. Os amores deles continuavam sendo segredo para todo mundo, só trocavam olhares que só eles entendiam. Notou como o macho dela a observava naquele dia, tentando despir ela com os olhos, especialmente quando ela escrevia. Sobre o quadro, de costas para a turma, Agustina adivinhava que ele tava olhando pra bunda dela, tentando desenhar por baixo da saia justa o presentinho que ele tinha dado, e isso já tava começando a incomodar ela de algum jeito. Com o passar dos minutos, ela percebeu que o olhar do Rodrigo foi mudando, daquela excitação pecaminosa foi passando devagar pra uma mistura de indiferença com raiva. De novo, ela adivinhou o que tava rolando: com certeza ele tinha notado como a calcinha aparecia, bem longe do que ele tinha pedido. Agustina terminou a aula, ainda tinha umas horas com outras turmas, e viu que Rodrigo saía da sala puto, mas não se preocupou muito — já ia passar o capricho dele. Tentou relaxar, precisava descansar uns minutos e ir mijar, então foi pra um dos banheiros públicos do colégio. Terminou de fazer e começou a se arrumar naquele espaço minúsculo, apertada contra o vaso. De repente, aquela portinha de chapa abriu com um baque seco. Ela se assustou, e mais ainda quando Rodrigo entrou de repente e fechou a porta do cubículo atrás dele. Ela recriminou firme, mas quase num sussurro: "O que cê tá fazendo? Cê é louco? Isso é um banheiro público! Sabe o que acontece se..." Rodrigo tapou a boca dela com a mão e falou no ouvido dela, mantendo o tom baixo, calmo e ameaçador: "Sabe, sua puta velha, você tinha que ter usado a tanga que eu te dei, né? E não usou? Parece que a gente não entende quem manda, né?" As palavras do jovem intimidaram Agustina. Ele nunca tinha tratado ela assim, de forma desrespeitosa. Os olhos dele pareciam injetados de ódio. Ele enfiou a mão no bolso e tirou uma tesoura afiada. A professora sentiu o sangue gelar na hora. Ele levantou a saia dela e passou o metal frio do objeto cortante acariciando a coxa dela, devagar foi subindo até enfiar por baixo da calcinha, pra depois começar a cortar ela até deixar a buceta dela nua. Depois, fez ela virar de costas, apoiar as mãos na parede do fundo, e mandou ela abrir as pernas. com as pernas abertas como se fosse apalpá-la, Rodrigo puxou o pau pra fora e começou a meter nela, fundo de repente, com fúria. Para Agustina foram minutos eternos, ela não conseguia entender por que tudo aquilo que a assustava era justamente o motivo pelo qual ela ficava tão excitada, por que pensava que não podia viver sem ele, mas também não podia viver com ele, fechava os olhos sentindo aquele pau entrando com fúria na buceta dela, como tudo aquilo a perturbava, como tudo aquilo a excitava? Ela mordia os lábios com raiva, não podia se dar ao luxo de deixar escapar um gemido, com certeza naquele banheiro público tinha mais gente, e ela não podia nem imaginar que alguém desconfiasse. Perguntava a si mesma que porra tava fazendo com aquele cara de vinte e poucos anos, e com a mesma força que desejava que tudo acabasse logo, desejava que nunca terminasse? Finalmente sentiu o líquido grosso e quente do homem dela enchendo a boceta dele, Rodrigo pareceu relaxar e se render sobre as costas dela, e ainda ofegante murmurou no ouvido dela: "Você não vai mais me desobedecer? Entendeu?" Ela não conseguiu responder, em segundos ele tinha deixado ela sozinha de novo, tinha sumido do banheiro feminino. Ela estava perturbada, com mil ideias cruzando a cabeça naquele instante, o garoto parecia não ter limites, mas... será que ela tinha limites? Então ela xingou ele, e achou graça da situação, o esperma escorria da buceta dela, e por mais que ela se limpasse com papel higiênico, parecia sempre ter mais, Rodrigo tinha deixado ela sem calcinha, só tinha a saia dela, e o medo de se expor manchada na frente dos alunos dela a fazia empalidecer? Embora naquele dia ela tenha dado as aulas dela com total normalidade, na imaginação dela não conseguia parar de sentir que o esperma molhava o tecido da saia dela e escorria pelas pernas dela, ela tentava adivinhar o que os alunos dela viam, embora os alunos dela estivessem alheios a tudo, mas ela não conseguia parar de corar as bochechas imaginando algo que, pra sorte dela, não aconteceria? Os dias passavam e estava cada vez mais difícil manter essa história em segredo, Agustina não aguentava mais tanta adrenalina, e Rodrigo ficava cada vez mais perigoso, mais incisivo, cada vez jogava mais no limite, um jogo louco que ela adorava, porque cada dia era uma surpresa nova e cada dia era pior? As fotos de sempre do Rodrigo foram subindo de tom, daquela mulher normal que ele costumava fotografar em cada motel de ocasião, passaram a retratos de lingerie e até nua? E os lugares também foram mudando e Agustina se sentia cada vez mais puta com tudo aquilo, estava vivendo uma sexualidade que nunca tinha imaginado na vida. Um novo fim de aula, naquela tarde fazia calor, eram apenas quinze minutos até a próxima hora, os jovens foram saindo da sala, Rodrigo continuava sentado, Agustina tinha notado mas ignorava enquanto arrumava suas coisas, era só mais um aluno, por fim ficaram sozinhos, ele se levantou e foi até a porta, fechou, pegou uma cadeira e a travou no trinco, ficaram sozinhos no lugar, ela se exaltou O que você está fazendo? De novo com seus jogos? Isso não pode continuar assim, abre essa porta! Rodrigo só sorriu, como sempre fazia, parecendo não ouvir suas palavras, só disse Tira a roupa O quê? O que você ouviu, tira a roupa, sua velha chupadora de pica? Não! não vou fazer isso! Você é louco? Não estou pedindo, estou mandando! Não, não vou fazer? Rodrigo avançou firme para onde ela estava, começaram a se debater, ele para tirar a roupa dela, ela para evitar, ele abusou da força, a fez girar e torceu o braço feminino da professora nas costas até doer, a levou contra o quadro-negro apoiando com força, com o rosto comprimido, imóvel, com a mão livre começou a acariciar a bunda generosa dela e a passar a língua pelo pescoço, sentia a respiração do jovem nos cabelos, fechou os olhos, só fechou os olhos? Não conseguia evitar, de novo enredada em cantos de sereia, todo o lugar a excitava, a situação a excitava, a loucura Ele a excitava, Rodrigo a excitava? Uma a uma, suas roupas foram caindo no chão, ela só olhava de canto o ventilador de teto que girava com um zumbido persistente, os segundos passaram, até que ela se viu como Deus a trouxe ao mundo, se sentia inundada de fluidos, olhou pra Rodrigo e perguntou: Satisfeito? Não, ainda não? Rodrigo pegou o celular e começou a fotografá-la, mais uma vez, agora completamente nua, no trabalho dela: Você é linda! — disse ele. Não, não é verdade, sou uma velha gorda? — respondeu ela, mostrando sua baixa autoestima. Ele a puxou pelos cabelos e a levou até a mesa onde dava aulas todo dia, fez ela sentar nela, depois a deitou e abriu suas pernas, Agustina se acomodou apoiando nos cotovelos, só suspirava, naquela hora ela estava perdida e sem força de vontade nenhuma, sabia exatamente o que vinha a seguir, não seria a primeira vez, mas sim a primeira naquele lugar? Ela acompanhou com o olhar aquele jovem, até vê-lo quase sumir entre suas pernas, sentiu a língua dele brincando na sua buceta, Deus! só gemidos, percorrendo seus lábios depilados, beijando seu clitóris, descendo até o cu, enfiando de vez em quando os dedos no seu buraco molhado que parecia um vulcão prestes a explodir, ela acariciou com suavidade seus peitos enormes, e até a sua xota com um pouco de loucura, buscando um combo de prazer que fosse perfeito, não demorou muito pra gozar, seus olhos pareceram se perder sob as pálpebras, explodiu de um jeito que parecia ter convulsões, até dessa vez não conseguiu calar os próprios gemidos? Agustina olhou de canto os ponteiros do relógio na parede, um calor de vergonha subiu pelo seu rosto, como diabos tinha passado tanto tempo! Já quase tinha que começar outra aula, os alunos chegariam a qualquer momento, ela praticamente empurrou Rodrigo pra fora, pra catar toda a roupa dela que estava espalhada pelo chão, mas ele queria comer ela, não queria sair com o tesão daquele lugar, começou uma discussão leve, ele queria continuar imerso num... capricho de juventude, ela queria parar aquilo, queria botar um freio em tanta loucura, ele a pegou com força pelo braço, e apertou tanto até machucar. Me solta, idiota! Ela berrou com raiva, aquilo já não era mais um jogo, já não era mais excitante. Rodrigo a soltou, apontou o dedo indicador para ela e respondeu: Isso não vai ficar assim, te prometo? Rodrigo sumiu, tinha chegado o momento mais tenso da relação, enquanto os alunos entravam na sala ignorando o que tinha acontecido, Agustina se afundava num mar de dúvidas, os pratos da balança se esforçavam pra manter o equilíbrio entre aquele prazer doido que o amante propunha e aquela fúria masculina e prepotente que a assustava. Durante a aula, ela se mostrou perdida, sem conexão e hesitante, porque o corpo dela tava ali, mas os pensamentos não, a mente dela tava em outro lugar? Eles se distanciaram depois daquele desencontro, Rodrigo começou a ignorá-la, pior ainda que uma relação fria de aluno e professora, nas aulas ele se mostrava hostil, e Agustina não entendia por que ele tratava ela daquele jeito, típico do chilique de um moleque imaturo. Ele a ignorava, uma vez e outra, não atendia as ligações dela, nada, nada de nada. Rodrigo costumava desfilar na frente da professora com garotas da idade dele, jovens e gostosas, loiras, morenas, ruivas, só queria que ela visse. Mas as coisas estavam mudando pra professora, aquele impasse fez ela pensar em muita coisa, repensar o presente, imaginar o futuro. De certa forma, ela já tinha se dado ao luxo de conhecer a cidade grande, e pôde pensar com calma, o sexo com Rodrigo era apaixonante, doido, arriscado, mas era só sexo, nada de amor e, além disso, ele podia ser filho dela. E ela sentia falta da tranquilidade da cidadezinha natal, sentia falta do amor da filha, sentia falta de ser avó, de viver os últimos anos da mãe dela ao lado. Já não tinha muito o que fazer naquele lugar, pediu demissão? Preparou a mala pra voltar, ficou mais uns dias. para acomodar e encerrar a vida dela naquele lugar, o trem partiria ao anoitecer? Bateram na porta, ao abrir, exatamente como tinha imaginado, encontraria Rodrigo do outro lado, com o olhar meio perdido, como preso numa confusão eterna, mais próximo do garoto tímido que conhecera do que do homem bruto em que se transformara, com um enorme buquê de flores numa das mãos, igual àquela tarde no bar, que ele não tinha coragem de oferecer. Ela tomou a iniciativa, fez ele entrar, selou os lábios contra os do rapaz, invadiu a boca dele com a língua, se pendurou no pescoço dele, palavras foram desnecessárias, era hora de sexo selvagem, sexo de despedida? No silêncio do quarto, só se ouviam gemidos, suspiros e o rangido constante da velha madeira da cama, que balançava de um lado para o outro como ondas do mar. Foi um último encontro, cheio de nostalgia, vazio de amor, sexo por sexo, o fim de uma história? Agustina partiu na última hora, sozinha como tinha chegado anos atrás. Devagar, o trem começou a se mover, ela com a cabeça colada na janela, presa nos próprios pensamentos, olhando o nada. O inspetor interrompeu: — Senhora, boa noite, me permite o bilhete? — Sim? Desculpe? À vontade, por favor? — Está bem, precisa de algo? — perguntou o cavalheiro ao notar o rosto de Agustina meio abatido. — Não... não... obrigada... estou bem... não preciso de nada — respondeu ela, gaguejando. E era assim, não precisava de nada, porque já tinha tido tudo? FIM
5 comentários - A professora de inglês 3 - parte final