Minhas experiências como acompanhante (XXIV)

Tinha decidido ir de preto e branco, botas com salto baixo de couro, sem meias — tinha passado creme antes — uma saia tubinho com um desenho de listras brancas e pretas horizontais em forma de redemoinho, uma blusa preta e um blazer branco. Pra completar o look, coloquei um colar simples e uma pulseira na mão esquerda.

Peguei minha bolsa, conferindo se tudo que precisava tava dentro, e procurando as chaves do meu apartamento e da minha caminhonete. Saí e peguei o elevador até a garagem. Era muito prático ter aquela garagem no subsolo do prédio, não precisava sair na rua nem ficar procurando vaga sem fim nessa cidade que tem cinco carros pra cada duas pessoas.

Entrei no carro e coloquei o GPS no endereço que o Kevin tinha me dado. Mesmo ele falando que era perto, preferia não arriscar me perder. Assim que a direção tava no aparelho, comecei meu caminho. Logo na saída, já vi uma frente de mulheres, com cartazes, faixas em cabos, cantando e fazendo barulho. Pelo adereço que todas usavam, rapidinho deduzi o que era. Era um grupo de mulheres a favor do aborto, e o que elas usavam era um lenço verde, alusivo ao tema — nessa época no meu país, o Congresso Nacional ia debater se aprovava uma lei pra legalizar o aborto, coisa que até então não era. Mesmo assim, muitas mulheres recorriam a hospitais e clínicas clandestinas pra fazer esse procedimento. Enquanto eu dirigia na direção delas, não pude deixar de me identificar. Eu era e sou a favor, mas daí a tornar minha opinião tão pública, tipo usando um lenço verde "gritando" minha posição nessa cidade, era muito perigoso. Muita gente era e é intolerante, e às vezes não consegue entender que alguém pense diferente. Passei reto e segui meu caminho. Como era bem mais cedo, dessa vez tinha trânsito, e bem mais gente andando ou em restaurantes e bares. do GPS, ou a "galega" como na minha cidade costumam dizer, num momento me indicou que eu estava no destino, procurei onde estacionar — o que me levou uns minutos — e, quando finalmente consegui, peguei minha carteira e caminhei até o lugar. Era um bar muito bonito, muitas mesas, iluminação suave e um cheiro de comida boa. Consegui ver no fundo meu amigo, junto com a banda dele, fazendo o que imaginei ser afinar os instrumentos e organizar tudo. Fui me abrindo caminho entre as mesas e o pessoal e fui até ele.
— Que bar gostoso, você sempre toca em lugares assim? — perguntei, cumprimentando ele.
— Nem sempre, a gente queria. Mas às vezes não tem jeito, temos que tocar em clubes de bairro ou em lugares mais improvisados — respondeu com um sorriso, me dando um beijo no rosto — valeu por vir, guardei essa mesa pra você — e apontou pra uma, que tinha um pequeno cartaz escrito "reservado" e um cachecol azul — agora daqui a pouco a gente começa.
Agradeci a gentileza de ter guardado uma mesa pra mim e aí a gente continuou conversando uns minutos, ele me apresentou pro resto do grupo e me contou um pouco que estilo de música iam tocar. Ia ser uma espécie de rock suave, ou melódico, algo de salão que não pedia pra fazer pogo ou algo do tipo, algo tranquilo, de acordo com o lugar. Fui me sentar e em alguns minutos um garçom se aproximou, perguntando se eu queria alguma coisa, tava com um pouco de sede, então pedi uma cerveja, ele foi embora e eu fiquei olhando o lugar e a banda se preparando. Claramente ele tinha feito um bom trabalho divulgando o evento, o lugar tava lotado, todas as mesas ocupadas e até gente em pé.
Uns quinze minutos depois, as luzes do lugar ficaram ainda mais fracas, e começaram a se ouvir alguns sons. Foi assim que o show começou. Foi muito divertido. Em algumas músicas, várias pessoas da plateia faziam os vocais de apoio, provavelmente eram conhecidos da banda e já tinham visto eles antes. Eu ficava olhando, ouvindo as letras, enquanto tomava minha cerveja. De tanto Enquanto isso, meu amigo me lançava uns olhares furtivos, exibindo aquele sorriso característico dele, de quem já comprou o que queria. Não olhei o relógio, mas quando o show acabou, devia ter passado umas duas horas. Eles receberam muitos aplausos e gritos de todo tipo de gente. Algumas pessoas se aproximaram pra cumprimentar e parabenizar. Outras ficaram sentadas bebendo e comendo, mas a grande maioria foi embora, e o clima ficou bem mais calmo. Kevin ajudou a desmontar todos os instrumentos e depois levou pra uma caminhonete estacionada do lado de fora. Deduzi que alguns dos integrantes foram embora, porque nem todos voltaram, só o Kevin e mais um, que foi com outro grupo de gente.

— E aí, curtiu? — meu amigo perguntou se aproximando de mim.
— Muito, a música é linda e eles tocaram bem — respondi sincera.
— Posso te acompanhar? — ele perguntou, já puxando a cadeira do outro lado da mesa.
— Claro — falei rindo — e agora, o que vocês vão fazer?
— Os instrumentos já foram, o dia tá acabando, então é ficar um pouco aqui e depois pra casa — ele disse, na hora que um funcionário trouxe uma cerveja pra ele — cê tem algo em mente? — perguntou.
— Não necessariamente... — falei, me fazendo de desentendida.
— Quer ir pro camarim? — aquele lugar que, no mundo da música, a banda descansa antes e depois de um show — não tem ninguém agora.
— Fazer o quê? — não largava o papel de inocente.
— Fuder — ele sussurrou no meu ouvido por cima da mesa.
Estiquei a mão por baixo da mesa procurando algo, e segundos depois deixei em cima dela minha calcinha fio dental, preta, com detalhes em renda. Na hora ele pegou e guardou no bolso. Depois se levantou, segurou minha mão e quase me arrastou atrás dele.
Segui ele até um quartinho, que estava trancado. Ele procurou a chave no outro bolso, finalmente abriu, e me empurrou levemente pra dentro. Tinha dois sofás grandes, marrom-escuro, de dois lugares. corpos, mas uma bateria pequena, uns quadros decorativos e uma mini geladeira com porta de vidro, dava pra ver que tinha vários tipos de bebida ali, entre elas uns energéticos e latas de cerveja.
Eu me esquentei rápido demais, e assim que meu corpo caiu no sofá, comecei a me despir apressada. Segundos depois, eu já estava nua, me masturbando e recebendo uma mamada sem vergonha nenhuma, na "mão" da pica do homem que estava na minha frente. Ele metia na minha boca sem qualquer cuidado, eu me preocupei em manter a boca e a garganta abertas, e deixar ele seguir no ritmo, na necessidade e no gosto dele. Rapidamente a saliva começou a se acumular na minha boca e em volta de toda a extensão daquele membro que violava meus lábios. Os sons guturais também começaram a tomar conta e dominar o ambiente.

Ficamos assim por vários minutos, e com o passar do tempo, pude perceber e sentir como a pica dele ia crescendo, enquanto as veias daquele membro ficavam cada vez mais evidentes. Deus, que pedaço de pica! Minutos antes, era de um tamanho modesto, nada pra fazer um monumento, mas também não deixava a desejar. Agora, eu mal conseguia encostar a ponta do meu nariz na barriga do meu homem. Parece que ele se cansou dessa posição, e tirando o membro da minha boca, pegou minhas pernas e me empurrou levemente pra fora. Agora eu estava apoiada no sofá com a parte de baixo das costas, e meus pés e minha bunda estavam no ar. Ele pegou minhas pernas e apoiou no peito dele, deixando meus pés pendurados atrás das costas dele, e sem esperar mais um segundo, me penetrou, enfiando a pica toda.

Dizer que eu gemei alto seria um eufemismo do que realmente aconteceu. Eu gritei, e gritei alto. Eu tava com tesão, mas daí a receber tudo aquilo dentro de mim sem nenhuma delicadeza ou calma, é outra história. Ele me segurou pelas mãos, apoiando-as no encosto do sofá, e começou uma metida desesperada. Rapidamente, os gemidos de cada um se misturavam. eles, como a umidade dos dois corpos em contato. O quarto estava um pouco ventilado, mas para o que estávamos fazendo teria ajudado se estivesse um pouco melhor. Com os minutos que passavam, nossos corpos iam suando e ficando mais e mais úmidos. Meu homem não parou de castigar minha buceta, não tirava tempo para respirar, nem para me perguntar como eu estava me sentindo. Isso não me incomodava, me excitava muito mais. Depois, com as mãos, ele pegou meus peitos e os apertou, ao mesmo tempo que os esticava e torcia. Esse homem estava realmente com tesão, com certeza teria sido um ilusionista em outra vida, porque isso eu não esperava, ele tinha disfarçado perfeitamente. Aos gemidos e sons corporais, agora se somaram gemidos profundos da minha parte. Me excitava, mas também havia traços de dor devido ao tratamento que meus pobres peitos estavam recebendo. Isso continuou por uns vinte minutos a meia hora mais. Já sentia que estava sentada em uma lagoa de água e umidade, mas isso em nenhum momento me incentivou a parar a ação. Tentei esticar uma mão e consegui agarrar as bolas dele, massageava e apertava ocasionalmente. Isso fez com que meu homem soltasse o último elo de humanidade que tinha, o último elo de cordialidade e cuidado que guardava para mim. As investidas dele se intensificaram muito mais e agora minhas costas batiam contra o encosto. "Uh, a puta mãe" foi a última coisa que ouvi, antes de ele se levantar, tirar o membro de dentro de mim e gozar profusamente por todo o meu corpo: minhas bochechas, pescoço, meus peitos, abdômen, buceta e coxas, todos foram destinos para a quantidade inexplicável de sêmen que esse pau descarregou. Eu estava totalmente molhada. Se uma pessoa entrasse e julgasse a situação, diria que pelo menos tudo que estava em cima do meu corpo era produto de três pessoas, e não de apenas uma. Meu parceiro agora estava parado na minha frente, quieto, olhando "sua obra de arte". Ele me olhou nos olhos e se me inclinei pra dar um beijo nele, e eu respondi enfiando de leve a língua. Daí ele se levantou de novo, se vestiu rápido e, sem falar nada, foi embora, me deixou toda coberta de porra dele, no meio de um bar, e eu fiquei num transe, imóvel e sem conseguir pensar em nada.

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