Passaram as últimas semanas de férias, dei todo o espaço possível para a Mili. Perto do último fim de semana, liguei várias vezes sem resposta. Então me arrisquei a ir na casa dela, encarar meu ex-sogro, se eu levasse uma surra, pelo menos a Mili veria que eu tava disposto a aguentar por ela.
Apertei a campainha várias vezes, sem resposta, até que uma vizinha me disse que eles tinham ido pro clube… outra missão impossível no clube? Tava disposto a fazer… mas, da última vez, entrei porque o Guille tinha um parente militar.
Agora minha amizade com o Guille tinha acabado por causa das intrigas da manipuladora da Vane… mesmo assim, tentei ligar pra ele, seria uma chance de me reconciliar e, por que não?, me ajudar de novo com a Mili, mas não tive resposta.
Até que recebi uma ligação de um número desconhecido…
— Me falaram que você tá sozinho… disse ela, toda provocante.
— Vane? Esse não é seu número… respondi, reconhecendo a voz, mas não o número.
— Bomm… o outro número tava queimado, só recebia ligação de quem você já sabe… falou, entediada.
Pelo visto, eu não era o único que ligava de vez em quando pra ex (Mili), parece que o Guille ainda tentava reatar com a Vane que, sendo prática, trocou de número… fazia pouco tempo que a Vane tinha voltado de viagem e não sei como ficou sabendo da minha situação… essa bruxa tinha um radar…
— Mas… você não me respondeu… o que rolou? Acabou o love… respondeu, debochada.
— Nada… diferenças irreconciliáveis… falei, pra não dar margem a mais comentários.
— Espero que não tenha sido culpa minha… completou, com falsa pena.
Claro que foi, sua puta de merda… por sua culpa não posso mais aproveitar a bunda carnuda da Mili, nem a entrega fogosa dela… e também a companhia, claro… vocês entendem, a abstinência tava cobrando seu preço, o que vinha na minha cabeça mais rápido era a habilidade dela na cama do que as virtudes.
— Nada disso… respondi, não queria Inflar mais o ego daquela arpia.
— Então… você está disponível?… — completei, voltando ao tom de paquera.
— Pra quê?… — respondi, me fazendo de desentendido.
— Você sabe… um cara sozinho, uma garota sozinha… tem vazios pra preencher… — disse ela, bem explícita.
Mili tinha razão, a Vane era uma gostosa, mas com um rabo de masturbação… na verdade, com um rabo enorme… porra… foco, não cai na lábia dessa doida… por causa dela e das intrigas dela, você acabou afastando talvez a melhor coisa que te aconteceu nos últimos tempos. Por outro lado, a Mili me afastou… não me responde, tentei me desculpar de todas as formas e nada… mas, afinal, a Vane tem uma bunda de fazer esquecer tudo…
Como podem ver, eu tinha meu anjinho num ombro e meu diabinho no outro, os dois sussurrando no meu ouvido… um dizia: Foge dessa lagartixa, não vale a pena, isso vai te afastar mais da Mili… e o outro dizia: Aproveita e arrebenta ela, aquela bunda branca e musculosa quer o teu pau, e de quebra você ainda goza…
Essa última ideia foi envenenando minha mente… vingança ou vingança (vingança do meu pau)… não era possível que essa bruxa louca andasse feliz e serelepe, tirando sarro da minha situação e me convidando pra comer ela… enquanto a Mili, o Guille e eu estávamos fodidamente infelizes por culpa dela. A Vane tinha que pagar.
— A que você se refere?… — respondi, me fazendo de interessante.
— Você sabee… uma mulher é como um carro… precisa de uma boa manutenção de vez em quando, se descuida, enferruja… — disse ela, sorrindo, com certeza se referindo ao cu dela, se não abrissem a buceta de novo ia fechar, queria manter razoavelmente dilatada.
— Parece bom… — respondi, aceitando.
Na verdade, não sabia o que fazer naquele momento… tava com um desejo de vingança terrível, talvez tão febril quanto o Guille na época dele. Não queria chegar aos extremos, talvez um castigo anal, arrebentar o cu dela, pra ela se lembrar de mim pra sempre (ou pelo menos toda vez que sentar) e não pedir mais…
Mas que tipo, um castigo pro ego dele... dar um bolo nela... ou ir no encontro, ceder aos caprichos dela até certo ponto, quando ela tiver excitada e pronta, vazar e deixar ela na mão, falando que a Mili era melhor que a Vane na cama... ou algo assim... que machuque ela igual ela machucou o Guille, que doa nela igual doeu na Mili quando viu a foto da bunda da Vane no meu notebook... que ela sofra igual eu sofri quando a Mili se afastou de mim...
- E então... onde?... completei depois desses segundos de reflexão.
- Que tal no mesmo lugar da outra vez... completou a Vane rapidinho.
- Pra mim tá de boa... falei engolindo seco.
Mais do que por ansiedade, engoli seco lembrando o quanto caro que foi da última vez. Talvez a Vane tenha percebido minha reação meio tensa, mas ela tava tão animada porque dessa vez, sem chantagem no meio, eu tava topando os pedidos dela.
- Que bom... não se preocupa... dessa vez eu pago... falou empolgada.
- Ei... não... respondi, meu lado cavalheiro aparecendo.
- Ah, não precisa bancar o bonzinho comigo... não sou careta, mulher também pode pagar essas paradas... falou na maior cara de pau, soltando o lado feminista dela.
Não discuti, combinamos de nos ver no hotel às 8 da noite, a Vane ia entrar primeiro e me mandar uma mensagem com o número do quarto. Fiquei imaginando que ela, doida como é, devia querer preparar alguma coisa pra minha chegada... talvez algum fetiche ou fantasia que ela tivesse.
Por outro lado, fiquei com um medinho de que ela preparasse outro tipo de recepção... pra se vingar da vez que amarrei ela e deixei o Guille se divertir com ela. Bom, supostamente já tava tudo resolvido, pensei comigo... mas hoje à noite vou arrebentar a bunda dela pra ela nunca mais me ligar.
Tinha passado as últimas noites em claro pensando na Mili, tava meio cansado e ao mesmo tempo ansioso por essa ideia maluca do castigo anal que planejava dar na Vane. Pensei que devia descansar um pouco pra dar pra Vane o esforço que a ocasião merecia.
Lembrei que da última vez a Vane optou pelo sexo Forte, dessa vez com que ideia ela viria… ou melhor, deveria me preocupar com que proposta eu levar… acabei dormindo sem perceber.
Acordei de repente com o despertador, me vesti normal, já não precisava impressionar a avó da Vane, só tinha que ir direto ao ponto e fazer meu trabalho.
Peguei um táxi, e no caminho pelo centro da cidade me distraí com um letreiro de néon “Sex-Shop”… interrompi a viagem, apesar da reclamação do taxista. Achei que ali poderia encontrar algum treco que me ajudasse a dar o que a Vane merecia.
Feito um justiceiro ou vingador anal, já que naquele momento essa ideia corrompia minha mente, entrei do jeito mais discreto possível naquela loja. Fiz umas perguntas pro vendedor e saí com algo no bolso… agora você vai ver, Vane, eu dizia.
Retomando o caminho pro hotel, recebi a mensagem da Vane… quarto 69… deve ser piada, número cabalístico, pensei. Entrei no hotel mais decidido que da primeira vez, o recepcionista, educado e discreto, disse que estavam me esperando.
Respirei fundo, lembrei do plano (uma vingança anal brutal) e bati na porta e… porra… Vane abriu a porta quase nua, vestindo só uma calcinha de renda vermelha minúscula e transparente, toda uma diaba, deixando ver seu pubis castanho e ralinho, assim como os biquinhos rosados dos peitos…
Ela me esperava sem rodeios, pronta pra ação, enquanto eu continuava de boca aberta diante daquele espetáculo que suas formas quase nuas me ofereciam… obviamente Vane sorriu satisfeita ao ver o choque que causou em mim, reparando também no efeito na minha virilha.
— Entra… disse ela entrando, virando as costas pra que eu pudesse apreciar suas bundas firmes.
Eu a segui feito um zumbi, vendo o vai e vem das coxas dela, entre as quais se perdia um fiozinho vermelho da calcinha fio dental. Pra aumentar o tesão da situação, ela parou na frente de uma mesinha de centro e se curvou completamente até ficar de quatro, virou e me olhou provocante:
— Quer se servir de algo… disse Sugestivamente e vendo que eu não reagia, ela completou… tô falando de uma bebida.
Aceitei tomar algo, enquanto minha mente tentava reagir e juntar as ideias do porquê eu estava ali, recompor meu plano… lembrar de tudo que ela fez a gente sofrer, eu, a Guille e a Mili… foco, segue o jogo e depois cuida da sua vida, eu disse pra mim mesmo.
- Viu?... te falei que não precisava ficar de boa comigo… ela disse, feito uma femme fatale.
Queria me dar a entender que não ia esperar eu tomar a iniciativa, provavelmente tentando me fazer comparar com a Mili… me mostrando que a Vane, quando quisesse, podia ser provocante e proativa…
Pra deixar o ponto ainda mais claro, ela se ajoelhou na minha frente, puxou meu pau meio duro pra fora e engoliu de boa vontade. Enquanto eu, atônito, mal conseguia reagir… a Vane tava me ganhando na iniciativa e no jogo de todas as formas possíveis… me sentia um vibrador ambulante…
A Vane parecia disposta a me mostrar que podia ser a mulher mais complacente… capaz de qualquer putaria só pra me fazer esquecer a Mili ou deixar claro que a Vane era melhor na cama.
Por enquanto, eu notava que ela tinha aprendido muito nos últimos tempos, chupava que nem uma profissional, usando lábios e língua, batendo uma de vez em quando, e enfiando até o fundo da garganta, quase se engasgando só pra me agradar… me olhando de baixo, esperando…
Ela conseguiu arrancar umas gotinhas de porra, que saboreou sorrindo, enquanto eu cedia, acariciando o cabelo dela, e de vez em quando reagindo e puxando com força pra ela fazer direito o serviço…
- Minha vez… falei, querendo retomar o controle.
Lembrando que da última vez ela tinha adorado sexo pesado, e com a raiva guardada que eu sentia dela, peguei ela pelo cabelo e quase arrastei até o sofá… em vez de ver ela assustada, ela parecia mais era ansiosa pelo que ia rolar…
- De quatro, puta… ordenei.
- Sim… sim… respondeu, se ajoelhando no sofá, de comprido.
Sem eu falar mais nada, ela mesma enfiou a cabeça no móvel, enquanto esticava os braços para trás, puxando sua pequena tanga de lado e depois abrindo suas nádegas firmes para me mostrar seu cu enrugado, mas lubrificado… A Vane tinha tomado a precaução de se lubrificar com algo que comprou na farmácia.
- Faz logo… pelo amorrr… implorava Vane, que tinha passado da ação à submissão.
Dei um tapa na bunda dela, pra acalmá-la e mostrar quem tava no controle naquele momento, isso a fez tremer, excitando-a mais até fazê-la estremecer… tinha que fazê-la sofrer… então a peguei bruscamente pela cintura fina e, apontando rápido meu pau contra o cu dela, penetrei violentamente até o talo…
- Aiii… oouuu… assim naaao… ouuu… exclamou Vane chorosa.
Apesar do lubrificante, sentiu o impacto da minha feroz investida nas entranhas dela, a coluna arqueou num espasmo forte, enquanto ela mesma se arranhava as nádegas… depois virou o rosto pra abafar outros gemidos lamentáveis nos almofadões do móvel.
- Aguenta, puta… falei debochando.
Por enquanto, a vingança tava se consumando… A Vane, apesar da preparação lubrificada, tava sofrendo no esfíncter as consequências do desejo febril de superar a Mili em destreza anal. Sem dar tempo pra ela reagir, comecei a bombar com força…
- Auuu… caralho… auch… merda… ouvia ela reclamar entre os almofadões.
Nessa altura, a Vane tinha perdido qualquer traço daqueles gemidos com frases absurdas em inglês, a agonia dela tinha ficado mais terrena… eu tava satisfeito com isso, curtindo a bunda firme dela que ia ficando vermelha com a batida contínua contra minha virilha.
- Cala a boca, vagabunda… repreendi batendo na bunda dela de novo com a palma da mão.
- Nãao… Danny… chega… murmurava Vane com lágrimas nos olhos.
Por uns momentos comecei a sentir pena dela, talvez tivesse exagerando, nessa dúvida parei de castigá-la freneticamente, diminuindo pra um ritmo mais harmônico e pausado… enquanto decidia o que fazer… pensei que estava chegando aos extremos de vingança que eu tinha criticado no Guille.
Eu estava passando de um encontro sexual consentido para um estupro anal selvagem, onde não me importava com o que ela dissesse ou pedisse para eu parar… só queria causar o máximo de dano possível para que ela nunca mais me procurasse… no entanto…
- Ohhh… siii… assimmm… arrebenta meu cu assim… uhmmm… ouvi Vane gemer.
Naquele ritmo mais lento, menos brutal, Vane tinha encontrado o prazer, passou das lágrimas de choro para um lacrimejar de tesão, com o rosto vermelho de lado, semi-cerrando os olhos e mordendo os lábios enquanto curtia ter o cu aberto como uma puta.
Essa não era a ideia… era hora do plano B… peguei no bolso da minha calça o que comprei no sex-shop… tirei meu pau do cu dela…
- Quêêê… nãooo… continua por favor… continua… ela disse saindo do transe.
- Espera, puta… eu repreendi.
Coloquei no meu pau o acessório que tinha achado para causar dor na Vane… uma camisinha com espinhos, a mais agressiva que encontrei, própria só para sadomasoquistas, não para uma recém-iniciada no sexo anal…
Assim que coloquei, enfiei de uma vez bruscamente… apesar da resistência inicial que o cu dela ofereceu, empurrei bestialmente até meter todos os espinhos no intestino dela…
- Auuuu… nãooo… auuuu… você tá me rasgando… aiii… Vane exclamou, cravando as unhas no móvel, enquanto lacrimejava de dor de novo.
- Era isso que você sempre quis… não é, puta?… queria que eu arrombasse seu cu? pois se realizou, maluca do caralho… gritei enfurecido.
A expressão de dor da Vane virou medo, enquanto eu forçava as penetrações que travavam nas paredes das entranhas dela… vendo que eu não ia ceder, Vane tentou se soltar do cativeiro, esperneando, enquanto eu pressionava ela para baixo com meu corpo.
Num momento em que perdi o equilíbrio, Vane conseguiu se soltar, mas Também tropecei e acabei de cabeça no chão com as costas contra o assento do sofá. Nesses breves segundos de confusão da parte dela, sem saber como se levantar, aproveitei para me posicionar por cima dela, ainda tinha a bunda branca dela à minha disposição… não ia escapar… ela ia pagar por tudo…
- Auuu… não… chega… reclamou Vane, ao sentir meu pau rasgando ela de novo.
Naquela confusão toda, pude ver que o cu dela tinha vestígios de sangue, assim como as cerdas que estavam na camisinha… eu continuava febril pela minha sede de vingança. Fazia aquilo pelo Guille, pela Mili e por mim… pra que essa puta manipuladora nunca mais chegasse perto da gente.
Pra evitar que ela continuasse reclamando, coloquei meu pé na boca dela, ela quase me mordeu… nessa malabarismo que a gente tava, os peitos da Vane tinham escapado da prisãozinha deles e estavam desafiadores, pulando no ritmo da minha punição insana na bunda bem feita dela.
De repente, Vane foi se calando e aguentando aquele martírio… Imagino que Vane pensou que seria humilhante ser resgatada daquele hotel chique com o cu arrombado por alguém que ela mesma deixou entrar.
- Termina logo… pelo amorrr… implorava Vane, chorando, com o rosto vermelho.
Aquelas cerdas estavam tendo o efeito contrário, pra sorte da Vane, criando um atrito na cabeça do meu pau, massageando ela por causa do aperto do cu dela. Quando senti que ia gozar, tirei meu pau do cu dela, deixando a camisinha com as cerdas lá dentro.
Meu pau cuspiu pra todo lado os líquidos nas coxas, na barriga, nos peitos e até no rosto da Vane, chegando a cegar ela com um jato na pálpebra direita, enquanto outras gotas escorriam pelo queixo e bochecha dela, e algumas, de sacanagem, entravam na boca aberta dela.
Vane ofegava, chorando e dolorida… minha vingança tinha passado do ponto, não me sentia orgulhoso do que fiz, mas sempre tem um espaço pra A crueldade... o golpe final, depois do castigo físico, o emocional...
- Uff... foi bom... mas a bunda da Mili, uff essa sim é tasty... as nádegas naturais dela são macias e produzem um som gostoso... as suas estão um pouco duras... falei com desprezo.
Vane ficou de boca aberta, diante de uma declaração tão impiedosa, com o ego ferido com certeza, por um momento vi ela passar da pena e da dor pra raiva, enquanto limpava os restos de porra e lágrimas dos olhos.
Antes que essa louca reagisse, de um jeito ou de outro, me limpei e me vesti, deixando ela jogada de cabeça no chão, destruída e salpicada com meus fluidos, queria fugir antes que minha consciência começasse a me torturar pelo desastre que fiz.
Lembrava dos avisos que dei pro Guille sobre o mafioso velho da Vane e o que ele podia fazer por machucar a filha dele... mas já era tarde... não tive um amigo pra me segurar... tinha ferrado tudo com a Mili, com a Vane, com o Guille... talvez tivesse que ser assim, talvez tudo tivesse que terminar desse jeito.
No entanto, enquanto abria a porta, ouvi uma risada alta e talvez distorcida...
- Foi só isso?... respondeu Vane provocante e completou desafiando... aproveitei cada instante de ter você dentro de mim...
Um calafrio percorreu minha espinha, uma raiva como nunca senti me inundou, queria machucar ela de qualquer jeito, fechei a porta... agora você vai ver, sua puta de merda...
Porra... O que foi isso? Onde eu tô?... comecei a olhar pros lados desesperado, tava meio escuro... O que aconteceu? Eu desmaiei?... falei ainda atordoado... o que a Vane colocou na bebida? Como eu vim parar aqui?... ainda tenho meus rins?, pensei por último me tocando... tava suado e frio...
A única certeza era que ainda era noite... peguei meu celular no bolso e olhei procurando pistas do que tinha rolado... Ok, ainda é sábado, continua sendo a mesma data... e a hora é... O quê? Não pode ser... isso significa que... sério?... foi assim que aconteceu?...
Com o passar dos segundos, percebi que... que nunca saí do meu quarto... tinha dormido pensando em tudo. O que eu faria? Fiquei obcecado em me vingar da Vane e aquela ideia ficou tão presa na minha cabeça que se reproduziu num sonho vívido… tão real, tão fatal…
Enquanto tentava entender o que era fantasia e o que era real, vi uma mensagem no meu celular… era da Vane: “Quarto 69”… Coincidência?... Aí recebi uma ligação que esclareceu tudo.
- Estou te esperando no hotel, idiota… que horas você vai vir? – Vane me recriminou furiosa.
- Não… não vou – respondi friamente, desliguei e desliguei o telefone.
Depois de tudo que aconteceu, do que experimentei com ela e da fantasia do meu sonho… entendi que com a Vane não tinha como ganhar, eu entraria no jogo dela, onde ela me manipularia do jeito que quisesse, como já tinha acontecido antes. Era voltar ao mesmo, e eu já sabia como aquela história terminava.
Eu tinha ultrapassado meus limites no sonho, tanto que fiquei horrorizado com minhas ações e com o que estava disposto a fazer, a ponto de acordar violentamente… talvez fosse um presságio do que aconteceria se eu me deixasse levar por aquela raiva e sede de vingança.
Era algo parecido com o que falam dos idiotas… que você não pode ganhar uma briga porque eles te levam ao nível deles e, por experiência, te vencem… acho que algo similar me esperava com essa louca, por mais que eu tramasse vinganças, não tinha tanta malícia nem era tão manipulador quanto a Vane…
Qualquer coisa que eu fizesse, me levaria a um degrau cada vez mais baixo, transgredindo minha personalidade só por revanchismo, me forçando a fazer coisas absurdas… se eu caísse no nível dela, a Vane ganhava. Talvez algumas brigas se ganhem evitando-as, pensei.
Vane com certeza intuía que, pela maneira como agi antes, guiado febrilmente pelo meu ego ferido, eu continuaria agindo da mesma forma vingativa e, enquanto fosse assim, ela teria o controle. Eu tinha que quebrar esse ciclo vicioso… e do mesmo jeito, ferir o ego dela.
Se eu quisesse recuperar a Mili, tinha que largar esses jogos que me afastaram dela… depois de um tempo, fiquei feliz em pensar nisso. Com a cabeça de cima do que com a cabeça do meu pau… mas quanto tempo duraria… quanto tempo levaria pra recuperar a Mili… esse era o dilema…
O ruim é que a Mili me acostumou a um ritmo sexual… e ficar na seca, não sabia por quanto tempo ia aguentar… talvez no fim eu acabasse caindo com a Vane mesmo… que parecia disposta a continuar insistindo… ela tinha perdido a batalha, mas não a guerra… como tudo, era questão de tempo.
Continua…
Apertei a campainha várias vezes, sem resposta, até que uma vizinha me disse que eles tinham ido pro clube… outra missão impossível no clube? Tava disposto a fazer… mas, da última vez, entrei porque o Guille tinha um parente militar.
Agora minha amizade com o Guille tinha acabado por causa das intrigas da manipuladora da Vane… mesmo assim, tentei ligar pra ele, seria uma chance de me reconciliar e, por que não?, me ajudar de novo com a Mili, mas não tive resposta.
Até que recebi uma ligação de um número desconhecido…
— Me falaram que você tá sozinho… disse ela, toda provocante.
— Vane? Esse não é seu número… respondi, reconhecendo a voz, mas não o número.
— Bomm… o outro número tava queimado, só recebia ligação de quem você já sabe… falou, entediada.
Pelo visto, eu não era o único que ligava de vez em quando pra ex (Mili), parece que o Guille ainda tentava reatar com a Vane que, sendo prática, trocou de número… fazia pouco tempo que a Vane tinha voltado de viagem e não sei como ficou sabendo da minha situação… essa bruxa tinha um radar…
— Mas… você não me respondeu… o que rolou? Acabou o love… respondeu, debochada.
— Nada… diferenças irreconciliáveis… falei, pra não dar margem a mais comentários.
— Espero que não tenha sido culpa minha… completou, com falsa pena.
Claro que foi, sua puta de merda… por sua culpa não posso mais aproveitar a bunda carnuda da Mili, nem a entrega fogosa dela… e também a companhia, claro… vocês entendem, a abstinência tava cobrando seu preço, o que vinha na minha cabeça mais rápido era a habilidade dela na cama do que as virtudes.
— Nada disso… respondi, não queria Inflar mais o ego daquela arpia.
— Então… você está disponível?… — completei, voltando ao tom de paquera.
— Pra quê?… — respondi, me fazendo de desentendido.
— Você sabe… um cara sozinho, uma garota sozinha… tem vazios pra preencher… — disse ela, bem explícita.
Mili tinha razão, a Vane era uma gostosa, mas com um rabo de masturbação… na verdade, com um rabo enorme… porra… foco, não cai na lábia dessa doida… por causa dela e das intrigas dela, você acabou afastando talvez a melhor coisa que te aconteceu nos últimos tempos. Por outro lado, a Mili me afastou… não me responde, tentei me desculpar de todas as formas e nada… mas, afinal, a Vane tem uma bunda de fazer esquecer tudo…
Como podem ver, eu tinha meu anjinho num ombro e meu diabinho no outro, os dois sussurrando no meu ouvido… um dizia: Foge dessa lagartixa, não vale a pena, isso vai te afastar mais da Mili… e o outro dizia: Aproveita e arrebenta ela, aquela bunda branca e musculosa quer o teu pau, e de quebra você ainda goza…
Essa última ideia foi envenenando minha mente… vingança ou vingança (vingança do meu pau)… não era possível que essa bruxa louca andasse feliz e serelepe, tirando sarro da minha situação e me convidando pra comer ela… enquanto a Mili, o Guille e eu estávamos fodidamente infelizes por culpa dela. A Vane tinha que pagar.
— A que você se refere?… — respondi, me fazendo de interessante.
— Você sabee… uma mulher é como um carro… precisa de uma boa manutenção de vez em quando, se descuida, enferruja… — disse ela, sorrindo, com certeza se referindo ao cu dela, se não abrissem a buceta de novo ia fechar, queria manter razoavelmente dilatada.
— Parece bom… — respondi, aceitando.
Na verdade, não sabia o que fazer naquele momento… tava com um desejo de vingança terrível, talvez tão febril quanto o Guille na época dele. Não queria chegar aos extremos, talvez um castigo anal, arrebentar o cu dela, pra ela se lembrar de mim pra sempre (ou pelo menos toda vez que sentar) e não pedir mais…
Mas que tipo, um castigo pro ego dele... dar um bolo nela... ou ir no encontro, ceder aos caprichos dela até certo ponto, quando ela tiver excitada e pronta, vazar e deixar ela na mão, falando que a Mili era melhor que a Vane na cama... ou algo assim... que machuque ela igual ela machucou o Guille, que doa nela igual doeu na Mili quando viu a foto da bunda da Vane no meu notebook... que ela sofra igual eu sofri quando a Mili se afastou de mim...
- E então... onde?... completei depois desses segundos de reflexão.
- Que tal no mesmo lugar da outra vez... completou a Vane rapidinho.
- Pra mim tá de boa... falei engolindo seco.
Mais do que por ansiedade, engoli seco lembrando o quanto caro que foi da última vez. Talvez a Vane tenha percebido minha reação meio tensa, mas ela tava tão animada porque dessa vez, sem chantagem no meio, eu tava topando os pedidos dela.
- Que bom... não se preocupa... dessa vez eu pago... falou empolgada.
- Ei... não... respondi, meu lado cavalheiro aparecendo.
- Ah, não precisa bancar o bonzinho comigo... não sou careta, mulher também pode pagar essas paradas... falou na maior cara de pau, soltando o lado feminista dela.
Não discuti, combinamos de nos ver no hotel às 8 da noite, a Vane ia entrar primeiro e me mandar uma mensagem com o número do quarto. Fiquei imaginando que ela, doida como é, devia querer preparar alguma coisa pra minha chegada... talvez algum fetiche ou fantasia que ela tivesse.
Por outro lado, fiquei com um medinho de que ela preparasse outro tipo de recepção... pra se vingar da vez que amarrei ela e deixei o Guille se divertir com ela. Bom, supostamente já tava tudo resolvido, pensei comigo... mas hoje à noite vou arrebentar a bunda dela pra ela nunca mais me ligar.
Tinha passado as últimas noites em claro pensando na Mili, tava meio cansado e ao mesmo tempo ansioso por essa ideia maluca do castigo anal que planejava dar na Vane. Pensei que devia descansar um pouco pra dar pra Vane o esforço que a ocasião merecia.
Lembrei que da última vez a Vane optou pelo sexo Forte, dessa vez com que ideia ela viria… ou melhor, deveria me preocupar com que proposta eu levar… acabei dormindo sem perceber.
Acordei de repente com o despertador, me vesti normal, já não precisava impressionar a avó da Vane, só tinha que ir direto ao ponto e fazer meu trabalho.
Peguei um táxi, e no caminho pelo centro da cidade me distraí com um letreiro de néon “Sex-Shop”… interrompi a viagem, apesar da reclamação do taxista. Achei que ali poderia encontrar algum treco que me ajudasse a dar o que a Vane merecia.
Feito um justiceiro ou vingador anal, já que naquele momento essa ideia corrompia minha mente, entrei do jeito mais discreto possível naquela loja. Fiz umas perguntas pro vendedor e saí com algo no bolso… agora você vai ver, Vane, eu dizia.
Retomando o caminho pro hotel, recebi a mensagem da Vane… quarto 69… deve ser piada, número cabalístico, pensei. Entrei no hotel mais decidido que da primeira vez, o recepcionista, educado e discreto, disse que estavam me esperando.
Respirei fundo, lembrei do plano (uma vingança anal brutal) e bati na porta e… porra… Vane abriu a porta quase nua, vestindo só uma calcinha de renda vermelha minúscula e transparente, toda uma diaba, deixando ver seu pubis castanho e ralinho, assim como os biquinhos rosados dos peitos…
Ela me esperava sem rodeios, pronta pra ação, enquanto eu continuava de boca aberta diante daquele espetáculo que suas formas quase nuas me ofereciam… obviamente Vane sorriu satisfeita ao ver o choque que causou em mim, reparando também no efeito na minha virilha.
— Entra… disse ela entrando, virando as costas pra que eu pudesse apreciar suas bundas firmes.
Eu a segui feito um zumbi, vendo o vai e vem das coxas dela, entre as quais se perdia um fiozinho vermelho da calcinha fio dental. Pra aumentar o tesão da situação, ela parou na frente de uma mesinha de centro e se curvou completamente até ficar de quatro, virou e me olhou provocante:
— Quer se servir de algo… disse Sugestivamente e vendo que eu não reagia, ela completou… tô falando de uma bebida.
Aceitei tomar algo, enquanto minha mente tentava reagir e juntar as ideias do porquê eu estava ali, recompor meu plano… lembrar de tudo que ela fez a gente sofrer, eu, a Guille e a Mili… foco, segue o jogo e depois cuida da sua vida, eu disse pra mim mesmo.
- Viu?... te falei que não precisava ficar de boa comigo… ela disse, feito uma femme fatale.
Queria me dar a entender que não ia esperar eu tomar a iniciativa, provavelmente tentando me fazer comparar com a Mili… me mostrando que a Vane, quando quisesse, podia ser provocante e proativa…
Pra deixar o ponto ainda mais claro, ela se ajoelhou na minha frente, puxou meu pau meio duro pra fora e engoliu de boa vontade. Enquanto eu, atônito, mal conseguia reagir… a Vane tava me ganhando na iniciativa e no jogo de todas as formas possíveis… me sentia um vibrador ambulante…
A Vane parecia disposta a me mostrar que podia ser a mulher mais complacente… capaz de qualquer putaria só pra me fazer esquecer a Mili ou deixar claro que a Vane era melhor na cama.
Por enquanto, eu notava que ela tinha aprendido muito nos últimos tempos, chupava que nem uma profissional, usando lábios e língua, batendo uma de vez em quando, e enfiando até o fundo da garganta, quase se engasgando só pra me agradar… me olhando de baixo, esperando…
Ela conseguiu arrancar umas gotinhas de porra, que saboreou sorrindo, enquanto eu cedia, acariciando o cabelo dela, e de vez em quando reagindo e puxando com força pra ela fazer direito o serviço…
- Minha vez… falei, querendo retomar o controle.
Lembrando que da última vez ela tinha adorado sexo pesado, e com a raiva guardada que eu sentia dela, peguei ela pelo cabelo e quase arrastei até o sofá… em vez de ver ela assustada, ela parecia mais era ansiosa pelo que ia rolar…
- De quatro, puta… ordenei.
- Sim… sim… respondeu, se ajoelhando no sofá, de comprido.
Sem eu falar mais nada, ela mesma enfiou a cabeça no móvel, enquanto esticava os braços para trás, puxando sua pequena tanga de lado e depois abrindo suas nádegas firmes para me mostrar seu cu enrugado, mas lubrificado… A Vane tinha tomado a precaução de se lubrificar com algo que comprou na farmácia.
- Faz logo… pelo amorrr… implorava Vane, que tinha passado da ação à submissão.
Dei um tapa na bunda dela, pra acalmá-la e mostrar quem tava no controle naquele momento, isso a fez tremer, excitando-a mais até fazê-la estremecer… tinha que fazê-la sofrer… então a peguei bruscamente pela cintura fina e, apontando rápido meu pau contra o cu dela, penetrei violentamente até o talo…
- Aiii… oouuu… assim naaao… ouuu… exclamou Vane chorosa.
Apesar do lubrificante, sentiu o impacto da minha feroz investida nas entranhas dela, a coluna arqueou num espasmo forte, enquanto ela mesma se arranhava as nádegas… depois virou o rosto pra abafar outros gemidos lamentáveis nos almofadões do móvel.
- Aguenta, puta… falei debochando.
Por enquanto, a vingança tava se consumando… A Vane, apesar da preparação lubrificada, tava sofrendo no esfíncter as consequências do desejo febril de superar a Mili em destreza anal. Sem dar tempo pra ela reagir, comecei a bombar com força…
- Auuu… caralho… auch… merda… ouvia ela reclamar entre os almofadões.
Nessa altura, a Vane tinha perdido qualquer traço daqueles gemidos com frases absurdas em inglês, a agonia dela tinha ficado mais terrena… eu tava satisfeito com isso, curtindo a bunda firme dela que ia ficando vermelha com a batida contínua contra minha virilha.
- Cala a boca, vagabunda… repreendi batendo na bunda dela de novo com a palma da mão.
- Nãao… Danny… chega… murmurava Vane com lágrimas nos olhos.
Por uns momentos comecei a sentir pena dela, talvez tivesse exagerando, nessa dúvida parei de castigá-la freneticamente, diminuindo pra um ritmo mais harmônico e pausado… enquanto decidia o que fazer… pensei que estava chegando aos extremos de vingança que eu tinha criticado no Guille.
Eu estava passando de um encontro sexual consentido para um estupro anal selvagem, onde não me importava com o que ela dissesse ou pedisse para eu parar… só queria causar o máximo de dano possível para que ela nunca mais me procurasse… no entanto…
- Ohhh… siii… assimmm… arrebenta meu cu assim… uhmmm… ouvi Vane gemer.
Naquele ritmo mais lento, menos brutal, Vane tinha encontrado o prazer, passou das lágrimas de choro para um lacrimejar de tesão, com o rosto vermelho de lado, semi-cerrando os olhos e mordendo os lábios enquanto curtia ter o cu aberto como uma puta.
Essa não era a ideia… era hora do plano B… peguei no bolso da minha calça o que comprei no sex-shop… tirei meu pau do cu dela…
- Quêêê… nãooo… continua por favor… continua… ela disse saindo do transe.
- Espera, puta… eu repreendi.
Coloquei no meu pau o acessório que tinha achado para causar dor na Vane… uma camisinha com espinhos, a mais agressiva que encontrei, própria só para sadomasoquistas, não para uma recém-iniciada no sexo anal…
Assim que coloquei, enfiei de uma vez bruscamente… apesar da resistência inicial que o cu dela ofereceu, empurrei bestialmente até meter todos os espinhos no intestino dela…
- Auuuu… nãooo… auuuu… você tá me rasgando… aiii… Vane exclamou, cravando as unhas no móvel, enquanto lacrimejava de dor de novo.
- Era isso que você sempre quis… não é, puta?… queria que eu arrombasse seu cu? pois se realizou, maluca do caralho… gritei enfurecido.
A expressão de dor da Vane virou medo, enquanto eu forçava as penetrações que travavam nas paredes das entranhas dela… vendo que eu não ia ceder, Vane tentou se soltar do cativeiro, esperneando, enquanto eu pressionava ela para baixo com meu corpo.
Num momento em que perdi o equilíbrio, Vane conseguiu se soltar, mas Também tropecei e acabei de cabeça no chão com as costas contra o assento do sofá. Nesses breves segundos de confusão da parte dela, sem saber como se levantar, aproveitei para me posicionar por cima dela, ainda tinha a bunda branca dela à minha disposição… não ia escapar… ela ia pagar por tudo…
- Auuu… não… chega… reclamou Vane, ao sentir meu pau rasgando ela de novo.
Naquela confusão toda, pude ver que o cu dela tinha vestígios de sangue, assim como as cerdas que estavam na camisinha… eu continuava febril pela minha sede de vingança. Fazia aquilo pelo Guille, pela Mili e por mim… pra que essa puta manipuladora nunca mais chegasse perto da gente.
Pra evitar que ela continuasse reclamando, coloquei meu pé na boca dela, ela quase me mordeu… nessa malabarismo que a gente tava, os peitos da Vane tinham escapado da prisãozinha deles e estavam desafiadores, pulando no ritmo da minha punição insana na bunda bem feita dela.
De repente, Vane foi se calando e aguentando aquele martírio… Imagino que Vane pensou que seria humilhante ser resgatada daquele hotel chique com o cu arrombado por alguém que ela mesma deixou entrar.
- Termina logo… pelo amorrr… implorava Vane, chorando, com o rosto vermelho.
Aquelas cerdas estavam tendo o efeito contrário, pra sorte da Vane, criando um atrito na cabeça do meu pau, massageando ela por causa do aperto do cu dela. Quando senti que ia gozar, tirei meu pau do cu dela, deixando a camisinha com as cerdas lá dentro.
Meu pau cuspiu pra todo lado os líquidos nas coxas, na barriga, nos peitos e até no rosto da Vane, chegando a cegar ela com um jato na pálpebra direita, enquanto outras gotas escorriam pelo queixo e bochecha dela, e algumas, de sacanagem, entravam na boca aberta dela.
Vane ofegava, chorando e dolorida… minha vingança tinha passado do ponto, não me sentia orgulhoso do que fiz, mas sempre tem um espaço pra A crueldade... o golpe final, depois do castigo físico, o emocional...
- Uff... foi bom... mas a bunda da Mili, uff essa sim é tasty... as nádegas naturais dela são macias e produzem um som gostoso... as suas estão um pouco duras... falei com desprezo.
Vane ficou de boca aberta, diante de uma declaração tão impiedosa, com o ego ferido com certeza, por um momento vi ela passar da pena e da dor pra raiva, enquanto limpava os restos de porra e lágrimas dos olhos.
Antes que essa louca reagisse, de um jeito ou de outro, me limpei e me vesti, deixando ela jogada de cabeça no chão, destruída e salpicada com meus fluidos, queria fugir antes que minha consciência começasse a me torturar pelo desastre que fiz.
Lembrava dos avisos que dei pro Guille sobre o mafioso velho da Vane e o que ele podia fazer por machucar a filha dele... mas já era tarde... não tive um amigo pra me segurar... tinha ferrado tudo com a Mili, com a Vane, com o Guille... talvez tivesse que ser assim, talvez tudo tivesse que terminar desse jeito.
No entanto, enquanto abria a porta, ouvi uma risada alta e talvez distorcida...
- Foi só isso?... respondeu Vane provocante e completou desafiando... aproveitei cada instante de ter você dentro de mim...
Um calafrio percorreu minha espinha, uma raiva como nunca senti me inundou, queria machucar ela de qualquer jeito, fechei a porta... agora você vai ver, sua puta de merda...
Porra... O que foi isso? Onde eu tô?... comecei a olhar pros lados desesperado, tava meio escuro... O que aconteceu? Eu desmaiei?... falei ainda atordoado... o que a Vane colocou na bebida? Como eu vim parar aqui?... ainda tenho meus rins?, pensei por último me tocando... tava suado e frio...
A única certeza era que ainda era noite... peguei meu celular no bolso e olhei procurando pistas do que tinha rolado... Ok, ainda é sábado, continua sendo a mesma data... e a hora é... O quê? Não pode ser... isso significa que... sério?... foi assim que aconteceu?...
Com o passar dos segundos, percebi que... que nunca saí do meu quarto... tinha dormido pensando em tudo. O que eu faria? Fiquei obcecado em me vingar da Vane e aquela ideia ficou tão presa na minha cabeça que se reproduziu num sonho vívido… tão real, tão fatal…
Enquanto tentava entender o que era fantasia e o que era real, vi uma mensagem no meu celular… era da Vane: “Quarto 69”… Coincidência?... Aí recebi uma ligação que esclareceu tudo.
- Estou te esperando no hotel, idiota… que horas você vai vir? – Vane me recriminou furiosa.
- Não… não vou – respondi friamente, desliguei e desliguei o telefone.
Depois de tudo que aconteceu, do que experimentei com ela e da fantasia do meu sonho… entendi que com a Vane não tinha como ganhar, eu entraria no jogo dela, onde ela me manipularia do jeito que quisesse, como já tinha acontecido antes. Era voltar ao mesmo, e eu já sabia como aquela história terminava.
Eu tinha ultrapassado meus limites no sonho, tanto que fiquei horrorizado com minhas ações e com o que estava disposto a fazer, a ponto de acordar violentamente… talvez fosse um presságio do que aconteceria se eu me deixasse levar por aquela raiva e sede de vingança.
Era algo parecido com o que falam dos idiotas… que você não pode ganhar uma briga porque eles te levam ao nível deles e, por experiência, te vencem… acho que algo similar me esperava com essa louca, por mais que eu tramasse vinganças, não tinha tanta malícia nem era tão manipulador quanto a Vane…
Qualquer coisa que eu fizesse, me levaria a um degrau cada vez mais baixo, transgredindo minha personalidade só por revanchismo, me forçando a fazer coisas absurdas… se eu caísse no nível dela, a Vane ganhava. Talvez algumas brigas se ganhem evitando-as, pensei.
Vane com certeza intuía que, pela maneira como agi antes, guiado febrilmente pelo meu ego ferido, eu continuaria agindo da mesma forma vingativa e, enquanto fosse assim, ela teria o controle. Eu tinha que quebrar esse ciclo vicioso… e do mesmo jeito, ferir o ego dela.
Se eu quisesse recuperar a Mili, tinha que largar esses jogos que me afastaram dela… depois de um tempo, fiquei feliz em pensar nisso. Com a cabeça de cima do que com a cabeça do meu pau… mas quanto tempo duraria… quanto tempo levaria pra recuperar a Mili… esse era o dilema…
O ruim é que a Mili me acostumou a um ritmo sexual… e ficar na seca, não sabia por quanto tempo ia aguentar… talvez no fim eu acabasse caindo com a Vane mesmo… que parecia disposta a continuar insistindo… ela tinha perdido a batalha, mas não a guerra… como tudo, era questão de tempo.
Continua…
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