Com as pernas bambas e os olhos cegados pelo sol da manhã, atravessei pra casa. Não tinha ninguém naquela hora, entrei no quarto e me joguei na cama vestido. Tinha tomado café na casa da Emi; quando a sobrinha dela, Magda, nos deixou em paz, já não conseguimos mais dormir. A Emi, com muito bom senso, levantou e trouxe uma bandeja com um café da manhã delicioso na cama. Se não fosse isso, a gente teria terminado do mesmo jeito que começou a noite. A gente tava bem prejudicado, e ela sugeriu, bem educadamente, que eu fosse pra minha casa. Ela ia tomar um banho e ficar mais um tempinho entre os lençóis.
Quando acordei, o cheiro de comida caseira da minha tia enchia meus pulmões. Sem muita vontade, tomei banho; minha roupa cheirava a tudo, menos a limpo. Quando desci pra sala de jantar, a família já tava na mesa. Tinha uma expectativa, tipo quando uma vedete desce a escada no palco: todos se viraram e esperaram eu sentar. Minha tia me olhava com um sorriso maroto, minhas primas morrendo de vontade de saber o que tinha rolado, e meu tio ansioso pra descobrir como eu tinha aproveitado com a Emi.
Deixei todo mundo na curiosidade até a noite. Fiquei mais tarde no sofá vendo um filme noir, fugindo do interrogatório de terceiro grau. Meu tio ficou lendo, e minhas primas, meio decepcionadas, foram dormir. Por fim, meu tio desistiu, e minha tia também subiu. Depois de um tempinho razoável, desliguei a TV e fui dormir. Já tinha visto aquele filme um monte de vezes.
Entrei no quarto no escuro pra não alertar minha família, mas quando acendi a luz do criado-mudo, vi que minha tia tava na minha cama. Ela tava de camisola, o que me tranquilizou um pouco, porque ela era do tipo que tirava tudo rapidinho. Não falei nada e me despi. Quando puxei o lençol pra entrar, vi que ela tava de camisola sim, mas levantada até o pescoço. Por baixo, uma mão beliscava um mamilo e a outra se perdia entre as pernas dela.
— Quanto tempo você demorou, Juan. Tô aqui no fogo. — O que foi, Ana? Tô te vendo meio inquieta.
— Inquieta nada, tô é impaciente pra você me contar tudo.
— Tudo o quê?
— Ué, tudo, você sabe, a festa de aniversário da Emi.
— Pff. Você sabe… jantar, dança, cama, o normal nesses casos.
— Nada disso, quero que me conte com todos os detalhes, e te aviso que já falei com a Emi e ela me contou tudo também, mas eu gosto mais do jeito que você conta, a versão feminina eu já tenho, então conta, conta.
— Kkkk, não dá pra te enganar, Ana. Então, imagina… se eu te contar o visual da Emi, era a coisa mais excitante, a blusa que você deu pra ela era um primor, os peitos dela brilhavam como faróis na noite, você conhece o corpo da guria, e quando ela se arruma a capricho é uma visão celestial. O jantar não podia ter sido melhor, mas principalmente na dança as coisas chegaram num nível difícil de superar. Eu, sem saber dançar nada, segui a Emi e me perdi nos braços dela, só pensava em não pisar nela e em não gozar nas calças. Como não aguentávamos, a gente veio logo, na cama dela a gente terminou a festa. Foi uma noite dos sonhos, nós dois tínhamos vontade de dar prazer e nos comportamos bem, ou pelo menos é o que eu acho.
— Isso a Emi já me contou, ela tá encantada com você. Além de você ser uma boa pessoa, o jeito que você trata a gente nos perde. Ela disse que tá apaixonada pelo seu pau, que você leva ela pro céu quando vocês transam. Nisso eu concordo totalmente com ela, você tem um pau tão macio que enlouquece a gente.
— Pô, você pode reclamar? Seu marido tem um bem maior que o meu.
— Você ainda não entende as mulheres. Eu gosto mais do seu, ele é tenro, macio, e tão grosso quanto o do Antônio. Quando você mete em mim, eu sinto como se fosse veludo, vai me preenchendo aos poucos até eu quase não conseguir falar. Você roça as rugosidades da minha buceta com uma suavidade que me leva às nuvens. Foi exatamente isso que a Emi disse. Já o Antônio tem a cabeça do pau áspera, se eu não tô Muito molhada, me machuca, ela não se preocupa em me molhar primeiro, vai na dela e com essa pica enorme me atravessa, com você me excita o que há de mais sensível em mim, você saca o que quero dizer? Ana enquanto dizia isso perto da minha orelha reforçava suas afirmações pegando na minha pica e descendo com vontade, tinha tirado ela pela abertura do short de pijama que eu usava, mas só se contentava em mexer com a mão apertada no tronco. Quando a porta do meu quarto se abriu, a cabeça do meu tio Antônio apareceu e entrou. - O que vocês estão fazendo a essa hora? Amanhã tem que acordar cedo. - Bemm, eu estava avisando sobre a visita dos pais dele, foi uma surpresa. - Tá, mas não demora, não consigo dormir e você sabe como eu pego no sono rápido. Meu tio pegou no volume sobre o pijama dele, indicando sem dúvida o que esperava de Ana, ela tinha soltado minha pica assim que ele afrouxou, meu tio não percebeu porque até a metade do peito dava pra ver a camisola dela e ele não desconfiou. Quando fechou a porta atrás de si, minha tia me disse. - Viu o que quero dizer, pouco romântico, vou ter que fazer um boquete nele e ele vai dormir como um bebê, fico mal de te deixar assim, eu já tô molhada, teria adorado que você gozasse dentro de mim. - Não se preocupa, já vai ter oportunidade, mas o que você disse sobre meus pais? - Ah! Esqueci, sua mãe me ligou porque eles vinham pra cidade pra não sei que assunto e que iam passar pra nos ver, logicamente convidamos eles pra almoçar, amanhã eles estarão aqui. - Ufa, vão me encher o saco, faz um tempo que não ligo pra eles. - Não vai ser tão ruim, eles te adoram igual ou mais que a gente. Ao sair, Ana me deu uma despedida especial, levantou a camisola por trás me mostrando a bunda redonda dela, eu correspondi mostrando a língua. Achei que ia dormir na hora, mas a soneca "do carneiro" que eu tinha tirado de manhã antes do almoço me fez tão bem que não consegui pegar no sono, desci com cuidado até a cozinha e tomei um Pote de porra, quando subi ouvi no quarto dos meus tios.
- Ana, vou gozar, para de chupar minhas bolas.
- Nada disso, aguenta mais que agora você tem que meter no meu cu.
Fiquei surpreso com a mudança da minha tia, agora era ela que enchia o saco do marido, dava pra ver que tinha saído com tesão do meu quarto. Atrás de mim, a porta da Maria se abriu.
- Shhh, Juan, entra um momento.
Silenciosamente entrei como ela pediu, a luz estava apagada e só acendeu quando fechou a porta atrás de mim, colocou um lenço na mesinha de cabeceira e ficou uma luz suave.
- O que você ainda tá acordada?
- O que a gente tá fazendo, eu tô aqui, dentro da cama da minha irmã.
- Maite! Vocês sabem que horas são?
- Vim com a Maria pra ver se você queria contar alguma coisa, mas agora meus pais não deixam a gente dormir, faz um tempinho que tão fodendo como loucos.
- É, minha mãe não deixa ele gozar, pelo visto meu pai só queria que ela desse um boquete pra dormir cedo, mas minha mãe agora tá pedindo o serviço completo, hahaha.
- Faz um tempo que ouvimos ele subir pro seu quarto, tava procurando minha mãe.
- Sua mãe tava me contando que meus pais vêm almoçar amanhã, já faz tempo que não ligo pra eles.
- Ah, então vocês não tavam fodendo? Ainda bem, teria sido um show, hahaha.
- Bom, o que vocês querem que eu conte?
- Então, como foi com a aeromoça e você.
Tive que repetir a versão que tinha dado pra Ana um momento antes, embora não tivessem a referência de um pau de homem maduro, concordaram que meu pau era uma delícia. Ao saber que tinha passado a noite com a Emi, quiseram me mostrar isso, a Maite, como sempre a mais ousada, enquanto eu dava detalhes mais ou menos fiéis da noite de sexo, ela passava a mão no meu peito e foi descendo até passar por baixo da minha cueca, mas quando chegou, deu de cara com a mão da irmã, que tinha começado depois mas foi direto na cabecinha, tiveram um leve empurra-empurra pra tomar conta do meu pau. do qual saí beneficiado. No final, elas fizeram um pacto: María continuaria dominando a cabecinha e Maite, o tronco, com as bolas como prêmio. Exigiram que eu continuasse contando tudo, desde a dança até a trepada noturna, enquanto elas se entretinham chupando meu pau a dois. A única coisa que me deixaram fazer foi acariciar os peitos delas e apertar os botõezinhos que brilhavam entre os lábios das bucetinhas jovens delas. Era uma delícia ter as duas mãos ocupadas nas duas irmãs, tão iguais e tão diferentes.
Quando começaram a perceber que minha cabecinha ficava roxa e pulsava perigosamente, colaram os rostos no pau ereto e continuaram lambendo até que uma fonte de porra disparava jorros no ar, caindo aleatoriamente nas caras delas. Elas quebraram o pacto quando as duas quiseram limpar meu pau, chupando desde a cabecinha até as bolas. Agora não tinha mais desculpa para não dormir cedo; apaguei como um saco e só acordei no meio da manhã.
Minha tia estava atarefada na cozinha, não tinha ido à loja para preparar a comida para os sete. Eu ajudava ela a montar a mesa grande quando ela disse:
- Que jeito de roncar essa manhã.
- Eu? Se não acordei a noite toda, como você sabe?
- Porque subi para te ver de manhã, queria terminar o que começamos ontem à noite. Fiquei mal de te deixar com o pau duro, mas você dormia como um anjo, parecia que tinham te ordenhado essa noite.
- Então não reclama, ontem à noite te ouvi esculachando o Antonio para ele te comer no cu.
- Kkkkk, foi engraçado. Ele, tão egoísta como sempre, só queria que eu chupasse o pau dele e me deixar na mão, mas com o quanto eu saí molhada do teu quarto, também quis minha ração, e consegui, viu. Mas eu lembrava do teu pau, hein?
- Valeu, é um detalhe e tanto. Falando nisso, você notou algum tom de raiva da minha mãe em relação a mim?
- Nada disso, ela estava encantada de nos ver de novo. Para nós duas, o tempo passou sem sentir, por motivos diferentes, claro. Um pouco antes do meio-dia, o carro dos meus pais buzinou no portão. A Ana já estava atenta e abriu a porta de par em par; ela tinha se arrumado pra ocasião e estava uma gostosa. Quando minha mãe desceu do carro, eu segurava a porta pra ela. Ela deixou a bolsa cair de tanta ansiedade pra me abraçar. Senti um nó na garganta ao sentir o abraço tão carinhoso dela, as lágrimas escorrendo pelo rosto. Meu pai tocou no meu ombro, pedindo a vez dele. Minha mãe, meio contrariada, teve que dar espaço, e ele me abraçou também. Era um abraço diferente: o da minha mãe era mais sentimental, mas o do meu pai era mais de amigo, de parceiro, ou resumindo, de homem. Senti a diferença dos abraços que ele me dava antes de eu vir morar com meus tios. Minhas primas também cumprimentaram eles, que elogiaram a beleza das meninas. Elas também tinham mudado muito: das patricinhas que foram um verão pro interior, agora eram umas moças super simples e simpáticas. Minha mãe, mesmo com a pouca diferença de idade pra Ana, parecia mais velha. Claro, não se vestia com a classe da Ana nem cuidava do corpo como ela, mas estava bonita e elegante. — Bom, entrem, estão em casa. Olha, Maritere, o que achou da mudança na decoração? Acho que você não tinha visto. E você, Paco, gostou? — A gente ama tudo, mas principalmente ver vocês tão lindos e felizes. Parece que passou uma eternidade desde que o Juan veio morar com vocês, ainda mais quando ele nem lembra mais dos pais... — Mmm, não briga com ele. Posso garantir que ele tá muito ocupado, não para quieto, vai daqui pra lá. A Ana me olhou de canto e me viu todo nervoso esperando a bronca, e entrou na conversa. — Que tal a gente sentar à mesa? Foi o Juan quem arrumou. — Nossa, ele mudou mesmo. Na minha casa, ele nunca fez isso. — Pois aqui ele colabora como ninguém. Minhas filhas também aprenderam com ele. Agora somos todos um. Minha tia se esforçava pra deixar tudo nos mínimos detalhes e foi servindo a comida. depois de um aperitivo de frutos do mar. Minha mãe estava claramente querendo dizer alguma coisa, e eu já temia o pior. — Tenho inveja de vocês, vocês estão tão acompanhados e nós dois tão sozinhos, gostaríamos que o Juan voltasse para casa conosco, ele já incomodou vocês o suficiente. — ISSO NÃO! O Juan não incomoda nada, ele é um garoto que está sempre em cima da gente, cuidando das nossas necessidades mais íntimas, qualquer coisa que a gente precisa, lá está o Juan, né, meninas? E o Antonio está encantado com ele, ele ajuda em tudo, está sempre cuidando do tio Antonio, colabora com ele em tudo, vou te dizer que ele prometeu ensinar o negócio das lojas para o futuro, a gente quer se aposentar logo. — Mas o Juan precisa ficar com a gente, sentimos muita falta dele e estamos tão longe que mal o vemos, agradecemos todo o cuidado de vocês, mas ele já está aqui há muito tempo. — Eu entendo você, cunhada, mas isso dá pra resolver. Justamente esses dias eu conversei com sua irmã Ana porque decidi pagar a autoescola pra ele tirar a carteira de motorista, e depois pensei em comprar um carrinho pra ele ter mais mobilidade, assim ele poderia visitar vocês com frequência. — Ah! Isso não, o carro quem compra sou eu, é o mínimo, meu filho é minha responsabilidade e pra isso eu sou o pai, não podia faltar, né, Maritere? — Nada, nada, tá decidido, o carro quem compra somos nós, estamos melhor financeiramente e o garoto merece. — Não acho certo, o carro quem paga somos nós. — Bom, se você quiser, a gente divide. — Vale, acho justo dividir, mas que não seja muito caro, porque os jovens são muito desligados. — Mas meu sobrinho Juan não é, ele tem um tino especial e uma paciência de Jó, sempre nos dá prioridade e é um verdadeiro cavalheiro. Minha tia Ana não dava “ponto sem nó”, eu olhava pra ela espantado e dava pra ver que ela mordia o lábio por dentro quando falava com segundas intenções, minhas primas Nada passava despercebido pra eles, por isso se levantaram, e Maite ficou atrás da mãe dela, enquanto María ficou atrás de mim, como que reforçando o que diziam. Meus pais perceberam e perderam a força, viram que todo mundo tava do meu lado. O auge foi quando a campainha tocou. Na sala entrou a Emi, vestida bem comportada, com o cabelo preso numa trança grossa e quase sem maquiagem, lábios rosados e uma saia justa. Ela tinha colocado uns óculos de grau que caíam superbem nela e davam um toque intelectual. Era a primeira vez que eu via ela de óculos, e acho que os outros também.
— Oi, todo mundo, sou a Emi, a vizinha da frente. Ouvi que vocês chegaram e não resisti em vir conhecer vocês.
Meu pai levantou num pulo e foi dar a mão pra ela. A mina apertou, mas puxou ele pra perto e deu um beijo no rosto dele. Na minha mãe, deu dois beijos sem encostar na maquiagem, mas bem carinhosos.
— Vou apresentar vocês: Emi, minha vizinha e melhor amiga. Contei que vocês vinham almoçar. Ela também tá muito feliz com o Juan, é professora de línguas dele e tá encantada com o aluno.
— Ah, sim, ele é um aluno avançado. Em qualquer língua, aprende pra caralho. Às vezes até me surpreende, e é ele quem me ensina.
Eu tava morrendo de vergonha, imagino que vermelho de tanto calor que subia no meu rosto. Emi tava entrando na onda da Ana, e não dava pra ser mais explícita se tivessem captado a ironia. Meu pai olhava pra ela besta, de boca aberta. Minha mãe teve que dar um cotovelo nele pra ele se ligar.
— É que meu filho não tem juventude. Vejo ele apagado, nunca comentou nada sobre minas. Como mãe, adoraria que ele me alegrasse contando das namoradas dele. Vive sozinho, sem amigos, só estudando. Tá perdendo a idade de sair por aí.
— É que o Juan é muito inteligente. Os estudos vêm primeiro pra ele, e namorada sempre complica as coisas. Tenho certeza de que ele não vai perder a chance se aparecer uma oportunidade. Até juraria que ele já não é mais virgem.
Todo mundo caiu na gargalhada. Uma gargalhada, menos eu e minha mãe.
- Isso também me preocupa, meu filho precisa conhecer a vida, na idade dele já devia conhecer mulheres, senão não vai saber lidar com elas e vão se aproveitar dele, machucando ele.
- Acho que não é o caso do meu sobrinho, ele mostra muita discrição, mas acho que alguma aventurinha ele já deve ter tido, né, Juan?
- Siiim, tia Ana, alguma.
- Viu? Não precisa se preocupar com nada.
- Filho, quer que a gente converse de homem pra homem? Te convido pra tomar um café no bar da esquina. Não pude recusar meu pai e saí de cabeça baixa.
- Olha, filho, sua mãe não para de insistir pra eu ter uma conversa de homem pra homem com você, e acho que ela tem razão, você já é um homenzinho e precisa saber das coisas de adulto, a vida não é como a gente vê quando é criança, tem muita coisa que você não conhece, as mulheres entre elas, as garotas são pessoas que você tem que respeitar muito, principalmente ser cavalheiro sempre, pensa na sua mãe, eu sempre respeitei ela como o que ela é, e não sei se devo falar sobre sexo, é um assunto delicado, mas na sua idade você já deve estar preparado, entenderia que vivendo rodeado de mulheres e todas muito gostosas você tenha tentações e pensamentos safados, mas pensa que são suas primas e sua tia e você deve muito respeito a elas, e principalmente ao seu tio Antônio, ele é um homem muito sério e correto, não conheço nenhum defeito nele, e na sua tia menos ainda, ela é uma pessoa muito direita, embora tenha que confessar que ela tem um quê que me agrada, sempre gostei dela e em segredo vou te dizer que tenho uma invejinha saudável do Antônio e não sei porquê, porque sua mãe é uma santa e a gente se ama muito. Só te aconselho a tomar cuidado e andar com pessoas que te ensinem muito e que te queiram bem, as garotas principalmente, aliás, sua professora de português é uma gostosa, você não reparou?
- Sim, pai, vou fazer isso, obrigado pelo aviso, você tirou muitas dúvidas minhas, o assunto das garotas sempre me preocupou, mas agora me interessa. estudar, as namoradas podem esperar, cê tá falando da Emi? Pois é, nem tinha reparado, ela não é feia não. - Assim que eu gosto, mas cuidado com os neurônios porque às vezes se pensa mais com a pica do que com a cabeça, ufa! desculpa, escapou a expressão. - Fica tranquilo, pai, entendi. Quando voltamos pro resto, todo mundo tava rindo, meu tio tinha contado alguma história da loja, esperava que não fosse da vez que a gente comeu a caixa e a vendedora juntos. Minha mãe já tinha baixado a guarda e agora era ela quem tirava qualquer dúvida do meu pai, convencendo ele de que o melhor lugar pra ele era com minha família adotiva, rodeado dos meus tios e primas e da minha professora de línguas vivas. Quando se despediram, me fizeram jurar que ligaria mais vezes e que quando quisesse comprar o carro, chamaria meu pai pra escolher junto. Ao ouvir o carro dos meus pais se afastando, meu tio sentou no sofá com o jornal dele, minhas primas subiram pros quartos rindo da tarde que tinham passado, e eu entrei na cozinha pra beber um suco, tava empanturrado e nervoso com todas as recomendações. A Ana tava na frente de uma pilha de louça suja na pia. - O que cê achou da comida, será que seus pais gostaram? - Claro, cê é uma anfitriã perfeita. - Parece que foram embora convencidos, né? - Que aperto que passei, me via de volta na cidade de novo, ainda bem que cê me apoiou, mesmo me deixando na corda bamba. - Não menti em nada, só falei que cê tava em cima da gente e é verdade, bom, às vezes atrás ou embaixo ou na frente, mas é verdade, e que a gente te adora, até seu tio é seu "sócio" às vezes, hahaha. - Cê tem uma fineza e uma ironia que me deixa de pau duro, Ana. - Então imagina como cê me deixa, quando eu falava sentia minha buceta ficando molhada e ainda não passou, cadê seu tio agora? - Tá com o jornal dele na sala, dá pra ver daqui. - Me Queria que você me comesse a buceta agora, tô com um ardor que preciso que você acalme.
- Sobe na bancada, fica de olho pelo vidro do forno pra ver se não vem ninguém e tira a calcinha.
- Já não tô usando, tive que tirar quando eles foram embora, tava toda ensopada.
- E a Emi? Não vi ela ir embora.
- Ela só veio se garantir que você ia ficar, tá apaixonada por você, depois se despediu na surdina.
- Que mina, me deixa louco, pena que sou tão novo.
- Pois pra foder ela você não é novato, safado, hahaha.
- Abre bem as pernas, Ana, que você tem uma buceta mais gostosa que seus doces.
- Que cavalheiro, então come ela inteira, tá recheada de licor.
- Vou beber quando sair, já provei várias vezes. Ana abriu as pernas quase 180º, a saia de marca que tava usando não importou e ela puxou até a cintura, enfiou o avental na boca pra não gemer quando gozasse e beliscava os peitos por cima da blusa de seda natural. Tive que ajudar ela a descer da bancada, as pernas tinham ficado dormentes, mas logo se recuperou quando se ajoelhou na minha frente, agora era eu quem ficava de olho pelo espelho do forno, com o creme que sobrou dos bolos que meus pais trouxeram, ela passou na minha pica até desaparecer na garganta dela e não deixou eu tirar até eu me esvaziar dentro, quando se afastou me lembrou uma foto que vi do All Johnson com os lábios brancos. Saí da cozinha depois de ajudar a Ana a lavar toda a louça, não sentia meus pés no chão depois do boquete que ela me deu, ela também tinha curtido, sem saber eu comi a buceta dela dedicando ao meu pai, realizei o sonho secreto dele mesmo que ele nunca soubesse. Achava que a notícia da carteira de motorista tinha sido um blefe do meu tio, logo seria meu aniversário e eu poderia dirigir, verdade que por enquanto me virava bem no transporte público, mas era uma boa ideia porque poderia ir pra Ver meus pais e fazer algum passeio com boa companhia. Já tinha até esquecido do assunto quando meus tios me reuniram com minhas primas e me deram um cartão da autoescola. "Olha, Juan, essa autoescola fica perto da minha loja. São uns caras jovens que abriram o negócio e tão querendo clientes. Conheci eles no bar onde tomo café e são muito gente boa. São um casal, mas não parecem: ele é bem sério e ela é super moderna, mas são encantadores e muito profissionais. Tão começando agora."
Quando entrei na autoescola, fui até o balcão. A moça tava atendendo um rapaz novo, então fiquei distraído olhando os pôsteres com placas de trânsito. Quando terminou, ela me atendeu. O visual dela não combinava nada com o negócio, mas achei que era a secretária. Ela tava vestida de roqueira: jaqueta de couro com tachas, calça justa de couro e tatuagens nos braços. O rosto, com olhos grandes sombreados de rímel e orelhas furadas com vários brincos. O cabelo era o mais espetacular: metade vermelho fogo e a outra metade azul.
Quando entreguei o cartão do meu tio, ela se levantou e me apertou a mão com força. Aí vi a calça preta justa e as plataformas dos sapatos que ela usava. Mesmo assim, era mais baixinha que eu. Num instante, ela me explicou tudo com muita simpatia. Chamou o rapaz que tava dando uma aula teórica num quartinho cheio de placas e semáforos, com um computador ajudando nas lições.
O cara que veio parecia vestido do século XIX: barba e bigode longos e bem cuidados, cabelo quase raspado nas laterais e um terno de listras finas. De perto, já parecia outra coisa — a luminosidade dos olhos vivos dele tirava muitos anos. Ele me explicou mais ou menos a mesma coisa que o Antônio tinha dito. Também falou que, como não podiam bancar um carro pras aulas práticas, tinham adaptado o deles, um Mini de alta gama. Como não tinha muito o que fazer, fiquei assistindo às aulas. Não me deram nenhum horário fixo. É verdade que quase não tinham clientes, então eu aparecia quando tinha tempo livre. Depois de algumas aulas, ela me avisou que as aulas práticas iam começar, me disse onde o carro estava estacionado, fomos pra lá a garota que eu tinha visto na aula e o cara do balcão. Esperamos um pouco até vermos a garota do cabelo colorido vindo em cima das suas plataformas altas. A gente imaginou que ela ia dizer que as aulas seriam adiadas por algum motivo, mas quando ela abriu a porta e nos convidou pra subir, ficamos gelados. Ela sentou no volante e tirou os sapatos. Nesse dia, ela tava usando uma minissaia de couro e uma camiseta de uma banda de heavy metal. Ela se virou pra gente séria e deu um discurso antes de ligar o carro.
- Então, galera, caso vocês não saibam, meu nome é Rosana. Hoje, por ser a primeira vez, vou dirigir eu. É só pra vocês verem como é estar no banco de trás. Nossa filosofia é diferente das outras autoescolas. A gente quer que vocês aprendam a dirigir bem, e não só a passar na prova. A maioria das autoescolas cai nesse erro fácil. Por isso, peço que vocês nos entendam e perguntem qualquer dúvida, com toda confiança. Já somos colegas, beleza?
- Gostei do seu jeito de falar. Espero aprender muito, principalmente a dirigir.
A garota colocou a chave e ligou o motor, puxou a saia pra cima até debaixo da bunda e se virou pra gente.
- Só hoje vou dirigir eu. Amanhã vocês vão dirigir. Quero que vocês prestem atenção em como as coisas são feitas e nos vícios que a maioria dos motoristas tem. Também quero que tirem da cabeça que mulheres dirigem pior que homens. Só existem mulheres ruins e homens ruins, tá claro?
Ninguém resmungou. Quando ela engatou a primeira e acelerou, uma nuvem de borracha queimada ficou pra trás. Eu me afundei no banco e apertei ainda mais o cinto de segurança. Atrás de mim, não se ouvia nem uma mosca. Os dois, sem se conhecerem, estavam de mãos dadas. Com muita habilidade e... A segurança foi desviando dos carros pelas avenidas, eu ficava de olho pra encontrar algum erro dela e soltar na primeira oportunidade, ela respeitava os limites de velocidade, os semáforos, as faixas de pedestres, as setas e brincava com a troca de marchas como se estivéssemos num rali. Os caras atrás estavam pálidos, já não seguravam as mãos, agora se abraçavam, eu na frente e do lado dela não tive tempo de ficar tonto, via a rapidez das pernas dela pisando nos pedais, mesmo a calcinha preta aparecendo entre as coxas morenas não dava tempo de reparar, ela tinha calçado um tênis que estava debaixo do banco, quando chegamos num descampado na periferia de um distrito industrial ela deu várias rodopios antes de parar debaixo de uma amoreira num canto do descampado. Os caras apressaram pra gente sair pra poderem sair de trás, o menino foi pra trás do tronco da árvore vomitar e a menina se deitou na grama, não ligou de ficar só de sutiã quando arrancou a camisa de uma puxada, precisava urgentemente de ar fresco, a professora me olhou. - E você, não vai vomitar? - É que não deu tempo de ficar tonto, fiquei alucinado com seu jeito de dirigir, você é fantástica, quero fazer igual. - Sério, ou tá de sacanagem? - Falo sério, nunca vi ninguém manejar o volante como você. - Se tá falando sério mesmo, vou te ensinar, não é difícil, só precisa gostar. - Eu gosto muito de você. - Tá falando de mim ou do meu jeito de dirigir, ainda acha que mulher dirige mal? - Tô falando de tudo, se não te incomoda, gosto do seu jeito tão liberal e você mostra que é mulher da cabeça aos pés. - Sabe de uma coisa? Eu gosto de você, vejo que seu tio tinha razão, você é um cara inteligente, vou te ensinar tudo que sei. Quando meus colegas se recuperaram da tontura, só subiram no carro sob a promessa de que a gente iria devagar, de vez em quando a profe me olhava de canto e fingia que ia trocar de marcha. Rápido e comecei outra corrida louca de novo, me fez rir e ela também achou graça de olhar pelo retrovisor, se acomodou no banco levando na boa enquanto a saia quase subia até a cintura.
— Gostou?
— Perdão, do quê?
— Ah! Sei lá, das minhas pernas, minha calcinha ou… talvez meu tênis?
Fiquei vermelho igual o carro e nem percebi que a mina tava brincando até ela esticar a mão na minha direção, pensei que fosse trocar a marcha, mas pegou na minha roça que tava dura debaixo da calça e meteu uma direta com embreagem dupla. Os colegas tavam bem ocupados respirando fundo de olhos fechados.
— Perdão, pensei que fosse pegar o câmbio, mas peguei o freio de mão, hahaha, bela roça, garoto, bela roça.
A primeira coisa que fiz quando desci do carro foi ajeitar a roça, porque tinha escapado da cueca pela perna, tive que segurar meus colegas pela mão pra não tropeçarem na descida, eles estavam brancos que nem neve e levei eles pra sala, debaixo do jato fresco do ar condicionado eles relaxaram, o professor me disse:
— Puxa, vejo que hoje foi a primeira aula, tô enganado?
— Não, não tá não.
— Relaxa, ela sempre faz isso, mas é uma motorista foda.
— É, ela é uma loucura.
— E olha que você nem conhece ela direito.
— Ela disse que vai me ensinar tudo que sabe e eu quero aprender.
— Você é um sortudo então, ela só fala isso pra poucos, e sabe muito embora não pareça.
Quando ela entrou na sala, a professora recomendou que me tratasse como um amigo em vez de um aluno comum, queria fazer de mim um bom motorista, ele disse que já tinha decidido e que me ensinaria todos os segredos do volante. Quando contei pro meu tio, ele disse que eles eram um casal, mas bem liberais, se surpreendeu com ela porque a aparência não deixava transparecer a habilidade no volante da mina, levou como uma lição aprendida. Quando voltei no dia seguinte, os dois Elas estavam com uma cara séria, não ousei perguntar nada e me sentei na minha carteira. Depois de um tempo, após algumas palavras, Rosana simplesmente me disse:
— Vamos!
Pulei como uma mola e corri atrás dela. Uns metros antes de chegar no carro, ela me jogou as chaves, peguei no ar enquanto ela passava pro banco do lado. Não sabia como abrir, e ela disse: aperta o controle. Depois do "clique", ela já tinha entrado. Sentei com cuidado, ela não tava pra brincadeira e meteu o braço entre minhas pernas, eu abri, e quando ajustei o banco com o volante, ela passou a mão na minha braguilha devagar, me olhando e dizendo:
— Desculpa, não é culpa sua. A gente tava bravo, ou melhor, triste. Os caras que vieram ontem se despediram, desistiram porque se cagaram de medo. Sou uma bruta.
— Não tem culpa, eles não entenderam o que você quis dizer, só esperavam o que as outras aulas dão, mas você é mais que isso, você é especial. Você ensina a cuidar da vida de quem dirige e de quem tá junto. Se todo mundo fosse como você, só teria acidente por falha mecânica. Te observei dirigindo, não cometeu nenhum erro, com muita prudência e respeito pelos outros. Não é sua culpa.
— Que decepção, e eu achando que você tava de olho na minha calcinha…
— Hahaha, que mulher, você é uma deusa, mas dirige como os anjos. Não gosto de te ver triste.
— Sério? Jura?
— Claro, Rosana, você me encanta.
— E você me encanta também. Anda, coloca o cinto e pisa na embreagem.
Continua... Qualquer comentário é muito bem-vindo.
Quando acordei, o cheiro de comida caseira da minha tia enchia meus pulmões. Sem muita vontade, tomei banho; minha roupa cheirava a tudo, menos a limpo. Quando desci pra sala de jantar, a família já tava na mesa. Tinha uma expectativa, tipo quando uma vedete desce a escada no palco: todos se viraram e esperaram eu sentar. Minha tia me olhava com um sorriso maroto, minhas primas morrendo de vontade de saber o que tinha rolado, e meu tio ansioso pra descobrir como eu tinha aproveitado com a Emi.
Deixei todo mundo na curiosidade até a noite. Fiquei mais tarde no sofá vendo um filme noir, fugindo do interrogatório de terceiro grau. Meu tio ficou lendo, e minhas primas, meio decepcionadas, foram dormir. Por fim, meu tio desistiu, e minha tia também subiu. Depois de um tempinho razoável, desliguei a TV e fui dormir. Já tinha visto aquele filme um monte de vezes.
Entrei no quarto no escuro pra não alertar minha família, mas quando acendi a luz do criado-mudo, vi que minha tia tava na minha cama. Ela tava de camisola, o que me tranquilizou um pouco, porque ela era do tipo que tirava tudo rapidinho. Não falei nada e me despi. Quando puxei o lençol pra entrar, vi que ela tava de camisola sim, mas levantada até o pescoço. Por baixo, uma mão beliscava um mamilo e a outra se perdia entre as pernas dela.
— Quanto tempo você demorou, Juan. Tô aqui no fogo. — O que foi, Ana? Tô te vendo meio inquieta.
— Inquieta nada, tô é impaciente pra você me contar tudo.
— Tudo o quê?
— Ué, tudo, você sabe, a festa de aniversário da Emi.
— Pff. Você sabe… jantar, dança, cama, o normal nesses casos.
— Nada disso, quero que me conte com todos os detalhes, e te aviso que já falei com a Emi e ela me contou tudo também, mas eu gosto mais do jeito que você conta, a versão feminina eu já tenho, então conta, conta.
— Kkkk, não dá pra te enganar, Ana. Então, imagina… se eu te contar o visual da Emi, era a coisa mais excitante, a blusa que você deu pra ela era um primor, os peitos dela brilhavam como faróis na noite, você conhece o corpo da guria, e quando ela se arruma a capricho é uma visão celestial. O jantar não podia ter sido melhor, mas principalmente na dança as coisas chegaram num nível difícil de superar. Eu, sem saber dançar nada, segui a Emi e me perdi nos braços dela, só pensava em não pisar nela e em não gozar nas calças. Como não aguentávamos, a gente veio logo, na cama dela a gente terminou a festa. Foi uma noite dos sonhos, nós dois tínhamos vontade de dar prazer e nos comportamos bem, ou pelo menos é o que eu acho.
— Isso a Emi já me contou, ela tá encantada com você. Além de você ser uma boa pessoa, o jeito que você trata a gente nos perde. Ela disse que tá apaixonada pelo seu pau, que você leva ela pro céu quando vocês transam. Nisso eu concordo totalmente com ela, você tem um pau tão macio que enlouquece a gente.
— Pô, você pode reclamar? Seu marido tem um bem maior que o meu.
— Você ainda não entende as mulheres. Eu gosto mais do seu, ele é tenro, macio, e tão grosso quanto o do Antônio. Quando você mete em mim, eu sinto como se fosse veludo, vai me preenchendo aos poucos até eu quase não conseguir falar. Você roça as rugosidades da minha buceta com uma suavidade que me leva às nuvens. Foi exatamente isso que a Emi disse. Já o Antônio tem a cabeça do pau áspera, se eu não tô Muito molhada, me machuca, ela não se preocupa em me molhar primeiro, vai na dela e com essa pica enorme me atravessa, com você me excita o que há de mais sensível em mim, você saca o que quero dizer? Ana enquanto dizia isso perto da minha orelha reforçava suas afirmações pegando na minha pica e descendo com vontade, tinha tirado ela pela abertura do short de pijama que eu usava, mas só se contentava em mexer com a mão apertada no tronco. Quando a porta do meu quarto se abriu, a cabeça do meu tio Antônio apareceu e entrou. - O que vocês estão fazendo a essa hora? Amanhã tem que acordar cedo. - Bemm, eu estava avisando sobre a visita dos pais dele, foi uma surpresa. - Tá, mas não demora, não consigo dormir e você sabe como eu pego no sono rápido. Meu tio pegou no volume sobre o pijama dele, indicando sem dúvida o que esperava de Ana, ela tinha soltado minha pica assim que ele afrouxou, meu tio não percebeu porque até a metade do peito dava pra ver a camisola dela e ele não desconfiou. Quando fechou a porta atrás de si, minha tia me disse. - Viu o que quero dizer, pouco romântico, vou ter que fazer um boquete nele e ele vai dormir como um bebê, fico mal de te deixar assim, eu já tô molhada, teria adorado que você gozasse dentro de mim. - Não se preocupa, já vai ter oportunidade, mas o que você disse sobre meus pais? - Ah! Esqueci, sua mãe me ligou porque eles vinham pra cidade pra não sei que assunto e que iam passar pra nos ver, logicamente convidamos eles pra almoçar, amanhã eles estarão aqui. - Ufa, vão me encher o saco, faz um tempo que não ligo pra eles. - Não vai ser tão ruim, eles te adoram igual ou mais que a gente. Ao sair, Ana me deu uma despedida especial, levantou a camisola por trás me mostrando a bunda redonda dela, eu correspondi mostrando a língua. Achei que ia dormir na hora, mas a soneca "do carneiro" que eu tinha tirado de manhã antes do almoço me fez tão bem que não consegui pegar no sono, desci com cuidado até a cozinha e tomei um Pote de porra, quando subi ouvi no quarto dos meus tios.
- Ana, vou gozar, para de chupar minhas bolas.
- Nada disso, aguenta mais que agora você tem que meter no meu cu.
Fiquei surpreso com a mudança da minha tia, agora era ela que enchia o saco do marido, dava pra ver que tinha saído com tesão do meu quarto. Atrás de mim, a porta da Maria se abriu.
- Shhh, Juan, entra um momento.
Silenciosamente entrei como ela pediu, a luz estava apagada e só acendeu quando fechou a porta atrás de mim, colocou um lenço na mesinha de cabeceira e ficou uma luz suave.
- O que você ainda tá acordada?
- O que a gente tá fazendo, eu tô aqui, dentro da cama da minha irmã.
- Maite! Vocês sabem que horas são?
- Vim com a Maria pra ver se você queria contar alguma coisa, mas agora meus pais não deixam a gente dormir, faz um tempinho que tão fodendo como loucos.
- É, minha mãe não deixa ele gozar, pelo visto meu pai só queria que ela desse um boquete pra dormir cedo, mas minha mãe agora tá pedindo o serviço completo, hahaha.
- Faz um tempo que ouvimos ele subir pro seu quarto, tava procurando minha mãe.
- Sua mãe tava me contando que meus pais vêm almoçar amanhã, já faz tempo que não ligo pra eles.
- Ah, então vocês não tavam fodendo? Ainda bem, teria sido um show, hahaha.
- Bom, o que vocês querem que eu conte?
- Então, como foi com a aeromoça e você.
Tive que repetir a versão que tinha dado pra Ana um momento antes, embora não tivessem a referência de um pau de homem maduro, concordaram que meu pau era uma delícia. Ao saber que tinha passado a noite com a Emi, quiseram me mostrar isso, a Maite, como sempre a mais ousada, enquanto eu dava detalhes mais ou menos fiéis da noite de sexo, ela passava a mão no meu peito e foi descendo até passar por baixo da minha cueca, mas quando chegou, deu de cara com a mão da irmã, que tinha começado depois mas foi direto na cabecinha, tiveram um leve empurra-empurra pra tomar conta do meu pau. do qual saí beneficiado. No final, elas fizeram um pacto: María continuaria dominando a cabecinha e Maite, o tronco, com as bolas como prêmio. Exigiram que eu continuasse contando tudo, desde a dança até a trepada noturna, enquanto elas se entretinham chupando meu pau a dois. A única coisa que me deixaram fazer foi acariciar os peitos delas e apertar os botõezinhos que brilhavam entre os lábios das bucetinhas jovens delas. Era uma delícia ter as duas mãos ocupadas nas duas irmãs, tão iguais e tão diferentes.
Quando começaram a perceber que minha cabecinha ficava roxa e pulsava perigosamente, colaram os rostos no pau ereto e continuaram lambendo até que uma fonte de porra disparava jorros no ar, caindo aleatoriamente nas caras delas. Elas quebraram o pacto quando as duas quiseram limpar meu pau, chupando desde a cabecinha até as bolas. Agora não tinha mais desculpa para não dormir cedo; apaguei como um saco e só acordei no meio da manhã.
Minha tia estava atarefada na cozinha, não tinha ido à loja para preparar a comida para os sete. Eu ajudava ela a montar a mesa grande quando ela disse:
- Que jeito de roncar essa manhã.
- Eu? Se não acordei a noite toda, como você sabe?
- Porque subi para te ver de manhã, queria terminar o que começamos ontem à noite. Fiquei mal de te deixar com o pau duro, mas você dormia como um anjo, parecia que tinham te ordenhado essa noite.
- Então não reclama, ontem à noite te ouvi esculachando o Antonio para ele te comer no cu.
- Kkkkk, foi engraçado. Ele, tão egoísta como sempre, só queria que eu chupasse o pau dele e me deixar na mão, mas com o quanto eu saí molhada do teu quarto, também quis minha ração, e consegui, viu. Mas eu lembrava do teu pau, hein?
- Valeu, é um detalhe e tanto. Falando nisso, você notou algum tom de raiva da minha mãe em relação a mim?
- Nada disso, ela estava encantada de nos ver de novo. Para nós duas, o tempo passou sem sentir, por motivos diferentes, claro. Um pouco antes do meio-dia, o carro dos meus pais buzinou no portão. A Ana já estava atenta e abriu a porta de par em par; ela tinha se arrumado pra ocasião e estava uma gostosa. Quando minha mãe desceu do carro, eu segurava a porta pra ela. Ela deixou a bolsa cair de tanta ansiedade pra me abraçar. Senti um nó na garganta ao sentir o abraço tão carinhoso dela, as lágrimas escorrendo pelo rosto. Meu pai tocou no meu ombro, pedindo a vez dele. Minha mãe, meio contrariada, teve que dar espaço, e ele me abraçou também. Era um abraço diferente: o da minha mãe era mais sentimental, mas o do meu pai era mais de amigo, de parceiro, ou resumindo, de homem. Senti a diferença dos abraços que ele me dava antes de eu vir morar com meus tios. Minhas primas também cumprimentaram eles, que elogiaram a beleza das meninas. Elas também tinham mudado muito: das patricinhas que foram um verão pro interior, agora eram umas moças super simples e simpáticas. Minha mãe, mesmo com a pouca diferença de idade pra Ana, parecia mais velha. Claro, não se vestia com a classe da Ana nem cuidava do corpo como ela, mas estava bonita e elegante. — Bom, entrem, estão em casa. Olha, Maritere, o que achou da mudança na decoração? Acho que você não tinha visto. E você, Paco, gostou? — A gente ama tudo, mas principalmente ver vocês tão lindos e felizes. Parece que passou uma eternidade desde que o Juan veio morar com vocês, ainda mais quando ele nem lembra mais dos pais... — Mmm, não briga com ele. Posso garantir que ele tá muito ocupado, não para quieto, vai daqui pra lá. A Ana me olhou de canto e me viu todo nervoso esperando a bronca, e entrou na conversa. — Que tal a gente sentar à mesa? Foi o Juan quem arrumou. — Nossa, ele mudou mesmo. Na minha casa, ele nunca fez isso. — Pois aqui ele colabora como ninguém. Minhas filhas também aprenderam com ele. Agora somos todos um. Minha tia se esforçava pra deixar tudo nos mínimos detalhes e foi servindo a comida. depois de um aperitivo de frutos do mar. Minha mãe estava claramente querendo dizer alguma coisa, e eu já temia o pior. — Tenho inveja de vocês, vocês estão tão acompanhados e nós dois tão sozinhos, gostaríamos que o Juan voltasse para casa conosco, ele já incomodou vocês o suficiente. — ISSO NÃO! O Juan não incomoda nada, ele é um garoto que está sempre em cima da gente, cuidando das nossas necessidades mais íntimas, qualquer coisa que a gente precisa, lá está o Juan, né, meninas? E o Antonio está encantado com ele, ele ajuda em tudo, está sempre cuidando do tio Antonio, colabora com ele em tudo, vou te dizer que ele prometeu ensinar o negócio das lojas para o futuro, a gente quer se aposentar logo. — Mas o Juan precisa ficar com a gente, sentimos muita falta dele e estamos tão longe que mal o vemos, agradecemos todo o cuidado de vocês, mas ele já está aqui há muito tempo. — Eu entendo você, cunhada, mas isso dá pra resolver. Justamente esses dias eu conversei com sua irmã Ana porque decidi pagar a autoescola pra ele tirar a carteira de motorista, e depois pensei em comprar um carrinho pra ele ter mais mobilidade, assim ele poderia visitar vocês com frequência. — Ah! Isso não, o carro quem compra sou eu, é o mínimo, meu filho é minha responsabilidade e pra isso eu sou o pai, não podia faltar, né, Maritere? — Nada, nada, tá decidido, o carro quem compra somos nós, estamos melhor financeiramente e o garoto merece. — Não acho certo, o carro quem paga somos nós. — Bom, se você quiser, a gente divide. — Vale, acho justo dividir, mas que não seja muito caro, porque os jovens são muito desligados. — Mas meu sobrinho Juan não é, ele tem um tino especial e uma paciência de Jó, sempre nos dá prioridade e é um verdadeiro cavalheiro. Minha tia Ana não dava “ponto sem nó”, eu olhava pra ela espantado e dava pra ver que ela mordia o lábio por dentro quando falava com segundas intenções, minhas primas Nada passava despercebido pra eles, por isso se levantaram, e Maite ficou atrás da mãe dela, enquanto María ficou atrás de mim, como que reforçando o que diziam. Meus pais perceberam e perderam a força, viram que todo mundo tava do meu lado. O auge foi quando a campainha tocou. Na sala entrou a Emi, vestida bem comportada, com o cabelo preso numa trança grossa e quase sem maquiagem, lábios rosados e uma saia justa. Ela tinha colocado uns óculos de grau que caíam superbem nela e davam um toque intelectual. Era a primeira vez que eu via ela de óculos, e acho que os outros também.
— Oi, todo mundo, sou a Emi, a vizinha da frente. Ouvi que vocês chegaram e não resisti em vir conhecer vocês.
Meu pai levantou num pulo e foi dar a mão pra ela. A mina apertou, mas puxou ele pra perto e deu um beijo no rosto dele. Na minha mãe, deu dois beijos sem encostar na maquiagem, mas bem carinhosos.
— Vou apresentar vocês: Emi, minha vizinha e melhor amiga. Contei que vocês vinham almoçar. Ela também tá muito feliz com o Juan, é professora de línguas dele e tá encantada com o aluno.
— Ah, sim, ele é um aluno avançado. Em qualquer língua, aprende pra caralho. Às vezes até me surpreende, e é ele quem me ensina.
Eu tava morrendo de vergonha, imagino que vermelho de tanto calor que subia no meu rosto. Emi tava entrando na onda da Ana, e não dava pra ser mais explícita se tivessem captado a ironia. Meu pai olhava pra ela besta, de boca aberta. Minha mãe teve que dar um cotovelo nele pra ele se ligar.
— É que meu filho não tem juventude. Vejo ele apagado, nunca comentou nada sobre minas. Como mãe, adoraria que ele me alegrasse contando das namoradas dele. Vive sozinho, sem amigos, só estudando. Tá perdendo a idade de sair por aí.
— É que o Juan é muito inteligente. Os estudos vêm primeiro pra ele, e namorada sempre complica as coisas. Tenho certeza de que ele não vai perder a chance se aparecer uma oportunidade. Até juraria que ele já não é mais virgem.
Todo mundo caiu na gargalhada. Uma gargalhada, menos eu e minha mãe.
- Isso também me preocupa, meu filho precisa conhecer a vida, na idade dele já devia conhecer mulheres, senão não vai saber lidar com elas e vão se aproveitar dele, machucando ele.
- Acho que não é o caso do meu sobrinho, ele mostra muita discrição, mas acho que alguma aventurinha ele já deve ter tido, né, Juan?
- Siiim, tia Ana, alguma.
- Viu? Não precisa se preocupar com nada.
- Filho, quer que a gente converse de homem pra homem? Te convido pra tomar um café no bar da esquina. Não pude recusar meu pai e saí de cabeça baixa.
- Olha, filho, sua mãe não para de insistir pra eu ter uma conversa de homem pra homem com você, e acho que ela tem razão, você já é um homenzinho e precisa saber das coisas de adulto, a vida não é como a gente vê quando é criança, tem muita coisa que você não conhece, as mulheres entre elas, as garotas são pessoas que você tem que respeitar muito, principalmente ser cavalheiro sempre, pensa na sua mãe, eu sempre respeitei ela como o que ela é, e não sei se devo falar sobre sexo, é um assunto delicado, mas na sua idade você já deve estar preparado, entenderia que vivendo rodeado de mulheres e todas muito gostosas você tenha tentações e pensamentos safados, mas pensa que são suas primas e sua tia e você deve muito respeito a elas, e principalmente ao seu tio Antônio, ele é um homem muito sério e correto, não conheço nenhum defeito nele, e na sua tia menos ainda, ela é uma pessoa muito direita, embora tenha que confessar que ela tem um quê que me agrada, sempre gostei dela e em segredo vou te dizer que tenho uma invejinha saudável do Antônio e não sei porquê, porque sua mãe é uma santa e a gente se ama muito. Só te aconselho a tomar cuidado e andar com pessoas que te ensinem muito e que te queiram bem, as garotas principalmente, aliás, sua professora de português é uma gostosa, você não reparou?
- Sim, pai, vou fazer isso, obrigado pelo aviso, você tirou muitas dúvidas minhas, o assunto das garotas sempre me preocupou, mas agora me interessa. estudar, as namoradas podem esperar, cê tá falando da Emi? Pois é, nem tinha reparado, ela não é feia não. - Assim que eu gosto, mas cuidado com os neurônios porque às vezes se pensa mais com a pica do que com a cabeça, ufa! desculpa, escapou a expressão. - Fica tranquilo, pai, entendi. Quando voltamos pro resto, todo mundo tava rindo, meu tio tinha contado alguma história da loja, esperava que não fosse da vez que a gente comeu a caixa e a vendedora juntos. Minha mãe já tinha baixado a guarda e agora era ela quem tirava qualquer dúvida do meu pai, convencendo ele de que o melhor lugar pra ele era com minha família adotiva, rodeado dos meus tios e primas e da minha professora de línguas vivas. Quando se despediram, me fizeram jurar que ligaria mais vezes e que quando quisesse comprar o carro, chamaria meu pai pra escolher junto. Ao ouvir o carro dos meus pais se afastando, meu tio sentou no sofá com o jornal dele, minhas primas subiram pros quartos rindo da tarde que tinham passado, e eu entrei na cozinha pra beber um suco, tava empanturrado e nervoso com todas as recomendações. A Ana tava na frente de uma pilha de louça suja na pia. - O que cê achou da comida, será que seus pais gostaram? - Claro, cê é uma anfitriã perfeita. - Parece que foram embora convencidos, né? - Que aperto que passei, me via de volta na cidade de novo, ainda bem que cê me apoiou, mesmo me deixando na corda bamba. - Não menti em nada, só falei que cê tava em cima da gente e é verdade, bom, às vezes atrás ou embaixo ou na frente, mas é verdade, e que a gente te adora, até seu tio é seu "sócio" às vezes, hahaha. - Cê tem uma fineza e uma ironia que me deixa de pau duro, Ana. - Então imagina como cê me deixa, quando eu falava sentia minha buceta ficando molhada e ainda não passou, cadê seu tio agora? - Tá com o jornal dele na sala, dá pra ver daqui. - Me Queria que você me comesse a buceta agora, tô com um ardor que preciso que você acalme.
- Sobe na bancada, fica de olho pelo vidro do forno pra ver se não vem ninguém e tira a calcinha.
- Já não tô usando, tive que tirar quando eles foram embora, tava toda ensopada.
- E a Emi? Não vi ela ir embora.
- Ela só veio se garantir que você ia ficar, tá apaixonada por você, depois se despediu na surdina.
- Que mina, me deixa louco, pena que sou tão novo.
- Pois pra foder ela você não é novato, safado, hahaha.
- Abre bem as pernas, Ana, que você tem uma buceta mais gostosa que seus doces.
- Que cavalheiro, então come ela inteira, tá recheada de licor.
- Vou beber quando sair, já provei várias vezes. Ana abriu as pernas quase 180º, a saia de marca que tava usando não importou e ela puxou até a cintura, enfiou o avental na boca pra não gemer quando gozasse e beliscava os peitos por cima da blusa de seda natural. Tive que ajudar ela a descer da bancada, as pernas tinham ficado dormentes, mas logo se recuperou quando se ajoelhou na minha frente, agora era eu quem ficava de olho pelo espelho do forno, com o creme que sobrou dos bolos que meus pais trouxeram, ela passou na minha pica até desaparecer na garganta dela e não deixou eu tirar até eu me esvaziar dentro, quando se afastou me lembrou uma foto que vi do All Johnson com os lábios brancos. Saí da cozinha depois de ajudar a Ana a lavar toda a louça, não sentia meus pés no chão depois do boquete que ela me deu, ela também tinha curtido, sem saber eu comi a buceta dela dedicando ao meu pai, realizei o sonho secreto dele mesmo que ele nunca soubesse. Achava que a notícia da carteira de motorista tinha sido um blefe do meu tio, logo seria meu aniversário e eu poderia dirigir, verdade que por enquanto me virava bem no transporte público, mas era uma boa ideia porque poderia ir pra Ver meus pais e fazer algum passeio com boa companhia. Já tinha até esquecido do assunto quando meus tios me reuniram com minhas primas e me deram um cartão da autoescola. "Olha, Juan, essa autoescola fica perto da minha loja. São uns caras jovens que abriram o negócio e tão querendo clientes. Conheci eles no bar onde tomo café e são muito gente boa. São um casal, mas não parecem: ele é bem sério e ela é super moderna, mas são encantadores e muito profissionais. Tão começando agora."
Quando entrei na autoescola, fui até o balcão. A moça tava atendendo um rapaz novo, então fiquei distraído olhando os pôsteres com placas de trânsito. Quando terminou, ela me atendeu. O visual dela não combinava nada com o negócio, mas achei que era a secretária. Ela tava vestida de roqueira: jaqueta de couro com tachas, calça justa de couro e tatuagens nos braços. O rosto, com olhos grandes sombreados de rímel e orelhas furadas com vários brincos. O cabelo era o mais espetacular: metade vermelho fogo e a outra metade azul.
Quando entreguei o cartão do meu tio, ela se levantou e me apertou a mão com força. Aí vi a calça preta justa e as plataformas dos sapatos que ela usava. Mesmo assim, era mais baixinha que eu. Num instante, ela me explicou tudo com muita simpatia. Chamou o rapaz que tava dando uma aula teórica num quartinho cheio de placas e semáforos, com um computador ajudando nas lições.
O cara que veio parecia vestido do século XIX: barba e bigode longos e bem cuidados, cabelo quase raspado nas laterais e um terno de listras finas. De perto, já parecia outra coisa — a luminosidade dos olhos vivos dele tirava muitos anos. Ele me explicou mais ou menos a mesma coisa que o Antônio tinha dito. Também falou que, como não podiam bancar um carro pras aulas práticas, tinham adaptado o deles, um Mini de alta gama. Como não tinha muito o que fazer, fiquei assistindo às aulas. Não me deram nenhum horário fixo. É verdade que quase não tinham clientes, então eu aparecia quando tinha tempo livre. Depois de algumas aulas, ela me avisou que as aulas práticas iam começar, me disse onde o carro estava estacionado, fomos pra lá a garota que eu tinha visto na aula e o cara do balcão. Esperamos um pouco até vermos a garota do cabelo colorido vindo em cima das suas plataformas altas. A gente imaginou que ela ia dizer que as aulas seriam adiadas por algum motivo, mas quando ela abriu a porta e nos convidou pra subir, ficamos gelados. Ela sentou no volante e tirou os sapatos. Nesse dia, ela tava usando uma minissaia de couro e uma camiseta de uma banda de heavy metal. Ela se virou pra gente séria e deu um discurso antes de ligar o carro.
- Então, galera, caso vocês não saibam, meu nome é Rosana. Hoje, por ser a primeira vez, vou dirigir eu. É só pra vocês verem como é estar no banco de trás. Nossa filosofia é diferente das outras autoescolas. A gente quer que vocês aprendam a dirigir bem, e não só a passar na prova. A maioria das autoescolas cai nesse erro fácil. Por isso, peço que vocês nos entendam e perguntem qualquer dúvida, com toda confiança. Já somos colegas, beleza?
- Gostei do seu jeito de falar. Espero aprender muito, principalmente a dirigir.
A garota colocou a chave e ligou o motor, puxou a saia pra cima até debaixo da bunda e se virou pra gente.
- Só hoje vou dirigir eu. Amanhã vocês vão dirigir. Quero que vocês prestem atenção em como as coisas são feitas e nos vícios que a maioria dos motoristas tem. Também quero que tirem da cabeça que mulheres dirigem pior que homens. Só existem mulheres ruins e homens ruins, tá claro?
Ninguém resmungou. Quando ela engatou a primeira e acelerou, uma nuvem de borracha queimada ficou pra trás. Eu me afundei no banco e apertei ainda mais o cinto de segurança. Atrás de mim, não se ouvia nem uma mosca. Os dois, sem se conhecerem, estavam de mãos dadas. Com muita habilidade e... A segurança foi desviando dos carros pelas avenidas, eu ficava de olho pra encontrar algum erro dela e soltar na primeira oportunidade, ela respeitava os limites de velocidade, os semáforos, as faixas de pedestres, as setas e brincava com a troca de marchas como se estivéssemos num rali. Os caras atrás estavam pálidos, já não seguravam as mãos, agora se abraçavam, eu na frente e do lado dela não tive tempo de ficar tonto, via a rapidez das pernas dela pisando nos pedais, mesmo a calcinha preta aparecendo entre as coxas morenas não dava tempo de reparar, ela tinha calçado um tênis que estava debaixo do banco, quando chegamos num descampado na periferia de um distrito industrial ela deu várias rodopios antes de parar debaixo de uma amoreira num canto do descampado. Os caras apressaram pra gente sair pra poderem sair de trás, o menino foi pra trás do tronco da árvore vomitar e a menina se deitou na grama, não ligou de ficar só de sutiã quando arrancou a camisa de uma puxada, precisava urgentemente de ar fresco, a professora me olhou. - E você, não vai vomitar? - É que não deu tempo de ficar tonto, fiquei alucinado com seu jeito de dirigir, você é fantástica, quero fazer igual. - Sério, ou tá de sacanagem? - Falo sério, nunca vi ninguém manejar o volante como você. - Se tá falando sério mesmo, vou te ensinar, não é difícil, só precisa gostar. - Eu gosto muito de você. - Tá falando de mim ou do meu jeito de dirigir, ainda acha que mulher dirige mal? - Tô falando de tudo, se não te incomoda, gosto do seu jeito tão liberal e você mostra que é mulher da cabeça aos pés. - Sabe de uma coisa? Eu gosto de você, vejo que seu tio tinha razão, você é um cara inteligente, vou te ensinar tudo que sei. Quando meus colegas se recuperaram da tontura, só subiram no carro sob a promessa de que a gente iria devagar, de vez em quando a profe me olhava de canto e fingia que ia trocar de marcha. Rápido e comecei outra corrida louca de novo, me fez rir e ela também achou graça de olhar pelo retrovisor, se acomodou no banco levando na boa enquanto a saia quase subia até a cintura.
— Gostou?
— Perdão, do quê?
— Ah! Sei lá, das minhas pernas, minha calcinha ou… talvez meu tênis?
Fiquei vermelho igual o carro e nem percebi que a mina tava brincando até ela esticar a mão na minha direção, pensei que fosse trocar a marcha, mas pegou na minha roça que tava dura debaixo da calça e meteu uma direta com embreagem dupla. Os colegas tavam bem ocupados respirando fundo de olhos fechados.
— Perdão, pensei que fosse pegar o câmbio, mas peguei o freio de mão, hahaha, bela roça, garoto, bela roça.
A primeira coisa que fiz quando desci do carro foi ajeitar a roça, porque tinha escapado da cueca pela perna, tive que segurar meus colegas pela mão pra não tropeçarem na descida, eles estavam brancos que nem neve e levei eles pra sala, debaixo do jato fresco do ar condicionado eles relaxaram, o professor me disse:
— Puxa, vejo que hoje foi a primeira aula, tô enganado?
— Não, não tá não.
— Relaxa, ela sempre faz isso, mas é uma motorista foda.
— É, ela é uma loucura.
— E olha que você nem conhece ela direito.
— Ela disse que vai me ensinar tudo que sabe e eu quero aprender.
— Você é um sortudo então, ela só fala isso pra poucos, e sabe muito embora não pareça.
Quando ela entrou na sala, a professora recomendou que me tratasse como um amigo em vez de um aluno comum, queria fazer de mim um bom motorista, ele disse que já tinha decidido e que me ensinaria todos os segredos do volante. Quando contei pro meu tio, ele disse que eles eram um casal, mas bem liberais, se surpreendeu com ela porque a aparência não deixava transparecer a habilidade no volante da mina, levou como uma lição aprendida. Quando voltei no dia seguinte, os dois Elas estavam com uma cara séria, não ousei perguntar nada e me sentei na minha carteira. Depois de um tempo, após algumas palavras, Rosana simplesmente me disse:
— Vamos!
Pulei como uma mola e corri atrás dela. Uns metros antes de chegar no carro, ela me jogou as chaves, peguei no ar enquanto ela passava pro banco do lado. Não sabia como abrir, e ela disse: aperta o controle. Depois do "clique", ela já tinha entrado. Sentei com cuidado, ela não tava pra brincadeira e meteu o braço entre minhas pernas, eu abri, e quando ajustei o banco com o volante, ela passou a mão na minha braguilha devagar, me olhando e dizendo:
— Desculpa, não é culpa sua. A gente tava bravo, ou melhor, triste. Os caras que vieram ontem se despediram, desistiram porque se cagaram de medo. Sou uma bruta.
— Não tem culpa, eles não entenderam o que você quis dizer, só esperavam o que as outras aulas dão, mas você é mais que isso, você é especial. Você ensina a cuidar da vida de quem dirige e de quem tá junto. Se todo mundo fosse como você, só teria acidente por falha mecânica. Te observei dirigindo, não cometeu nenhum erro, com muita prudência e respeito pelos outros. Não é sua culpa.
— Que decepção, e eu achando que você tava de olho na minha calcinha…
— Hahaha, que mulher, você é uma deusa, mas dirige como os anjos. Não gosto de te ver triste.
— Sério? Jura?
— Claro, Rosana, você me encanta.
— E você me encanta também. Anda, coloca o cinto e pisa na embreagem.
Continua... Qualquer comentário é muito bem-vindo.
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