Aprendendo sobre o amor

Fala, gente linda! Tô trazendo uma série de relatos de uma amiga! Muito interessante! Mesmo sendo sobre cenas lésbicas, me deixou doida! Espero que vocês curtam! Vou trazendo aos poucos essa história linda!! Abraços!!



Olá.. isso aqui eu faço por puro tédio.. espero que gostem. É algo novo pra mim, aceito recomendações.. xD
Me ensina a amar
Olá, gente bonita, meu nome é Mariangel, tenho 19 anos, tô no 2º semestre de matemática, sou uma pessoa bem normal, cabelo castanho, olhos da mesma cor, baixinha (mal chego a 1,60), simpática, impaciente, etc etc (hahaha), resumindo, uma pessoa NORMAL..
Essa é minha história:
Num desses dias no decanato, tava com meu grupo, rindo, contando piadas, e rindo mais ainda. Até que passa uma mina, me chamou a atenção, não conseguia parar de olhar pra ela, nem percebi que estavam falando comigo.
Moisés: Mari, ei, Terra chamando Mariangel – com a mão na frente do meu rosto pra eu prestar atenção.
Mariangel: Desculpa – falei virando pra olhar pra eles – O que cês tão dizendo? – perguntei, mas de canto de olho continuei seguindo aquela mina que despertou tanta curiosidade em mim.
Tulio: Se a gente vai almoçar no bandejão, hoje vêm uns novatos – falou com um sorriso safado.
M (Mariangel): ehh.. vamos sim.. – nem percebi que tava procurando aquela mina com o olhar, sem sucesso, fui até a Rebeca – ei, loira – chamei ela pra se afastar um pouco do grupo que tava indo pro bandejão – conhece uma mina que passou aqui há uns minutos, tava vestida de preto, cara séria? – perguntei curiosa pra saber (não falei antes, hahaha reparei até na cor das unhas dela, hahaha)
R (Rebeca): ehh.. – tava pensando (ela é daquelas que conhece quase todo mundo na faculdade, é muito fácil de lidar) – humm.. por acaso ela tem dois olhos, uma boca e um nariz? – bati no ombro dela – aí, que agressiva, véi – falou esfregando o lugar onde bati.
M: é sério, cê conhece ou não? – perguntei de novo
R: acho que cê tá falando da dark (pesquisem isso, deixo de dever de casa) – olhei confusa – é a dark, não sei o nome, é novata, mas todo mundo chama assim – me informou Rebeca – e você, pra que tanta pergunta? por uma nova??
M: é, eu? – me fiz de sonsa – não, então… por que.. Porque – poxa, não me vem uma desculpa na cabeça – bom, é.. por que caiu isso – falei tirando uma nota de 100 bolívares.
R: hummm.. tá bom – disse ela, não muito convencida – então, vamos comer?
M: sim.. sim, vamos – e fomos comer no refeitório.
Desde aquele dia, toda vez que a vejo, fico seguindo ela com o olhar, não consigo parar de olhar, ela tem algo, tipo um ímã que me chama, me faz virar pra ver ela, e ela parece tão triste, tão sozinha, nasceu em mim uma curiosidade imensa de saber o que a deixava tão triste, por que ela vivia sempre sozinha, por que não falava com ninguém, Por que? Por que? Por que? Por que? Por que? Por que?.. Deus, tantos porquês se criaram em mim, quando a via na secretaria depois de uns dias só olhando, minha curiosidade aumentou ainda mais, agora eu não me contentava só em olhar, depois eu a seguia, via o que ela fazia, o que não fazia, essa mina tava virando minha obsessão, e eu nem sequer tinha coragem de falar com ela, sou tão covarde que nem chegar perto eu consegui.
Um dia, quando eu tava seguindo ela, ela foi pra uma parte da secretaria onde quase ninguém passava, eu me perguntava o que ela fazia naqueles lugares e sozinha. Escondida, eu ficava observando ela, até que vi algo que me encheu de uma tristeza imensa, ela tava chorando, mas não saía choro nem nada, eram lágrimas, lágrimas de uma dor muito grande, ela chorava sem choro, sem se mexer, só saíam lágrimas e mais lágrimas.
M: mas.. que pa..nois – eu tava tão absorta olhando ela que nem percebi que eu também tava chorando, chorava por ver ela daquele jeito, tão destruída, tão acabada.
Depois disso, ela ia naquele lugar chorar a cada 2 ou 3 semanas. Eu também chorava toda vez que ela fazia isso, mas era incapaz de chegar perto pra consolar ela, não conseguia nem me mexer. Essa foi minha rotina por 3 meses: estudar, comer, ver ela, seguir ela e pensar nela. Sim, pensar nela, não conseguia tirar ela da minha cabeça, nem sei como ela entrou nos meus pensamentos.
Uns dias depois, quando eu tava seguindo ela de novo pra aquele lugar Onde quase ninguém passava, foi algo diferente. Ela não chorou, estava como se esperasse algo ou alguém. Parecia irritada, de mal humor. Eu só observava ela, até que ela vira na direção do meu esconderijo. Eu tava morrendo de medo, só pensava: "Ela me descobriu, ela me descobriu". Tô ferrada, ela me viu, vai me acusar de maluca, psicopata e perseguidora.
Ela se levantou de onde estava sentada, ainda olhando na minha direção, caminhou até mim e disse séria:
Menina linda: Eu sei que você tá aí, já sai... — disse com a voz carregada de raiva — SAI LOGO DE UMA VEZ!!!
M: — me levantando e me deixando à mostra — E... eu... — tava muito nervosa — eu...
Não conseguia responder, o que há comigo?, responde logo, porra.. RESPONDE..!!!!
Menina linda: Você o quê? – Ela disse com raiva – você gosta de zoar a dor dos outros, curtiu o show..? – vi a dor no olhar dela.
M: NÃÃO! – Finalmente consegui responder. – me desculpa pelo que fiz, mas nunca zoei de você.. NUNCA
Menina: já cresce – disse com raiva – cresce! Para de me seguir ou você acha que não percebi. – ela se aproxima e me empurra.
M: Ei já chega, para de me tratar assim!!! – me irrita quando me empurram – não se acha tão importante, acha que te segui – Mari para para.. pensei – HA! Você me faz rir, você é só uma NO-VA-TA!!! – já não conseguia parar as palavras que saíam de mim – cresce você!! Aqui você sobra e atrapalha..!! cresce DARK!! (se descobriram o que significa?).
Menina linda: VAI TOMAR NO CU!! Não vale a pena brigar com gente tão vazia por dentro – au, isso doeu, pensei – não acredito que você curte o sofrimento dos outros – ela disse com lágrimas nos olhos – se só sou..bes..se.. – tentava falar, mas o choro não deixava – só cres..ce.. me dei..xa, não m..e segue.
Já não aguentava mais vê-la assim, de longe era uma coisa, mas de perto, aquela dor, A dor dela eu sentia como minha, e me machucava, doía ver ela daquele jeito.
Menina linda: Me larga, não me toca!!! – Gritou quando tentei abraçá-la – cresce.
M: não chora, não chora.. – tentava abraçá-la, mas ela se afastava de novo e gritava – nunca vou contar pra ninguém, eu JURO, mas não chora.. – dessa vez segurei ela e abracei, ela tentava se soltar, mas eu a apertava contra mim.
Menina linda: Me solta! Me solta! Me solta! – Gritava sem parar – não me machuca, por favor, eu n..ão fi..z na..da, não vou fa..lar na..da, me solta por..fa..vor, não!! – falava entre soluços
Fiquei em choque, ela tentava se afastar de mim, mas eu não deixava, ela repetia sempre as mesmas palavras, mas me surpreendia cada vez que dizia “não me machuca, não me machuca”.. Mesmo assim aguentei socos e xingamentos (eu sei, qualquer um teria ido embora, e fodido ela). largado, mas minha fraqueza é ver alguém chorar, não podia deixar ela assim), os golpes e palavras foram diminuindo, até que ela dormiu, deitei ela na grama e sentei ao lado dela.
Enquanto dormia, eu a admirava, ela era tão, mas tão linda, o cabelo dela era avermelhado, um pouco mais longo que os ombros, o rosto dela era de um anjo (um anjo bem machucado, mas no fim das contas era um anjo), os lábios rosadinhos, finos, os olhos ainda com restos de lágrimas do que tinha acontecido.
Não precisava olhar mais, só de ver o rosto dela dava pra perceber que era daquelas pessoas que sofreram tanto em tão pouco tempo, até dormida dava pra ver a dor, como se tivesse pesadelos, não conseguia parar de olhar, tava BOBAÇO por ela, essa mina tava me pegando demais e eu nem sabia o nome dela.
10, 20, 30, 60, não sei quantos minutos passaram até ela acordar.
Mina linda: *só foi um pesadelo* – falou murmurando baixinho, ainda não tinha percebido que eu tava do lado dela – *só..* – virou e me viu, deu um pulo pra longe de mim – *PORRA!! Me assustou* – disse segurando o peito – *quem..* – murmurou algo que não ouvi.
M: Tá melhor? – perguntei baixinho, pra não assustar ela mais.
Mina linda: *eu..* – me olhou confusa – *o que você quer?* – perguntou voltando com a atitude fria e cortante.
M: Quero saber como você tá? – falei inocente.
Mina linda: *como se você realmente se importasse.* – murmurou
M: Claro que me importo.. – Me importo? Pensei, porra, pensa antes de falar, PENSA! – *vai me dizer como tá?*
Mina linda: *você é teimoso, né?* – eu só assenti olhando pra ela – *não vai me largar até eu responder* – só sorri – *aff que chatinho.. olha…*
M: Mariangel – me apresentei e estendi a mão, mas ela não respondeu ao cumprimento.
Mina linda: *é, você* – aff, tava começando a me irritar a atitude dela – *tô bem, ok. Já tá feliz?*
M: haha por enquanto – ela tava se virando pra ir embora, segurei o braço dela – *só quero uma coisa*
Mina linda: *e quem disse que vou fazer o que você mandar???* – falou arrancando o braço dela do meu aperto bruscamente.
M: só quero saber seu nome
Menina linda: *você tá perdendo seu tempo, não vou te falar nada* – disse virando as costas.
M: Então vou continuar te seguindo até você me contar – falei bem alto pra ela me ouvir.
Menina linda: *ANABEL!!* – disse quase gritando, se afastando cada vez mais de onde eu estava.
Eu só consegui sorrir, já sabia o nome dela. 🙂

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