Passaram-se algumas semanas desde que minha prima, Anna, tinha discutido com o namorado. Depois daquela briga, eles deram um tempo. Rafa, meu cunhado... (Já que eu considerava a Anna mais como uma irmã do que como prima)... era um cara muito ciumento e, na real, esses ciúmes estavam impedindo ele de aproveitar minha prima. Se eu tivesse que descrever essa situação de algum jeito, seria usando como exemplo um leão e sua mulher, que está ferida e sendo constantemente assediada por abutres e hienas. O leão ruge, avisando que é dono dela, o leão é orgulhoso e muito territorial. Mas os carniceiros são muitos, e ele não consegue pregar o olho com medo de perder a parceira.
Essa é a situação de Anna e Rafa, só que com o agravante de que ela tem pavor de perder quem ama: amigos, familiares ou namorado. E é que ela nunca foi muito popular entre as minas. Uma gostosa daquele jeito, com aquele corpo, que se não perdia amigas por inveja, perdia por brigas causadas por namorados que a desejavam mais do que as próprias namoradas deles.
Qual é a solução? Para Anna, um jeito fácil de evitar tretas com outras mulheres é focar em amizades masculinas. E, sendo como ela é, isso não é problema. O que poderia ser problema é o interesse. Sete amigos... (que representam os abutres e as hienas)... e um leão territorial e desconfiado como namorado?
E é aí que minha prima se encontrava: ia ter que escolher entre o leão ou as hienas, mais cedo ou mais tarde. Com o tempo, ela foi adiando o inevitável... A escolha. Como ela fazia? Dando pena, baixando a cabeça quando as discussões começavam, dando razão a ele mas evitando decidir. É que minha prima tem pavor de ficar sozinha, depende dos outros e não consegue nem pensar em romper com alguém que importa pra ela. Apesar de amar o Rafa, Anna indiretamente escolheu as hienas e os abutres. A pergunta é... O que acontece quando temos uma mina totalmente Dependente dos amigos, solteira e com um tesão danado porque não tão dando o que é dela?
*****
O fim de semana tão esperado por todos e, em segredo, pela Anna. Ela tinha feito questão de parecer que ia na obrigação, se mostrando orgulhosa e até constantemente irritada. Mas depois das últimas semanas, em que após o término não oficial do Rafa, minha prima não saía de casa nem pra encontrar os amigos, o que era bem estranho nela. Só depois de muito insistir, convencer e até chantagear, ela topou vir. Até parecia que tava nos fazendo um favor, e isso me dava raiva.
A relação entre minha prima e eu era muito próxima. Desde pequenos tínhamos muita intimidade, e me arrisco a dizer que ela nunca mentiu pra mim, assim como eu pra ela.
A gente já conversou sobre tudo, sem tabus, exceto por um único assunto que nunca tocamos. Será que seria errado se a gente se pegasse?
Ela nunca puxou o assunto, nem eu demonstrei meu interesse... Mas claro, se a gente fala de tudo menos da possibilidade de incesto entre primos, tenho certeza de que ela já percebeu que eu evitava o tema.
Nossa relação é indescritível, mas se baseia na boa energia, na confiança e na sinceridade. Ela é meu amor platônico e secreto, mesmo que ela não saiba, acho que desconfia.
E é nisso que fico pensando durante toda a viagem, vendo a Anna sentada em cima do Júlio, toda séria olhando a paisagem. Eu não era ciumento, mas me incomodava que eles tivessem tanta intimidade com ela, se aproveitavam de que ela queria evitar discussões e grosserias de qualquer jeito. Abraçavam e apalpavam ela sem que ela reclamasse, mas também não era descarado, faziam disfarçado, como se fossem gays e não tivesse segundas intenções por trás dessas mãos bobas.
Contra minha vontade, ela não reclamava de nada, só tirava as mãos deles, levantava e saía. E quando não saía, ficava só parada como se... Naquele exato momento, eu estava submisso ao abraço do Júlio. Ele conversava com o Antón, que estava sentado à sua direita, com o olhar fixo nos peitos exuberantes da minha prima. Eles estavam contentes, sem dúvida. Era a primeira vez em muito tempo que tinham a chance de dormir perto da Anna, e dessa vez era sem a vigilância dos pais. O que ia acontecer naquele fim de semana? Esses pensamentos de insegurança perfuravam minha cabeça sem parar, me causando um sentimento intenso de arrependimento por tê-la convidado, mas, ao mesmo tempo, sentia muita curiosidade em saber o que rolaria. É que quando você tem um amor platônico que pode ver mas não tocar, e acaba aceitando como aconteceu comigo, você tende a pensar pelo menos uma vez que adoraria vê-la pelada e saber como ela é na intimidade.
Anna pareceu perceber meu estado de espírito, porque se levantou sem dizer nada e sentou do meu lado, enquanto acariciava meu rosto.
— O que foi? — Perguntou com carinho.
— Nada — respondi, fazendo com que ela parasse de me acariciar e me encarasse.
— Se eu te pergunto o que foi, é porque sei que tem alguma coisa. E quero uma resposta.
Suspirei, pensando que o melhor seria confessar, mesmo que só parte da verdade.
— Não gosto que o Júlio e o Antón se aproveitem tanto, na verdade me incomoda pra caralho.
— Ah! — Vocalizou com ternura a Anna ao entender qual era o problema — Meu primo também fica com ciúmes. Aish! Que fofo. Mas Pere, você já devia saber que eles pra mim são só amigos e pronto. Não vai rolar nada... — Fez uma pausa olhando pro Júlio e pro Antón, pra concluir — E eu sei que eles se aproveitam um pouco, mas não quero ser grossa e deixar eles mal. Enquanto só me abraçarem, não tem problema nenhum — finalizou com um sorriso de orelha a orelha.
— Então posso só te abraçar? — Perguntei, me concentrando em fazer cara de pena, e isso a derreteu.
— Oh! Meu primo tá precisando de abraços — exclamou Anna se aproximando e me abraçando, e embora não fosse exatamente o que O que eu tinha em mente quando falei em abraçar ela, gostei disso -. Claro que pode me abraçar desse jeito, tem confiança - E com essa afirmação, senti que dava mais um passo em direção a ela e mais longe da minha friendzone.
*****
Eu observava minha caravana, que estava meio cheia de poeira. Fazia anos que não vínhamos, e era a primeira vez que vínhamos sozinhos, sem meus pais. Nunca tínhamos estado eu, Julio e Antón a sós com a Anna, e pensar no sem-fim de situações que poderiam rolar me deixava duríssimo, e devo admitir que, embora me irritasse que eles dois a pegassem nos braços na mínima oportunidade, isso aumentava minha libido constantemente. Que sensação tão safada era aquela?
Já tínhamos terminado de arrumar nossas coisas quando Julio e Antón sugeriram ir a uma enseada afastada das praias públicas, que só dava pra acessar por um trajeto que exigia pular cercas, descer ladeiras e conhecer muito bem o caminho. Era uma praia privada, desconhecida porque ninguém se aventurava tanto por aquela área, e era preciso explorar bastante pra encontrá-la por acaso.
Vi como o rosto da Anna se iluminou e ela correu pra pegar o biquíni, se trancando no banheiro pra, suponho, já deixar ele vestido e não ter que trocar de roupa lá.
Nós fizemos o mesmo, mas do lado de fora, e de longe eu observava como Julio e Antón trocavam olhares de cumplicidade.
-... Isso tá indo que é uma beleza - garantiu Antón enquanto vestia a sunga.
- Sim, a verdade é que esse fim de semana promete pra caralho - afirmou ele, com a maior cara de pau de que a Anna ou eu ouvíssemos. Que sem vergonha!
A garota saiu do banheiro, com um conjunto que nos deixou paralisados, os três. E aquele conjunto provocante de leggings que cortavam bem antes de chegar na metade das coxas, tão justas quanto uma luva de látex. E o top, claro, também ajustado à sua figura esbelta, fazia com que não conseguíssemos tirar os olhos dela. Ela pareceu perceber, então revirou os olhos. Em branco e sem fazer referência a nada, perguntou:
— Já vamos? — indagou, tirando o sentido da pergunta, já que estava abrindo a porta.
— Que pressa é essa, Anna? Vamos com calma.
— Quero tomar banho! Tô morrendo de vontade, e quanto antes chegarmos, mais tempo a gente vai ter na praia.
— A gente pode ficar lá o quanto quiser, então não enche tanto o saco — ordenou Júlio, passando por Anna e dando um tapa na bunda dela.
— Ei! Não se passa, Júlio. Senão a gente vai acabar mal. — explodiu Anna, mostrando que já tava de saco cheio dessas mãozadas há um tempão.
— Qual é, mulher. Foi só um tapinha com carinho... — Antón tentou acalmá-la com as mãos pra cima, tentando tirar o peso da situação.
— Vocês iam gostar que eu desse um tapa em vocês sem avisar? Ou que eu ficasse passando a mão quando desse na telha? — E essa pergunta fez Jota e Antón assentirem solenemente ao mesmo tempo, fazendo Anna revirar os olhos de novo. — Vocês são uns tarados, dá pra ver que são homens — declarou Anna, caminhando pra saída do camping, que ficava a cinco minutos.
— Os homens, os homens... — repetiu Júlio várias vezes em resposta a Anna, enquanto nós três a seguíamos. — Como se vocês também não fossem umas safadas!
— A gente sabe manter as aparências, a maioria, pelo menos. Vocês são muito simples, mostram suas cartas sempre que podem. Vocês são o sinônimo de fácil, e a gente de difícil de conseguir — afirmou Anna orgulhosa, com um sorriso de orelha a orelha, claramente se divertindo com o debate estilo discussão de gêneros.
Júlio abriu a boca como se tivesse sido surpreendido pela afirmação.
— Não vou te tirar a razão, Anny. A verdade é que vocês são mais do tipo: "Putas na cama, damas na companhia".
— Exatamente, Julito. Exatamente... Na cama a gente é bem vadia, mas com o parceiro e só com o parceiro. É isso que diferencia vocês da gente, que no geral, a gente não dá na cara.
— Então você é uma gostosa na cama.
- Só com meu parceiro - corrigiu Anna, vendo que a conversa tava desviando sutilmente pra direção da privacidade dela, e com essa declaração encerrou o papo, deixando o assunto como tabu.
*****
Não demoraram pra chegar na praia. Depois de três quartos de hora de caminhada, viram a enseada solitária de areia, cercada por muralhas de rocha impenetráveis pelos lados, e o único jeito de descer era por uma pequena escada formada naturalmente, provavelmente pela erosão da chuva e dos rios que desciam daquela pequena área de montanha. Tavam lá em cima, observando como o único barulho que se ouvia ao redor era das ondas batendo na areia e nas rochas, das gaivotas e outras aves costeiras.
Começaram a descer, com cuidado. Sem pressa mas sem parar, com Anna liderando a descida, marcando a bunda dela em cada movimento através da legging, umas curvas perfeitas sendo literalmente cravadas no rabo dela, e sim, eu admito... Eu também olhei, também admito que tava doido pra minha prima tirar aquela roupa e ficar de biquíni. Sério que fazia anos que não via ela de biquíni? Nem em foto.
Quando chegaram lá embaixo, meus pedidos foram atendidos. Porque ela não perdeu tempo em esticar a toalha e tirar sensual, claro que inconscientemente, o top, fazendo os peitões dela balançarem. E aí percebi que tava morrendo de vontade, igual os outros dois, que algo rolasse. Foi naquele momento, exatamente naquele momento, que desejei com toda força poder ler a mente dela. O que será que ela pensava? Será que ela sacava que a gente tava doido pra passar a mão nela? Será que aquela aparente calma e inocência era fingida? Sabia, bem lá no fundo, que não demoraria pra descobrir se ela tava se fazendo de desentendida e difícil.
Assim que Anna tirou a legging, tudo aconteceu muito rápido...
Vi o Júlio correndo na direção dela, pegando ela no colo e, enquanto carregava ela nas costas, corria pra beira da água com a clara intenção de Jogá-la na água. Pegando-a de surpresa, a morena soltou um grito e começou a bater nele sem muita força.
— Imbecil! Me solta! — Gritava que nem uma histérica, batendo com as palmas abertas nos ombros dele. — Não! Não, não, não! — repetia ela sem parar, até que finalmente se estatelou na água ainda nos braços dele, que se jogou com ela. Quando o corpo dela tocou a água, soltou um grito abafado que virou só um gemido, parece que por causa da temperatura da água.
Julio ria pra caralho, tremendo de frio também, e se afastou da Anna, que começou a persegui-lo o mais rápido que podia, com a água batendo na cintura dela.
— Vou te matar, imbecil! Essa porra tá congelada! — Ela exclamava, alternando entre raiva e manha, enquanto dava tapas pra todo lado. — Para de fugir, se é homem, luta.
Ele parou de repente e se deixou alcançar por ela, bem na hora que a mão aberta da minha prima ia bater na pele dele. Julio, num movimento rápido, pegou o pulso dela e virou, agarrando a outra mão também e colocando os braços dela em cruz pra ela não ter como se mexer.
Agora o peito do cara tava colado nas costas dela, e a virilha dele nas nádegas da minha prima. Ela se debatia pra escapar, mas sem sucesso.
— Me solta! Isso é sacanagem!
— Não, Anna. Não é. Você mandou eu lutar, e eu tô lutando. Agora você é minha prisioneira. O que vai fazer?
Da margem, eu via a Anna tentando acertar ele com os calcanhares nas coxas, sem acertar nenhuma.
— Covarde! Tá se aproveitando que é maior e mais forte.
— Mesmo se te soltasse, você não ia conseguir fazer nada. Me solta e a gente vê! Vou fazer você desejar nunca ter me jogado na água — ameaçou Anna, provocando ele, sabendo que ele não ia demorar pra soltar.
*****
*****
Julio
— ...Vou fazer você desejar nunca ter me jogado na água — exclamou Anna entre meus braços. As nádegas dela esfregavam eufóricas na minha entreperna, e eu não conseguia distinguir se era um movimento inconsciente dela ou mais voluntário do que parecia... E começava a ficar dura como pedra! Naquele momento, soltei ela, era cedo demais para um contato tão direto e eu queria esgotar a força de vontade dela com tempo e paciência, tentando evitar uma rejeição.
A peituda se virou para me acertar, mas recuei rápido, desviando da saraivada de tapas sem mira.
— Você é um maldito covarde, ou me segura pra eu não me mexer ou foge. Enfrenta como um homem! — gritou ela, sorrindo de forma safada.
— Para, Anna, um momento! — pedi sério, fazendo ela parar de repente.
— O que foi?
— Então o que você prefere, que eu te segure ou que eu fuja?
— Nenhuma das duas, imbecil! Deixa eu te bater.
Procurando jeitos de evitar a briga direta, mergulhei na água, agarrei o tornozelo dela e puxei pra cima, fazendo a garota ter que espernear com os braços pra não afundar.
— Agora quem tá no controle da situação, hein? — zombei dela, dando uma gargalhada.
— Você só sabe trapacear.
— Vamos, para com isso. Tá com frio? Com certeza já tá de boa na água.
— Tá, mas vou me vingar — garantiu ela, olhando pra margem, com a água batendo nos ombros. Estava tremendo, e parecia uma oportunidade pra abraçar ela com a desculpa de aquecer.
— Vem cá, Anna — ordenei, pegando uma das mãos dela submersa, puxando e abraçando. Tomando cuidado pra não enfiar minha pica na bunda dela, embora estivesse morrendo de vontade, mas ir com pressa só podia foder os planos do fim de semana inteiro.
— O que... o que cê tá fazendo? — perguntou, gaguejando de frio e tremendo. Mesmo com a temperatura da água, a pele dela estava quente.
— Te dar calor corporal pra você não sentir tanto frio — garanti, com minha entreperna a poucos centímetros da bunda dela.
— Pra não sentir frio, é só eu sair pra toalha e pegar sol.
— Quer? — perguntei. Perguntei dando a escolha, sem soltá-la.
Após alguns segundos de silêncio, ela se virou, mas mantendo uma clara distância entre nós e olhando nos meus olhos.
— Não me importo que me abrace, desde que não confunda as coisas. Pra mim você é como um irmão, nada mais. Valeu? Não me coloque numa situação complicada em que eu tenha que te dar um fora.
"Já vamos ver, se dá um tempo, antes dessa noite você cai com certeza" — pensei, olhando nos olhos dela e respondendo:
— Pra você eu sou um amigo muito bom, mas não como um irmão. Você é minha melhor amiga — confessei, dando a entender que a amizade era só uma ponte pra algo mais intenso. Não sei se ela entendeu ou não, mas ela se aproximou e me deu um beijo na bochecha.
— Você é muito fofo, Júlio. Mas não esquece que eu só sou uma gostosa pro meu parceiro, que é o Rafa; só sou dele — afirmou, e depois de piscar um olho, voltou nadando pra toalha, me deixando plantado ali. Não ia desistir, aquela gostosa ia ser minha, e ela, bem no fundo, sabia disso.
Demorei uns minutos pra sair da água até a inflamação baixar, voltei com calma e quando cheguei na toalha, ela estava rindo com o Pere e o Antón. Ao me ver voltar, ela fixou o olhar nos meus olhos, com uma intensidade que nunca tinha sentido antes.
Foi um duelo visual de alguns segundos, mas me deixou claro que por trás daquela fachada de indiferença, uma luta interna estava fervendo. Podia estar errado ao pensar isso mentalmente, mas ia arriscar. Naquele momento, havia dois finais possíveis: ganhar uma amante permanente com a Anna, ou perdê-la como amiga, e não ia ser a segunda opção.
*****
*****
Anton
Eu observava os três da minha toalha. Anna, Pere e Júlio falavam sobre amores passados, entre outras coisas. Por que um assunto tão melancólico? Anna tinha puxado o tema se referindo ao Rafa, e dava pra ver que ela ainda estava muito abalada. Mesmo assim, insistia em repetir várias vezes que eles não tinham terminado, que o Rafa precisava de um tempo pra clarear as ideias, e embora nenhum de nós três dissesse nada, todo mundo sabia que aquela relação já tava quebrada. É que o leão tinha se cansado de rugir e de desconfiar até da própria sombra. As hienas e os abutres rodeavam a parceira dele, e ela não fazia a parte dela. Então, tanto eu quanto o Júlio sabíamos que o Rafa só tava deixando a situação esfriar.
— Anna, então ele tinha que ter uma pica grande, né, Rafa? — perguntei pra ver se, com sorte, o papo ia pra um lado mais safado.
— Que que cê tá falando, Antón? — ela perguntou, claramente surpresa.
— Ora, já que você fala tanto dele, ele teve que te causar uma "muito boa" impressão.
— Pois é, ele tinha grande. E daí?
Não consegui evitar de rir.
— É por isso que você ama ele tanto? Pelo tamanho da pica dele?
Anna me olhou com desprezo, enfatizando cada palavra.
— Eu amo ele pelo jeito que ele me trata, não só pela pica dele.
— Mas pela pica dele, principalmente — repeti.
— Claro, ué, não sou de pedra, também caio na necessidade de uma boa transa, e se meu parceiro não tiver à altura, por mais bom namorado que seja, eu não vou ser feliz.
— Sinceramente... — Júlio interrompeu. — Você é feliz, Anna? Vale a pena uma pica boa em troca de um cara que te faz passar tão mal?
— Ele não me faz passar mal, sou feliz com ele.
— Não me entenda mal, Anny — Júlio se apressou em esclarecer. — Tô falando que, por mais que ele te ame e vocês fiquem bem juntos, você é feliz no seu relacionamento no geral?
Ela baixou o olhar em resposta, e nós dois soubemos que ela já tinha se feito essa mesma pergunta, se não uma, várias vezes.
— Como namorado, ele é ideal, mas é muito ciumento, esse é o único defeito. E como já disse, um bom relacionamento sem sexo é igual a insatisfação, ele me faz feliz do jeito dele e me satisfaz.
— Quanto que ele tem? — ouvi o Pere perguntar atrás de mim.
— Ele tem grande, basta vocês saberem disso — respondeu a prima dele, cortante.
— Fala, Anna, que a gente é amigo e isso daqui não vai vazar, só fala um número. É pra saber se ele tem muito grande, grande, acima da média. Normal, normal ou pra baixo.
Anna ficou pensativa, enquanto eu via ela morder o lábio, e abriu a boca pra dizer:
— Tá acima da média espanhola — confessou orgulhosa.
Julio, incrédulo, olhou pra ela e sorriu:
— Que vaga, hein, vai lá, solta a verdade. A média espanhola é treze centímetros, então o dele tem mais de treze, o que ainda não é grande coisa.
— Não é grande coisa!? — Ela perguntou, de olhos arregalados, mostrando como tava surpresa —. Como vocês nunca sentiram uma dentro de vocês, é normal que não pareça muito...
— Qual é, Anny, treze não é grande, na real, tá abaixo do normal.
Anna pareceu se picar com a afirmação, dando a entender, insistindo, que é um tamanho muito bom.
— É um tamanho muito bom, de pica eu entendo mais que vocês.
Nós três não conseguimos evitar rir da afirmação da garota.
— Julio, chegou a entendida de pica! — Brinquei, colocando as mãos como se fosse um microfone.
— Cuidado, Anny, não discute com ela não, que ela, igual com os Pokémon, pega todas!
— Idiotas! — Exclamou Anna, emburrada —. Tô falando que não é a mesma coisa um número na mão do que ter dentro. Eu já tive pedaço de carne dentro de mim, então sei do que tô falando, e é grande — garantiu ela, dando a discussão por encerrada.
— Independente se pra você parece grande ou pequena, comparada com a maioria pode ser pequena! — Provocou Julio, e depois piscou disfarçadamente pra mim, o rumo da discussão já tava traçado e não tinha volta.
Anna olhou pro Julio com um sorrisinho safado nos lábios, e depois olhou pra mim.
— Puxa, garotos. Me parece que vocês tão sugerindo que têm uma bem maior que o número treze.
— Pode ser — falei, analisando cada expressão no rosto dela, procurando algo que entregasse o que tava pensando.
— Quanto? — perguntou curiosa, e eu até diria que queria que a gente confessasse.
Pere riu. atrás de mim e eu sabia que ele ia soltar outra bomba, hoje ele tava soltinho:
- Não é assim que funciona, my cousin. Você tem que confessar o tamanho do Rafa primeiro, aí sim vai poder pedir o que quiser.
Anna riu junto com ele e exclamou, fingindo como uma atriz ruim se sentir ofendida:
- Isso é chantagem! Então nem me contem, se é assim... Tá vendo? Não me afeta em nada.
- Mas como você é teimosa! - falei zoando ela. - Com a curiosidade que você tem, tá morrendo pra saber nossas medidas.
- Sim, mas não vou me deixar chantagear. Porque não é algo meu, é algo do Rafa.
- E o que vai afetar ele a gente saber? Só fala pra gente saber qual medida você considera grande.
Ela mordeu os lábios, cravando o olhar no meu e com a voz baixinha sussurrou:
- Quinze centímetros ele tem.
- Como eu disse, é pequena, mas maior que treze - Julio zoou, esticado na toalha dele.
- É a vez de vocês! Quanto vocês têm? - exigiu com vontade e interesse claro, dando a impressão de que não aguentava mais sem saber.
- Eu tenho dezoito centímetros e uns quebrados - afirmou Julio orgulhoso.
- Não acredito! - Anna negou e, sem perceber, olhou pro sunga do Julio, mas ele não notou, porque foi um olhar quase imperceptível. - E você, Antón?
- Nunca medi, mas mais ou menos... - confessei, e entrando na brincadeira, fechei os dois punhos, coloquei um em cima do outro como se tivesse segurando uma piroca invisível e falei. - Umas duas mãos e meia - brinquei, mas não menti sobre o tamanho aproximado.
- E o Pere?
- Eu nunca medi, Anny, então não sei te dizer, mas no mínimo duas mãos.
Anna levou as mãos à boca e, se recusando a acreditar, começou a nos chamar de mentirosos. Dizendo que estávamos mentindo sobre o tamanho porque nosso orgulho não deixava a gente admitir o quanto o namorado dela era grande.
O que acabou numa discussão cheia de provocações, que continuou mesmo quando a gente foi pro camping lá pelo meio-dia.
Logo ela começou a tornar-se tão irritante que propusemos provar para ela, uma proposta que durou toda a caminhada e, embora ela estivesse relutante, acabou aceitando.
*****
Já tínhamos chegado no trailer, e Anna foi direto para o chuveiro público do camping assim que chegou. Isso nos deu tempo para planejar o que queríamos fazer, e como. E depois de várias discussões sobre o que deveríamos ou não fazer, acabamos chegando a um acordo em conjunto.
Minha prima Anna não ia demorar, e Julio preparou a fita métrica para quando ela chegasse. Na real, foi ela quem provocou essa situação, então não podia reclamar de nada.
Anna não demorou a vir, com o cabelo molhado e se secando com a toalha, na mão levava uma mochila com o nécessaire que tinha pego assim que chegou no trailer. Ali devia estar a roupa suja, e ela vestiu uma camiseta regata, com uma das alças caindo no ombro. O pijama era de verão até na parte de baixo, pois era um shortinho de tecido fino tão curto que parecia que ela estava só de calcinha.
- Vamos logo com essa merda de medidas.
- É você que não acredita, se confiasse na gente não precisava disso. Mas você feriu nosso orgulho e vamos fazer.
- Aff, não quero mais discutir sobre quem começou isso ou de quem é a culpa, vamos logo - ouvi ela dizer com um tom de nervosismo na voz -. Abram as calças e se inclinem.
Nós três olhamos feio para ela, ela estava fazendo parecer muito fácil.
- Anny, linda. Precisamos que você nos estimule, não conseguimos ficar duros assim do nada.
Anna balançou a cabeça várias vezes, deixando claro que não ia fazer.
- O que você está propondo? Não ao que quer que esteja na sua mente.
- Você é uma mulher gostosa com um corpaço, não precisa de muito para deixar nossas picas duras.
- Não sei por que, mas esse elogio não me lisonjeia... - garantiu Anna para Antón.
- Prima, que tal isso. Como você é a juíza, fica na Quarto com a cama de casal, e você mede uma por uma. Assim tem mais privacidade e menos pressão.
A moça hesitou por uns instantes até que finalmente concordou.
— Tá bom, vamos fazer essa competição rápida, ver quem ganha, se vocês mentem ou falam a verdade — disse ela indo em direção ao quarto, e já na porta perguntou —. Pere, você vai ser o primeiro, vem.
Sorri pra ela, senti um dos dois me dar um tapinha nas costas enquanto eu ia pro quarto com minha prima.
Lá dentro, tranquei a porta e comecei a baixar a calça, ela sentou na cama. O quarto era bem pequeno, não tinha mais de um metro da porta até a cama. Ela não olhava nos meus olhos, só ficava olhando pra minha virilha.
— Ah, Pere! Quem diria que eu ia passar o fim de semana assim, hein?
— Vai, boba, não encara como coisa ruim. É algo... Diferente — falei tentando animar ela, e pra minha surpresa, ela começou a desabotoar o jeans, puxando a calça junto com o shorts, e ela abriu a boca de leve, surpresa ao ver meu pau mole. Pra mim parecia pequeno naquele estado, mas ela não pareceu achar a mesma coisa.
— Nossa, meu primo tem um belo pacote entre as pernas — me elogiou sorrindo, de novo sem olhar nos meus olhos —. Como é que eu faço pra ele ficar duro? Me dá um pouco de vergonha tocar, porque você é meu primo e tal...
— Anna, eu gosto muito de você, mas não te considero minha prima, então pra mim não tem problema.
Dessa vez ela levantou o olhar, fixando nos meus olhos. E sussurrou numa voz tão baixa que mal ouvi, mesmo estando do lado dela:
— Não quero que você se confunda, Pere. Isso aqui é só pra medir, não quero que crie expectativas erradas. Tá bom?
— Entendido — afirmei, e nisso ela pegou no meu pau com a mão direita e começou a masturbar devagar mas intenso, e mesmo a mão dela me dando muito prazer, me excitava ela olhar nos meus olhos enquanto me batia uma. Entre suas mãos começou a crescer até o ponto de precisar das duas mãos, e é que eram tão pequenas que não conseguiam segurá-la direito.
— Só você já ganha do Rafa — declarou sem precisar medir, mas mesmo assim pegou a fita métrica e da base até a ponta marcou dezessete centímetros — Você ganha por dois centímetros... E ainda é grossa.
Depois de ficar vermelho, pensei em como perguntar se ela podia terminar o que tinha começado, mas pra minha desgraça ela pareceu perceber minhas intenções, subindo minhas calças sem dizer uma palavra.
— Você é apto pra fazer uma mulher gozar, manda o Antón entrar.
E eu, de pau caído por ter ficado na vontade, saí do quarto avisando o Antón que era o próximo, reparando depois na hora: Duas e quinze da tarde.
*****
*****
Antón
Entrei no quarto e tranquei a porta pensando que privacidade é muito importante. Só de ver a Anna na posição que estava já bastava pra me deixar de pau duro, e é que com as pernas abertas, a regata marcando os bicos dos peitos duros como pedra, inclinada pra trás apoiada nos braços, me tentaram a pular em cima dela e meter ali mesmo.
— Tirei o sutiã só pra você, mas não vou te mostrar os peitos nem vou tirar mais nada... — garantiu ela, autoritária — Não... Fala nada, só abaixa as calças, vai bater uma sozinho! — apressou-se a Anna ao ver que o Antón ia contestar — Vou te esquentar como puder, mas sem nos tocar. Vale? Se me tocar, acabou, saio do quarto e vou embora muito puta.
— Vale, vale. Calma, que é só pra medir, hein...
A jovem soltou um suspiro, se desculpando.
— Tô muito nervosa, desculpa. Tenho medo de vocês confundirem isso, não quero nada com vocês. Vale? Se você entender isso, sem toques vou te esquentar o máximo que puder.
— Vale Anny, sem problema — menti enquanto abaixava as calças. Claro que ia respeitar essas pedidos, mas só seriam aplicados ao concurso, não ao resto do fim de semana. Peguei na minha pica, que já estava um salame, e a aproximei do rosto dela, deixando-a quase vesga. Comecei a me masturbar a milímetros do rosto dela, e implorei, deixando escapar gemidos involuntários: "Anna, toca você ou algo assim, senão isso nunca vai ficar duro. Vamos, seja gostosa por uns instantes."
Anna parou de olhar para a minha pica e cravou os olhos escuros e vidrados nos meus, passou a língua pelo lábio superior, lambendo-o sensualmente, e no fim mordeu o lábio inferior. As duas mãos dela agarraram sem hesitar o par de peitões enormes, que devia ser um tamanho noventa e cinco, umas cem, por aí.
E apesar de isso me deixar muito excitado, consegui dizer:
"Me mostra os bicos. Preciso ver seus peitos pelo menos uma vez antes de morrer." E isso pareceu diverti-la, porque ela riu enquanto sussurrava que todos os homens são muito simples.
Ela parou de apertar os peitos através da camisa para agarrar as bordas e puxá-las para baixo, deixando à mostra os dois peitões enormes. Uns bicos de um tom rosa escurecido estavam duros e firmes, vendo como ela os beliscava suavemente, terminou de me deixar duro.
Aproximei a pica do rosto dela, ainda mais perto do que antes, tão perto do nariz dela que ela podia sentir o cheiro sem problemas, gemendo para avisá-la de que não faltava muito para eu gozar.
"Quieto parado, parça!" — disse ela, colocando a fita métrica na pica, tocando-a acidentalmente com as laterais das mãos, sem tirar os olhos dela um segundo sequer, colocou o dedo no centímetro dezenove. "Não acredito! Dezenove centímetros! Quatro a mais que o Rafa e dois a mais que meu primo! Manda o Júlio entrar."
"Você é uma puta provocadora mesmo."
"Lembra que isso não é um concurso, é um teste, não prazer. Mas valeu de qualquer forma." Ela agradeceu com um sorriso de orelha a orelha, só faltava um e o concurso teria terminado.
*****
*****
Júlio
Vi o Antón sair, e Aproveitando que o Pere tinha saído, me aproximei dele e perguntei como tinha sido com ela.
— Foi um desastre, ela não deixou eu tocar nela — sussurrou bem baixinho, fechando a porta atrás de si. Eu ouvia a Anna falando, provavelmente no celular — Mas, isso sim, ela tirou o sutiã e os bicos apareceram. No fim, convenci ela a me mostrar os peitos.
E ficou doida quando eu bati uma perto do rosto dela. Tipo, comecei a me masturbar a milímetros da cara dela, e sem vergonha nenhuma, ela não tirava os olhos da pika. Pelo que eu vi, ela curte muito quando batem uma tão perto do rosto que ela consegue sentir o cheiro. Vê se você tem mais sorte que eu.
Eu assenti, agradecendo pela informação.
— Com quem ela tá falando? — perguntei curioso.
— Com o Rafa. Quem sabe o que esse idiota quer agora.
Afastei o Antón do caminho, abri a porta e entrei. Ela fazia gestos pra eu sair, tanto com a boca quanto com as mãos, mas eu ignorei. Fechei a porta atrás de mim e baixei a calça, mostrando pra ela uma pika bem carnuda.
— Você passou semanas sem falar comigo, e agora me diz que sente minha falta? Que sem-vergonha você é. Sabe o quanto eu sofri, pensando que você ia terminar sem nem se despedir? Não conseguia dormir, e quando dormia, tinha pesadelos. Também não conseguia comer de tão chateada — ela se calou, e eu ouvi um zumbido que devia ser a voz do Rafa. Eu não queria que a Anna falasse com o Rafa, isso podia estragar tudo, mas também não podia arrancar o celular dela. Então, me limitei a começar a bater uma na frente do rosto dela, a um ou dois centímetros da boca dela. Ela abriu a boca, mas não pra chupar, e sim de surpresa ao ver meu pedaço de pika. Só a parte carnuda já era tão grande quanto a pika do namorado dela. Quando olhei pra ela, percebi que tentava esvaziar a mente e desviava o olhar pra qualquer outro lugar, menos pra minha pika.
Devia ser muito desconfortável pra ela ter uma pika tão grande a centímetros da boca enquanto falava com o ex-namorado.
— E por que você tá me ligando agora? Te... Entrou o tesão e você cansou de bater punheta? —Perguntou com um certo tom de raiva descontrolada, embora não desse pra notar muito a menos que desse pra ver o rosto dela também, ficou em silêncio enquanto Rafa dizia algo— E quem me diz que você não aproveitou esse "tempo" pra ficar com outras? Porque ouvi uns boatos, sabia?
Comigo balançando a pica a centímetros do rosto dela, Anna parecia ter se rendido e acabou encarando ela fixamente.
— Você nem se dá ao trabalho de negar? Que forte, hein —reprovou ela, incrédula, e Rafa deve ter dito algo que ela não gostou, porque a cara de Anna se transformou numa expressão de ódio puro— Como é? Como é?! —perguntou irritada na primeira vez, e claramente ofendida na segunda— Não, não fiquei com nenhum desses "abutres" nem tinha planos de fazer isso. Mas olha, se pintar uma oportunidade, posso dar uma flertada com algum, afinal... Não estamos juntos já que "demos um tempo"!
E diante dessa afirmação, agarrei a pica e comecei a bater punheta com a mão direita. Com a esquerda, num movimento ousado, agarrei ela pela nuca enquanto eu olhava pro teto. Embora ela tenha resistido, parou de fazer isso ao ver que era só a mão esquerda, apoiada na nuca dela. Quando baixei o olhar, peguei ela observando hipnotizada, com os lábios sendo atraídos pro meu prepúcio. Nem os lábios dela tocaram, nem minha ponta tocou ela, mas a distância entre a pele dela e minha pica já era praticamente zero.
— Calma, eu não sou igual a você, não comi um amigo só pelo que você me fez, mas se antes eu achava que flertava e era permissiva, imagina como vou ser agora. Se a gente voltar, não vou deixar você jogar nada na minha cara nunca mais. Você comeu outra nesse tempo que pediu pra refletir, e depois dizia que quem dava pra todo mundo era eu!
Depois de uns zumbidos nervosos, Anna exclamou:
— Não é da sua conta, não sou igual a você, mas fica sabendo que essa eu vou guardar —ameaçou ela enquanto eu agarrava minha pica com a mão livre e começou a passar ela com raiva. Fazia isso tão violentamente que me esmagava as bolas.
Agora que eu tinha as mãos livres, me inclinei pra pegar o peito esquerdo dela e puxar pra fora. Pude sentir a música celestial de "aleluia" quando agarrei aquele peito, e é que é uma sensação muito comum conseguir um beijo, um toque ou o sexo em si com seu amor platônico. O toque, a firmeza, o tamanho daquele peito era simplesmente perfeito.
- Eu nunca teria te traído, nem mesmo quando você pediu um tempo e tecnicamente não estamos juntos! - Anna não parava de olhar pra minha pica, exceto por olhares intensos nos meus olhos. Parecia incrível que ela conseguisse se concentrar na punheta, em mim e na conversa -. Mas você já deixou claro que pelo menos por enquanto não estamos juntos, então até voltarmos, se é que vamos, posso fazer o que quiser sem consequências.
Sem se despedir, Anna desligou o celular e foi cuidar do assunto.
- Júlio, não se engana, isso eu faço por vingança - garantiu sem olhar nos meus olhos, embora parecesse estar deixando claro pra si mesma, como tentando reprimir seus instintos -. A punheta, quero dizer, mas daqui não vamos passar. Me entendeu?!
- Se faz por vingança, enfia na boca - tentei na esperança de colar.
- Não vai ter tanta sorte, uma pena pra você - garantiu confiante com um sorriso perverso - E, na verdade, já terminei.
- Que pena, né? Tenho certeza que você ia curtir com ela.
- A verdade é que sim - admitiu Anna com o olhar fixo em medir corretamente a enorme e monstruosa pica, com veias grossas decorando todo o tronco do cilindro de carne.
A impressionante peituda, que tinha os peitos pra fora da camisa, me olhou nos olhos e disse:
- Te devo desculpas por não acreditar em você, você é o que tem a maior... Vinte e três centímetros bestiais, ainda bem que não vamos fazer nada porque você me partiria.
- Anna, Você está morrendo de vontade.
—Sim, mas eu sou fiel, ao contrário do meu namorado, e graças ao deslize dele, agora ele nunca mais vai poder me fazer chantagem emocional sobre vocês e o ciúme dele. Pra mim já é o suficiente.
—Achei que tinha ouvido você dizer que "vocês não estão juntos" por enquanto, enquanto falava com ele — ri enquanto dizia, tentando encontrar brechas na já óbvia força de vontade enfraquecida dela. — Por que você fala uma coisa dessas se não pretende fazer nada?
—Obviamente porque quero que ele se preocupe, que fique com ciúme e que se foda sabendo que não pode fazer nada. E se, mesmo sem eu dizer se realmente fiz algo, a gente acabar voltando e ele não me cobrar isso, então vou perdoar ele.
Desisti da discussão, diante de argumentos tão sólidos, só podia fazer ela ganhar confiança. E nas batalhas psicológicas, só tem dois jeitos de influenciar alguém decidido: ir na força ou ter paciência e ir deixando pequenas rachaduras na vontade e na moral da possível vítima, até ela ceder.
A Anna já não aguentava mais, eu sabia e ela sabia. Dava pra ver no olhar dela, porque ela era tipo um livro aberto, e por trás do véu de serenidade se escondia uma tempestade de fogo e desejo contra a vontade de ser fiel, que já não fazia mais sentido.
A gente se olhou por alguns segundos, até que ela desviou o olhar, se levantou e, me empurrando por falta de espaço, saiu pela porta pra ir ao banheiro.
*****
—Já são três da tarde, a gente devia comer alguma coisa — sugeri, olhando as horas, porque o tempo tinha passado voando. — A gente come os sanduíches que trouxe ou deixa pra merenda?
O Pere tinha estado arrumando o trailer por cima, e o Antón estava vendo TV. A Anna já estava uns dois ou três minutos no banheiro, mas não respondia. Desde o começo, as cortinas leves tinham escurecido o ambiente daquela casa portátil, mas o primo da Anna tinha feito questão de deixar entrar luz suficiente pra iluminar o trailer inteiro.
Antes, mesmo com as quatro lâmpadas, era um Ambiente bem lúgubre. E me deu a sensação de que, ao tirar as cortinas, o calor exagerado, mesmo para o verão, tinha dobrado de intensidade.
— Pere! Liga o ar-condicionado ou algo — supliquei, juntando as mãos igual um monge rezando, e, apesar de ter falado totalmente sério, ele se acabou de rir sem se dignar a responder.
— Prima, vamos comer ou o quê?
— Tô me lavando um pouco por cima, vai preparando os sanduíches. Eu pego o meu depois — ouvi ela dizer do sofá onde eu tinha acabado de me sentar, a voz tremendo. Será que ela tava se masturbando? Me deu medo pensar nisso, já que podia aliviar a pressão que com tanto esforço tinham conseguido acumular nela.
Atravessei metade do trailer de um pulo e bati na porta:
— Anna, por favor, tenho que ir no banheiro urgente, não aguento mais.
— Mas é que eu... — deu pra perceber claramente como ela hesitou ao pensar bem no que quer que fosse dizer e, depois de uns segundos curtos e quase imperceptíveis, continuou — ... tô me sentindo mal. Não pode ir nos públicos?
— Não, Anna, é uma apertada muito forte. E ainda tô morrendo de vontade de mijar. Por favor! — menti com facilidade.
Ela não demorou pra abrir a porta, sem conseguir me olhar nos olhos. De cabeça baixa, foi pra cozinha, onde suponho que foi preparar os copos pra beber ou pegar o sanduíche dela. Entrei no banheiro e cheirei com meu focinho de hiena selvagem, mas não reconheci nenhum rastro "sujo", então me concentrei na minha visão de abutre, procurando algo que pudesse entregar o que ela tava fazendo, mas não encontrei nada. Se tinha tentado se aliviar, escondeu muito bem qualquer prova, se é que sobrou alguma.
Demorei pra sair, fazendo tempo pensando em como ia terminar de minar a vontade da tão desejada mulher do trailer. Qual era a melhor estratégia? "Podia ir direto ao ponto num momento de intimidade... Ou será que é melhor a gente atacar ela, eu e o Antón, até ela se render? Será que posso contar com o Pere? Se eu puder contar com ele, a vantagem é... Esmagador... Ele poderia minar isso pra ela, e com a confiança que eles têm, ou ele come ela ou nos deixa o caminho mais livre... Mas nunca falei da Anna com ele, ao contrário do Antón. Será que o Pere vai entrar na aliança pra foder a prima dele?" Pensei, sem me decidir por nenhuma opção, nem ter confiança suficiente no Pere.
Acabei decidindo que ia improvisar, o melhor nesses casos de incerteza.
*****
*****
Pere
Minha prima estava muito agitada, eu a conhecia bem demais. A mania de mexer no cabelo e enrolá-lo com o dedo indicador era o claro sintoma de que ela estava indecisa com alguma coisa. Coisa que não parava de pensar até escolher uma solução pra dúvida.
E mesmo tentando disfarçar, tanto o Antón quanto eu já tínhamos percebido. Não precisava perguntar.
A Anna não andava, ela rebolava como uma gata no cio rodeada de felinos na mesma condição. Eu duvidava se fazia isso conscientemente ou não, mas no fim das contas, fazia.
Quando entrei no quarto pra ela tirar minhas medidas, ela parecia mais segura de si e não estava tão nervosa. Portanto, devia ter acontecido alguma coisa desde que o Antón e o Júlio entraram, porque ela foi direto pro banheiro e, quando saiu, estava nesse estado.
Quando sentamos pra comer o sanduíche, quem mais falou foi o Antón, o Júlio e eu. A Anna só ria de forma forçada e dava pequenas mordidas no sanduíche, soltando suspiros imperceptíveis pro ouvido, mas não pra vista.
— O que vocês querem fazer depois? — perguntou com um interesse repentino, criando uma alternativa pras besteiras que a gente tava falando.
— Quer que eu seja sincero?
A Anna assentiu com seriedade, e o Júlio passou de sério pra um sorriso amigável, como quem fala uma bobagem que não devia ser levada a sério.
— Tirar uma soneca — disse meu amigo, que apesar do sorriso, dava pra ver que tava falando sério.
— Eu ia dizer que preciso dormir, caso vocês quisessem ir pro bar do camping jogar sinuca ou algo assim. Estilo, que tô com um sono que não me aguento em pé —se desculpou meu parente, mesmo não sendo crível—. É que... não dormi nada. Fiquei vendo o que restava da última temporada de Game of Thrones.
—Também tô com sono, deve ser esse calor. E você, Antón? —falei com sinceridade, já que até agora nem tinha percebido essa sensação de esmagamento.
Antón deu de ombros depois de olhar pro Júlio, e achei ver algo... Uma piscadela? Me pareceu que o Júlio piscou o olho pra ele e assentiu, mas se aconteceu, foi muito rápido e ninguém notou. Ele me olhou e declarou:
—Se nós quatro tamos com sono, deve ser coisa do calor, como você disse. O único problema é que não tem ventilador —lamentou, batendo a palma da mão no próprio rosto—. Pensei em trazer um, mas... enfim. Como é que a gente vai fazer?
Anna abriu os olhos, que tinham ficado timidamente semiabertos, olhando pra um horizonte que não existia.
—Acho que já falei, eu durmo com meu primo na cama de casal. A caravana é dele, e vocês são os convidados dele, quero dizer. E eu também, mas ele é meu primo e se eu tenho que dormir com alguém, vou dormir com ele —afirmou com uma decisão inegável, apesar da gagueira rápida e contínua.
Ela não viu, mas o Júlio me olhou com algo que não soube identificar. Ele tava me analisando visualmente? Tava tentando me dizer alguma coisa? Não soube o que ele queria, mas sabia que não tava me olhando à toa. Sustentei o olhar até decidir responder minha prima:
—Como você quiser, Ann. Pra mim tanto faz dormir num desses sofás, mas o que ela disse faz sentido —falei como se tivesse lido de um roteiro, mesmo não pensando nada daquilo. Será que eu tava disposto a não dormir com minha prima? Acho que falar assim soou melhor. Anna me olhou sorrindo, e pela primeira vez desde o que aconteceu no quarto, vi nos olhos dela uma tranquilidade plena. Me senti mal, mesmo feliz por ela estar contente, e fiquei chateado porque tava morrendo de vontade de dormir junto com ela...
*****
Anna fechou a Porta com trinco, e ela se apoiou com as costas na porta, como se estivesse exausta, fechando os olhos e soltando o ar pela boca devagar. Fiquei olhando praquela visão...
Naquele momento, o quarto tava iluminado só pela pouca luz que entrava pela cortina entreaberta. Mesmo sendo dia e o sol torrando lá fora, a estreiteza da cortina roubava muita luz do quarto, deixando um ambiente onde era difícil reparar nas coisas com detalhe: Minha prima encostada na porta, toda ensopada de suor; com uma camisa que, pra mim, era apertada demais, o que favorecia muito a imagem dela, e com uma alça caindo pelo braço, os bicos aparecendo através da camisa fina. E o sutiã dela!? Quando é que ela tinha tirado?; na cintura, ela usava um shortinho azul marinho, de tecido bem fino, e esse acessório parecia praticamente uma calcinha de tão curto que era, apertando as coxas duras dela.
Eu não tava de camisa, nem calça, nem cueca, mas ela não sabia.
— Tô com muito, muito calor — sussurrou sensual, ainda encostada na porta e sem abrir os olhos — Abrir a janela não seria melhor?
— No trailer tem sistema de ventilação, mesmo sendo ruim e pequeno. Se abrirmos a janela, vai entrar todo o calor... — respondi, como sempre, com toda sinceridade.
— Então, se não tem o que fazer... Você poderia fechar a cortina de vez? Essa luz me incomoda — perguntou com timidez, ainda de olhos fechados; a voz dela, ao começar a pergunta, também começou a tremer. Ela tava muito nervosa, eu não. Sabia que oportunidades como essa eu não ia ter, provavelmente, nunca mais.
Não respondi e fechei a persiana, e a verdade é que era uma regra não escrita que a gente tinha assinado literalmente os dois, não tinha palavras, só fatos. Ou rolava algo ou não rolava nada, falar não ia adiantar nada naquele quarto.
Anna começou a se mexer, eu só escutava. Meus olhos acostumados com a luz não sobreviveram à escuridão e eu... Meu coração batia cada vez mais forte. Ela se esticou do meu lado, sem dizer uma palavra, e percebi que ela se virou, mas não sabia se estava de costas ou olhando pra mim. Meus olhos se acostumaram com a escuridão, e eu via pequenos fios de luz batendo em partes da van. Mas o resto continuava escondido, não conseguia vê-la. O que eu devia fazer? Devia falar com ela e perguntar algo relacionado ao assunto? Ou devia simplesmente fazer o que queria fazer?
Mas eu e ela sempre contamos tudo um pro outro, não queria começar agora a esconder coisas dela. Decidi dar a chance dela me rejeitar, porque eu amava ela, do jeito que se ama sem estar totalmente apaixonado.
Estiquei minhas costas apoiando no colchão, com a cabeça no travesseiro.
— Anna...
— Fala — ao responder, ela me mostrou que estava de costas pra mim.
— Lembra que te perguntei no ônibus se eu podia te abraçar mais vezes? Igual o Júlio e o Antón.
— Sim... — ela riu enquanto lembrava — Eu falei que você estava com ciúmes e te abracei.
— E você disse que eu podia te abraçar quando quisesse?
— Me soa familiar, embora não lembre exatamente, mas falei algo parecido.
Não falei mais nada, fiquei em silêncio e então passei meu braço direito por baixo dela. Me surpreendeu que ela não se opôs nem um pouco a essa aproximação, mas aí lembrei do que tinha pensado antes: "Não vai ter palavras, só atos"
E então senti que tudo ia dar certo. Nada, absolutamente nada ia dar errado. Ela pra mim, pelo menos naquele momento, já não era mais platônica.
E então meus braços se fecharam em volta do tronco dela, com ternura e timidez. A camisa dela estava molhada de suor e a respiração dela era ofegante. Anna estava encolhida e eu aproximei meu quadril do dela. Mesmo com a camisa, percebi que ela estava nua da cintura pra baixo. Juntei meu pau, ainda meio mole, com a bunda dela e como resposta só tive silêncio.
O cabelo lindo e cacheado dela, que eu não conseguia ver, parecia estar preso. Apoiei Levemente encostei o queixo no ombro dela e, apesar do calor do ambiente, o calor do corpo dela me confortou.
— Pet...
— Sim?
— Tô toda suada. Não te dá nojo? Não me importo de você me abraçar, mas... enfim... — ela não disse nada sobre eu ter meu pau no cu dela, então, acabava de confirmar que aprovava o que estava prestes a acontecer.
— Nojo não é a palavra — garanti enquanto cheirava o pescoço suado dela, coberto de suor. Por que isso me excitava tanto?
Cravei meus dentes, meus lábios no ombro esquerdo dela, o que não estava apoiado no travesseiro. Um gemido de prazer saiu do fundo da alma dela, e o sabor era excitante, simplesmente amei.
— O que... cê tá fazendo?
— Te mostrar que não tenho nojo.
— M... Mas não me morde, você tá engolindo meu suor.
Meu pau começou a crescer entre as nádegas dela, pressionando contra elas, buscando seu lugar "no mundo". Em resposta à declaração dela, foi uma mordida mais forte, não uma que machucasse, mas uma mais intensa, mais suja... No pescoço dela.
— Cê gosta de suor? — brincou ela, nervosa, tremendo dos pés à cabeça, presa nos meus braços e agora também nas minhas presas. — Nunca me disse isso.
— Tô dizendo agora, gosto do seu suor.
Anna ronronou e fez força para se soltar dos meus braços. Deixei ela sair, mas ela não saiu da cama.
— Vejo que meu primo não tem sono, meu primo tá brincalhão. Meu primo quer brincar com a prima — disse ela na escuridão, sem revelar a posição real.
Uma mão pequena e quente pousou no meu peito e me deitou na cama.
— Eu também quero brincar um pouco — declarou, e depois de um silêncio absoluto, senti a língua dela lambendo do meu peitoral esquerdo até meu pescoço, onde cravou os dentes com desespero. Não consegui evitar soltar um suspiro, seguindo o jogo dela de não reconhecer o que estava rolando.
— Ah... Então quer brincar de ver quem morde quem?
Anna riu, já não estava mais nervosa. Outra mordida carinhosa se cravou no outro lado do meu pescoço e dessa vez eu gemi, porque ela sentou ao mesmo tempo em cima do meu pau. pernas, cobertas por um lençol fino de pano. Enfiei minha buceta no meu pau, com a única barreira do cobertor.
A mordida dela virou um chupão daqueles, enquanto cravava as unhas nas minhas costas.
Abracei ela pelo peito e virei ela de costas à força, enquanto ela ria.
— Sua vez — falou, separando palavra por palavra.
— Você disse que é um jogo de morder, né?
— Aham...
Me acomodei entre as pernas dela com meu pau já todo duro, pulsando como se fosse um coração independente. Procurei os peitos dela e, sem usar as mãos, cravei os dentes num dos seios, ainda cobertos pela camisa.
Meu pau tocava a ppk dela, que tinha o mato bem aparado.
— Minha vez — disse ela, escapando por entre minhas pernas, me agarrou pela cintura e me beijou nos abdominais. Nas laterais e no centro, roçando o rosto no meu pau ereto. Percebi que, ao tocar, ela se aproximou devagar. Mas eu a afastei, não queria que me chupasse. Tava esperando há muito tempo, e não aguentava mais.
Peguei ela pelo pescoço e falei:
— Minha vez, safada. Não ia me morder duas vezes, não?
— Nem passou pela minha cabeça — mentiu Anna na cara dura, se deixando levar pela minha mão, guiando a cabeça dela pro colchão.
— Pois eu quero te morder várias vezes — falei, virando ela de bruços, e com uma mão, abri a cortina de leve. Agora eu podia vê-la, com a bunda empinada e a cabeça apoiada no colchão.
— Que safado — ela riu, entre um ronronar e um gemido.
Dei um tapa na bunda dela, ela gemeu. E cravei uma mordida na nádega, e ela gemeu mais alto.
— Onde vai ser a segunda mordida? — perguntou, com a voz tremendo pra caralho.
— A segunda vou guardar.
— Pra quando? — perguntou, me olhando nos olhos, com o rosto apoiado no colchão.
Não respondi, só peguei no meu pau e apontei pra bucetinha dela. Que parecia estar respirando, abrindo e fechando desesperada.
— Pet... Não, isso não... — E apesar daquele pedido, que já mostrava a força de vontade dela morta, eu bati. com minha pica na buceta ensopada dela, fazendo aquele squish squish... Pet... A gente tava brincando, isso que você quer fazer já é algo que não... Pet! Por favor, não faz isso... Pet! Ahhhhhh- Enfiei com toda a força, entrou sem resistência nenhuma. Minhas bolas batendo nas coxas dela, e então agarrei as nádegas dela, uma em cada mão. Dando uns tapas antes de tirar quase tudo e meter de novo até o fundo-. Ahhhhhhh, Ai que... Ufff... -E os gemidos dela cada vez mais altos, impossível que o Júlio e o Antón não ouvissem, mas tava pouco me fodendo. Com as mãos puxei as nádegas dela contra meu quadril com força, e ela descia obediente, se empalando sozinha só guiada pelas minhas mãos, não parava de gemer e isso me deixava mais louco. Queria ver ela, precisava ver ela direito. Abri a cortina e mudei de posição, colocando ela de lado, abrindo as pernas dela, enquanto pegava uma delas, metendo e tirando agora devagar mas com estocadas bem fortes, buscando o fundo da alma dela. -Ai Pet, você tá me machucando... Mas me dando tanto prazer, vai me partir no meio -ela confessou me olhando nos olhos, com o queixo caído e uns fios de baba soltos. A camisa dela toda molhada deixava os peitos e os bicos aparecendo, e com a mão que sobrou puxei eles pra fora, beliscando de leve sem machucar os bicos, e isso fez ela colocar a língua pra fora, me convidando a explorar aquela boquinha tão molhada. Eu precisava beijar ela, então pressionei a perna dela contra o tronco, mantendo a posição de lado e cravei minha boca nos lábios dela pela primeira vez. Foi um beijo bem molhado e apaixonado, e ela só parou de me beijar quando cravou as unhas na minha pele e gemeu que nem uma louca. O corpo dela parou de se mexer, como se preparando pra algo grande, tipo o mar recuando pra formar uma onda gigante. -Ahhhhhhh Pet... Pet... -Os olhos dela ficaram brancos, a boca se abriu ainda mais e ela esticou ainda mais a perna. -Anna, vou gozar correr.
—Não goza dentro, aguenta… Tô quase, por favor… segura mais um pouco e goza fora. Ah, Ah, Ahhhh to gozando, mano… to gozando.
Não quis decepcionar ela, então não parei. Tentei me concentrar em outra coisa pra não gozar, e cravei os dentes no pescoço dela com muita força. Meu quadril perfurava o dela, e faltavam segundos pra eu gozar.
E chegou o momento, não aguentava mais, ia gozar dentro dela, acelerei o ritmo ao máximo que meu corpo permitia.
— Pet, vou gozar já, não goza dentro… Ahhhh, ahhhh por favor nãooooo — gemeu enquanto o corpo dela paralisava e eu sentia ela se contrair, ela tava gozando, e eu também.
Com uma última estocada, minhas bolas esvaziaram dentro dela. Ela, com os olhos virados e hipnotizada, gemia num volume quase de sussurro.
Minhas estocadas diminuíram muito, uma a cada dois segundos mais ou menos. Tentando dar os últimos toques de prazer.
Desabei em cima dela, e ela me beijou enquanto os braços dela me envolviam.
— Foi… muito intenso, adorei, Pet.
— Gozei dentro…
— Tomo a pílula — soletrou sílaba por sílaba, me acalmando com um sorriso.
Fiquei atordoado…
— E pra que veio todo esse teatro?
— Outro jogo — confessou com uma gargalhada final. — Mas você curtiu ou não?
— Sim.
— O proibido é gostoso — disse me olhando nos olhos, com meu rosto a milímetros do dela.
— O proibido é gostoso — repeti, hipnotizado pelos olhos castanhos dela. Enquanto cravava minha boca na dela e nos fundíamos num só ser.
*****
*****
Julho
— Putz, Pere, se ele nos deixar sem o espetinho, eu mato ele — disse Antón estirado no sofá pequeno dele.
— Paciência, Ant, paciência. Vai rolar, ele tem que provar que é muito foxy, e não só com o namorado dele. Só precisamos saber ser persuasivos e dar o que ele quer… — garanti com calma. — Você já ouviu ele, gosta de ser comido com força. Temos duas pirocas grandes e uma foxy viciada em prazer… E um fim de semana inteiro.
Continua
Essa é a situação de Anna e Rafa, só que com o agravante de que ela tem pavor de perder quem ama: amigos, familiares ou namorado. E é que ela nunca foi muito popular entre as minas. Uma gostosa daquele jeito, com aquele corpo, que se não perdia amigas por inveja, perdia por brigas causadas por namorados que a desejavam mais do que as próprias namoradas deles.
Qual é a solução? Para Anna, um jeito fácil de evitar tretas com outras mulheres é focar em amizades masculinas. E, sendo como ela é, isso não é problema. O que poderia ser problema é o interesse. Sete amigos... (que representam os abutres e as hienas)... e um leão territorial e desconfiado como namorado?
E é aí que minha prima se encontrava: ia ter que escolher entre o leão ou as hienas, mais cedo ou mais tarde. Com o tempo, ela foi adiando o inevitável... A escolha. Como ela fazia? Dando pena, baixando a cabeça quando as discussões começavam, dando razão a ele mas evitando decidir. É que minha prima tem pavor de ficar sozinha, depende dos outros e não consegue nem pensar em romper com alguém que importa pra ela. Apesar de amar o Rafa, Anna indiretamente escolheu as hienas e os abutres. A pergunta é... O que acontece quando temos uma mina totalmente Dependente dos amigos, solteira e com um tesão danado porque não tão dando o que é dela?
*****
O fim de semana tão esperado por todos e, em segredo, pela Anna. Ela tinha feito questão de parecer que ia na obrigação, se mostrando orgulhosa e até constantemente irritada. Mas depois das últimas semanas, em que após o término não oficial do Rafa, minha prima não saía de casa nem pra encontrar os amigos, o que era bem estranho nela. Só depois de muito insistir, convencer e até chantagear, ela topou vir. Até parecia que tava nos fazendo um favor, e isso me dava raiva.
A relação entre minha prima e eu era muito próxima. Desde pequenos tínhamos muita intimidade, e me arrisco a dizer que ela nunca mentiu pra mim, assim como eu pra ela.
A gente já conversou sobre tudo, sem tabus, exceto por um único assunto que nunca tocamos. Será que seria errado se a gente se pegasse?
Ela nunca puxou o assunto, nem eu demonstrei meu interesse... Mas claro, se a gente fala de tudo menos da possibilidade de incesto entre primos, tenho certeza de que ela já percebeu que eu evitava o tema.
Nossa relação é indescritível, mas se baseia na boa energia, na confiança e na sinceridade. Ela é meu amor platônico e secreto, mesmo que ela não saiba, acho que desconfia.
E é nisso que fico pensando durante toda a viagem, vendo a Anna sentada em cima do Júlio, toda séria olhando a paisagem. Eu não era ciumento, mas me incomodava que eles tivessem tanta intimidade com ela, se aproveitavam de que ela queria evitar discussões e grosserias de qualquer jeito. Abraçavam e apalpavam ela sem que ela reclamasse, mas também não era descarado, faziam disfarçado, como se fossem gays e não tivesse segundas intenções por trás dessas mãos bobas.
Contra minha vontade, ela não reclamava de nada, só tirava as mãos deles, levantava e saía. E quando não saía, ficava só parada como se... Naquele exato momento, eu estava submisso ao abraço do Júlio. Ele conversava com o Antón, que estava sentado à sua direita, com o olhar fixo nos peitos exuberantes da minha prima. Eles estavam contentes, sem dúvida. Era a primeira vez em muito tempo que tinham a chance de dormir perto da Anna, e dessa vez era sem a vigilância dos pais. O que ia acontecer naquele fim de semana? Esses pensamentos de insegurança perfuravam minha cabeça sem parar, me causando um sentimento intenso de arrependimento por tê-la convidado, mas, ao mesmo tempo, sentia muita curiosidade em saber o que rolaria. É que quando você tem um amor platônico que pode ver mas não tocar, e acaba aceitando como aconteceu comigo, você tende a pensar pelo menos uma vez que adoraria vê-la pelada e saber como ela é na intimidade.
Anna pareceu perceber meu estado de espírito, porque se levantou sem dizer nada e sentou do meu lado, enquanto acariciava meu rosto.
— O que foi? — Perguntou com carinho.
— Nada — respondi, fazendo com que ela parasse de me acariciar e me encarasse.
— Se eu te pergunto o que foi, é porque sei que tem alguma coisa. E quero uma resposta.
Suspirei, pensando que o melhor seria confessar, mesmo que só parte da verdade.
— Não gosto que o Júlio e o Antón se aproveitem tanto, na verdade me incomoda pra caralho.
— Ah! — Vocalizou com ternura a Anna ao entender qual era o problema — Meu primo também fica com ciúmes. Aish! Que fofo. Mas Pere, você já devia saber que eles pra mim são só amigos e pronto. Não vai rolar nada... — Fez uma pausa olhando pro Júlio e pro Antón, pra concluir — E eu sei que eles se aproveitam um pouco, mas não quero ser grossa e deixar eles mal. Enquanto só me abraçarem, não tem problema nenhum — finalizou com um sorriso de orelha a orelha.
— Então posso só te abraçar? — Perguntei, me concentrando em fazer cara de pena, e isso a derreteu.
— Oh! Meu primo tá precisando de abraços — exclamou Anna se aproximando e me abraçando, e embora não fosse exatamente o que O que eu tinha em mente quando falei em abraçar ela, gostei disso -. Claro que pode me abraçar desse jeito, tem confiança - E com essa afirmação, senti que dava mais um passo em direção a ela e mais longe da minha friendzone.
*****
Eu observava minha caravana, que estava meio cheia de poeira. Fazia anos que não vínhamos, e era a primeira vez que vínhamos sozinhos, sem meus pais. Nunca tínhamos estado eu, Julio e Antón a sós com a Anna, e pensar no sem-fim de situações que poderiam rolar me deixava duríssimo, e devo admitir que, embora me irritasse que eles dois a pegassem nos braços na mínima oportunidade, isso aumentava minha libido constantemente. Que sensação tão safada era aquela?
Já tínhamos terminado de arrumar nossas coisas quando Julio e Antón sugeriram ir a uma enseada afastada das praias públicas, que só dava pra acessar por um trajeto que exigia pular cercas, descer ladeiras e conhecer muito bem o caminho. Era uma praia privada, desconhecida porque ninguém se aventurava tanto por aquela área, e era preciso explorar bastante pra encontrá-la por acaso.
Vi como o rosto da Anna se iluminou e ela correu pra pegar o biquíni, se trancando no banheiro pra, suponho, já deixar ele vestido e não ter que trocar de roupa lá.
Nós fizemos o mesmo, mas do lado de fora, e de longe eu observava como Julio e Antón trocavam olhares de cumplicidade.
-... Isso tá indo que é uma beleza - garantiu Antón enquanto vestia a sunga.
- Sim, a verdade é que esse fim de semana promete pra caralho - afirmou ele, com a maior cara de pau de que a Anna ou eu ouvíssemos. Que sem vergonha!
A garota saiu do banheiro, com um conjunto que nos deixou paralisados, os três. E aquele conjunto provocante de leggings que cortavam bem antes de chegar na metade das coxas, tão justas quanto uma luva de látex. E o top, claro, também ajustado à sua figura esbelta, fazia com que não conseguíssemos tirar os olhos dela. Ela pareceu perceber, então revirou os olhos. Em branco e sem fazer referência a nada, perguntou:
— Já vamos? — indagou, tirando o sentido da pergunta, já que estava abrindo a porta.
— Que pressa é essa, Anna? Vamos com calma.
— Quero tomar banho! Tô morrendo de vontade, e quanto antes chegarmos, mais tempo a gente vai ter na praia.
— A gente pode ficar lá o quanto quiser, então não enche tanto o saco — ordenou Júlio, passando por Anna e dando um tapa na bunda dela.
— Ei! Não se passa, Júlio. Senão a gente vai acabar mal. — explodiu Anna, mostrando que já tava de saco cheio dessas mãozadas há um tempão.
— Qual é, mulher. Foi só um tapinha com carinho... — Antón tentou acalmá-la com as mãos pra cima, tentando tirar o peso da situação.
— Vocês iam gostar que eu desse um tapa em vocês sem avisar? Ou que eu ficasse passando a mão quando desse na telha? — E essa pergunta fez Jota e Antón assentirem solenemente ao mesmo tempo, fazendo Anna revirar os olhos de novo. — Vocês são uns tarados, dá pra ver que são homens — declarou Anna, caminhando pra saída do camping, que ficava a cinco minutos.
— Os homens, os homens... — repetiu Júlio várias vezes em resposta a Anna, enquanto nós três a seguíamos. — Como se vocês também não fossem umas safadas!
— A gente sabe manter as aparências, a maioria, pelo menos. Vocês são muito simples, mostram suas cartas sempre que podem. Vocês são o sinônimo de fácil, e a gente de difícil de conseguir — afirmou Anna orgulhosa, com um sorriso de orelha a orelha, claramente se divertindo com o debate estilo discussão de gêneros.
Júlio abriu a boca como se tivesse sido surpreendido pela afirmação.
— Não vou te tirar a razão, Anny. A verdade é que vocês são mais do tipo: "Putas na cama, damas na companhia".
— Exatamente, Julito. Exatamente... Na cama a gente é bem vadia, mas com o parceiro e só com o parceiro. É isso que diferencia vocês da gente, que no geral, a gente não dá na cara.
— Então você é uma gostosa na cama.
- Só com meu parceiro - corrigiu Anna, vendo que a conversa tava desviando sutilmente pra direção da privacidade dela, e com essa declaração encerrou o papo, deixando o assunto como tabu.
*****
Não demoraram pra chegar na praia. Depois de três quartos de hora de caminhada, viram a enseada solitária de areia, cercada por muralhas de rocha impenetráveis pelos lados, e o único jeito de descer era por uma pequena escada formada naturalmente, provavelmente pela erosão da chuva e dos rios que desciam daquela pequena área de montanha. Tavam lá em cima, observando como o único barulho que se ouvia ao redor era das ondas batendo na areia e nas rochas, das gaivotas e outras aves costeiras.
Começaram a descer, com cuidado. Sem pressa mas sem parar, com Anna liderando a descida, marcando a bunda dela em cada movimento através da legging, umas curvas perfeitas sendo literalmente cravadas no rabo dela, e sim, eu admito... Eu também olhei, também admito que tava doido pra minha prima tirar aquela roupa e ficar de biquíni. Sério que fazia anos que não via ela de biquíni? Nem em foto.
Quando chegaram lá embaixo, meus pedidos foram atendidos. Porque ela não perdeu tempo em esticar a toalha e tirar sensual, claro que inconscientemente, o top, fazendo os peitões dela balançarem. E aí percebi que tava morrendo de vontade, igual os outros dois, que algo rolasse. Foi naquele momento, exatamente naquele momento, que desejei com toda força poder ler a mente dela. O que será que ela pensava? Será que ela sacava que a gente tava doido pra passar a mão nela? Será que aquela aparente calma e inocência era fingida? Sabia, bem lá no fundo, que não demoraria pra descobrir se ela tava se fazendo de desentendida e difícil.
Assim que Anna tirou a legging, tudo aconteceu muito rápido...
Vi o Júlio correndo na direção dela, pegando ela no colo e, enquanto carregava ela nas costas, corria pra beira da água com a clara intenção de Jogá-la na água. Pegando-a de surpresa, a morena soltou um grito e começou a bater nele sem muita força.
— Imbecil! Me solta! — Gritava que nem uma histérica, batendo com as palmas abertas nos ombros dele. — Não! Não, não, não! — repetia ela sem parar, até que finalmente se estatelou na água ainda nos braços dele, que se jogou com ela. Quando o corpo dela tocou a água, soltou um grito abafado que virou só um gemido, parece que por causa da temperatura da água.
Julio ria pra caralho, tremendo de frio também, e se afastou da Anna, que começou a persegui-lo o mais rápido que podia, com a água batendo na cintura dela.
— Vou te matar, imbecil! Essa porra tá congelada! — Ela exclamava, alternando entre raiva e manha, enquanto dava tapas pra todo lado. — Para de fugir, se é homem, luta.
Ele parou de repente e se deixou alcançar por ela, bem na hora que a mão aberta da minha prima ia bater na pele dele. Julio, num movimento rápido, pegou o pulso dela e virou, agarrando a outra mão também e colocando os braços dela em cruz pra ela não ter como se mexer.
Agora o peito do cara tava colado nas costas dela, e a virilha dele nas nádegas da minha prima. Ela se debatia pra escapar, mas sem sucesso.
— Me solta! Isso é sacanagem!
— Não, Anna. Não é. Você mandou eu lutar, e eu tô lutando. Agora você é minha prisioneira. O que vai fazer?
Da margem, eu via a Anna tentando acertar ele com os calcanhares nas coxas, sem acertar nenhuma.
— Covarde! Tá se aproveitando que é maior e mais forte.
— Mesmo se te soltasse, você não ia conseguir fazer nada. Me solta e a gente vê! Vou fazer você desejar nunca ter me jogado na água — ameaçou Anna, provocando ele, sabendo que ele não ia demorar pra soltar.
*****
*****
Julio
— ...Vou fazer você desejar nunca ter me jogado na água — exclamou Anna entre meus braços. As nádegas dela esfregavam eufóricas na minha entreperna, e eu não conseguia distinguir se era um movimento inconsciente dela ou mais voluntário do que parecia... E começava a ficar dura como pedra! Naquele momento, soltei ela, era cedo demais para um contato tão direto e eu queria esgotar a força de vontade dela com tempo e paciência, tentando evitar uma rejeição.
A peituda se virou para me acertar, mas recuei rápido, desviando da saraivada de tapas sem mira.
— Você é um maldito covarde, ou me segura pra eu não me mexer ou foge. Enfrenta como um homem! — gritou ela, sorrindo de forma safada.
— Para, Anna, um momento! — pedi sério, fazendo ela parar de repente.
— O que foi?
— Então o que você prefere, que eu te segure ou que eu fuja?
— Nenhuma das duas, imbecil! Deixa eu te bater.
Procurando jeitos de evitar a briga direta, mergulhei na água, agarrei o tornozelo dela e puxei pra cima, fazendo a garota ter que espernear com os braços pra não afundar.
— Agora quem tá no controle da situação, hein? — zombei dela, dando uma gargalhada.
— Você só sabe trapacear.
— Vamos, para com isso. Tá com frio? Com certeza já tá de boa na água.
— Tá, mas vou me vingar — garantiu ela, olhando pra margem, com a água batendo nos ombros. Estava tremendo, e parecia uma oportunidade pra abraçar ela com a desculpa de aquecer.
— Vem cá, Anna — ordenei, pegando uma das mãos dela submersa, puxando e abraçando. Tomando cuidado pra não enfiar minha pica na bunda dela, embora estivesse morrendo de vontade, mas ir com pressa só podia foder os planos do fim de semana inteiro.
— O que... o que cê tá fazendo? — perguntou, gaguejando de frio e tremendo. Mesmo com a temperatura da água, a pele dela estava quente.
— Te dar calor corporal pra você não sentir tanto frio — garanti, com minha entreperna a poucos centímetros da bunda dela.
— Pra não sentir frio, é só eu sair pra toalha e pegar sol.
— Quer? — perguntei. Perguntei dando a escolha, sem soltá-la.
Após alguns segundos de silêncio, ela se virou, mas mantendo uma clara distância entre nós e olhando nos meus olhos.
— Não me importo que me abrace, desde que não confunda as coisas. Pra mim você é como um irmão, nada mais. Valeu? Não me coloque numa situação complicada em que eu tenha que te dar um fora.
"Já vamos ver, se dá um tempo, antes dessa noite você cai com certeza" — pensei, olhando nos olhos dela e respondendo:
— Pra você eu sou um amigo muito bom, mas não como um irmão. Você é minha melhor amiga — confessei, dando a entender que a amizade era só uma ponte pra algo mais intenso. Não sei se ela entendeu ou não, mas ela se aproximou e me deu um beijo na bochecha.
— Você é muito fofo, Júlio. Mas não esquece que eu só sou uma gostosa pro meu parceiro, que é o Rafa; só sou dele — afirmou, e depois de piscar um olho, voltou nadando pra toalha, me deixando plantado ali. Não ia desistir, aquela gostosa ia ser minha, e ela, bem no fundo, sabia disso.
Demorei uns minutos pra sair da água até a inflamação baixar, voltei com calma e quando cheguei na toalha, ela estava rindo com o Pere e o Antón. Ao me ver voltar, ela fixou o olhar nos meus olhos, com uma intensidade que nunca tinha sentido antes.
Foi um duelo visual de alguns segundos, mas me deixou claro que por trás daquela fachada de indiferença, uma luta interna estava fervendo. Podia estar errado ao pensar isso mentalmente, mas ia arriscar. Naquele momento, havia dois finais possíveis: ganhar uma amante permanente com a Anna, ou perdê-la como amiga, e não ia ser a segunda opção.
*****
*****
Anton
Eu observava os três da minha toalha. Anna, Pere e Júlio falavam sobre amores passados, entre outras coisas. Por que um assunto tão melancólico? Anna tinha puxado o tema se referindo ao Rafa, e dava pra ver que ela ainda estava muito abalada. Mesmo assim, insistia em repetir várias vezes que eles não tinham terminado, que o Rafa precisava de um tempo pra clarear as ideias, e embora nenhum de nós três dissesse nada, todo mundo sabia que aquela relação já tava quebrada. É que o leão tinha se cansado de rugir e de desconfiar até da própria sombra. As hienas e os abutres rodeavam a parceira dele, e ela não fazia a parte dela. Então, tanto eu quanto o Júlio sabíamos que o Rafa só tava deixando a situação esfriar.
— Anna, então ele tinha que ter uma pica grande, né, Rafa? — perguntei pra ver se, com sorte, o papo ia pra um lado mais safado.
— Que que cê tá falando, Antón? — ela perguntou, claramente surpresa.
— Ora, já que você fala tanto dele, ele teve que te causar uma "muito boa" impressão.
— Pois é, ele tinha grande. E daí?
Não consegui evitar de rir.
— É por isso que você ama ele tanto? Pelo tamanho da pica dele?
Anna me olhou com desprezo, enfatizando cada palavra.
— Eu amo ele pelo jeito que ele me trata, não só pela pica dele.
— Mas pela pica dele, principalmente — repeti.
— Claro, ué, não sou de pedra, também caio na necessidade de uma boa transa, e se meu parceiro não tiver à altura, por mais bom namorado que seja, eu não vou ser feliz.
— Sinceramente... — Júlio interrompeu. — Você é feliz, Anna? Vale a pena uma pica boa em troca de um cara que te faz passar tão mal?
— Ele não me faz passar mal, sou feliz com ele.
— Não me entenda mal, Anny — Júlio se apressou em esclarecer. — Tô falando que, por mais que ele te ame e vocês fiquem bem juntos, você é feliz no seu relacionamento no geral?
Ela baixou o olhar em resposta, e nós dois soubemos que ela já tinha se feito essa mesma pergunta, se não uma, várias vezes.
— Como namorado, ele é ideal, mas é muito ciumento, esse é o único defeito. E como já disse, um bom relacionamento sem sexo é igual a insatisfação, ele me faz feliz do jeito dele e me satisfaz.
— Quanto que ele tem? — ouvi o Pere perguntar atrás de mim.
— Ele tem grande, basta vocês saberem disso — respondeu a prima dele, cortante.
— Fala, Anna, que a gente é amigo e isso daqui não vai vazar, só fala um número. É pra saber se ele tem muito grande, grande, acima da média. Normal, normal ou pra baixo.
Anna ficou pensativa, enquanto eu via ela morder o lábio, e abriu a boca pra dizer:
— Tá acima da média espanhola — confessou orgulhosa.
Julio, incrédulo, olhou pra ela e sorriu:
— Que vaga, hein, vai lá, solta a verdade. A média espanhola é treze centímetros, então o dele tem mais de treze, o que ainda não é grande coisa.
— Não é grande coisa!? — Ela perguntou, de olhos arregalados, mostrando como tava surpresa —. Como vocês nunca sentiram uma dentro de vocês, é normal que não pareça muito...
— Qual é, Anny, treze não é grande, na real, tá abaixo do normal.
Anna pareceu se picar com a afirmação, dando a entender, insistindo, que é um tamanho muito bom.
— É um tamanho muito bom, de pica eu entendo mais que vocês.
Nós três não conseguimos evitar rir da afirmação da garota.
— Julio, chegou a entendida de pica! — Brinquei, colocando as mãos como se fosse um microfone.
— Cuidado, Anny, não discute com ela não, que ela, igual com os Pokémon, pega todas!
— Idiotas! — Exclamou Anna, emburrada —. Tô falando que não é a mesma coisa um número na mão do que ter dentro. Eu já tive pedaço de carne dentro de mim, então sei do que tô falando, e é grande — garantiu ela, dando a discussão por encerrada.
— Independente se pra você parece grande ou pequena, comparada com a maioria pode ser pequena! — Provocou Julio, e depois piscou disfarçadamente pra mim, o rumo da discussão já tava traçado e não tinha volta.
Anna olhou pro Julio com um sorrisinho safado nos lábios, e depois olhou pra mim.
— Puxa, garotos. Me parece que vocês tão sugerindo que têm uma bem maior que o número treze.
— Pode ser — falei, analisando cada expressão no rosto dela, procurando algo que entregasse o que tava pensando.
— Quanto? — perguntou curiosa, e eu até diria que queria que a gente confessasse.
Pere riu. atrás de mim e eu sabia que ele ia soltar outra bomba, hoje ele tava soltinho:
- Não é assim que funciona, my cousin. Você tem que confessar o tamanho do Rafa primeiro, aí sim vai poder pedir o que quiser.
Anna riu junto com ele e exclamou, fingindo como uma atriz ruim se sentir ofendida:
- Isso é chantagem! Então nem me contem, se é assim... Tá vendo? Não me afeta em nada.
- Mas como você é teimosa! - falei zoando ela. - Com a curiosidade que você tem, tá morrendo pra saber nossas medidas.
- Sim, mas não vou me deixar chantagear. Porque não é algo meu, é algo do Rafa.
- E o que vai afetar ele a gente saber? Só fala pra gente saber qual medida você considera grande.
Ela mordeu os lábios, cravando o olhar no meu e com a voz baixinha sussurrou:
- Quinze centímetros ele tem.
- Como eu disse, é pequena, mas maior que treze - Julio zoou, esticado na toalha dele.
- É a vez de vocês! Quanto vocês têm? - exigiu com vontade e interesse claro, dando a impressão de que não aguentava mais sem saber.
- Eu tenho dezoito centímetros e uns quebrados - afirmou Julio orgulhoso.
- Não acredito! - Anna negou e, sem perceber, olhou pro sunga do Julio, mas ele não notou, porque foi um olhar quase imperceptível. - E você, Antón?
- Nunca medi, mas mais ou menos... - confessei, e entrando na brincadeira, fechei os dois punhos, coloquei um em cima do outro como se tivesse segurando uma piroca invisível e falei. - Umas duas mãos e meia - brinquei, mas não menti sobre o tamanho aproximado.
- E o Pere?
- Eu nunca medi, Anny, então não sei te dizer, mas no mínimo duas mãos.
Anna levou as mãos à boca e, se recusando a acreditar, começou a nos chamar de mentirosos. Dizendo que estávamos mentindo sobre o tamanho porque nosso orgulho não deixava a gente admitir o quanto o namorado dela era grande.
O que acabou numa discussão cheia de provocações, que continuou mesmo quando a gente foi pro camping lá pelo meio-dia.
Logo ela começou a tornar-se tão irritante que propusemos provar para ela, uma proposta que durou toda a caminhada e, embora ela estivesse relutante, acabou aceitando.
*****
Já tínhamos chegado no trailer, e Anna foi direto para o chuveiro público do camping assim que chegou. Isso nos deu tempo para planejar o que queríamos fazer, e como. E depois de várias discussões sobre o que deveríamos ou não fazer, acabamos chegando a um acordo em conjunto.
Minha prima Anna não ia demorar, e Julio preparou a fita métrica para quando ela chegasse. Na real, foi ela quem provocou essa situação, então não podia reclamar de nada.
Anna não demorou a vir, com o cabelo molhado e se secando com a toalha, na mão levava uma mochila com o nécessaire que tinha pego assim que chegou no trailer. Ali devia estar a roupa suja, e ela vestiu uma camiseta regata, com uma das alças caindo no ombro. O pijama era de verão até na parte de baixo, pois era um shortinho de tecido fino tão curto que parecia que ela estava só de calcinha.
- Vamos logo com essa merda de medidas.
- É você que não acredita, se confiasse na gente não precisava disso. Mas você feriu nosso orgulho e vamos fazer.
- Aff, não quero mais discutir sobre quem começou isso ou de quem é a culpa, vamos logo - ouvi ela dizer com um tom de nervosismo na voz -. Abram as calças e se inclinem.
Nós três olhamos feio para ela, ela estava fazendo parecer muito fácil.
- Anny, linda. Precisamos que você nos estimule, não conseguimos ficar duros assim do nada.
Anna balançou a cabeça várias vezes, deixando claro que não ia fazer.
- O que você está propondo? Não ao que quer que esteja na sua mente.
- Você é uma mulher gostosa com um corpaço, não precisa de muito para deixar nossas picas duras.
- Não sei por que, mas esse elogio não me lisonjeia... - garantiu Anna para Antón.
- Prima, que tal isso. Como você é a juíza, fica na Quarto com a cama de casal, e você mede uma por uma. Assim tem mais privacidade e menos pressão.
A moça hesitou por uns instantes até que finalmente concordou.
— Tá bom, vamos fazer essa competição rápida, ver quem ganha, se vocês mentem ou falam a verdade — disse ela indo em direção ao quarto, e já na porta perguntou —. Pere, você vai ser o primeiro, vem.
Sorri pra ela, senti um dos dois me dar um tapinha nas costas enquanto eu ia pro quarto com minha prima.
Lá dentro, tranquei a porta e comecei a baixar a calça, ela sentou na cama. O quarto era bem pequeno, não tinha mais de um metro da porta até a cama. Ela não olhava nos meus olhos, só ficava olhando pra minha virilha.
— Ah, Pere! Quem diria que eu ia passar o fim de semana assim, hein?
— Vai, boba, não encara como coisa ruim. É algo... Diferente — falei tentando animar ela, e pra minha surpresa, ela começou a desabotoar o jeans, puxando a calça junto com o shorts, e ela abriu a boca de leve, surpresa ao ver meu pau mole. Pra mim parecia pequeno naquele estado, mas ela não pareceu achar a mesma coisa.
— Nossa, meu primo tem um belo pacote entre as pernas — me elogiou sorrindo, de novo sem olhar nos meus olhos —. Como é que eu faço pra ele ficar duro? Me dá um pouco de vergonha tocar, porque você é meu primo e tal...
— Anna, eu gosto muito de você, mas não te considero minha prima, então pra mim não tem problema.
Dessa vez ela levantou o olhar, fixando nos meus olhos. E sussurrou numa voz tão baixa que mal ouvi, mesmo estando do lado dela:
— Não quero que você se confunda, Pere. Isso aqui é só pra medir, não quero que crie expectativas erradas. Tá bom?
— Entendido — afirmei, e nisso ela pegou no meu pau com a mão direita e começou a masturbar devagar mas intenso, e mesmo a mão dela me dando muito prazer, me excitava ela olhar nos meus olhos enquanto me batia uma. Entre suas mãos começou a crescer até o ponto de precisar das duas mãos, e é que eram tão pequenas que não conseguiam segurá-la direito.
— Só você já ganha do Rafa — declarou sem precisar medir, mas mesmo assim pegou a fita métrica e da base até a ponta marcou dezessete centímetros — Você ganha por dois centímetros... E ainda é grossa.
Depois de ficar vermelho, pensei em como perguntar se ela podia terminar o que tinha começado, mas pra minha desgraça ela pareceu perceber minhas intenções, subindo minhas calças sem dizer uma palavra.
— Você é apto pra fazer uma mulher gozar, manda o Antón entrar.
E eu, de pau caído por ter ficado na vontade, saí do quarto avisando o Antón que era o próximo, reparando depois na hora: Duas e quinze da tarde.
*****
*****
Antón
Entrei no quarto e tranquei a porta pensando que privacidade é muito importante. Só de ver a Anna na posição que estava já bastava pra me deixar de pau duro, e é que com as pernas abertas, a regata marcando os bicos dos peitos duros como pedra, inclinada pra trás apoiada nos braços, me tentaram a pular em cima dela e meter ali mesmo.
— Tirei o sutiã só pra você, mas não vou te mostrar os peitos nem vou tirar mais nada... — garantiu ela, autoritária — Não... Fala nada, só abaixa as calças, vai bater uma sozinho! — apressou-se a Anna ao ver que o Antón ia contestar — Vou te esquentar como puder, mas sem nos tocar. Vale? Se me tocar, acabou, saio do quarto e vou embora muito puta.
— Vale, vale. Calma, que é só pra medir, hein...
A jovem soltou um suspiro, se desculpando.
— Tô muito nervosa, desculpa. Tenho medo de vocês confundirem isso, não quero nada com vocês. Vale? Se você entender isso, sem toques vou te esquentar o máximo que puder.
— Vale Anny, sem problema — menti enquanto abaixava as calças. Claro que ia respeitar essas pedidos, mas só seriam aplicados ao concurso, não ao resto do fim de semana. Peguei na minha pica, que já estava um salame, e a aproximei do rosto dela, deixando-a quase vesga. Comecei a me masturbar a milímetros do rosto dela, e implorei, deixando escapar gemidos involuntários: "Anna, toca você ou algo assim, senão isso nunca vai ficar duro. Vamos, seja gostosa por uns instantes."
Anna parou de olhar para a minha pica e cravou os olhos escuros e vidrados nos meus, passou a língua pelo lábio superior, lambendo-o sensualmente, e no fim mordeu o lábio inferior. As duas mãos dela agarraram sem hesitar o par de peitões enormes, que devia ser um tamanho noventa e cinco, umas cem, por aí.
E apesar de isso me deixar muito excitado, consegui dizer:
"Me mostra os bicos. Preciso ver seus peitos pelo menos uma vez antes de morrer." E isso pareceu diverti-la, porque ela riu enquanto sussurrava que todos os homens são muito simples.
Ela parou de apertar os peitos através da camisa para agarrar as bordas e puxá-las para baixo, deixando à mostra os dois peitões enormes. Uns bicos de um tom rosa escurecido estavam duros e firmes, vendo como ela os beliscava suavemente, terminou de me deixar duro.
Aproximei a pica do rosto dela, ainda mais perto do que antes, tão perto do nariz dela que ela podia sentir o cheiro sem problemas, gemendo para avisá-la de que não faltava muito para eu gozar.
"Quieto parado, parça!" — disse ela, colocando a fita métrica na pica, tocando-a acidentalmente com as laterais das mãos, sem tirar os olhos dela um segundo sequer, colocou o dedo no centímetro dezenove. "Não acredito! Dezenove centímetros! Quatro a mais que o Rafa e dois a mais que meu primo! Manda o Júlio entrar."
"Você é uma puta provocadora mesmo."
"Lembra que isso não é um concurso, é um teste, não prazer. Mas valeu de qualquer forma." Ela agradeceu com um sorriso de orelha a orelha, só faltava um e o concurso teria terminado.
*****
*****
Júlio
Vi o Antón sair, e Aproveitando que o Pere tinha saído, me aproximei dele e perguntei como tinha sido com ela.
— Foi um desastre, ela não deixou eu tocar nela — sussurrou bem baixinho, fechando a porta atrás de si. Eu ouvia a Anna falando, provavelmente no celular — Mas, isso sim, ela tirou o sutiã e os bicos apareceram. No fim, convenci ela a me mostrar os peitos.
E ficou doida quando eu bati uma perto do rosto dela. Tipo, comecei a me masturbar a milímetros da cara dela, e sem vergonha nenhuma, ela não tirava os olhos da pika. Pelo que eu vi, ela curte muito quando batem uma tão perto do rosto que ela consegue sentir o cheiro. Vê se você tem mais sorte que eu.
Eu assenti, agradecendo pela informação.
— Com quem ela tá falando? — perguntei curioso.
— Com o Rafa. Quem sabe o que esse idiota quer agora.
Afastei o Antón do caminho, abri a porta e entrei. Ela fazia gestos pra eu sair, tanto com a boca quanto com as mãos, mas eu ignorei. Fechei a porta atrás de mim e baixei a calça, mostrando pra ela uma pika bem carnuda.
— Você passou semanas sem falar comigo, e agora me diz que sente minha falta? Que sem-vergonha você é. Sabe o quanto eu sofri, pensando que você ia terminar sem nem se despedir? Não conseguia dormir, e quando dormia, tinha pesadelos. Também não conseguia comer de tão chateada — ela se calou, e eu ouvi um zumbido que devia ser a voz do Rafa. Eu não queria que a Anna falasse com o Rafa, isso podia estragar tudo, mas também não podia arrancar o celular dela. Então, me limitei a começar a bater uma na frente do rosto dela, a um ou dois centímetros da boca dela. Ela abriu a boca, mas não pra chupar, e sim de surpresa ao ver meu pedaço de pika. Só a parte carnuda já era tão grande quanto a pika do namorado dela. Quando olhei pra ela, percebi que tentava esvaziar a mente e desviava o olhar pra qualquer outro lugar, menos pra minha pika.
Devia ser muito desconfortável pra ela ter uma pika tão grande a centímetros da boca enquanto falava com o ex-namorado.
— E por que você tá me ligando agora? Te... Entrou o tesão e você cansou de bater punheta? —Perguntou com um certo tom de raiva descontrolada, embora não desse pra notar muito a menos que desse pra ver o rosto dela também, ficou em silêncio enquanto Rafa dizia algo— E quem me diz que você não aproveitou esse "tempo" pra ficar com outras? Porque ouvi uns boatos, sabia?
Comigo balançando a pica a centímetros do rosto dela, Anna parecia ter se rendido e acabou encarando ela fixamente.
— Você nem se dá ao trabalho de negar? Que forte, hein —reprovou ela, incrédula, e Rafa deve ter dito algo que ela não gostou, porque a cara de Anna se transformou numa expressão de ódio puro— Como é? Como é?! —perguntou irritada na primeira vez, e claramente ofendida na segunda— Não, não fiquei com nenhum desses "abutres" nem tinha planos de fazer isso. Mas olha, se pintar uma oportunidade, posso dar uma flertada com algum, afinal... Não estamos juntos já que "demos um tempo"!
E diante dessa afirmação, agarrei a pica e comecei a bater punheta com a mão direita. Com a esquerda, num movimento ousado, agarrei ela pela nuca enquanto eu olhava pro teto. Embora ela tenha resistido, parou de fazer isso ao ver que era só a mão esquerda, apoiada na nuca dela. Quando baixei o olhar, peguei ela observando hipnotizada, com os lábios sendo atraídos pro meu prepúcio. Nem os lábios dela tocaram, nem minha ponta tocou ela, mas a distância entre a pele dela e minha pica já era praticamente zero.
— Calma, eu não sou igual a você, não comi um amigo só pelo que você me fez, mas se antes eu achava que flertava e era permissiva, imagina como vou ser agora. Se a gente voltar, não vou deixar você jogar nada na minha cara nunca mais. Você comeu outra nesse tempo que pediu pra refletir, e depois dizia que quem dava pra todo mundo era eu!
Depois de uns zumbidos nervosos, Anna exclamou:
— Não é da sua conta, não sou igual a você, mas fica sabendo que essa eu vou guardar —ameaçou ela enquanto eu agarrava minha pica com a mão livre e começou a passar ela com raiva. Fazia isso tão violentamente que me esmagava as bolas.
Agora que eu tinha as mãos livres, me inclinei pra pegar o peito esquerdo dela e puxar pra fora. Pude sentir a música celestial de "aleluia" quando agarrei aquele peito, e é que é uma sensação muito comum conseguir um beijo, um toque ou o sexo em si com seu amor platônico. O toque, a firmeza, o tamanho daquele peito era simplesmente perfeito.
- Eu nunca teria te traído, nem mesmo quando você pediu um tempo e tecnicamente não estamos juntos! - Anna não parava de olhar pra minha pica, exceto por olhares intensos nos meus olhos. Parecia incrível que ela conseguisse se concentrar na punheta, em mim e na conversa -. Mas você já deixou claro que pelo menos por enquanto não estamos juntos, então até voltarmos, se é que vamos, posso fazer o que quiser sem consequências.
Sem se despedir, Anna desligou o celular e foi cuidar do assunto.
- Júlio, não se engana, isso eu faço por vingança - garantiu sem olhar nos meus olhos, embora parecesse estar deixando claro pra si mesma, como tentando reprimir seus instintos -. A punheta, quero dizer, mas daqui não vamos passar. Me entendeu?!
- Se faz por vingança, enfia na boca - tentei na esperança de colar.
- Não vai ter tanta sorte, uma pena pra você - garantiu confiante com um sorriso perverso - E, na verdade, já terminei.
- Que pena, né? Tenho certeza que você ia curtir com ela.
- A verdade é que sim - admitiu Anna com o olhar fixo em medir corretamente a enorme e monstruosa pica, com veias grossas decorando todo o tronco do cilindro de carne.
A impressionante peituda, que tinha os peitos pra fora da camisa, me olhou nos olhos e disse:
- Te devo desculpas por não acreditar em você, você é o que tem a maior... Vinte e três centímetros bestiais, ainda bem que não vamos fazer nada porque você me partiria.
- Anna, Você está morrendo de vontade.
—Sim, mas eu sou fiel, ao contrário do meu namorado, e graças ao deslize dele, agora ele nunca mais vai poder me fazer chantagem emocional sobre vocês e o ciúme dele. Pra mim já é o suficiente.
—Achei que tinha ouvido você dizer que "vocês não estão juntos" por enquanto, enquanto falava com ele — ri enquanto dizia, tentando encontrar brechas na já óbvia força de vontade enfraquecida dela. — Por que você fala uma coisa dessas se não pretende fazer nada?
—Obviamente porque quero que ele se preocupe, que fique com ciúme e que se foda sabendo que não pode fazer nada. E se, mesmo sem eu dizer se realmente fiz algo, a gente acabar voltando e ele não me cobrar isso, então vou perdoar ele.
Desisti da discussão, diante de argumentos tão sólidos, só podia fazer ela ganhar confiança. E nas batalhas psicológicas, só tem dois jeitos de influenciar alguém decidido: ir na força ou ter paciência e ir deixando pequenas rachaduras na vontade e na moral da possível vítima, até ela ceder.
A Anna já não aguentava mais, eu sabia e ela sabia. Dava pra ver no olhar dela, porque ela era tipo um livro aberto, e por trás do véu de serenidade se escondia uma tempestade de fogo e desejo contra a vontade de ser fiel, que já não fazia mais sentido.
A gente se olhou por alguns segundos, até que ela desviou o olhar, se levantou e, me empurrando por falta de espaço, saiu pela porta pra ir ao banheiro.
*****
—Já são três da tarde, a gente devia comer alguma coisa — sugeri, olhando as horas, porque o tempo tinha passado voando. — A gente come os sanduíches que trouxe ou deixa pra merenda?
O Pere tinha estado arrumando o trailer por cima, e o Antón estava vendo TV. A Anna já estava uns dois ou três minutos no banheiro, mas não respondia. Desde o começo, as cortinas leves tinham escurecido o ambiente daquela casa portátil, mas o primo da Anna tinha feito questão de deixar entrar luz suficiente pra iluminar o trailer inteiro.
Antes, mesmo com as quatro lâmpadas, era um Ambiente bem lúgubre. E me deu a sensação de que, ao tirar as cortinas, o calor exagerado, mesmo para o verão, tinha dobrado de intensidade.
— Pere! Liga o ar-condicionado ou algo — supliquei, juntando as mãos igual um monge rezando, e, apesar de ter falado totalmente sério, ele se acabou de rir sem se dignar a responder.
— Prima, vamos comer ou o quê?
— Tô me lavando um pouco por cima, vai preparando os sanduíches. Eu pego o meu depois — ouvi ela dizer do sofá onde eu tinha acabado de me sentar, a voz tremendo. Será que ela tava se masturbando? Me deu medo pensar nisso, já que podia aliviar a pressão que com tanto esforço tinham conseguido acumular nela.
Atravessei metade do trailer de um pulo e bati na porta:
— Anna, por favor, tenho que ir no banheiro urgente, não aguento mais.
— Mas é que eu... — deu pra perceber claramente como ela hesitou ao pensar bem no que quer que fosse dizer e, depois de uns segundos curtos e quase imperceptíveis, continuou — ... tô me sentindo mal. Não pode ir nos públicos?
— Não, Anna, é uma apertada muito forte. E ainda tô morrendo de vontade de mijar. Por favor! — menti com facilidade.
Ela não demorou pra abrir a porta, sem conseguir me olhar nos olhos. De cabeça baixa, foi pra cozinha, onde suponho que foi preparar os copos pra beber ou pegar o sanduíche dela. Entrei no banheiro e cheirei com meu focinho de hiena selvagem, mas não reconheci nenhum rastro "sujo", então me concentrei na minha visão de abutre, procurando algo que pudesse entregar o que ela tava fazendo, mas não encontrei nada. Se tinha tentado se aliviar, escondeu muito bem qualquer prova, se é que sobrou alguma.
Demorei pra sair, fazendo tempo pensando em como ia terminar de minar a vontade da tão desejada mulher do trailer. Qual era a melhor estratégia? "Podia ir direto ao ponto num momento de intimidade... Ou será que é melhor a gente atacar ela, eu e o Antón, até ela se render? Será que posso contar com o Pere? Se eu puder contar com ele, a vantagem é... Esmagador... Ele poderia minar isso pra ela, e com a confiança que eles têm, ou ele come ela ou nos deixa o caminho mais livre... Mas nunca falei da Anna com ele, ao contrário do Antón. Será que o Pere vai entrar na aliança pra foder a prima dele?" Pensei, sem me decidir por nenhuma opção, nem ter confiança suficiente no Pere.
Acabei decidindo que ia improvisar, o melhor nesses casos de incerteza.
*****
*****
Pere
Minha prima estava muito agitada, eu a conhecia bem demais. A mania de mexer no cabelo e enrolá-lo com o dedo indicador era o claro sintoma de que ela estava indecisa com alguma coisa. Coisa que não parava de pensar até escolher uma solução pra dúvida.
E mesmo tentando disfarçar, tanto o Antón quanto eu já tínhamos percebido. Não precisava perguntar.
A Anna não andava, ela rebolava como uma gata no cio rodeada de felinos na mesma condição. Eu duvidava se fazia isso conscientemente ou não, mas no fim das contas, fazia.
Quando entrei no quarto pra ela tirar minhas medidas, ela parecia mais segura de si e não estava tão nervosa. Portanto, devia ter acontecido alguma coisa desde que o Antón e o Júlio entraram, porque ela foi direto pro banheiro e, quando saiu, estava nesse estado.
Quando sentamos pra comer o sanduíche, quem mais falou foi o Antón, o Júlio e eu. A Anna só ria de forma forçada e dava pequenas mordidas no sanduíche, soltando suspiros imperceptíveis pro ouvido, mas não pra vista.
— O que vocês querem fazer depois? — perguntou com um interesse repentino, criando uma alternativa pras besteiras que a gente tava falando.
— Quer que eu seja sincero?
A Anna assentiu com seriedade, e o Júlio passou de sério pra um sorriso amigável, como quem fala uma bobagem que não devia ser levada a sério.
— Tirar uma soneca — disse meu amigo, que apesar do sorriso, dava pra ver que tava falando sério.
— Eu ia dizer que preciso dormir, caso vocês quisessem ir pro bar do camping jogar sinuca ou algo assim. Estilo, que tô com um sono que não me aguento em pé —se desculpou meu parente, mesmo não sendo crível—. É que... não dormi nada. Fiquei vendo o que restava da última temporada de Game of Thrones.
—Também tô com sono, deve ser esse calor. E você, Antón? —falei com sinceridade, já que até agora nem tinha percebido essa sensação de esmagamento.
Antón deu de ombros depois de olhar pro Júlio, e achei ver algo... Uma piscadela? Me pareceu que o Júlio piscou o olho pra ele e assentiu, mas se aconteceu, foi muito rápido e ninguém notou. Ele me olhou e declarou:
—Se nós quatro tamos com sono, deve ser coisa do calor, como você disse. O único problema é que não tem ventilador —lamentou, batendo a palma da mão no próprio rosto—. Pensei em trazer um, mas... enfim. Como é que a gente vai fazer?
Anna abriu os olhos, que tinham ficado timidamente semiabertos, olhando pra um horizonte que não existia.
—Acho que já falei, eu durmo com meu primo na cama de casal. A caravana é dele, e vocês são os convidados dele, quero dizer. E eu também, mas ele é meu primo e se eu tenho que dormir com alguém, vou dormir com ele —afirmou com uma decisão inegável, apesar da gagueira rápida e contínua.
Ela não viu, mas o Júlio me olhou com algo que não soube identificar. Ele tava me analisando visualmente? Tava tentando me dizer alguma coisa? Não soube o que ele queria, mas sabia que não tava me olhando à toa. Sustentei o olhar até decidir responder minha prima:
—Como você quiser, Ann. Pra mim tanto faz dormir num desses sofás, mas o que ela disse faz sentido —falei como se tivesse lido de um roteiro, mesmo não pensando nada daquilo. Será que eu tava disposto a não dormir com minha prima? Acho que falar assim soou melhor. Anna me olhou sorrindo, e pela primeira vez desde o que aconteceu no quarto, vi nos olhos dela uma tranquilidade plena. Me senti mal, mesmo feliz por ela estar contente, e fiquei chateado porque tava morrendo de vontade de dormir junto com ela...
*****
Anna fechou a Porta com trinco, e ela se apoiou com as costas na porta, como se estivesse exausta, fechando os olhos e soltando o ar pela boca devagar. Fiquei olhando praquela visão...
Naquele momento, o quarto tava iluminado só pela pouca luz que entrava pela cortina entreaberta. Mesmo sendo dia e o sol torrando lá fora, a estreiteza da cortina roubava muita luz do quarto, deixando um ambiente onde era difícil reparar nas coisas com detalhe: Minha prima encostada na porta, toda ensopada de suor; com uma camisa que, pra mim, era apertada demais, o que favorecia muito a imagem dela, e com uma alça caindo pelo braço, os bicos aparecendo através da camisa fina. E o sutiã dela!? Quando é que ela tinha tirado?; na cintura, ela usava um shortinho azul marinho, de tecido bem fino, e esse acessório parecia praticamente uma calcinha de tão curto que era, apertando as coxas duras dela.
Eu não tava de camisa, nem calça, nem cueca, mas ela não sabia.
— Tô com muito, muito calor — sussurrou sensual, ainda encostada na porta e sem abrir os olhos — Abrir a janela não seria melhor?
— No trailer tem sistema de ventilação, mesmo sendo ruim e pequeno. Se abrirmos a janela, vai entrar todo o calor... — respondi, como sempre, com toda sinceridade.
— Então, se não tem o que fazer... Você poderia fechar a cortina de vez? Essa luz me incomoda — perguntou com timidez, ainda de olhos fechados; a voz dela, ao começar a pergunta, também começou a tremer. Ela tava muito nervosa, eu não. Sabia que oportunidades como essa eu não ia ter, provavelmente, nunca mais.
Não respondi e fechei a persiana, e a verdade é que era uma regra não escrita que a gente tinha assinado literalmente os dois, não tinha palavras, só fatos. Ou rolava algo ou não rolava nada, falar não ia adiantar nada naquele quarto.
Anna começou a se mexer, eu só escutava. Meus olhos acostumados com a luz não sobreviveram à escuridão e eu... Meu coração batia cada vez mais forte. Ela se esticou do meu lado, sem dizer uma palavra, e percebi que ela se virou, mas não sabia se estava de costas ou olhando pra mim. Meus olhos se acostumaram com a escuridão, e eu via pequenos fios de luz batendo em partes da van. Mas o resto continuava escondido, não conseguia vê-la. O que eu devia fazer? Devia falar com ela e perguntar algo relacionado ao assunto? Ou devia simplesmente fazer o que queria fazer?
Mas eu e ela sempre contamos tudo um pro outro, não queria começar agora a esconder coisas dela. Decidi dar a chance dela me rejeitar, porque eu amava ela, do jeito que se ama sem estar totalmente apaixonado.
Estiquei minhas costas apoiando no colchão, com a cabeça no travesseiro.
— Anna...
— Fala — ao responder, ela me mostrou que estava de costas pra mim.
— Lembra que te perguntei no ônibus se eu podia te abraçar mais vezes? Igual o Júlio e o Antón.
— Sim... — ela riu enquanto lembrava — Eu falei que você estava com ciúmes e te abracei.
— E você disse que eu podia te abraçar quando quisesse?
— Me soa familiar, embora não lembre exatamente, mas falei algo parecido.
Não falei mais nada, fiquei em silêncio e então passei meu braço direito por baixo dela. Me surpreendeu que ela não se opôs nem um pouco a essa aproximação, mas aí lembrei do que tinha pensado antes: "Não vai ter palavras, só atos"
E então senti que tudo ia dar certo. Nada, absolutamente nada ia dar errado. Ela pra mim, pelo menos naquele momento, já não era mais platônica.
E então meus braços se fecharam em volta do tronco dela, com ternura e timidez. A camisa dela estava molhada de suor e a respiração dela era ofegante. Anna estava encolhida e eu aproximei meu quadril do dela. Mesmo com a camisa, percebi que ela estava nua da cintura pra baixo. Juntei meu pau, ainda meio mole, com a bunda dela e como resposta só tive silêncio.
O cabelo lindo e cacheado dela, que eu não conseguia ver, parecia estar preso. Apoiei Levemente encostei o queixo no ombro dela e, apesar do calor do ambiente, o calor do corpo dela me confortou.
— Pet...
— Sim?
— Tô toda suada. Não te dá nojo? Não me importo de você me abraçar, mas... enfim... — ela não disse nada sobre eu ter meu pau no cu dela, então, acabava de confirmar que aprovava o que estava prestes a acontecer.
— Nojo não é a palavra — garanti enquanto cheirava o pescoço suado dela, coberto de suor. Por que isso me excitava tanto?
Cravei meus dentes, meus lábios no ombro esquerdo dela, o que não estava apoiado no travesseiro. Um gemido de prazer saiu do fundo da alma dela, e o sabor era excitante, simplesmente amei.
— O que... cê tá fazendo?
— Te mostrar que não tenho nojo.
— M... Mas não me morde, você tá engolindo meu suor.
Meu pau começou a crescer entre as nádegas dela, pressionando contra elas, buscando seu lugar "no mundo". Em resposta à declaração dela, foi uma mordida mais forte, não uma que machucasse, mas uma mais intensa, mais suja... No pescoço dela.
— Cê gosta de suor? — brincou ela, nervosa, tremendo dos pés à cabeça, presa nos meus braços e agora também nas minhas presas. — Nunca me disse isso.
— Tô dizendo agora, gosto do seu suor.
Anna ronronou e fez força para se soltar dos meus braços. Deixei ela sair, mas ela não saiu da cama.
— Vejo que meu primo não tem sono, meu primo tá brincalhão. Meu primo quer brincar com a prima — disse ela na escuridão, sem revelar a posição real.
Uma mão pequena e quente pousou no meu peito e me deitou na cama.
— Eu também quero brincar um pouco — declarou, e depois de um silêncio absoluto, senti a língua dela lambendo do meu peitoral esquerdo até meu pescoço, onde cravou os dentes com desespero. Não consegui evitar soltar um suspiro, seguindo o jogo dela de não reconhecer o que estava rolando.
— Ah... Então quer brincar de ver quem morde quem?
Anna riu, já não estava mais nervosa. Outra mordida carinhosa se cravou no outro lado do meu pescoço e dessa vez eu gemi, porque ela sentou ao mesmo tempo em cima do meu pau. pernas, cobertas por um lençol fino de pano. Enfiei minha buceta no meu pau, com a única barreira do cobertor.
A mordida dela virou um chupão daqueles, enquanto cravava as unhas nas minhas costas.
Abracei ela pelo peito e virei ela de costas à força, enquanto ela ria.
— Sua vez — falou, separando palavra por palavra.
— Você disse que é um jogo de morder, né?
— Aham...
Me acomodei entre as pernas dela com meu pau já todo duro, pulsando como se fosse um coração independente. Procurei os peitos dela e, sem usar as mãos, cravei os dentes num dos seios, ainda cobertos pela camisa.
Meu pau tocava a ppk dela, que tinha o mato bem aparado.
— Minha vez — disse ela, escapando por entre minhas pernas, me agarrou pela cintura e me beijou nos abdominais. Nas laterais e no centro, roçando o rosto no meu pau ereto. Percebi que, ao tocar, ela se aproximou devagar. Mas eu a afastei, não queria que me chupasse. Tava esperando há muito tempo, e não aguentava mais.
Peguei ela pelo pescoço e falei:
— Minha vez, safada. Não ia me morder duas vezes, não?
— Nem passou pela minha cabeça — mentiu Anna na cara dura, se deixando levar pela minha mão, guiando a cabeça dela pro colchão.
— Pois eu quero te morder várias vezes — falei, virando ela de bruços, e com uma mão, abri a cortina de leve. Agora eu podia vê-la, com a bunda empinada e a cabeça apoiada no colchão.
— Que safado — ela riu, entre um ronronar e um gemido.
Dei um tapa na bunda dela, ela gemeu. E cravei uma mordida na nádega, e ela gemeu mais alto.
— Onde vai ser a segunda mordida? — perguntou, com a voz tremendo pra caralho.
— A segunda vou guardar.
— Pra quando? — perguntou, me olhando nos olhos, com o rosto apoiado no colchão.
Não respondi, só peguei no meu pau e apontei pra bucetinha dela. Que parecia estar respirando, abrindo e fechando desesperada.
— Pet... Não, isso não... — E apesar daquele pedido, que já mostrava a força de vontade dela morta, eu bati. com minha pica na buceta ensopada dela, fazendo aquele squish squish... Pet... A gente tava brincando, isso que você quer fazer já é algo que não... Pet! Por favor, não faz isso... Pet! Ahhhhhh- Enfiei com toda a força, entrou sem resistência nenhuma. Minhas bolas batendo nas coxas dela, e então agarrei as nádegas dela, uma em cada mão. Dando uns tapas antes de tirar quase tudo e meter de novo até o fundo-. Ahhhhhhh, Ai que... Ufff... -E os gemidos dela cada vez mais altos, impossível que o Júlio e o Antón não ouvissem, mas tava pouco me fodendo. Com as mãos puxei as nádegas dela contra meu quadril com força, e ela descia obediente, se empalando sozinha só guiada pelas minhas mãos, não parava de gemer e isso me deixava mais louco. Queria ver ela, precisava ver ela direito. Abri a cortina e mudei de posição, colocando ela de lado, abrindo as pernas dela, enquanto pegava uma delas, metendo e tirando agora devagar mas com estocadas bem fortes, buscando o fundo da alma dela. -Ai Pet, você tá me machucando... Mas me dando tanto prazer, vai me partir no meio -ela confessou me olhando nos olhos, com o queixo caído e uns fios de baba soltos. A camisa dela toda molhada deixava os peitos e os bicos aparecendo, e com a mão que sobrou puxei eles pra fora, beliscando de leve sem machucar os bicos, e isso fez ela colocar a língua pra fora, me convidando a explorar aquela boquinha tão molhada. Eu precisava beijar ela, então pressionei a perna dela contra o tronco, mantendo a posição de lado e cravei minha boca nos lábios dela pela primeira vez. Foi um beijo bem molhado e apaixonado, e ela só parou de me beijar quando cravou as unhas na minha pele e gemeu que nem uma louca. O corpo dela parou de se mexer, como se preparando pra algo grande, tipo o mar recuando pra formar uma onda gigante. -Ahhhhhhh Pet... Pet... -Os olhos dela ficaram brancos, a boca se abriu ainda mais e ela esticou ainda mais a perna. -Anna, vou gozar correr.
—Não goza dentro, aguenta… Tô quase, por favor… segura mais um pouco e goza fora. Ah, Ah, Ahhhh to gozando, mano… to gozando.
Não quis decepcionar ela, então não parei. Tentei me concentrar em outra coisa pra não gozar, e cravei os dentes no pescoço dela com muita força. Meu quadril perfurava o dela, e faltavam segundos pra eu gozar.
E chegou o momento, não aguentava mais, ia gozar dentro dela, acelerei o ritmo ao máximo que meu corpo permitia.
— Pet, vou gozar já, não goza dentro… Ahhhh, ahhhh por favor nãooooo — gemeu enquanto o corpo dela paralisava e eu sentia ela se contrair, ela tava gozando, e eu também.
Com uma última estocada, minhas bolas esvaziaram dentro dela. Ela, com os olhos virados e hipnotizada, gemia num volume quase de sussurro.
Minhas estocadas diminuíram muito, uma a cada dois segundos mais ou menos. Tentando dar os últimos toques de prazer.
Desabei em cima dela, e ela me beijou enquanto os braços dela me envolviam.
— Foi… muito intenso, adorei, Pet.
— Gozei dentro…
— Tomo a pílula — soletrou sílaba por sílaba, me acalmando com um sorriso.
Fiquei atordoado…
— E pra que veio todo esse teatro?
— Outro jogo — confessou com uma gargalhada final. — Mas você curtiu ou não?
— Sim.
— O proibido é gostoso — disse me olhando nos olhos, com meu rosto a milímetros do dela.
— O proibido é gostoso — repeti, hipnotizado pelos olhos castanhos dela. Enquanto cravava minha boca na dela e nos fundíamos num só ser.
*****
*****
Julho
— Putz, Pere, se ele nos deixar sem o espetinho, eu mato ele — disse Antón estirado no sofá pequeno dele.
— Paciência, Ant, paciência. Vai rolar, ele tem que provar que é muito foxy, e não só com o namorado dele. Só precisamos saber ser persuasivos e dar o que ele quer… — garanti com calma. — Você já ouviu ele, gosta de ser comido com força. Temos duas pirocas grandes e uma foxy viciada em prazer… E um fim de semana inteiro.
Continua
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