Minhas experiências como acompanhante (V)

Me acordaram os sons da noite, gritos, buzinas, freios, e o que parecia uma garoa caindo. Eu tinha dormido no sofá, sentada, com os sapatos ainda nos pés. Abri os olhos e não tinha luz natural entrando pela janela que dava pra minha varandinha, me vi no espelho. Meus lábios estavam secos, então passei a língua devagar pra umedecer, a fome tava batendo, então fui até a cozinha ver o que podia preparar. Abri a geladeira e encontrei pouca coisa, era organizada pra estudar, mas não tão aplicada na cozinha.

Tinha uma salada num pacote transparente que comprei num mercado da área, consistia em verduras variadas com pedacinhos de frango cozido. Peguei a salada junto com uma garrafa de água mineral, peguei os talheres e fui até a mesa da sala. Sentei e decidi que já era hora de tirar os sapatos, a mudança foi imperceptível, eles eram confortáveis demais. Abri minha comida e o aroma invadiu meus sentidos, parecia ser muito gostosa, o que confirmei dando uma garfada. Enquanto comia, queria falar de novo com minha amiga e mandei uma mensagem:

— O serviço é 24 horas? Ou tem um tempo morto?
— Geralmente é 24, uma vez que você estiver estabelecida, vai ter chance de clientes a toda hora, é questão sua se quer ou não — ela respondeu relativamente rápido, parecia que não tava fazendo nada.
— Acho que tô pronta pra minha segunda cliente — falei — mas me dá um tempo que preciso tomar um banho — ri.
— Te passei o número da Virgínia? Anota aí — e me passou o celular dela — agora você se comunica com ela se quiser te ver de novo. Daqui a pouco vejo se consigo a próxima pra você — ela disse.

Terminei de comer e minha mãe me ligou:
— Oi, como tá tudo por aí? — perguntou.
— Oi, mãe, tudo bem, e você? E o pai, como ele tá? — fazia uns dias que não via eles.
— Tudo bem, chegamos há pouco do trabalho, ele queria perguntar sobre aquilo, conseguiu alguma coisa? — ela me perguntou, sondando.
— Sim, sim, uma amiga me Fez ela entrar como secretária comigo num escritório de advocacia — usei a mentira que ela tinha me indicado, tentando soar o mais convincente possível.
— Que bom, lá devem pagar bem — comentou ela, e aí eu entendi por que ela mandou eu falar aquilo — bom, fico muito feliz. Esses dias a gente combina pra você mostrar como tá decorando a casa, né? — perguntou.
— Claro, mãe. Daqui uns dias te ligo e a gente marca pra vocês virem comer alguma coisa — falei.
A gente se despediu e eu apoiei o celular na mesa. Assim que fiz isso, apareceu uma mensagem da Laura.

— Bom, já te mostrei o lado suave, agora vou te mostrar algo mais pesado. Você precisa se sentir à vontade com gente tranquila e com gente nem tão tranquila assim. Ela se chama Lorena, tem 25 anos, e é lésbica há um ano. Pode esperar ela do jeito que quiser, mas te aviso que ela vai querer usar o cinto, então deixa ele preparado. Daqui a uma hora ela chega aí — me passou o número dela e eu levantei pra arrumar a casa.

Limpei os restos que tinham ficado da minha janta e perfumei o lugar. Peguei o tal brinquedo e limpei ele. Deixei apoiado no sofá e fui tomar banho. Dessa vez foi um banho rapidinho, me ensaboando o corpo inteiro e minhas partes com a ajuda dos dedos. A ação me deu uma tesão, que ficou evidente pela abertura involuntária das minhas pernas e o endurecimento dos meus bicos. Continuei e uns gemidos baixinhos começaram a sair. Apesar da vontade, me aconselhei a parar e me guardar pra quando a minha nova garota chegasse. Fechei a água e saí, me enxuguei, me perfumei e fui pro quarto.

Escolhi vestir uma camisola preta de seda com detalhes de renda nas alças e umas sandálias, nada mais. Uma brisa suave percorreu minhas pernas, subindo por dentro da camisola e acariciando meus peitos. Era a janela que eu não tinha fechado, deixando o vento entrar. Momentos depois, a campainha tocou. Dessa vez não me assustei, talvez já estivesse me acostumando. Fui até o porteiro elétrico e levantei o telefone:
— Lorena? —Pergunta.
—Sou eu, abre —ela disse sem confirmar se tinha batido no apartamento certo. Tinha a aparência de uma mulher segura de si. Era morena e usava um vestido preto com botas de couro, uma bolsa grande completava o visual.
Deixei ela entrar e desliguei o telefone. Fui esperá-la na sala. Momentos depois, ela chegou, e se fez ouvir um baque seco dos dedos dela na porta. Abri sem saber o que esperar. Me surpreendi, além do que já tinha visto pelo porteiro, agora podia ver os olhos dela, verdes, com uma sombra preta ao redor, e os lábios pintados da mesma cor, mas brilhantes, como um carro novo que passaram cera.
—Oi —ela me encarou, com uma voz grave, e pude ver a boca dela, a língua, tudo num tom vermelho fogo, mais que meu cabelo.
—Vem, entra —indiquei e me afastei. Ela entrou enquanto olhava minha casa, tirou da bolsa o dinheiro e o celular — Quero 2 horas, vai guardar tudo agora.
—Sim —falei enquanto me dirigia à mesinha de centro, me inclinei, guardei o dinheiro e o celular na caixa.
Quando fui me endireitar, senti uma mão nas minhas costas, fiquei parada. Imediatamente levei um tapa, forte, que fez minha bunda tremer, semicerrei os olhos e gemi com a boca fechada, segundos depois um calor percorreu meu corpo inteiro. Não me mexi, momentos passaram e senti outro tapa, com a mesma intensidade, do lado oposto, dessa vez não consegui evitar gemer alto e senti que ia cair, minhas pernas falharam por um milésimo de segundo. Apoiei as mãos na mesa, caso outro tapa viesse.
—Vadia —saiu da boca da Lorena. Agora entendia do que minha amiga falava. —É minha —ela disse.
—Sim, sou uma vadia —falei sem pensar e me surpreendi ao terminar a frase, fechei instintivamente os olhos.
Uma das mãos dela percorreu da minha cintura, por toda a minha costa até chegar no meu cabelo, juntou ele e formou um rabo de cavalo, segurou firme. e joguei pra trás, fazendo minha cabeça ir em direção à dela, me curvando levemente. Aproveitei e ela mordeu minha nuca, o que me fez soltar outro gemido, e eu abri mais minhas pernas. Com a mão livre, ela passou um dos dedos no meio da minha pussy, separando os lábios e esfregando meu clitóris, eu gemi alto e meu calor corporal foi aumentando. Ela continuou esfregando minha pussy e mantinha meu cabelo firme e esticado, não soltava. Ela apoiou uma das pernas na mesinha e enfiou dois dedos na minha pussy, meu tesão tinha feito o trabalho e eu tinha lubrificação suficiente pra isso acontecer. Eu gemi ainda mais forte. Numa mudança de ritmo repentina, ela tirou os dedos que estavam dentro da minha pussy — me fazendo soltar um gemido forte — soltou meu cabelo e foi se sentar na minha poltrona. Com medo de represálias, fiquei parada e foi aí que ela falou comigo — Tira minhas botas — ela disse, o tom foi autoritário. Eu fiz e beijei as pernas dela, achei que ela ia gostar — Agora me coloca o arnês — ela acrescentou. Ela tirou o vestido e eu pude ver um piercing em cada um dos mamilos dela, parecia dolorido, mas muito excitante ao mesmo tempo, e ela ficou sentada com as pernas abertas. Eu peguei o arnês e me ajoelhei na frente dela, devagar fui colocando nele, depois ela se levantou, pegou e ajustou no corpo dela, a cock que pendia tocava minha testa. — Chupa minha cock — ela disse, enquanto segurava e masturbava. Comecei a usar minha língua, da ponta do falo até a base, cuidando pra lubrificar o máximo possível, quem sabe o que ela me faria fazer momentos depois? Eu me sentia muito usada, mas não tinha nenhuma intenção de parar a ação. Ela gemia e apalpava um dos peitos, sem soltar a cock, vários minutos se passaram assim, claramente ela tava gostando, embora não tivesse conexão física com aquela cock, talvez só desse prazer me colocar naquela posição — Monta em mim, slut — ela disse de novo me ordenando. — Sim, ama — eu falei, e quando me dei conta —O que eu disse a ela? Fiquei de pé com vergonha visível no meu rosto.
—Mmm, que lindo, isso eu gosto — Me confortou saber que não cometi um erro.
Sentei em cima dela, enfiando aquela pica na minha buceta, e apoiei cada uma das minhas pernas por cima dos ombros dela enquanto gemia alto. Eu tinha me colocado numa situação vulnerável, não seria fácil sair rápido se quisesse. Assim que aquela pica se acomodou dentro de mim, ela agarrou meus peitos com força e me olhou. Não precisei de mais instruções, comecei a me mover rápido, fazendo uma figura elíptica em cima do corpo dela, continuei gemendo e torcendo meus peitos, que imediatamente ficaram vermelhos. Não parei de me mexer e agora ela devorava minha boca, enfiando a língua sem nenhuma suavidade. O tempo não passava para mim, via os olhos dela em chamas, a boca que eu achava que via gemer, mas não ouvia nada, tudo era silêncio, meu corpo eu mal sentia também. Talvez meus olhos tenham me denunciado que eu tinha viajado para outro lugar, porque um tapa dela na minha bochecha direita me fez voltar à realidade. Voltei a ouvi-la gemer, a sentir o castigo que meus peitos estavam recebendo, o movimento, o entra e sai daquela pica, minha lubrificação vaginal estava num nível que eu não lembrava de ter visto recentemente, minha resistência estava nas alturas, já não aguentava mais. Gritei e deixei claro:
—Vou gozar! — gritei com toda a força dos meus pulmões.
—Isso, sua puta, goza, vai! — ela me desafiou, imitando meu tom de voz.
E assim eu fiz, meu corpo inteiro tremeu, e tive um orgasmo fortíssimo, minha buceta era um oceano de prazer. Abracei ela instintivamente enquanto todo o meu corpo relaxava. Espiei o relógio pendurado na parede e o tempo já tinha acabado. Senti o coração dela batendo forte e falei bem baixinho no ouvido dela:
—Já acabou o nosso tempo — beijei o pescoço dela.
Então, inesperadamente, ela pegou um dos dedos dela e enfiou direto no meu cu, gritei muito alto e contraí o buraco involuntariamente, ela me beijou e eu... Eu olho, sorrindo.
—É assim que eu encerro meus momentos com mulheres como você — ele disse, tirando o dedo da minha buceta, se apoiou ao meu lado e se levantou, tirou o cinto de couro e começou a se vestir. Eu agora me sentia totalmente ultrajada, um estupro agressivo, mas não tinha energia, nem a menor vontade de reprovar o que ele fez, eu tinha gostado num nível impensável. Fiquei ali no sofá recuperando o fôlego, e quando me dei conta, Lorena estava completamente vestida, perto da porta, me olhando.
—Vai me abrir a porta ou o quê? — ela me encarou. Me levantei como pude, peguei a caixa pra devolver o celular dela, agarrei e fui com ela, entreguei e abri a porta. Ela me deu um beijo de língua e, antes de separar a boca, mordeu um dos meus lábios, me olhando com um sorriso provocante. Foi embora e eu fechei a porta devagar, ainda tentando recuperar o fôlego. Ia me sentar de novo, me aproximei do sofá e vi algo que até agora não tinha notado: uma mancha enorme e molhada, do tamanho de uma lua, descendo até embaixo, e pingando no chão. Ali estava o cinto de couro, dentro daquela poça, todo molhado também.

Será que de tanto não fazer, eu nem percebi?Perguntei pra mim mesma.Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.Vendo o cenário, decidi mesmo assim me deitar no sofá, instantes depois apaguei, não tinha energia pra nada.

2 comentários - Minhas experiências como acompanhante (V)

faos00 +1
Muy bueno tus relatos, son reales?van puntos