Os raios do sol entrando pelas frestas da persiana bateram nos meus olhos e conseguiram me acordar. Olhei o relógio. Eram onze menos quinze da manhã de sábado. Uma pontada profunda e aguda, vindo do meu cu, terminou de me acordar. Como pude, me sentei na beira da cama, estava nua, e sobre os lençóis observei a mancha ainda fresca que meu rabo tinha deixado marcada, fruto da noite anterior. Uma mistura oleosa entre roxo e branco amarronzado formava uma auréola de cor nos meus lençóis brancos.
O esfíncter machucado e dilatado do meu cu era como um estigma no meu corpo, refletindo-se no algodão do tecido sob a forma de uma mácula que misturava sangue, restos de porra e merda.
Me levantei e recolhi os lençóis rapidamente. Tava dolorida, mas ainda assim um sorriso se desenhava no meu rosto, refletindo no espelho pendurado na parede.
Saí do quarto e um rastro de manchas do mesmo tipo e consistência percorria o caminho que meus passos fizeram na noite anterior. De lá até a cozinha, e daí até a porta de entrada.
Depois de limpar aquela bagunça, entrei no banheiro. A água morna caindo nas minhas costas e o sabão percorrendo meu corpo eram algo relaxante. Deixei a chuva cair na minha cabeça com as pálpebras fechadas. A imagem do meu vizinho apareceu nelas, e a lembrança do corpo dele colado nas minhas costas me comendo pelo cu era de tirar o fôlego.
Saí do banho e me vesti. Era quase meio-dia e o calor já começava a apertar. Coloquei uma blusa de seda branca bem larguinha e uma calça jeans leve.
A campainha tocou e corri pra abrir. Vi o Mati sorrindo.
— Oi, mãe, foi irado. A gente tomou café com o Franco agora há pouco e o pai me trouxe — disse meu filho.
Abracei ele. Um passo atrás, o Raúl tava com aquele sorriso brilhante dele.
— Oi, como cê tá? Dormiu bem? — ele disse.
— Beleza — falei sorrindo e escondendo a dor no meu cu.
— Mãe, a gente pode chamar o Franco pra dormir hoje? Fala que sim! — disse o Mati quase gritando. Dando pulinhos ao meu redor.
- Vai, mãe, afinal é sábado, amanhã tu não trabalha.
- Bom, a gente vê depois, tô meio cansada mas a gente vê… – falei virando pro Raúl, que me observava com um olhar cúmplice.
- Depois te aviso – falei, devolvendo o mesmo olhar sem perceber.
- Toma, pra tu não subir, te deixo meu número de celular e tu me liga – respondeu Raúl, me deixando um cartão.
Almoçamos com o Mati. Uma salada e uma fruta pra mim, um hambúrguer pra ele, que não parou um minuto de me pedir pra convidar o amigo dele pra dormir.
No fim, falei que sim, ele sempre consegue o que quer de mim, mas só se me deixasse descansar um pouco. Ele foi pro quarto dele e eu pro meu. Arrumei a cama, me deitei e capotei. Ouvi o Mati brincando até o sono me vencer.
Quando acordei, já eram quase sete da noite. O Mati também tinha dormido.
- Mati, levanta, vai, que é tarde – falei, e ele deu um pulo.
- Vou ligar pro pai do Franco pra ele trazer ele hoje à noite.
Peguei o telefone e disquei. Do outro lado, a voz do meu vizinho soou sensual e provocante. Combinamos tudo. Ele traria o Franquito às oito e meia; eu argumentei que queria que eles não dormissem muito tarde.
- Sem problema. Nesse horário eu levo ele. A gente se vê – falou Raúl, e nos despedimos.
Com pontualidade cronométrica, o pai do Franco deixou ele em casa. Já tinha me encarregado de preparar um jantar bem caprichado. Eles comeram com voracidade e depois, enquanto eu lavava a louça suja, ouvi eles rindo e brincando no quarto do Mati.
Quase meia-noite, depois de alguns mates e um café, fui até os meninos pra falar que era hora de dormir. Trocados e deitados, os dois não demoraram nada pra cair no sono de tão exaustos. Dormiam tranquilamente.
Fui pro meu quarto e me troquei. Deixei a blusa e a calça jeans numa cadeira, mas também soltei o sutiã, adoro dormir livre daquela maldita peça, e vesti uma camiseta solta que sempre uso pra essas ocasiões.
Antes de dormir, voltei a cozinha em busca de um copo d'água gelada. Sempre levava um e deixava em cima da mesa de cabeceira. Ao abrir a geladeira, lá estava ela, quase como me dando um sinal sobre o que estava por vir.
A cerveja do meu vizinho ainda descansava na prateleira. Tremendamente gelada. Absolutamente insinuante.
Que ideia maluca passou pela minha cabeça naquele momento, não sei, mas peguei o telefone e disquei o número do meu vizinho.
Tocou duas ou três vezes e ouvi a voz do Raúl:
- Alô?
- Sim… alô… sou a Mariana… desculpa a hora mas…
- Tem algum problema?
- Não… não… não sei como te dizer… acabei de pegar algo na geladeira e… a cerveja que você trouxe ainda está aqui… e… - minha voz gaguejava. Foco, Mariana, por favor, eu dizia pra mim mesma – e… como é um bom sonífero pra você, pensei que ia precisar.
- Ahhh… bom… se quiser, vou buscar – respondeu.
Só alguns minutos até ele tocar a campainha. Estava de pijama e chinelo.
- Entra… já vou pegar – falei, mas ele não me deixou dizer mais nada e completou.
- Tudo bem se a gente dividir? A verdade é que sem o Franco em casa, não sei o que fazer… me sinto estranho… se quiser, a gente toma um pouco e conversa.
Não recusei. Convidei ele pra sentar no sofá da sala, enquanto eu ia pra cozinha pegar aquela garrafa bem gelada e dois copos.
Quando voltei, vi ele espalhado no sofá, confortável e prazerosamente. Os olhos dele guardavam um pouco da luxúria da noite anterior, quando eu os vi pousarem nos meus mamilos, que tinham se eriçado com o contato das minhas mãos com a cerveja gelada.
Olhei pra ele com cuidado, a parte de cima do pijama deixava ver um canto do peito peludo e a de baixo dava a entender que debaixo daquele tecido se escondia um volume considerável.
Com certeza ele percebeu que eu olhava tão minuciosamente, porque cruzou um pouco as pernas.
- Sabe… queria te dizer que o de ontem à noite… me desculpa… mas não consegui me segurar – ele disse.
- Não fala nada, te entendo, comigo também aconteceu a mesma coisa.
- É que sabe… a Verdade é que fazia muito tempo que eu não transava daquele jeito com uma mulher… igual você…
- Eu também fazia muito tempo que não ficava com um homem, pra ser sincera… cinco anos… e ainda por cima nunca tinha feito pelo cu – falei, notando nos olhos dele um brilho de surpresa e tesão – mas também tenho que te dizer que… que eu gostei.
Peguei a garrafa de cerveja pelo gargalo e destampel. Um jorro de espuma saiu da boca dela e rapidamente coloquei na minha.
- Haha… não pode desperdiçar nada, né… – ele disse sorrindo
- Hmmm… não… nada – respondi enquanto servia a cerveja num copo.
Aproximei o copo dele, mas quando fiz isso, o copo inclinou. O conteúdo amarelado e espumoso caiu no pijama do meu vizinho.
- Que burra! Me desculpa – falei, tentando em vão disfarçar minha falta de jeito. – Tira o pijama que vou lavar. Não dá pra ficar todo molhado assim.
- Mas… não é nada… quase não molhou…
- Por favor, sou uma idiota. Vai, tira que eu lavo em dois minutos – repeti
- É que… – ele murmurou
- O quê?
- É que… não tô usando nada por baixo e…
- Por favor, Raul, você já ficou seminu ontem à noite, acho que não vai me surpreender – respondi.
- Como você quiser. – ele disse, tirando a parte de cima, deixando completamente à mostra o torso peludo e a barriguinha saliente.
Depois se levantou do sofá e deixou cair a parte de baixo.
Engoli seco. Naquele momento lembrei que nunca tinha visto o pau dele.
Por baixo de uma moita espessa de pelo escuro, caía em direção ao chão um tremendo rolo de carne flácida, terminando num longo prepúcio de pele que escondia uma cabeça grossa.
Que adjetivos eu podia dar pra uma coisa daquelas!
- Foi isso que você enfiou em mim ontem à noite!? Não tinha visto ele! – falei num murmúrio quase incompreensível
- Mas você gostou, me disse isso antes. Ou não? – ele respondeu
- Sim… claro… mas não sabia… além disso… você arrebentou meu cu! – completei bestamente
- Mas então… você gostou ou não gostou? – ele me apressou.
- Sim… – falei hesitante.
- Então… por que você tá duvidando? Chega mais perto e olha melhor – ele me provocou de novo. apurou e acrescentou – Você termina de me dizer que faz cinco anos que não transava e agora…
Não conseguiu terminar. Eu me ajoelhei e peguei aquele pedaço de tripa entre minhas mãos. Era uma morcilha morna que escorria como uma cobra entre os dedos. Apesar da maciez, minhas mãos mal conseguiam envolvê-la.
– Quer chupar ela? – ele me disse
Levantei o olhar, quase com raiva. Cinco anos de abstinência não podiam me fazer fraquejar. Sem dizer palavra, concordei com um gesto. Sentia minha boca faminta e cheia de desejo.
– Então espera – ele disse enquanto pegava a garrafa de cerveja pelo gargalo e servia um copo. – Você me disse pra vir para compartilhar ela, né? – sussurrou, enquanto enfiava a cabeça do pau dele até o fundo do copo, banhando-a no líquido gelado.
Escorrendo espuma, ele aproximou dos meus lábios. Como uma gostosa faminta, agarrei o pau dele com as mãos e meti na minha boca. Meus lábios foram puxando a pele que o cobria. A cabeça daquele monstro entrou com esforço, ajudada pelos fluidos que saíam da fenda dele e pela porra da cerveja que o banhava.
Enrolei a língua nele e lambi feito louca. A mistura de sabores me excitava, queria engolir aquela morcilha até o fundo, até que liberasse seu conteúdo gostoso.
Só de pensar que na noite anterior eu tinha enchido meu intestino de porra me enlouquecia.
Soltei uma das mãos e dessa vez fui eu quem pegou a garrafa. Parei de chupar, mas segurando firme, espalhei aquele líquido por toda a extensão dele. Estava fria, mas Raúl nem se mexeu.
A cerveja escorreu pelo pau dele até molhar as bolas. Levantei até apoiar na barriga dele e comecei a chupar as bolas. As bolas dele encharcadas de espuma me fascinaram. Chupei uma das bolas com força até enfiar na boca. A pele dele estava gelada, mas de dentro saía um calor incontrolável.
Ele gemeu e eu deixei sair.
– Você gosta disso? – perguntei.
Ele baixou o olhar e com carinho acariciou minha cabeça.
– Claro que gosto. Me excita. Muito. Faz o que quiser.
Essa permissão finalmente soltou minhas amarras preconceituosas contidas.
Peguei a garrafa de novo e, dando um gole, coloquei minha boca cheia na ponta do pau dele. Devagar, deixei aquele líquido gelado escorrer entre meus lábios, descendo pelo tronco venoso dele. Senti o pau dele tremer nas minhas mãos.
Mais uma vez, chupei a cabeça dele, injetada de sangue. Segurei firme entre meus lábios e, soltando, desci minhas mãos até minha buceta.
Puxei minha calcinha de lado e rocei meus dedos no clitóris. Isso me levou ao limite. Tava inchado e minha buceta completamente molhada, como se estivesse implorando pra ser penetrada.
- Por favor, Mariana, se continuar vou gozar na sua boca – disse Raúl, entre gemidos.
Não cedi. Peguei a garrafa de novo e, sem hesitar, enfiei na minha vagina ardente. O frio da boca e do gargalo entrando na minha buceta me alucinou.
Raúl me olhou de boca aberta. Peguei o tronco do pau dele de novo nas mãos. Senti ele pulsar. Tava prestes a explodir, mas não queria que acontecesse ainda.
Tirei minha boca outra vez, levando na língua o gosto amargo da cerveja ou talvez de outra substância, enquanto de cócoras continuava aproveitando o caneco do meu vizinho entrando e saindo da minha vagina.
- Não aguento mais, Mariana – disse Raúl, engasgado.
- Vai… me dá seu leite… quero tudo… me dá – falei, apertando o pau dele com minhas mãos.
Um jato violento saiu disparado, caindo na minha bochecha, um segundo no meu nariz e na minha testa, e outro nos meus lábios.
O resto foi escorrendo pelo tronco do pau lindo dele até minhas mãos. Senti o contato cremoso e quente do sêmen no meu rosto. Estiquei a língua o máximo que pude e, fazendo círculos, chupei tudo que consegui alcançar. Abri a boca e mostrei pra Raúl o fruto do esforço dele na minha língua, brinquei com ela saboreando, fechei a boca e engoli aquela nata ácida e maravilhosa.
Senti nas minhas mãos o pau dele murchar, mas antes queria tirar de ele último presente dele. Peguei com minha mão o copo de cerveja meio vazio que estava no chão e apertei o pau dele.
Vi com prazer jorrar o último fio de esperma que restava e deixei cair dentro dela.
Olhei pra minha entreperna. Com tanta excitação, não tinha notado a dilatação da minha buceta. O porrão do meu vizinho se enterrava fundo na minha buceta até o diâmetro mais largo.
Me desgrudei dela entre gemidos e, sem soltar o copo, olhei pro Raúl. Ele estava suado, exausto, completamente esvaziado, mas feliz. Me olhou e sorriu enquanto eu levantava o copo pra engolir os restos da cerveja dele misturados com a porra cremosa.
Tomamos banho juntos. Nos vestimos e tomamos um café. Os meninos dormiam como anjos, então nos despedimos até o dia seguinte. Embora eu desejasse que ele dormisse do meu lado.
— Amanhã te levo o Franquito — falei, dando um beijo na boca dele.
Ao voltar, fui recolhendo os restos daquela tremenda e deliciosa batalha.
Minha calcinha no sofá, os copos no chão e o porrão do meu vizinho, que ainda guardo. Mas, pra ser sincera, prefiro aquele que balança entre as pernas dele e que de vez em quando me visita — com a desculpa de sempre — pra rachar meu cu de prazer, abrir minha buceta com doçura, encher minha boca gulosa e, principalmente, inundar de suculenta e inesgotável porra todos os meus buracos.
FIM
1 comentários - O porrão do meu vizinho - Parte II