Bom, não sei como essa história realmente desagradável voltou à minha memória de novo. Com certeza é algo difícil de esquecer, e não me interpretem mal — não é porque eu tenho nojo de pessoas que decidem mudar de sexo, de jeito nenhum. Isso pra mim tanto faz. Mas tem gente idiota por trás de qualquer fachada física, e os gays, travestis e outros gêneros, cores, idades, etc., etc., não escapam desse mal que deixa a humanidade na merda. Se a idiotice... bom, continuando, só pra não ser julgado: navegando uma noite pela internet em sites de contato... começo a conversar com uma mulher.Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.Isso parecia, pelo menos. Então a gente conversou bem pra caralho e ela me convidou pra casa dela. Tudo parecia um sonho, mas tem que se aventurar pra descobrir se é real ou só um oásis que no fim você acaba engolindo areia. Chamei um táxi e peguei uma garrafa de uísque que já tava no fim. Dei o endereço, é no centro de Montevidéu, perto do Teatro Solís, uma área que pra ter um apartamento (ser dono) tem que ter grana, mas isso não me interessa. Já estive em lugares melhores e com o tênis sujo de andar na rua. Então toquei a campainha e me atenderam. "Já tô descendo", ela disse. Esperei com minha sacolinha e minha garrafa com meio litro de uísque. Melhor do que chegar de mãos abanando, né? Haha. Aí vejo ela vindo pelo corredor até a porta. Fiquei na dúvida se era mulher ou travesti. Foi muito fácil e tinha algo estranho ali. Só fui descobrir mais pra dentro da noite. Quando chegou, eu cumprimentei e ela disse: "Achei que você não vinha. Sinceramente, você é um cavalheiro!" Falei: "Valeu, se dou minha palavra, cumpro." Subimos pro apartamento dela, é agradável. Notei que ela tava estranha, cheirando pó. Eu não cheiro há um tempo, mas fazer o quê, a gente tá no baile. Conversamos e ela me pediu 300 pesos pra comprar um papel. Depois de me passar um pobre tiro, claro. Dei o dinheiro e falei: "Agora vamos até a boca, vamos tomar uísque." Ela era gostosa, tinha fotos com os playboys portenhos que vão pra Punta. Acho que ela se mistura com esses babacas que se acham celebridades. Bebi o uísque pra caralho porque era uma noite atípica. Ela tem 35 anos, cintura boa, uma bunda gostosa, rosto bonito, mas eu nunca comi um traveco e não queria. Mas como ia dizer? No fim das contas, ia tentar comer o cu dela e, se não me excitasse, era o fim da linha. Terminei o uísque que trouxe e comecei uma garrafa dela. Bebi muito, no ritmo e na quantidade, quando socializo. E foi assim. Ela tava meio doida e eu, enturmado. Ela me deu um beijo e eu agarrei uma nádega dela. Sinceramente, não queria estar ali, mas minha alma tinha deixado meu corpo e só. esperava que a noite terminasse sem mais, era um teste e não me desesperei... ela me chupou e quando tentei pegar na bunda dela, como viu que era grande, ficou besta... me arranhava as costas e arrastava a língua, pedi pra ela não me arranhar mais. A coisa foi tomando outro rumo, muito mais sinistro... continuamos e ela continuou me arranhando, depois seguimos conversando e, como sou um animal sincero, não sei o que falei que ela surtou!! Ela me tacou um copo e eu desviei, enquanto ela gritava "sai da minha casa, filho da puta". Pegou uma faca e me tacou uma cadeira, eu ria e pedia a chave, falava "você é maluco, viado de merda, me dá a chave se quer que eu vaze"... e ela gritava "filho da puta, vou te matar". Me deu uma facada com a faca de serra e acertou minha mão, me machucou. Esperei ela vir de novo pra dar outra facada e acertei... meti um murrão na mandíbula dela que a fez cair de bunda. Ela reclamou da porrada, tirei a faca dela e, já ficando sério, perguntei pelas chaves... ela me mostrou onde estavam. Era um chaveiro com muitas chaves, abri e fui embora com as chaves e a facona de serra, muito bêbado e rindo. Desci as escadas, abri a porta da frente, andei 5 quadras e, aproveitando que o chaveiro tinha uma cordinha comprida, girei ele e joguei pra merda, rindo e xingando aquele traveco desequilibrado. Com a faca escondida na manga, começou a odisseia de voltar pra casa numa quarta à noite, sozinho, bêbado e pela cidade velha. Era presa fácil. Caminhei procurando o ponto, tô desorientado e quero fumar, não tenho um puto além do dinheiro da passagem e mais um trocado. Ando pela calçada e tem um grupo de pivetes ladrões a 50 metros, vários lateros que fumam paco... me aproximo e peço um cigarro, eles me dão, agradeço e sigo. Pergunto pelo ponto do 505 e, depois de andar entre o pessoal que trabalha cedo, chego no ponto 30 minutos depois. Foi uma vida, realmente, com a faca escondida na manga pra caso algum quisesse se fazer de valentão. Finalmente o busão chega e eu entro. Durmo e passo do ponto, sigo pro destino de novo pra trás, chego em casa e vou trabalhar. Fim.
5 comentários - Quase comi um traveco