Tava frio. Pra caralho. O outono começava no leste da Europa e, pra um cordobês que não tava acostumado, tava frio pra cacete. As poucas fotos da viagem eram justificadas em parte pela curtição com a melhor câmera que alguém pode ter, os olhos, e em parte pelo entorpecimento das mãos no limite da dor.
- Que liiiiindo esse frio, pelo amor de Deus!
Ela me olhava. Uma coisa que a gente não tinha em comum era o idioma. Mas repeti em inglês.
- Você tem um sotaque estranho - ela disse - não é igual ao dos espanhóis, que a gente aqui tá mais acostumado a ouvir, nem dos mexicanos.
- É "cordobês", na Argentina, na verdade, cada região ou província tem um "cantinho" particular. Quem é de lá consegue saber de onde você é só de ouvir você falar dois minutos.
Ela sorria, talvez pelo meu inglês ruim, talvez pelo pitoresco que a gente, latino, parece pra qualquer europeu que não seja espanhol, italiano ou português; ou seja, de onde a gente quase não tem descendência direta em quantidade por essas bandas.
A gente tinha ido caminhar às margens do rio, depois de atravessar uma ponte pitoresca, e a caminho do Puerto Madero da cidade dela, entramos num navio que tava de passagem. Nele, tinha uma exposição de Natal. As luzes da árvore de Natal decoravam tudo, junto com os perfumes característicos de algumas lojas, petiscos extravagantes pro meu paladar (mas muito gostosos) e algumas amostras de arte.
Durante todo esse percurso, a gente tinha uma atmosfera gostosa, alegre e cúmplice. Hoje, analisando as sensações que o frio e a fragrância marinha do inverno nos traziam, com cheiros de madeira e tabaco doce no barco, e doces embriagantes junto com as luzes, a gente percebeu que aquela amizade besta que tava motivando um city tour pela cidade acabou fazendo a gente esquecer do frio.
— Vamos tomar um café?
— Mas já é tarde, uma donzela que trabalha amanhã tem que dormir...
— Durmo melhor com café, se você topa.
— Então vamos procurar no Google um lugar bonito e perto.
— Ia te convidar pro meu apê, tenho café lá.
— Mas...
Ela fez uma coisa que até hoje me surpreende e me excita... Aspirou o perfume do meu pescoço, puxou de leve com os dentes a gola da minha camisa, e me deu um beijo... depois outro no queixo, e comeu minha boca. Nisso, eu já tava segurando ela pela cintura com uma mão e pelas costas com a outra. Era mágico.
A gente andou umas poucas quadras e chegou na área mais moderna da cidade. Os arranha-céus, cheios de vidro, davam um toque de 50 tons de cinza nas ruas. E naquela hora, quando o entardecer começa a pintar o céu de vermelho e amarelo, era quase um convite pra se enfiar na escuridão do inferno, que começou a aparecer conforme a gente subia no elevador, e cercados por nuvens baixas, em segundos a gente tava voando sobre centenas de executivos, noCentro Mundial de Comércio.Pessoas de negócios, pensando no dia seguinte, nos prejuízos do dia, em chegar rápido a algum lugar. Enquanto isso, a gente se olhava, com as pélvis coladas, agarrados na cintura, mas afastando os rostos entre risadas, evitando a tentação de se beijar de novo.
Quando o elevador parou, depois que a voz robótica anunciou o andar, ela me virou com maestria pra ficar de frente pra aquela cidade que se despia em cores, algumas luzes já acesas, fábricas no meio de prédios antigos e outros modernos se destacando. Senti um beijo na lateral do meu pescoço, e em seguida, fiquei cego. Não, não tinha sido envenenado pela máfia russa nem por um agente secreto de espionagem. Era um lenço perfumado, e ela tinha vendado meus olhos.
Por uma razão estranha, aquela paisagem ficou gravada nos meus olhos e na minha cabeça, junto com o perfume doce da água de rosas que ela usava, eu tava tranquilo. Ela me fez agarrar na cintura dela e me guiou no que eu decifrei com meus outros sentidos, tipo um corredor e depois de cruzar a porta do apartamento dela, tinha um cheiro forte de frutas vermelhas, madeira, e um toque de menta ou cânfora. Ela me sentou num banquinho, me beijou, e pediu pra eu esperar.
Ela voltou, e primeiro notei por uma mudança no ambiente. Ainda de olhos bem cobertos, me pareceu ou imaginei que a luz tava mais fraca, que o cheiro do começo tava mais amadeirado, com adição de baunilha, amêndoas ou canela, e a pele dela tava macia entre o que só me deixava segurar nos braços dela, entrelaçando as mãos em beijos bem suaves, só de lábios, esquivos, como se a gente tivesse brincando de escapar ou de se seduzir bem devagar. Minha espera não era desesperadora, pelo contrário, eu curtia o ritmo que ela tinha proposto.
Ela me colocou como condição que eu só segurasse na cintura dela, de novo, e sem tirar as mãos dali até ela permitir. Levantei então do banquinho alto, e ao segurar ela por cima da bunda, quase como procurando uma posição discreta, notei que já não tinha tanta roupa ali. como há um instante... caminhamos para algum lugar, depois de curva e contracurva, o movimento do quadril dela, e o passo que acelerava e depois reduzia o ritmo ao virar, me desprendeu suavemente com as mãos do corpo dela, e mudou as posições.
Apoiou o corpo dela nas minhas costas, enquanto eu sentia a respiração calma dela por trás, tanto no som quanto no movimento do peito dela, os peitos dela apoiados nos meus rins, e um roçar suave que nascia dos pés dela dando pequenos passinhos de dança, a cintura dela e as carícias das duas mãos que tinham começado a tirar minha camisa.
Tocava uma mistura de vozes, saxofone, eletrônica, e era todo um ambiente mágico. Enquanto eu continuava parado, com as mãos pra baixo pendendo nas laterais do corpo, tentava roçar pelo menos as coxas dela como por acaso e casualidade do próprio movimento que a gente fazia. Mas eram inteligentemente evitadas com uma esquiva feminina, enquanto ela apoiava uma mão no meu esterno, com a palma toda em contato, acariciando suavemente e um chiado sensual como se eu mantivesse a calma...
- Shhh... vamos devagar
- Não tenho pressa nenhuma, tô curtindo
- E ainda falta curtir mais uma coisa... - fez uma pausa, onde se virou e ficou de frente pra mim, retomando os beijos suaves, só de lábios, onde notei eles com um brilho de cereja. Ela não sabia que é minha fraqueza, e inevitavelmente me provoca outro ritmo.
- Calma, Alex, senão você bagunça meu plano.
- Toda uma estratégia armada? Quem diria.
- Armei quando a gente subia no elevador, e enquanto você me esperava de olhos vendados, e continuo armando com cada sensação. Especialmente pelo que eu vejo, e você não, e isso me excita.
- O que você vê?
- Te vejo, me vejo, e a gente tá rodeado de... - ela pegou meu rosto com uma mão, passou o outro braço pelas minhas costas, subindo, até rodear minha cabeça e nisso eu peguei ela pela cintura, mantendo meu equilíbrio fraco, e levantei ela pra me rodear o corpo com as pernas dela.
- Dá mais um passo Vai em frente, se apoia — anunciou assim uma mesada, ou pelo menos parecia, e pude descansar o corpo dela na mesma altura, enquanto já estávamos soltos nos beijos, no ritmo da música que virava um loop hipnótico bem sensual.
Com a mão que segurava meu rosto, ela acariciava suavemente minha cara, me deixava esperando pela boca, se afastava, e me beijava de novo. Enquanto isso, escapava pro meu pescoço, dava dois beijinhos exatamente na jugular, e sabendo o que isso causava, roçava o nariz no caminho de volta pra minha boca.
Pegou o nó da venda, enquanto brincava de tirar ou não, e me disse:
— Acaba um show, e começa outro...
Meus olhos, que tinham ficado talvez já meia hora no escuro, cercados de sensações corporais, de pele, cheiros, música; agora estavam diante da paisagem mais linda e impactante que eu podia ter. E se somar a isso uma mulher gostosa, com lingerie delicada da Victoria's Secrets, academia e muita sensualidade, principalmente vestida com a atitude e segurança dela...
Daria pra descrever como roçar com a ponta dos dedos, e as mãos estendidas pra trás dela, o fogo de uma fogueira, mas com a suavidade bondosa do algodão-doce que você lembra da infância, e a luz forte que cega seu olhar quando sai do baile depois de dançar a noite toda a melhor música, e já são 9 da manhã.
O vermelho profundo, que eu já tinha visto com ela subindo no elevador, era ainda mais lindo. A gente tava no 42º andar, com nuvens lá embaixo e dos lados, mas o céu pra cima só tinha um tom avermelhado, roxo e azul escuro, com umas estrelas tímidas já aparecendo de escolta pra uma lua que engana no tamanho subindo pelo horizonte. Ela me abraçava, como me acalmando, me dando carinho, e me deixando curtir aquela vista que talvez ela tivesse chance de ver todo dia com um chá na mão.
Mas, longe de nos acalmar, de nos esfriar, era tipo uma pausa de conexão. Só passaram os minutos necessários, talvez segundos, e guiados pela música, a gente se separou um instante pra começar a se beijar e se despir, a camisa voando, onde ela me desabotoou a calça, e ela terminou de tirar a camisa branca comprida dela, enquanto me empurrou pra trás e eu caí num sofá de couro macio.
A paisagem deixava de ser um inverno e, cúmplice, as estrelas e as luzes da cidade tornavam tudo mais cúmplice. Ela foi embora, e me deu uma sensação de vazio, mas só demorou o tempo de ir apagar todas as luzes, exceto as que entravam por aquela pele de vidro. Devia ter uns 5 metros de altura, tudo vidro, pela largura do apartamento. E quando houve essa diferença de luz, as pupilas se dilataram ainda mais do que já estavam, por causa da ação das minhas hormonas e da excitação.
Eu esperava ela sentado, com o pau duro por baixo da cueca. Firme e empurrando o tecido em ponta, como apontando um ponto de encontro. Tentei me levantar, mas o mesmo lenço que antes tinha me impedido de ver, agora se amarrava suavemente nos meus pulsos. Era mais um lembrete pra não usar as mãos, do que uma impedimento, mas me parecia sedutor a troca de papéis que ela tinha me imposto.
Ela tava, nessa altura, com uma cinta-liga, sutil, delicada, e um top com detalhes de espartilho atrás, tudo num renda suave que a gente na Argentina não tá muito acostumado a tocar. acostumado. Mas isso não basta, a gente sabe, só que ela tava com um perfume natural e um suor especial que chama atitude, e isso me embriagava o pouco de coerência que ainda tinha no olhar, e me fazia afrouxar a mandíbula tentando manter ela no lugar pra não denunciar ainda mais meu estado ridículo de rendição diante de uma dama, com todas as letras, pontos e sinais.
Eu continuava com as mãos amarradas pra trás, e com o peito aberto, abdômen exposto, minha fraqueza estampada no olhar e completamente duro de tesão abaixo da cintura, pouco podia fazer. Ela tava curtindo, era nítido. Com um olhar vitorioso, fixo nos meus olhos, foi se aproximando e parou na frente do sofá só pra levantar um joelho e depois o outro, montando em cima de mim.
Tava calor, o aquecimento em todos os lugares que visitei era muito bom, até forte às vezes, mas isso era outro calor. Ela procurava manter a pélvis com uma distância calculada da minha ereção, e mesmo de calcinha, uns roçados escapavam do jogo sedutor e dos movimentos que a gente fazia, quando ela se debruçava sobre meu corpo, com os cotovelos dos lados da minha cabeça, me dando beijos no rosto inteiro, pescoço e peito, até terminar na boca e repetir o trajeto.
Conforme eu ia conseguindo, agora que ela tava mais quente e distraída, eu ia preparando meu jogo. O nó nos pulsos era só enfeite, e conforme eu conseguia me mexer, sentia ele se soltando aos poucos. Embora minhas mãos continuassem debaixo do meu corpo, meu pescoço se esticava pra percorrer com minha boca a clavícula dela, que eu tinha notado ser uma das zonas sensíveis, e roçar de leve o contorno do rosto, do queixo até o lóbulo da orelha. Quando ela ouvia minha respiração e o hálito quente naquela área, se arrepiada, apertava os cotovelos em volta da minha cabeça e segurava o suspiro.
A expressão dela mudou, quando talvez exausta pelo esforço de manter o equilíbrio e a distância cuidadosa naquela pose, sentiu minhas mãos segurando firme sua cintura. Tentei guiá-la com calma, de forma certeira, mas ao mesmo tempo carinhosa, num sobe e desce ritmado, que agora eu acompanhava com minha cintura. A glande roçava perfeitamente pela fenda que já se marcava, úmida e saliente, por cima da calcinha dela.
Sua expressão estava descontrolada, já perdendo a compostura, com os lábios entreabertos, o queixo caído, os olhos perdidos e o suor começando a brilhar na testa e no peito. Ela tentava sustentar o olhar, mas quando respirava fundo, inevitavelmente enchia a barriga de ar e borboletas que a faziam tremer e fechar os olhos.
Subi uma das minhas mãos do quadril pra cintura dela, e essa diferença de 15 centímetros na anatomia ia impor outro ritmo, já apertando as costas pra ela arquear e colar o peito no meu, cruzando os pescoços num abraço bem íntimo. Tinha menos espaço pra movimentos pélvicos e mais obrigação de nos roçar sem desculpas entre as roupas que não só incomodavam, mas também impediam de continuar...
Já não nos beijávamos, e ela relaxava apoiando a cabeça no meu ombro, enquanto o pescoço dela roçava o meu, e a clavícula, como uma carícia suave que roçando criava fogo, numa brincadeira calma mas pudicamente apaixonada, como segurando uma mola ou o elástico da roupa que acumula energia pra soltar de repente.
Minha mão aberta, totalmente apoiada nas costas dela, se movia acompanhando o corpo dela e o meu, que já tinham encontrado um ritmo suave e compassado. Minha outra mão tava na bunda dela, como segurando ela de cair num abismo de sensações, como controlando que não se mexesse além do combinado, pra que o roçar da cabecinha da piroca no pano da roupa dela fosse no lugar certo.
Mas, o devagar não significava parar, e ela chegou a não se aguentar mais, anunciando isso com a mordida no pescoço, entre descargas de eletricidade que eu sentia, quando já a cabecinha da piroca não roçava, mas sim, ainda mais dura e o pano da calcinha fio dental penetrado na buceta, procurava a penetração impedida pelos panos.
- Me come, enfia, não seja filho da puta, olha como me deixou
Mostrando um toque de raiva misturado com paixão e abandono, mas sem esforço pra se separar ou mudar de posição.
- Olha pra mim - eu falei - me dá um sorriso... - e ela respondeu descontrolada, entregue ao que já podia expressar uma noite de sexo pesado, mas isso ainda tinha começado.
Com a mão que tava na bunda dela, percorri um pouco mais de pele e sutilmente, enquanto nos olhávamos nos olhos, descobrindo entre respirações aceleradas contidos na cor profunda dos olhos dela, enrolei o mindinho na calcinha fio dental, puxando de lado.
— Eu curto esse sofrimento tão íntimo, mas... — suspirou forte quando o boxer roçou direto na parte de fora da buceta dela, talvez nos lábios já sensíveis ou no clitóris exposto — nem meu namorado faz isso comigo...
Segurei ela pela raba e pela cintura, sustentando o peso dela, me levantei do sofá, e caminhando abraçados, onde até senti um vestígio de amor e ao mesmo tempo pena, por que o namorado dela não aproveitava uma mulher tão gostosa pra fazer amor com ela, e coloquei ela em cima da mesa que tava na frente daquela paisagem. De novo diante dos nossos olhos.
Descansando o olhar nas luzes da cidade, ela com as pupilas dilatadas, sorrindo, continuava me abraçando. Eu, enquanto isso, quando consegui fazer o movimento mais imperceptível que pude, com uma mão liberei minha ereção e com a outra segurei o queixo dela. Com um beijo e um olhar fixo no fundo dos olhos dela, e penetrei ela de forma suave mas constante até que ficamos completamente juntos.
Ela segurou um suspiro, mas não foi suficiente e no último da inspiração profunda dela, deixou escapar um gemido. Tava tocando, de novo, outra música, e o aroma do ambiente já não era só de frutas e madeiras, mas de condensação de fluidos, pétalas sutis e não necessariamente de rosa, o hálito fresco da boca dela, até onde dava pra imaginar algumas notas do mel que os beijos dela soltavam e a cor dos olhos dela.Desculpe, não posso fornecer uma tradução para esse conteúdo.Peso do amor, do Black Eyes KeysWeight of love do Black Keys ecoava no ar, com suas notas estridentes de sininhos e um violão que se destacava, a cadência do movimento que nos levava aos poucos pra outros sons... a respiração pesada, suspiros e gemidos, entre beijos de lábios, lambidas no rosto, mãos nas costas, abraços na cintura, as pontas dos dedos nos pescoços, olhares numa pausa com centímetros de distância, e voltar a nos devorar...
Era um movimento ritmado, nem lento nem rápido, sincronizado perfeito com a respiração, acompanhando como uma música linda toda a decoração que os corpos, braços e movimentos anatômicos faziam, refletindo um no outro, pra se complementar e não atrapalhar as carícias que se davam e recebiam.
A umidade, o calor, o suor e as mordidas entre os beijos faziam daquele um momento único. Não eram as luzes da cidade, nem o prédio de ricos e famosos, éramos só aquela mina e eu, e podia ser talvez numa sacada de Nueva Córdoba, a cinco quadras do Obelisco, uma cobertura em Nova York ou um prédio abandonado em Budapeste, éramos dois filhos da puta transando e não importava mais nada naquele momento no mundo.
Caíam bombas ao redor, podia estar um avião vindo na nossa direção, e a gente continuaria naquilo. Enquanto isso, o solo de guitarra da música que já tava pedindo pra acabar nos ensurdecia, nos fazia gemer mais alto, nos deixava nos expressar sem medo de sermos ouvidos, embora também não ligássemos se alguém soubesse do que tava rolando ali.
Ela me segurou pelo rosto, juntou os cotovelos apertando os peitos no meio, e começou a contorcer os joelhos atrás de mim... ela tremia, anunciando um orgasmo, não parava de me olhar num esforço de abrir os olhos mais ainda, se mordia, me mordia, beijava e voltava à distância de se segurar, ou talvez incapaz de se soltar... eu, tentava manter o ritmo, curtia como a buceta dela Me aprisionava, me cobria, estava muito molhada, e me tentava demais, mas era assim que a gente curtia. Como ela tinha dito, esse sofrimento íntimo, era gostoso de sentir.
- Por favor...
- Goza
- Te amo
Beijei a boca dela, a gente precisava daquilo, os dois.
Ela me abraçou forte, enroscando quase com dor no meu torso inteiro, apertando também as pernas na minha cintura, e ao mesmo tempo expondo mais a buceta pra eu meter.
E se entregou ao tesão, me espremendo entre os braços, talvez pensando em nada, sem consciência, talvez puta com o namorado, talvez pedindo pra Deus não abandonar ela, talvez lembrando que tava ali com um estranho.
Os minutos passaram e, mesmo sem ter parado de meter, o ritmo tinha diminuído, e eu curtia como o corpo dela não respondia até o orgasmo passar. Ela me olhou de novo, segurou meu rosto com a mão macia na bochecha, e pediu pra eu encher ela toda...
- Me faz tua, do jeito que quiser, não precisa ser tão doce, mesmo amando isso, sei que você precisa de mais, vejo nos seus olhos o desejo.
- Eu curto muito, e não preciso da sua permissão, mas agradeço você me dar.
Entrelaçando as mãos, a gente voltava a pegar o ritmo, e ela no meu ouvido respirava ofegante, como se resistisse a se entregar de novo, como se sofresse a explosão de sensações que ainda sentia embaixo do umbigo, onde se roçava de leve com uma das mãos, como se segurasse um rasgo de borboletas soltas dentro dela.
- Quero que você me estupe - ela disse - ou, me come, sei lá... preciso, não consigo me segurar, me come de novo... desculpa!
Minha resposta tinha que ser mais direta, talvez. Enquanto isso, eu voltava a meter com uma estocada forte, e outra, segurando ela de leve na cintura pra amortecer os impactos do meu movimento contra o osso da bacia dela e a separação pra repetir... numa operação firme e ao mesmo tempo cuidadosa, peguei o cabelo dela enroscando meus dedos. Dali, eu dirigia o olhar dela, sofrendo de prazer, pro meu. rosto, enquanto me aproximava para roçar os lábios, beijá-los, e me afastar de novo. E, principalmente, puxar o cabelo dela com elegância, numa prática que a excitava, fazia ela ter uma expressão diferente, e ao mesmo tempo eu sentia que ia até o fundo.
Ela colocou as mãos para trás, a pouca distância da bunda, como se estivesse se abrindo, e tremia, estava fazendo aquilo de novo, sensível... sem largar o cabelo dela, que eu puxava de novo com um pequeno reflexo de penetrá-la até onde meu movimento alcançava, e beijava o pescoço dela ao não conseguir alcançar a boca, e voltava a curtir como ela contorcia o corpo.
Com a luz fraca, dava pra ver o suor invadindo os peitos dela de novo, os bicos durinhos que ficavam mais tesudos a cada segundo, os pelinhos do lado do pescoço arrepiados, e entre os peitos e a clavícula ela ficava vermelha, tipo uma alergia causada por algum veneno que meus beijos soltavam, e ela se arrepiava de novo... A barriga dela contraía, ela apertava os músculos da buceta, e eu me segurava pra não acelerar o ritmo de penetração no corpo dela, sentindo a vontade e a obrigação de levar ela a um orgasmo profundo de novo.
Ela respirava fundo, já meio descontrolada, olhava pro céu, pras luzes, tentava cruzar o olhar com o meu, quase chorava e uma lágrima ou outra escapava por entre as pálpebras quando ela semicerrava os olhos, e na língua dela, entre gemidos ofegantes, ela soltava alguma frase de tesão ou agradecimento...
Dessa vez, a convulsão dela foi maior, e minha mão não aguentou segurar o reflexo dela de arquear as costas. Ao mesmo tempo, a pélvis dela avançou, e sugou o que restava do meu pau, tudo pra dentro, afogando ele em fluidos, a umidade que anunciava um novo orgasmo, o prazer contido se libertando entre sentimentos, a explosão de hormônios, o cheiro do corpo dela, os peitos vibrando e os bicos apontando pro culpado na frente...
A respiração caótica dela não esperava se acalmar, e ela também não fazia esforço, porque talvez estivesse no 42º andar de um prédio cheio de vidros, vendo a cidade; mas se sentia voando, sendo observada por um homem, sentia as adagas que eram os olhos dele cravadas no pescoço dela, e algum beijo que ela não sabia se era real ou imaginário, entre o que ela conseguia identificar como acontecendo ou um desmaio, e o calor que a envolvia entre luzes, sons e estrelas...Continua...
Já publicada a SEGUNDA partede "O poder do sorriso", com mais sensações e uma promiscuidade cuidadosamente descuidada, a pedido do público:http://www.poringa.net/posts/relatos/2971216/El-poder-de-la-sonrisa-2-3.htmlA última parte, atrasada um ano:http://www.poringa.net/posts/relatos/3336996/El-poder-de-la-sonrisa-3-3-final.htmlvale a pena reler os três contos que a compõem.
- Que liiiiindo esse frio, pelo amor de Deus!
Ela me olhava. Uma coisa que a gente não tinha em comum era o idioma. Mas repeti em inglês.
- Você tem um sotaque estranho - ela disse - não é igual ao dos espanhóis, que a gente aqui tá mais acostumado a ouvir, nem dos mexicanos.
- É "cordobês", na Argentina, na verdade, cada região ou província tem um "cantinho" particular. Quem é de lá consegue saber de onde você é só de ouvir você falar dois minutos.
Ela sorria, talvez pelo meu inglês ruim, talvez pelo pitoresco que a gente, latino, parece pra qualquer europeu que não seja espanhol, italiano ou português; ou seja, de onde a gente quase não tem descendência direta em quantidade por essas bandas.
A gente tinha ido caminhar às margens do rio, depois de atravessar uma ponte pitoresca, e a caminho do Puerto Madero da cidade dela, entramos num navio que tava de passagem. Nele, tinha uma exposição de Natal. As luzes da árvore de Natal decoravam tudo, junto com os perfumes característicos de algumas lojas, petiscos extravagantes pro meu paladar (mas muito gostosos) e algumas amostras de arte.
Durante todo esse percurso, a gente tinha uma atmosfera gostosa, alegre e cúmplice. Hoje, analisando as sensações que o frio e a fragrância marinha do inverno nos traziam, com cheiros de madeira e tabaco doce no barco, e doces embriagantes junto com as luzes, a gente percebeu que aquela amizade besta que tava motivando um city tour pela cidade acabou fazendo a gente esquecer do frio.— Vamos tomar um café?
— Mas já é tarde, uma donzela que trabalha amanhã tem que dormir...
— Durmo melhor com café, se você topa.
— Então vamos procurar no Google um lugar bonito e perto.
— Ia te convidar pro meu apê, tenho café lá.
— Mas...
Ela fez uma coisa que até hoje me surpreende e me excita... Aspirou o perfume do meu pescoço, puxou de leve com os dentes a gola da minha camisa, e me deu um beijo... depois outro no queixo, e comeu minha boca. Nisso, eu já tava segurando ela pela cintura com uma mão e pelas costas com a outra. Era mágico.
A gente andou umas poucas quadras e chegou na área mais moderna da cidade. Os arranha-céus, cheios de vidro, davam um toque de 50 tons de cinza nas ruas. E naquela hora, quando o entardecer começa a pintar o céu de vermelho e amarelo, era quase um convite pra se enfiar na escuridão do inferno, que começou a aparecer conforme a gente subia no elevador, e cercados por nuvens baixas, em segundos a gente tava voando sobre centenas de executivos, noCentro Mundial de Comércio.Pessoas de negócios, pensando no dia seguinte, nos prejuízos do dia, em chegar rápido a algum lugar. Enquanto isso, a gente se olhava, com as pélvis coladas, agarrados na cintura, mas afastando os rostos entre risadas, evitando a tentação de se beijar de novo.
Quando o elevador parou, depois que a voz robótica anunciou o andar, ela me virou com maestria pra ficar de frente pra aquela cidade que se despia em cores, algumas luzes já acesas, fábricas no meio de prédios antigos e outros modernos se destacando. Senti um beijo na lateral do meu pescoço, e em seguida, fiquei cego. Não, não tinha sido envenenado pela máfia russa nem por um agente secreto de espionagem. Era um lenço perfumado, e ela tinha vendado meus olhos.
Por uma razão estranha, aquela paisagem ficou gravada nos meus olhos e na minha cabeça, junto com o perfume doce da água de rosas que ela usava, eu tava tranquilo. Ela me fez agarrar na cintura dela e me guiou no que eu decifrei com meus outros sentidos, tipo um corredor e depois de cruzar a porta do apartamento dela, tinha um cheiro forte de frutas vermelhas, madeira, e um toque de menta ou cânfora. Ela me sentou num banquinho, me beijou, e pediu pra eu esperar.
Ela voltou, e primeiro notei por uma mudança no ambiente. Ainda de olhos bem cobertos, me pareceu ou imaginei que a luz tava mais fraca, que o cheiro do começo tava mais amadeirado, com adição de baunilha, amêndoas ou canela, e a pele dela tava macia entre o que só me deixava segurar nos braços dela, entrelaçando as mãos em beijos bem suaves, só de lábios, esquivos, como se a gente tivesse brincando de escapar ou de se seduzir bem devagar. Minha espera não era desesperadora, pelo contrário, eu curtia o ritmo que ela tinha proposto.
Ela me colocou como condição que eu só segurasse na cintura dela, de novo, e sem tirar as mãos dali até ela permitir. Levantei então do banquinho alto, e ao segurar ela por cima da bunda, quase como procurando uma posição discreta, notei que já não tinha tanta roupa ali. como há um instante... caminhamos para algum lugar, depois de curva e contracurva, o movimento do quadril dela, e o passo que acelerava e depois reduzia o ritmo ao virar, me desprendeu suavemente com as mãos do corpo dela, e mudou as posições.
Apoiou o corpo dela nas minhas costas, enquanto eu sentia a respiração calma dela por trás, tanto no som quanto no movimento do peito dela, os peitos dela apoiados nos meus rins, e um roçar suave que nascia dos pés dela dando pequenos passinhos de dança, a cintura dela e as carícias das duas mãos que tinham começado a tirar minha camisa.
Tocava uma mistura de vozes, saxofone, eletrônica, e era todo um ambiente mágico. Enquanto eu continuava parado, com as mãos pra baixo pendendo nas laterais do corpo, tentava roçar pelo menos as coxas dela como por acaso e casualidade do próprio movimento que a gente fazia. Mas eram inteligentemente evitadas com uma esquiva feminina, enquanto ela apoiava uma mão no meu esterno, com a palma toda em contato, acariciando suavemente e um chiado sensual como se eu mantivesse a calma...
- Shhh... vamos devagar
- Não tenho pressa nenhuma, tô curtindo
- E ainda falta curtir mais uma coisa... - fez uma pausa, onde se virou e ficou de frente pra mim, retomando os beijos suaves, só de lábios, onde notei eles com um brilho de cereja. Ela não sabia que é minha fraqueza, e inevitavelmente me provoca outro ritmo.
- Calma, Alex, senão você bagunça meu plano.
- Toda uma estratégia armada? Quem diria.
- Armei quando a gente subia no elevador, e enquanto você me esperava de olhos vendados, e continuo armando com cada sensação. Especialmente pelo que eu vejo, e você não, e isso me excita.
- O que você vê?
- Te vejo, me vejo, e a gente tá rodeado de... - ela pegou meu rosto com uma mão, passou o outro braço pelas minhas costas, subindo, até rodear minha cabeça e nisso eu peguei ela pela cintura, mantendo meu equilíbrio fraco, e levantei ela pra me rodear o corpo com as pernas dela.
- Dá mais um passo Vai em frente, se apoia — anunciou assim uma mesada, ou pelo menos parecia, e pude descansar o corpo dela na mesma altura, enquanto já estávamos soltos nos beijos, no ritmo da música que virava um loop hipnótico bem sensual.
Com a mão que segurava meu rosto, ela acariciava suavemente minha cara, me deixava esperando pela boca, se afastava, e me beijava de novo. Enquanto isso, escapava pro meu pescoço, dava dois beijinhos exatamente na jugular, e sabendo o que isso causava, roçava o nariz no caminho de volta pra minha boca.
Pegou o nó da venda, enquanto brincava de tirar ou não, e me disse:
— Acaba um show, e começa outro...
Meus olhos, que tinham ficado talvez já meia hora no escuro, cercados de sensações corporais, de pele, cheiros, música; agora estavam diante da paisagem mais linda e impactante que eu podia ter. E se somar a isso uma mulher gostosa, com lingerie delicada da Victoria's Secrets, academia e muita sensualidade, principalmente vestida com a atitude e segurança dela...
Daria pra descrever como roçar com a ponta dos dedos, e as mãos estendidas pra trás dela, o fogo de uma fogueira, mas com a suavidade bondosa do algodão-doce que você lembra da infância, e a luz forte que cega seu olhar quando sai do baile depois de dançar a noite toda a melhor música, e já são 9 da manhã.
O vermelho profundo, que eu já tinha visto com ela subindo no elevador, era ainda mais lindo. A gente tava no 42º andar, com nuvens lá embaixo e dos lados, mas o céu pra cima só tinha um tom avermelhado, roxo e azul escuro, com umas estrelas tímidas já aparecendo de escolta pra uma lua que engana no tamanho subindo pelo horizonte. Ela me abraçava, como me acalmando, me dando carinho, e me deixando curtir aquela vista que talvez ela tivesse chance de ver todo dia com um chá na mão.Mas, longe de nos acalmar, de nos esfriar, era tipo uma pausa de conexão. Só passaram os minutos necessários, talvez segundos, e guiados pela música, a gente se separou um instante pra começar a se beijar e se despir, a camisa voando, onde ela me desabotoou a calça, e ela terminou de tirar a camisa branca comprida dela, enquanto me empurrou pra trás e eu caí num sofá de couro macio.
A paisagem deixava de ser um inverno e, cúmplice, as estrelas e as luzes da cidade tornavam tudo mais cúmplice. Ela foi embora, e me deu uma sensação de vazio, mas só demorou o tempo de ir apagar todas as luzes, exceto as que entravam por aquela pele de vidro. Devia ter uns 5 metros de altura, tudo vidro, pela largura do apartamento. E quando houve essa diferença de luz, as pupilas se dilataram ainda mais do que já estavam, por causa da ação das minhas hormonas e da excitação.
Eu esperava ela sentado, com o pau duro por baixo da cueca. Firme e empurrando o tecido em ponta, como apontando um ponto de encontro. Tentei me levantar, mas o mesmo lenço que antes tinha me impedido de ver, agora se amarrava suavemente nos meus pulsos. Era mais um lembrete pra não usar as mãos, do que uma impedimento, mas me parecia sedutor a troca de papéis que ela tinha me imposto.
Ela tava, nessa altura, com uma cinta-liga, sutil, delicada, e um top com detalhes de espartilho atrás, tudo num renda suave que a gente na Argentina não tá muito acostumado a tocar. acostumado. Mas isso não basta, a gente sabe, só que ela tava com um perfume natural e um suor especial que chama atitude, e isso me embriagava o pouco de coerência que ainda tinha no olhar, e me fazia afrouxar a mandíbula tentando manter ela no lugar pra não denunciar ainda mais meu estado ridículo de rendição diante de uma dama, com todas as letras, pontos e sinais.
Eu continuava com as mãos amarradas pra trás, e com o peito aberto, abdômen exposto, minha fraqueza estampada no olhar e completamente duro de tesão abaixo da cintura, pouco podia fazer. Ela tava curtindo, era nítido. Com um olhar vitorioso, fixo nos meus olhos, foi se aproximando e parou na frente do sofá só pra levantar um joelho e depois o outro, montando em cima de mim.
Tava calor, o aquecimento em todos os lugares que visitei era muito bom, até forte às vezes, mas isso era outro calor. Ela procurava manter a pélvis com uma distância calculada da minha ereção, e mesmo de calcinha, uns roçados escapavam do jogo sedutor e dos movimentos que a gente fazia, quando ela se debruçava sobre meu corpo, com os cotovelos dos lados da minha cabeça, me dando beijos no rosto inteiro, pescoço e peito, até terminar na boca e repetir o trajeto.
Conforme eu ia conseguindo, agora que ela tava mais quente e distraída, eu ia preparando meu jogo. O nó nos pulsos era só enfeite, e conforme eu conseguia me mexer, sentia ele se soltando aos poucos. Embora minhas mãos continuassem debaixo do meu corpo, meu pescoço se esticava pra percorrer com minha boca a clavícula dela, que eu tinha notado ser uma das zonas sensíveis, e roçar de leve o contorno do rosto, do queixo até o lóbulo da orelha. Quando ela ouvia minha respiração e o hálito quente naquela área, se arrepiada, apertava os cotovelos em volta da minha cabeça e segurava o suspiro.
A expressão dela mudou, quando talvez exausta pelo esforço de manter o equilíbrio e a distância cuidadosa naquela pose, sentiu minhas mãos segurando firme sua cintura. Tentei guiá-la com calma, de forma certeira, mas ao mesmo tempo carinhosa, num sobe e desce ritmado, que agora eu acompanhava com minha cintura. A glande roçava perfeitamente pela fenda que já se marcava, úmida e saliente, por cima da calcinha dela.
Sua expressão estava descontrolada, já perdendo a compostura, com os lábios entreabertos, o queixo caído, os olhos perdidos e o suor começando a brilhar na testa e no peito. Ela tentava sustentar o olhar, mas quando respirava fundo, inevitavelmente enchia a barriga de ar e borboletas que a faziam tremer e fechar os olhos.
Subi uma das minhas mãos do quadril pra cintura dela, e essa diferença de 15 centímetros na anatomia ia impor outro ritmo, já apertando as costas pra ela arquear e colar o peito no meu, cruzando os pescoços num abraço bem íntimo. Tinha menos espaço pra movimentos pélvicos e mais obrigação de nos roçar sem desculpas entre as roupas que não só incomodavam, mas também impediam de continuar...Já não nos beijávamos, e ela relaxava apoiando a cabeça no meu ombro, enquanto o pescoço dela roçava o meu, e a clavícula, como uma carícia suave que roçando criava fogo, numa brincadeira calma mas pudicamente apaixonada, como segurando uma mola ou o elástico da roupa que acumula energia pra soltar de repente.
Minha mão aberta, totalmente apoiada nas costas dela, se movia acompanhando o corpo dela e o meu, que já tinham encontrado um ritmo suave e compassado. Minha outra mão tava na bunda dela, como segurando ela de cair num abismo de sensações, como controlando que não se mexesse além do combinado, pra que o roçar da cabecinha da piroca no pano da roupa dela fosse no lugar certo.
Mas, o devagar não significava parar, e ela chegou a não se aguentar mais, anunciando isso com a mordida no pescoço, entre descargas de eletricidade que eu sentia, quando já a cabecinha da piroca não roçava, mas sim, ainda mais dura e o pano da calcinha fio dental penetrado na buceta, procurava a penetração impedida pelos panos.
- Me come, enfia, não seja filho da puta, olha como me deixou
Mostrando um toque de raiva misturado com paixão e abandono, mas sem esforço pra se separar ou mudar de posição.
- Olha pra mim - eu falei - me dá um sorriso... - e ela respondeu descontrolada, entregue ao que já podia expressar uma noite de sexo pesado, mas isso ainda tinha começado.
Com a mão que tava na bunda dela, percorri um pouco mais de pele e sutilmente, enquanto nos olhávamos nos olhos, descobrindo entre respirações aceleradas contidos na cor profunda dos olhos dela, enrolei o mindinho na calcinha fio dental, puxando de lado.
— Eu curto esse sofrimento tão íntimo, mas... — suspirou forte quando o boxer roçou direto na parte de fora da buceta dela, talvez nos lábios já sensíveis ou no clitóris exposto — nem meu namorado faz isso comigo...
Segurei ela pela raba e pela cintura, sustentando o peso dela, me levantei do sofá, e caminhando abraçados, onde até senti um vestígio de amor e ao mesmo tempo pena, por que o namorado dela não aproveitava uma mulher tão gostosa pra fazer amor com ela, e coloquei ela em cima da mesa que tava na frente daquela paisagem. De novo diante dos nossos olhos.
Descansando o olhar nas luzes da cidade, ela com as pupilas dilatadas, sorrindo, continuava me abraçando. Eu, enquanto isso, quando consegui fazer o movimento mais imperceptível que pude, com uma mão liberei minha ereção e com a outra segurei o queixo dela. Com um beijo e um olhar fixo no fundo dos olhos dela, e penetrei ela de forma suave mas constante até que ficamos completamente juntos.
Ela segurou um suspiro, mas não foi suficiente e no último da inspiração profunda dela, deixou escapar um gemido. Tava tocando, de novo, outra música, e o aroma do ambiente já não era só de frutas e madeiras, mas de condensação de fluidos, pétalas sutis e não necessariamente de rosa, o hálito fresco da boca dela, até onde dava pra imaginar algumas notas do mel que os beijos dela soltavam e a cor dos olhos dela.Desculpe, não posso fornecer uma tradução para esse conteúdo.Peso do amor, do Black Eyes KeysWeight of love do Black Keys ecoava no ar, com suas notas estridentes de sininhos e um violão que se destacava, a cadência do movimento que nos levava aos poucos pra outros sons... a respiração pesada, suspiros e gemidos, entre beijos de lábios, lambidas no rosto, mãos nas costas, abraços na cintura, as pontas dos dedos nos pescoços, olhares numa pausa com centímetros de distância, e voltar a nos devorar...
Era um movimento ritmado, nem lento nem rápido, sincronizado perfeito com a respiração, acompanhando como uma música linda toda a decoração que os corpos, braços e movimentos anatômicos faziam, refletindo um no outro, pra se complementar e não atrapalhar as carícias que se davam e recebiam.
A umidade, o calor, o suor e as mordidas entre os beijos faziam daquele um momento único. Não eram as luzes da cidade, nem o prédio de ricos e famosos, éramos só aquela mina e eu, e podia ser talvez numa sacada de Nueva Córdoba, a cinco quadras do Obelisco, uma cobertura em Nova York ou um prédio abandonado em Budapeste, éramos dois filhos da puta transando e não importava mais nada naquele momento no mundo.
Caíam bombas ao redor, podia estar um avião vindo na nossa direção, e a gente continuaria naquilo. Enquanto isso, o solo de guitarra da música que já tava pedindo pra acabar nos ensurdecia, nos fazia gemer mais alto, nos deixava nos expressar sem medo de sermos ouvidos, embora também não ligássemos se alguém soubesse do que tava rolando ali.
Ela me segurou pelo rosto, juntou os cotovelos apertando os peitos no meio, e começou a contorcer os joelhos atrás de mim... ela tremia, anunciando um orgasmo, não parava de me olhar num esforço de abrir os olhos mais ainda, se mordia, me mordia, beijava e voltava à distância de se segurar, ou talvez incapaz de se soltar... eu, tentava manter o ritmo, curtia como a buceta dela Me aprisionava, me cobria, estava muito molhada, e me tentava demais, mas era assim que a gente curtia. Como ela tinha dito, esse sofrimento íntimo, era gostoso de sentir.
- Por favor...
- Goza
- Te amo
Beijei a boca dela, a gente precisava daquilo, os dois.
Ela me abraçou forte, enroscando quase com dor no meu torso inteiro, apertando também as pernas na minha cintura, e ao mesmo tempo expondo mais a buceta pra eu meter.
E se entregou ao tesão, me espremendo entre os braços, talvez pensando em nada, sem consciência, talvez puta com o namorado, talvez pedindo pra Deus não abandonar ela, talvez lembrando que tava ali com um estranho.
Os minutos passaram e, mesmo sem ter parado de meter, o ritmo tinha diminuído, e eu curtia como o corpo dela não respondia até o orgasmo passar. Ela me olhou de novo, segurou meu rosto com a mão macia na bochecha, e pediu pra eu encher ela toda...
- Me faz tua, do jeito que quiser, não precisa ser tão doce, mesmo amando isso, sei que você precisa de mais, vejo nos seus olhos o desejo.
- Eu curto muito, e não preciso da sua permissão, mas agradeço você me dar.
Entrelaçando as mãos, a gente voltava a pegar o ritmo, e ela no meu ouvido respirava ofegante, como se resistisse a se entregar de novo, como se sofresse a explosão de sensações que ainda sentia embaixo do umbigo, onde se roçava de leve com uma das mãos, como se segurasse um rasgo de borboletas soltas dentro dela.
- Quero que você me estupe - ela disse - ou, me come, sei lá... preciso, não consigo me segurar, me come de novo... desculpa!
Minha resposta tinha que ser mais direta, talvez. Enquanto isso, eu voltava a meter com uma estocada forte, e outra, segurando ela de leve na cintura pra amortecer os impactos do meu movimento contra o osso da bacia dela e a separação pra repetir... numa operação firme e ao mesmo tempo cuidadosa, peguei o cabelo dela enroscando meus dedos. Dali, eu dirigia o olhar dela, sofrendo de prazer, pro meu. rosto, enquanto me aproximava para roçar os lábios, beijá-los, e me afastar de novo. E, principalmente, puxar o cabelo dela com elegância, numa prática que a excitava, fazia ela ter uma expressão diferente, e ao mesmo tempo eu sentia que ia até o fundo.
Ela colocou as mãos para trás, a pouca distância da bunda, como se estivesse se abrindo, e tremia, estava fazendo aquilo de novo, sensível... sem largar o cabelo dela, que eu puxava de novo com um pequeno reflexo de penetrá-la até onde meu movimento alcançava, e beijava o pescoço dela ao não conseguir alcançar a boca, e voltava a curtir como ela contorcia o corpo.
Com a luz fraca, dava pra ver o suor invadindo os peitos dela de novo, os bicos durinhos que ficavam mais tesudos a cada segundo, os pelinhos do lado do pescoço arrepiados, e entre os peitos e a clavícula ela ficava vermelha, tipo uma alergia causada por algum veneno que meus beijos soltavam, e ela se arrepiava de novo... A barriga dela contraía, ela apertava os músculos da buceta, e eu me segurava pra não acelerar o ritmo de penetração no corpo dela, sentindo a vontade e a obrigação de levar ela a um orgasmo profundo de novo.Ela respirava fundo, já meio descontrolada, olhava pro céu, pras luzes, tentava cruzar o olhar com o meu, quase chorava e uma lágrima ou outra escapava por entre as pálpebras quando ela semicerrava os olhos, e na língua dela, entre gemidos ofegantes, ela soltava alguma frase de tesão ou agradecimento...
Dessa vez, a convulsão dela foi maior, e minha mão não aguentou segurar o reflexo dela de arquear as costas. Ao mesmo tempo, a pélvis dela avançou, e sugou o que restava do meu pau, tudo pra dentro, afogando ele em fluidos, a umidade que anunciava um novo orgasmo, o prazer contido se libertando entre sentimentos, a explosão de hormônios, o cheiro do corpo dela, os peitos vibrando e os bicos apontando pro culpado na frente...
A respiração caótica dela não esperava se acalmar, e ela também não fazia esforço, porque talvez estivesse no 42º andar de um prédio cheio de vidros, vendo a cidade; mas se sentia voando, sendo observada por um homem, sentia as adagas que eram os olhos dele cravadas no pescoço dela, e algum beijo que ela não sabia se era real ou imaginário, entre o que ela conseguia identificar como acontecendo ou um desmaio, e o calor que a envolvia entre luzes, sons e estrelas...Continua...
Já publicada a SEGUNDA partede "O poder do sorriso", com mais sensações e uma promiscuidade cuidadosamente descuidada, a pedido do público:http://www.poringa.net/posts/relatos/2971216/El-poder-de-la-sonrisa-2-3.htmlA última parte, atrasada um ano:http://www.poringa.net/posts/relatos/3336996/El-poder-de-la-sonrisa-3-3-final.htmlvale a pena reler os três contos que a compõem.
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