Elas no final.

Eu, Connie, chupava dois paus num hotel perdido no sul da Argentina. Com um em cada mão, enfiava-os alternadamente na boca. Sentia a diferença entre eles. Juntava-os e esfregava-os. Sentia-os pulsar sob sua língua. Um pouco tonta, se divertia. Sentia-os duros e isso a excitava. Ouvia os gemidos e risadas dos homens acima dela. Um pouco bêbada e drogada, suas risadas vinham como se fossem de outro quarto, abafadas e com eco. Ela apenas se concentrava em lamber, chupar, morder, punhetar e chupar de novo. Era uma série mecânica que repetia e gozava, mantendo vivos aqueles dois pedaços de carne plantados diante de seu rosto. Sentia um pouco de frio. Estava de peitos descobertos, com a calça de couro ainda vestida. Os homens em pé diante dela, com as calças nos tornozelos. O Negro Fernandez nem sequer havia tirado o casaco. Lá fora nevava e um vento uivante entrava por alguma fresta perdida nas janelas. Acelerou um pouco o ritmo com a mão direita e, de repente, sentiu um jato de sêmen quente caindo em sua bochecha direita enquanto tinha o outro pau na boca. O gemido gutural do homem seguiu, e ele se afastou de sua frente. Ficou chupando o do Negro Fernandez. Passou uma mão por baixo de seus ovos e começou a tocar seu cu. Sabia que isso o excitava, e ele também gozou, derramando-se em seu pescoço. Connie se levantou e foi ao banheiro sem dizer nada. Viu-se de peitos descobertos no espelho, um pouco mais gorda de tanto beber cerveja naqueles dias. Coberta de porra de dois homens que nem sequer gostava muito. O frio fazia seus mamilos negros e enormes ficarem eretos. Tirou o sêmen de si com a toalha de mão. Acendeu um cigarro da carteira que tinha no bolso e, com a primeira tragada, sentiu o gosto dos paus ainda dentro dela misturado com o tabaco. Sentia falta de Miranda. Dois meses de álcool, frio e sexo sem compromisso já eram suficientes. Ainda faltava mais um, mas ela não aguentava mais. Estava farta do Negro Fernandez, de sua forma rotineira de foder, de como sempre insistia em passar a tarefa para outro membro da equipe, como sempre acabava de ressaca no dia seguinte quase todos os dias. Do pouco que aquele homem, a quem ela tinha seguido até tão longe, se importava com o próprio prazer. Ela sentia falta de Miranda e estava com tesão. Abaixou as calças e sentou no bidê. Abriu a torneira, testando a temperatura da água até ficar perfeita. Depois, aumentou o jato até atingir o ponto exato onde atingia sua buceta. Fechou os olhos e começou a sentir a carícia quente da água em seu sexo. Seu tesão só aumentava. Os olhos de Miranda fixos nos dela enquanto chupava sua buceta era a imagem escolhida em sua mente. Aquele olhar terno e degenerado que ela fazia quando lambia seu clitóris. Sua língua acariciando seu sexo molhado. O jato fazia o resto. E Connie movia os quadris sentada naquele bidê perdido na Patagônia, com tesão e saudades de sua mulher. Tocou seu clitóris inchado e acabou reprimindo os gemidos. Em silêncio, só para ela. Apertando-se com a mão e sentindo o relaxamento dos músculos. Subiu as calças e voltou ao quarto. O outro homem já tinha ido embora e o Negro Fernandez dormia atravessado na cama de casal com as calças pelos tornozelos e a jaqueta ainda vestida. Ela colocou a camiseta do The Clash que tinham arrancado dela há pouco e, sem sutiã, foi para a recepção do hotel tomar outra cerveja. Sozinha no local escuro, revisando fotos em um laptop, tomou três antes do amanhecer. Quando o diretor do filme desceu, ela já tinha uma decisão tomada.
- Eu volto, Harry, não aguento mais. - disse com a língua pesada pelo álcool e pela falta de sono.
- Você vai embora? Ainda falta um monte, Connie. - respondeu ele.
- Aurora pode fazer foto fixa e eu estou muito entediada. Não sirvo para nada. Eu vou, Harry. - continuou ela, cambaleante e segurando seu braço.
- Você está bêbada, Connie. -
- Estou entediada, Harry, todo mundo quer me foder, estou De bobeira o dia todo. Aqui você tem tudo, depois a gente fala da grana. Tchau. - disse dando um beijo meio desajeitado e deixando na palma da mão um pendrive. Subiu cambaleando as escadas.

No quarto, o Negro Fernandez dormia na mesma posição. Ela juntou suas coisas como pôde na bolsa. Teve todo o cuidado possível guardando câmeras e equipamento fotográfico e com suas coisas desceu. Harry já não estava mais lá. Pediram um táxi e ela foi. Um ônibus saía em uma hora. Comprou a passagem, esperou tomando outra cerveja. Dormiu assim que apoiou a cabeça no assento. Acordaram-na no terminal do Tietê uma enorme quantidade de horas depois.

II

Lúcia fumava um cigarro na varanda. Tinha tomado banho há pouco e, já que não tinha nada planejado, só vestiu um camisão longo sobre a pele nua. Saiu na varanda para fumar. Via o homem da frente pintando as unhas dos pés. Via-o entusiasmado e um pouco excitado. Dava para notar seu pau duro sob a calcinha fio-dental preta. Fazia alguns dias que ela não se preocupava em se esconder ao vê-lo, mas ele ainda não tinha notado sua presença. Até que, depois de terminar sua tarefa, ele levantou a vista e a viu. Ela não fez nada, mas uma eletricidade percorreu seu corpo. Manteve o olhar fixo por alguns segundos no homem do outro lado da rua e, com a mão, puxou levemente o decote do camisão para mostrar o peito. Depois disso, deu uma tragada profunda no cigarro e o jogou na rua. Entrou no quarto espiando entre as cortinas para ver o que ele fazia. Viu-o vestir rapidamente a calça e sair. Esperou alguns minutos para ver se ele voltava, mas não aconteceu. Excitada e um pouco decepcionada por essa coisa nova que tinha feito, ligou o computador e abriu o Poringa. Escreveu "Luchita75" no usuário e a senha e entrou no mundo virtual. Gostava de ler relatos eróticos e escrever de vez em quando. Justamente encontrou uma nova publicação de um usuário de quem gostava. Era uma série de relatos encadeados sobre uns vizinhos que se espreitavam. se masturbou lendo o texto e gozou antes de terminar, no meio de uma descrição de sexo lésbico. Terminou de ler, comentou algo e se jogou na cama para dormir. Viu o relógio na mesa de cabeceira, eram nove e meia da noite. Pensou que poderia escrever sobre o que tinha acontecido na varanda. Sentou-se e ligou o computador de novo. Criou um novo post. "A varanda" foi o nome que deu e, com seu estilo direto e sem rodeios, descreveu a situação. Adicionou um final inesperado no qual ele a chama para ir ao apartamento dele e transam no tapete do quartinho do outro lado da rua.E aí o cara me olhou do outro lado e fez sinal pra eu ir até lá. Gritei perguntando se ele tinha certeza. Ele respondeu levantando o dedão da mão direita. Entrei no quarto e coloquei um casaco longo por cima e as pantufas verdes. Atravessei a rua e esperei ele abrir. Ele desceu e abriu a porta do hall. Não dissemos nada e entramos no elevador. Ele me agarrou e me beijou enfiando a língua até minha garganta. Sentia o pulso acelerado dele e o calor do corpo. Agarrei a bunda dele e aproximei seu corpo ainda mais do meu. Entramos no apartamento nos beijando. Não vi nada, só sentia os braços dele me guiando até o quartinho. Aquele quarto que eu tinha visto tantas vezes de fora. Ele me jogou no chão. Tirou a calça em pé na minha frente e eu vi ele com uma calcinha fio dental preta e o pau enorme dele saindo de um lado. Eu levantei o camisola e ofereci minha buceta nua. Ele se jogou em cima de mim e me penetrou sem muita enrolação. O pau dele me fez enlouquecer. Era isso que eu queria. Queria que aquele cara meio pervertido que se veste de mulher me comesse ali mesmo, no apartamento que divide com a esposa e o filho. Queria que ele me penetrasse com aquele pau enorme. Queria sentir e queria o sexo dele. Ele me fez voar e me deu dois orgasmos que me deixaram exausta. Quando ele gozou nos meus peitos, me levantei. Nos despedimos no hall e voltei pra casa.Ela colocou o ponto final e publicou imediatamente. Tirou o camisola e se jogou na cama de bruços. Parecia a melhor forma de se masturbar. De bruços, com a mão direita entre as pernas, acariciando o clitóris com os dedos indicador e médio. Devagar, sentindo a umidade escorrendo de dentro dela. Imaginando-se sendo comida pelo homem da frente. Terminou com a mão completamente encharcada. Adormeceu quase imediatamente.

III

Enquanto Lúcia terminava de escrever, do outro lado da rua, o homem de terno terminava de fazer o pequeno dormir. Sigilosamente, deslizou para fora do quarto tentando não acordá-lo. Sua mulher assistia com a mente em branco a um daqueles programas em que todos gritam ao mesmo tempo e não se entende nem do que estão discutindo. Ele se deitou ao lado dela.

- Hoje a vizinha da frente me mostrou uma teta.
- A loira? Pensei que a gente não estava mais nessa. - ela respondeu.
- Não, a do primeiro andar. Uma morena magra, meio veterana.
- Não a reconheço. A gente já viu ela alguma vez? - pensou, intrigada.
- Eu conheço ela do bairro. Anda sempre vestida com terninhos. Deve ser advogada ou algo assim.
- Você anda de terno e não é advogado.
- Já sei, é uma forma de dizer... Ela ficou me olhando enquanto eu pintava as unhas dos pés.
- Você pintou sozinho? - ela disse, um pouco mais animada.
- Sim, olha. - e sentando na cama, estendeu o pé direito até deixá-lo na altura do rosto dela.

Ela agarrou o pé com as duas mãos e o inspecionou fazendo cara séria, mas se divertindo.
- Uma bagunça. - disse entre risos.
- Não gostou?
- Adorei, mas é uma bagunça tantas cores, não precisava.
- Você pediu colorido.
- Sim, mas não tanto. - e soltou uma gargalhada. Ela também se sentou e estendeu seu próprio pé, com as unhas pintadas de um rosa furioso, quase fluorescente.
- Viu, isso é colorido e não um cocoliche.
- Cocoliche, não seja antiquada! - respondeu ele, segurando o pé dela entre as mãos.
- Já que está aí, beija. - ela disse, e ele começou a Dar pequenos beijos na sola do pé. Devagar, do calcanhar até os dedos. Sentia entre seus lábios a rugosidade da pele. Ela estava ficando excitada. Depois começou a lamber. Passava a língua de cima para baixo, enchendo-se de saliva. Ela tirou o pé da boca e começou a passá-lo pelo rosto, nas bochechas, nos olhos. Ele estava se masturbando e recebia a carícia quente. Depois ela enfiou o dedão na boca.
- Chupa, puta - ele disse, começando a ofegar. Ela também estava ficando excitada.
Sua boca recebia o pé desejado com gosto. Entrava e saía de dentro dela, com a língua sempre brincando entre os dedos, sentindo sua textura, olhando para ela meio deitada enquanto o via se masturbar.
- Chupa, enfia tudo na boca, puta. Você gosta de enfiar ele inteiro? - ela dizia, já se tocando na virilha por cima da calça do pijama. Ele se masturbava rápido e chupava com calor.
- Goza na mão e engole a porra. Vai. - ela exigiu. Ele acelerou o ritmo da mão. O rosto ficou vermelho com o pé dentro da boca. Ofegava e gemía quente. Ela se tocava, já enfiando a mão dentro da roupa. Em um momento, ele colocou a palma da mão esquerda na frente do pau e gozou.
- Isso, agora engole, puta - ela disse, acelerando por sua vez o movimento da mão dentro da calça. Ele fez teatralmente para que ela visse. Passou a língua sobre a mão e sentiu o amargor do sêmen na língua. Ela mordia o lábio inferior e se masturbava rápido. Gozou jogando a cabeça para trás e ficando rígida por alguns segundos até relaxar. Ele se deitou ao lado dela, apoiando a cabeça no ombro.
- Já me lembrei quem é. Ela se chama Lucía. Vai comigo no pilates. Há alguns meses, ela foi demitida do trabalho e estava meio depressiva. Agora parece que conseguiu algo. Pelo menos cumprimenta. Sério que ela mostrou o peito para você?
- Sim, na varanda e entrou logo em seguida.
- Que estranho... Essa mulher tem uma cara de frígida...
Um choro de bebê veio de trás da porta do quarto.
- Deixa, eu vou. E aí, você passou o dia todo aí." - disse ela, levantando-se e deixando-o sozinho na cama de casal. Na televisão, as pessoas continuavam gritando sem sentido.

10 comentários - Elas no final.

Maravillosa escritura de experiencias intensas y variadas. ¡Hasta con un cuento dentro de otro! Una nueva cumbre alcanzada.
Muchas gracias. Llegamos al final.
Espiralado sobre si mismo este anticipo del final es sencillamente glorioso
Gracias Lady! Este es el final. Estos muchach@s ya dijeron todo lo que tenian para decir
ellurug +1
excelente relato excitante,entretenido,bien redactado y lo importante sin faltas ortográficas ,muy buen aporte
muchisimas gracias! tuve buenas maestras en la primaria....jajajaj
Muy geniales estos relatos! Muy locos esos vecinos! Qué barrio tan divertido!!

Me encantó el relato dentro del relato! Excelente!!
en esa cuadra nadie se aburre! gracias, espero que no haya ningun usuario que se llame Luchita75 jajaja
Muy buenos relatos, muy bien escritos, muy calientes y muy morbosos, lo tienen todo...
muy bueno, me calento muchisimo eso de los pies y tragarse la guasca, muy real + 10