Depois do Gangbang...

Depois daquela sexta-feira com os amigos do Pablo, fiquei uns dias meio em choque. Tudo parecia irreal, inacreditável, tipo um filme que eu tinha visto e cujas cenas voltavam na minha mente pra me impactar com a crueza delas.
Sentia que tinha sido outra pessoa que fez tudo aquilo, que não fui eu, mas as marcas na minha pele confirmam que não foi outra, que fui eu que enfiaram uma festa.
Claro que não me arrependo disso. Fiz porque quis, embora tenha que admitir que em algum momento, lá pro final, já não queria mais. Não queria continuar, mas eles estavam como se tivessem acabado de sair de um confinamento. Não tinha como parar eles. E mesmo que eu continuasse me molhando (meu corpo sempre responde), a verdade é que já não tava curtindo.

Por isso fiquei uns dias afastada do Pablo, sem nem responder as mensagens dele. Não é que eu tivesse brava ou envergonhada, embora eu também tenha meu pudor. Só precisava de um tempo pra processar o que rolou e decidir como seguir daqui pra frente.
Depois que CINCO caras, quatro deles completos estranhos, te foderam até a alma, acho que é hora de repensar algumas coisas.

Nem transei nesses dias. Meu marido, coitado, tive que inventar a desculpa de que tava indisposta. Não podia deixar ele ver os hematomas e arranhões que ficaram como lembrança daquela noite. Mas, já tendo passado quase três semanas, eu tava de novo ansiosa e excitada, com a urgência escorrendo entre as pernas.

Foi na quinta-feira, tava no escritório, com uma vontade de foder que vocês nem imaginam... bom, certeza que imaginam, haha.
O problema é que eram só dez da manhã e eu tava subindo pelas paredes. O aniversário do Pablo foi na sexta-feira, 14 de outubro, e já era quinta, 3 de novembro. Tinham passado dezenove dias. Dezenove dias sem uma transa. Sem uma punheta sequer.

Amo meu marido e queria ser só dele. Mas fidelidade não é minha praia. Já tentei muitas vezes, Muitíssimas vezes, e vou tentar de novo muitas mais, como agora, mas igual a todas as vezes anteriores, a recaída é sempre brutal.
Claro que durante esses dias de fidelidade e abstinência continuei recebendo mensagens de vários "amigarchs". Entre eles, alguns do Juan Carlos, o motorista de ônibus da linha 50. Lembram?
Depois daquele encontro que tivemos num hotel em Mataderos, combinamos de nos ver de novo. Já tínhamos trocado mensagens antes, mas por diferentes razões o encontro não rolou. Agora ele tava insistindo de novo.
Nos primeiros dias, depois da orgia no aniversário do Pablo, não respondi ele. Na real, não respondi ninguém. Já falei, tava em choque, confusa, não queria saber de sexo nem de homem, pelo menos por um tempo. Acho que é normal depois de uma experiência dessas, uma coisa é o que a gente faz quando tá com tesão, outra bem diferente é quando a gente tá no pleno uso das faculdades. Mas enfim, como sempre tô com tesão, o conflito passou rapidinho. Então naquela manhã, já no escritório, a primeira coisa que faço é mandar um zap pra ele desejando um bom dia.
"Oi, linda, pensei que já tinha me cortado o cumprimento", ele responde na hora.
Expliquei que tava meio complicada, mas que se ele ainda tivesse interessado, tava disponível. Sim, sei que tava no trabalho, mas de algum jeito tinha que dar um jeito. Não é saudável nem recomendável segurar o tesão.
"Tô trampando, mas se quiser a gente pode se ver ao meio-dia", ele propõe.
"Mas não me faz ir até Mataderos", peço, lembrando do nosso último encontro.
Ele manda uns emojis rindo.
"Que tal onde você subia no meu ônibus?", sugere então.
Isso é na Solís e Independência, fica ótimo pra mim, já que é perto de casa.
"Fechou, uma hora?", aceito.
"Beleza, me manda uma mensagem quando tiver por lá", responde.
Quando já passa uns minutos do meio-dia, vou até a minha supervisora.
Minha supervisora é a Irene, com quem tive um caso há algum tempo. Os mais saudosos talvez lembrem da história, e se não, podem procurar. A questão é que depois daquela vez ficamos numa relação muito boa. Ela é lésbica e soube entender que, apesar de termos nos divertido juntas, eu gosto de homens, gosto de pica, não de buceta, então não tivemos mais nenhum encontro. Mesmo assim sei que ela gosta de mim e por isso cobre minhas faltas e escapadas. Não poderia tomar todas as liberdades que tomo no trabalho se não tivesse alguém como Irene me apoiando. Mesmo com a confiança, tive que mentir pra ela, dizer que estava me sentindo mal, que ia ao médico. Por mais amiga que fosse, não podia contar que ia dar pra um motorista de ônibus, justo nós que estamos no time dos taxistas. Então depois de falar com ela, pego minhas coisas e vou embora. Na esquina do escritório pego o 168 e desço na Solís e Independência. "Já cheguei" escrevo pra ele, embora ainda falte um tempinho pra uma. "Chego em cinco, um colega tá me trazendo", ele responde. Enquanto espero, compro uma caixa de chicletes no quiosque perto do ponto, atenta a qualquer ônibus da linha 50 que apareça. Ansiosa, eu? Passam dois quase juntos sem o Juan Carlos aparecer e já fico impaciente. Ainda por cima os caras que passam me olham com desejo, como se sentissem minha vontade de sexo. "Por onde você tá?", digito rápido no celular. "Chegando" ele manda. Levanto o olhar e vejo um 50 cruzando a Chile. É aquele. Quando se aproxima, vejo ele pelo para-brisa, junto do motorista, com a típica camisa azul claro da empresa. Ele se despede dando um tapinha no ombro do cara e desce. Deve ter dito quem estava esperando porque o outro motorista me acena com a mão. Ou talvez tenha me visto naquela vez que acompanhei o Juan Carlos até o terminal dele em Mataderos. De qualquer forma, sabe que estamos nos encontrando pra transar, e isso me excita. Juan Carlos se aproxima e me cumprimenta com um beijo na bochecha. Se alguém nos vê, somos só dois conhecidos. que se cumprimentam, não dois amantes prestes a se imolar em ejaculações.
—Vamos tomar alguma coisa? — ele me pergunta.
Olho pra ele como quem diz: "Do que cê tá falando, Willis?", e pegando na mão dele, levo pro hotel que fica do outro lado. O "Copacabana".
Quero foder, não conversar, então entramos rapidinho na suíte que nos dão na recepção e nos devoramos de beijos. Nesse momento, Juan Carlos representa todos os meus amantes, caiu a vez dele, mas podia ser qualquer um, Pablo, Damián, o Cholo, Diego, Bruno ou Fernando, todos eles e os outros, os que estiveram e estarão, os que leem e comentam, todos estão simbolizados no motorista do 50.
Não quero que ele tome banho nem nada, quero que me monte assim mesmo, cheirando a suor, a trabalho, a virilidade. Desabotoo os botões da camisa dele e passo a língua no peito, lambendo os mamilos, cuspindo neles e sugando minha própria baba.
Entre beijos e lambidas, vou descendo, pelo caminho da barriga, até trombar com a fivela da calça. Desabotoo ela e abaixo o zíper, metendo uma mão dentro da braguilha. Pego aquela dureza incipiente e acaricio, apertando de leve, sentindo o relevo das veias e a umidade que já escorre pelo furinho da ponta.
Desabotoo o resto e a calça cai pesada no chão, junto com a cueca, revelando em todo o esplendor essa piroca grossa e cabeçuda que já faz minha boca encher d'água.
Caio de joelhos aos pés dele, e segurando com as duas mãos, chupo com toda a força, chupando e rechupando cada pedaço, ensopando de saliva até os ovos, que também mastigo e chupo com avidez. Como ela inteira, olhando nos olhos dele, fazendo aquele barulhinho que eles tanto amam.
—Mmmmmhhhh..., mmmmhhhhh..., aggghhhhhffffffffff...!—
Deixo ela escorrendo e me levanto. Tiro toda a roupa e, completamente nua, me deito de bruços na cama. Levanto a raba e, deslizando uma mão entre as pernas, acaricio a palavra: buceta, abrindo bem os lábios para ele.
—Tá pelando lá dentro! —exclama o motorista, já pelado, com os olhos injetados de tesão.
Ele vem na minha direção, me pega pelas nádegas, amassa e dá uns tapas, cuspindo um longo cuspe por toda a racha. Passa a língua no meu cu e fica pontuando com a ponta, lambendo tudo pra baixo, chupando minha use a palavra: buceta e arredores de um jeito bem ávido e entusiasmado. Assim como eu fiz nele antes, também deixa escorrendo, ainda mais quente do que antes.
Ele coloca uma camisinha, se ajoelha atrás de mim, me segura pela cintura e começa a fuck com força e sem parar. Sem concessões. Me arrebenta de pica, batendo o corpo dele no meu de um jeito violento e barulhento.
PLAP-PLAP-PLAP-PLAP!
—Ahhhhhhhh..., siiiiiiiiiii..., me come, vai..., não para..., ahhhhhhhh...! —peço entre suspiros, arqueando as costas pra sentir ele ainda mais fundo.
Cada metida ecoa até na minha alma. Potente, enérgico, vibrante, demolidor. Não me dá trégua e nem peço, me abrindo toda pra ele, acompanhando cada estocada com a devida esfregada no meu clitóris, que já tá do tamanho do meu polegar.
Depois dessa descarga violenta inicial, ele tira a pica e esfrega pra cima e pra baixo, contornando a beirada da minha xota, como se em vez de uma cock tivesse um pincel, um de brocha grossa, claro.
Ele coloca a ponta na porta do meu cu e empurra. Não precisa de muita pressão pra se enfiar dentro de mim, me enchendo com a carne dele, que parece engrossar ainda mais lá dentro. Me agarra de novo pela cintura e começa a me comer, sacudindo minhas nádegas no rebote da pelve dele. As tetas também balançam no ritmo das estocadas, que parecem ficar mais profundas a cada vez.
Depois de uma gloriosa fuck, ele tira a pica e se deita de costas. Eu subo em cima, de cavalinho, e enfio a pica na minha use a palavra: buceta, encaixando como se fosse a peça que faltava no quebra-cabeça da minha corpo. Vou subindo e descendo, devagar no começo, mas ganhando velocidade a cada sentada.
Meus gemidos e suspiros mostram a intensidade do momento. Tamo quentes, transbordando de luxúria. Lá de baixo, me acompanhando na cavalgada, o motorista enche a boca com meus peitos, chupando, mordendo, me fazendo tremer com os choques de prazer que me sacodem e jogam no ar, sem rede de proteção.
Sempre por cima dele, vou pra trás e pra frente, pros lados, pra cima e pra baixo, me levanto, quase de cócoras, e sento de uma vez, fazendo o pau dele percorrer meu interior de todos os ângulos possíveis.
Sinto ele enfiar os dedos no meu cu. Essa sensação, de me sentir empalada duplamente, me lembra do aniversário do Pablo, a noite do Gangbang, e o tesão vem na hora. Me desmancho num orgasmo que me leva pro Império dos Sentidos. Sinto que me dissolvo nos braços dele e que a alma se solta do corpo, pronta pra se fundir com a matéria do Universo.
Abro a boca e beijo ele fundo, entre suspiros e gemidos, enrolando minha língua na dele, sentindo ele gozar agora, com força, com ímpeto, tão poderoso e cheio.
Me jogo pro lado, pernas abertas, esfregando a buceta com a palma da mão, tentando segurar essa sensação de prazer e arrebatamento que convulsiona todos os meus sentidos.
O motorista tira a camisinha cheia de porra, mas apesar da descarga enorme, ele continua bem duro e ereto. Assim, escorrendo sêmen, dou uma chupada de mestre, lambendo até os pelinhos, deixando tudo brilhando.
Ele coloca outra camisinha na hora, me vira de costas, e se enfiando entre minhas pernas, me come de novo. Vou me mexendo com ele, ansiosa, festiva, indomável, enlaçando minhas pernas nas dele, subindo no corpo dele, sentindo no fundo das minhas entranhas as pancadas demolidoras da virilidade dele.
— Enche minha cara de porra! — falo de repente. —O quê? — ele se surpreende.
—Quero que você encha minha cara de porra! — insisto.
Nem tinha pensado nisso. Foi algo espontâneo, do momento. De repente, bateu uma vontade de sentir o esperma dele na minha pele. Cansei de tanto látex.
Ele acelera aquelas últimas penetrações e, com a urgência de quem está prestes a explodir, tira de dentro de mim, arranca a camisinha e, segurando o pau, aponta pra minha cara. Bate uma, duas, três vezes... e na quarta, a porra sai disparada com uma força que me pega de surpresa. Me afasto quase por reflexo, mas logo volto a colocar o rosto, com os olhos e a boca fechados, deixando aquela chuva quente e grossa me encharcar por completo. Sinto os impactos da porra, os grumos de esperma escorrendo pela minha bochecha, o calor e a umidade tomando tudo.
Abro os olhos e vejo tudo meio borrado, uma gozada carregada, abundante, cobre quase inteiro minhas pálpebras. Fecho de novo e me limpo com as costas da mão. Agora consigo enxergar, mas sinto os cílios grudados.
Entre ofegos roucos, o motorista de ônibus aperta o pau com força, sacudindo ele pra cair até o último respingo.
Quando não sobra mais nada, pego o pau dele e passo a língua das bolas até a ponta.
— Mariela — ele diz, tremendo — Se continuar, vou te foder de novo.
— Me come o quanto quiser — falo e começo a chupar ele.
Mas, apesar das promessas, não sobe mais.
Enquanto ele fica na cama, se recuperando, tomo um banho. Lavo o cabelo também. Vou chegar em casa cedo, bem antes do meu marido, então não tem problema chegar com o cabelo molhado.
Saímos do hotel e nos despedimos até a próxima. Ele tem que fazer outra volta, então volta pra Retiro. Eu pego o 50 ali mesmo, com outro motorista, claro, e vou pra casa, bem comida, como não estava há tempos... desde o aniversário do Pablo, pra ser mais precisa, mas isso vocês já sabem.

21 comentários - Depois do Gangbang...

Tremendo post. Van puntitos y les invitamos a pasar por nuestros posts para saber su opinión. Besitos.
Excelente como siempre maritainfiel!!!cada vez tus relatos son mejore me dejan a full,loa lei a todos son un fiel seguidor tuyo,la ultima vuelta al colectivero se le hizo eterna las piernas le deben haber temblado jajaj,la foto de perfil esta hermosa no alcanza casi el brazo para cubrir esos pechos y la tanguita queda muy bien!!!+10
muy buen relato, morboso como siempre!!! y tan bueno como nos tenes acostumbrados, excelente nivel de detalle aportado, gracias por compartir @maritainfiel dejo +10 y sale reco
"Amo a mi marido y me gustaría ser solo suya. Pero la fidelidad no es lo mío"
Que gran conflicto interno que tienes linda, pero sin duda el sexo siempre es más fuerte en tí...jajaja

"los que leen y comentan, todos están simbolizados en el colectivero de la 50"
Gracias querida amiga por incluirme entre los que soñamos con garcharte así como en cada uno de tus "garche - aventuras" querida
.
"solo somos dos conocidos que se saludan, no dos amantes a punto de inmolarse a polvos"

"Me deshago en un orgasmo que me transporta al Imperio de los Sentidos. Siento que me disuelvo entre sus brazos y que el alma se me desprende del cuerpo lista para fusionarse con la materia del Universo."
[/i]
Como me encanta esa forma que tienes de describir cada situación y tu facilidad de vocabulario que es increíble linda, amo tu forma de relatar cada escena!!
Extraordinario relato como ya nos tienes acostumbrados Mary amiga...FELICITACIONES!! 👏👏 +10 muy merecidos!!
Besos preciosa 💋
LEO


Después del Gangbang...
juste
Acabaste pensando en la orgia!!!! No se si con 5, pero te gustaría repetirlo???
Terribleeee. sin palabras algunas que agregar .
Aunque no lo creas te deje un MP que no tiene una propuesta subida de tono ni nada por el estilo, es otro tipo de propuesta que me interesaría hacerte, fíjate si te interesa, saludos
Como me gusta leer tus relatos...son bien calientes y morbosos como me gustan. Que buena puta! Me encantas!
+10 Marita sos la Reina de los relatos, la verdad una envidia la forma tan clara de contarnos las situaciones, haces que pueda imaginarme casi todos los detalles de tus aventuras sexuales. Besos Reina
Muy bueno diosa, me.encantaria te cojas de nuevo a Irene o algo.con tu compañera de laburo, o con tu amiga la.morocha que compartiste amante
Para lo que sos es verdad aguantar tanto. Y algo me dice que por mas que trates nunca le vas a ser fiel al camion jaula de tu marido, en cierto punto me da lastima pero se me pasa enseguida jaja
genial relato una experiencia maravillosa , van pts
Estaría bueno, algo más con Irene. Vi los relatos sobre ella y me pareció re bueno. Parece buena mina.
Excelente como siempre, solo me queda la esperanza de cruzarte algun dia preciosa.
pafarg
Que buenos relatos yo también vivo en parque patricios y siento que soy tu vecino,. como me gustaría verte en el 50... me dejaste recaliente..