Crônicas Escorpianas - O Despertar

com essa vou começar uma série de relatos que têm a ver com experiências vividas, os relatos são 100% reais, e muitos deles, embora em algum ponto inacreditáveis, acreditem, foram exatamente como vou contar; sem mais, deixo vocês com meu primeiro relato

O DESPERTAR SEXUAL E A PRIMEIRA VEZ

Desde muito novo trabalhei no armazém/hortifrúti da minha mãe, por obrigação familiar e também por necessidade real. Meus pais se separaram quando eu era bem pequeno e perdi praticamente o contato com meu pai. A única figura masculina próxima que eu tinha era meu avô, que, embora fosse da escola antiga, a malícia era clara com as clientes quando minha avó ou minha mãe não estavam por perto.

O ponto é que cresci nesse ambiente pesado, porque tinha que ir buscar mercadoria, descarregar e atender, então sempre fui bem homenzinho apesar da minha idade.

Assim cheguei aos meus doze anos. Meu grupo de amigos era meu primo e três vizinhos árabes, com quem cresci e compartilhei praticamente tudo. E se antes já tínhamos compartilhado, essa não seria exceção. Naquela época, lembro que todos estávamos como que em ebulição; as moças nos chamavam a atenção, mas vamos ser realistas: não pegávamos uma... não tínhamos ideia de como abordar uma garota. Tudo eram gestos... tocar uma mão... fazer olhinhos e besteiras em grande quantidade.

Assim, nesse contexto de atirar no escuro... e ver o que acontecia e se animar, é que chegou minha primeira vez.

Foi engraçado, mas ao mesmo tempo intimidador. Tudo começou numa manhã em que eu estava arrumando as verduras que acabara de descarregar da caminhonete da minha mãe. O local estava relativamente cheio, então o trânsito ficava complicado, e sem querer tropecei e rocei numa cliente (uma mulher asiática de uns 35 anos), e imediatamente pedi desculpas. A mulher, surpresa e no melhor espanhol chinesado, deu a entender que estava tudo bem, que entendia que foi sem querer — ou pelo menos foi o que eu entendi (já que foi mais com gestos do que outra coisa). Segui com o meu, até aí era um fato casual sem importância, a chinesa era cliente de longa data e eu, em alguma oportunidade, tinha levado um galão de água pra ela, então não achei nada demais e segui com o meu.

Num momento, depois de um tempo, minha mãe me pediu pra ajudar a levar as sacolas até a casa dela, e eu, óbvio, com a bunda na mão, aceitei — pra ver se a chinesa ainda contava o que aconteceu pra minha velha e ela me castigava (como eu era criança...). Bom, chegamos no prédio onde ela morava, eu xingando pra caralho porque a chinesa tinha se excedido como nunca. Sentia que meus braços iam explodir com a quantidade de sacolas que ela tinha me carregado e pensava que ela tinha se vingado do meu esbarrão com aquilo e que nem em sonhos ia me dar uma gorjeta, chinesa filha da puta... hahaha.

Bom, acompanhei ela até a porta do apartamento, esperando largar as coisas ali e voltar, mas não, a chinesa abriu a porta e me olhou com cara de "leva as coisas pra dentro", e eu, sem dizer uma palavra, aceitei de novo. Acompanhei ela até a cozinha, onde, depois de deixar as sacolas na mesa... (eu já devia estar com uma cara de bunda olímpica) fiquei um segundo esperando o "ok, pode ir". Aí a chinesa tira um dos rabanetes chineses da sacola que eu tinha carregado e me diz, textualmente: — É ASSIM QUE VOCÊ É? — fazendo gestos como se estivesse pesando ele... o que posso contar...

Na minha vida e ingenuidade total, nunca imaginei que a chinesa fosse me dizer algo assim... fiquei duro, ultra, re, contra, ruborizado, totalmente sem reação, sem palavras nem movimento. A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi: "vamos vazar, vazar!!!". A chinesa, enquanto isso, percebeu meu total choque, então meio que se fez de sonsa e procurou na bolsa como se fosse me dar uma gorjeta.

Eu, no meu total estupor, era um monte de emoções cruzadas, minhas pernas tremiam, queria vazar, mas bem lá no fundo, de repente, foi crescendo a sensação de que SIM, eu quero, seja lá o que for, mas quero. O que quando ela quis me dar a gorjeta, eu falei que não, que tava de boa, que valeu mas não precisava, e na minha maior cara de pau e tirando coragem sei lá de onde, eu falei mais gaguejando porque tenho certeza que falei gaguejando que sim, que eu tava com ela assim mas mais pretinha (meu coração tava explodindo, minhas pernas tremendo, tinha falado algo ousado pela primeira vez pra uma gostosa muito mais velha que eu, cara a cara, numa situação próxima do terceiro tipo hahaha e eu tinha conseguido!!!)
aí a chinesa respondeu: "vamos ver..."
e aí de novo internamente falei: "merda, o que eu faço????" aí timidamente abaixei minhas mãos e apontei por cima da calça jeans
a chinesa, sem palavra nem gesto nenhum, chegou perto de mim e pegou primeiro por cima da calça e depois tentou enfiar a mão dentro
- (A propósito, tenho que esclarecer que a chinesa não era a típica chinesa comum que a gente imagina, era a esposa de um dos chineses dono da maior importadora do estado, era a típica esposa vitrine, muito bonita de rosto, magra (corpo asiático estilizado típico) mas totalmente negligenciada pelo marido, o cara nunca estava, vivia praticamente no Panamá e os filhos eram pequenos e ficavam quase o dia todo na escola, então ela cuidava do negócio mas vivia sozinha sempre; então hoje eu entendo que ela devia estar com uma fome danada....)
eu tremendo sem saber o que tava rolando, me deixei....
a chinesa fala no seu portunhol: "vamos ver, acho que é bonitinha"
ela tira pra fora e ameaça levar à boca
aí eu recuo (lembro totalmente do medo dela morder, e do nojinho que passou pela minha mente por um segundo, eu tinha trabalhado, com certeza tava sujo) a chinesa, ao mesmo tempo que eu pensava nisso, insistiu de novo e conseguiu enfiar na boca
UFFFFFF porra, nene!!! beleza!!! diria o Bambi
um festival de emoções e sensações, a chinesa se pendurou de verdade na piroca
e eu tava ali, fora deste planeta....
não aguentei muito, mas a chinesa, como se Nada, dale que vai, ela engoliu e continuou chupando.
E óbvio, eu tava tão excitado que não tinha baixado nada, então ela me fez gozar de novo.
E de novo, engoliu tudo.
O que posso dizer? Naquele momento eu já não tinha pernas, sentia duas gelatinas. Então me inclinei e tirei, e a chinesa parou e me olhou como quem diz: "Já era, não quer mais?"
Eu não conseguia me mexer, não acreditava no que tinha acontecido. Mas aí pensei: "Agora a chinesa vai querer que eu chupe ela", e falei: "NÃÃÃOOO, vamo vazar". A tremedeira e o êxtase sumiram, e eu falei com cara séria: "Preciso ir pro trabalho, senão vão estranhar eu demorar tanto."
"Sim, sim, ok", ela respondeu meio sem vontade. "Vou abrir pra você."
Descemos no elevador, tudo em silêncio.
Ela abriu a porta, disse "tchau", e eu fui embora.
Até chegar no trabalho, fiquei pensando eufórico: "SIM SIM SIM SIM, consegui, consegui, SIM, vou contar pros caras."
Aí, logo em seguida, caiu a ficha... Eu era a chinesa... Não vi nem um peitinho dela... E ela é a mulher do maior importador do estado... O chinês... que com certeza tem muitos conhecidos, haja vista... ups, merda!
A verdade é que nunca contei, até muito tempo depois pra minha mãe, o que realmente tinha acontecido naquela vez. E a chinesa sempre quis que eu levasse a mercadoria na casa dela... Mas isso é história pra outra hora.

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