Pego no flagra

Sendo os vinte e dois dias do mês de março do ano de 2016, a declarante Rosanna Piacentini (argentina, 40 anos, casada com Esteban Ramirez) comparece perante este tribunal por ter sido presa em flagrante delito no dia 20/02/16 às 04:00 da manhã por forças federais na via pública (Avenida Córdoba, 3200) por exibição obscena, junto com Claudio Colodrero (argentino, 31 anos, divorciado) e Esteban Ramirez (39 anos, argentino, marido da declarante).
A seguir, a declaração da senhora Rosanna e as perguntas do promotor:
R: Naquela noite fomos pra uma balada por causa do aniversário de um amigo, a gente era um grupo bem grande (umas dez pessoas que eu conhecia e uns desconhecidos). Como não tô acostumada a beber, logo passei do ponto e, com o calor da dança, tomei demais.
Promotor: A senhora alega que os fatos pelos quais está sendo julgada aconteceram sem seu consentimento, aproveitando-se do seu estado de embriaguez?
R: De jeito nenhum, tudo que aconteceu eu queria de forma inconsciente; o álcool e a dança só soltaram a fera.
Promotor: Que fique registrado que os fatos aconteceram por sua própria vontade.
R: Bom, a questão é que um amigo do aniversariante (que eu não conhecia) sorriu pra mim e começou a dançar comigo. Dançamos uma música, quando terminou eu soltei ele, mas ele insistiu e falou no meu ouvido pra eu dançar a próxima porque ele gostava dela. Eu disse que tava com meu marido, e ele explicou que era a música que ele curtia... Morrendo de vergonha, aceitei dançar. O negócio é que, entre um passo e outro, ele ia abusando, colocava a mão na minha cintura, me virava e roçava por trás. Aí comecei a ficar com tesão, procurei meu marido e ele tava dançando com a irmã do aniversariante, sem perceber nada.
Promotor: Ou seja, a senhora, aproveitando a distração do seu marido, ficava excitada com um terceiro?
R: A distração, como o senhor diz, tem 27 anos e é mais gostoso que doce de leite. Eu não tinha intenção nenhuma, mas um cara tão lindo deixar claro que quer te comer me deixou a mil... Quando a música acabou, fui ao banheiro me molhar o rosto e clarear a cabeça.
Bom, saio e o cara tá me esperando na porta do banheiro, pega na minha mão e me leva pra uns reservados super escuros, me encosta na parede e me beija de língua. Eu resisti, falei que ele tava passando dos limites, mas a verdade é que não dei o tapa que ele merecia, e me deixei levar.
Promotor: Mas a senhora sabia (ou seja, tinha consciência) do seu mau comportamento?
R: O que eu tinha era um tesão danado. Calor infernal, seu promotor. Tô casada há dezoito anos e nunca fiz isso com meu marido. Não culpo o álcool, nem a noite, nem a praia, nem a chuva... acho que a situação me venceu. O problema é que o desgraçado, depois de me beijar com força, desceu pelo meu pescoço e arrancou uns botões da minha camisa, enfiou a cabeça entre meus peitos, puxou o sutiã e se agarrou como um louco... eu tava nas nuvens, mas quando abri os olhos, tinha uns caras olhando como a velha puta se deixava chupar os peitos. Empurrei ele, fechei a camisa e falei pra ele parar. Fui pra pista de dança e fiquei paralisada vendo o punheteiro do meu marido enquanto a irmã do aniversariante esfregava a bunda rebolando igual uma vadia. Já ia partir pra cima, mas o Claudio pegou minha mão de novo e me levou pra rua, falou pro segurança que a gente ia fumar e depois voltava.

**Promotor:** Então a senhora saiu do local com um desconhecido, deixando seu marido lá dentro?

**R:** Pois é, foi o que aconteceu. A questão é que o cara queria me levar pro carro dele, mas eu recusei. Aí ele me encurralou no hall de um prédio meio mal iluminado, e começou a me beijar de novo, a percorrer meu pescoço, a me deixar de peitos de fora e ainda meteu a mão por baixo.

**Promotor:** O que significa "meter a mão por baixo" exatamente?

**R:** Ué, o que vai ser? Ele puxou minha calcinha e enfiou os dedos. Eu tava encharcada igual uma adolescente. Ele me tocou com uma habilidade incrível, e eu fui ficando tonta, quase desmaiando. Quando me recuperei do tranco, ele tava atrás de mim, me comendo como um louco enquanto eu via o reflexo dos carros passando. Imagina só: eu com as mãos no vidro da porta, rezando pra ninguém descer do elevador, a saia levantada, a calcinha de lado, os peitos de fora e um desconhecido me macetando igual doido... Sinceramente, me senti a maior puta do mundo.

**Promotor:** Hum... melhor não entrar em tantos detalhes, senhora. Continue o relato.

**R:** Bom, tô quase gozando de novo, e de repente ele... Saca, não, hdp, eu grito e quando me viro vejo meu marido brigando com o Claudio, mas como os dois estavam muito bêbados, desculpa, embriagados, a briga não passava de empurrões.
Fiquei sem saber o que fazer até que me meti no meio pra separar eles, sem perceber que ainda estava com os peitos de fora. O sem-vergonha do meu marido, quando percebeu, em vez de continuar brigando, pegou nos meus peitos, o outro me apoiou por trás, eu desesperada pra ninguém nos ver dando um show lamentável, arrastei eles como pude de volta pra escuridão da entrada… e aí, bom, a questão é que os dois pararam de brigar e me apalparam toda, me deixaram quase pelada, me ajoelharam e me obrigaram a chupar as picas deles.
Promotor: Obrigaram? A senhora se recusou?
R: De jeito nenhum, me atolei de paus como uma puta no cio!
Promotor: Senhora, por favor, está diante de um tribunal!
R: Mas o senhor perguntou! Bom, depois caímos no chão e fiquei de quatro, o Claudio meteu por trás e meu marido comeu minha boca.
Promotor: Quer dizer que a senhora praticou sexo oral?
R: Isso seria se eu estivesse chupando, ele me segurava pelos cabelos e enfiava a pica até eu engasgar, mas no fim dá no mesmo. Tava nessa quando os oficiais nos prenderam. E é isso.
Promotor: Tem mais alguma coisa a acrescentar?
R: Na verdade sim, os oficiais que me levaram pra delegacia foram bem sacanas, falaram que se eu chupasse eles, soltavam a gente, e olha só, mesmo tirando até a última gota, estamos aqui… isso não se faz!

Inspirado na releitura de um conto foda do @Pervberto
http://www.poringa.net/posts/relatos/2694289/Decadas-de-sexo-11-Juicio-sentencia-ejecucion.html
Pego no flagra
esposa

13 comentários - Pego no flagra

Seguramente podrá negociar con el fiscal un juicio abreviado ya que resultó una experta en tareas comunitarias ;P
va a necesitar un buen abogado (esperemos que no se lo garche no?)
Gracias!
Las carcajadas casi me impiden notar su inmerecido homenaje...
Super original el relato! Cosa difícil de encontrar por estos dias
¡¡¡ Muy Bueno.....Excelente e Inesperado Remate Final...Gran aporte ... Como es Costumbre en Usted... Felicitaciones y Gracias por Compartir...!!!!
Menos mal que a los dos oficiales los peteó dentro de la guardia, nadie la puede acusar de reincidencia... 😀
trio

Lo que me reí con la exposición de la im"puta"da !!!!!
Muy buen relato amigo !!!
Puntines y Reco !!!


Gracias por compartir.
Angie te deja Besos y Lamiditas !!!

Condena
La mejor forma de agradecer la buena onda que se recibe es comentando, al menos al que te comenta. Yo comenté tu post, vos comentaste el mío?
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muy buen relato , una negociante exèrta la flaca y bien quenchi
Muy bueno y original... necesitara al menos un grupo de abogados o talvez negociar con el fiscal... en fin muy bueno capo!!
Me gusto este texto, describe una tragedia de manera chusca, y además, puede ser una situación real que podría ser similar a las que a diario ocurren.
Muchas gracias, lógrate hacer reír a un amargue yo...
kramalo +1
jaja...!! muy bueno, original, como pocos...seguro que la puta quiere la reconstrucción del hecho...jaa..!!