DÉCIMA PRIMEIRA PARTE: A bunda da discórdiaO passeio ficou pra trás. Passaram-se meses desde que voltamos pra nossa cidade, pra retomar nossas vidas. Durante todo esse tempo, fiquei me torturando ao pensar que a Majo ia casar. Sabia que tinha que evitar isso a qualquer custo, mas até agora não me vinha nada na cabeça pra conseguir o que queria.
Eu curtia meu relacionamento com a Esperanza, ela era uma mina legal, muito meiga e dedicada ao namoro. Mas não me preenchia, não era quem eu amava de verdade, e isso me fazia sentir um merda. Sabia que, de algum jeito, tava brincando com ela, mas recuperar a Majo valia a pena.
A cidade onde moro é a capital de um país latino-americano. Como vocês podem imaginar, não posso revelar o nome da cidade porque, provavelmente, comprometeria os personagens dessa história. O que posso dizer é que aqui rola, todo ano, um festival de rock, gratuito e, claro, com uma puta galera.
Dessa vez, eu tava pensando em ir com a Esperanza. Manu Chao ia fechar a noite. Ficava doido pra ir com ela. Tratando-se de Manu Chao, não dava pra ficar no meio da multidão, queria o luxo de ver eles na primeira fila. Mas era foda. Como eu falei, o evento é de graça, então não tem como conseguir um ingresso VIP. O que dava pra tentar eram passes de cortesia, daqueles que dão pra imprensa e pro pessoal da logística.
Tenho um grande amigo, chama Lucho, trabalha num dos maiores canais de TV do país, é jornalista mas cobre esportes; então não ia ter esses passes cobiçados. Com certeza conseguiria com algum colega dele, mas sabia que, por mais amigos que fôssemos, ele ia me cobrar caro. Contei pra Esperanza a ideia e ela gritou toda animada. Assim que se acalmou, falou: "Você tem que conseguir, senão vai ficar pelo menos um mês sem sexo." Com essa ameaça tão na cara, sabia que não era mais um capricho, era uma obrigação; exagerando um pouco, dava pra dizer que era uma questão de vida ou morte. ameaça de morte.
Naquela tarde, liguei pro Lucho, convidei ele pra tomar umas cervejas pra pedir aquele favor. No caminho pro nosso ponto de encontro, a Esperanza me ligou; atendi no viva-voz porque aqui é multa na certa dirigir e falar no celular ao mesmo tempo. "Gordi, cê consegue mais dois ingressos?"
O tom carinhoso e suplicante da Esperanza me obrigava a dizer que sim, que ia abusar da confiança do meu amigo e pedir quatro passes de cortesia. Não iam ser mais umas cervejas; tinha que pensar em convidar ele pra uma garrafa de Whisky ou de um Tequila bom.
O Lucho tem um coração de ouro, e assim que contei da ameaça da Esperanza, ele se comprometeu a conseguir os quatro ingressos. Foi mais rápido a gente acabar com a garrafa de 'Gran Patrón Burdeos' do que ele consegui-los. Não podia ser maior minha felicidade; faltando duas semanas pro show, já tinha os ingressos.
No dia seguinte, depois de sair do trabalho, fui pro apartamento da Esperanza pra dar a surpresa. Pensei em mil maneiras de surpreendê-la, mas no final optei pelo clássico: tirar os ingressos da carteira e mostrar.
Toquei a campainha e foi ela quem abriu. Praticamente não deixei nem ela me cumprimentar, um beijinho rápido e logo falei: "Adivinha o que eu tenho…". Tirei os ingressos e ela pulou em cima de mim, me enroscou com os braços e pernas, e começou a se sacudir, se esfregando na minha virilha. Depois, me deu um beijo longo e apaixonado, voltou pro chão, me pegou pela mão e me levou até a sacada. Desabotoou a calça, puxou pra baixo de uma vez, apoiou as mãos no parapeito e me pediu pra fazer ali mesmo.
- Vamos comemorar – disse ela, esperando apoiada no parapeito
- Cê tá sozinha? – respondi, tentando processar o que via
- Meus pais tão aqui, mas e daí?... eles vão ter que entender que a gente tem direito de desenvolver nossa sexualidade livremente
- Claro que eles entendem, mas em circunstâncias normais, não aqui. Além disso…
- Cê vai calar a boca e me comer? Ou vai Você vai ficar aí parado?
Fiquei imóvel, pasmado, por uns segundos. Aí reagi, tinha a Esperanza parada na minha frente esperando eu meter nela, na varanda, com os pais dela em algum lugar do apartamento. Essa situação me dava um tesão do caralho e fazia minha adrenalina disparar. Cheguei perto dela e, sem tempo pra preliminares, meti.
Lembro que na hora passava um vento forte que balançava nosso cabelo. Eu empurrava a Esperanza por trás com o peso do meu corpo. A gente via os transeuntes passando enquanto trepava na varanda dela. Depois notamos que estavam nos observando da torre de apartamentos da frente: dois caras de uns 25 anos nos encaravam enquanto a gente trepava encostado no parapeito. Pedi pra Esperanza ser um pouco mais silenciosa, porque os pais dela iam nos descobrir ali e também porque não seriam só duas pessoas nos vendo, mas o prédio inteiro. Mas a Esperanza só riu quando falei isso; ela pediu pra eu calar a boca e aproveitar o momento.
Aos poucos fui esquecendo a presença dos dois caras que nos observavam, fui aumentando o ritmo da metida e, quando ficou sem controle, peguei a Esperanza pelo cabelo com uma mão só. Puxava a cabeça dela pra trás enquanto nossos corpos se chocavam com força. O parapeito tremia, mas a gente não tava disposto a parar até gozar.
A Esperanza soltou as mãos do parapeito e apoiou o corpo nele, as mãos dela se agarravam na parte de trás das minhas coxas. Abracei ela pela cintura e virei ela; tinha razões pra isso. Primeiro, tava com medo do parapeito ceder com a força que a gente tava fazendo e a gente acabar semidespido, espatifado no chão depois de cair nove andares. Também fiz porque não aguentava mais aqueles dois caras verem a cara da Esperanza enquanto a gente trepava. Agora a gente tava de frente pra sala do apartamento. Se os pais da Esperanza aparecessem, iam nos pegar. encontrar de frente enquanto a gente se entregava selvagemente. De qualquer forma, não durou muito; nossos movimentos intensos aceleraram o desfecho desse momento incrível.
Esperanza percebeu que eu estava prestes a gozar e imediatamente se virou e enfiou meu pau na boca dela; começou a chupar e a mexer rapidamente na boca até que a descarga veio. Esperanza ali agachada me olhava com inocência, enquanto eu levantava a cara, olhando pro céu. Ela esperou uns segundos com meu gozo na boca. Depois cuspiu, disse que tinha esperado passar alguém pra jogar em cima e a pessoa pensar que tinha sido cagada de pombo. Infelizmente pra ela, não teve boa pontaria.
Mas o momento de prazer, alívio, adrenalina e alegria intensa chegou na fase obscurantista quando Esperanza me disse que o outro par de ingressos era pra Majo e o namorado dela. Tentei disfarçar meu desgosto, mas foi impossível. Ela me confrontou:
– Te importa que sejam pra eles?
– Não. Claro que não.
– E então por que você fica assim?
– Sei lá.
– Melhor você me falar a verdade, se não quiser dar pra Majo, a gente dá pra outra pessoa.
– Não, já não importa mais. Toma, dá pra eles e é isso, a gente se vê amanhã.
Terminei de me vestir e fui embora cheio de raiva. No caminho pro meu apartamento, minha cabeça fervia ao pensar que todo o esforço tinha sido pra conseguir ingressos exclusivos pra Majo e pro Javier.
Quando faltava só uma semana pro show, as coisas pioraram. Esperanza me falou que não poderia ir porque no dia seguinte tinha uma prova de uma matéria que, se ela reprovasse, marcaria o fim da fase dela como universitária. Era a última chance dela passar e ela precisava se enfurnar pra estudar. A gente teve uma discussão leve por causa disso, mas no fim fui compreensivo e entendi as prioridades da Esperanza.
Mas agora sim tava numa situação chata, teria que ir pro show com Majo e o namorado dela feito um vela. Absurdo em todos os sentidos. Pensei em não ir. Ir sozinho e sumir com os ingressos deles. Mas finalmente tive uma ideia brilhante que podia mudar o rumo das coisas e me aproximar do meu grande objetivo. Peguei o celular, procurei o número da Laura e liguei.
- Oi, que gostoso ouvir você de novo.
- O que você quer?
- Laurinha, é que eu fiquei pensando e acho que esse mês você vai me pagar de outro jeito...
- Fala...
- Eu tenho quatro ingressos de cortesia pra ver o Manu Chao no domingo que vem. Ia ir com a Esperança, a Majo e o Javier, mas a Esperança não vai poder. Quero que você vá comigo e, em algum momento, suma com o Javier e dê uma trepada com ele.
- Ah, não, não vou fazer isso não.
- Bom, Laurinha, como você quiser, mas quando você estiver dormindo debaixo de uma ponte com a menina, vai se arrepender mil vezes.
- Mas como você quer que eu faça isso com o namorado da minha irmã?
- Bom, essa é sua missão. De qualquer forma, não acho que seja tão difícil, você já fez isso mais de uma vez... ah, ia esquecendo, quero que você grave o áudio ou o vídeo do que fizer com ele. Confio em você. Beijinhos.
Aquela semana passou devagar, pelo menos foi o que eu senti. Os dias no trabalho foram ficando infinitos e chatos. Todo dia, ao acordar pra ir trabalhar, eu ia fazendo a conta dos dias que faltavam pra realizar meu plano.
Até que o dia chegou. Era um dia importante, um daqueles dias marcantes que a gente lembra pra sempre. Ia ver o Manu Chao e acabar com o relacionamento da Majo.
Chegamos relativamente cedo; mesmo com ingressos exclusivos, sabíamos que ia ter uma multidão e chegar nos nossos lugares privilegiados ia dar trabalho, então fomos precavidos. O Chao Ortega começou o show com 'Mi vida' e a galera enlouqueceu. Eu não conseguia aproveitar direito porque naquela hora da noite a Majo e o Javier estavam se beijando como se a vida dependesse disso; estavam juntos como casal, enquanto eu olhava de canto pra Laura, esperando que ela fizesse o serviço dela.
Fumamos uns baseados. Baseados na primeira meia hora do show. Laura disse que estava com muita sede e pediu pro Javier acompanhar ela pra pegar uma garrafa d'água. A Majo e o namorado dela falaram pra ela pedir pra mim ir junto, mas ela respondeu que preferia ir com o Javier porque eu tava muito doidão pra saber onde tava pisando. O Javier não reclamou depois de ouvir os motivos da Laura e se perderam no meio da multidão prometendo voltar em alguns minutos. Finalmente fiquei a sós com a Majo enquanto a Laura concretizava minha ideia. E os minutos foram passando e eles não voltavam; a Majo e eu continuávamos curtindo a apresentação do Manu Chao, esquecendo completamente da ausência do Javier e da Laura. Mas chegou uma hora que a Majo percebeu que a irmã dela e o namorado tinham demorado demais, então resolveu ligar pro Javier pra ver se tinha acontecido alguma coisa. Ele atendeu a ligação, mas com o barulho forte ela não conseguiu entender nada. Ela ficou um pouco mais tranquila mesmo sem ter entendido nada do que o namorado falou, mas com a certeza de que ele tava bem porque atendeu o telefone. Passaram duas horas e meia e o Manu Chao agradeceu o público e se despediu. A Majo e eu tínhamos curtido pra caralho o show e no caminho pra saída do parque só falamos disso. Sugeri passar num bar e tomar uns drinks antes de ir pra casa. Ela, achando que seria quase impossível encontrar o Javier no meio da multidão, topou; mas me avisou que seria só uns dois porque no dia seguinte tinha que trabalhar. Eu também tinha que trabalhar no dia seguinte, então prometi que seria só por um tempinho. Mas quando sentamos num bar perto do local do show, a conversa e o clima bom que a gente tava vivendo nos fez esquecer das responsabilidades e a gente acabou bebendo mais do que uns drinks. Vendo que a situação tava impecável, criei coragem e sugeri que a gente passasse a noite no meu apê; tava Mais perto e no estado em que a gente tava, não era conveniente se separar e cada um ir pra sua casa. Majo hesitou, mas eu convenci ela, dizendo que não me perdoaria se algo acontecesse com ela por deixá-la ir sozinha naquele estado.
Mal entramos no meu apartamento, Majo se surpreendeu e me elogiou pelo jeito que tudo estava arrumado: "quem dera você tivesse sido tão organizado quando a gente namorava", disse Majo, enquanto cambaleava de um lado pro outro no caminho até o sofá. Perguntei se ela não queria ir logo deitar, já que no dia seguinte tinha que acordar cedo. Ela recusou, disse que queria ficar um pouco pra conversar e fumar mais um baseado. Eu não resisti ao plano da Majo, na verdade fiquei feliz, porque não podia pedir mais; tava tudo servido numa bandeja de prata.
Sentados ali, enquanto o universo inteiro girava na nossa cabeça e Majo falava sobre como era feliz no trabalho, eu me joguei pra beijar ela. Nossos lábios se uniram por um tempão; eu segurava a cabeça dela entre minhas mãos enquanto ela brincava com a língua dentro da minha boca; eu fazia o mesmo na dela. A gente parou pra respirar, pelo menos foi o que pensei. Ela sorria enquanto fixava o olhar no meu rosto sem parar. Depois continuou falando do trabalho; eu não entendia nada.
Beijei ela de novo e ela não resistiu, a boca dela tinha gosto de bebida, especificamente de vodka; a respiração dela era forte mas lenta; as mãos dela passeavam pelas minhas costas e minha cabeça. De repente, ela parou e me perguntou:
— Você ainda tem o dado do Kamasutra?
— Sim, por que eu ia me livrar dele?
— Sei lá. Só uma pergunta...
— Ah, então ainda tenho ele.
— Quer jogar?
Sem pensar nem meio segundo, respondi que sim. Ela, com esforço, se levantou do sofá, pegou minha mão e me levou pro meu próprio quarto. Entramos e ela se jogou na cama na hora.
— Primeiro quero que você me divirta, faz uma dança pra mim.
— Uma dança?
— Isso, isso. Uma dança, como você ouviu. Tira a roupa dançando.
Eu sentia falta da loucura da Majo, e aquele pedido me deixava... lembrar um pouco como tinha sido nossa relação antes de terminar. Comecei a me despir; balançando devagar, desabotoei minha camisa e joguei no chão. Tirei o cinto e bati com força no colchão enquanto gritava “Gladiador”, Majo ria do ridículo do meu show, mas curtia, isso me acalmava. Assim que fiquei completamente nu, ela se levantou e se aproximou devagar de mim. Parou bem na minha frente, ficou estática por uns 40 segundos, me encarando, a gente se separava por uns dez centímetros; minha confusão era total, não sabia por que ela continuava ali imóvel sem falar nada. Aí ela estendeu a mão e começou a deslizar os dedos devagar pelo meu peito. “Fica tranquilo” disse enquanto se abaixava.
Pegou meu pau com as mãos e meteu na boca sem frescura nenhuma. Foi como sentir o paraíso em vida de novo; puta merda, Majo tinha um mestrado em boquete, só uma mulher era melhor nisso, só uma que eu conhecia, claro. Ela mexia em círculos na boca, alternando movimentos rápidos com lentos. Parava de vez em quando, deixando só a língua trabalhar. Passava bem devagar na parte de baixo do meu pau; depois atacava de novo com tudo. Enfiava quase tudo na boca e balançava a cabeça bruscamente pra enfiar o máximo possível. Naquela hora, Majo tinha despertado todo meu instinto selvagem. Não sou muito de pegar uma mulher pela cabeça pra guiar o movimento enquanto chupa. Mas naquela vez sim, tava descontrolado com a puta mamada que ela tava me dando. Depois desse trampo foda, Majo tirou meu pau da boca, passou a mão na boca pra limpar um pouco e se levantou. Caminhando até a cama, foi tirando a roupa e aí disse, “eu começo jogando o dado”.
Procurou na gaveta do criado-mudo, pegou e, sem hesitar nem um segundo, jogou. O brinquedo sexual deu girando sobre suas doze faces e com muito suspense parou. 'A inclinação luxuriosa' é como o dado chama essa posição.
Majo se apoiou na borda da cama, eu fiquei atrás dela, mas com os pés no chão. Ela ficava elevada, de costas para mim, e depois tinha que se abaixar, como se fosse fazer um agachamento, até o ponto em que eu pudesse penetrá-la. Era perfeito, algo indescritível. Mais uma vez senti a buceta macia e apertada da Majo; ela tinha se depilado há pouco, sentia os pelinhos nascendo, bem pontudos. A buceta dela não estava tão quente quanto eu lembrava, mas mesmo assim a penetração foi fácil. O complicado foi manter o ritmo nessa posição: Majo tinha que fazer agachamentos e eu tinha que alternar entre ficar na ponta dos pés e voltar a colocar os calcanhares no chão. Sentia que minhas panturrilhas iam explodir, mas valia a pena. Eu segurava Majo pelas nádegas e ajudava ela a se mover.
Majo era absurdamente estreita, apertada; a buceta dela foi esquentando enquanto a gente transava, a ponto de eu sentir ela como uma caldeira. Por ela ser magra, eu conseguia controlar os movimentos do corpo dela com facilidade. Com minhas mãos, eu levantava e abaixava ela rapidamente, pra deixar nossos movimentos mais intensos. Ela segurava meus antebraços com as mãos, e quando a intensidade do sexo aumentava, ela cravava as unhas dolorosamente na parte de baixo dos meus antebraços. Majo encostou a cabeça no meu peito, inclinou um pouco, levantando o rosto em direção ao teto. Os olhos dela ficavam fechados, os dentes apertados, e de repente ela abria a boca como se fosse gritar, mas não gritava, só suspirava ou ofegava. A gente não durou muito nessa posição. A verdade é que foi cansativo pra nós dois. Nos separamos e eu me virei pra pegar o dado. Quando me abaixei pra pegá-lo, Majo agarrou minha bunda com força enquanto soltava uma risada escandalosa.
Joguei o dado e dessa vez saiu a 'flor de lótus'. Nós dois sentamos no caí no chão e nos enroscamos com as pernas e os braços; travamos um tranco enquanto nossos corpos se uniam. Eu penetrei ela nessa posição e, no começo, fomos devagar pra prolongar o momento gostoso, também porque tava meio difícil de coordenar; claro que isso foi se resolvendo com o passar dos segundos. Desde o início a gente tava se beijando e só separava os lábios quando era inevitável; deixar escapar um gemido, ou falar um "te amo" ou um "cala a boca e fode". Até aquele momento, pra mim, tudo tinha sido tão intenso e tão surpreendente que eu tinha esquecido de garantir que ia usar camisinha. Pensei que a Majo também tinha deixado passar, e na hora comentei com ela. "Fica tranquilo, eu tenho um DIU." Isso me acalmou completamente.
Eu envolvia a cintura dela, segurando firme na parte baixa das costas; puxava ela pra mim, como se quisesse morar pra sempre dentro dela. A Majo me abraçava pelas costas, um pouco abaixo do pescoço, e de novo enterrava as unhas em mim, dessa vez nas costas. Os peitinhos lindos dela se espremiam contra o meu peito; sentia os bicos duros batendo no meu num ritmo desenfreado. A gente transou tão rápido e intenso nessa posição que chegou a hora em que eu gozei; mesmo assim continuei me mexendo por um tempo; continuamos nos beijando e eu implorava praquilo não acabar. Ela terminou se movendo, quase se esfregando, devagar contra mim. A gente parou, mas continuava se beijando. Os dois estavam suados, vermelhos, ofegantes e exaustos. Mesmo assim, minha empolgação por ter conseguido tudo aquilo me fazia pensar em dar uma segunda foda. Mas a gente tinha que acordar cedo, tava cansado e bêbado. Sendo assim, ia ser impossível convencer a Majo a repetir. Mas não fiquei bolado com isso. Pra mim, não tinha nada de errado em dormir ao lado da Majo depois de tanto tempo sonhando com isso. Na real, era um dos meus desejos mais esperados.
Mas nem tudo pode ser felicidade. No dia seguinte minha vida voltou ao normal.
Acordei mais ou menos às sete da manhã. Lá estava eu, dividindo a cama com a Majo, abraçando ela e vendo ela dormir tão tranquilamente. Era uma paz danada apreciar essa cena, mas tive que interromper. Levantei, peguei meu celular e saí do quarto.
Liguei pra Laura pra ver como tinha sido com o meu pedido. E essa foi a primeira decepção do dia. Laura me disse que não tinha conseguido transar com o Javier, que se insinuou pra ele, que se ofereceu de boa, que até tomou a iniciativa, beijou ele. Mas foi impossível convencer o cara. Ela me contou que Javier foi firme na posição dele, que não tava disposto a trair a Majo por mais que fosse tentador fazer isso com a irmã dela.
Tentei não ligar, porque no fim das contas o que aconteceu ia fazer a Majo mudar de ideia. Voltei pro quarto e beijei a Majo. Ela ainda tava dormindo e, entre sonhos, respondia ao beijo. Pensei que uma boa forma de começar o dia era meter de novo, mas teria que ser algo rápido, senão os dois iam chegar atrasados no trabalho. Comecei a beijar as pernas da Majo, primeiro nos calcanhares e fui subindo até as coxas. Passeava minha língua por dentro delas, a Majo ainda dormindo se contorcia um pouco ao sentir minha língua deslizando devagar pelas pernas dela. Quando comecei a chupar a buceta dela, ela acordou.
— O que você tá fazendo? — perguntou, com o rosto marcando uma expressão indecifrável, talvez de medo, talvez de surpresa ou uma mistura dos dois.
— Tá vendo; pensei que essa seria a melhor forma de começar o dia.
— Não, mas eu não posso.
— Vai ser rápido, não se preocupa que não vai dar tempo.
— Não, não é por isso. Não posso fazer isso com o Javi. Queria falar com você sobre isso, o de ontem à noite foi um erro. A gente se deixou levar pela adrenalina que o show despertou e porque não estávamos bem; bebemos e fumamos muito e acho que isso nos alterou a ponto de... que o resto das pessoas ao nosso redor deixou de importar. Mas eu não posso fazer isso com o Javi, e você também não pode fazer isso com a Esperanza.
Fiquei em silêncio por alguns segundos, sem acreditar no que ouvia. A Majo tinha mudado drasticamente de ideia em questão de horas.
— Majo, mas o que rolou ontem à noite foi mais uma prova de que nunca deveríamos ter nos separado. Por que a gente não pode se dar uma nova chance?
— Porque tem gente no meio, gente que eu gosto e não posso fazer isso com eles.
Quis insistir, mas ela estava totalmente convicta do que dizia, e eu sabia que insistir era perda de tempo. Ainda atordoado, vi ela se levantar e entrar no banheiro pra tomar um banho. Vários pensamentos de arrependimento passavam pela minha cabeça. Lamentava que a Laura não tivesse conseguido nada, mas lamentava ainda mais ter acordado a Majo, ter acordado ela antes de a gente tirar uma selfie juntos na cama. Aquela teria sido a prova perfeita pra fazer ela terminar de vez com o Javier. Mas já era tarde. Eu precisava inventar alguma coisa pra não perder a Majo pra sempre.
Os dias foram passando, e a sensação de amargura não sumia de mim. Na verdade, aumentou no dia em que descobri que a Majo e o Javier tinham comprado um apartamento e iam começar a morar juntos. Isso fazia minhas chances diminuírem cada vez mais. Eu não estava disposto a me resignar; pela Majo, eu estava disposto a ir até as últimas consequências.
A notícia foi tão forte que até prejudicou meu relacionamento com a Esperanza. Toda vez que ia visitá-la, sentia um vazio enorme por não encontrar a Majo naquele apartamento. A tristeza era imensa, e o tempo estava cada vez mais me encurralando.
Faltando quinze dias pro casamento da Majo, a única coisa que me veio à cabeça foi usar a Laura de novo. Pedi pra ela contar pro Javier que a Majo tinha traído ele comigo.
— Bem, sendo assim, sou eu quem está com a faca e o queijo na mão — disse a Laura, enquanto esboçava um sorriso. cheia de ódio.
– Por quê? Como você vai usar isso contra mim?
– Fácil, posso contar pro Javi, mas prefiro contar pra Esperanza.
– Entendo. Mas olha, acho que quem tem mais a perder aqui é você… Eu também posso contar umas coisas. Por exemplo, que primeiro eu te enganei com você, que você tem sido minha putinha pessoal só pra não perder sua casa. E, claro, que eu pararia de te ajudar com o pagamento da hipoteca. Acho que você perderia por todos os lados… O que me diz então?
– O que eu digo?... que você é um filho da puta, saiba que vou fazer isso, mas um dia tudo vai voltar pra você.
– Que fofa você é. Trata de cumprir e não perde tempo como vidente, não é sua praia.
A reação pelo trabalho da Laura não demorou a chegar. No dia seguinte, eu tava dirigindo pra casa depois do trabalho quando recebi uma ligação da Majo. Atendi na hora. Ela tava furiosa, irada, queria me picar em pedacinhos e depois dar meus restos pros porcos.
– Oi, linda, como você tá?
– Você é um filho da puta, é a pior coisa que já me aconteceu na vida.
– Vejo que não tá tendo um bom dia. Por que esse ódio todo contra mim?
– Não finge, não se faz de idiota. Você contou pro Javi o que aconteceu na noite do show. Ele foi embora de casa, não quer me ver. Eu te odeio!
– Não, Majo, cê tá enganada, eu não contei…
Majo desligou no meio do choro, sem me deixar explicar nada. Decidi então que iria até o apartamento dela pra conversar, pra dar o golpe final.
Toquei a campainha, mas Majo não abria. Sabia que ela tava lá, atrás da porta; tinha me visto pelo olho mágico, mas com certeza não queria me abrir. Toquei de novo e, vendo que Majo não ia abrir, falei que ia ficar ali até ela abrir; se precisasse dormir na frente da porta dela, eu dormiria. Passou mais ou menos um minuto e Majo abriu a porta. Entrei enquanto tentava explicar pra Majo que não fui eu quem tinha contado pro Javier sobre nós, mas ela se jogou em cima de mim e começou a me bater no peito desesperadamente. O impulso dela me fez recuar uns passos, depois aguentei os socos e os xingamentos até que ela desabou chorando em cima de mim.
Ela repetia: “Foi a Laura quem contou pra ele. Mas como ela sabia?... Você teve que ter contado, porque da minha boca não saiu uma palavra.” Eu insistia que não tinha contado nada pra ninguém. Sugeri que talvez tivesse sido um palpite da irmã dela depois de nos deixar sozinhos naquela noite, ou que a irmã dela tinha inveja por não conseguir ter um relacionamento tão estável quanto o da Majo com o Javier. Ela continuava chorando, com a cabeça encostada no meu peito, quase resignada por ter perdido o Javier pra sempre.
— E agora o que eu vou fazer?... Compramos esse apartamento juntos, mas ele foi embora, vou ter que pagar sozinha por 30 anos. Fiquei sem casamento, já mandei os convites, a janta tá paga; acho que vou ficar sozinha pra sempre. Minha vida é uma merda.
— Majo, não se desespera. Tudo vai melhorar, tudo tem solução. Você é jovem e gostosa; é uma pessoa única. Qualquer um ia querer ficar com você. Se não deu certo com o Javi, não se amarga, vira a página, tem que ser feliz. Talvez você consiga resolver, mas se não der, tem que ser forte e seguir em frente.
— Hoje não tô a fim de lutar por nada, minha vida é 100% miséria.
— Tudo vai melhorar, Majo, te juro. Me desculpa mudar de assunto, você já comeu?
— Não tô a fim de comer.
— Você precisa comer alguma coisa, tá com uma cara fraca e não pode ficar sem comer pra sempre, essa tristeza que você tem hoje é temporária.
— O que eu não entendo é: como a Laura descobriu se você diz que não contou nada? Ou por que ela imaginou? Como ela se atreve a contar algo que não tem certeza?
— Não fica remoendo isso, ela contou por algum motivo, mas agora não tem volta. Quer que eu peça alguma coisa no chinês?
— Pede o que quiser.
Continuamos conversando por Por um bom tempo, eu tentava consolá-la e encontrar o momento perfeito pra tirar proveito da situação. A Majo tava realmente deprimida, não parava de chorar; o término com o namorado era o único assunto que ela queria falar.
Sentados no sofá, eu abraçava ela e limpava as lágrimas do rosto dela enquanto tentava acalmá-la e dar um conforto. "Você é linda até quando chora", falei enquanto passava a mão no rosto dela.
Depois chegou o pedido, eu comi normal, mas a Majo não queria. Praticamente tive que dar na boca dela, igual uma criança pequena. Depois de comer, a Majo tava um pouco mais calma, tinha parado de chorar; o rosto dela ainda mostrava a tristeza enorme que ela tava passando. Ficava em silêncio, deitada no meu ombro, enquanto eu mimava ela; acariciava a cabeça e penteava o cabelo lindo dela.
Sugeri abrir uma garrafa de vinho pra afogar as mágoas. A Majo concordou, pelo menos em beber uns copos antes de dormir.
Mesmo a gente bebendo e eu tentando puxar conversa, a Majo continuava em silêncio, com o olhar perdido e o rosto parado. Me mexi um pouco no sofá e deixei ela deitar no meu colo; eu consolava e mimava ela, enquanto ela apoiava o rosto deprimido nas minhas coxas. Num momento, ela levantou de repente, meio brusca, como se tivesse se assustado. Ficou sentada, me olhou e falou:
- Você não planejou tudo isso, né?
- Como assim?... Eu teria que ser um canalha pra te fazer passar por tudo isso. Majo, você sabe que é minha vida e pode até pensar que por isso eu faço qualquer coisa, mas vou te falar: pra mim, o mais importante é você ser feliz, eu te valorizo de verdade e por isso seria incapaz de ser tão filho da puta com você, incapaz de te fazer passar o sofrimento que você tá sentindo agora.
Ela demorou uns segundos me encarando, fixou o olhar nos meus olhos. Eu mantive uma expressão tranquila. A Majo me abraçou e agradeceu por ajudar ela a passar por aquele momento. Disse que tinha pensado em passar a noite sozinha e trancada, mas que aproveitando que eu estava ali, e que tinha sido tão compreensivo e carinhoso com ela, queria deitar no sofá por um tempo e que enquanto isso eu acariciasse o cabelo dela com minhas mãos. Ficamos assim por um tempo. Ela continuou em silêncio, e eu, cansado de insistir pra ela falar, preferi ficar na mesma. Foi um tempão que ficamos assim até que foi ela quem quebrou o silêncio.
— Por que você fez tudo o que fez comigo?
— Majo, você sabe que se eu for explicar, me enrolo, me alongo e não termino dizendo nada. Vou resumir: porque fui incapaz de te valorizar como devia.
E o silêncio tomou conta de novo. Mas por uns dois minutos só. Dessa vez fui eu quem cortou o silêncio.
— Majo, você deixou de me amar de vez?
— No começo te odiei e foi difícil superar. Depois tentei me forçar a pensar que devia parar de sentir qualquer coisa por você. Se eu sentia ódio, ainda sentia algo por você, ruim, mas porque ainda te queria; queria parar de sentir qualquer emoção por você, mas nunca consegui. O que consegui foi me convencer de que você é uma pessoa que não vale a pena, pelo menos pra compartilhar tudo, pra ter um relacionamento. Então sempre falei pra mim mesma: “pode até gostar dele, mas ele não gosta de você”. Te tratei como algo impossível e você me ajudou a me convencer disso quando começou a sair com a Esperanza. Você se tornou algo ainda mais impossível.
— E então por que aconteceu o que aconteceu no dia do show?
— Um lapso mental causado pela mistura de álcool e maconha.
— E o que você me diria se agora eu te dissesse pra voltarmos?
— Bom, que não é possível, já te expliquei o porquê. Além disso, você não tá vendo como eu tô?
— E eu entendo perfeitamente, mas tô falando pra você pensar: por que não dar uma virada na sua vida?... pra esquecer a dor que você tá passando. Por exemplo, se eu disser que vou morar com você e a gente vender um dos dois apartamentos, o seu, o meu, não importa qual. Tô falando pra gente buscar... Recomeçar do zero, como se nada tivesse acontecido. Sei lá, arriscar um pouco…
—O vinho te fez mal, parece. Que besteira você tá falando!
Sem pensar duas vezes, me inclinei e beijei ela. A reação dela ia ser decisiva pra saber a resposta que não quis me dar com palavras.
O beijo foi longo, mais do que apaixonante, foi dado com ternura, dos dois lados. Durante todo o tempo que durou, eu acariciava o cabelo dela por cima da orelha. Assim que terminou, ela quis falar, mas me apressei e tomei a dianteira.
—O que tô te falando é sério. Vamos tentar. Vamos recomeçar do zero.
—Não posso confiar em você.
—Majo, sei que é difícil, que fui um filho da puta. Mas é uma oportunidade perfeita. O mais importante é que a gente se ama, eu vejo isso. E vamos ter que nos apoiar nesse momento; a Esperança não vai demorar pra me largar; a Laura ou o Javier vão ter que contar pra ela e aí vai dar merda. Não vão nos apontar e questionar só eles, a gente vai estar na boca da sua família inteira, e que jeito melhor de mandar eles nos deixarem em paz do que resolvendo a nossa parada? Nós dois temos dívidas, mas podemos sair delas juntando esforços. Não tô falando de casar, só de dar uma nova chance pra gente, e se em algum momento você ver que não vai dar em nada, a gente para. Majo, desde que você me largou, minha vida desmoronou. Preciso de você.
Ela continuava ali, em silêncio, olhando pra dentro da alma dela pra encontrar a resposta. Eu sabia que não devia dar tempo pra ela pensar, então me aproximei de novo e beijei ela. Esse sim foi um beijo apaixonado, daqueles que parecem não ter fim. Durante o beijo, eu segurava a cabeça ou o rosto dela entre minhas mãos. Percebi como ela inclinava a cabeça pro lado, expondo o pescoço e me convidando a beijá-lo. Fiz isso, beijei os arredores do pescoço dela enquanto ela apertava minha cabeça com as mãos. Aos poucos, fui descendo pelas costas dela, até onde a camisa deixou. Em nenhum momento fui muito rápido, porque sabia que ela tava me testando. Voltei a subir pelo... do pescoço dela até chegar na orelha. Eu beijava e sussurrava que amava ela. Acariciava o cabelo dela e pegava o rosto dela na minha mão, pela mandíbula, e virava ela na minha direção pra gente se beijar.
Majo me interrompeu. Me parou e, deitada de bruços no sofá, levantou um pouco a camisa dela e falou: "Sabe do que sinto falta de você?... Daqueles beijinhos que você dava em volta da minha cintura..."
Eu sorri e garanti que ela teria, mas que não tivesse pressa. Beijei os ombros dela por um bom tempo, achava que eram uma das partes mais sensuais dela. Ela insistia pra eu dar beijos na cintura e não tive escolha a não ser deslizar minha língua devagar pelas costas dela até chegar na altura da cintura. Eu dava uns beijinhos curtos e secos naquela área, enquanto acariciava as costas dela e a parte de trás dos braços. A pele dela era linda e sentir ela era um verdadeiro prazer. Como percebi que Majo estava se animando, me atrevi a abaixar um pouco a calça dela e a calcinha fio dental, deixando as nádegas dela levemente expostas. Beijei ela ali devagar, pra não parecer apressado, voltei a beijar o pescoço dela e enquanto acariciava um pouco as nádegas dela. Mas ela interrompeu, queria que eu beijasse mais embaixo, que deixasse o pescoço dela em paz e focasse na bunda dela.
Pela primeira vez na noite, senti que Majo estava totalmente entregue à situação, e sendo assim, procedi a abaixar a calça dela por completo. Finalmente as nádegas dela estavam nuas. Comecei a beijar a bunda dela e fui descendo devagar pra que, finalmente, minha língua e meus lábios tivessem um reencontro com a buceta dela.
Ardia; a buceta dela era um forno. Eu adorava que Majo sempre mantinha aquela área como se tivesse depilado no dia anterior; aqueles pelinhos nascendo, pontudos e arranhando; que pra alguns são incômodos; pra mim, me deixam louco.
Enquanto eu dava tudo de mim comendo a buceta dela, ela puxava o ar pela boca mantendo os dentes apoiados nos lábios. Era alucinante pra nós dois, a ponto de Majo não aguenta mais, "faz em mim"
Tirei a calça rapidão e guiei meu pau entre as pernas dela bem devagarinho. A penetração foi lenta, mas completa. Queria que durasse, então comecei bem devagar. Deixava cair todo o peso do meu corpo sobre o dela, beijava os ombros dela enquanto me mexia lentamente dentro dela.
Ela me puxava pelo cabelo. Puxou minha cabeça pra nossas caras ficarem de frente uma pra outra e a gente pudesse se beijar. Mordeu meu lábio inferior com muita força, não soltava. Na verdade, chegou a me causar dor e por isso meus movimentos foram aumentando a velocidade e a dureza na hora de bater. A dor não me deixava concentrar em me mover devagar. Conforme a intensidade foi subindo, os gemidos dela apareceram e com eles chegou o fim da tortura que ela tinha imposto na minha boca. Eu tava comendo ela com força, como se tentasse descontar toda a raiva pelo que tinha sofrido por causa dela.
Ficamos sacudindo nossos corpos um contra o outro até o cansaço nos vencer. Paramos por uns segundos. Depois peguei a Majo pela barriga, com uma mão só, como se convidasse ela a levantar o corpo. Quando ela ficou de quatro, tirei meu pau da buceta dela pra ver se existia algo mais apertado que aquela ppk. Peguei ele na minha mão e guiei pro cu dela. Assim que ela sentiu que eu tentei penetrar ela por ali, apertou as nádegas e reclamou. Tentei acalmá-la e de novo mentalizar ela de que a gente ia começar do zero e isso significava experimentar coisas novas. Ela não parecia totalmente convencida, mas topou. Pra ajudar ela a ter confiança, me levantei, fui na cozinha e peguei Azeite de Oliva. Falei que aquilo ia ajudar como lubrificante. Lembrei ela de que o segredo era perder o medo, "Se tem medo, tem dor". Na outra mão, peguei meu celular sem ela perceber.
Depois de várias tentativas, consegui penetrar ela, fiz bem devagarinho e perguntava, "Me avisa quando parar". De pouquinho em pouquinho fui penetrando e até que entrou a metade, não Não teve problema. Tirei umas fotos e joguei o celular pra trás..
A entrada do meu pau foi lenta também porque a bunda da Majo era apertadíssima. Entrou metade e ela pediu pra eu parar. Comecei a tirar e meter até aquele limite bem devagar. Majo fechava os olhinhos e abria a boquinha, mas evitava fazer qualquer barulho. Depois a safadeza tomou conta da minha mente. Aos poucos fui enfiando mais e ela pedia pra eu parar, "Para, vou acabar cagando". Mas eu não conseguia parar.
Também não quis exagerar, então tentava não meter tudo; claro que era tentador fazer isso. Majo cravava as unhas no sofá e gemia baixinho enquanto eu batia nela por trás. Ela foi se acostumando, continuava gemendo, mas os pedidos pararam, não dizia nada, só gemidos. Vendo ela assim, resolvi meter mais, quase tudo. Fiz isso e ela soltou um grito desesperado; devia ter dado pra ouvir no prédio inteiro.
De novo ela começou a pedir pra eu parar. Os olhos dela se encheram de lágrimas enquanto ela gritava. Meus movimentos agora eram fortes e a penetração era quase total. Cravei minhas mãos nos ombros dela e puxava ela pra mim pra ouvir aquele som forte dos nossos corpos batendo. A respiração dela ficou ofegante, ela fechava os olhinhos enquanto apertava os dentes com força. Peguei ela pela cintura e comecei a meter tudo. Colocava uma mão nela e a outra se agarrava na barriga dela. Puxava e empurrava pra deixar o movimento mais forte. Ela às vezes se apoiava só numa mão e com a outra tentava empurrar meu corpo pra trás. Mas depois se entregava e voltava a se apoiar nas duas mãos. Os gemidos dela ficaram sem parar e altos. Chegou uma hora que ela me xingava e praguejava como uma louca. Minha excitação era tanta que naquela altura da noite eu não pensava em parar nem que viesse um terremoto.
Majo insistiu de novo pra eu parar, mas já era tarde. Ela deslizou a parte da frente do corpo contra o sofá, de modo que Eu mordia ela pra aliviar a dor. Até que finalmente chegou o momento culminante da noite. Não consegui resistir em parar e chegou a hora em que gozei. Desabei em cima dela. Os dois estávamos completamente ofegantes.
Devagar, tirei meu pau da bunda dela. Ainda ficamos lá deitados, um por cima do outro, lutando pra recuperar o fôlego. Assim que consegui respirar um pouco, comecei a dar uns beijinhos na cabeça dela. Ainda tava difícil pra gente falar.
Depois de alguns minutos, a respiração voltou ao normal, mas nenhum de nós dois teve coragem de falar. Ficamos deitados lá no sofá, completamente pelados, sem dizer uma palavra; só nos acariciando até o sono nos vencer.
No dia seguinte, acordei bem cedo. Precisava garantir que fecharia com chave de ouro meu plano maquiavélico. Discretamente, me levantei, revirei a bolsa da Majo pra achar o celular dela. Peguei e fui bem silenciosamente pra cozinha. Mandei uma mensagem de texto pro Javier dizendo o seguinte:Javi, sei que tá puto comigo, que deve me odiar e eu entendo. Não tô escrevendo pra implorar, porque não mereço seu perdão. Quero que a gente converse sobre o que vamos fazer com o apartamento. Te espero aqui. Não esquece que te amo e, se ainda tiver um pouco desse sentimento no seu coração por mim, te peço que me dê uma chance pra gente conversar.Assim que enviei a mensagem, tratei de apagar ela da caixa de saída.
Peguei uma frigideira, acendi o fogo e comecei a fritar uns ovos. Fui rápido pra sala e procurei meu celular atrás das almofadas do sofá. Aproveitei pra ver se a Majo ainda tava dormindo profundamente. Voltei correndo pra cozinha e liguei pra Laura.
— Oi, Laurita, como é que a vida tá te tratando?
— Por que tanta animação? — respondeu num tom meio agressivo.
— Laurita, porque você caiu nas graças do céu. Tenho uma notícia muito boa pra você, outra nem tão boa e uma proposta... Você cumpriu muito bem seu objetivo e por isso ganhou uma recompensa. Já que me fez tão feliz, tô disposto a pagar de uma vez três parcelas da hipoteca.
— Sério?
— Sim, Laura, mas tenho uma notícia ruim. Essas são as três últimas parcelas que vou pagar pra você. Não vou mais te usar. Claro que essas três parcelas podem virar cinco se você estiver disposta a me fazer um último favor.
— Me conta, do que se trata?
— Quero que você conte pra Esperanza que transei com a Majo. Topa?
— Como você me dá nojo...
— Laurita, é uma oportunidade imperdível. Você vai ter cinco meses pra reconstruir sua vida às minhas custas. É tempo suficiente pra se reorganizar, e a única coisa que você precisa fazer é contar isso pra Esperanza.
— É que vou aceitar. Só pra acabar com essa sua chantagem, sou capaz de quase qualquer coisa. Mas olha, tem que ser sério, cumprir sua palavra.
— Fica tranquila, pode contar com isso.
Servi o café da manhã e coloquei numa bandeja. Antes de levar pra sala, procurei no celular da Majo o número do Javier e depois deixei ele na bolsa dela. Voltei pra cozinha pegar o café e levei pra Majo. Acordei ela tentando ser suave e carinhoso. Dei um beijinho nela e entreguei a bandeja com o café.
Perguntei se ela tinha acordado um pouco mais animada. Parecia que sim, e ela confirmou com as palavras. Depois perguntei se ela tinha algo pra fazer, se precisava sair e se eu Podia ajudar em algo. Mas ela respondeu que não, que preferia ficar o dia inteiro em casa. Sugeri que tomássemos um banho juntos e depois víssemos um filme. O filme ela aceitou; já a proposta do banho, ela disse "vamos devagar".
Ela terminou de tomar café e foi tomar um banho. Eu fiquei deitado no sofá pensando, matutando meu plano pra ver se algo podia dar errado. Mas não tinha pontas soltas.
Majo saiu do banheiro com uma toalha enrolada no corpo e outra na cabeça. Se trancou no quarto pra se vestir. Nesse instante, o interfone tocou. Era o Javier: "Majo, você abre pra mim?"
Não respondi nada, só apertei o botão pra abrir a porta do prédio. Saí correndo e peguei meu celular. Rapidamente mandei pro Javier as fotos do que rolou na noite anterior com a Majo.
A campainha do apartamento nunca tocou. Quando a Majo saiu do quarto, me perguntou:
— Quem chegou?
— Uma senhora, mas se enganou. Perguntou pelo Juan Luis.
— Ah. Que filme a gente vai ver?
— Que tal "Um Corpo que Cai"?
— Mmm, vale. Quer comida peruana?
— Sim.
— Liga e pede.
Sentamos pra ver o filme e, no meio disso, a Majo recebeu uma mensagem do Javier que dizia o seguinte:O apartamento? O apartamento daqui pra frente é problema seu, você fica com ele mas quem paga é você. Não me procure mais na sua vida de puta.Majo caiu na depressão assim que viu a mensagem. Passei o resto do dia tentando animar ela.Este relato é 99% real. Os nomes dos personagens e algumas situações foram modificados pra proteger a identidade das pessoas.
Quem quiser fotos das protagonistas desse relato é só me avisar.
DÉCIMA SEGUNDA PARTE: Majo e o renascer de uma ilusão; Susana e uma tentaçãoCompletamos seis meses de namoro. O Javier tinha ficado pra trás. Do mesmo jeito que a Esperanza, que agora sentia um ódio profundo por mim. O importante era que eu e a Majo estávamos reconstruindo nossas vidas, nos apoiando um no outro. A família dela nunca apoiou, mas nesses seis meses a gente não viu eles nem uma vez...Twitter: @felodel2016
Eu curtia meu relacionamento com a Esperanza, ela era uma mina legal, muito meiga e dedicada ao namoro. Mas não me preenchia, não era quem eu amava de verdade, e isso me fazia sentir um merda. Sabia que, de algum jeito, tava brincando com ela, mas recuperar a Majo valia a pena.
A cidade onde moro é a capital de um país latino-americano. Como vocês podem imaginar, não posso revelar o nome da cidade porque, provavelmente, comprometeria os personagens dessa história. O que posso dizer é que aqui rola, todo ano, um festival de rock, gratuito e, claro, com uma puta galera.
Dessa vez, eu tava pensando em ir com a Esperanza. Manu Chao ia fechar a noite. Ficava doido pra ir com ela. Tratando-se de Manu Chao, não dava pra ficar no meio da multidão, queria o luxo de ver eles na primeira fila. Mas era foda. Como eu falei, o evento é de graça, então não tem como conseguir um ingresso VIP. O que dava pra tentar eram passes de cortesia, daqueles que dão pra imprensa e pro pessoal da logística.
Tenho um grande amigo, chama Lucho, trabalha num dos maiores canais de TV do país, é jornalista mas cobre esportes; então não ia ter esses passes cobiçados. Com certeza conseguiria com algum colega dele, mas sabia que, por mais amigos que fôssemos, ele ia me cobrar caro. Contei pra Esperanza a ideia e ela gritou toda animada. Assim que se acalmou, falou: "Você tem que conseguir, senão vai ficar pelo menos um mês sem sexo." Com essa ameaça tão na cara, sabia que não era mais um capricho, era uma obrigação; exagerando um pouco, dava pra dizer que era uma questão de vida ou morte. ameaça de morte.
Naquela tarde, liguei pro Lucho, convidei ele pra tomar umas cervejas pra pedir aquele favor. No caminho pro nosso ponto de encontro, a Esperanza me ligou; atendi no viva-voz porque aqui é multa na certa dirigir e falar no celular ao mesmo tempo. "Gordi, cê consegue mais dois ingressos?"
O tom carinhoso e suplicante da Esperanza me obrigava a dizer que sim, que ia abusar da confiança do meu amigo e pedir quatro passes de cortesia. Não iam ser mais umas cervejas; tinha que pensar em convidar ele pra uma garrafa de Whisky ou de um Tequila bom.
O Lucho tem um coração de ouro, e assim que contei da ameaça da Esperanza, ele se comprometeu a conseguir os quatro ingressos. Foi mais rápido a gente acabar com a garrafa de 'Gran Patrón Burdeos' do que ele consegui-los. Não podia ser maior minha felicidade; faltando duas semanas pro show, já tinha os ingressos.
No dia seguinte, depois de sair do trabalho, fui pro apartamento da Esperanza pra dar a surpresa. Pensei em mil maneiras de surpreendê-la, mas no final optei pelo clássico: tirar os ingressos da carteira e mostrar.
Toquei a campainha e foi ela quem abriu. Praticamente não deixei nem ela me cumprimentar, um beijinho rápido e logo falei: "Adivinha o que eu tenho…". Tirei os ingressos e ela pulou em cima de mim, me enroscou com os braços e pernas, e começou a se sacudir, se esfregando na minha virilha. Depois, me deu um beijo longo e apaixonado, voltou pro chão, me pegou pela mão e me levou até a sacada. Desabotoou a calça, puxou pra baixo de uma vez, apoiou as mãos no parapeito e me pediu pra fazer ali mesmo.
- Vamos comemorar – disse ela, esperando apoiada no parapeito
- Cê tá sozinha? – respondi, tentando processar o que via
- Meus pais tão aqui, mas e daí?... eles vão ter que entender que a gente tem direito de desenvolver nossa sexualidade livremente
- Claro que eles entendem, mas em circunstâncias normais, não aqui. Além disso…
- Cê vai calar a boca e me comer? Ou vai Você vai ficar aí parado?
Fiquei imóvel, pasmado, por uns segundos. Aí reagi, tinha a Esperanza parada na minha frente esperando eu meter nela, na varanda, com os pais dela em algum lugar do apartamento. Essa situação me dava um tesão do caralho e fazia minha adrenalina disparar. Cheguei perto dela e, sem tempo pra preliminares, meti.
Lembro que na hora passava um vento forte que balançava nosso cabelo. Eu empurrava a Esperanza por trás com o peso do meu corpo. A gente via os transeuntes passando enquanto trepava na varanda dela. Depois notamos que estavam nos observando da torre de apartamentos da frente: dois caras de uns 25 anos nos encaravam enquanto a gente trepava encostado no parapeito. Pedi pra Esperanza ser um pouco mais silenciosa, porque os pais dela iam nos descobrir ali e também porque não seriam só duas pessoas nos vendo, mas o prédio inteiro. Mas a Esperanza só riu quando falei isso; ela pediu pra eu calar a boca e aproveitar o momento.
Aos poucos fui esquecendo a presença dos dois caras que nos observavam, fui aumentando o ritmo da metida e, quando ficou sem controle, peguei a Esperanza pelo cabelo com uma mão só. Puxava a cabeça dela pra trás enquanto nossos corpos se chocavam com força. O parapeito tremia, mas a gente não tava disposto a parar até gozar.
A Esperanza soltou as mãos do parapeito e apoiou o corpo nele, as mãos dela se agarravam na parte de trás das minhas coxas. Abracei ela pela cintura e virei ela; tinha razões pra isso. Primeiro, tava com medo do parapeito ceder com a força que a gente tava fazendo e a gente acabar semidespido, espatifado no chão depois de cair nove andares. Também fiz porque não aguentava mais aqueles dois caras verem a cara da Esperanza enquanto a gente trepava. Agora a gente tava de frente pra sala do apartamento. Se os pais da Esperanza aparecessem, iam nos pegar. encontrar de frente enquanto a gente se entregava selvagemente. De qualquer forma, não durou muito; nossos movimentos intensos aceleraram o desfecho desse momento incrível.
Esperanza percebeu que eu estava prestes a gozar e imediatamente se virou e enfiou meu pau na boca dela; começou a chupar e a mexer rapidamente na boca até que a descarga veio. Esperanza ali agachada me olhava com inocência, enquanto eu levantava a cara, olhando pro céu. Ela esperou uns segundos com meu gozo na boca. Depois cuspiu, disse que tinha esperado passar alguém pra jogar em cima e a pessoa pensar que tinha sido cagada de pombo. Infelizmente pra ela, não teve boa pontaria.
Mas o momento de prazer, alívio, adrenalina e alegria intensa chegou na fase obscurantista quando Esperanza me disse que o outro par de ingressos era pra Majo e o namorado dela. Tentei disfarçar meu desgosto, mas foi impossível. Ela me confrontou:
– Te importa que sejam pra eles?
– Não. Claro que não.
– E então por que você fica assim?
– Sei lá.
– Melhor você me falar a verdade, se não quiser dar pra Majo, a gente dá pra outra pessoa.
– Não, já não importa mais. Toma, dá pra eles e é isso, a gente se vê amanhã.
Terminei de me vestir e fui embora cheio de raiva. No caminho pro meu apartamento, minha cabeça fervia ao pensar que todo o esforço tinha sido pra conseguir ingressos exclusivos pra Majo e pro Javier.
Quando faltava só uma semana pro show, as coisas pioraram. Esperanza me falou que não poderia ir porque no dia seguinte tinha uma prova de uma matéria que, se ela reprovasse, marcaria o fim da fase dela como universitária. Era a última chance dela passar e ela precisava se enfurnar pra estudar. A gente teve uma discussão leve por causa disso, mas no fim fui compreensivo e entendi as prioridades da Esperanza.
Mas agora sim tava numa situação chata, teria que ir pro show com Majo e o namorado dela feito um vela. Absurdo em todos os sentidos. Pensei em não ir. Ir sozinho e sumir com os ingressos deles. Mas finalmente tive uma ideia brilhante que podia mudar o rumo das coisas e me aproximar do meu grande objetivo. Peguei o celular, procurei o número da Laura e liguei.
- Oi, que gostoso ouvir você de novo.
- O que você quer?
- Laurinha, é que eu fiquei pensando e acho que esse mês você vai me pagar de outro jeito...
- Fala...
- Eu tenho quatro ingressos de cortesia pra ver o Manu Chao no domingo que vem. Ia ir com a Esperança, a Majo e o Javier, mas a Esperança não vai poder. Quero que você vá comigo e, em algum momento, suma com o Javier e dê uma trepada com ele.
- Ah, não, não vou fazer isso não.
- Bom, Laurinha, como você quiser, mas quando você estiver dormindo debaixo de uma ponte com a menina, vai se arrepender mil vezes.
- Mas como você quer que eu faça isso com o namorado da minha irmã?
- Bom, essa é sua missão. De qualquer forma, não acho que seja tão difícil, você já fez isso mais de uma vez... ah, ia esquecendo, quero que você grave o áudio ou o vídeo do que fizer com ele. Confio em você. Beijinhos.
Aquela semana passou devagar, pelo menos foi o que eu senti. Os dias no trabalho foram ficando infinitos e chatos. Todo dia, ao acordar pra ir trabalhar, eu ia fazendo a conta dos dias que faltavam pra realizar meu plano.
Até que o dia chegou. Era um dia importante, um daqueles dias marcantes que a gente lembra pra sempre. Ia ver o Manu Chao e acabar com o relacionamento da Majo.
Chegamos relativamente cedo; mesmo com ingressos exclusivos, sabíamos que ia ter uma multidão e chegar nos nossos lugares privilegiados ia dar trabalho, então fomos precavidos. O Chao Ortega começou o show com 'Mi vida' e a galera enlouqueceu. Eu não conseguia aproveitar direito porque naquela hora da noite a Majo e o Javier estavam se beijando como se a vida dependesse disso; estavam juntos como casal, enquanto eu olhava de canto pra Laura, esperando que ela fizesse o serviço dela.
Fumamos uns baseados. Baseados na primeira meia hora do show. Laura disse que estava com muita sede e pediu pro Javier acompanhar ela pra pegar uma garrafa d'água. A Majo e o namorado dela falaram pra ela pedir pra mim ir junto, mas ela respondeu que preferia ir com o Javier porque eu tava muito doidão pra saber onde tava pisando. O Javier não reclamou depois de ouvir os motivos da Laura e se perderam no meio da multidão prometendo voltar em alguns minutos. Finalmente fiquei a sós com a Majo enquanto a Laura concretizava minha ideia. E os minutos foram passando e eles não voltavam; a Majo e eu continuávamos curtindo a apresentação do Manu Chao, esquecendo completamente da ausência do Javier e da Laura. Mas chegou uma hora que a Majo percebeu que a irmã dela e o namorado tinham demorado demais, então resolveu ligar pro Javier pra ver se tinha acontecido alguma coisa. Ele atendeu a ligação, mas com o barulho forte ela não conseguiu entender nada. Ela ficou um pouco mais tranquila mesmo sem ter entendido nada do que o namorado falou, mas com a certeza de que ele tava bem porque atendeu o telefone. Passaram duas horas e meia e o Manu Chao agradeceu o público e se despediu. A Majo e eu tínhamos curtido pra caralho o show e no caminho pra saída do parque só falamos disso. Sugeri passar num bar e tomar uns drinks antes de ir pra casa. Ela, achando que seria quase impossível encontrar o Javier no meio da multidão, topou; mas me avisou que seria só uns dois porque no dia seguinte tinha que trabalhar. Eu também tinha que trabalhar no dia seguinte, então prometi que seria só por um tempinho. Mas quando sentamos num bar perto do local do show, a conversa e o clima bom que a gente tava vivendo nos fez esquecer das responsabilidades e a gente acabou bebendo mais do que uns drinks. Vendo que a situação tava impecável, criei coragem e sugeri que a gente passasse a noite no meu apê; tava Mais perto e no estado em que a gente tava, não era conveniente se separar e cada um ir pra sua casa. Majo hesitou, mas eu convenci ela, dizendo que não me perdoaria se algo acontecesse com ela por deixá-la ir sozinha naquele estado.
Mal entramos no meu apartamento, Majo se surpreendeu e me elogiou pelo jeito que tudo estava arrumado: "quem dera você tivesse sido tão organizado quando a gente namorava", disse Majo, enquanto cambaleava de um lado pro outro no caminho até o sofá. Perguntei se ela não queria ir logo deitar, já que no dia seguinte tinha que acordar cedo. Ela recusou, disse que queria ficar um pouco pra conversar e fumar mais um baseado. Eu não resisti ao plano da Majo, na verdade fiquei feliz, porque não podia pedir mais; tava tudo servido numa bandeja de prata.
Sentados ali, enquanto o universo inteiro girava na nossa cabeça e Majo falava sobre como era feliz no trabalho, eu me joguei pra beijar ela. Nossos lábios se uniram por um tempão; eu segurava a cabeça dela entre minhas mãos enquanto ela brincava com a língua dentro da minha boca; eu fazia o mesmo na dela. A gente parou pra respirar, pelo menos foi o que pensei. Ela sorria enquanto fixava o olhar no meu rosto sem parar. Depois continuou falando do trabalho; eu não entendia nada.
Beijei ela de novo e ela não resistiu, a boca dela tinha gosto de bebida, especificamente de vodka; a respiração dela era forte mas lenta; as mãos dela passeavam pelas minhas costas e minha cabeça. De repente, ela parou e me perguntou:
— Você ainda tem o dado do Kamasutra?
— Sim, por que eu ia me livrar dele?
— Sei lá. Só uma pergunta...
— Ah, então ainda tenho ele.
— Quer jogar?
Sem pensar nem meio segundo, respondi que sim. Ela, com esforço, se levantou do sofá, pegou minha mão e me levou pro meu próprio quarto. Entramos e ela se jogou na cama na hora.
— Primeiro quero que você me divirta, faz uma dança pra mim.
— Uma dança?
— Isso, isso. Uma dança, como você ouviu. Tira a roupa dançando.
Eu sentia falta da loucura da Majo, e aquele pedido me deixava... lembrar um pouco como tinha sido nossa relação antes de terminar. Comecei a me despir; balançando devagar, desabotoei minha camisa e joguei no chão. Tirei o cinto e bati com força no colchão enquanto gritava “Gladiador”, Majo ria do ridículo do meu show, mas curtia, isso me acalmava. Assim que fiquei completamente nu, ela se levantou e se aproximou devagar de mim. Parou bem na minha frente, ficou estática por uns 40 segundos, me encarando, a gente se separava por uns dez centímetros; minha confusão era total, não sabia por que ela continuava ali imóvel sem falar nada. Aí ela estendeu a mão e começou a deslizar os dedos devagar pelo meu peito. “Fica tranquilo” disse enquanto se abaixava.
Pegou meu pau com as mãos e meteu na boca sem frescura nenhuma. Foi como sentir o paraíso em vida de novo; puta merda, Majo tinha um mestrado em boquete, só uma mulher era melhor nisso, só uma que eu conhecia, claro. Ela mexia em círculos na boca, alternando movimentos rápidos com lentos. Parava de vez em quando, deixando só a língua trabalhar. Passava bem devagar na parte de baixo do meu pau; depois atacava de novo com tudo. Enfiava quase tudo na boca e balançava a cabeça bruscamente pra enfiar o máximo possível. Naquela hora, Majo tinha despertado todo meu instinto selvagem. Não sou muito de pegar uma mulher pela cabeça pra guiar o movimento enquanto chupa. Mas naquela vez sim, tava descontrolado com a puta mamada que ela tava me dando. Depois desse trampo foda, Majo tirou meu pau da boca, passou a mão na boca pra limpar um pouco e se levantou. Caminhando até a cama, foi tirando a roupa e aí disse, “eu começo jogando o dado”.
Procurou na gaveta do criado-mudo, pegou e, sem hesitar nem um segundo, jogou. O brinquedo sexual deu girando sobre suas doze faces e com muito suspense parou. 'A inclinação luxuriosa' é como o dado chama essa posição.
Majo se apoiou na borda da cama, eu fiquei atrás dela, mas com os pés no chão. Ela ficava elevada, de costas para mim, e depois tinha que se abaixar, como se fosse fazer um agachamento, até o ponto em que eu pudesse penetrá-la. Era perfeito, algo indescritível. Mais uma vez senti a buceta macia e apertada da Majo; ela tinha se depilado há pouco, sentia os pelinhos nascendo, bem pontudos. A buceta dela não estava tão quente quanto eu lembrava, mas mesmo assim a penetração foi fácil. O complicado foi manter o ritmo nessa posição: Majo tinha que fazer agachamentos e eu tinha que alternar entre ficar na ponta dos pés e voltar a colocar os calcanhares no chão. Sentia que minhas panturrilhas iam explodir, mas valia a pena. Eu segurava Majo pelas nádegas e ajudava ela a se mover.
Majo era absurdamente estreita, apertada; a buceta dela foi esquentando enquanto a gente transava, a ponto de eu sentir ela como uma caldeira. Por ela ser magra, eu conseguia controlar os movimentos do corpo dela com facilidade. Com minhas mãos, eu levantava e abaixava ela rapidamente, pra deixar nossos movimentos mais intensos. Ela segurava meus antebraços com as mãos, e quando a intensidade do sexo aumentava, ela cravava as unhas dolorosamente na parte de baixo dos meus antebraços. Majo encostou a cabeça no meu peito, inclinou um pouco, levantando o rosto em direção ao teto. Os olhos dela ficavam fechados, os dentes apertados, e de repente ela abria a boca como se fosse gritar, mas não gritava, só suspirava ou ofegava. A gente não durou muito nessa posição. A verdade é que foi cansativo pra nós dois. Nos separamos e eu me virei pra pegar o dado. Quando me abaixei pra pegá-lo, Majo agarrou minha bunda com força enquanto soltava uma risada escandalosa.
Joguei o dado e dessa vez saiu a 'flor de lótus'. Nós dois sentamos no caí no chão e nos enroscamos com as pernas e os braços; travamos um tranco enquanto nossos corpos se uniam. Eu penetrei ela nessa posição e, no começo, fomos devagar pra prolongar o momento gostoso, também porque tava meio difícil de coordenar; claro que isso foi se resolvendo com o passar dos segundos. Desde o início a gente tava se beijando e só separava os lábios quando era inevitável; deixar escapar um gemido, ou falar um "te amo" ou um "cala a boca e fode". Até aquele momento, pra mim, tudo tinha sido tão intenso e tão surpreendente que eu tinha esquecido de garantir que ia usar camisinha. Pensei que a Majo também tinha deixado passar, e na hora comentei com ela. "Fica tranquilo, eu tenho um DIU." Isso me acalmou completamente.
Eu envolvia a cintura dela, segurando firme na parte baixa das costas; puxava ela pra mim, como se quisesse morar pra sempre dentro dela. A Majo me abraçava pelas costas, um pouco abaixo do pescoço, e de novo enterrava as unhas em mim, dessa vez nas costas. Os peitinhos lindos dela se espremiam contra o meu peito; sentia os bicos duros batendo no meu num ritmo desenfreado. A gente transou tão rápido e intenso nessa posição que chegou a hora em que eu gozei; mesmo assim continuei me mexendo por um tempo; continuamos nos beijando e eu implorava praquilo não acabar. Ela terminou se movendo, quase se esfregando, devagar contra mim. A gente parou, mas continuava se beijando. Os dois estavam suados, vermelhos, ofegantes e exaustos. Mesmo assim, minha empolgação por ter conseguido tudo aquilo me fazia pensar em dar uma segunda foda. Mas a gente tinha que acordar cedo, tava cansado e bêbado. Sendo assim, ia ser impossível convencer a Majo a repetir. Mas não fiquei bolado com isso. Pra mim, não tinha nada de errado em dormir ao lado da Majo depois de tanto tempo sonhando com isso. Na real, era um dos meus desejos mais esperados.
Mas nem tudo pode ser felicidade. No dia seguinte minha vida voltou ao normal.
Acordei mais ou menos às sete da manhã. Lá estava eu, dividindo a cama com a Majo, abraçando ela e vendo ela dormir tão tranquilamente. Era uma paz danada apreciar essa cena, mas tive que interromper. Levantei, peguei meu celular e saí do quarto.
Liguei pra Laura pra ver como tinha sido com o meu pedido. E essa foi a primeira decepção do dia. Laura me disse que não tinha conseguido transar com o Javier, que se insinuou pra ele, que se ofereceu de boa, que até tomou a iniciativa, beijou ele. Mas foi impossível convencer o cara. Ela me contou que Javier foi firme na posição dele, que não tava disposto a trair a Majo por mais que fosse tentador fazer isso com a irmã dela.
Tentei não ligar, porque no fim das contas o que aconteceu ia fazer a Majo mudar de ideia. Voltei pro quarto e beijei a Majo. Ela ainda tava dormindo e, entre sonhos, respondia ao beijo. Pensei que uma boa forma de começar o dia era meter de novo, mas teria que ser algo rápido, senão os dois iam chegar atrasados no trabalho. Comecei a beijar as pernas da Majo, primeiro nos calcanhares e fui subindo até as coxas. Passeava minha língua por dentro delas, a Majo ainda dormindo se contorcia um pouco ao sentir minha língua deslizando devagar pelas pernas dela. Quando comecei a chupar a buceta dela, ela acordou.
— O que você tá fazendo? — perguntou, com o rosto marcando uma expressão indecifrável, talvez de medo, talvez de surpresa ou uma mistura dos dois.
— Tá vendo; pensei que essa seria a melhor forma de começar o dia.
— Não, mas eu não posso.
— Vai ser rápido, não se preocupa que não vai dar tempo.
— Não, não é por isso. Não posso fazer isso com o Javi. Queria falar com você sobre isso, o de ontem à noite foi um erro. A gente se deixou levar pela adrenalina que o show despertou e porque não estávamos bem; bebemos e fumamos muito e acho que isso nos alterou a ponto de... que o resto das pessoas ao nosso redor deixou de importar. Mas eu não posso fazer isso com o Javi, e você também não pode fazer isso com a Esperanza.
Fiquei em silêncio por alguns segundos, sem acreditar no que ouvia. A Majo tinha mudado drasticamente de ideia em questão de horas.
— Majo, mas o que rolou ontem à noite foi mais uma prova de que nunca deveríamos ter nos separado. Por que a gente não pode se dar uma nova chance?
— Porque tem gente no meio, gente que eu gosto e não posso fazer isso com eles.
Quis insistir, mas ela estava totalmente convicta do que dizia, e eu sabia que insistir era perda de tempo. Ainda atordoado, vi ela se levantar e entrar no banheiro pra tomar um banho. Vários pensamentos de arrependimento passavam pela minha cabeça. Lamentava que a Laura não tivesse conseguido nada, mas lamentava ainda mais ter acordado a Majo, ter acordado ela antes de a gente tirar uma selfie juntos na cama. Aquela teria sido a prova perfeita pra fazer ela terminar de vez com o Javier. Mas já era tarde. Eu precisava inventar alguma coisa pra não perder a Majo pra sempre.
Os dias foram passando, e a sensação de amargura não sumia de mim. Na verdade, aumentou no dia em que descobri que a Majo e o Javier tinham comprado um apartamento e iam começar a morar juntos. Isso fazia minhas chances diminuírem cada vez mais. Eu não estava disposto a me resignar; pela Majo, eu estava disposto a ir até as últimas consequências.
A notícia foi tão forte que até prejudicou meu relacionamento com a Esperanza. Toda vez que ia visitá-la, sentia um vazio enorme por não encontrar a Majo naquele apartamento. A tristeza era imensa, e o tempo estava cada vez mais me encurralando.
Faltando quinze dias pro casamento da Majo, a única coisa que me veio à cabeça foi usar a Laura de novo. Pedi pra ela contar pro Javier que a Majo tinha traído ele comigo.
— Bem, sendo assim, sou eu quem está com a faca e o queijo na mão — disse a Laura, enquanto esboçava um sorriso. cheia de ódio.
– Por quê? Como você vai usar isso contra mim?
– Fácil, posso contar pro Javi, mas prefiro contar pra Esperanza.
– Entendo. Mas olha, acho que quem tem mais a perder aqui é você… Eu também posso contar umas coisas. Por exemplo, que primeiro eu te enganei com você, que você tem sido minha putinha pessoal só pra não perder sua casa. E, claro, que eu pararia de te ajudar com o pagamento da hipoteca. Acho que você perderia por todos os lados… O que me diz então?
– O que eu digo?... que você é um filho da puta, saiba que vou fazer isso, mas um dia tudo vai voltar pra você.
– Que fofa você é. Trata de cumprir e não perde tempo como vidente, não é sua praia.
A reação pelo trabalho da Laura não demorou a chegar. No dia seguinte, eu tava dirigindo pra casa depois do trabalho quando recebi uma ligação da Majo. Atendi na hora. Ela tava furiosa, irada, queria me picar em pedacinhos e depois dar meus restos pros porcos.
– Oi, linda, como você tá?
– Você é um filho da puta, é a pior coisa que já me aconteceu na vida.
– Vejo que não tá tendo um bom dia. Por que esse ódio todo contra mim?
– Não finge, não se faz de idiota. Você contou pro Javi o que aconteceu na noite do show. Ele foi embora de casa, não quer me ver. Eu te odeio!
– Não, Majo, cê tá enganada, eu não contei…
Majo desligou no meio do choro, sem me deixar explicar nada. Decidi então que iria até o apartamento dela pra conversar, pra dar o golpe final.
Toquei a campainha, mas Majo não abria. Sabia que ela tava lá, atrás da porta; tinha me visto pelo olho mágico, mas com certeza não queria me abrir. Toquei de novo e, vendo que Majo não ia abrir, falei que ia ficar ali até ela abrir; se precisasse dormir na frente da porta dela, eu dormiria. Passou mais ou menos um minuto e Majo abriu a porta. Entrei enquanto tentava explicar pra Majo que não fui eu quem tinha contado pro Javier sobre nós, mas ela se jogou em cima de mim e começou a me bater no peito desesperadamente. O impulso dela me fez recuar uns passos, depois aguentei os socos e os xingamentos até que ela desabou chorando em cima de mim.
Ela repetia: “Foi a Laura quem contou pra ele. Mas como ela sabia?... Você teve que ter contado, porque da minha boca não saiu uma palavra.” Eu insistia que não tinha contado nada pra ninguém. Sugeri que talvez tivesse sido um palpite da irmã dela depois de nos deixar sozinhos naquela noite, ou que a irmã dela tinha inveja por não conseguir ter um relacionamento tão estável quanto o da Majo com o Javier. Ela continuava chorando, com a cabeça encostada no meu peito, quase resignada por ter perdido o Javier pra sempre.
— E agora o que eu vou fazer?... Compramos esse apartamento juntos, mas ele foi embora, vou ter que pagar sozinha por 30 anos. Fiquei sem casamento, já mandei os convites, a janta tá paga; acho que vou ficar sozinha pra sempre. Minha vida é uma merda.
— Majo, não se desespera. Tudo vai melhorar, tudo tem solução. Você é jovem e gostosa; é uma pessoa única. Qualquer um ia querer ficar com você. Se não deu certo com o Javi, não se amarga, vira a página, tem que ser feliz. Talvez você consiga resolver, mas se não der, tem que ser forte e seguir em frente.
— Hoje não tô a fim de lutar por nada, minha vida é 100% miséria.
— Tudo vai melhorar, Majo, te juro. Me desculpa mudar de assunto, você já comeu?
— Não tô a fim de comer.
— Você precisa comer alguma coisa, tá com uma cara fraca e não pode ficar sem comer pra sempre, essa tristeza que você tem hoje é temporária.
— O que eu não entendo é: como a Laura descobriu se você diz que não contou nada? Ou por que ela imaginou? Como ela se atreve a contar algo que não tem certeza?
— Não fica remoendo isso, ela contou por algum motivo, mas agora não tem volta. Quer que eu peça alguma coisa no chinês?
— Pede o que quiser.
Continuamos conversando por Por um bom tempo, eu tentava consolá-la e encontrar o momento perfeito pra tirar proveito da situação. A Majo tava realmente deprimida, não parava de chorar; o término com o namorado era o único assunto que ela queria falar.
Sentados no sofá, eu abraçava ela e limpava as lágrimas do rosto dela enquanto tentava acalmá-la e dar um conforto. "Você é linda até quando chora", falei enquanto passava a mão no rosto dela.
Depois chegou o pedido, eu comi normal, mas a Majo não queria. Praticamente tive que dar na boca dela, igual uma criança pequena. Depois de comer, a Majo tava um pouco mais calma, tinha parado de chorar; o rosto dela ainda mostrava a tristeza enorme que ela tava passando. Ficava em silêncio, deitada no meu ombro, enquanto eu mimava ela; acariciava a cabeça e penteava o cabelo lindo dela.
Sugeri abrir uma garrafa de vinho pra afogar as mágoas. A Majo concordou, pelo menos em beber uns copos antes de dormir.
Mesmo a gente bebendo e eu tentando puxar conversa, a Majo continuava em silêncio, com o olhar perdido e o rosto parado. Me mexi um pouco no sofá e deixei ela deitar no meu colo; eu consolava e mimava ela, enquanto ela apoiava o rosto deprimido nas minhas coxas. Num momento, ela levantou de repente, meio brusca, como se tivesse se assustado. Ficou sentada, me olhou e falou:
- Você não planejou tudo isso, né?
- Como assim?... Eu teria que ser um canalha pra te fazer passar por tudo isso. Majo, você sabe que é minha vida e pode até pensar que por isso eu faço qualquer coisa, mas vou te falar: pra mim, o mais importante é você ser feliz, eu te valorizo de verdade e por isso seria incapaz de ser tão filho da puta com você, incapaz de te fazer passar o sofrimento que você tá sentindo agora.
Ela demorou uns segundos me encarando, fixou o olhar nos meus olhos. Eu mantive uma expressão tranquila. A Majo me abraçou e agradeceu por ajudar ela a passar por aquele momento. Disse que tinha pensado em passar a noite sozinha e trancada, mas que aproveitando que eu estava ali, e que tinha sido tão compreensivo e carinhoso com ela, queria deitar no sofá por um tempo e que enquanto isso eu acariciasse o cabelo dela com minhas mãos. Ficamos assim por um tempo. Ela continuou em silêncio, e eu, cansado de insistir pra ela falar, preferi ficar na mesma. Foi um tempão que ficamos assim até que foi ela quem quebrou o silêncio.
— Por que você fez tudo o que fez comigo?
— Majo, você sabe que se eu for explicar, me enrolo, me alongo e não termino dizendo nada. Vou resumir: porque fui incapaz de te valorizar como devia.
E o silêncio tomou conta de novo. Mas por uns dois minutos só. Dessa vez fui eu quem cortou o silêncio.
— Majo, você deixou de me amar de vez?
— No começo te odiei e foi difícil superar. Depois tentei me forçar a pensar que devia parar de sentir qualquer coisa por você. Se eu sentia ódio, ainda sentia algo por você, ruim, mas porque ainda te queria; queria parar de sentir qualquer emoção por você, mas nunca consegui. O que consegui foi me convencer de que você é uma pessoa que não vale a pena, pelo menos pra compartilhar tudo, pra ter um relacionamento. Então sempre falei pra mim mesma: “pode até gostar dele, mas ele não gosta de você”. Te tratei como algo impossível e você me ajudou a me convencer disso quando começou a sair com a Esperanza. Você se tornou algo ainda mais impossível.
— E então por que aconteceu o que aconteceu no dia do show?
— Um lapso mental causado pela mistura de álcool e maconha.
— E o que você me diria se agora eu te dissesse pra voltarmos?
— Bom, que não é possível, já te expliquei o porquê. Além disso, você não tá vendo como eu tô?
— E eu entendo perfeitamente, mas tô falando pra você pensar: por que não dar uma virada na sua vida?... pra esquecer a dor que você tá passando. Por exemplo, se eu disser que vou morar com você e a gente vender um dos dois apartamentos, o seu, o meu, não importa qual. Tô falando pra gente buscar... Recomeçar do zero, como se nada tivesse acontecido. Sei lá, arriscar um pouco…
—O vinho te fez mal, parece. Que besteira você tá falando!
Sem pensar duas vezes, me inclinei e beijei ela. A reação dela ia ser decisiva pra saber a resposta que não quis me dar com palavras.
O beijo foi longo, mais do que apaixonante, foi dado com ternura, dos dois lados. Durante todo o tempo que durou, eu acariciava o cabelo dela por cima da orelha. Assim que terminou, ela quis falar, mas me apressei e tomei a dianteira.
—O que tô te falando é sério. Vamos tentar. Vamos recomeçar do zero.
—Não posso confiar em você.
—Majo, sei que é difícil, que fui um filho da puta. Mas é uma oportunidade perfeita. O mais importante é que a gente se ama, eu vejo isso. E vamos ter que nos apoiar nesse momento; a Esperança não vai demorar pra me largar; a Laura ou o Javier vão ter que contar pra ela e aí vai dar merda. Não vão nos apontar e questionar só eles, a gente vai estar na boca da sua família inteira, e que jeito melhor de mandar eles nos deixarem em paz do que resolvendo a nossa parada? Nós dois temos dívidas, mas podemos sair delas juntando esforços. Não tô falando de casar, só de dar uma nova chance pra gente, e se em algum momento você ver que não vai dar em nada, a gente para. Majo, desde que você me largou, minha vida desmoronou. Preciso de você.
Ela continuava ali, em silêncio, olhando pra dentro da alma dela pra encontrar a resposta. Eu sabia que não devia dar tempo pra ela pensar, então me aproximei de novo e beijei ela. Esse sim foi um beijo apaixonado, daqueles que parecem não ter fim. Durante o beijo, eu segurava a cabeça ou o rosto dela entre minhas mãos. Percebi como ela inclinava a cabeça pro lado, expondo o pescoço e me convidando a beijá-lo. Fiz isso, beijei os arredores do pescoço dela enquanto ela apertava minha cabeça com as mãos. Aos poucos, fui descendo pelas costas dela, até onde a camisa deixou. Em nenhum momento fui muito rápido, porque sabia que ela tava me testando. Voltei a subir pelo... do pescoço dela até chegar na orelha. Eu beijava e sussurrava que amava ela. Acariciava o cabelo dela e pegava o rosto dela na minha mão, pela mandíbula, e virava ela na minha direção pra gente se beijar.
Majo me interrompeu. Me parou e, deitada de bruços no sofá, levantou um pouco a camisa dela e falou: "Sabe do que sinto falta de você?... Daqueles beijinhos que você dava em volta da minha cintura..."
Eu sorri e garanti que ela teria, mas que não tivesse pressa. Beijei os ombros dela por um bom tempo, achava que eram uma das partes mais sensuais dela. Ela insistia pra eu dar beijos na cintura e não tive escolha a não ser deslizar minha língua devagar pelas costas dela até chegar na altura da cintura. Eu dava uns beijinhos curtos e secos naquela área, enquanto acariciava as costas dela e a parte de trás dos braços. A pele dela era linda e sentir ela era um verdadeiro prazer. Como percebi que Majo estava se animando, me atrevi a abaixar um pouco a calça dela e a calcinha fio dental, deixando as nádegas dela levemente expostas. Beijei ela ali devagar, pra não parecer apressado, voltei a beijar o pescoço dela e enquanto acariciava um pouco as nádegas dela. Mas ela interrompeu, queria que eu beijasse mais embaixo, que deixasse o pescoço dela em paz e focasse na bunda dela.
Pela primeira vez na noite, senti que Majo estava totalmente entregue à situação, e sendo assim, procedi a abaixar a calça dela por completo. Finalmente as nádegas dela estavam nuas. Comecei a beijar a bunda dela e fui descendo devagar pra que, finalmente, minha língua e meus lábios tivessem um reencontro com a buceta dela.
Ardia; a buceta dela era um forno. Eu adorava que Majo sempre mantinha aquela área como se tivesse depilado no dia anterior; aqueles pelinhos nascendo, pontudos e arranhando; que pra alguns são incômodos; pra mim, me deixam louco.
Enquanto eu dava tudo de mim comendo a buceta dela, ela puxava o ar pela boca mantendo os dentes apoiados nos lábios. Era alucinante pra nós dois, a ponto de Majo não aguenta mais, "faz em mim"
Tirei a calça rapidão e guiei meu pau entre as pernas dela bem devagarinho. A penetração foi lenta, mas completa. Queria que durasse, então comecei bem devagar. Deixava cair todo o peso do meu corpo sobre o dela, beijava os ombros dela enquanto me mexia lentamente dentro dela.
Ela me puxava pelo cabelo. Puxou minha cabeça pra nossas caras ficarem de frente uma pra outra e a gente pudesse se beijar. Mordeu meu lábio inferior com muita força, não soltava. Na verdade, chegou a me causar dor e por isso meus movimentos foram aumentando a velocidade e a dureza na hora de bater. A dor não me deixava concentrar em me mover devagar. Conforme a intensidade foi subindo, os gemidos dela apareceram e com eles chegou o fim da tortura que ela tinha imposto na minha boca. Eu tava comendo ela com força, como se tentasse descontar toda a raiva pelo que tinha sofrido por causa dela.
Ficamos sacudindo nossos corpos um contra o outro até o cansaço nos vencer. Paramos por uns segundos. Depois peguei a Majo pela barriga, com uma mão só, como se convidasse ela a levantar o corpo. Quando ela ficou de quatro, tirei meu pau da buceta dela pra ver se existia algo mais apertado que aquela ppk. Peguei ele na minha mão e guiei pro cu dela. Assim que ela sentiu que eu tentei penetrar ela por ali, apertou as nádegas e reclamou. Tentei acalmá-la e de novo mentalizar ela de que a gente ia começar do zero e isso significava experimentar coisas novas. Ela não parecia totalmente convencida, mas topou. Pra ajudar ela a ter confiança, me levantei, fui na cozinha e peguei Azeite de Oliva. Falei que aquilo ia ajudar como lubrificante. Lembrei ela de que o segredo era perder o medo, "Se tem medo, tem dor". Na outra mão, peguei meu celular sem ela perceber.
Depois de várias tentativas, consegui penetrar ela, fiz bem devagarinho e perguntava, "Me avisa quando parar". De pouquinho em pouquinho fui penetrando e até que entrou a metade, não Não teve problema. Tirei umas fotos e joguei o celular pra trás..
A entrada do meu pau foi lenta também porque a bunda da Majo era apertadíssima. Entrou metade e ela pediu pra eu parar. Comecei a tirar e meter até aquele limite bem devagar. Majo fechava os olhinhos e abria a boquinha, mas evitava fazer qualquer barulho. Depois a safadeza tomou conta da minha mente. Aos poucos fui enfiando mais e ela pedia pra eu parar, "Para, vou acabar cagando". Mas eu não conseguia parar.
Também não quis exagerar, então tentava não meter tudo; claro que era tentador fazer isso. Majo cravava as unhas no sofá e gemia baixinho enquanto eu batia nela por trás. Ela foi se acostumando, continuava gemendo, mas os pedidos pararam, não dizia nada, só gemidos. Vendo ela assim, resolvi meter mais, quase tudo. Fiz isso e ela soltou um grito desesperado; devia ter dado pra ouvir no prédio inteiro.
De novo ela começou a pedir pra eu parar. Os olhos dela se encheram de lágrimas enquanto ela gritava. Meus movimentos agora eram fortes e a penetração era quase total. Cravei minhas mãos nos ombros dela e puxava ela pra mim pra ouvir aquele som forte dos nossos corpos batendo. A respiração dela ficou ofegante, ela fechava os olhinhos enquanto apertava os dentes com força. Peguei ela pela cintura e comecei a meter tudo. Colocava uma mão nela e a outra se agarrava na barriga dela. Puxava e empurrava pra deixar o movimento mais forte. Ela às vezes se apoiava só numa mão e com a outra tentava empurrar meu corpo pra trás. Mas depois se entregava e voltava a se apoiar nas duas mãos. Os gemidos dela ficaram sem parar e altos. Chegou uma hora que ela me xingava e praguejava como uma louca. Minha excitação era tanta que naquela altura da noite eu não pensava em parar nem que viesse um terremoto.
Majo insistiu de novo pra eu parar, mas já era tarde. Ela deslizou a parte da frente do corpo contra o sofá, de modo que Eu mordia ela pra aliviar a dor. Até que finalmente chegou o momento culminante da noite. Não consegui resistir em parar e chegou a hora em que gozei. Desabei em cima dela. Os dois estávamos completamente ofegantes.
Devagar, tirei meu pau da bunda dela. Ainda ficamos lá deitados, um por cima do outro, lutando pra recuperar o fôlego. Assim que consegui respirar um pouco, comecei a dar uns beijinhos na cabeça dela. Ainda tava difícil pra gente falar.
Depois de alguns minutos, a respiração voltou ao normal, mas nenhum de nós dois teve coragem de falar. Ficamos deitados lá no sofá, completamente pelados, sem dizer uma palavra; só nos acariciando até o sono nos vencer.
No dia seguinte, acordei bem cedo. Precisava garantir que fecharia com chave de ouro meu plano maquiavélico. Discretamente, me levantei, revirei a bolsa da Majo pra achar o celular dela. Peguei e fui bem silenciosamente pra cozinha. Mandei uma mensagem de texto pro Javier dizendo o seguinte:Javi, sei que tá puto comigo, que deve me odiar e eu entendo. Não tô escrevendo pra implorar, porque não mereço seu perdão. Quero que a gente converse sobre o que vamos fazer com o apartamento. Te espero aqui. Não esquece que te amo e, se ainda tiver um pouco desse sentimento no seu coração por mim, te peço que me dê uma chance pra gente conversar.Assim que enviei a mensagem, tratei de apagar ela da caixa de saída.
Peguei uma frigideira, acendi o fogo e comecei a fritar uns ovos. Fui rápido pra sala e procurei meu celular atrás das almofadas do sofá. Aproveitei pra ver se a Majo ainda tava dormindo profundamente. Voltei correndo pra cozinha e liguei pra Laura.
— Oi, Laurita, como é que a vida tá te tratando?
— Por que tanta animação? — respondeu num tom meio agressivo.
— Laurita, porque você caiu nas graças do céu. Tenho uma notícia muito boa pra você, outra nem tão boa e uma proposta... Você cumpriu muito bem seu objetivo e por isso ganhou uma recompensa. Já que me fez tão feliz, tô disposto a pagar de uma vez três parcelas da hipoteca.
— Sério?
— Sim, Laura, mas tenho uma notícia ruim. Essas são as três últimas parcelas que vou pagar pra você. Não vou mais te usar. Claro que essas três parcelas podem virar cinco se você estiver disposta a me fazer um último favor.
— Me conta, do que se trata?
— Quero que você conte pra Esperanza que transei com a Majo. Topa?
— Como você me dá nojo...
— Laurita, é uma oportunidade imperdível. Você vai ter cinco meses pra reconstruir sua vida às minhas custas. É tempo suficiente pra se reorganizar, e a única coisa que você precisa fazer é contar isso pra Esperanza.
— É que vou aceitar. Só pra acabar com essa sua chantagem, sou capaz de quase qualquer coisa. Mas olha, tem que ser sério, cumprir sua palavra.
— Fica tranquila, pode contar com isso.
Servi o café da manhã e coloquei numa bandeja. Antes de levar pra sala, procurei no celular da Majo o número do Javier e depois deixei ele na bolsa dela. Voltei pra cozinha pegar o café e levei pra Majo. Acordei ela tentando ser suave e carinhoso. Dei um beijinho nela e entreguei a bandeja com o café.
Perguntei se ela tinha acordado um pouco mais animada. Parecia que sim, e ela confirmou com as palavras. Depois perguntei se ela tinha algo pra fazer, se precisava sair e se eu Podia ajudar em algo. Mas ela respondeu que não, que preferia ficar o dia inteiro em casa. Sugeri que tomássemos um banho juntos e depois víssemos um filme. O filme ela aceitou; já a proposta do banho, ela disse "vamos devagar".
Ela terminou de tomar café e foi tomar um banho. Eu fiquei deitado no sofá pensando, matutando meu plano pra ver se algo podia dar errado. Mas não tinha pontas soltas.
Majo saiu do banheiro com uma toalha enrolada no corpo e outra na cabeça. Se trancou no quarto pra se vestir. Nesse instante, o interfone tocou. Era o Javier: "Majo, você abre pra mim?"
Não respondi nada, só apertei o botão pra abrir a porta do prédio. Saí correndo e peguei meu celular. Rapidamente mandei pro Javier as fotos do que rolou na noite anterior com a Majo.
A campainha do apartamento nunca tocou. Quando a Majo saiu do quarto, me perguntou:
— Quem chegou?
— Uma senhora, mas se enganou. Perguntou pelo Juan Luis.
— Ah. Que filme a gente vai ver?
— Que tal "Um Corpo que Cai"?
— Mmm, vale. Quer comida peruana?
— Sim.
— Liga e pede.
Sentamos pra ver o filme e, no meio disso, a Majo recebeu uma mensagem do Javier que dizia o seguinte:O apartamento? O apartamento daqui pra frente é problema seu, você fica com ele mas quem paga é você. Não me procure mais na sua vida de puta.Majo caiu na depressão assim que viu a mensagem. Passei o resto do dia tentando animar ela.Este relato é 99% real. Os nomes dos personagens e algumas situações foram modificados pra proteger a identidade das pessoas.
Quem quiser fotos das protagonistas desse relato é só me avisar.
DÉCIMA SEGUNDA PARTE: Majo e o renascer de uma ilusão; Susana e uma tentaçãoCompletamos seis meses de namoro. O Javier tinha ficado pra trás. Do mesmo jeito que a Esperanza, que agora sentia um ódio profundo por mim. O importante era que eu e a Majo estávamos reconstruindo nossas vidas, nos apoiando um no outro. A família dela nunca apoiou, mas nesses seis meses a gente não viu eles nem uma vez...Twitter: @felodel2016
9 comentários - Fodi minha namorada, a mãe e as irmãs dela (Capítulo 11)
van puntos
Ya que insistis con compartir las imagenes sería muy desconsiderado de mi parte no aceptarlas jajaja.
Espero las continuaciones de los relatos y van puntos
El 12 ya está publicado...