Olá garota Poringa. Publicei este relato na página todorelatos.com com meu pseudônimo NoiteVermelha e agora os trago para que o desfrutem. Não esqueçam de comentar e compartilhar :)
Depois de muitos meses, a voltei a ver. Estava parada sob o arco da porta número 48 submetida à distorção das luzes roxas do corredor. Nancy estava ali, esperando, procurando entre a multidão um novo cliente, sorrindo forçadamente, igual de linda que sempre. No início não sabia o que fazer, não sabia se devia sequer passar por lá, não por medo de que me reconhecesse, mas sim para eu a vergonhar ao reconhecê-la. Por um tempo foi a secretária pessoal da minha mãe na empresa que dirige no Centro. Dois anos esteve ela ali, atrás do escritório de caoba, trabalhando servil e eficientemente para a empresa. Sempre recatada, sempre tímida. Gostava desde o começo, mas nunca me atrevi a fazer nada, principalmente porque nesses dias (melhor dito, nesses anos) eu estava comprometido. Suponho que não era exatamente um obstáculo, mas o fato de ela ser uma trabalhadora da empresa e, pior ainda, dependente direta da minha mãe, colocava mais obstáculos do que necessários ao assunto. Creio que também lhe gostava, ou pelo menos me dava essa impressão cada vez que estava perto dela pois se tornava nervosa, abaixava a cabeça, jogava com o cabelo ou ria tontamente. Era divertido. E então parava de seu assento e deixava à vista de todo o mundo o espetáculo impressionante do seu corpo. Corpo de guitarra, diz a canção. Pequenos seios, mas uma cintura infernal capaz de levar mil homens diretamente ao abismo da loucura e um traseiro redondo e carnoso do qual logo se abasteceram meus sonhos mais demenciais. Bastava apenas vê-la para sucumbir ao escândalo da sua carne, da sua figura esculpida com um cinzel sobre mármore escuro. Era sensual e linda, mas ao mesmo tempo inobtenível devido ao desafortunado contexto em que me encontrava. Assim desisti de realizar algo a respeito e preferi enfocar-me na minha relação, uma longa carreira que eventualmente desemboca em uma nada infinita. Nancy também deixou o trabalho, segundo minha mãe por motivos pessoais que Não me atrevi a divulgá-la. Pensei que nunca mais a veria, mas o mundo, embora amplo e estranho, às vezes se converte em uma pequena máquina de realizar milagres, e fui um grande com o qual me encontre. Me detive em seco quando a vi; primeiro não dando crédito ao que se mostrava diante dos meus olhos, luego assombrado pela certeza do descobrimento. Nancy era uma puta. O seria ela já quando a conheci? Sabia que tinha uma irmã pequena a quem cuidava. O faria por isso? Ou talvez houvesse algum outro motivo? Não me parecia tão descabellado ser puta, pelo menos desde um ponto de vista economicamente estrito. Os homens nos desvivemos pela nossa ansiedade de sexo e o dinheiro nunca significa impedimento algum. Deveria aproximar-me dela? Não era exatamente um lugar onde se pudessem entablar uma conversação amical... Como estavas? Como vai o negócio? A quem te pegaste ontem? Absurdo... Detido no corredor, via como alguns se aproximavam e posavam disimuladamente suas mãos sobre seu corpo. Era bastante bizarro o que sentia ao ver aquela cena tão surrealista proveniente de meu voyeurismo improvisado. Alguém entrou com ela para o quarto. O tipo estava como louco, e como não estar? Decidi ir tomar uma cerveja com os outros. Uma cerveja que durasse 20 minutos, por favor, pois era isso que durava cada sessão. Todos me viam algo consternado, mas me resisti a dizer alguma coisa. Teria sido, no mínimo, vergonhoso ter Ron e Frank me arengando desde o corredor algumas portas abaixo enquanto tentava convencer minha amiga recém-descoberta como puta de fazer um polvo por causa dos velhos tempos. Ou bem não estava seguro disso. Havia putas muito melhores que ela, muitos corredores que ainda não havia percorrido, muita noite pela frente. Provavelmente para ela seria apenas trabalho... ou talvez não? Não sou exatamente um putero, mas estou certo de que o motivo de ir a esses lugares sagrados é para coger como se não... Haveria amanhã, libertar-se das feridas e penúrias num corpo sinuoso e uma cara bela que nunca mais verias novamente, circunstância que provia de energia até mesmo maior do que achavas estar guardando. Somos animais e o sexo em sua forma mais primitiva não é mais que um instinto de sobrevivência, instinto danificado posteriormente por nós em nossa busca perene e infrutífera do amor. Eu conhecia essa garota, gostava, queria pegá-la, sim, mas nos dias em que trabalhava para nós me pareceu muito mais que apenas um corpo voluptuoso: parecia uma mulher valiosa. Não sabia se era pela cerveja que comecei a divagar tanto, mas decidi que fosse ela mesma quem me guiase à decisão certa. Assim bebi mais uma. Dez minutos. E mais outra. E a última. Não sabia o que aconteceria, mas devia ir. Vinte minutos. Tempo.
A porta da sala 48 ainda permanecia fechada. Havia possibilidade de que o tipo tivesse comprado um segundo turno, mas isso seria um incidente raríssimo. A maioria dos assistentes do aquelarre vinham com um apetite pronto para provar diferentes tipos de carne, repartir o dinheiro entre diferentes musas e não dilapidá-lo tudo em uma só mulher. Tinha que esperar. Deu uma volta pelo lugar, olhando algumas das outras candidatas. O recuerdo de Nancy me havia nublado de tudo o mais, mas a verdade era que no recinto havia suficientes mulheres para saciá-lo até o dia da minha morte. À mercê das luzes carmesíes, os corpos de todas elas pareciam ter sido produzidos por alguma malsana combinação de álcool, drogas e os desejos de todos os homens da história. Filas aparentemente intermináveis de corpos jovens se apresentavam em todos os corredores, todas acompanhadas de pobres diabos atraídos como moscas à miel entre seus muslos. Risos, palavras, promessas e bilhetes iam de lado a lado nesse pequeno Éden. E no centro, uma plataforma multicolor gigantesca onde duas garotas se lambiam os coños uma para a outra. ambas à espera de uma nova ordem do próximo sortudo dentro do público respeitável que se ganhasse a oportunidade. Álcool corria às raudales pelas mesas também. Fumo colorido pelas luzes da noite. Gente diluindo seus sentidos entre a explosão de sentidos e espíritos. Nirvana a apenas uns bilhetes de distância. O dinheiro pode não comprar a felicidade, mas pelo menos te deixa alugá-la por algumas horas, talvez também formar uma imagem que se assemelhe à saudade mais profunda da sua mente. Digo, vocês ouviram falar de um lugar melhor que este? Delusões próprias de um desafortunado, pode ser assim. Quem sabe o que passaria pela minha cabeça se essa visita não fosse algo tão esporádico, tão fugaz. Provavelmente a minha visão imbuída de vaidade terminaria viajando para novos terrenos, áreas inóspitas proibidas para o homem comum, mas não para aquela nova versão de mim.
Voltei perto do lugar onde estava o quarto de Nancy. A porta seguia fechada, mas os novos 20 minutos já estavam prestes a se cumprir. As putas são pontuais, ao menos as boas. São honestas também; não te dão senão o que estipulam no contrato verbal selado por papéis com números inscritos neles. E as rematadamente boas são aquelas que sabem como desfrutar, como se entregar por completo a seu fazer. Um dos melhores trabalhos, se me permitem. O trabalho em que não precisas mais mentir para continuar nele um dia mais, esse é o melhor trapojo. Tudo o que precisamos como clientes é ver uma sonrisa de aprovação sincera para poder continuar com a faena dando o melhor de nós. E convém isso às putas boas, assim acabamos mais rápido? A que não? Se apenas todas entendessem isso...
20 minutos mais e a porta se abriu. O tipo saiu com uma sonrisa de orelha a orelha. Estava renovado, voltou ao mundo com todos os ossos reacomodados, preso de uma nova fascinação pela vida. Nancy regressou à sua sonrisa plástica, se parou sensualmente apoiando-se no borde da porta e voltou a esperar. Para minha sorte, olhava na direção contrária à onde eu estava, não creo ter podido me aproximar se sua visão estivesse sobre mim o tempo todo.
- Olá
Nancy virou para me ver, mas não disse palavra. Abriu muito os olhos e a boca tomou uma expressão de surpresa sincera. Estava perplexa.
- Olá Nan...
Tomou-me da camisa e empurrou-me violentamente dentro do quarto, fechando a porta atrás de si.
- O que fazes aqui? Não se te ocorra dizer esse nome!
Ouvi-lo havia esquecido. Provavelmente nem o nome nem a pessoa Nancy existiam nesse mundo.
- Peço desculpas, apenas me surpreendi muito ao ver-te. Não sabia como me aproximar...
- Não sabias? – estava estranha - Me havias visto há um tempo?
- Bem, te vi há cerca de 40 minutos…
Estava aterrorizada.
- Por favor, dize que não disse a ninguém meu nome real. Viste com amigos, suponho... Diga que não disse nada – suplicou.
- Tranquila. Só eu sei o seu segredo – disse, e sorri tratando de aliviar a tensão no ambiente, mas a ela não pareceu fazer-lhe efeito. Comecei a ver ao meu redor. Mais luzes vermelhas inundavam o ambiente. Não havia mais que uma cama, uma mesa de cabeceira e uma porta mais além da que dava para o corredor que supunha era a do banheiro. Todo cheirava a sexo. Ela estava parada sob o arco da porta principal, assustada, me olhando como se tentasse decifrar-me.
- O que exatamente você quer de mim? – perguntou-me – Você quer tirar? Acaso não há outras putas disponíveis em todo o local?
- Oi...
- Me estás brincando ou o quê?
- Não, para nada – assegurei-lhe.
- Pois então devias ter procurado outra e não eu.
- Oi, eu apenas vinha falar. Foi você quem me meteu nesse quarto.
- Ibas a dizer meu nome!
- E já pedi desculpas por isso!
Se não baixássemos a voz em breve, um dos guardas viria a atrapalhar.
- Está bem – disse finalmente. Nancy parecia... Estar liberando uma luta interna – Desculpa, mas é a primeira vez que isso me acontece. Nunca pensei que eu encontraria alguém conhecido no meio desse trabalho, menos contigo – E sorriu. Levemente, mas já era algo.
- Eu também não pensava encontrar-te aqui. Como devo chamar-te?
- Melanie. Embora suponha que os nomes não importam mais e isso.
Melanie sentou-se na cama ao meu lado e começou a rir novamente com aquela risa idiota que tanto me agrada. Que cena surrealista em que nos encontrávamos!
- Acabo de me dar conta de que estou com as tetas ao ar... Falando como se nada fosse contigo. Ja, ja.
- Bem... – Não tinha nada para refutar isso.
- Espere um segundo – disse-me – Vou sair e direi a Carlos que vou tomar um descanso, senão me cobrarão por esses minutos.
- Vale.
Tal como estava, saiu ao corredor, não sem antes fechar a porta. Em verdade esperava que não se demorassem muito. Uma coisa era estar com ela no quarto, outra completamente diferente era estar sozinho nesse tugúrio malcheiroso e prestes a desabar. Entrei no banheiro. O lixo estava meio cheio de condões usados, papel higiênico e alguns embalagens de lubrificante. Abri a pequena gaveta debaixo do espelho: condones embrulhados, mais lubrificante, álcool em gel, algumas pastilhas. Era realmente essa mulher a Nancy que havia conhecido por tanto tempo?
Quando saí do banheiro, ela já estava sentada novamente na cama, luz vermelha abrigando-nos ambos.
- Me deram 40 minutos, ou seja, terei que ficar até um pouco mais tarde.
- Desculpe – disse, embora fosse mentira. Desviei meu olhar para suas pernas cruzadas, um par de maravilhas, nada mais.
- Vamos, pergunte-me o que quiseres. Faça bom uso desses 40 minutos – retou-me.
- Bem... – Tinha realmente muitas perguntas na cabeça – O primeiro que me vem à mente é: ¡¿O que diabos estás fazendo aqui?!
- Ah? – Parecia contrariada – Não é óbvio? Trabalhar, nada mais que isso.
- Claro, eu entendo, mas você era secretária da minha mãe até alguns meses atrás! E estudava contabilidade à noite!
- Bom, sim. Ainda estudo, de fato. Mas deixei o outro trabalho para me dedicar completamente a este. O dinheiro não é nada desprezível, sabes? O do seu pai era apenas uma fachada para parecer que conseguia sustentar-se com um trabalho “honesto”, se é que isso significa alguma coisa. Há alguns meses eu me cansei de fingir como secretária, um trabalho que me exigia muito tempo para a paga que consegui (não me malinterprete, apenas que aqui ganho mais do triplo do que ganhava ali) e que já se me fazia rotineiro. Com o que eu levo aqui alcança para mim e minha irmã, além de que me sobra para dar algum luxo. Me proporcionou independência, sabes?
- Fazes que soe maravilloso.
- E é, a maioria das vezes. Nunca falta algum estúpido que quer sair do cardápio. Mas todos pagam em dinheiro vivo ao menos.
- Enquanto falava, uma mulher completamente diferente da que conhecia se mostrava ante mim. E essa me gostava ainda mais.
- Vês completamente diferente como eras na oficina.
- Ah, sim? – podia jurar que, apesar da luz vermelha, suas faces haviam se encendido – Por quê?
- Porque ali eras muito tímida. Cheguei a pensar que te dava medo ou algo.
- Miedo? Ja, devias ver os homens que me buscam aqui… Não, o que acontecia era que eu gostava de você... Você sabia, não? – parecia expectante.
- Sim. Bom, eu suspeitava.
- Tendo a me pôr assim quando isso me ocorre, jaja – uma risada tonta mais – não posso mudar. Pensava que algum dia você me convidaria para sair, mas só esperei e esperei.
- Quis fazer, de verdade, mas lembra que eu estava namorando naquela época.
- Em aquela época? – buscou meu olhar – Isso quer dizer que agora não está mais com ela?
- Não – assegurei-lhe – acabou tudo.
- Oh, que pena – se havia entristecido não se não notava em absoluto.
- Não funcionou simplesmente – continuei – Pensé em buscar-te, mas já havias deixado o trabalho.
- Vamos – parecia incrédula – Isso só dizes para que eu vá com você nesse instante – o que de fato não era uma má ideia.
- Digo isso sério. Quis fazer mesmo antes, quando estava com ela. Suponho que sabia que aquilo não tinha futuro, embora tenha tomado a decisão demasiado tarde.
- Sim…
Ficamos em silêncio durante alguns segundos. Meu olhar se desviava para o seu corpo enquanto isso. Morria de vontade por tocá-lo, por percorrer com minhas mãos, com minha boca. Ver-lo em todo seu esplendor, completamente nu. Não era acaso isso por que todos esses homens entravam nesse quarto? Estávamos, afinal, no lugar que ela chamava de trabalho. Dava-me conta que havia alguns sentimentos encontrados, sim, mas aquele corpo me atraía demais.
- Melanie… Quanto... quanto ganhas?
- O que?
- Que quanto ganhas…
Melanie me olhava sem saber o que responder. Fez-se silêncio no quarto novamente.
- Ah, isso... Você quer fazer isso?
- Não – apressei-me a dizer – Digo, não sei. Quanto ganhas seria uma melhor pergunta, creio.
- Gano bem. E se você quiser algo mais, não poderia cobrar simplesmente. Sempre pensei em fazer isso com você gratuitamente.
Estava no quarto de um bordel com a mulher mais sexy que havia conhecido alguma vez na minha vida e essa acabara de dizer-me que queria ter sexo comigo. Um puta sonho, sim, um doce e puta sonho provido por uma sublime puta à qual tive a sorte de conhecer uns anos atrás. Eu era algo como um cliente mais, mas ela era toda uma fantasia para mim, diosa puta entre as mulheres dessa realidade baixada da terra para caminhar por um minuto unida a um anjo caído, anjo à sua disposição, pelo menos durante 20 minutos.
- Vou fazer que você se sinta muito bem, lindo. Vou dar-lhe o tratamento mais especial.
- Não direi que não
Dio um pico e logo se dirigiu à mesa de noite ao outro extremo da cama, andando devagar, sacando o bumbum, iniciando o espetáculo.
- Papi, pode tocar e beijar tudo que quiser – me disse estando de costas – serás o único em toda a noite com esse privilégio.
Em outras palavras, seu corpo era todo meu por tempo que nos restava. Em outras palavras, podia aproximarme a ela nesse instante em que se inclinara num ângulo de nãoventa graus apenas para retirar um pacote de preservativos da mesa de noite mais acessível do mundo, podia palpar o lugar mais recôndito de todo seu vale sem temor a represálias, isso queria dizer. A vista era sublime: um bumbum perfeito coberto por uma fina camada de tecido a apenas segundos de ser meu. Enquanto se aproximava via também suas tetas, seu longo e delgado pescoço, seus lábios carnudos cheios de jugo enlouquecedor. Atirou o preservativo para o lado e colocou-se frente a mim. Todo seu corpo era sonho, mas o que queria ver era seu bumbum. A voltei enquanto ela sorria, ficando frente a mim apenas aquelas cimas gloriosas. Com minhas mãos tomei a delgada peça que o cobria e a baixei muito devagar, atento a cada detalhe que se me ia desvelando, cada novo centímetro de sua pele tersa e café. Logo a obra de arte ficou exposta. Grande, redondo, liso, sem imperfeição alguma... Aproximei minha boca instintivamente a ele e o lamí e mordi como quiser.
- ¿Te gusta mi culo, papi?
- Sí... Es perfecto.
E o melhor era que ela sabia usá-lo. Fez-se para trás, deixando-me hundir meu rosto nele, embriagando-me com o cheiro de sua ansiedade.
Se afastou de mim após alguns segundos. Me mirava divertida, me entregava toda sua sonrisa.
- Deberías ver tu rostro en este momento
Não havia maneira de controlar qualquer expressão que fosse da minha cara no meio do mar de prazer.
- Es tu culpa, Mel.
Asintiu complacida.
- Quítate la ropa, papi. Comencemos a jugar.
Me quité a camisa, os jeans e... Os sapatos em um abrir e fechar os olhos. Só me quedei com o boxeador em cima, onde se desenhava já uma ereção prominente.
- Isso também é tua culpa – disse, apontando para minha entreperna.
- Lo sei
Caí de bunda sobre a pequena cama do quarto. Sentia o calor do seu corpo voltar-se sobre mim como uma maré de fogo, como um gás venenoso e doce, uma droga doce. Seu cabelo roçava contra meu torso nu enquanto aproximava sua cara à minha. Vou fazer-te sentir muito bem, susurrou no meu ouvido. O controle recaía completamente sobre ela e não tinha a menor intenção de mudar isso.
Outro pequeno beijo e em seguida vi perder seu rosto rua abaixo. Sua língua estendida lambia meu peito e meu abdome enquanto ela levantava os olhos, tentando encontrar meus olhos, seres estranhos perdidos na lua.
- Deixa-me ver o que há aqui...
Meu cock ereto como um asta viu-se finalmente livre após ela me tirar os interiores. Estava completamente duro e palpitante, ansioso de provar o corpo daquela mulher.
- Vai...
- Te gusta?
- Me encanta
Uma mão tomou o tronco do meu membro e começou a pajear-me enquanto com a outra procurava o condom que estava na cama. Melanie estava deliciada pelo prazer que sabia me estava concedendo. O poder pode ser às vezes o afrodisíaco mais poderoso em existência.
Agarrou finalmente o condom e me o mostrou antes de tratar de abri-lo.
- Me la chuparás com o forro posto? – tentei soar o mais desapontado que pude, algo quase impossível.
- São as regras, bebê. Em outro lugar faria sem isso, mas...
- Não sou exatamente tua cliente, Nancy – disse seu nome no tom mais grave que pude dar-lhe. Queria ver até onde podia ceder.
- Sabes que poderia fazer-te echar à rua, verdade?
Levantei-me e dei um beijo de verdade, não um simples pico. Minhas mãos saborearam sua cintura e suas nádegas e todo o seu corpo nu estava em contato com o meu, mas o que lhe dava força a minhas palavras era... Intenções era o beijo: delicado e violento ao mesmo tempo, tentando convencê-la através do movimento dos meus lábios e língua, de fazer lembrar o passado uma vez mais.
- Vamos, Nancy. Faz-mo.
Assentiu. Seus olhos brilhavam. Eu havia conseguido.
Meu pau ereto foi devorado como nunca havia sido em minha vida. Melanie o metia até o fundo da garganta, provando cada centímetro enquanto me magreava os ovos com sua mão esquerda. Com a direita, acariciava meu abdome ou me fazia quando se o sacava da boca para dar mordiscos suaves ao meu glande inchado como uma grande romã.
- Que delícia, papi – disse ela, e então voltou a engulir-no por completo.
- Eres incrível.
Comecei a gozar-lhe a boca. Primeiro devagar, em seguida mais forte e rápido. Ela não parecia ter limites, pois cada vez que se o sacava para tomar um respiro apenas atinjava a dizer “mais...” enquanto posava seus olhos vermelhos e chorosos nos meus. “Mais, Manu, mais”. Nunca havia feito algo assim, nem mesmo em todos os anos de relação que eu havia tido, nem com nenhuma outra puta que me houvesse gozado. Era essa garota simplesmente outra puta mais? Talvez os sentimentos que eu havia sentido por ela fossem os que propiciavam sua liberação. Talvez.
- Ah... – suspirou ao tê-lo fora da boca. Um fio de líquido se desenhava em sua cara. Meu pau estava completamente molhado pela saliva dela. Brillava como com luz própria, como uma estaca vermelha no meio do quarto. Melanie começou a lamber-lhe, tratando de deixá-la limpa e sem impurezas, como uma serva sumisa.
- Devo deixá-la lista para pôr o preservativo, papi.
- Sim...
Já sem tantos líquidos adornando meu pau, Melanie colocou o preservativo sobre a ponta dele e com a mesma destreza que antes se o meteu dentro da boca, cobrindo-o completamente com a barreira de látex.
- Bem – disse ela, embevecida – Como você quer que eu me posicione para...?
TOC, TOC!
- Quem é?! – perguntamos, quase ao unísono, Aterrorizados.
- ¡Mel, já te passaste 10 minutos! ¡¿O que estás...?
- Descuida Carlos! - exclamou a mulher em cuclillas - Já estou atendendo!
- Sabias que devias ir ver-me há quinze minutos!
- Sim! - meu cock havia diminuído seu volume pela surpresa. Nancy parecia preocupar-se também após lhe dar uma olhada - Desculpa, termino e falamos!
- Pussy tia! Espero-te no escritório!
- E voltou a calma. Ou algo assim.
- Deus! Ele tem uma chave também, sabes? Se entrasse há 5 minutos e visse que te estava chupando sem proteção já estaria sem trabalho...
- Sim, linda... Mas já passou tudo... Volvamos.
- Deus... - parecia demasiado consternada.
- Inclinei-me e dei um novo beijo. Tínhamos que voltar ao round.
- Estou muito perto...
- Sim. Tranquila. Desfrutemos.
- Tens razão. E ainda não respondes o que me perguntaste há um ratico.
- O quê? - perguntei, perplejo.
- Como queres que eu me ponha para ti, papi? - sua mão começou a me pajear novamente e meu cock foi crescendo outra vez. Não precisava pensar muito na minha resposta.
- Quero que te pones em quatro, linda. Quero coger-te pelo cu.
Melanie não parecia surpreendida.
- Eres igual que todos - sorrisa tonta.
- Por que dizes isso?
- Todos querem coger-me pelo cu e não sei por quê - claramente estava jogando - O pior de tudo é que eu gosto demais.
- Alegro saber - disse, enquanto minhas mãos tomavam suas deliciosas nádegas.
- Há lubrificante na alacena do banheiro. Traze-o por favor?
Encontrei rapidamente o pacote pois já sabia onde se encontrava. Quando virei, um monumento à loucura esperava por mim: Melanie estava em quatro patas sobre a cama, tentando sacar todo o cu que podia. Seu uso do termo pussy deixava manar pequenos filamentos de seus jugos e seu pequeno buraco esperava mais acima, encerrando a glória.
- Hazlo já, papi - Nancy me olhava. Com a cabeça inclinada para um lado – Faz isso, pega-me pelo cu.
Coloquei um pouco de lubrificante sobre meu pau firme e outro pouco sobre seu ânus.
- Uff. Está frio…
Com minha mão dirigi minha membro para o buraco que tinha à frente. Meu glândula pressionava contra seu ânus, abrindo-o de a poucos, ingressando na cavidade apenas.
- Siga, siga…
Ejetou um pouco mais de lubrificante no buraco e voltei a tentar. Esta vez se dilatou mais e pude ingressar toda a cabeça do meu pinga. Deixei lá uns segundos mais esperando para que seu cu se adaptasse ao pedaço de carne. Melanie separava suas nádegas com as mãos tratando de fazer mais fácil o meu trabalho, embora a verdade seja que seu cu oferecia uma resistência mínima.
- Já estou pronta, bebé… Entre mais…
- Bem…
A saquei para iniciar o recorrido novamente, ao que Melanie respondeu com um sonoro bufido. Me adiantei outra vez e nessa ocasião seu cu devorou meu pinga toda. Seu reto apertava minha carne, era uma sensação maravilhosa. Aquel cu era o melhor de quantos me havia cogido.
- Ah… Que yummy cock… – Nancy se rendeu e apoie sobre a cama a parte superior do seu corpo, deixando erguido apenas seu tremendo traseiro, que se sustentava além disso por minhas duas mãos.
- Nunca me havia cogido um cu como o teu, Nancy. Eres perfeita. Me vais a fazer louco.
- Ah…
Comecei a me mover. Suas volumosas nádegas amorteciam meu vaivém. O roce de nossos corpos me excitava demasiado. Verla assim, cogida pelo cu por meu pinga, era uma imagem indeleível.
Me movia devagar, mas quando senti que seu reto se acomodava à minha anatomia comecei a taladrar mais furiosamente. Meus gemidos então começaram a se misturar aos dela.
- Ah…
- Ah… Me vais a romper… Manu… Meu cu... Ah…
Estava prestes a virar; cogê-la assim era demasiado excitante.
- Nan… Nancy – murmurei. Vamos mudar... Ven, pára...
Parecia acalambrada pois não podia caminhar bem. Me satisfazia verla assim. A abraçou por detrás e beijei suas pequenas e firmes tetas. Seu cu se pressionava contra meu pau, sensação que aumentava pois ela o movia de cima para baixo, aumentando o contato entre nossa carne.
- Me encanta seu pau... Me encanta como você agarra...
- A mim também me encantas, Nancy... Deví ter deixado quando devi, faz tempo... – minha boca beijava seu pescoço e minhas mãos a masturbavam.
- Ainda podemos... Podemos seguir em seguida...
- Sim...
Sentou-me ao lado da cama e atraiu-a para mim. Fiz sentar sobre mim, com meu pau completamente escondido no seu ânus.
- Ah...
Ela era quem agora se movia de cima para baixo enquanto eu apertava suas tetas.
- Ah... Meu cu... Ah...
- Siga, mami, siga, você vai me fazer virar.
- Ah... Ah...
Nancy começou a se mover mais rápido. Era a puta mais entregada que havia conhecido.
- Quero... Ah... Quero... Provar seu cúm, papi...
Se tivesse continuado a se mover por um segundo mais, eu teria vindo nesse instante, mas se zafou e num movimento rápido meu pau não estava mais coberto pelo condão e sua boca engolia meu pau no ponto de explodir. Não podia aguentar mais. Iria enlouquecer se não me vinha.
- Ah...
Chuvas de leite quente saíram do meu pau diretamente dentro da sua boca. Um, dois, três. Foi o orgasmo mais forte que havia sentido nunca. Quatro, cinco. Meu pau escupia seus últimos chorros já fora da boca de Nancy, impregnando áreas ao redor de sua nariz e seus lábios, zonas que ela limpou com sua língua e dedos.
- Foi incrível, bebê...
- Por um segundo pensei que morreria de tanto prazer. Você é uma deusa...
Continuou me chupando até o tamanho do meu membro se reduzir à sua posição de descanso. Era sumamente improvável que voltasse a despertar após tremenda batalha.
Lavei-me com um pouco d'água do cano e me vesti como pude. Meu corpo estava um pouco atordoado, embora não fosse o único. Nancy tinha... Já pussei novamente o meu uniforme de trabalho. Nos beijamos novamente, abraçados, quase como namorados.
- Isso não vai terminar aqui, verdade?
- Claro que não.
Tomou o celular do meu bolso e escreveu algo nele, suponho que seu número.
- Sáio às três e faltam apenas três horas para isso. Você espera por mim?
- Aqui? – a minha mão percorria a curvatura de sua espalda e o início de seu traseiro – Não seria estranho se você fosse visto saindo com um “cliente”?
- Não, haha, aqui não – me deu um bom beijo e uma palmada na bund – na direção que eu acabei de escrever no seu telefone.
Vi o aparelho. O mensagem dizia: “Avenida dos Lários 258, segundo andar <3”.
- Minha irmã está até amanhã com meus avós…
- Já vejo… Pois então…
- Sim… – sua expressão era de felicidade.
- Nós nos vemos lá?
- Claro – dei um novo beijo – tente não trabalhar muito, tá?
- Por suposto!
Dei um último beijo e caminhei para a porta.
- Diga a Carlos que desculpe as molestias…
- ¡Ja! Farei.
Cerrei a porta. Novamente vi as luzes vermelhas.
Depois de muitos meses, a voltei a ver. Estava parada sob o arco da porta número 48 submetida à distorção das luzes roxas do corredor. Nancy estava ali, esperando, procurando entre a multidão um novo cliente, sorrindo forçadamente, igual de linda que sempre. No início não sabia o que fazer, não sabia se devia sequer passar por lá, não por medo de que me reconhecesse, mas sim para eu a vergonhar ao reconhecê-la. Por um tempo foi a secretária pessoal da minha mãe na empresa que dirige no Centro. Dois anos esteve ela ali, atrás do escritório de caoba, trabalhando servil e eficientemente para a empresa. Sempre recatada, sempre tímida. Gostava desde o começo, mas nunca me atrevi a fazer nada, principalmente porque nesses dias (melhor dito, nesses anos) eu estava comprometido. Suponho que não era exatamente um obstáculo, mas o fato de ela ser uma trabalhadora da empresa e, pior ainda, dependente direta da minha mãe, colocava mais obstáculos do que necessários ao assunto. Creio que também lhe gostava, ou pelo menos me dava essa impressão cada vez que estava perto dela pois se tornava nervosa, abaixava a cabeça, jogava com o cabelo ou ria tontamente. Era divertido. E então parava de seu assento e deixava à vista de todo o mundo o espetáculo impressionante do seu corpo. Corpo de guitarra, diz a canção. Pequenos seios, mas uma cintura infernal capaz de levar mil homens diretamente ao abismo da loucura e um traseiro redondo e carnoso do qual logo se abasteceram meus sonhos mais demenciais. Bastava apenas vê-la para sucumbir ao escândalo da sua carne, da sua figura esculpida com um cinzel sobre mármore escuro. Era sensual e linda, mas ao mesmo tempo inobtenível devido ao desafortunado contexto em que me encontrava. Assim desisti de realizar algo a respeito e preferi enfocar-me na minha relação, uma longa carreira que eventualmente desemboca em uma nada infinita. Nancy também deixou o trabalho, segundo minha mãe por motivos pessoais que Não me atrevi a divulgá-la. Pensei que nunca mais a veria, mas o mundo, embora amplo e estranho, às vezes se converte em uma pequena máquina de realizar milagres, e fui um grande com o qual me encontre. Me detive em seco quando a vi; primeiro não dando crédito ao que se mostrava diante dos meus olhos, luego assombrado pela certeza do descobrimento. Nancy era uma puta. O seria ela já quando a conheci? Sabia que tinha uma irmã pequena a quem cuidava. O faria por isso? Ou talvez houvesse algum outro motivo? Não me parecia tão descabellado ser puta, pelo menos desde um ponto de vista economicamente estrito. Os homens nos desvivemos pela nossa ansiedade de sexo e o dinheiro nunca significa impedimento algum. Deveria aproximar-me dela? Não era exatamente um lugar onde se pudessem entablar uma conversação amical... Como estavas? Como vai o negócio? A quem te pegaste ontem? Absurdo... Detido no corredor, via como alguns se aproximavam e posavam disimuladamente suas mãos sobre seu corpo. Era bastante bizarro o que sentia ao ver aquela cena tão surrealista proveniente de meu voyeurismo improvisado. Alguém entrou com ela para o quarto. O tipo estava como louco, e como não estar? Decidi ir tomar uma cerveja com os outros. Uma cerveja que durasse 20 minutos, por favor, pois era isso que durava cada sessão. Todos me viam algo consternado, mas me resisti a dizer alguma coisa. Teria sido, no mínimo, vergonhoso ter Ron e Frank me arengando desde o corredor algumas portas abaixo enquanto tentava convencer minha amiga recém-descoberta como puta de fazer um polvo por causa dos velhos tempos. Ou bem não estava seguro disso. Havia putas muito melhores que ela, muitos corredores que ainda não havia percorrido, muita noite pela frente. Provavelmente para ela seria apenas trabalho... ou talvez não? Não sou exatamente um putero, mas estou certo de que o motivo de ir a esses lugares sagrados é para coger como se não... Haveria amanhã, libertar-se das feridas e penúrias num corpo sinuoso e uma cara bela que nunca mais verias novamente, circunstância que provia de energia até mesmo maior do que achavas estar guardando. Somos animais e o sexo em sua forma mais primitiva não é mais que um instinto de sobrevivência, instinto danificado posteriormente por nós em nossa busca perene e infrutífera do amor. Eu conhecia essa garota, gostava, queria pegá-la, sim, mas nos dias em que trabalhava para nós me pareceu muito mais que apenas um corpo voluptuoso: parecia uma mulher valiosa. Não sabia se era pela cerveja que comecei a divagar tanto, mas decidi que fosse ela mesma quem me guiase à decisão certa. Assim bebi mais uma. Dez minutos. E mais outra. E a última. Não sabia o que aconteceria, mas devia ir. Vinte minutos. Tempo.
A porta da sala 48 ainda permanecia fechada. Havia possibilidade de que o tipo tivesse comprado um segundo turno, mas isso seria um incidente raríssimo. A maioria dos assistentes do aquelarre vinham com um apetite pronto para provar diferentes tipos de carne, repartir o dinheiro entre diferentes musas e não dilapidá-lo tudo em uma só mulher. Tinha que esperar. Deu uma volta pelo lugar, olhando algumas das outras candidatas. O recuerdo de Nancy me havia nublado de tudo o mais, mas a verdade era que no recinto havia suficientes mulheres para saciá-lo até o dia da minha morte. À mercê das luzes carmesíes, os corpos de todas elas pareciam ter sido produzidos por alguma malsana combinação de álcool, drogas e os desejos de todos os homens da história. Filas aparentemente intermináveis de corpos jovens se apresentavam em todos os corredores, todas acompanhadas de pobres diabos atraídos como moscas à miel entre seus muslos. Risos, palavras, promessas e bilhetes iam de lado a lado nesse pequeno Éden. E no centro, uma plataforma multicolor gigantesca onde duas garotas se lambiam os coños uma para a outra. ambas à espera de uma nova ordem do próximo sortudo dentro do público respeitável que se ganhasse a oportunidade. Álcool corria às raudales pelas mesas também. Fumo colorido pelas luzes da noite. Gente diluindo seus sentidos entre a explosão de sentidos e espíritos. Nirvana a apenas uns bilhetes de distância. O dinheiro pode não comprar a felicidade, mas pelo menos te deixa alugá-la por algumas horas, talvez também formar uma imagem que se assemelhe à saudade mais profunda da sua mente. Digo, vocês ouviram falar de um lugar melhor que este? Delusões próprias de um desafortunado, pode ser assim. Quem sabe o que passaria pela minha cabeça se essa visita não fosse algo tão esporádico, tão fugaz. Provavelmente a minha visão imbuída de vaidade terminaria viajando para novos terrenos, áreas inóspitas proibidas para o homem comum, mas não para aquela nova versão de mim.
Voltei perto do lugar onde estava o quarto de Nancy. A porta seguia fechada, mas os novos 20 minutos já estavam prestes a se cumprir. As putas são pontuais, ao menos as boas. São honestas também; não te dão senão o que estipulam no contrato verbal selado por papéis com números inscritos neles. E as rematadamente boas são aquelas que sabem como desfrutar, como se entregar por completo a seu fazer. Um dos melhores trabalhos, se me permitem. O trabalho em que não precisas mais mentir para continuar nele um dia mais, esse é o melhor trapojo. Tudo o que precisamos como clientes é ver uma sonrisa de aprovação sincera para poder continuar com a faena dando o melhor de nós. E convém isso às putas boas, assim acabamos mais rápido? A que não? Se apenas todas entendessem isso...
20 minutos mais e a porta se abriu. O tipo saiu com uma sonrisa de orelha a orelha. Estava renovado, voltou ao mundo com todos os ossos reacomodados, preso de uma nova fascinação pela vida. Nancy regressou à sua sonrisa plástica, se parou sensualmente apoiando-se no borde da porta e voltou a esperar. Para minha sorte, olhava na direção contrária à onde eu estava, não creo ter podido me aproximar se sua visão estivesse sobre mim o tempo todo.
- Olá
Nancy virou para me ver, mas não disse palavra. Abriu muito os olhos e a boca tomou uma expressão de surpresa sincera. Estava perplexa.
- Olá Nan...
Tomou-me da camisa e empurrou-me violentamente dentro do quarto, fechando a porta atrás de si.
- O que fazes aqui? Não se te ocorra dizer esse nome!
Ouvi-lo havia esquecido. Provavelmente nem o nome nem a pessoa Nancy existiam nesse mundo.
- Peço desculpas, apenas me surpreendi muito ao ver-te. Não sabia como me aproximar...
- Não sabias? – estava estranha - Me havias visto há um tempo?
- Bem, te vi há cerca de 40 minutos…
Estava aterrorizada.
- Por favor, dize que não disse a ninguém meu nome real. Viste com amigos, suponho... Diga que não disse nada – suplicou.
- Tranquila. Só eu sei o seu segredo – disse, e sorri tratando de aliviar a tensão no ambiente, mas a ela não pareceu fazer-lhe efeito. Comecei a ver ao meu redor. Mais luzes vermelhas inundavam o ambiente. Não havia mais que uma cama, uma mesa de cabeceira e uma porta mais além da que dava para o corredor que supunha era a do banheiro. Todo cheirava a sexo. Ela estava parada sob o arco da porta principal, assustada, me olhando como se tentasse decifrar-me.
- O que exatamente você quer de mim? – perguntou-me – Você quer tirar? Acaso não há outras putas disponíveis em todo o local?
- Oi...
- Me estás brincando ou o quê?
- Não, para nada – assegurei-lhe.
- Pois então devias ter procurado outra e não eu.
- Oi, eu apenas vinha falar. Foi você quem me meteu nesse quarto.
- Ibas a dizer meu nome!
- E já pedi desculpas por isso!
Se não baixássemos a voz em breve, um dos guardas viria a atrapalhar.
- Está bem – disse finalmente. Nancy parecia... Estar liberando uma luta interna – Desculpa, mas é a primeira vez que isso me acontece. Nunca pensei que eu encontraria alguém conhecido no meio desse trabalho, menos contigo – E sorriu. Levemente, mas já era algo.
- Eu também não pensava encontrar-te aqui. Como devo chamar-te?
- Melanie. Embora suponha que os nomes não importam mais e isso.
Melanie sentou-se na cama ao meu lado e começou a rir novamente com aquela risa idiota que tanto me agrada. Que cena surrealista em que nos encontrávamos!
- Acabo de me dar conta de que estou com as tetas ao ar... Falando como se nada fosse contigo. Ja, ja.
- Bem... – Não tinha nada para refutar isso.
- Espere um segundo – disse-me – Vou sair e direi a Carlos que vou tomar um descanso, senão me cobrarão por esses minutos.
- Vale.
Tal como estava, saiu ao corredor, não sem antes fechar a porta. Em verdade esperava que não se demorassem muito. Uma coisa era estar com ela no quarto, outra completamente diferente era estar sozinho nesse tugúrio malcheiroso e prestes a desabar. Entrei no banheiro. O lixo estava meio cheio de condões usados, papel higiênico e alguns embalagens de lubrificante. Abri a pequena gaveta debaixo do espelho: condones embrulhados, mais lubrificante, álcool em gel, algumas pastilhas. Era realmente essa mulher a Nancy que havia conhecido por tanto tempo?
Quando saí do banheiro, ela já estava sentada novamente na cama, luz vermelha abrigando-nos ambos.
- Me deram 40 minutos, ou seja, terei que ficar até um pouco mais tarde.
- Desculpe – disse, embora fosse mentira. Desviei meu olhar para suas pernas cruzadas, um par de maravilhas, nada mais.
- Vamos, pergunte-me o que quiseres. Faça bom uso desses 40 minutos – retou-me.
- Bem... – Tinha realmente muitas perguntas na cabeça – O primeiro que me vem à mente é: ¡¿O que diabos estás fazendo aqui?!
- Ah? – Parecia contrariada – Não é óbvio? Trabalhar, nada mais que isso.
- Claro, eu entendo, mas você era secretária da minha mãe até alguns meses atrás! E estudava contabilidade à noite!
- Bom, sim. Ainda estudo, de fato. Mas deixei o outro trabalho para me dedicar completamente a este. O dinheiro não é nada desprezível, sabes? O do seu pai era apenas uma fachada para parecer que conseguia sustentar-se com um trabalho “honesto”, se é que isso significa alguma coisa. Há alguns meses eu me cansei de fingir como secretária, um trabalho que me exigia muito tempo para a paga que consegui (não me malinterprete, apenas que aqui ganho mais do triplo do que ganhava ali) e que já se me fazia rotineiro. Com o que eu levo aqui alcança para mim e minha irmã, além de que me sobra para dar algum luxo. Me proporcionou independência, sabes?
- Fazes que soe maravilloso.
- E é, a maioria das vezes. Nunca falta algum estúpido que quer sair do cardápio. Mas todos pagam em dinheiro vivo ao menos.
- Enquanto falava, uma mulher completamente diferente da que conhecia se mostrava ante mim. E essa me gostava ainda mais.
- Vês completamente diferente como eras na oficina.
- Ah, sim? – podia jurar que, apesar da luz vermelha, suas faces haviam se encendido – Por quê?
- Porque ali eras muito tímida. Cheguei a pensar que te dava medo ou algo.
- Miedo? Ja, devias ver os homens que me buscam aqui… Não, o que acontecia era que eu gostava de você... Você sabia, não? – parecia expectante.
- Sim. Bom, eu suspeitava.
- Tendo a me pôr assim quando isso me ocorre, jaja – uma risada tonta mais – não posso mudar. Pensava que algum dia você me convidaria para sair, mas só esperei e esperei.
- Quis fazer, de verdade, mas lembra que eu estava namorando naquela época.
- Em aquela época? – buscou meu olhar – Isso quer dizer que agora não está mais com ela?
- Não – assegurei-lhe – acabou tudo.
- Oh, que pena – se havia entristecido não se não notava em absoluto.
- Não funcionou simplesmente – continuei – Pensé em buscar-te, mas já havias deixado o trabalho.
- Vamos – parecia incrédula – Isso só dizes para que eu vá com você nesse instante – o que de fato não era uma má ideia.
- Digo isso sério. Quis fazer mesmo antes, quando estava com ela. Suponho que sabia que aquilo não tinha futuro, embora tenha tomado a decisão demasiado tarde.
- Sim…
Ficamos em silêncio durante alguns segundos. Meu olhar se desviava para o seu corpo enquanto isso. Morria de vontade por tocá-lo, por percorrer com minhas mãos, com minha boca. Ver-lo em todo seu esplendor, completamente nu. Não era acaso isso por que todos esses homens entravam nesse quarto? Estávamos, afinal, no lugar que ela chamava de trabalho. Dava-me conta que havia alguns sentimentos encontrados, sim, mas aquele corpo me atraía demais.
- Melanie… Quanto... quanto ganhas?
- O que?
- Que quanto ganhas…
Melanie me olhava sem saber o que responder. Fez-se silêncio no quarto novamente.
- Ah, isso... Você quer fazer isso?
- Não – apressei-me a dizer – Digo, não sei. Quanto ganhas seria uma melhor pergunta, creio.
- Gano bem. E se você quiser algo mais, não poderia cobrar simplesmente. Sempre pensei em fazer isso com você gratuitamente.
Estava no quarto de um bordel com a mulher mais sexy que havia conhecido alguma vez na minha vida e essa acabara de dizer-me que queria ter sexo comigo. Um puta sonho, sim, um doce e puta sonho provido por uma sublime puta à qual tive a sorte de conhecer uns anos atrás. Eu era algo como um cliente mais, mas ela era toda uma fantasia para mim, diosa puta entre as mulheres dessa realidade baixada da terra para caminhar por um minuto unida a um anjo caído, anjo à sua disposição, pelo menos durante 20 minutos.
- Vou fazer que você se sinta muito bem, lindo. Vou dar-lhe o tratamento mais especial.
- Não direi que não
Dio um pico e logo se dirigiu à mesa de noite ao outro extremo da cama, andando devagar, sacando o bumbum, iniciando o espetáculo.
- Papi, pode tocar e beijar tudo que quiser – me disse estando de costas – serás o único em toda a noite com esse privilégio.
Em outras palavras, seu corpo era todo meu por tempo que nos restava. Em outras palavras, podia aproximarme a ela nesse instante em que se inclinara num ângulo de nãoventa graus apenas para retirar um pacote de preservativos da mesa de noite mais acessível do mundo, podia palpar o lugar mais recôndito de todo seu vale sem temor a represálias, isso queria dizer. A vista era sublime: um bumbum perfeito coberto por uma fina camada de tecido a apenas segundos de ser meu. Enquanto se aproximava via também suas tetas, seu longo e delgado pescoço, seus lábios carnudos cheios de jugo enlouquecedor. Atirou o preservativo para o lado e colocou-se frente a mim. Todo seu corpo era sonho, mas o que queria ver era seu bumbum. A voltei enquanto ela sorria, ficando frente a mim apenas aquelas cimas gloriosas. Com minhas mãos tomei a delgada peça que o cobria e a baixei muito devagar, atento a cada detalhe que se me ia desvelando, cada novo centímetro de sua pele tersa e café. Logo a obra de arte ficou exposta. Grande, redondo, liso, sem imperfeição alguma... Aproximei minha boca instintivamente a ele e o lamí e mordi como quiser.
- ¿Te gusta mi culo, papi?
- Sí... Es perfecto.
E o melhor era que ela sabia usá-lo. Fez-se para trás, deixando-me hundir meu rosto nele, embriagando-me com o cheiro de sua ansiedade.
Se afastou de mim após alguns segundos. Me mirava divertida, me entregava toda sua sonrisa.
- Deberías ver tu rostro en este momento
Não havia maneira de controlar qualquer expressão que fosse da minha cara no meio do mar de prazer.
- Es tu culpa, Mel.
Asintiu complacida.
- Quítate la ropa, papi. Comencemos a jugar.
Me quité a camisa, os jeans e... Os sapatos em um abrir e fechar os olhos. Só me quedei com o boxeador em cima, onde se desenhava já uma ereção prominente.
- Isso também é tua culpa – disse, apontando para minha entreperna.
- Lo sei
Caí de bunda sobre a pequena cama do quarto. Sentia o calor do seu corpo voltar-se sobre mim como uma maré de fogo, como um gás venenoso e doce, uma droga doce. Seu cabelo roçava contra meu torso nu enquanto aproximava sua cara à minha. Vou fazer-te sentir muito bem, susurrou no meu ouvido. O controle recaía completamente sobre ela e não tinha a menor intenção de mudar isso.
Outro pequeno beijo e em seguida vi perder seu rosto rua abaixo. Sua língua estendida lambia meu peito e meu abdome enquanto ela levantava os olhos, tentando encontrar meus olhos, seres estranhos perdidos na lua.
- Deixa-me ver o que há aqui...
Meu cock ereto como um asta viu-se finalmente livre após ela me tirar os interiores. Estava completamente duro e palpitante, ansioso de provar o corpo daquela mulher.
- Vai...
- Te gusta?
- Me encanta
Uma mão tomou o tronco do meu membro e começou a pajear-me enquanto com a outra procurava o condom que estava na cama. Melanie estava deliciada pelo prazer que sabia me estava concedendo. O poder pode ser às vezes o afrodisíaco mais poderoso em existência.
Agarrou finalmente o condom e me o mostrou antes de tratar de abri-lo.
- Me la chuparás com o forro posto? – tentei soar o mais desapontado que pude, algo quase impossível.
- São as regras, bebê. Em outro lugar faria sem isso, mas...
- Não sou exatamente tua cliente, Nancy – disse seu nome no tom mais grave que pude dar-lhe. Queria ver até onde podia ceder.
- Sabes que poderia fazer-te echar à rua, verdade?
Levantei-me e dei um beijo de verdade, não um simples pico. Minhas mãos saborearam sua cintura e suas nádegas e todo o seu corpo nu estava em contato com o meu, mas o que lhe dava força a minhas palavras era... Intenções era o beijo: delicado e violento ao mesmo tempo, tentando convencê-la através do movimento dos meus lábios e língua, de fazer lembrar o passado uma vez mais.
- Vamos, Nancy. Faz-mo.
Assentiu. Seus olhos brilhavam. Eu havia conseguido.
Meu pau ereto foi devorado como nunca havia sido em minha vida. Melanie o metia até o fundo da garganta, provando cada centímetro enquanto me magreava os ovos com sua mão esquerda. Com a direita, acariciava meu abdome ou me fazia quando se o sacava da boca para dar mordiscos suaves ao meu glande inchado como uma grande romã.
- Que delícia, papi – disse ela, e então voltou a engulir-no por completo.
- Eres incrível.
Comecei a gozar-lhe a boca. Primeiro devagar, em seguida mais forte e rápido. Ela não parecia ter limites, pois cada vez que se o sacava para tomar um respiro apenas atinjava a dizer “mais...” enquanto posava seus olhos vermelhos e chorosos nos meus. “Mais, Manu, mais”. Nunca havia feito algo assim, nem mesmo em todos os anos de relação que eu havia tido, nem com nenhuma outra puta que me houvesse gozado. Era essa garota simplesmente outra puta mais? Talvez os sentimentos que eu havia sentido por ela fossem os que propiciavam sua liberação. Talvez.
- Ah... – suspirou ao tê-lo fora da boca. Um fio de líquido se desenhava em sua cara. Meu pau estava completamente molhado pela saliva dela. Brillava como com luz própria, como uma estaca vermelha no meio do quarto. Melanie começou a lamber-lhe, tratando de deixá-la limpa e sem impurezas, como uma serva sumisa.
- Devo deixá-la lista para pôr o preservativo, papi.
- Sim...
Já sem tantos líquidos adornando meu pau, Melanie colocou o preservativo sobre a ponta dele e com a mesma destreza que antes se o meteu dentro da boca, cobrindo-o completamente com a barreira de látex.
- Bem – disse ela, embevecida – Como você quer que eu me posicione para...?
TOC, TOC!
- Quem é?! – perguntamos, quase ao unísono, Aterrorizados.
- ¡Mel, já te passaste 10 minutos! ¡¿O que estás...?
- Descuida Carlos! - exclamou a mulher em cuclillas - Já estou atendendo!
- Sabias que devias ir ver-me há quinze minutos!
- Sim! - meu cock havia diminuído seu volume pela surpresa. Nancy parecia preocupar-se também após lhe dar uma olhada - Desculpa, termino e falamos!
- Pussy tia! Espero-te no escritório!
- E voltou a calma. Ou algo assim.
- Deus! Ele tem uma chave também, sabes? Se entrasse há 5 minutos e visse que te estava chupando sem proteção já estaria sem trabalho...
- Sim, linda... Mas já passou tudo... Volvamos.
- Deus... - parecia demasiado consternada.
- Inclinei-me e dei um novo beijo. Tínhamos que voltar ao round.
- Estou muito perto...
- Sim. Tranquila. Desfrutemos.
- Tens razão. E ainda não respondes o que me perguntaste há um ratico.
- O quê? - perguntei, perplejo.
- Como queres que eu me ponha para ti, papi? - sua mão começou a me pajear novamente e meu cock foi crescendo outra vez. Não precisava pensar muito na minha resposta.
- Quero que te pones em quatro, linda. Quero coger-te pelo cu.
Melanie não parecia surpreendida.
- Eres igual que todos - sorrisa tonta.
- Por que dizes isso?
- Todos querem coger-me pelo cu e não sei por quê - claramente estava jogando - O pior de tudo é que eu gosto demais.
- Alegro saber - disse, enquanto minhas mãos tomavam suas deliciosas nádegas.
- Há lubrificante na alacena do banheiro. Traze-o por favor?
Encontrei rapidamente o pacote pois já sabia onde se encontrava. Quando virei, um monumento à loucura esperava por mim: Melanie estava em quatro patas sobre a cama, tentando sacar todo o cu que podia. Seu uso do termo pussy deixava manar pequenos filamentos de seus jugos e seu pequeno buraco esperava mais acima, encerrando a glória.
- Hazlo já, papi - Nancy me olhava. Com a cabeça inclinada para um lado – Faz isso, pega-me pelo cu.
Coloquei um pouco de lubrificante sobre meu pau firme e outro pouco sobre seu ânus.
- Uff. Está frio…
Com minha mão dirigi minha membro para o buraco que tinha à frente. Meu glândula pressionava contra seu ânus, abrindo-o de a poucos, ingressando na cavidade apenas.
- Siga, siga…
Ejetou um pouco mais de lubrificante no buraco e voltei a tentar. Esta vez se dilatou mais e pude ingressar toda a cabeça do meu pinga. Deixei lá uns segundos mais esperando para que seu cu se adaptasse ao pedaço de carne. Melanie separava suas nádegas com as mãos tratando de fazer mais fácil o meu trabalho, embora a verdade seja que seu cu oferecia uma resistência mínima.
- Já estou pronta, bebé… Entre mais…
- Bem…
A saquei para iniciar o recorrido novamente, ao que Melanie respondeu com um sonoro bufido. Me adiantei outra vez e nessa ocasião seu cu devorou meu pinga toda. Seu reto apertava minha carne, era uma sensação maravilhosa. Aquel cu era o melhor de quantos me havia cogido.
- Ah… Que yummy cock… – Nancy se rendeu e apoie sobre a cama a parte superior do seu corpo, deixando erguido apenas seu tremendo traseiro, que se sustentava além disso por minhas duas mãos.
- Nunca me havia cogido um cu como o teu, Nancy. Eres perfeita. Me vais a fazer louco.
- Ah…
Comecei a me mover. Suas volumosas nádegas amorteciam meu vaivém. O roce de nossos corpos me excitava demasiado. Verla assim, cogida pelo cu por meu pinga, era uma imagem indeleível.
Me movia devagar, mas quando senti que seu reto se acomodava à minha anatomia comecei a taladrar mais furiosamente. Meus gemidos então começaram a se misturar aos dela.
- Ah…
- Ah… Me vais a romper… Manu… Meu cu... Ah…
Estava prestes a virar; cogê-la assim era demasiado excitante.
- Nan… Nancy – murmurei. Vamos mudar... Ven, pára...
Parecia acalambrada pois não podia caminhar bem. Me satisfazia verla assim. A abraçou por detrás e beijei suas pequenas e firmes tetas. Seu cu se pressionava contra meu pau, sensação que aumentava pois ela o movia de cima para baixo, aumentando o contato entre nossa carne.
- Me encanta seu pau... Me encanta como você agarra...
- A mim também me encantas, Nancy... Deví ter deixado quando devi, faz tempo... – minha boca beijava seu pescoço e minhas mãos a masturbavam.
- Ainda podemos... Podemos seguir em seguida...
- Sim...
Sentou-me ao lado da cama e atraiu-a para mim. Fiz sentar sobre mim, com meu pau completamente escondido no seu ânus.
- Ah...
Ela era quem agora se movia de cima para baixo enquanto eu apertava suas tetas.
- Ah... Meu cu... Ah...
- Siga, mami, siga, você vai me fazer virar.
- Ah... Ah...
Nancy começou a se mover mais rápido. Era a puta mais entregada que havia conhecido.
- Quero... Ah... Quero... Provar seu cúm, papi...
Se tivesse continuado a se mover por um segundo mais, eu teria vindo nesse instante, mas se zafou e num movimento rápido meu pau não estava mais coberto pelo condão e sua boca engolia meu pau no ponto de explodir. Não podia aguentar mais. Iria enlouquecer se não me vinha.
- Ah...
Chuvas de leite quente saíram do meu pau diretamente dentro da sua boca. Um, dois, três. Foi o orgasmo mais forte que havia sentido nunca. Quatro, cinco. Meu pau escupia seus últimos chorros já fora da boca de Nancy, impregnando áreas ao redor de sua nariz e seus lábios, zonas que ela limpou com sua língua e dedos.
- Foi incrível, bebê...
- Por um segundo pensei que morreria de tanto prazer. Você é uma deusa...
Continuou me chupando até o tamanho do meu membro se reduzir à sua posição de descanso. Era sumamente improvável que voltasse a despertar após tremenda batalha.
Lavei-me com um pouco d'água do cano e me vesti como pude. Meu corpo estava um pouco atordoado, embora não fosse o único. Nancy tinha... Já pussei novamente o meu uniforme de trabalho. Nos beijamos novamente, abraçados, quase como namorados.
- Isso não vai terminar aqui, verdade?
- Claro que não.
Tomou o celular do meu bolso e escreveu algo nele, suponho que seu número.
- Sáio às três e faltam apenas três horas para isso. Você espera por mim?
- Aqui? – a minha mão percorria a curvatura de sua espalda e o início de seu traseiro – Não seria estranho se você fosse visto saindo com um “cliente”?
- Não, haha, aqui não – me deu um bom beijo e uma palmada na bund – na direção que eu acabei de escrever no seu telefone.
Vi o aparelho. O mensagem dizia: “Avenida dos Lários 258, segundo andar <3”.
- Minha irmã está até amanhã com meus avós…
- Já vejo… Pois então…
- Sim… – sua expressão era de felicidade.
- Nós nos vemos lá?
- Claro – dei um novo beijo – tente não trabalhar muito, tá?
- Por suposto!
Dei um último beijo e caminhei para a porta.
- Diga a Carlos que desculpe as molestias…
- ¡Ja! Farei.
Cerrei a porta. Novamente vi as luzes vermelhas.
2 comentários - Descobrimento
¿Por qué será que los que dicen esta frase tienen pocos comentarios (en este caso 0) y por ende pocas compartidas?
¿A cuento de qué vendrá eso de haberlo publicado con seudónimo en otra página?
Misterios...