A semente inútil - Cap 14: Fala, jogador

Esclarecimento: Todos os personagens envolvidos em atos sexuais são maiores de idade. Quanto aos demais, as informações são reservadas.

Pode conter linguagem ofensiva e situações milf (além das sexuais).

Capítulo anterior:http://www.poringa.net/posts/relatos/2806113/La-semilla-inutil---Capitulo-13-La-pintora.htmlAs aulas de pintura foram se sucedendo uma após a outra, sessões só de sexo. Devo confessar, em honra à verdade, que no começo me preocupava o fato de a Patrícia ser casada, e deixei isso claro na segunda aula, onde aperfeiçoei minha técnica de chupar buceta.
- Ahhh, meu amor. Meu bebê, esquece meu marido. Já estamos separados e logo vou ter meu divórcio... é, aí, aí... ele é um impotente de merda. Já você é um verdadeiro garanhão... Ufff, quando eu entrar na menopausa, espero que você continue tão vigoroso.

Naquela época, eu estava cursando o sétimo período, com minha fiel guitarra nas costas, quando uma garota me parou no corredor.
- Com licença, você poderia me dizer onde é a aula de teatro?
Ela falava vocalizando muito bem. O sotaque não era nacional. Era uma garota de pele preta, não morena, não mulata: preta, completamente preta, magra.
- No primeiro andar, você está no sexto.
- Obrigada. Você vai descer, né. Pode me acompanhar.

Eu concordei. Não precisei puxar assunto: ela era uma tagarela terrível.
- Com certeza você tá se perguntando de onde saiu essa preta - ela disse -, me chamo Carícia. Carícia Trujillo, sou da Colômbia. Vim como aluna de intercâmbio.

Ela tinha um corpo muito gostoso e, como toda garota de cor de verdade, tinha uma bunda enorme. "Como será que é por dentro?", pensei (se é que você me entende).

Carícia tinha uma facilidade de falar absurda, totalmente o oposto de mim.
- Julián, você gosta de teatro. Parece que sim, você tem um lado histriônico.
Ela ria com vontade. Quando não falava, cantava. E também gesticulava muito.

Eu cruzava com ela várias vezes na saída. Ela morava numa pensão pra mochileiros bem perto da faculdade.
- As meninas da minha aula me olham estranho, Julián. Você não sabe por quê, né.
Ela nunca usava interrogação. Era bem curiosa. Eu gostava dela, admito. Queria comer ela: era preta, não ia dizer não (eu sei, naquela época eu era muito jovem e estúpido, mente quadradona: logo eu entenderia meu erro).
Não foi difícil me tornar amigo dela.
Levei ela pra conhecer a cidade num sábado à noite. Ela tava fascinada pela arquitetura de Lima. Fomos ao teatro e depois jantar.
— O senhor vai me levar de volta pra casa — ela disse — já tá ficando um pouco tarde.
«Estudante do quinto período de arte dramática?», pensei. «Até parece formada.»
Chegamos no meio da chuva, uma torrencial daquelas bem longas.
— Uma vez visitei Macondo e chovia mais que aqui, mas ainda tá forte. Melhor entrar e ficar, senão vai pegar um resfriado.
Abençoei minha sorte. Fomos pro quarto dela, eu tava cheio de energia e não ia deixar a Carícia escapar. Peguei ela pela cintura e puxei pra perto pra beijar.
— Ei, o que que o senhor tá fazendo? Ainda nem se declarou nem nada.
Teria sido um balde de água fria se ela não tivesse rido, se divertindo.
— O senhor não pode me pegar assim, de repente. Com certeza quer primeiro me beijar e depois me fazer o love. Sou virgem, sabia?
Entendi que ela tava atuando: isso me ajudou a não explodir de rir. Resolvi atuar também. Falei que queria ela e que deixasse eu beijá-la.
— Assim tá melhor. Vem com a Carícia.
Nos beijamos suavemente. Minha pica já se insinuava entre as dobras da calça, lutando pra pegar um pouco de ar. Fui pra cama com ela.
— Ei, meu love, o senhor já vai com tudo. São todos iguais em Lima? Já falei que sou virgem.
Nos despimos até ficar de roupa íntima. Beijei cada centímetro da pele escura dela.
— Dá pra ver que o senhor gosta de chocolate.
Rimos. Tirei a cueca, deixando meu pau brilhar em toda sua dimensão. Carícia olhou, surpresa.
— O que o senhor vai fazer com isso?
Acariciei com meu pau duro a virilha dela por cima da calcinha azul clara, simulando uma penetração.
— Ai, ai. Que gostoso, Julián. Nunca senti nada igual. Me diz que me ama, pelo menos.
Nos abraçamos enquanto meu pênis procurava entrar, nem que seja rasgando a calcinha dela:
- Te amo - falei no ouvido dela.
- Te amo, Julián - ela respondeu.
Minha pica se alojou entre as dobras da buceta dela, enfiando parte da cabeça com o pano da roupa.
- Ahhh, ahhh - gemeu - que gostoso...
Ela apertava mais e mais a cada vez. Tentei empurrar a calcinha dela pro lado pra deixar eu entrar, mas ela não deixou. Me contentei com aquilo, até sentir que o pano cedeu um pouco mais.
- Ai, você enfiou. Por que não dói tanto.
Avisei ela, num boletim de última hora, que só tinha conseguido entrar uns milímetros a mais. A gente riu de novo e continuou na nossa simulação de sexo quando, sem meter, gozei na barriga e na perna dela.
- Ahhh, caralho. Você tava igual um touro na primavera - disse, enquanto espalhava meu esperma na barriga dela com um dedo.
Ela se limpou e deixou eu dormir com ela, lado a lado.
Na manhã seguinte, sugeri a gente tomar banho junto, mas ela recusou.
- Não tenho chuveiro particular, Julián. Tô numa pensão, não num hotel. Daqui a pouco todo mundo acorda e é melhor a gente vazar logo.
Fomos tomar café fora, e depois nos despedimos como bons amigos. Enquanto via ela se afastar rebolando aquela bunda enorme, falei pra mim mesmo que não tinha nada de errado em me divertir com a Carícia e com a Patrícia: elas nunca iam saber que eu tava com as duas ao mesmo tempo.
Porque no fim das contas: não tava com nenhuma delas.

Continua...

Outra co-protagonista? E em paralelo? Julián deve estar louco...
Bom, temos uma nova co-protagonista, da linda Colômbia (quem nunca se apaixonou, nem que fosse platonicamente, por uma colombiana?)
O próximo capítulo se chama "A vingança que não pedi". A gente se lê no próximo domingo (mais cedo, se Afrodite e Eros permitirem)
Conquista desbloqueada: capítulo sem creampie

Vou aproveitar umas linhas pra agradecer a todos os leitores de "A semente inútil". Valeu pelos minutos gastos lendo as memórias do gordo virg..., digo, do Julián.
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