Vamos para Ibiza terminar o serviço. Pamela me dá a buceta dela, e a ilha nos joga num turbilhão de sexo onde minha irmã me declara que quer viver a vida inteira comigo.
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E, exatamente como planejamos, fomos nós três terminar o serviço em Ibiza. Tínhamos apenas quatro dias pra fazer uma tarefa que exigiria duas semanas, então nossa atividade foi frenética.
A casa do meu amigo fica em Es Cubells, um povoado minúsculo e quase desconhecido. Casa típica de Ibiza, mas nesse caso, na beira de um penhasco, com vista pro mar e ninguém na frente.
Pra uso da casa, meu amigo tem um Mehari, antigo, mas em perfeito estado e dá pra chegar em qualquer enseada.
Em condições normais, teríamos passado o primeiro dia conhecendo a ilha, mas não tínhamos tempo a perder. Pedi pra elas prepararem roupa e saímos. Conheço a ilha perfeitamente, já fui muito.
Nossa primeira locação foi Les Salines, mais especificamente Es Cavallet, que ainda ficava perto. Me perguntaram se deviam levar biquínis, minha resposta foi negativa por dois motivos: a praia que íamos é nudista e, além disso, a moda entre as mais modernas agora é que, quando querem esconder algo, preferem, em vez da parte de baixo do biquíni, usar uma calcinha. Pode parecer a mesma coisa, mas não é. O que elas querem é mostrar que estão de roupa íntima, e quanto mais der pra perceber que é uma calcinha, melhor. São detalhes pequenos, mas é Ibiza.
Pra não ter erro, pedi que levantassem as saias e me mostrassem o que estavam usando. As da minha irmã eram perfeitas, mínimas, pretas com rendinha na borda. As da Pamela, um pouco maiores e sem transparência, considerei inadequadas. Mandei ela trocar. Quando voltou, dei minha aprovação.
Graças a Deus, o dia estava nublado, então a luz era boa e a praia estava meio vazia.
Trabalhar nessa praia é tranquilo, quando termina com um vestido específico, a modelo fica toda pelada numa boa e veste outro.
Trabalhei pra caralho, em fotos individuais e também com as duas juntas, todas vestidas, mas em poses o mais provocantes possível. Mostrando o máximo de carne que dava.
Apesar da solidão da praia, não demorou pra ter um enxame de moscas atrás de mim — falei moscas, mas seria mais certo dizer tarados. Esses caras abundam em praias de nudismo, passeiam com cara de distraído e, se a vítima não for ligeira, tiram fotos.
Pra algumas fotos, mandei elas entrarem no mar vestidas; a saída na areia completamente molhadas foi um espetáculo que os tarados agradeceram. É curioso: com dezenas de mulheres peladas na vista, esses caras estavam curtindo mais quando a Rocío ou a Rebeca mostravam as coxas ou quando as tetas ficavam transparentes.
Comemos no quiosque da praia que tem o nome criativo de El Chiringuito e continuamos com o trampo. Foi comendo que a Pamela confessou que fazer fotos com as duas meio peladas e com um monte de gente olhando excitava ela pra caralho — pra explicar a excitação, ela não mencionou as taças de vinho que tinha tomado.
— Olha como meus bicos estão, tipo duas bolotas, e tô assim a manhã inteira. Eu ia agora mesmo pra casa.
Outra curiosidade: nas praias de Ibiza não se leva toalha, leva-se pareôs, geralmente indianos, de tecido fininho, e é isso que jogam na areia, a mesma coisa que usam pra se cobrir quando passeiam.
Pra sessão da tarde, fomos mais pro fundo, onde a praia é só de nudismo. Minhas duas modelos, ora peladas, ora cobertas pelos pareôs, foram um alvo perfeito pras minhas fotos. As da manhã eram pros books, as da tarde pro livro.
Fiz uma série em que, em vez de nuas, deixei elas só de calcinha, que nenhuma das dois lhe cobriam os pelos pubianos, e assim como na primeira sessão com Rocío eu me esforcei para evitar isso, neste caso era exatamente o contrário, a ideia era que dos dois lados, até por cima, desse pra ver que elas tinham uma boa moita de pelo.
Quando já tinha tirado uma boa quantidade de fotos, Pamela, sempre a mais direta, me disse:
— Vamos embora logo, que eu tô cansada e tô com tesão, o que eu quero é dar. Vamos pra casa, se quiser a gente pode tirar mais fotos lá, mas se bater a vontade, a gente fode.
Vestidas com seus pareôs, subimos no Mehari e voltamos pra casa. Eu não sei elas, mas eu cheguei exausto. Assim que chegamos, falei:
— Acabou o trabalho por hoje, vou tirar um cochilo.
Pamela, rápida como um raio, disse:
— Eu vou com você.
— Pamela, eu tô morto, só quero descansar um pouco.
— Tá bom, eu concordo, mas quando você acordar, vai me ter do seu lado.
Minha irmã, por sua vez, disse:
— Pamela, você tava há tempos sem ficar com um homem, mas parece que tá se vingando. Que vício você tem. Eu vou dormir.
— Não vou negar, passei o dia inteira com tesão. Vai dormir você, e assim eu fico com seu irmão.
Fomos pro que a gente tinha definido como meu quarto, um cômodo enorme com uma cama gigantesca e uma varanda que dava pro mar.
Fiquei só de cueca e Pamela pelada.
Meu cansaço não era fingido, então assim que me deitei, apesar de minha acompanhante ter se esfregado em mim, me provocando, eu apaguei.
Dormi como uma pedra por um bom tempo, e quando acordei, quem tava dormindo era a Pamela.
Pode parecer mania, mas fotografar uma mulher dormindo me encanta, e quando essa mulher, além de ser gostosa, tá pelada, me deixa a mil, é como uma espécie de violação da intimidade dela. É como roubar o que ela não sabe que tá te dando.
Pamela deitada de barriga pra cima, com os peitos transbordando pelos lados e as pernas abertas, me dava mil oportunidades. A luz A luz que entrava pela janela era perfeita.
Sem que eu fizesse nada, sempre pode ficar a dúvida se minha modelo não estava mesmo dormindo. Ela virou e se deitou de bruços, mas manteve as coxas separadas. A buceta dela, coberta por aquele tufinho de pelo loiro, parecia um figo maduro. Pamela, para meu prazer, tinha algo muito raro: uns pés perfeitos. Ninguém que não seja profissional da fotografia sabe o quão difícil é encontrar uns pés sem defeitos. Os de Pamela eram os mais lindos que eu já vi na vida.
A verdade é que o que mais me chamou atenção foi a raba dela. Como já disse, o quadril e a bunda da Pamela eram enormes, e em contraste com a cintura fina, faziam suas curvas ainda mais chamativas. Umas curvas que, como eu já tinha notado, tinham mais de 120 centímetros de carne dura como pedra.
Pamela deu sinais de que estava acordando bem na hora em que eu estava mais focado nas nádegas dela.
Como se eu já não me lembrasse das ameaças dela, pedi para sairmos no terraço para fotografar com o mar ao fundo.
Quando já tinha feito uma série de fotos, perguntei:
— Já passou o calor?
— O meu calor só passa transando.
Enquanto falava, ela estava deitada numa espreguiçadeira com colchonetes brancos imaculados.
Lembrei das palavras do nosso primeiro encontro, quando eu disse que tínhamos que testar se depois de provar a bunda dela as fotos melhoravam. A resposta dela foi que, se eu a tivesse escancarada na minha frente, com a raba toda empinada e meu pau enterrado nela, eu viraria escravo dela.
Também é verdade que, apesar da ameaça, ela mostrou que aprovava me conceder sua entrada secreta.
Achei que tinha chegado a hora. Só de pensar em tê-la na minha frente na posição que ela tinha descrito, meu coração disparou.
— Pamela, por favor, vira. Fica de quatro na borda da espreguiçadeira, abre bem as coxas que eu quero te comer.
— Então você quer me comer, hein? cu.
Quero que me ofereça, não quero tomar à força, quero que seja você quem me entregue sem condições.
Quando Pamela me respondeu, já tinha cedido aos meus desejos e suas nádegas tinham assumido a postura de rendição total.
Eu sabia que você tá louco pra comer minha buceta, é só ver como você olha pra ela, vi o desejo e até a febre no seu olhar, e eu tô morrendo de vontade de te dar. Minha bunda enlouquece os homens e você não ia ser exceção.
Pega, te ofereço pra você fazer o que quiser com ela, aproveita que é toda sua.
E enquanto falava, ela afastava ainda mais as nádegas.
A visão que me ofereceu era celestial, suas nádegas potentes formavam colinas a partir da cintura e a separação deixava à mostra tanto a buceta que eu já tinha aproveitado quanto a entrada franzida de trás que, para minha surpresa, igual aos mamilos, era rosada.
Antes que eu mexesse um músculo, ela virou o rosto para mim e disse:
Ainda dá tempo, uma vez que você enfiar o pau, como já te falei, vai ser meu escravo.
Nem se você me ameaçasse com a condenação eterna, eu me privaria do que estou profanando.
Deixei a câmera de lado e mergulhei entre as coxas da minha modelo, as nádegas dela eram como um ímã que convidava às maiores loucuras. Com cuidado de não colocar a língua onde não era minha intenção, foquei no cu dela, no ânus rosado, sem nem chegar a língua perto da buceta.
Ela recebeu meu ataque com alegria, tanta que me disse:
Sei no que você tá pensando e já te digo que se acha que vai precisar passar lubrificante pra enfiar, tá completamente enganado. Dá língua. Meu cu é sábio e sabe quando vai receber prazer. Enfia logo, filho da puta, arromba meu cu e escrevi de propósito arromba, em vez de arromba, porque ali saiu a origem argentina dela.
Apontei meu pau entre os dois montes de carne, ao fazer isso senti que tinha o pau duro como uma barra. De ferro, procurei a entrada, empurrei o mínimo que achei prudente e a cabeça da minha pica passou pela apertura da entrada e cravou no cu da minha parceira.
Pamela me recebeu com um gemido:
Já te sinto dentro, você encheu meu cu. Começa devagar, bem devagar, depois vou pedir pra você me destruir. Me dá, pelo amor de Deus, me dá. No estacionamento outro dia, quase te pedi pra pegar meu cu. Se a gente tivesse ficado sozinho, eu teria dado.
Peguei com cada mão uma das nádegas dela, que se apresentavam na minha frente em toda a glória, e no começo, como ela tinha pedido, devagar mas com profundidade, comecei a foder ela.
Quando fui aumentando as estocadas, foi uma maravilha ver as tetas de Pamela balançando a cada empurrão. Gostei tanto que soltei as nádegas generosas pra me agarrar naquelas tetas imensas.
Ter de quatro, nua e penetrada uma mulher daquele tamanho, daquela abundância, daquelas nádegas e daqueles músculos, agarrado nas tetas dela e empurrando com toda a força que eu tinha é uma cena que vou lembrar enquanto viver.
Pamela não era nenhuma inexperiente no que a gente tava fazendo, longe de ficar passiva esperando meus ataques. Quando sentia que eu tava saindo dela, traiçoeiramente esperava pra investir contra mim quando percebia que eu ia empalar ela. Quando meu corpo batia no dela, minha sensação era de que eu tava me chocando contra um muro.
Senti um toque numa das minhas estocadas, a mão de Pamela.
Você tá se tocando?
Sim, amor, tô me tocando, queria que você tivesse duas picas pra encher meus dois buracos ao mesmo tempo.
As paredes da entrada dela me envolviam com força, senti que se ela quisesse, eu não teria força pra sair dela, pra escapar da pressão dela, uma pressão que tava me matando de prazer.
Ela, por sua vez, não tava alheia ao gozo:
Como eu gosto de te dar meu cu, sentir você lá dentro e que Gosto de você, me dá mais forte, mais forte, quero que você me arrebente o cu, tira minha pica pela boca, minha vida, me fode, me mata de porrada, me dá mais forte que sinto que vou mijar de tesão, me dá que você tá me matando.
Você quer mijar, porca.
Tô com vontade, tô com uma vontade que não vou conseguir segurar.
E por que segurar? Mija, meu amor, mija igual você mijou no estacionamento que eu te vi se abrindo toda e adorei.
Ai, minha vida, não me diz isso que não vou conseguir esperar, tô me mijando, me mijo toda, não dá pra esperar, olha, põe sua mão e você vai sentir como eu me mijo de prazer.
Eu fiz e senti na minha mão o jato de mijo da minha parceira.
Você é uma porca.
Não, sou uma mulher muito safada que quando chega num ponto de prazer não controla mais nada, me morde na nuca, crava os dentes enquanto enche meu cu com seu gozo. Eu obedeci e cravei meus dentes na nuca dela como os leões fazem quando tão cobrindo a fêmea deles e a minha adorou.
Fodemos feito coelhos até os dois sentir que a vida tava indo embora, que a gente alcançava aquilo que os franceses chamam direitinho de pequena morte, o momento incomparável com qualquer outra coisa na vida, o orgasmo, o prazer sublime, aquele momento místico quando se atinge o prazer total.
Pamela desabou na espreguiçadeira e eu em cima dela e nessa posição ficamos um bom tempo, até a gente recuperar as forças e o ânimo pra mudar uma situação tão gostosa pra nós dois.
Você gostou de comer meu cu, amor?
Você me enlouqueceu, tem a melhor bunda do mundo.
Eu sei e hoje eu te ofereci, sei que isso te deixa com tesão. Da próxima vez que quiser, vai ter que me pedir, mais que pedir, vai ter que implorar.
Se eu tivesse força, começava a implorar agora mesmo.
Ainda ficamos grudados um no outro e até que consegui me soltar da doce prisão. Quando saí dela, virei de lado. A espreguiçadeira, fui pra parte de cima e dessa vez fui eu quem pediu.
Deixa eu te dar um beijo, deixa eu te agradecer por todo o prazer que você me deu.
Naquela noite, tive a fineza de convidar minhas duas mulheres pra jantar no El Olivo, um restaurante perto da muralha de Ibiza que tá lá há uma vida inteira e serve o melhor entrecot à pimenta da ilha.
No restaurante também, mesmo num lugar tão provocante como Ibiza, senti o olhar envenenado dos homens, o que confirmou minha teoria de que o gosto masculino pende mais pra abundância do que pra escassez.
Depois, não fomos visitar nenhuma das baladas da ilha; meu plano era acordar cedo pra poder trabalhar com a luz maravilhosa da manhã, sabendo que de manhã cedinho a praia estaria vazia.
No dia seguinte, sabendo que o sol nascia por volta das 6h30, levantei cedo com a ideia de ir não pra mesma praia, mas pra Aguas Blancas, no norte da ilha.
Saímos com tempo, de modo que às 6h30 já estávamos na praia com nossos trecos. A praia tá virada pro leste, então tem uns amanheceres maravilhosos.
Como era de se esperar, a praia tava completamente deserta, o quiosquezinho fechado. Calculei que teríamos pelo menos 4 horas pra trabalhar sem ninguém olhando.
Como a temperatura tava fresca, começamos o trabalho com minhas modelos vestidas; quando se trocaram, vi que as duas estavam com a pele arrepiada e os bicos dos peitos durinhos.
Sem ninguém por perto e com o sol aparecendo no horizonte, fizemos um trabalho realmente bom antes de passar pras fotos do livro.
Assim que o sol começou a esquentar a praia, minhas duas mulheres, a meu pedido, ficaram peladas, e foi nessa praia e naquela solidão que tirei as melhores fotos. Estar absolutamente sozinho me permitiu fazer fotos que, com gente por perto, não teria conseguido — fotos explícitas e que, de propósito, mostravam uma relação íntima. entre as duas mulheres.
Amantes como eram, não tiveram dificuldade em entrar no personagem; mais ainda, numa ocasião em que estavam deitadas na praia, pedi que se comessem uma à outra, e elas colocaram tanto entusiasmo que, quando eu disse que tinha acabado, a Pamela respondeu:
— Deixa a gente terminar de comer a buceta, porque agora eu não consigo ficar no meio do caminho.
Fui procurar outro fundo e deixei as duas se dando prazer uma à outra.
A sessão foi frutífera, tanto que em apenas três horas já tínhamos tirado tantas fotos que precisei trocar o cartão de memória.
Embora possa parecer exagero para os leitores, a verdade é que os três acabamos exaustos, e a tensão que minhas fotos precisavam começou a desaparecer. Decidi encerrar e dar a tarefa por terminada.
De volta para casa, fizemos uma parada obrigatória no melhor lugar para tomar café da manhã de toda a ilha, um bar na praça central que originalmente se chamava Metropol e que agora rebatizaram como Croissant Club.
E estávamos lá, tomando café na varanda, quando apareceu uma mulher. Ela foi direto até a Pamela e deu dois beijos nela. Nos apresentamos, o nome dela era Lucía, italiana e amiga da Pamela desde que estudaram juntas.
A mulher era bonita de se ver, mas nada comparável às minhas duas gostosas.
Entre risadas e gritos, combinaram de se ver à tarde para relembrar velhas histórias. Lucía ficou de ir buscá-la.
Fomos para a casa e, pela primeira vez, pudemos aproveitar para pegar um sol.
Já adaptadas aos modos de Ibiza, as duas saíram na varanda, tiraram os vestidos e ficaram só com as minúsculas tangas. O costume local tinha sua razão de ser; eu comprovei agora, como mais um tarado, que dá mais tesão ver uma mulher coberta com uma calcinha minúscula do que vê-la pelada.
Minhas duas mulheres deitadas naquelas espreguiçadeiras gigantes, cobertas só com as calcinhas, me deixaram de pau duro. Diante de mim, tinha um festival de carnes, de peitos, de coxas e de Nalgas, mas cansado do jeito que tava, nem fiz questão de mostrar que tava excitado.
Na hora do almoço, descemos pra cidade e fomos no lugar que meu amigo recomendou. Comemos um peixe delicioso e voltamos pra casa pra tirar um cochilo. Rocío e Pamela continuaram pegando sol, e eu fui pra cama como único jeito de não pular em cima delas.
Quem me acordou foi a Rocío, quando a Lucía já tinha ido buscar a Pamela, e ela fez isso de um jeito bem delicado. Ela veio pro meu quarto e se meteu na cama. Pra deixar claras as intenções, antes de entrar, tirou a calcinha — ou talvez tenha tirado depois de ver que eu tava dormindo pelado.
Senti o corpo quente da minha irmã colado no meu, e a excitação que eu tinha sentido na varanda voltou na hora. Mas Rocío não tinha entrado na minha cama pra foder, o que ela queria era conversar comigo.
— Miguel, agora que a gente tá sozinho e o trabalho tá acabando, quero que você saiba que esses dias me fizeram muito feliz. Passei a vida inteira fazendo o que os outros esperam de mim, principalmente os homens. Exigem que eu seja a melhor amante, a melhor cúmplice, a mais inteligente, a mais simpática, a mais compreensiva, a mais generosa, a mais disposta a agradar, a mais puta na cama. E eu tô exausta de representar esse papel. Com você, nesses dias, vi que posso ser eu mesma, que você não exige nada, que me aceita como sou sem cobranças, que você gosta de mim gordinha do jeito que eu sou, mais que isso, me vê bonita e desejável. Nunca senti tanta paz nem tanta felicidade, e agora tenho medo de te perder. Tenho medo de voltar pras minhas angústias de antes.
— Não se preocupa, meu amor. Agora que a gente se reencontrou, não vamos ficar mais outros 14 anos separados.
— Não tô falando de ficar outros 14 anos sem você, tô falando de 14 dias. Isso, 14? Nem um dia quero passar longe de você.
— Minha menina, isso vai ser mais difícil. Você tá começando uma carreira que eu te garanto que vai ser um sucesso, e eu tenho o meu mundo. em Madrid.
É isso que me deixa angustiada e triste. Te proponho um plano: você vem pra Londres terminar de preparar seu livro, vem pra nossa casa. Quanto tempo leva pra selecionar todo o material pro livro?
Pelo menos um mês.
Tá bem, você vem pra Londres, prepara seu livro lá e a gente vê como se sente.
É uma loucura, Rocío.
Tô te pedindo por favor.
E quando ela me olhou, tava chorando que nem uma criança.
Enquanto a gente discutia sobre nosso futuro, nossos corpos foram se aproximando até ficarem encaixados um no outro. Consigo intuir o que minha irmã sentia, sei o que eu sentia: um desejo primário, animal, irresistível de transar com ela.
Dessa vez não precisamos de preparações prévias, nem de fases de aquecimento. Abraçados como estávamos e como uma resposta implícita ao pedido dela, rolei sobre o corpo dela, fiquei por cima e a penetrei.
Tava com vontade de você me fazer amor. Dessa vez não quero que a gente foda, quero que você me queira, que me aceite como eu sou, que me faça feliz com toda a ternura do mundo.
E essa foi a primeira vez que minha irmã e eu realmente fizemos amor, que tivemos uma união que ia muito além do carnal, que compartilhamos uma experiência mística que nos marcaria pro resto das nossas vidas.
O que começou como uma viagem iniciática foi crescendo em intensidade e acabou num frenesi de sexo, de luxúria, que nos levou a um êxtase total, à mãe de todas as gozadas da história da humanidade, a um puta prazer maior e diferente de tudo que a gente tinha sentido até aquele dia.
A partir dessa experiência, os dois tivemos claro e não precisou nem falar que não queríamos abrir mão daquele prazer que compartilhávamos. Éramos dois viciados um no outro, dois doentes de um mal que só se curava quando estávamos juntos.
Muitas coisas aconteceram depois daquela tarde em Ibiza. Vou tentar resumir.
Voltamos pra Madrid no Tempo necessário pra fechar meu estúdio e pegar o essencial, nós três nos mudamos pra Londres. Rocío e Pamela apresentaram seus portfolios e agora não param de trabalhar. Elas se consagraram como duas das melhores modelos plus size do mundo, e pra quem não sabe, vou logo dizendo: as modelos de tamanho grande ganham, em muitos casos, mais do que aquelas esqueléticas que a gente vê nas passarelas. Os portfolios delas foram vistos por várias modelos e muitos representantes, e pra mim choveu de ofertas pra fazer fotos onde pediam o mesmo olhar da Rocío e da Pamela.
Enquanto isso, meu livro foi publicado e, antes disso, os responsáveis pela Taschen fizeram uma exposição do meu trabalho.
A crítica especializada me comparou com Newton, com Avedon, com Mapplethorpe e com a própria Annie Leibovitz.
Acabamos nos mudando pra uma casa-estúdio onde vivemos nós três num regime de liberdade total. Cada um com seu quarto. Ninguém é obrigado a nada. Elas sabem que, na busca pelo olhar que me tornou famoso, às vezes não tenho outra saída senão dormir com minha modelo, da mesma forma que eu entendo quando, de vez em quando, vou ao quarto da Rocío e descubro que ela tá na cama da Pamela. Mesmo assim, na maioria das vezes, quem dorme junto somos eu e minha irmã.
A situação parece perfeita, mas a cada dia tenho mais certeza de que, se tem uma coisa que quero na vida, é dividi-la com minha mulher, com a Rocío. E sei que a vida que vivemos agora tem os dias contados.
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E, exatamente como planejamos, fomos nós três terminar o serviço em Ibiza. Tínhamos apenas quatro dias pra fazer uma tarefa que exigiria duas semanas, então nossa atividade foi frenética.
A casa do meu amigo fica em Es Cubells, um povoado minúsculo e quase desconhecido. Casa típica de Ibiza, mas nesse caso, na beira de um penhasco, com vista pro mar e ninguém na frente.
Pra uso da casa, meu amigo tem um Mehari, antigo, mas em perfeito estado e dá pra chegar em qualquer enseada.
Em condições normais, teríamos passado o primeiro dia conhecendo a ilha, mas não tínhamos tempo a perder. Pedi pra elas prepararem roupa e saímos. Conheço a ilha perfeitamente, já fui muito.
Nossa primeira locação foi Les Salines, mais especificamente Es Cavallet, que ainda ficava perto. Me perguntaram se deviam levar biquínis, minha resposta foi negativa por dois motivos: a praia que íamos é nudista e, além disso, a moda entre as mais modernas agora é que, quando querem esconder algo, preferem, em vez da parte de baixo do biquíni, usar uma calcinha. Pode parecer a mesma coisa, mas não é. O que elas querem é mostrar que estão de roupa íntima, e quanto mais der pra perceber que é uma calcinha, melhor. São detalhes pequenos, mas é Ibiza.
Pra não ter erro, pedi que levantassem as saias e me mostrassem o que estavam usando. As da minha irmã eram perfeitas, mínimas, pretas com rendinha na borda. As da Pamela, um pouco maiores e sem transparência, considerei inadequadas. Mandei ela trocar. Quando voltou, dei minha aprovação.
Graças a Deus, o dia estava nublado, então a luz era boa e a praia estava meio vazia.
Trabalhar nessa praia é tranquilo, quando termina com um vestido específico, a modelo fica toda pelada numa boa e veste outro.
Trabalhei pra caralho, em fotos individuais e também com as duas juntas, todas vestidas, mas em poses o mais provocantes possível. Mostrando o máximo de carne que dava.
Apesar da solidão da praia, não demorou pra ter um enxame de moscas atrás de mim — falei moscas, mas seria mais certo dizer tarados. Esses caras abundam em praias de nudismo, passeiam com cara de distraído e, se a vítima não for ligeira, tiram fotos.
Pra algumas fotos, mandei elas entrarem no mar vestidas; a saída na areia completamente molhadas foi um espetáculo que os tarados agradeceram. É curioso: com dezenas de mulheres peladas na vista, esses caras estavam curtindo mais quando a Rocío ou a Rebeca mostravam as coxas ou quando as tetas ficavam transparentes.
Comemos no quiosque da praia que tem o nome criativo de El Chiringuito e continuamos com o trampo. Foi comendo que a Pamela confessou que fazer fotos com as duas meio peladas e com um monte de gente olhando excitava ela pra caralho — pra explicar a excitação, ela não mencionou as taças de vinho que tinha tomado.
— Olha como meus bicos estão, tipo duas bolotas, e tô assim a manhã inteira. Eu ia agora mesmo pra casa.
Outra curiosidade: nas praias de Ibiza não se leva toalha, leva-se pareôs, geralmente indianos, de tecido fininho, e é isso que jogam na areia, a mesma coisa que usam pra se cobrir quando passeiam.
Pra sessão da tarde, fomos mais pro fundo, onde a praia é só de nudismo. Minhas duas modelos, ora peladas, ora cobertas pelos pareôs, foram um alvo perfeito pras minhas fotos. As da manhã eram pros books, as da tarde pro livro.
Fiz uma série em que, em vez de nuas, deixei elas só de calcinha, que nenhuma das dois lhe cobriam os pelos pubianos, e assim como na primeira sessão com Rocío eu me esforcei para evitar isso, neste caso era exatamente o contrário, a ideia era que dos dois lados, até por cima, desse pra ver que elas tinham uma boa moita de pelo.
Quando já tinha tirado uma boa quantidade de fotos, Pamela, sempre a mais direta, me disse:
— Vamos embora logo, que eu tô cansada e tô com tesão, o que eu quero é dar. Vamos pra casa, se quiser a gente pode tirar mais fotos lá, mas se bater a vontade, a gente fode.
Vestidas com seus pareôs, subimos no Mehari e voltamos pra casa. Eu não sei elas, mas eu cheguei exausto. Assim que chegamos, falei:
— Acabou o trabalho por hoje, vou tirar um cochilo.
Pamela, rápida como um raio, disse:
— Eu vou com você.
— Pamela, eu tô morto, só quero descansar um pouco.
— Tá bom, eu concordo, mas quando você acordar, vai me ter do seu lado.
Minha irmã, por sua vez, disse:
— Pamela, você tava há tempos sem ficar com um homem, mas parece que tá se vingando. Que vício você tem. Eu vou dormir.
— Não vou negar, passei o dia inteira com tesão. Vai dormir você, e assim eu fico com seu irmão.
Fomos pro que a gente tinha definido como meu quarto, um cômodo enorme com uma cama gigantesca e uma varanda que dava pro mar.
Fiquei só de cueca e Pamela pelada.
Meu cansaço não era fingido, então assim que me deitei, apesar de minha acompanhante ter se esfregado em mim, me provocando, eu apaguei.
Dormi como uma pedra por um bom tempo, e quando acordei, quem tava dormindo era a Pamela.
Pode parecer mania, mas fotografar uma mulher dormindo me encanta, e quando essa mulher, além de ser gostosa, tá pelada, me deixa a mil, é como uma espécie de violação da intimidade dela. É como roubar o que ela não sabe que tá te dando.
Pamela deitada de barriga pra cima, com os peitos transbordando pelos lados e as pernas abertas, me dava mil oportunidades. A luz A luz que entrava pela janela era perfeita.
Sem que eu fizesse nada, sempre pode ficar a dúvida se minha modelo não estava mesmo dormindo. Ela virou e se deitou de bruços, mas manteve as coxas separadas. A buceta dela, coberta por aquele tufinho de pelo loiro, parecia um figo maduro. Pamela, para meu prazer, tinha algo muito raro: uns pés perfeitos. Ninguém que não seja profissional da fotografia sabe o quão difícil é encontrar uns pés sem defeitos. Os de Pamela eram os mais lindos que eu já vi na vida.
A verdade é que o que mais me chamou atenção foi a raba dela. Como já disse, o quadril e a bunda da Pamela eram enormes, e em contraste com a cintura fina, faziam suas curvas ainda mais chamativas. Umas curvas que, como eu já tinha notado, tinham mais de 120 centímetros de carne dura como pedra.
Pamela deu sinais de que estava acordando bem na hora em que eu estava mais focado nas nádegas dela.
Como se eu já não me lembrasse das ameaças dela, pedi para sairmos no terraço para fotografar com o mar ao fundo.
Quando já tinha feito uma série de fotos, perguntei:
— Já passou o calor?
— O meu calor só passa transando.
Enquanto falava, ela estava deitada numa espreguiçadeira com colchonetes brancos imaculados.
Lembrei das palavras do nosso primeiro encontro, quando eu disse que tínhamos que testar se depois de provar a bunda dela as fotos melhoravam. A resposta dela foi que, se eu a tivesse escancarada na minha frente, com a raba toda empinada e meu pau enterrado nela, eu viraria escravo dela.
Também é verdade que, apesar da ameaça, ela mostrou que aprovava me conceder sua entrada secreta.
Achei que tinha chegado a hora. Só de pensar em tê-la na minha frente na posição que ela tinha descrito, meu coração disparou.
— Pamela, por favor, vira. Fica de quatro na borda da espreguiçadeira, abre bem as coxas que eu quero te comer.
— Então você quer me comer, hein? cu.
Quero que me ofereça, não quero tomar à força, quero que seja você quem me entregue sem condições.
Quando Pamela me respondeu, já tinha cedido aos meus desejos e suas nádegas tinham assumido a postura de rendição total.
Eu sabia que você tá louco pra comer minha buceta, é só ver como você olha pra ela, vi o desejo e até a febre no seu olhar, e eu tô morrendo de vontade de te dar. Minha bunda enlouquece os homens e você não ia ser exceção.
Pega, te ofereço pra você fazer o que quiser com ela, aproveita que é toda sua.
E enquanto falava, ela afastava ainda mais as nádegas.
A visão que me ofereceu era celestial, suas nádegas potentes formavam colinas a partir da cintura e a separação deixava à mostra tanto a buceta que eu já tinha aproveitado quanto a entrada franzida de trás que, para minha surpresa, igual aos mamilos, era rosada.
Antes que eu mexesse um músculo, ela virou o rosto para mim e disse:
Ainda dá tempo, uma vez que você enfiar o pau, como já te falei, vai ser meu escravo.
Nem se você me ameaçasse com a condenação eterna, eu me privaria do que estou profanando.
Deixei a câmera de lado e mergulhei entre as coxas da minha modelo, as nádegas dela eram como um ímã que convidava às maiores loucuras. Com cuidado de não colocar a língua onde não era minha intenção, foquei no cu dela, no ânus rosado, sem nem chegar a língua perto da buceta.
Ela recebeu meu ataque com alegria, tanta que me disse:
Sei no que você tá pensando e já te digo que se acha que vai precisar passar lubrificante pra enfiar, tá completamente enganado. Dá língua. Meu cu é sábio e sabe quando vai receber prazer. Enfia logo, filho da puta, arromba meu cu e escrevi de propósito arromba, em vez de arromba, porque ali saiu a origem argentina dela.
Apontei meu pau entre os dois montes de carne, ao fazer isso senti que tinha o pau duro como uma barra. De ferro, procurei a entrada, empurrei o mínimo que achei prudente e a cabeça da minha pica passou pela apertura da entrada e cravou no cu da minha parceira.
Pamela me recebeu com um gemido:
Já te sinto dentro, você encheu meu cu. Começa devagar, bem devagar, depois vou pedir pra você me destruir. Me dá, pelo amor de Deus, me dá. No estacionamento outro dia, quase te pedi pra pegar meu cu. Se a gente tivesse ficado sozinho, eu teria dado.
Peguei com cada mão uma das nádegas dela, que se apresentavam na minha frente em toda a glória, e no começo, como ela tinha pedido, devagar mas com profundidade, comecei a foder ela.
Quando fui aumentando as estocadas, foi uma maravilha ver as tetas de Pamela balançando a cada empurrão. Gostei tanto que soltei as nádegas generosas pra me agarrar naquelas tetas imensas.
Ter de quatro, nua e penetrada uma mulher daquele tamanho, daquela abundância, daquelas nádegas e daqueles músculos, agarrado nas tetas dela e empurrando com toda a força que eu tinha é uma cena que vou lembrar enquanto viver.
Pamela não era nenhuma inexperiente no que a gente tava fazendo, longe de ficar passiva esperando meus ataques. Quando sentia que eu tava saindo dela, traiçoeiramente esperava pra investir contra mim quando percebia que eu ia empalar ela. Quando meu corpo batia no dela, minha sensação era de que eu tava me chocando contra um muro.
Senti um toque numa das minhas estocadas, a mão de Pamela.
Você tá se tocando?
Sim, amor, tô me tocando, queria que você tivesse duas picas pra encher meus dois buracos ao mesmo tempo.
As paredes da entrada dela me envolviam com força, senti que se ela quisesse, eu não teria força pra sair dela, pra escapar da pressão dela, uma pressão que tava me matando de prazer.
Ela, por sua vez, não tava alheia ao gozo:
Como eu gosto de te dar meu cu, sentir você lá dentro e que Gosto de você, me dá mais forte, mais forte, quero que você me arrebente o cu, tira minha pica pela boca, minha vida, me fode, me mata de porrada, me dá mais forte que sinto que vou mijar de tesão, me dá que você tá me matando.
Você quer mijar, porca.
Tô com vontade, tô com uma vontade que não vou conseguir segurar.
E por que segurar? Mija, meu amor, mija igual você mijou no estacionamento que eu te vi se abrindo toda e adorei.
Ai, minha vida, não me diz isso que não vou conseguir esperar, tô me mijando, me mijo toda, não dá pra esperar, olha, põe sua mão e você vai sentir como eu me mijo de prazer.
Eu fiz e senti na minha mão o jato de mijo da minha parceira.
Você é uma porca.
Não, sou uma mulher muito safada que quando chega num ponto de prazer não controla mais nada, me morde na nuca, crava os dentes enquanto enche meu cu com seu gozo. Eu obedeci e cravei meus dentes na nuca dela como os leões fazem quando tão cobrindo a fêmea deles e a minha adorou.
Fodemos feito coelhos até os dois sentir que a vida tava indo embora, que a gente alcançava aquilo que os franceses chamam direitinho de pequena morte, o momento incomparável com qualquer outra coisa na vida, o orgasmo, o prazer sublime, aquele momento místico quando se atinge o prazer total.
Pamela desabou na espreguiçadeira e eu em cima dela e nessa posição ficamos um bom tempo, até a gente recuperar as forças e o ânimo pra mudar uma situação tão gostosa pra nós dois.
Você gostou de comer meu cu, amor?
Você me enlouqueceu, tem a melhor bunda do mundo.
Eu sei e hoje eu te ofereci, sei que isso te deixa com tesão. Da próxima vez que quiser, vai ter que me pedir, mais que pedir, vai ter que implorar.
Se eu tivesse força, começava a implorar agora mesmo.
Ainda ficamos grudados um no outro e até que consegui me soltar da doce prisão. Quando saí dela, virei de lado. A espreguiçadeira, fui pra parte de cima e dessa vez fui eu quem pediu.
Deixa eu te dar um beijo, deixa eu te agradecer por todo o prazer que você me deu.
Naquela noite, tive a fineza de convidar minhas duas mulheres pra jantar no El Olivo, um restaurante perto da muralha de Ibiza que tá lá há uma vida inteira e serve o melhor entrecot à pimenta da ilha.
No restaurante também, mesmo num lugar tão provocante como Ibiza, senti o olhar envenenado dos homens, o que confirmou minha teoria de que o gosto masculino pende mais pra abundância do que pra escassez.
Depois, não fomos visitar nenhuma das baladas da ilha; meu plano era acordar cedo pra poder trabalhar com a luz maravilhosa da manhã, sabendo que de manhã cedinho a praia estaria vazia.
No dia seguinte, sabendo que o sol nascia por volta das 6h30, levantei cedo com a ideia de ir não pra mesma praia, mas pra Aguas Blancas, no norte da ilha.
Saímos com tempo, de modo que às 6h30 já estávamos na praia com nossos trecos. A praia tá virada pro leste, então tem uns amanheceres maravilhosos.
Como era de se esperar, a praia tava completamente deserta, o quiosquezinho fechado. Calculei que teríamos pelo menos 4 horas pra trabalhar sem ninguém olhando.
Como a temperatura tava fresca, começamos o trabalho com minhas modelos vestidas; quando se trocaram, vi que as duas estavam com a pele arrepiada e os bicos dos peitos durinhos.
Sem ninguém por perto e com o sol aparecendo no horizonte, fizemos um trabalho realmente bom antes de passar pras fotos do livro.
Assim que o sol começou a esquentar a praia, minhas duas mulheres, a meu pedido, ficaram peladas, e foi nessa praia e naquela solidão que tirei as melhores fotos. Estar absolutamente sozinho me permitiu fazer fotos que, com gente por perto, não teria conseguido — fotos explícitas e que, de propósito, mostravam uma relação íntima. entre as duas mulheres.
Amantes como eram, não tiveram dificuldade em entrar no personagem; mais ainda, numa ocasião em que estavam deitadas na praia, pedi que se comessem uma à outra, e elas colocaram tanto entusiasmo que, quando eu disse que tinha acabado, a Pamela respondeu:
— Deixa a gente terminar de comer a buceta, porque agora eu não consigo ficar no meio do caminho.
Fui procurar outro fundo e deixei as duas se dando prazer uma à outra.
A sessão foi frutífera, tanto que em apenas três horas já tínhamos tirado tantas fotos que precisei trocar o cartão de memória.
Embora possa parecer exagero para os leitores, a verdade é que os três acabamos exaustos, e a tensão que minhas fotos precisavam começou a desaparecer. Decidi encerrar e dar a tarefa por terminada.
De volta para casa, fizemos uma parada obrigatória no melhor lugar para tomar café da manhã de toda a ilha, um bar na praça central que originalmente se chamava Metropol e que agora rebatizaram como Croissant Club.
E estávamos lá, tomando café na varanda, quando apareceu uma mulher. Ela foi direto até a Pamela e deu dois beijos nela. Nos apresentamos, o nome dela era Lucía, italiana e amiga da Pamela desde que estudaram juntas.
A mulher era bonita de se ver, mas nada comparável às minhas duas gostosas.
Entre risadas e gritos, combinaram de se ver à tarde para relembrar velhas histórias. Lucía ficou de ir buscá-la.
Fomos para a casa e, pela primeira vez, pudemos aproveitar para pegar um sol.
Já adaptadas aos modos de Ibiza, as duas saíram na varanda, tiraram os vestidos e ficaram só com as minúsculas tangas. O costume local tinha sua razão de ser; eu comprovei agora, como mais um tarado, que dá mais tesão ver uma mulher coberta com uma calcinha minúscula do que vê-la pelada.
Minhas duas mulheres deitadas naquelas espreguiçadeiras gigantes, cobertas só com as calcinhas, me deixaram de pau duro. Diante de mim, tinha um festival de carnes, de peitos, de coxas e de Nalgas, mas cansado do jeito que tava, nem fiz questão de mostrar que tava excitado.
Na hora do almoço, descemos pra cidade e fomos no lugar que meu amigo recomendou. Comemos um peixe delicioso e voltamos pra casa pra tirar um cochilo. Rocío e Pamela continuaram pegando sol, e eu fui pra cama como único jeito de não pular em cima delas.
Quem me acordou foi a Rocío, quando a Lucía já tinha ido buscar a Pamela, e ela fez isso de um jeito bem delicado. Ela veio pro meu quarto e se meteu na cama. Pra deixar claras as intenções, antes de entrar, tirou a calcinha — ou talvez tenha tirado depois de ver que eu tava dormindo pelado.
Senti o corpo quente da minha irmã colado no meu, e a excitação que eu tinha sentido na varanda voltou na hora. Mas Rocío não tinha entrado na minha cama pra foder, o que ela queria era conversar comigo.
— Miguel, agora que a gente tá sozinho e o trabalho tá acabando, quero que você saiba que esses dias me fizeram muito feliz. Passei a vida inteira fazendo o que os outros esperam de mim, principalmente os homens. Exigem que eu seja a melhor amante, a melhor cúmplice, a mais inteligente, a mais simpática, a mais compreensiva, a mais generosa, a mais disposta a agradar, a mais puta na cama. E eu tô exausta de representar esse papel. Com você, nesses dias, vi que posso ser eu mesma, que você não exige nada, que me aceita como sou sem cobranças, que você gosta de mim gordinha do jeito que eu sou, mais que isso, me vê bonita e desejável. Nunca senti tanta paz nem tanta felicidade, e agora tenho medo de te perder. Tenho medo de voltar pras minhas angústias de antes.
— Não se preocupa, meu amor. Agora que a gente se reencontrou, não vamos ficar mais outros 14 anos separados.
— Não tô falando de ficar outros 14 anos sem você, tô falando de 14 dias. Isso, 14? Nem um dia quero passar longe de você.
— Minha menina, isso vai ser mais difícil. Você tá começando uma carreira que eu te garanto que vai ser um sucesso, e eu tenho o meu mundo. em Madrid.
É isso que me deixa angustiada e triste. Te proponho um plano: você vem pra Londres terminar de preparar seu livro, vem pra nossa casa. Quanto tempo leva pra selecionar todo o material pro livro?
Pelo menos um mês.
Tá bem, você vem pra Londres, prepara seu livro lá e a gente vê como se sente.
É uma loucura, Rocío.
Tô te pedindo por favor.
E quando ela me olhou, tava chorando que nem uma criança.
Enquanto a gente discutia sobre nosso futuro, nossos corpos foram se aproximando até ficarem encaixados um no outro. Consigo intuir o que minha irmã sentia, sei o que eu sentia: um desejo primário, animal, irresistível de transar com ela.
Dessa vez não precisamos de preparações prévias, nem de fases de aquecimento. Abraçados como estávamos e como uma resposta implícita ao pedido dela, rolei sobre o corpo dela, fiquei por cima e a penetrei.
Tava com vontade de você me fazer amor. Dessa vez não quero que a gente foda, quero que você me queira, que me aceite como eu sou, que me faça feliz com toda a ternura do mundo.
E essa foi a primeira vez que minha irmã e eu realmente fizemos amor, que tivemos uma união que ia muito além do carnal, que compartilhamos uma experiência mística que nos marcaria pro resto das nossas vidas.
O que começou como uma viagem iniciática foi crescendo em intensidade e acabou num frenesi de sexo, de luxúria, que nos levou a um êxtase total, à mãe de todas as gozadas da história da humanidade, a um puta prazer maior e diferente de tudo que a gente tinha sentido até aquele dia.
A partir dessa experiência, os dois tivemos claro e não precisou nem falar que não queríamos abrir mão daquele prazer que compartilhávamos. Éramos dois viciados um no outro, dois doentes de um mal que só se curava quando estávamos juntos.
Muitas coisas aconteceram depois daquela tarde em Ibiza. Vou tentar resumir.
Voltamos pra Madrid no Tempo necessário pra fechar meu estúdio e pegar o essencial, nós três nos mudamos pra Londres. Rocío e Pamela apresentaram seus portfolios e agora não param de trabalhar. Elas se consagraram como duas das melhores modelos plus size do mundo, e pra quem não sabe, vou logo dizendo: as modelos de tamanho grande ganham, em muitos casos, mais do que aquelas esqueléticas que a gente vê nas passarelas. Os portfolios delas foram vistos por várias modelos e muitos representantes, e pra mim choveu de ofertas pra fazer fotos onde pediam o mesmo olhar da Rocío e da Pamela.
Enquanto isso, meu livro foi publicado e, antes disso, os responsáveis pela Taschen fizeram uma exposição do meu trabalho.
A crítica especializada me comparou com Newton, com Avedon, com Mapplethorpe e com a própria Annie Leibovitz.
Acabamos nos mudando pra uma casa-estúdio onde vivemos nós três num regime de liberdade total. Cada um com seu quarto. Ninguém é obrigado a nada. Elas sabem que, na busca pelo olhar que me tornou famoso, às vezes não tenho outra saída senão dormir com minha modelo, da mesma forma que eu entendo quando, de vez em quando, vou ao quarto da Rocío e descubro que ela tá na cama da Pamela. Mesmo assim, na maioria das vezes, quem dorme junto somos eu e minha irmã.
A situação parece perfeita, mas a cada dia tenho mais certeza de que, se tem uma coisa que quero na vida, é dividi-la com minha mulher, com a Rocío. E sei que a vida que vivemos agora tem os dias contados.
2 comentários - Minha irmã que queria ser modelo - EP Final