Uma Secretária Muito Atenta 3
Saindo da festa, Juan sai olhando com ódio e desprezo para a mãe e sobe no carro. Quando ela tenta ir no banco de trás com ele para ver se conseguia falar com ele sem o pai perceber, mas assim que Juan viu que a mãe estava indo sentar do lado dele, Juan desceu do outro lado e subiu na frente, junto com o pai. Isso deu um pressentimento muito ruim para Débora, ela temia o pior. Ela tinha certeza de que Juan sabia de tudo o que aconteceu na festa e que estava odiando ela por se sujeitar à humilhação que Marcos com certeza fez ela passar. E ela estava com muito medo, porque nada de bom estava por vir. A recente rejeição do filho e aquele olhar carregado de ódio por parte dele durante a noite toda diziam que parecia ter chegado a hora de pagar as consequências, e o preço parecia muito alto. Ela temia que naquela noite fosse perder o filho.
Quando o carro chegou em casa, Juan desceu correndo, abriu a porta com as chaves e a fechou atrás de si com um portão, subiu as escadas correndo e foi para o quarto dele, puto da vida. E quando Débora e Esteban entraram em casa e ouviram Juan bater a porta do quarto, Débora sentiu que algo não estava bem e que algo terrível estava por vir.
(Esteban): – O que houve com o Juan, que tá uma fera?
Meu pai perguntou para Débora, ela não sabia o que dizer, então só respondeu com um simples:
(Débora): – Não sei.
Respondeu Débora se fazendo de desentendida e subiu rápido para o quarto de Juan. Quando chegou lá em cima e abriu a porta do quarto dele, o mundo desabou. 5 bolsas e malas em cima da cama de Juan, e ele tirando todas as suas coisas e roupas do guarda-roupa e gavetas das cômodas. As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto dela, porque ela sabia o que tudo aquilo significava. E fechando a porta atrás de si, Débora disse chorando:
(Débora): – O que isso significa, Juan?
(Juan): – Ah, já tá aqui, sua puta suja. Até o hálito de cock e de cum te denuncia, puta barata. Anda com o pai, finge ser a mulherzinha dele, e amanhã entrega sua bunda e chupa o pau do Marcos e de qualquer outro que ele mandar. Você é uma filha da puta. Mãe, eu te odeio. Pensava isso de qualquer uma, menos de você. Você se junta pra se entregar e me humilhar com o cara que arruinou minha vida, que sempre que eu começava um relacionamento ou tava interessado numa mina, ele ia lá se exibindo com o dinheiro e os luxos dele pra me tomar tudo. O que isso significa? É simples: vou embora desse lugar horrível e vou esquecer que tive pais, especialmente de você, mãe. Papai também é vítima das suas ações, da sua atitude de puta oferecida. Vou adiar meus estudos pra trabalhar e me sustentar sozinho, e vou vender o carro e jogar o dinheiro na sua cara de puta vulgar. Então não sei se você precisa continuar trabalhando ou entregando a pussy e o cu pra depois vir dizer que fazia por mim, porque acho que isso era o bode expiatório pra encobrir que você é uma puta oferecida. Ah, e por sinal, não preciso de nada que venha do seu cu e da sua pussy.
Disse João para Débora, jogando na cara dela os documentos e as chaves do carro que ele tava pagando, levantando a voz com muita raiva.
(Débora): – Ai, o que você tá fazendo, João? E abaixa a voz que seu pai tá lá embaixo.
Disse ela, desabando em lágrimas.
(João): – Não abaixo porra nenhuma, sua puta maldita. Se eu quiser levantar a voz, eu levanto. Você não tem autoridade nem moral, puta de merda, você me dá nojo.
(João): – E outra coisa, puta barata. Hoje enquanto trabalhava, encontrei esses documentos, e amanhã levo pra agência tributária. Mostra a sonegação milionária do Marcos e do pai dele.
E entre as coisas empilhadas dele, tinha umas pastas com muitos papéis.
(Débora): – Filho, não faz isso. Você vai deixar seu pai e eu na rua.
(João): – É disso que você se importa? Ficar sem sua ração de cock matinal?
(Débora): – Chega, João. Não me machuca mais.
(João): – Chega. Uma merda e hahahaha que não te machuque, além de puta. Sua falsa do caralho, mãe. Você fodeu minha vida junto com o filho da puta que me lascou desde que comecei a escola, e eu que te machuco? Você é uma merda, mãe, te odeio, ouviu? Te odeio. E agora vaza, me deixa em paz, me dá nojo de te ver perto e sentir seu bafo de porra. Sua puta imunda.
Foi o que Juan disse à sua mãe, completamente enfurecido.
(Débora) – Chega, Juan. Por que você me trata assim? Que merda eu te fiz?
(Juan) – E ainda pergunta? Sua puta falsa, acha que eu não sei o que você tava fazendo agachada no carro do Marcos antes de sair de casa? E tudo que você fez na festa? Acha que sou idiota igual ao papai, que não percebe como você curte junto com o Marcos minha humilhação? Tudo pra manter seu emprego de puta e seu dinheiro sujo ganho como uma puta vulgar.
(Débora) – Juan, eu disse chega de me tratar assim! Que eu sou sua mãe... Aiiii! – Gritou sem completar a frase, porque levou um tapa forte de Juan.
(Débora) – Para, Juan, não me bate mais! Além de me odiar e maltratar, ainda me bate?
Débora gritou, levantando a voz pra ver se acalmava a raiva do filho, mas só fez ela crescer. Juan, com os olhos desvairados, puxou ela pelos cabelos e gritou:
(Juan) – Comigo você não levanta a voz, ouviu, puta nojenta? Como você tem coragem de levantar a voz pra mim, como se tivesse alguma autoridade sobre mim? Putas vulgares não gritam comigo!
Disse gritando, furioso, e segurando Débora firmemente pelos cabelos, levantou o rosto dela e deu outro tapa forte, ao mesmo tempo que soltava os cabelos, fazendo Débora cair na cama.
(Juan) – Te odeio, filha da puta. Te odeio com toda a minha alma.
Ela ficou na cama, esfregando a bochecha dolorida com o tapa de Juan, e chorando enquanto a vida desmoronava ao ouvir as palavras do filho.
(Débora) – Não, Juan, não é assim. O que você queria que eu fizesse? Ele tem vídeos meus e me... ameaço publicar eles na internet.
(Juan) – Ah, então tá, ele tem esses vídeos porque você se submeteu a ele antes, e agora não te vejo sendo obrigada a se entregar pro pau dele ou pros clientes que te fazem dar e chupar os paus deles.
(Debora) – Por favor, Juan, abaixa a voz, seu pai tá lá embaixo.
(Juan) – Ah, beleza, então eu é que tenho que calar a boca porque o corno manso idiota não pode saber o quão puta a esposa dele é, e como por causa de um pau ou vários, ele perdeu o filho pra sempre e parece que não liga.
(Debora) – Juan, o que você quer dizer com isso?
(Juan) – Que eu vou embora de casa e você nunca mais vai me ver.
Ela, ao ouvir ele dizer essas coisas, desabou em choro e saiu correndo, chorando desconsolada, e se trancou no quarto dela pra chorar. Meia hora depois, ela ouve a voz do Esteban dizendo:
(Esteban) – O que é isso, Juan? Onde você vai? Por que você briga assim com sua mãe?
(Juan) – Tô indo embora de casa, pai. Um dia eu te conto, ou melhor, deixa a mãe te contar, se ela tiver um pingo de dignidade e coragem. Mas quero que você saiba que eu tô indo por culpa dela.
Pegando uma por uma as malas e mochilas dele pra colocar na rua, onde um táxi esperava. Daí a pouco passa um disponível, e Juan para ele e começa a subir as bagagens. Nisso, Debora desce correndo ao encontro do filho, e Debora chega até onde ele está e, chorando, diz pro Juan:
(Debora) – Juan, minha vida, cai na real! Eu juro que amanhã mesmo peço demissão do trabalho. Não quero te perder, meu filho! Nãoooo querooo Waaaaa Waaaaa Ahhhh Nãooo Filhooo Nãoooo Snif, Snif, Snif! Ela chorava desconsolada, Debora, vendo Juan subir no táxi pra ir embora e nunca mais vê-lo.
Juan, ignorando completamente o choro da mãe, fechou a porta do táxi e partiu. Debora correu atrás do táxi, caindo de joelhos no meio da rua, gritando em lágrimas:
(Debora) – Nãoooo Juaaan, Meu Filhooo, Voltaaa Ahhhh, Ahhhh Waaa Waaaaa.
Esteban pegou Debora pelos ombros pra levantá-la, abraçá-la e levá-la pra dentro. da casa e fechando a porta atrás deles, Débora correu chorando para o quarto dela, se jogou de bruços na cama de casal e chorou desconsoladamente enquanto sentia o preço caro que tudo que Marcos fez nela custou, e depois vira de barriga pra cima e, olhando pro teto, gritou:
(Débora): –Filho da puta! Tá contente? Arruinou minha família. Amanhã mesmo peço demissão. Tô nem aí se você demitir o Esteban ou publicar esses vídeos na internet. Vou pedir demissão! Mais dano do que você já me fez, não pode me fazer, filho da puta!
Ela exclamou tomada por uma raiva assassina contra Marcos e o pai dele, enquanto Juan chegava na porta do hostel e pagou o táxi. Quando ele desceu com as malas e sacolas, mal o táxi foi embora, estacionou um carro de luxo altíssimo. Ele pensou que era Marcos ou o pai dele com o pessoal, mas desceram 4 homens corpulentos. Dois pegaram Juan e o colocaram no carro, e os outros colocaram as coisas dele no porta-malas. Dentro do carro tinha um homem de uns 50 anos, com cara de muito rico. Assim que Juan entrou no carro com todas as coisas dele, o carro arrancou. O homem olhava fixo pra Juan até que falou:
(Ernesto): –Oi, me chamo Ernesto Villafañez. Como cê vê, sou tão gostoso e até mais que seus patrões, mas fica tranquilo que não tenho as mesmas intenções que eles e não vim te machucar. Tô aqui pra te dar uma mão. Sou o presidente da empresa concorrente dos seus patrões e também sei que você copiou uns documentos comprometedores pra eles. Esses documentos são muito valiosos pra mim e minhas ambições e intenções. Sabe, eles quase me levaram à falência e quase perdi tudo, fiquei na rua sem nada. Passei muitos anos esperando o momento da vingança, fazendo eles acreditarem que eu ainda tava de pé, mas enfraquecido. E você cai do céu pra mim como um milagre de Deus, hahahaha.
(Juan): –E o que cê quer que eu faça? – perguntou Juan.
(Ernesto): –A mesma coisa que você tava prestes a fazer, só que com o abrigo da minha proteção. e à minha disposição se me ajudar, posso realizar todos os seus sonhos, jovenzinho. Disse dom Ernesto
“Essa voz tá começando a me agradar como soa” Pensou Juan consigo mesmo
(Juan): –Beleza, mas cê sabe que minha mãe e meu pai trabalham lá?. Disse Juan
(Ernesto): –Claro que sei, e também sei de toda a humilhação que Marcos fez sua mãe passar como secretária dele.
(Ernesto): –Vou te explicar: durante anos, tive vários funcionários deles que fingiam ser tão leais à empresa e aos diretores, mas eles nunca desconfiaram que esses funcionários são meus funcionários Kkkkkkkkk, assim também fiquei sabendo dos seus documentos e de tudo sobre sua mãe. Essas pessoas também estão pegando discretamente muito mais informação e mais contundente do que você pegou, e quando eu tiver o suficiente, vou te mandar pra você apresentar à agência tributária. Também vou contratar o melhor advogado pra você passar por toda essa ação sem sustos. E agora, se aceitar, fuck you, as chaves de uma casa que eu tinha alugada, uma grana pra você se virar e um carro, e espera notícias minhas. Tudo isso, no final de tudo, será todo seu. E isso é só o começo da minha recompensa. Tem mais, muito mais, você não faz ideia do que vou te dar. Aceita?
(Juan): –E meus pais? Eles vão ficar na rua assim que eu apresentar a ação?
(Ernesto): –Pelo seu pai, não esquenta. No momento em que ele for demitido, meu pessoal disfarçado vai fazer uma oferta que seu pai não vai poder recusar. Além disso, tenho planos de colocá-lo num cargo muito melhor do que aquele que esses infames deram. E quanto à sua mãe, isso vai ser quando você conhecer a segunda parte da minha recompensa.
(Juan): –Ok, aceito. Disse Juan
(Ernesto): –Perfeito, filho. Aqui estão as chaves do carro e da casa, e neste envelope tem $15.000. Você vai receber essa quantia todo mês, que vou mandar com um dos meus rapazes junto com algumas instruções conforme forem saindo. E pode Fica tranquilo que você vai estar sempre protegido pelos meus caras, que vão te vigiar na discrição pra ninguém tentar nada contra você.
Chegaram numa mansão imensa, estacionaram na frente de uma garagem enorme, e os homens do Ernesto tiraram todas as coisas do Juan, enquanto outro abriu o portão automático da garagem. Aos olhos do Juan, apareceu uma Toyota Hilux 4x4. Um dos homens pediu as chaves da caminhonete pro Juan, abriu a parte de trás e começou a carregar tudo que era dele. Depois, fechou de novo e devolveu as chaves.
Antes de ir pra casa nova, o Ernesto falou pro Juan:
(Ernesto): — Quando você subir na caminhonete, tem um GPS com a rota já programada pra você chegar na casa. Boa sorte, filho. Vou ser sempre grato por tudo isso. Nunca vai te faltar nada. Você vai ser o filho que eu nunca pude ter.
Ao falar isso, o Ernesto deu um abraço paternal no Juan antes dele subir no veículo novo. Depois, segurou o rosto dele com carinho e disse:
(Ernesto): — Juan, olha nos meus olhos. Sempre quis ter um filho homem. Só me saíram mulheres, e por causa de um acidente num jogo de polo, não pude ter mais filhos.
Já dentro do carro, o Ernesto chegou perto da janela do motorista e falou:
(Ernesto): — Filho, não se preocupa com os gastos da caminhonete e da casa, que correm por minha conta.
(Juan): — Obrigado, Seu Ernesto. — Disse Juan, caindo na real do que veio de surpresa e caiu nas mãos dele.
Dirigindo a caminhonete, ele esboçou um sorriso maléfico e uma careta de vingança, pensando que tava perto o dia em que o Marcos ia pagar tudo que fez com ele e com a família dele. Depois de uma hora e meia de viagem, chegou na casa e não podia acreditar: era linda, caríssima e luxuosa.
Ele colocou a caminhonete na garagem com portão automático e começou a explorar o lugar até chegar no quarto. Caiu exausto na cama e dormiu. No dia seguinte, Juan decide enfrentar o Marcos. Assim que Chega na empresa, se apresenta no escritório do chefe dele, cheio de ódio...
(Juan) — Escuta, lixo. Tá aqui minha carta de demissão. Não pertenço mais a essa empresa imunda.
(Marcos) — Como você se atreve a vir no meu escritório e falar assim da minha empresa? Não aceito sua demissão e vou avaliar se te mando embora, você e toda a sua família, seu estúpido.
Juan se aproxima de Marcos com ódio estampado na cara e diz:
(Juan) — Tá aqui minha demissão, e aqui vai outro presente meu.
Disse Juan, acertando um certeiro direto no queixo de Marcos, fazendo ele sair voando pro lado e cair no chão do escritório, atrás da mesa, desmaiado. Juan dá meia-volta e vai embora, deixando a carta de demissão na mesa. Segue pra caminhonete dele com uma certa satisfação de ter se vingado, pelo menos pela metade.
Enquanto isso, na casa dos pais dela, Débora acorda com a alma na mão. Pega a roupa, entra no banheiro, toma um banho e sai com uma jeans e uma regata justa, bem caseira. Esteban viu e estranhou que ela não tivesse se arrumado pra trabalhar, então perguntou:
(Esteban) — Love, por que você tá vestida assim? Não vai trabalhar hoje?
(Débora) — Cê acha que eu tô com ânimo de ir trabalhar? Perdi meu filho pra sempre, e você acha que eu tô em condições de ir pra empresa?
(Esteban) — Bom, love, não fica assim. Eu falo com o Pedro pra ele conversar com o Marcos.
Disse Esteban. Ela foi pra cozinha, preparou o café da manhã pros dois e, por reflexo, fez também pro Juan. Desabou em choro ao ver que o filho não estava lá. Esteban acalmou ela. Ela não disse nada, mas depois que ele fosse embora, ela ia pedir demissão pra que o chefe não tentasse nada. Esteban partiu pro escritório.
E ela levanta, lava tudo e sai pro correio, onde faz e envia o telegrama pra empresa do Pedro e do Marcos, e volta pra casa. Ela chega em casa e se prepara pra fazer os serviços domésticos, como a dona de casa que era antes de tudo isso entrar na vida dela e da família dela.
Tava nos afazeres dela e de repente o celular começou a tocar. Quando atende, parece que o rosto dela queria ganhar vida de novo. Era o Juan, o filho dela.
(Débora): – Oi, filho, como você tá? Onde você tá, minha vida? Volta, por favor.
(Juan): – Me escuta bem, puta. Não vou voltar. O que você me fez não tem conserto. – respondeu Juan.
(Débora): – Não me odeia, filho. Vamos conversar, por favor. Quero ver se a gente consegue dar um jeito na nossa vida. Preciso de você, filho.
(Juan): – Tá bom, mãe. À tarde, te espero nesse endereço, mas duvido que você consiga consertar o estrago que fez. – E passou o endereço da casa que o Ernesto tinha dado, e disse:
(Juan): – Mas ninguém pode saber que eu tô aqui. Vem sozinha, ok?
(Débora): – Ok, meu filhinho. Vou estar aí por volta das 18h.
(Juan): – Ok. Te espero. Tchau, puta suja.
E Juan desligou a ligação. Débora voltou pros afazeres de casa, chorando rios por causa do jeito que Juan falou com ela, cheio de ódio. Até que deu 13h30. Ela foi preparar alguma coisa pra comer no almoço e, de repente, o celular tocou de novo. Ela correu pra atender, pensando que era o Juan de novo, mas levou um susto: era o Marcos.
(Marcos): – Porra, posso saber por que caralho você não veio trabalhar, puta? – falou com voz autoritária.
(Débora): – Filho da puta, não vou mais. Tá contente, lixo? Você destruiu minha vida e minha família!
(Marcos): – Do que você tá falando, puta?
(Débora): – Que o Juan foi embora de casa e deixou bem claro o ódio que sente por mim por sua causa. Faz o que quiser, você e o porco do seu pai. Mandei minha demissão. O que mais você pode fazer comigo, se já destruiu minha família? – disse Débora com uma raiva genuína.
(Marcos): – Ah, já entendi. Por isso ele veio, pediu demissão e me bateu. Me escuta uma coisa: você sabe... como é que vocês vão manter essa casinha toda, porque já cortei e vou falar com meu pai pra ele mandar o fracassado do seu marido embora hoje. recebe ele bem porque ele vai chegar sem emprego, e além disso se prepara pra ficar famosa, porque você vai ser a puta mais famosa da internet com os vídeos do escritório e os das festas.
(Débora): —Faz o que quiser, mas você vai pagar por todo o dano que causou, seu lixo!
(Marcos): —E como é que eu vou pagar? com a minha pica kkkkkkk.
E Débora desligou o telefone com muita raiva. Pouco depois dessa conversa, o telegrama de desligamento da empresa no nome de Débora chegou na sala do pai dela, e ele não conseguia acreditar. Liga pro Marcos e pede explicações, e Marcos conta tudo o que ela disse por telefone. Pedro se senta na cadeira de gerente e diz:
(Pedro): —Bom, bom, olha só, olha só a gatinha mostrou que tem garras. Parece que a senhora mostrou que tem personalidade. Vamos mandar um ultimato pra ver se funciona. Clara, vem aqui na minha sala agora.
Chega a secretária do Pedro, uma jovenzinha loira de olhos claros com um corpo de matar.
(Pedro): —Clara, fala pro Esteban vir aqui na minha sala o mais rápido possível.
(Clara): —Sim, senhor Pedro.
Disse a jovem, que foi procurar o pai de família. Quando Esteban chega na sala do Pedro, ele manda entrar.
(Pedro): —E aí, Esteban, entra e senta que tenho que falar com você e te informar uma coisa. Disse Pedro.
(Esteban): —Ok. Respondeu Esteban, sentando.
(Pedro): —Olha, o departamento de contabilidade descobriu ontem um erro de faturamento em algumas notas suas que fez a empresa perder 10% da margem de lucro. É óbvio que você nunca vai ter essa grana pra repor na vida, e por lei não posso descontar do seu salário uma quantia tão grande, porque mesmo trabalhando de graça você ainda ia me dever dinheiro, e muito. Então decidi que você vai ficar 15 dias suspenso sem receber. A suspensão começa amanhã. Agora pode seguir com o seu... Trabalho e espero que você tenha mais cuidado com o que faz e leve em conta que eu não dou dinheiro de graça. Disse Pedro em tom severo.
(Esteban): –Ok, senhor.
Respondeu Esteban, indo embora com o ânimo lá embaixo, e um sorriso de vitorioso se desenhou no rosto de Pedro. Esteban continuou com seus afazeres.
Enquanto isso, em casa, Débora já começava a se preparar para o encontro com o filho. Subiu para o quarto e começou a escolher suas melhores e mais sexys roupas. Nunca soube por quê, talvez intuição de mãe, mas escolheu um conjunto de lingerie bem provocante e sexy, que consistia em uma tanga e um sutiã de seda azul celeste, uma calça jeans justa e uma regata cinza bem apertada no tronco, realçando muito bem os peitos dela, um tênis esportivo e uma jaquetinha de lã. Pegou todas as roupas escolhidas e foi para o banheiro, onde se despiu e tomou um banho revigorante. Depois de sair do banho, vestiu a lingerie, se perfumou com seu melhor perfume e terminou de se vestir. Uma vez vestida, deu os últimos retoques e se olhou no espelho para ver se estava tudo certo. E, depois de confirmar que estava tudo perfeito, pegou a bolsinha e saiu para o local combinado com o filho.
Débora pensava que, custasse o que custasse, precisava reconstruir a relação com o filho, senão nunca se recuperaria daquilo e desmoronaria por completo. Então colocou todo o seu empenho e não deixaria que nada atrapalhasse a reconciliação com o filho — era o mais importante para ela. Assim, decidida a fazer até o impossível para se reconciliar com o filho e convencê-lo a voltar para casa e recuperar a família que Pedro e Marcos tinham destruído, já com a bolsa no braço direito, saiu de casa, andou alguns metros e, numa esquina, parou um táxi e partiu para o encontro com o filho. Já dentro do táxi, viajou uns 30 minutos e chegou a um bairro que parecia bem exclusivo — não tão luxuoso, mas sim exclusivo, de gente com bom poder aquisitivo. Quando o táxi estacionou, ela chegou. Uma casa de dois andares que parecia muito cara e, estacionada na garagem, tinha uma caminhonete 4x4 bem cara. Ao olhar para a casa para ver bem o número e confirmar se era realmente o endereço que o Juan tinha indicado.
Depois, vê a porta se abrir e o Juan sai vestido com roupas bem caras, abre o portão automático e vai até o táxi, perguntando ao motorista:
(Juan): –Quanto é, senhor?
(Taxista): –$160, senhor. Responde o motorista do táxi.
(Juan): –Pega $200 e fica com o troco.
(Taxista): –Muito obrigado mesmo, senhor, muito gentil.
(Juan): –Imagina, senhor. Obrigado a você, você está trabalhando e trouxe minha mina direitinho, tenho que recompensar.
Disse o Juan enquanto fazia a Débora entrar na nova casa dela. Ela não entendia nada: “Como é que ele melhorou tanto de vida em questão de horas? E por que ele não se referia a mim como a mãe dele?” se perguntava mentalmente a Débora ao ver a mudança de vida do filho.
Saindo da festa, Juan sai olhando com ódio e desprezo para a mãe e sobe no carro. Quando ela tenta ir no banco de trás com ele para ver se conseguia falar com ele sem o pai perceber, mas assim que Juan viu que a mãe estava indo sentar do lado dele, Juan desceu do outro lado e subiu na frente, junto com o pai. Isso deu um pressentimento muito ruim para Débora, ela temia o pior. Ela tinha certeza de que Juan sabia de tudo o que aconteceu na festa e que estava odiando ela por se sujeitar à humilhação que Marcos com certeza fez ela passar. E ela estava com muito medo, porque nada de bom estava por vir. A recente rejeição do filho e aquele olhar carregado de ódio por parte dele durante a noite toda diziam que parecia ter chegado a hora de pagar as consequências, e o preço parecia muito alto. Ela temia que naquela noite fosse perder o filho.
Quando o carro chegou em casa, Juan desceu correndo, abriu a porta com as chaves e a fechou atrás de si com um portão, subiu as escadas correndo e foi para o quarto dele, puto da vida. E quando Débora e Esteban entraram em casa e ouviram Juan bater a porta do quarto, Débora sentiu que algo não estava bem e que algo terrível estava por vir.
(Esteban): – O que houve com o Juan, que tá uma fera?
Meu pai perguntou para Débora, ela não sabia o que dizer, então só respondeu com um simples:
(Débora): – Não sei.
Respondeu Débora se fazendo de desentendida e subiu rápido para o quarto de Juan. Quando chegou lá em cima e abriu a porta do quarto dele, o mundo desabou. 5 bolsas e malas em cima da cama de Juan, e ele tirando todas as suas coisas e roupas do guarda-roupa e gavetas das cômodas. As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto dela, porque ela sabia o que tudo aquilo significava. E fechando a porta atrás de si, Débora disse chorando:
(Débora): – O que isso significa, Juan?
(Juan): – Ah, já tá aqui, sua puta suja. Até o hálito de cock e de cum te denuncia, puta barata. Anda com o pai, finge ser a mulherzinha dele, e amanhã entrega sua bunda e chupa o pau do Marcos e de qualquer outro que ele mandar. Você é uma filha da puta. Mãe, eu te odeio. Pensava isso de qualquer uma, menos de você. Você se junta pra se entregar e me humilhar com o cara que arruinou minha vida, que sempre que eu começava um relacionamento ou tava interessado numa mina, ele ia lá se exibindo com o dinheiro e os luxos dele pra me tomar tudo. O que isso significa? É simples: vou embora desse lugar horrível e vou esquecer que tive pais, especialmente de você, mãe. Papai também é vítima das suas ações, da sua atitude de puta oferecida. Vou adiar meus estudos pra trabalhar e me sustentar sozinho, e vou vender o carro e jogar o dinheiro na sua cara de puta vulgar. Então não sei se você precisa continuar trabalhando ou entregando a pussy e o cu pra depois vir dizer que fazia por mim, porque acho que isso era o bode expiatório pra encobrir que você é uma puta oferecida. Ah, e por sinal, não preciso de nada que venha do seu cu e da sua pussy.
Disse João para Débora, jogando na cara dela os documentos e as chaves do carro que ele tava pagando, levantando a voz com muita raiva.
(Débora): – Ai, o que você tá fazendo, João? E abaixa a voz que seu pai tá lá embaixo.
Disse ela, desabando em lágrimas.
(João): – Não abaixo porra nenhuma, sua puta maldita. Se eu quiser levantar a voz, eu levanto. Você não tem autoridade nem moral, puta de merda, você me dá nojo.
(João): – E outra coisa, puta barata. Hoje enquanto trabalhava, encontrei esses documentos, e amanhã levo pra agência tributária. Mostra a sonegação milionária do Marcos e do pai dele.
E entre as coisas empilhadas dele, tinha umas pastas com muitos papéis.
(Débora): – Filho, não faz isso. Você vai deixar seu pai e eu na rua.
(João): – É disso que você se importa? Ficar sem sua ração de cock matinal?
(Débora): – Chega, João. Não me machuca mais.
(João): – Chega. Uma merda e hahahaha que não te machuque, além de puta. Sua falsa do caralho, mãe. Você fodeu minha vida junto com o filho da puta que me lascou desde que comecei a escola, e eu que te machuco? Você é uma merda, mãe, te odeio, ouviu? Te odeio. E agora vaza, me deixa em paz, me dá nojo de te ver perto e sentir seu bafo de porra. Sua puta imunda.
Foi o que Juan disse à sua mãe, completamente enfurecido.
(Débora) – Chega, Juan. Por que você me trata assim? Que merda eu te fiz?
(Juan) – E ainda pergunta? Sua puta falsa, acha que eu não sei o que você tava fazendo agachada no carro do Marcos antes de sair de casa? E tudo que você fez na festa? Acha que sou idiota igual ao papai, que não percebe como você curte junto com o Marcos minha humilhação? Tudo pra manter seu emprego de puta e seu dinheiro sujo ganho como uma puta vulgar.
(Débora) – Juan, eu disse chega de me tratar assim! Que eu sou sua mãe... Aiiii! – Gritou sem completar a frase, porque levou um tapa forte de Juan.
(Débora) – Para, Juan, não me bate mais! Além de me odiar e maltratar, ainda me bate?
Débora gritou, levantando a voz pra ver se acalmava a raiva do filho, mas só fez ela crescer. Juan, com os olhos desvairados, puxou ela pelos cabelos e gritou:
(Juan) – Comigo você não levanta a voz, ouviu, puta nojenta? Como você tem coragem de levantar a voz pra mim, como se tivesse alguma autoridade sobre mim? Putas vulgares não gritam comigo!
Disse gritando, furioso, e segurando Débora firmemente pelos cabelos, levantou o rosto dela e deu outro tapa forte, ao mesmo tempo que soltava os cabelos, fazendo Débora cair na cama.
(Juan) – Te odeio, filha da puta. Te odeio com toda a minha alma.
Ela ficou na cama, esfregando a bochecha dolorida com o tapa de Juan, e chorando enquanto a vida desmoronava ao ouvir as palavras do filho.
(Débora) – Não, Juan, não é assim. O que você queria que eu fizesse? Ele tem vídeos meus e me... ameaço publicar eles na internet.
(Juan) – Ah, então tá, ele tem esses vídeos porque você se submeteu a ele antes, e agora não te vejo sendo obrigada a se entregar pro pau dele ou pros clientes que te fazem dar e chupar os paus deles.
(Debora) – Por favor, Juan, abaixa a voz, seu pai tá lá embaixo.
(Juan) – Ah, beleza, então eu é que tenho que calar a boca porque o corno manso idiota não pode saber o quão puta a esposa dele é, e como por causa de um pau ou vários, ele perdeu o filho pra sempre e parece que não liga.
(Debora) – Juan, o que você quer dizer com isso?
(Juan) – Que eu vou embora de casa e você nunca mais vai me ver.
Ela, ao ouvir ele dizer essas coisas, desabou em choro e saiu correndo, chorando desconsolada, e se trancou no quarto dela pra chorar. Meia hora depois, ela ouve a voz do Esteban dizendo:
(Esteban) – O que é isso, Juan? Onde você vai? Por que você briga assim com sua mãe?
(Juan) – Tô indo embora de casa, pai. Um dia eu te conto, ou melhor, deixa a mãe te contar, se ela tiver um pingo de dignidade e coragem. Mas quero que você saiba que eu tô indo por culpa dela.
Pegando uma por uma as malas e mochilas dele pra colocar na rua, onde um táxi esperava. Daí a pouco passa um disponível, e Juan para ele e começa a subir as bagagens. Nisso, Debora desce correndo ao encontro do filho, e Debora chega até onde ele está e, chorando, diz pro Juan:
(Debora) – Juan, minha vida, cai na real! Eu juro que amanhã mesmo peço demissão do trabalho. Não quero te perder, meu filho! Nãoooo querooo Waaaaa Waaaaa Ahhhh Nãooo Filhooo Nãoooo Snif, Snif, Snif! Ela chorava desconsolada, Debora, vendo Juan subir no táxi pra ir embora e nunca mais vê-lo.
Juan, ignorando completamente o choro da mãe, fechou a porta do táxi e partiu. Debora correu atrás do táxi, caindo de joelhos no meio da rua, gritando em lágrimas:
(Debora) – Nãoooo Juaaan, Meu Filhooo, Voltaaa Ahhhh, Ahhhh Waaa Waaaaa.
Esteban pegou Debora pelos ombros pra levantá-la, abraçá-la e levá-la pra dentro. da casa e fechando a porta atrás deles, Débora correu chorando para o quarto dela, se jogou de bruços na cama de casal e chorou desconsoladamente enquanto sentia o preço caro que tudo que Marcos fez nela custou, e depois vira de barriga pra cima e, olhando pro teto, gritou:
(Débora): –Filho da puta! Tá contente? Arruinou minha família. Amanhã mesmo peço demissão. Tô nem aí se você demitir o Esteban ou publicar esses vídeos na internet. Vou pedir demissão! Mais dano do que você já me fez, não pode me fazer, filho da puta!
Ela exclamou tomada por uma raiva assassina contra Marcos e o pai dele, enquanto Juan chegava na porta do hostel e pagou o táxi. Quando ele desceu com as malas e sacolas, mal o táxi foi embora, estacionou um carro de luxo altíssimo. Ele pensou que era Marcos ou o pai dele com o pessoal, mas desceram 4 homens corpulentos. Dois pegaram Juan e o colocaram no carro, e os outros colocaram as coisas dele no porta-malas. Dentro do carro tinha um homem de uns 50 anos, com cara de muito rico. Assim que Juan entrou no carro com todas as coisas dele, o carro arrancou. O homem olhava fixo pra Juan até que falou:
(Ernesto): –Oi, me chamo Ernesto Villafañez. Como cê vê, sou tão gostoso e até mais que seus patrões, mas fica tranquilo que não tenho as mesmas intenções que eles e não vim te machucar. Tô aqui pra te dar uma mão. Sou o presidente da empresa concorrente dos seus patrões e também sei que você copiou uns documentos comprometedores pra eles. Esses documentos são muito valiosos pra mim e minhas ambições e intenções. Sabe, eles quase me levaram à falência e quase perdi tudo, fiquei na rua sem nada. Passei muitos anos esperando o momento da vingança, fazendo eles acreditarem que eu ainda tava de pé, mas enfraquecido. E você cai do céu pra mim como um milagre de Deus, hahahaha.
(Juan): –E o que cê quer que eu faça? – perguntou Juan.
(Ernesto): –A mesma coisa que você tava prestes a fazer, só que com o abrigo da minha proteção. e à minha disposição se me ajudar, posso realizar todos os seus sonhos, jovenzinho. Disse dom Ernesto
“Essa voz tá começando a me agradar como soa” Pensou Juan consigo mesmo
(Juan): –Beleza, mas cê sabe que minha mãe e meu pai trabalham lá?. Disse Juan
(Ernesto): –Claro que sei, e também sei de toda a humilhação que Marcos fez sua mãe passar como secretária dele.
(Ernesto): –Vou te explicar: durante anos, tive vários funcionários deles que fingiam ser tão leais à empresa e aos diretores, mas eles nunca desconfiaram que esses funcionários são meus funcionários Kkkkkkkkk, assim também fiquei sabendo dos seus documentos e de tudo sobre sua mãe. Essas pessoas também estão pegando discretamente muito mais informação e mais contundente do que você pegou, e quando eu tiver o suficiente, vou te mandar pra você apresentar à agência tributária. Também vou contratar o melhor advogado pra você passar por toda essa ação sem sustos. E agora, se aceitar, fuck you, as chaves de uma casa que eu tinha alugada, uma grana pra você se virar e um carro, e espera notícias minhas. Tudo isso, no final de tudo, será todo seu. E isso é só o começo da minha recompensa. Tem mais, muito mais, você não faz ideia do que vou te dar. Aceita?
(Juan): –E meus pais? Eles vão ficar na rua assim que eu apresentar a ação?
(Ernesto): –Pelo seu pai, não esquenta. No momento em que ele for demitido, meu pessoal disfarçado vai fazer uma oferta que seu pai não vai poder recusar. Além disso, tenho planos de colocá-lo num cargo muito melhor do que aquele que esses infames deram. E quanto à sua mãe, isso vai ser quando você conhecer a segunda parte da minha recompensa.
(Juan): –Ok, aceito. Disse Juan
(Ernesto): –Perfeito, filho. Aqui estão as chaves do carro e da casa, e neste envelope tem $15.000. Você vai receber essa quantia todo mês, que vou mandar com um dos meus rapazes junto com algumas instruções conforme forem saindo. E pode Fica tranquilo que você vai estar sempre protegido pelos meus caras, que vão te vigiar na discrição pra ninguém tentar nada contra você.
Chegaram numa mansão imensa, estacionaram na frente de uma garagem enorme, e os homens do Ernesto tiraram todas as coisas do Juan, enquanto outro abriu o portão automático da garagem. Aos olhos do Juan, apareceu uma Toyota Hilux 4x4. Um dos homens pediu as chaves da caminhonete pro Juan, abriu a parte de trás e começou a carregar tudo que era dele. Depois, fechou de novo e devolveu as chaves.
Antes de ir pra casa nova, o Ernesto falou pro Juan:
(Ernesto): — Quando você subir na caminhonete, tem um GPS com a rota já programada pra você chegar na casa. Boa sorte, filho. Vou ser sempre grato por tudo isso. Nunca vai te faltar nada. Você vai ser o filho que eu nunca pude ter.
Ao falar isso, o Ernesto deu um abraço paternal no Juan antes dele subir no veículo novo. Depois, segurou o rosto dele com carinho e disse:
(Ernesto): — Juan, olha nos meus olhos. Sempre quis ter um filho homem. Só me saíram mulheres, e por causa de um acidente num jogo de polo, não pude ter mais filhos.
Já dentro do carro, o Ernesto chegou perto da janela do motorista e falou:
(Ernesto): — Filho, não se preocupa com os gastos da caminhonete e da casa, que correm por minha conta.
(Juan): — Obrigado, Seu Ernesto. — Disse Juan, caindo na real do que veio de surpresa e caiu nas mãos dele.
Dirigindo a caminhonete, ele esboçou um sorriso maléfico e uma careta de vingança, pensando que tava perto o dia em que o Marcos ia pagar tudo que fez com ele e com a família dele. Depois de uma hora e meia de viagem, chegou na casa e não podia acreditar: era linda, caríssima e luxuosa.
Ele colocou a caminhonete na garagem com portão automático e começou a explorar o lugar até chegar no quarto. Caiu exausto na cama e dormiu. No dia seguinte, Juan decide enfrentar o Marcos. Assim que Chega na empresa, se apresenta no escritório do chefe dele, cheio de ódio...
(Juan) — Escuta, lixo. Tá aqui minha carta de demissão. Não pertenço mais a essa empresa imunda.
(Marcos) — Como você se atreve a vir no meu escritório e falar assim da minha empresa? Não aceito sua demissão e vou avaliar se te mando embora, você e toda a sua família, seu estúpido.
Juan se aproxima de Marcos com ódio estampado na cara e diz:
(Juan) — Tá aqui minha demissão, e aqui vai outro presente meu.
Disse Juan, acertando um certeiro direto no queixo de Marcos, fazendo ele sair voando pro lado e cair no chão do escritório, atrás da mesa, desmaiado. Juan dá meia-volta e vai embora, deixando a carta de demissão na mesa. Segue pra caminhonete dele com uma certa satisfação de ter se vingado, pelo menos pela metade.
Enquanto isso, na casa dos pais dela, Débora acorda com a alma na mão. Pega a roupa, entra no banheiro, toma um banho e sai com uma jeans e uma regata justa, bem caseira. Esteban viu e estranhou que ela não tivesse se arrumado pra trabalhar, então perguntou:
(Esteban) — Love, por que você tá vestida assim? Não vai trabalhar hoje?
(Débora) — Cê acha que eu tô com ânimo de ir trabalhar? Perdi meu filho pra sempre, e você acha que eu tô em condições de ir pra empresa?
(Esteban) — Bom, love, não fica assim. Eu falo com o Pedro pra ele conversar com o Marcos.
Disse Esteban. Ela foi pra cozinha, preparou o café da manhã pros dois e, por reflexo, fez também pro Juan. Desabou em choro ao ver que o filho não estava lá. Esteban acalmou ela. Ela não disse nada, mas depois que ele fosse embora, ela ia pedir demissão pra que o chefe não tentasse nada. Esteban partiu pro escritório.
E ela levanta, lava tudo e sai pro correio, onde faz e envia o telegrama pra empresa do Pedro e do Marcos, e volta pra casa. Ela chega em casa e se prepara pra fazer os serviços domésticos, como a dona de casa que era antes de tudo isso entrar na vida dela e da família dela.
Tava nos afazeres dela e de repente o celular começou a tocar. Quando atende, parece que o rosto dela queria ganhar vida de novo. Era o Juan, o filho dela.
(Débora): – Oi, filho, como você tá? Onde você tá, minha vida? Volta, por favor.
(Juan): – Me escuta bem, puta. Não vou voltar. O que você me fez não tem conserto. – respondeu Juan.
(Débora): – Não me odeia, filho. Vamos conversar, por favor. Quero ver se a gente consegue dar um jeito na nossa vida. Preciso de você, filho.
(Juan): – Tá bom, mãe. À tarde, te espero nesse endereço, mas duvido que você consiga consertar o estrago que fez. – E passou o endereço da casa que o Ernesto tinha dado, e disse:
(Juan): – Mas ninguém pode saber que eu tô aqui. Vem sozinha, ok?
(Débora): – Ok, meu filhinho. Vou estar aí por volta das 18h.
(Juan): – Ok. Te espero. Tchau, puta suja.
E Juan desligou a ligação. Débora voltou pros afazeres de casa, chorando rios por causa do jeito que Juan falou com ela, cheio de ódio. Até que deu 13h30. Ela foi preparar alguma coisa pra comer no almoço e, de repente, o celular tocou de novo. Ela correu pra atender, pensando que era o Juan de novo, mas levou um susto: era o Marcos.
(Marcos): – Porra, posso saber por que caralho você não veio trabalhar, puta? – falou com voz autoritária.
(Débora): – Filho da puta, não vou mais. Tá contente, lixo? Você destruiu minha vida e minha família!
(Marcos): – Do que você tá falando, puta?
(Débora): – Que o Juan foi embora de casa e deixou bem claro o ódio que sente por mim por sua causa. Faz o que quiser, você e o porco do seu pai. Mandei minha demissão. O que mais você pode fazer comigo, se já destruiu minha família? – disse Débora com uma raiva genuína.
(Marcos): – Ah, já entendi. Por isso ele veio, pediu demissão e me bateu. Me escuta uma coisa: você sabe... como é que vocês vão manter essa casinha toda, porque já cortei e vou falar com meu pai pra ele mandar o fracassado do seu marido embora hoje. recebe ele bem porque ele vai chegar sem emprego, e além disso se prepara pra ficar famosa, porque você vai ser a puta mais famosa da internet com os vídeos do escritório e os das festas.
(Débora): —Faz o que quiser, mas você vai pagar por todo o dano que causou, seu lixo!
(Marcos): —E como é que eu vou pagar? com a minha pica kkkkkkk.
E Débora desligou o telefone com muita raiva. Pouco depois dessa conversa, o telegrama de desligamento da empresa no nome de Débora chegou na sala do pai dela, e ele não conseguia acreditar. Liga pro Marcos e pede explicações, e Marcos conta tudo o que ela disse por telefone. Pedro se senta na cadeira de gerente e diz:
(Pedro): —Bom, bom, olha só, olha só a gatinha mostrou que tem garras. Parece que a senhora mostrou que tem personalidade. Vamos mandar um ultimato pra ver se funciona. Clara, vem aqui na minha sala agora.
Chega a secretária do Pedro, uma jovenzinha loira de olhos claros com um corpo de matar.
(Pedro): —Clara, fala pro Esteban vir aqui na minha sala o mais rápido possível.
(Clara): —Sim, senhor Pedro.
Disse a jovem, que foi procurar o pai de família. Quando Esteban chega na sala do Pedro, ele manda entrar.
(Pedro): —E aí, Esteban, entra e senta que tenho que falar com você e te informar uma coisa. Disse Pedro.
(Esteban): —Ok. Respondeu Esteban, sentando.
(Pedro): —Olha, o departamento de contabilidade descobriu ontem um erro de faturamento em algumas notas suas que fez a empresa perder 10% da margem de lucro. É óbvio que você nunca vai ter essa grana pra repor na vida, e por lei não posso descontar do seu salário uma quantia tão grande, porque mesmo trabalhando de graça você ainda ia me dever dinheiro, e muito. Então decidi que você vai ficar 15 dias suspenso sem receber. A suspensão começa amanhã. Agora pode seguir com o seu... Trabalho e espero que você tenha mais cuidado com o que faz e leve em conta que eu não dou dinheiro de graça. Disse Pedro em tom severo.
(Esteban): –Ok, senhor.
Respondeu Esteban, indo embora com o ânimo lá embaixo, e um sorriso de vitorioso se desenhou no rosto de Pedro. Esteban continuou com seus afazeres.
Enquanto isso, em casa, Débora já começava a se preparar para o encontro com o filho. Subiu para o quarto e começou a escolher suas melhores e mais sexys roupas. Nunca soube por quê, talvez intuição de mãe, mas escolheu um conjunto de lingerie bem provocante e sexy, que consistia em uma tanga e um sutiã de seda azul celeste, uma calça jeans justa e uma regata cinza bem apertada no tronco, realçando muito bem os peitos dela, um tênis esportivo e uma jaquetinha de lã. Pegou todas as roupas escolhidas e foi para o banheiro, onde se despiu e tomou um banho revigorante. Depois de sair do banho, vestiu a lingerie, se perfumou com seu melhor perfume e terminou de se vestir. Uma vez vestida, deu os últimos retoques e se olhou no espelho para ver se estava tudo certo. E, depois de confirmar que estava tudo perfeito, pegou a bolsinha e saiu para o local combinado com o filho.
Débora pensava que, custasse o que custasse, precisava reconstruir a relação com o filho, senão nunca se recuperaria daquilo e desmoronaria por completo. Então colocou todo o seu empenho e não deixaria que nada atrapalhasse a reconciliação com o filho — era o mais importante para ela. Assim, decidida a fazer até o impossível para se reconciliar com o filho e convencê-lo a voltar para casa e recuperar a família que Pedro e Marcos tinham destruído, já com a bolsa no braço direito, saiu de casa, andou alguns metros e, numa esquina, parou um táxi e partiu para o encontro com o filho. Já dentro do táxi, viajou uns 30 minutos e chegou a um bairro que parecia bem exclusivo — não tão luxuoso, mas sim exclusivo, de gente com bom poder aquisitivo. Quando o táxi estacionou, ela chegou. Uma casa de dois andares que parecia muito cara e, estacionada na garagem, tinha uma caminhonete 4x4 bem cara. Ao olhar para a casa para ver bem o número e confirmar se era realmente o endereço que o Juan tinha indicado.
Depois, vê a porta se abrir e o Juan sai vestido com roupas bem caras, abre o portão automático e vai até o táxi, perguntando ao motorista:
(Juan): –Quanto é, senhor?
(Taxista): –$160, senhor. Responde o motorista do táxi.
(Juan): –Pega $200 e fica com o troco.
(Taxista): –Muito obrigado mesmo, senhor, muito gentil.
(Juan): –Imagina, senhor. Obrigado a você, você está trabalhando e trouxe minha mina direitinho, tenho que recompensar.
Disse o Juan enquanto fazia a Débora entrar na nova casa dela. Ela não entendia nada: “Como é que ele melhorou tanto de vida em questão de horas? E por que ele não se referia a mim como a mãe dele?” se perguntava mentalmente a Débora ao ver a mudança de vida do filho.
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