Terça-feira, 9 de abril de 2013
Acordo perto das oito, nas telas vejo as crianças correndo pelo corredor e pela sala.
Com os uniformes do colégio, saem com a mãe em direção à porta.
Ana deve ter ido embora, já que não a vejo. Mas ouço Lina falando do hall de entrada.
Lina.— Ana, se não quiser ir sozinha, eu te levo quando voltar de deixar as crianças.
Ana.— Não, deixa, mãe. Vou sozinha. Preciso ir me acostumando.
Vejo Ana saindo do quarto dela, esfregando os olhos meio sonolenta e fazendo uma careta de deboche, mostrando a língua para a mãe, embora ela não possa vê-la.
Ela não usa o banheiro do corredor e entra no do nosso quarto, senta no vaso sanitário para fazer suas necessidades e tira a blusa e o shorts que usa para dormir.
Desde que eu a dava banho, com quatro ou cinco anos, não a via mais nua.
Ela acaricia os seios, como dois meio limões. As auréolas pequenas e rosadas, e uns mamilos quase invisíveis.
Ao se aproximar da pia para escovar os dentes, a câmera a foca de frente e admiro seu púbis coberto por uma penugem macia, da mesma cor do cabelo, mas um pouco mais escura.
Fisicamente, ela se parece muito com a mãe. Já aparecem as curvas que definem sua feminilidade, suas pernas longas e finas, coxas macias coroadas por uma bunda redonda, como esculpida por um artista, empinada.
Ela é muito gostosa. Me envergonha espionar minha filha, mas não consigo evitar, quero saber o que ela faz, como ela é. Ela pegou um objeto de uma gaveta do móvel e entra com ele no chuveiro. Faz movimentos estranhos, igual à mãe dela. É estranho.
Observo através do vidro embaçado pelo vapor e pela água, que parece se entreter nas partes baixas, parece que está se masturbando.
Quando terminou de se lavar, vai ao quarto da mãe, onde tira, de uma gaveta da cômoda, uma tanga bem pequena. Não deve cobrir nada.
Umas meias cor de pele, fininhas, e um sutiãzinho meia-taça combinando. Ela vai para o quarto dela e Ela saiu vestida. Uma blusa branca, a saia muito curta, um moletom e um casacão. Não toma café da manhã. Pega a bolsinha de ombro e vai pro hall. A porta se fecha. Minha paranoia só aumenta, não conheço minha própria família.
Preciso saber pra onde ela vai, o que faz, com quem se encontra. Saio correndo pra vê-la sair, não chego a tempo. Corro até o ponto de ônibus e ainda bem, ela tá lá. Não pode me ver. Parei um táxi que vinha vindo e entrei. Mando ele esperar até o ônibus chegar e seguir ele.
Depois de um trajeto curto, ela desce e espera no ponto. Tamo longe do colégio onde ela devia ir. Chega outro ônibus e ela pega ele. O trajeto é mais longo, num dos pontos ela desce, eu mando o taxista parar a uma distância segura, dispenso ele.
Sigo minha filha a pé, pelas ruas de um bairro meio duvidoso. Perto da Avenida de Moratalaz. Ela parece não se assustar com isso, toca o interfone de um apartamento, abrem, e ela entra no prédio. Me aproximo e, por acaso, nessa hora um vizinho sai do bloco. Aproveito que a porta tá aberta pra entrar.
Do saguão, vejo ela tocar a campainha no primeiro andar, abrem, mas não consigo ver quem é lá dentro. Faço as contas pra saber qual é a porta 1º D, vou até as caixas de correio no saguão, onde vejo o nome associado à porta: uma tal de María López, que não conheço.
Saio do prédio e atravesso a rua, me sentando num café perto, de onde posso vê-la sair. Sento pra tomar café da manhã e me distraio lendo o jornal do bar. Passa mais de uma hora quando vejo a Ana sair do prédio com o cabelo bagunçado, parece angustiada.
Meu Deus! O que será que aconteceu com ela? O que tá rolando com a minha pequena? O que ela veio fazer aqui?
Não quero nem imaginar. As dúvidas me atormentam. Isso é um pesadelo.
A menina vai pro ponto de ônibus e senta no banco, tá sozinha, vejo que ela cobre o rosto com as duas mãos e parece que Ela tá chorando.
Tira um lenço de papel de um pacote da bolsa que tá pendurada, enxuga as lágrimas, assoa o nariz e fica olhando pro nada.
Quando o ônibus chega, ela sobe e eu saio correndo pra pegar um táxi que me leve de volta.
No caminho, paro o táxi, peço pra ele esperar uns minutos e entro num supermercado de bairro pra comprar umas coisas que preciso pra me virar nos dois dias que faltam antes de voltar.
Quando chego no apartamento do Eduardo, ligo as telas pra ver o puteiro em que minha casa se transformou. A Ana tá deitada no sofá da sala, chorando.
Pelo visto, ela tá sozinha.
Pouco depois, a Lina chega. Quando vê ela assim, se aproxima e abraça. Elas falam bem baixinho, não consigo ouvir nada. A Lina fala, levantando a voz: "Não vai mais se não quiser." Beija a testa dela e leva pra cozinha pra continuar conversando, onde não tenho câmera nem microfone.
Se não fosse pelo que aconteceu ontem nesse mesmo apartamento, a imagem daquela mãe consolando a filha seria comovente, mas na minha mente ficavam se cruzando as imagens da minha mulher nua, sendo penetrada pelos dois amigos e gozando gozada atrás de gozada até cair de exaustão.
O resto do dia passa normal, o vai e vem pelos cômodos, o lanche. O telefone toca, a Ana atende.
Ana: – Mãe, é pra você.
Lina: – Quem é?
Ana: – É a Marta, quer falar com você.
Lina: – No telefone. Alô, Marta, tudo bem? Esta noite? A que horas? Tá, vou estar lá, ou melhor, vem me pegar. Combinado, garota, um beijo.
Ana: – O que ela queria, mãe? Você tem encontro esta noite?
Lina: – Não, só vamos tomar uma cerveja com uns amigos.
Ana: – E você vai?
Lina: – Claro, você já é grande e pode cuidar das crianças por um tempinho.
Ana: – Mas não volta muito tarde, por favor.
Lina: – Tá bom, não se preocupa.
A Lina vai pro banheiro tomar um banho e se arrumar. O conjunto de lingerie que ela tira é de matar do coração. Imagino que esta noite vai ter festa. A Ana fica lendo no sofá. salão, com a TV ligada num programa de fofoca.
Às dez horas, tocam o interfone, Lina atende.
Lina.— Já vou, Marta.
Lina.— Ana, vai se deitar agora.
Ana.— Tá bom.
Ouço a porta se fechar.
Saio correndo pra rua, vou até o prédio e chego a tempo de ver minha mulher saindo. Marta, a amiga dela, espera no portão.
As duas se abraçam e se beijam.
Marta é uma mulher bonita, com um corpo muito gostoso, separada, pelo visto por causa de infidelidade. Gosto dela, é muito legal e carinhosa comigo e com as crianças.
Onde será que as duas vão? Tenho que segui-las pra saber o que estão tramando.
Elas se aproximam do carro da amiga e vejo dois homens no banco de trás. Um deles sai do veículo, beija minha mulher e cede o lugar, dá a volta e senta no banco do carona, do lado da Marta, que está dirigindo.
Minha mulher, ao entrar no carro, se abraça com o outro e beija ele na boca. O carro arranca.
Procuro um táxi pra segui-los, tenho sorte e consigo um antes de perdê-los de vista.
O taxista me olha estranho quando eu falo: “Segue aquele carro, numa distância segura, mas sem perder ele de vista.”
A gente percorre as ruas até chegar no que parece um clube, num polígono industrial.
Eles estacionam, descem e vão em direção ao local, se abraçando, se beijando, entram no estabelecimento.
Eu mando o taxista embora e, quando pago, ele me pisca o olho com cumplicidade.
Decido me aproximar e perguntar ao porteiro que tipo de lugar era aquele, falo que estou de passagem pela cidade e não conheço o local.
O rapaz, jovem e simpático, segurança, sorrindo, me diz que aquele era um lugar de “casais”, enfatizando o “casais”, tipo, de troca de casais.
Pergunto se posso entrar, mesmo correndo o risco de ser visto, e ele fala que sim, mas como estou sozinho, tenho que pagar quarenta dólares.
Ao entrar no local, com as luzes bem fracas, só dava pra ver sombras. À minha esquerda, um balcão de bar de uns três metros, com uma garota linda de uns vinte anos, de traços inconfundíveis asiática. Na frente do balcão do local, tem um casal transando, ela sentada num banquinho, com os cotovelos apoiados no balcão, com a bunda pra fora e um cara de uns quarenta anos comendo ela por trás.
Diante da expressão no meu rosto, uma mulher se aproxima com um sorriso nos lábios. Muito gostosa, morena, quase da minha altura, com um vestido estilo oriental de uma peça só, vermelho, aberto de um lado mostrando a coxa até quase a cintura.
— Oi, sou Alma. E você, quem é?
— Meu nome é Felipe — minto.
— Alma: É a primeira vez que você visita um lugar assim?
— Sim, nunca conheci nada parecido. Mas uma hora tinha que ser a primeira, né?
— Alma: Você não tá acostumado com isso, né?
— Pois não, sinceramente.
— Alma: Vem, vou te mostrar as instalações. Temos salas pra BDSM, experiências sadomasoquistas, uma jacuzzi e também uma sala escura.
— O que é isso? Já ouvi falar, mas não consigo imaginar.
— Alma: Você vai ver. É voyeur?
— Não sei, talvez descubra um lado meu que eu não conhecia.
A garota dá uma risada.
— Alma: Aqui tem umas regras pra seguir. Não forçar ninguém a nada. Tudo é feito voluntariamente. E não fazer escândalo. Ah, e sempre com camisinha. Sabe, a gente passa por corredores com quartos dos lados onde o pessoal tá praticando sexo. Dois casais na jacuzzi aproveitando as bolhas. Todo mundo pelado. Alguns casais sentados tomando chá e drinks.
Num corredor escuro e estreito, percebo uns gemidos que me soam familiares, era a Lina.
— Posso olhar sem ser visto?
— Alma: Claro, tem muitos casais que ficam excitados sabendo que um desconhecido tá olhando. Chega mais, olha tudo o que quiser. Vou te deixar, tenho outras obrigações. Se precisar de algo, é só me procurar. Se divirta.
Tinha uma janelinha por onde eu me inclinei. Apesar da luz fraca, consegui ver a Lina de quatro sendo penetrada por um cara baixo e grosso, pra mim parece nojento, a pica que ele tava usando. Comendo minha mulher, era a maior e mais grossa que eu podia imaginar.
Eu tava metendo no cu dela. E pelo visto ela tava gostando.
Eu enfiava devagar, me deliciando, puxando o cabelo dela com as mãos como se fosse uma gostosa qualquer.
Lina, quase sem fôlego e com o rosto banhado em lágrimas, gritava.
Lina: — Me parte no meio, seu merda, filho da puta, cabrão, enfia até o fundo!
Porra, que delícia, tô morrendo! Quero mais um pau, quero outro pau!
O lugar tinha o chão coberto de colchonetes.
Marta, deitada de barriga pra baixo, na perpendicular debaixo de Lina, chupava os peitos dela e com uma mão acariciava os ovos do cara que tava metendo no cu de Lina.
Enquanto isso, nela, o outro cara, de cara feia e magrelo, tava comendo ela pela buceta.
O gordo: — Mas que putas que vocês são. Adoram ser comidas, né?
Putas, gostam de levar pau em todos os buracos do corpo. Vou arrombar teu cu que você não vai conseguir sentar por uma semana.
Ele falava pra Lina e continuava bombando. Agora com uma força do caralho.
Tira o pau dele de uma vez, fazendo Lina gritar de dor.
Empurra o magrelo e tira Marta de debaixo de Lina, manda o outro cara se deitar de barriga pra cima e coloca Lina em cima dele de bruços. Pega o pau do magrelo e enfia na buceta de Lina, que tava por cima. O gordo se posicionou atrás e, segurando os quadris da minha esposa, enfiou de uma vez o piru dele no cu dela.
O gordo: — Assim que eu gosto de foder um cu. Quando tem outro pau na buceta, deixa mais apertado!
De repente, vejo com horror que o bruto vira na direção do olho mágico onde eu tô, gritando:
O gordo: — Vem aqui, olheiro, viadinho, e mete o pau na boca dessa puta que não tá satisfeita com dois. Precisa de mais paus!
Lina olha na minha direção, não consegue me ver por causa da escuridão ao meu redor e muito menos me reconhecer, e entre gemidos e suspiros, grita:
Lina: — Deixa o olheiro bater uma punheta em paz, seu chupador, que eu fico com tesão sabendo que tão me vendo ser comida. ouvir isso, saio correndo, apavorado do lugar, enquanto ouvia as risadas da minha mulher e dos amigos dela, zoando, ainda ouvi dizerem.
O gordo. – O tarado tomou um susto de morte. Kkkkk. Não sabe o que está perdendo.
Ao sair do antro, respirei fundo o ar fresco e limpo da noite.
Parei um táxi e voltei pro apartamento, me joguei na cama e logo estava dormindo.
Não sei quanto tempo passou, acordei com o murmúrio do sistema de som, me aproximei das telas e vi qual era a origem.
Lina e Marta, com os dois energúmenos, estavam na sala. Pelados, fodendo.
Lina deitada de comprido no sofá, com a cabeça para fora, virada pra trás, deixava o magrelo meter na boca dela, enfiava até o fundo da garganta sem fazer ela engasgar.
Enquanto Marta, de joelhos no chão, sobre o corpo da amiga, chupava a buceta dela.
Ao mesmo tempo, o gordo, agarrado na cintura de Marta, metia no cu dela e ela reclamava da dor que ele tava causando. Dava pra ver que ela tava desconfortável.
Será que nunca se satisfaziam? Não cansavam? Como a Lina, tão delicada, aguentava tanta humilhação?
Tinha garrafas e copos pelo chão. Tavam bêbados. Parece que continuaram a farra na minha casa, já tavam há um tempão e eu não tinha ouvido até acordar.
Lina. – Merda, não façam barulho que não sei se a Ana deu as gotas pros meninos e eles podem acordar.
O gordo. – Relaxa, se acordarem, a gente fode eles também. Kkkkk
Lina. – Não fala besteira, são muito pequenos, e apertava a cabeça da amiga contra a boceta dela. Empurrava o cara que tava metendo na boca e gozava uma porrada de vezes, espremendo com as pernas a Marta, que levantava o rosto e com os olhos arregalados se lambuzava de gosto com os líquidos da Lina.
Pela câmera do corredor, vi a porta da Ana se abrir um pouco, ela espiou e fechou de novo.
Minha menina tava acordada e tava sabendo de tudo, tinha visto a mãe dela Uma orgia desenfreada com desconhecidos.
O que mais minha garota sabia? Quanto ela teria visto?
Todos se levantaram e foram pro quarto.
Se reviraram na cama numa bagunça de corpos, se apalpando, dando tapas e beliscões nos corpos das mulheres, mordiam os mamilos até fazê-las gritar de dor e elas se agarravam nos paus deles e chupavam. Eles enfiavam os dedos nas bucetas e nos cus delas. Risadas, gemidos.
Marta levantou e entrou no banheiro pra mijar, atrás dela entrou o gordo barrigudo e peludo, os pelos cobriam o peito, os ombros e as costas, parecia um urso. Ao ver Marta no vaso, ele agarrou a própria rola, apontou pra Marta e a duchou de mijo.
Marta: — Não seja porco!
Lina: — O que ele tá fazendo?
Marta: — Ele mijou em cima de mim.
Lina: — Isso não! Ei! Essas porcarias aqui não!
O gordo, rindo, entrou no chuveiro.
O que poderia ter levado ela a esses excessos, a essa imoralidade? À obscenidade mais absoluta. Pra mim era difícil entender que existissem pessoas pra quem essas atrocidades dessem prazer. Mas o inacreditável é que fosse minha mulher, justamente, quem fazia isso. Era totalmente incompreensível.
Tomaram banho todos juntos entre risadas e brincadeiras, beliscões, mordidas nos peitos das duas, nas bundas, que as faziam dar gritos de dor-prazer, e que deixavam marcas nos corpos delas.
As mulheres se deitam na cama, se beijando.
Os dois caras se vestem, tiram umas notas e jogam em cima de Lina e Marta, e vão embora.
As duas amigas continuam juntas, nuas, abraçadas e cansadas, em cima do dinheiro ganho vendendo o corpo. Dormem na hora. São quase seis da manhã.
Minha cabeça fervia de ideias estranhas, não entendia nada do que tava rolando, a Lina não ligava que as crianças ouvissem e vissem o que ela fazia?
E se sabiam, como isso afetava eles? Teriam abusado deles?
Porra, isso era uma loucura!
Era preciso que eu descobrisse tudo que tava acontecendo, por que e como. Tinha chegado a essa situação.
Caí rendido na cama, derrotado, exausto.
Autor: Pablo Andrade
Acordo perto das oito, nas telas vejo as crianças correndo pelo corredor e pela sala.
Com os uniformes do colégio, saem com a mãe em direção à porta.
Ana deve ter ido embora, já que não a vejo. Mas ouço Lina falando do hall de entrada.
Lina.— Ana, se não quiser ir sozinha, eu te levo quando voltar de deixar as crianças.
Ana.— Não, deixa, mãe. Vou sozinha. Preciso ir me acostumando.
Vejo Ana saindo do quarto dela, esfregando os olhos meio sonolenta e fazendo uma careta de deboche, mostrando a língua para a mãe, embora ela não possa vê-la.
Ela não usa o banheiro do corredor e entra no do nosso quarto, senta no vaso sanitário para fazer suas necessidades e tira a blusa e o shorts que usa para dormir.
Desde que eu a dava banho, com quatro ou cinco anos, não a via mais nua.
Ela acaricia os seios, como dois meio limões. As auréolas pequenas e rosadas, e uns mamilos quase invisíveis.
Ao se aproximar da pia para escovar os dentes, a câmera a foca de frente e admiro seu púbis coberto por uma penugem macia, da mesma cor do cabelo, mas um pouco mais escura.
Fisicamente, ela se parece muito com a mãe. Já aparecem as curvas que definem sua feminilidade, suas pernas longas e finas, coxas macias coroadas por uma bunda redonda, como esculpida por um artista, empinada.
Ela é muito gostosa. Me envergonha espionar minha filha, mas não consigo evitar, quero saber o que ela faz, como ela é. Ela pegou um objeto de uma gaveta do móvel e entra com ele no chuveiro. Faz movimentos estranhos, igual à mãe dela. É estranho.
Observo através do vidro embaçado pelo vapor e pela água, que parece se entreter nas partes baixas, parece que está se masturbando.
Quando terminou de se lavar, vai ao quarto da mãe, onde tira, de uma gaveta da cômoda, uma tanga bem pequena. Não deve cobrir nada.
Umas meias cor de pele, fininhas, e um sutiãzinho meia-taça combinando. Ela vai para o quarto dela e Ela saiu vestida. Uma blusa branca, a saia muito curta, um moletom e um casacão. Não toma café da manhã. Pega a bolsinha de ombro e vai pro hall. A porta se fecha. Minha paranoia só aumenta, não conheço minha própria família.
Preciso saber pra onde ela vai, o que faz, com quem se encontra. Saio correndo pra vê-la sair, não chego a tempo. Corro até o ponto de ônibus e ainda bem, ela tá lá. Não pode me ver. Parei um táxi que vinha vindo e entrei. Mando ele esperar até o ônibus chegar e seguir ele.
Depois de um trajeto curto, ela desce e espera no ponto. Tamo longe do colégio onde ela devia ir. Chega outro ônibus e ela pega ele. O trajeto é mais longo, num dos pontos ela desce, eu mando o taxista parar a uma distância segura, dispenso ele.
Sigo minha filha a pé, pelas ruas de um bairro meio duvidoso. Perto da Avenida de Moratalaz. Ela parece não se assustar com isso, toca o interfone de um apartamento, abrem, e ela entra no prédio. Me aproximo e, por acaso, nessa hora um vizinho sai do bloco. Aproveito que a porta tá aberta pra entrar.
Do saguão, vejo ela tocar a campainha no primeiro andar, abrem, mas não consigo ver quem é lá dentro. Faço as contas pra saber qual é a porta 1º D, vou até as caixas de correio no saguão, onde vejo o nome associado à porta: uma tal de María López, que não conheço.
Saio do prédio e atravesso a rua, me sentando num café perto, de onde posso vê-la sair. Sento pra tomar café da manhã e me distraio lendo o jornal do bar. Passa mais de uma hora quando vejo a Ana sair do prédio com o cabelo bagunçado, parece angustiada.
Meu Deus! O que será que aconteceu com ela? O que tá rolando com a minha pequena? O que ela veio fazer aqui?
Não quero nem imaginar. As dúvidas me atormentam. Isso é um pesadelo.
A menina vai pro ponto de ônibus e senta no banco, tá sozinha, vejo que ela cobre o rosto com as duas mãos e parece que Ela tá chorando.
Tira um lenço de papel de um pacote da bolsa que tá pendurada, enxuga as lágrimas, assoa o nariz e fica olhando pro nada.
Quando o ônibus chega, ela sobe e eu saio correndo pra pegar um táxi que me leve de volta.
No caminho, paro o táxi, peço pra ele esperar uns minutos e entro num supermercado de bairro pra comprar umas coisas que preciso pra me virar nos dois dias que faltam antes de voltar.
Quando chego no apartamento do Eduardo, ligo as telas pra ver o puteiro em que minha casa se transformou. A Ana tá deitada no sofá da sala, chorando.
Pelo visto, ela tá sozinha.
Pouco depois, a Lina chega. Quando vê ela assim, se aproxima e abraça. Elas falam bem baixinho, não consigo ouvir nada. A Lina fala, levantando a voz: "Não vai mais se não quiser." Beija a testa dela e leva pra cozinha pra continuar conversando, onde não tenho câmera nem microfone.
Se não fosse pelo que aconteceu ontem nesse mesmo apartamento, a imagem daquela mãe consolando a filha seria comovente, mas na minha mente ficavam se cruzando as imagens da minha mulher nua, sendo penetrada pelos dois amigos e gozando gozada atrás de gozada até cair de exaustão.
O resto do dia passa normal, o vai e vem pelos cômodos, o lanche. O telefone toca, a Ana atende.
Ana: – Mãe, é pra você.
Lina: – Quem é?
Ana: – É a Marta, quer falar com você.
Lina: – No telefone. Alô, Marta, tudo bem? Esta noite? A que horas? Tá, vou estar lá, ou melhor, vem me pegar. Combinado, garota, um beijo.
Ana: – O que ela queria, mãe? Você tem encontro esta noite?
Lina: – Não, só vamos tomar uma cerveja com uns amigos.
Ana: – E você vai?
Lina: – Claro, você já é grande e pode cuidar das crianças por um tempinho.
Ana: – Mas não volta muito tarde, por favor.
Lina: – Tá bom, não se preocupa.
A Lina vai pro banheiro tomar um banho e se arrumar. O conjunto de lingerie que ela tira é de matar do coração. Imagino que esta noite vai ter festa. A Ana fica lendo no sofá. salão, com a TV ligada num programa de fofoca.
Às dez horas, tocam o interfone, Lina atende.
Lina.— Já vou, Marta.
Lina.— Ana, vai se deitar agora.
Ana.— Tá bom.
Ouço a porta se fechar.
Saio correndo pra rua, vou até o prédio e chego a tempo de ver minha mulher saindo. Marta, a amiga dela, espera no portão.
As duas se abraçam e se beijam.
Marta é uma mulher bonita, com um corpo muito gostoso, separada, pelo visto por causa de infidelidade. Gosto dela, é muito legal e carinhosa comigo e com as crianças.
Onde será que as duas vão? Tenho que segui-las pra saber o que estão tramando.
Elas se aproximam do carro da amiga e vejo dois homens no banco de trás. Um deles sai do veículo, beija minha mulher e cede o lugar, dá a volta e senta no banco do carona, do lado da Marta, que está dirigindo.
Minha mulher, ao entrar no carro, se abraça com o outro e beija ele na boca. O carro arranca.
Procuro um táxi pra segui-los, tenho sorte e consigo um antes de perdê-los de vista.
O taxista me olha estranho quando eu falo: “Segue aquele carro, numa distância segura, mas sem perder ele de vista.”
A gente percorre as ruas até chegar no que parece um clube, num polígono industrial.
Eles estacionam, descem e vão em direção ao local, se abraçando, se beijando, entram no estabelecimento.
Eu mando o taxista embora e, quando pago, ele me pisca o olho com cumplicidade.
Decido me aproximar e perguntar ao porteiro que tipo de lugar era aquele, falo que estou de passagem pela cidade e não conheço o local.
O rapaz, jovem e simpático, segurança, sorrindo, me diz que aquele era um lugar de “casais”, enfatizando o “casais”, tipo, de troca de casais.
Pergunto se posso entrar, mesmo correndo o risco de ser visto, e ele fala que sim, mas como estou sozinho, tenho que pagar quarenta dólares.
Ao entrar no local, com as luzes bem fracas, só dava pra ver sombras. À minha esquerda, um balcão de bar de uns três metros, com uma garota linda de uns vinte anos, de traços inconfundíveis asiática. Na frente do balcão do local, tem um casal transando, ela sentada num banquinho, com os cotovelos apoiados no balcão, com a bunda pra fora e um cara de uns quarenta anos comendo ela por trás.
Diante da expressão no meu rosto, uma mulher se aproxima com um sorriso nos lábios. Muito gostosa, morena, quase da minha altura, com um vestido estilo oriental de uma peça só, vermelho, aberto de um lado mostrando a coxa até quase a cintura.
— Oi, sou Alma. E você, quem é?
— Meu nome é Felipe — minto.
— Alma: É a primeira vez que você visita um lugar assim?
— Sim, nunca conheci nada parecido. Mas uma hora tinha que ser a primeira, né?
— Alma: Você não tá acostumado com isso, né?
— Pois não, sinceramente.
— Alma: Vem, vou te mostrar as instalações. Temos salas pra BDSM, experiências sadomasoquistas, uma jacuzzi e também uma sala escura.
— O que é isso? Já ouvi falar, mas não consigo imaginar.
— Alma: Você vai ver. É voyeur?
— Não sei, talvez descubra um lado meu que eu não conhecia.
A garota dá uma risada.
— Alma: Aqui tem umas regras pra seguir. Não forçar ninguém a nada. Tudo é feito voluntariamente. E não fazer escândalo. Ah, e sempre com camisinha. Sabe, a gente passa por corredores com quartos dos lados onde o pessoal tá praticando sexo. Dois casais na jacuzzi aproveitando as bolhas. Todo mundo pelado. Alguns casais sentados tomando chá e drinks.
Num corredor escuro e estreito, percebo uns gemidos que me soam familiares, era a Lina.
— Posso olhar sem ser visto?
— Alma: Claro, tem muitos casais que ficam excitados sabendo que um desconhecido tá olhando. Chega mais, olha tudo o que quiser. Vou te deixar, tenho outras obrigações. Se precisar de algo, é só me procurar. Se divirta.
Tinha uma janelinha por onde eu me inclinei. Apesar da luz fraca, consegui ver a Lina de quatro sendo penetrada por um cara baixo e grosso, pra mim parece nojento, a pica que ele tava usando. Comendo minha mulher, era a maior e mais grossa que eu podia imaginar.
Eu tava metendo no cu dela. E pelo visto ela tava gostando.
Eu enfiava devagar, me deliciando, puxando o cabelo dela com as mãos como se fosse uma gostosa qualquer.
Lina, quase sem fôlego e com o rosto banhado em lágrimas, gritava.
Lina: — Me parte no meio, seu merda, filho da puta, cabrão, enfia até o fundo!
Porra, que delícia, tô morrendo! Quero mais um pau, quero outro pau!
O lugar tinha o chão coberto de colchonetes.
Marta, deitada de barriga pra baixo, na perpendicular debaixo de Lina, chupava os peitos dela e com uma mão acariciava os ovos do cara que tava metendo no cu de Lina.
Enquanto isso, nela, o outro cara, de cara feia e magrelo, tava comendo ela pela buceta.
O gordo: — Mas que putas que vocês são. Adoram ser comidas, né?
Putas, gostam de levar pau em todos os buracos do corpo. Vou arrombar teu cu que você não vai conseguir sentar por uma semana.
Ele falava pra Lina e continuava bombando. Agora com uma força do caralho.
Tira o pau dele de uma vez, fazendo Lina gritar de dor.
Empurra o magrelo e tira Marta de debaixo de Lina, manda o outro cara se deitar de barriga pra cima e coloca Lina em cima dele de bruços. Pega o pau do magrelo e enfia na buceta de Lina, que tava por cima. O gordo se posicionou atrás e, segurando os quadris da minha esposa, enfiou de uma vez o piru dele no cu dela.
O gordo: — Assim que eu gosto de foder um cu. Quando tem outro pau na buceta, deixa mais apertado!
De repente, vejo com horror que o bruto vira na direção do olho mágico onde eu tô, gritando:
O gordo: — Vem aqui, olheiro, viadinho, e mete o pau na boca dessa puta que não tá satisfeita com dois. Precisa de mais paus!
Lina olha na minha direção, não consegue me ver por causa da escuridão ao meu redor e muito menos me reconhecer, e entre gemidos e suspiros, grita:
Lina: — Deixa o olheiro bater uma punheta em paz, seu chupador, que eu fico com tesão sabendo que tão me vendo ser comida. ouvir isso, saio correndo, apavorado do lugar, enquanto ouvia as risadas da minha mulher e dos amigos dela, zoando, ainda ouvi dizerem.
O gordo. – O tarado tomou um susto de morte. Kkkkk. Não sabe o que está perdendo.
Ao sair do antro, respirei fundo o ar fresco e limpo da noite.
Parei um táxi e voltei pro apartamento, me joguei na cama e logo estava dormindo.
Não sei quanto tempo passou, acordei com o murmúrio do sistema de som, me aproximei das telas e vi qual era a origem.
Lina e Marta, com os dois energúmenos, estavam na sala. Pelados, fodendo.
Lina deitada de comprido no sofá, com a cabeça para fora, virada pra trás, deixava o magrelo meter na boca dela, enfiava até o fundo da garganta sem fazer ela engasgar.
Enquanto Marta, de joelhos no chão, sobre o corpo da amiga, chupava a buceta dela.
Ao mesmo tempo, o gordo, agarrado na cintura de Marta, metia no cu dela e ela reclamava da dor que ele tava causando. Dava pra ver que ela tava desconfortável.
Será que nunca se satisfaziam? Não cansavam? Como a Lina, tão delicada, aguentava tanta humilhação?
Tinha garrafas e copos pelo chão. Tavam bêbados. Parece que continuaram a farra na minha casa, já tavam há um tempão e eu não tinha ouvido até acordar.
Lina. – Merda, não façam barulho que não sei se a Ana deu as gotas pros meninos e eles podem acordar.
O gordo. – Relaxa, se acordarem, a gente fode eles também. Kkkkk
Lina. – Não fala besteira, são muito pequenos, e apertava a cabeça da amiga contra a boceta dela. Empurrava o cara que tava metendo na boca e gozava uma porrada de vezes, espremendo com as pernas a Marta, que levantava o rosto e com os olhos arregalados se lambuzava de gosto com os líquidos da Lina.
Pela câmera do corredor, vi a porta da Ana se abrir um pouco, ela espiou e fechou de novo.
Minha menina tava acordada e tava sabendo de tudo, tinha visto a mãe dela Uma orgia desenfreada com desconhecidos.
O que mais minha garota sabia? Quanto ela teria visto?
Todos se levantaram e foram pro quarto.
Se reviraram na cama numa bagunça de corpos, se apalpando, dando tapas e beliscões nos corpos das mulheres, mordiam os mamilos até fazê-las gritar de dor e elas se agarravam nos paus deles e chupavam. Eles enfiavam os dedos nas bucetas e nos cus delas. Risadas, gemidos.
Marta levantou e entrou no banheiro pra mijar, atrás dela entrou o gordo barrigudo e peludo, os pelos cobriam o peito, os ombros e as costas, parecia um urso. Ao ver Marta no vaso, ele agarrou a própria rola, apontou pra Marta e a duchou de mijo.
Marta: — Não seja porco!
Lina: — O que ele tá fazendo?
Marta: — Ele mijou em cima de mim.
Lina: — Isso não! Ei! Essas porcarias aqui não!
O gordo, rindo, entrou no chuveiro.
O que poderia ter levado ela a esses excessos, a essa imoralidade? À obscenidade mais absoluta. Pra mim era difícil entender que existissem pessoas pra quem essas atrocidades dessem prazer. Mas o inacreditável é que fosse minha mulher, justamente, quem fazia isso. Era totalmente incompreensível.
Tomaram banho todos juntos entre risadas e brincadeiras, beliscões, mordidas nos peitos das duas, nas bundas, que as faziam dar gritos de dor-prazer, e que deixavam marcas nos corpos delas.
As mulheres se deitam na cama, se beijando.
Os dois caras se vestem, tiram umas notas e jogam em cima de Lina e Marta, e vão embora.
As duas amigas continuam juntas, nuas, abraçadas e cansadas, em cima do dinheiro ganho vendendo o corpo. Dormem na hora. São quase seis da manhã.
Minha cabeça fervia de ideias estranhas, não entendia nada do que tava rolando, a Lina não ligava que as crianças ouvissem e vissem o que ela fazia?
E se sabiam, como isso afetava eles? Teriam abusado deles?
Porra, isso era uma loucura!
Era preciso que eu descobrisse tudo que tava acontecendo, por que e como. Tinha chegado a essa situação.
Caí rendido na cama, derrotado, exausto.
Autor: Pablo Andrade
2 comentários - 16 dias que mudaram minha vida II