Fala, galera do P! Tô trazendo a primeira parte de 3 da confissão das traições de uma mina gostosa pra caralho, espero que vocês curtam.
Confissão de uma infidelidadeO padre Patrick se despedia de meia dúzia de fiéis devotos do curso de oração junto com Priscila, sua jovem assistente loira. "Irmã Priscila", chamavam por sua beatitude e dedicação na igreja. Era uma bela paróquia, encravada num setor chique da cidade. O padre Patrick se orgulhava dos olhares e elogios que recebia de seus fiéis em suas duas décadas como pároco daquele lugar.
Justamente, duas mulheres e seus maridos o parabenizavam pela manutenção da igreja e pela compra de um novo Cristo esculpido, cuja tez branca, belas feições e coroa de espinhos de ouro seriam a inveja de outros párocos, quando um carro preto e luxuoso, um BMW último modelo, estacionou bem na frente do estacionamento.
Sem esperar, o padre viu surgir do BMW preto uma criatura celestial, um anjo em terno de duas peças. Era uma mulher de aparência jovem, curvas acentuadas, rosto bonito de maçãs do rosto altas, olhos turquesa e lábios carnudos. Seu cabelo trigueiro preso e a saia que batia acima do joelho pouco serviam para disfarçar completamente as curvas naturais ou as pernas longas e a bunda carnuda e empinada, que era acentuada pelo salto alto das elegantes sandálias.
Sem conseguir evitar, seguiu-a com o olhar por alguns metros, sentindo algo inesperado no baixo-ventre. Juntando toda sua força de vontade, conseguiu desviar o olhar para Priscila, sua assistente loira, que o vigiava com olhos acusadores. Com o olhar e sem que ninguém notasse, disse a ela que voltasse para a igreja. Priscila foi embora e o padre notou a perturbação dos maridos e homens nas escadarias, que viravam o rosto com a passagem da visitante. No entanto, o padre continuou falando com os fiéis, em sua maioria mulheres, mostrando-se impassível diante da passagem daquela mulher gostosa, que sumiu atrás das portas de sua paróquia.
Quando terminou as despedidas, voltou para a igreja. Praticamente não havia ninguém, exceto um par de assistentes varrendo e três velhinhos. Rezando. Com cuidado e boas palavras, insistiu para que saíssem da igreja. Já era tarde e a igreja fecharia as portas. Até dispensou os dois ajudantes, dizendo que ele mesmo terminaria de limpar. Observou a igreja em silêncio e se sentiu contente.
Foi para seus aposentos. Lá, encontrou Priscila conversando com a mulher numa salinha que era a antesala do quarto dele. Era um lugar pequeno, com uma porta para o corredor e outra para o dormitório, uma mesinha de jantar, uma estante, outra mesinha e três poltronas — era tudo o que tinha no cômodo. Os enfeites eram só cruzes e quadros religiosos pequenos. Com recato e cuidando o olhar, entrou no quarto.
Priscila bebia uma taça de conhaque junto com a convidada.
— Padre. Ela é Ana Beatriz Bauman, embora tenha me pedido pra chamá-la de Beatriz ou Sweetie, tipo Bebê — explicou Priscila, sorrindo pra mulher. — Ela é sócia de um escritório de advocacia importante e casada há uns dois anos.
O padre Patrick se surpreendeu que ela tivesse vinte e cinco anos, porque ele teria chutado uns vinte, ou talvez menos se ela tivesse aparecido de jeans em vez daquele terno elegante de duas peças e camisa prateada.
— A Senhora Bauman veio se confessar — anunciou Priscila com um brilho nos olhos.
— Sim — repetiu Ana. — A Irmã Priscila me explicou que, por disposições especiais da igreja, a confissão deve ser feita diante do senhor e da Irmã Priscila. Quero dizer que estou de acordo, desde que meus segredos não saiam desta sala.
— Assim é. Os últimos acontecimentos e as acusações, muitas vezes injustas, que recebemos nos obrigaram a modificar certos protocolos antigos — o sacerdote começou um discurso sobre o sacramento da confissão ou penitência.
Durante as primeiras explicações, Ana observou o padre cinquentão. Era um homem alto, forte e de aparência bonachona. Sua barriga e barba lhe davam o aspecto do Papai Noel tão tipicamente gringo, embora o padre Patrick tivesse cabelo castanho escuro salpicado de grisalhos. O homem parecia contrastar com sua jovem assistente. Era uma mulher da idade dela, bonita, com olhos azuis enormes e cabelo loiro de gente do norte da Europa. Claro, sua beleza era ofuscada pelas roupas largas que vestia e que escondiam as curvas femininas.
— Assim será, filha — disse ele com seriedade, o padre. — Mas pelo bem da sua alma, espero que você seja sincera. Especialmente, peço que responda com verdade a todas as perguntas que fizermos. Além disso, quero que você seja detalhada na sua confissão. Nos detalhes está Deus, mas também está o demônio. Peço que libere todo o peso da sua consciência nesta confissão.
— Assim farei — anunciou Ana, terminando seu copinho de brandy.
- Bem, Padre – começou a bela mulher -. Eu fui e sou uma mulher infiel. Traí meu marido, meu compromisso com ele. Além disso, talvez eu sofra de ninfomania, não tenho certeza.
- Então era isso – disse o padre, compreensivo -. Continue… Desde quando você é infiel?
- Desde quando sou infiel? – as bochechas de Ana se coraram, desconcertada com a pergunta direta do pároco -. Não sei.
- Vamos, garota, fica tranquila. Você sabe muito bem a primeira vez que foi infiel. E com certeza, a segunda e a terceira – as palavras do sacerdote eram duras, seus olhos negros frios e autoritários.
- Fica calma, Sweetie. Não tem nada a temer – consolou a irmã Priscila a garota do BMW.
Ana bebeu de uma taça de brandy que Priscila lhe ofereceu e então relembrou.
- Minha primeira infidelidade foi um mês antes de me casar – confessou finalmente.
- Detalhes, garota. Detalhes – exigiu de imediato o padre -. Quero saber se existem atenuantes no seu caso.
- Foi numa festa em homenagem ao meu irmão – respondeu Ana Beatriz -. O primeiro homem com quem fui infiel ao Tomás, na época meu namorado, foi um jovem oficial. Ramiro era um dos colegas de turma do meu irmão, que seguiu a tradição dos homens da minha família no exército. Ramiro começou a visitar minha casa e fez amizade com meu pai rapidamente. Era um cara bonito e másculo, que se transformou no pretendente ideal para mim, segundo meu pai.
"Ele vai ser um marido perfeito pra você, filha", dizia meu pai.
- Claro, eu recusei – Ana continuou enquanto mordia nervosamente seu lábio inferior carnudo e sensual -. Eu me sentia atraída pelo Ramiro, mas era impossível aceitar as imposições do meu pai. Eu era a "rebelde" da minha casa. Meu pai tinha me submetido por muitos anos ao machismo dele e ao seu comando anacrônico em casa, então, já maior de idade e na faculdade, não ia ceder àquilo. Especialmente quando encontrei um homem como Tomás, meu marido atual é um adônis… - Ana se interrompeu e Ela procurou algo na bolsa.
Da carteira dela, tirou uma foto do marido. Era um cara bonito e atlético, vestido com um traje polo. Sem dúvida, um cara muito gostoso. Priscila ficou olhando a foto por um bom tempo antes de devolver pra Sweetie.
- Tomás era minha vida… é minha vida – Ana se corrigiu. – Mas naqueles dias eu me sentia diferente, na véspera do meu casamento eu me libertava de vez da manutenção e influência do meu pai, do jeito machista dele. Tinha encontrado um homem inteligente como o Tomás, que me conquistou da cabeça aos pés.
- No entanto – a voz de Ana Beatriz Bauman se apagou –, essa mesma empolgação me fez acreditar que o mundo estava nas minhas mãos, me sentia muito segura.
- Talvez por isso, naquela festa do meu irmão eu fui sem vergonha com o Ramiro. Não precisava mais rejeitar ele por causa do meu pai, era livre pra tomar uns copos com “o escolhido dele”. Não precisava mais evitar a presença dele só porque ia casar em algumas semanas com outro homem que eu mesma escolhi. Paquerar o Ramiro era inofensivo.
“Por que não?”, repeti pra mim mesma naquela noite com uns copos na cabeça.
“Faltavam só algumas semanas e vou ser a mulher do Tomás. Por que não dar uma brincada com o garoto por um tempo?”, pensei.
“Meu pai tinha perdido a batalha. Eu era livre dos mandos e das formas machistas dele”, falei pra mim mesma antes de decidir passar a noite com “o escolhido do meu pai”.
- Então comecei uma conversa amigável e inocente com o Ramiro. Gostei de estar com aquele cara gostoso e me sentir dona de mim mesma. Nossas paqueras, aos poucos, ficaram mais na cara. Talvez ajudadas pela dança e pelos copos de champanhe.
- Era uma menina brincando com fogo – Ana fez uma pausa na história. Depois, com o rosto entre as mãos, a advogada começou a chorar, envergonhada.
- Calma, moça. Continua quando puder – sussurrou palavras de apoio Priscila, acariciando o ombro da advogada morena com carinho.
- Tá bem, só me dá um momento – respondeu Ana, depois de tomar um gole. — um gole do conhaque que Priscila deu pra ela beber. Mais tarde, os mais novos se mudaram pra um chalé pequeno. Eu tinha bebido um pouco mais do que o normal, mas mantinha o Ramiro respeitando minha condição de noiva respeitável. O garoto sussurrava elogios no meu ouvido, e minhas recusas pareciam mais uma brincadeira de sedução da minha parte do que a defesa da minha honra como noiva. Em algum momento, Ramiro me fez notar que a festa tinha acabado, meus irmãos não estavam mais lá e só restavam desconhecidos na sala. Então, ele me convidou pra tomar um ar.
Ana fez uma pausa e bebeu da taça de novo. Os olhos turquesa dela estavam brilhando. Ela tirou o paletó do terno de duas peças, dizendo que estava com calor. A camisa prateada e justa deixou entrever uns peitões grandes por baixo da seda.
Os olhos negros do padre Patrick observaram a mulher. Agora ele conseguia notar o quanto a roupa elegante da advogada era reveladora. As curvas da Ana eram dignas de admiração divina, o padre se surpreendeu pensando.
— Ramiro me levou até a sacada de um dos quartos vazios — continuou a gata do BMW. — Eu reclamei, mas ele me levava bem segura pela cintura, e eu tava meio bêbada, "alegre". Ramiro é um cara seguro, divertido e… atraente. A gente continuou conversando enquanto bebia uma taça de algo que não lembro. Ramiro falava coisas no meu ouvido. Palavras e elogios que não eram apropriados pra uma garota que tava prestes a casar. Mas eram frases que me faziam sentir lisonjeada, feliz.
"Você é tão linda. Se não fosse pelo seu casamento daqui a um mês, eu te beijava agora mesmo." "Sua pele é tão macia. Se você não fosse noiva, eu devoraria esse pescoço de beijos." "Você tem um corpo de deusa, Ana. Ainda bem que você é noiva, senão eu perco toda a compostura."
— Ele falava tudo isso, e eu deixava ele continuar sussurrando palavras no meu ouvido. Ele tava tão perto que a respiração dele fazia cócegas no meu pescoço — Ana continuou a confissão na frente do padre e da loira paroquiana. O olhar dela tava perdido no passado. — Como eu disse, era uma... Garota brincando com fogo, mas aquele jogo safado me agradava. Ele era todo um galã. Sabia que muitas amigas queriam o Ramiro, mas eu tinha certeza de que ele só me queria. Eu amava meu namorado, mas naquele momento tinha esquecido dele… e do resto do mundo.
“Se você fosse solteira e me desejasse, sabe o que eu faria?”, ele disse em algum momento.
- O quê? Respondi eu, a muito idiota… estava sendo toda provocante, como nunca tinha sido com ele desde que nos conhecíamos – Ana bebeu de um gole só sua taça e a entregou para Priscila -. Então, de repente, Ramiro me beijou. Me pegando num estado em que não conseguia recusar aquele beijo.
- Me derreti nos braços dele e me deixei levar para dentro do quarto. Era impossível me separar dele. Não consegui honrar Tomás Matías, meu namorado e futuro marido – Ana continuou, sua respiração ofegante ao lembrar -. Os beijos e carícias dele me levaram para a cama, nos sentamos. Foi o momento em que pude escapar, soltei um protesto. Mas Ramiro me calou com um carinho e um novo beijo. Não tinha volta.
Ana ficou em silêncio. No entanto, Priscila lhe entregou uma nova dose de conhaque. Instigando-a a continuar.
- Caímos na cama – prosseguiu Ana, com a taça nos lábios e lágrimas brotando nos olhos -. As mãos de Ramiro exploraram o que ele sempre desejou, o que eu tinha prometido que só seria do meu namorado. Ramiro confessava com desejo sua adoração enquanto levantava meu vestido para ver minhas pernas e sentia suas mãos explorarem meu corpo. Me enchia de elogios.
“Deus! Como você é gostosa!” “Que cara de anjo” “Que pernas lindas” “Que peitos!” “Te desejei por tanto tempo”, sussurrava no meu ouvido.
- Eu estava excitada, deixava ele me acariciar – a advogada limpou suas lágrimas e imediatamente começou a retocar a maquiagem com ajuda de um espelho -. Mas não ousava tocar. Sentia muito calor, mas naquela época era muito tímida e retraída. Meus pais me ensinaram que os seres humanos deveriam compartilhar o Amo como homens, não como animais, e uma mocinha devia ser especialmente virtuosa, até na intimidade. Só depois de casada consegui me soltar na cama, no sexo. Primeiro com meu marido, depois com meus amantes.
— Não se desvie da história, querida — pediu o padre Patrick.
— Tá bom, padre — disse Ana, bebendo do copo dela. Se perguntando se era o segundo ou o terceiro gole de conhaque que tava tomando. — Eu tava excitada. A gente se beijava deitados na cama, as mãos do Ramiro não paravam, iam dos meus peitos pra minha bunda numa carícia profana que acendia minha luxúria.
— Ele continuava me elogiando em sussurros, me esquentando — continuou a morena advogada. — Eu não podia estar mais excitada. Não demorou pra eu sentir os dedos do Ramiro na minha buceta, no começo eu resisti. Era o que eu tinha aprendido, como mocinha e futura esposa do Tomás Matías.
— Pedi respeito, mesmo não sendo o que eu queria — A linda advogada começou a respirar ofegante. — Eu queria ser comida por aquele homem. Talvez por isso eu me entreguei ao desejo tão fácil, com dois dedos do Ramiro me penetrando ritmadamente. Tava no paraíso. Me entristece falar isso agora, mas comecei a falar, a pedir pro meu amante “coisas”.
— O que você pedia pro Ramiro? — interrompeu o padre, imerso na história.
— Pedia pra ele me comer — disse Ana, os olhos turquesa brilhando selvagens. — Pedia pra ele me foder. Pra me fazer dele. Claro, ele não esperou mais. Meus pedidos eram tudo que ele queria ouvir naquela noite. Ele tirou minha calcinha juvenil, subiu em cima de mim e me penetrou. Foi desajeitado, mas eu tava tão molhada que não doeu muito, até a grosseria do Ramiro fez eu querer sentir o pau dele mais fundo no meu corpo. Era uma loucura, mas eu curti cada enfiada. Podia sentir o pau do meu amante, os lábios dele nos meus peitos e o hálito dele no meu pescoço conspirando pra que eu, uma mocinha bem ensinada, agisse como uma puta. Tudo me levou a soltar da boca frases que nunca pensei em dizer.
“Me fode!” “Me come, sou sua” “Mete mais forte, filho da puta”
— Eu tava feita uma puta — disse Ana de repente. — Talvez, isso sempre fui… uma puta.
Ficou um momento em silêncio, como tentando se recompor.
— Não tinha jeito de parar o que aconteceu naquela noite – continuou a dona sensual do BMW, depois de um suspiro -. Quando minhas pernas estavam enlaçadas na cintura do meu amante, senti que Ramiro apressou suas estocadas contra minha buceta ardente. Então, ele começou a descarregar sua semente em mim. O esperma dele me encheu e eu tive um orgasmo delicioso.
- Longe de fugir imediatamente do quarto quando o desejo acabou – continuou Ana, depois de uma pausa -, nos beijamos por mais um tempo. Minha tesão permitiu que Ramiro me pegasse uma segunda vez, sem tanta pressa, me dando outro orgasmo enquanto eu o via gozar na minha barriga. Depois disso, a tesão se transformou em culpa, em vergonha e em medo de perder quem eu realmente amava, meu namorado. Saí do quarto e da vida de Ramiro.
- Aquela foi minha primeira traição – terminou Ana -. Relembrando hoje, parece um deslize bobo e inocente.
A conclusão de Ana não deixava dúvidas.
"Ainda havia muito a contar", pensou o padre Patrick.
- Acho que você deve continuar, garota – disse o padre enquanto Priscila enchia o copinho dele -. Preciso saber mais antes de conceder a absolvição.
Ana levantou os olhos com o rosto vermelho e observou o padre cinquentão e sua loira paroquiana. Não queria que notassem seu estado. Sem querer, Ana tinha se excitado ao lembrar da sua primeira traição.
Confissão de uma infidelidadeO padre Patrick se despedia de meia dúzia de fiéis devotos do curso de oração junto com Priscila, sua jovem assistente loira. "Irmã Priscila", chamavam por sua beatitude e dedicação na igreja. Era uma bela paróquia, encravada num setor chique da cidade. O padre Patrick se orgulhava dos olhares e elogios que recebia de seus fiéis em suas duas décadas como pároco daquele lugar.
Justamente, duas mulheres e seus maridos o parabenizavam pela manutenção da igreja e pela compra de um novo Cristo esculpido, cuja tez branca, belas feições e coroa de espinhos de ouro seriam a inveja de outros párocos, quando um carro preto e luxuoso, um BMW último modelo, estacionou bem na frente do estacionamento.
Sem esperar, o padre viu surgir do BMW preto uma criatura celestial, um anjo em terno de duas peças. Era uma mulher de aparência jovem, curvas acentuadas, rosto bonito de maçãs do rosto altas, olhos turquesa e lábios carnudos. Seu cabelo trigueiro preso e a saia que batia acima do joelho pouco serviam para disfarçar completamente as curvas naturais ou as pernas longas e a bunda carnuda e empinada, que era acentuada pelo salto alto das elegantes sandálias.
Sem conseguir evitar, seguiu-a com o olhar por alguns metros, sentindo algo inesperado no baixo-ventre. Juntando toda sua força de vontade, conseguiu desviar o olhar para Priscila, sua assistente loira, que o vigiava com olhos acusadores. Com o olhar e sem que ninguém notasse, disse a ela que voltasse para a igreja. Priscila foi embora e o padre notou a perturbação dos maridos e homens nas escadarias, que viravam o rosto com a passagem da visitante. No entanto, o padre continuou falando com os fiéis, em sua maioria mulheres, mostrando-se impassível diante da passagem daquela mulher gostosa, que sumiu atrás das portas de sua paróquia.
Quando terminou as despedidas, voltou para a igreja. Praticamente não havia ninguém, exceto um par de assistentes varrendo e três velhinhos. Rezando. Com cuidado e boas palavras, insistiu para que saíssem da igreja. Já era tarde e a igreja fecharia as portas. Até dispensou os dois ajudantes, dizendo que ele mesmo terminaria de limpar. Observou a igreja em silêncio e se sentiu contente.
Foi para seus aposentos. Lá, encontrou Priscila conversando com a mulher numa salinha que era a antesala do quarto dele. Era um lugar pequeno, com uma porta para o corredor e outra para o dormitório, uma mesinha de jantar, uma estante, outra mesinha e três poltronas — era tudo o que tinha no cômodo. Os enfeites eram só cruzes e quadros religiosos pequenos. Com recato e cuidando o olhar, entrou no quarto.
Priscila bebia uma taça de conhaque junto com a convidada.
— Padre. Ela é Ana Beatriz Bauman, embora tenha me pedido pra chamá-la de Beatriz ou Sweetie, tipo Bebê — explicou Priscila, sorrindo pra mulher. — Ela é sócia de um escritório de advocacia importante e casada há uns dois anos.O padre Patrick se surpreendeu que ela tivesse vinte e cinco anos, porque ele teria chutado uns vinte, ou talvez menos se ela tivesse aparecido de jeans em vez daquele terno elegante de duas peças e camisa prateada.
— A Senhora Bauman veio se confessar — anunciou Priscila com um brilho nos olhos.
— Sim — repetiu Ana. — A Irmã Priscila me explicou que, por disposições especiais da igreja, a confissão deve ser feita diante do senhor e da Irmã Priscila. Quero dizer que estou de acordo, desde que meus segredos não saiam desta sala.
— Assim é. Os últimos acontecimentos e as acusações, muitas vezes injustas, que recebemos nos obrigaram a modificar certos protocolos antigos — o sacerdote começou um discurso sobre o sacramento da confissão ou penitência.
Durante as primeiras explicações, Ana observou o padre cinquentão. Era um homem alto, forte e de aparência bonachona. Sua barriga e barba lhe davam o aspecto do Papai Noel tão tipicamente gringo, embora o padre Patrick tivesse cabelo castanho escuro salpicado de grisalhos. O homem parecia contrastar com sua jovem assistente. Era uma mulher da idade dela, bonita, com olhos azuis enormes e cabelo loiro de gente do norte da Europa. Claro, sua beleza era ofuscada pelas roupas largas que vestia e que escondiam as curvas femininas.
— Assim será, filha — disse ele com seriedade, o padre. — Mas pelo bem da sua alma, espero que você seja sincera. Especialmente, peço que responda com verdade a todas as perguntas que fizermos. Além disso, quero que você seja detalhada na sua confissão. Nos detalhes está Deus, mas também está o demônio. Peço que libere todo o peso da sua consciência nesta confissão.
— Assim farei — anunciou Ana, terminando seu copinho de brandy.
- Bem, Padre – começou a bela mulher -. Eu fui e sou uma mulher infiel. Traí meu marido, meu compromisso com ele. Além disso, talvez eu sofra de ninfomania, não tenho certeza.
- Então era isso – disse o padre, compreensivo -. Continue… Desde quando você é infiel?
- Desde quando sou infiel? – as bochechas de Ana se coraram, desconcertada com a pergunta direta do pároco -. Não sei.
- Vamos, garota, fica tranquila. Você sabe muito bem a primeira vez que foi infiel. E com certeza, a segunda e a terceira – as palavras do sacerdote eram duras, seus olhos negros frios e autoritários.
- Fica calma, Sweetie. Não tem nada a temer – consolou a irmã Priscila a garota do BMW.
Ana bebeu de uma taça de brandy que Priscila lhe ofereceu e então relembrou.
- Minha primeira infidelidade foi um mês antes de me casar – confessou finalmente.
- Detalhes, garota. Detalhes – exigiu de imediato o padre -. Quero saber se existem atenuantes no seu caso.
- Foi numa festa em homenagem ao meu irmão – respondeu Ana Beatriz -. O primeiro homem com quem fui infiel ao Tomás, na época meu namorado, foi um jovem oficial. Ramiro era um dos colegas de turma do meu irmão, que seguiu a tradição dos homens da minha família no exército. Ramiro começou a visitar minha casa e fez amizade com meu pai rapidamente. Era um cara bonito e másculo, que se transformou no pretendente ideal para mim, segundo meu pai.
"Ele vai ser um marido perfeito pra você, filha", dizia meu pai.
- Claro, eu recusei – Ana continuou enquanto mordia nervosamente seu lábio inferior carnudo e sensual -. Eu me sentia atraída pelo Ramiro, mas era impossível aceitar as imposições do meu pai. Eu era a "rebelde" da minha casa. Meu pai tinha me submetido por muitos anos ao machismo dele e ao seu comando anacrônico em casa, então, já maior de idade e na faculdade, não ia ceder àquilo. Especialmente quando encontrei um homem como Tomás, meu marido atual é um adônis… - Ana se interrompeu e Ela procurou algo na bolsa.
Da carteira dela, tirou uma foto do marido. Era um cara bonito e atlético, vestido com um traje polo. Sem dúvida, um cara muito gostoso. Priscila ficou olhando a foto por um bom tempo antes de devolver pra Sweetie.
- Tomás era minha vida… é minha vida – Ana se corrigiu. – Mas naqueles dias eu me sentia diferente, na véspera do meu casamento eu me libertava de vez da manutenção e influência do meu pai, do jeito machista dele. Tinha encontrado um homem inteligente como o Tomás, que me conquistou da cabeça aos pés.
- No entanto – a voz de Ana Beatriz Bauman se apagou –, essa mesma empolgação me fez acreditar que o mundo estava nas minhas mãos, me sentia muito segura.
- Talvez por isso, naquela festa do meu irmão eu fui sem vergonha com o Ramiro. Não precisava mais rejeitar ele por causa do meu pai, era livre pra tomar uns copos com “o escolhido dele”. Não precisava mais evitar a presença dele só porque ia casar em algumas semanas com outro homem que eu mesma escolhi. Paquerar o Ramiro era inofensivo.
“Por que não?”, repeti pra mim mesma naquela noite com uns copos na cabeça.
“Faltavam só algumas semanas e vou ser a mulher do Tomás. Por que não dar uma brincada com o garoto por um tempo?”, pensei.
“Meu pai tinha perdido a batalha. Eu era livre dos mandos e das formas machistas dele”, falei pra mim mesma antes de decidir passar a noite com “o escolhido do meu pai”.
- Então comecei uma conversa amigável e inocente com o Ramiro. Gostei de estar com aquele cara gostoso e me sentir dona de mim mesma. Nossas paqueras, aos poucos, ficaram mais na cara. Talvez ajudadas pela dança e pelos copos de champanhe.
- Era uma menina brincando com fogo – Ana fez uma pausa na história. Depois, com o rosto entre as mãos, a advogada começou a chorar, envergonhada.
- Calma, moça. Continua quando puder – sussurrou palavras de apoio Priscila, acariciando o ombro da advogada morena com carinho.
- Tá bem, só me dá um momento – respondeu Ana, depois de tomar um gole. — um gole do conhaque que Priscila deu pra ela beber. Mais tarde, os mais novos se mudaram pra um chalé pequeno. Eu tinha bebido um pouco mais do que o normal, mas mantinha o Ramiro respeitando minha condição de noiva respeitável. O garoto sussurrava elogios no meu ouvido, e minhas recusas pareciam mais uma brincadeira de sedução da minha parte do que a defesa da minha honra como noiva. Em algum momento, Ramiro me fez notar que a festa tinha acabado, meus irmãos não estavam mais lá e só restavam desconhecidos na sala. Então, ele me convidou pra tomar um ar.
Ana fez uma pausa e bebeu da taça de novo. Os olhos turquesa dela estavam brilhando. Ela tirou o paletó do terno de duas peças, dizendo que estava com calor. A camisa prateada e justa deixou entrever uns peitões grandes por baixo da seda.
Os olhos negros do padre Patrick observaram a mulher. Agora ele conseguia notar o quanto a roupa elegante da advogada era reveladora. As curvas da Ana eram dignas de admiração divina, o padre se surpreendeu pensando.
— Ramiro me levou até a sacada de um dos quartos vazios — continuou a gata do BMW. — Eu reclamei, mas ele me levava bem segura pela cintura, e eu tava meio bêbada, "alegre". Ramiro é um cara seguro, divertido e… atraente. A gente continuou conversando enquanto bebia uma taça de algo que não lembro. Ramiro falava coisas no meu ouvido. Palavras e elogios que não eram apropriados pra uma garota que tava prestes a casar. Mas eram frases que me faziam sentir lisonjeada, feliz.
"Você é tão linda. Se não fosse pelo seu casamento daqui a um mês, eu te beijava agora mesmo." "Sua pele é tão macia. Se você não fosse noiva, eu devoraria esse pescoço de beijos." "Você tem um corpo de deusa, Ana. Ainda bem que você é noiva, senão eu perco toda a compostura."
— Ele falava tudo isso, e eu deixava ele continuar sussurrando palavras no meu ouvido. Ele tava tão perto que a respiração dele fazia cócegas no meu pescoço — Ana continuou a confissão na frente do padre e da loira paroquiana. O olhar dela tava perdido no passado. — Como eu disse, era uma... Garota brincando com fogo, mas aquele jogo safado me agradava. Ele era todo um galã. Sabia que muitas amigas queriam o Ramiro, mas eu tinha certeza de que ele só me queria. Eu amava meu namorado, mas naquele momento tinha esquecido dele… e do resto do mundo.
“Se você fosse solteira e me desejasse, sabe o que eu faria?”, ele disse em algum momento.
- O quê? Respondi eu, a muito idiota… estava sendo toda provocante, como nunca tinha sido com ele desde que nos conhecíamos – Ana bebeu de um gole só sua taça e a entregou para Priscila -. Então, de repente, Ramiro me beijou. Me pegando num estado em que não conseguia recusar aquele beijo.
- Me derreti nos braços dele e me deixei levar para dentro do quarto. Era impossível me separar dele. Não consegui honrar Tomás Matías, meu namorado e futuro marido – Ana continuou, sua respiração ofegante ao lembrar -. Os beijos e carícias dele me levaram para a cama, nos sentamos. Foi o momento em que pude escapar, soltei um protesto. Mas Ramiro me calou com um carinho e um novo beijo. Não tinha volta.
Ana ficou em silêncio. No entanto, Priscila lhe entregou uma nova dose de conhaque. Instigando-a a continuar.
- Caímos na cama – prosseguiu Ana, com a taça nos lábios e lágrimas brotando nos olhos -. As mãos de Ramiro exploraram o que ele sempre desejou, o que eu tinha prometido que só seria do meu namorado. Ramiro confessava com desejo sua adoração enquanto levantava meu vestido para ver minhas pernas e sentia suas mãos explorarem meu corpo. Me enchia de elogios.
“Deus! Como você é gostosa!” “Que cara de anjo” “Que pernas lindas” “Que peitos!” “Te desejei por tanto tempo”, sussurrava no meu ouvido.
- Eu estava excitada, deixava ele me acariciar – a advogada limpou suas lágrimas e imediatamente começou a retocar a maquiagem com ajuda de um espelho -. Mas não ousava tocar. Sentia muito calor, mas naquela época era muito tímida e retraída. Meus pais me ensinaram que os seres humanos deveriam compartilhar o Amo como homens, não como animais, e uma mocinha devia ser especialmente virtuosa, até na intimidade. Só depois de casada consegui me soltar na cama, no sexo. Primeiro com meu marido, depois com meus amantes.

— Tá bom, padre — disse Ana, bebendo do copo dela. Se perguntando se era o segundo ou o terceiro gole de conhaque que tava tomando. — Eu tava excitada. A gente se beijava deitados na cama, as mãos do Ramiro não paravam, iam dos meus peitos pra minha bunda numa carícia profana que acendia minha luxúria.
— Ele continuava me elogiando em sussurros, me esquentando — continuou a morena advogada. — Eu não podia estar mais excitada. Não demorou pra eu sentir os dedos do Ramiro na minha buceta, no começo eu resisti. Era o que eu tinha aprendido, como mocinha e futura esposa do Tomás Matías.
— Pedi respeito, mesmo não sendo o que eu queria — A linda advogada começou a respirar ofegante. — Eu queria ser comida por aquele homem. Talvez por isso eu me entreguei ao desejo tão fácil, com dois dedos do Ramiro me penetrando ritmadamente. Tava no paraíso. Me entristece falar isso agora, mas comecei a falar, a pedir pro meu amante “coisas”.
— O que você pedia pro Ramiro? — interrompeu o padre, imerso na história.
— Pedia pra ele me comer — disse Ana, os olhos turquesa brilhando selvagens. — Pedia pra ele me foder. Pra me fazer dele. Claro, ele não esperou mais. Meus pedidos eram tudo que ele queria ouvir naquela noite. Ele tirou minha calcinha juvenil, subiu em cima de mim e me penetrou. Foi desajeitado, mas eu tava tão molhada que não doeu muito, até a grosseria do Ramiro fez eu querer sentir o pau dele mais fundo no meu corpo. Era uma loucura, mas eu curti cada enfiada. Podia sentir o pau do meu amante, os lábios dele nos meus peitos e o hálito dele no meu pescoço conspirando pra que eu, uma mocinha bem ensinada, agisse como uma puta. Tudo me levou a soltar da boca frases que nunca pensei em dizer.
“Me fode!” “Me come, sou sua” “Mete mais forte, filho da puta”
— Eu tava feita uma puta — disse Ana de repente. — Talvez, isso sempre fui… uma puta.
Ficou um momento em silêncio, como tentando se recompor.
— Não tinha jeito de parar o que aconteceu naquela noite – continuou a dona sensual do BMW, depois de um suspiro -. Quando minhas pernas estavam enlaçadas na cintura do meu amante, senti que Ramiro apressou suas estocadas contra minha buceta ardente. Então, ele começou a descarregar sua semente em mim. O esperma dele me encheu e eu tive um orgasmo delicioso.
- Longe de fugir imediatamente do quarto quando o desejo acabou – continuou Ana, depois de uma pausa -, nos beijamos por mais um tempo. Minha tesão permitiu que Ramiro me pegasse uma segunda vez, sem tanta pressa, me dando outro orgasmo enquanto eu o via gozar na minha barriga. Depois disso, a tesão se transformou em culpa, em vergonha e em medo de perder quem eu realmente amava, meu namorado. Saí do quarto e da vida de Ramiro.
- Aquela foi minha primeira traição – terminou Ana -. Relembrando hoje, parece um deslize bobo e inocente.
A conclusão de Ana não deixava dúvidas.
"Ainda havia muito a contar", pensou o padre Patrick.
- Acho que você deve continuar, garota – disse o padre enquanto Priscila enchia o copinho dele -. Preciso saber mais antes de conceder a absolvição.
Ana levantou os olhos com o rosto vermelho e observou o padre cinquentão e sua loira paroquiana. Não queria que notassem seu estado. Sem querer, Ana tinha se excitado ao lembrar da sua primeira traição.
1 comentários - Confesión de una infidelidad