Família Perfeita (parte 1)

O caso é que minha família era dos sonhos. Tinha uma energia muito boa entre todo mundo, vivíamos confortavelmente numa casa grande e nós três irmãos éramos bons alunos.

Focando em mim, vou dizer que eu não tinha nenhum daqueles problemas que via em garotas da minha idade com caras ou amigas que te traem, porque simplesmente minhas amigas eram as melhores e os caras, mesmo eu não sendo mais virgem há meses, não me interessavam muito.

Eu vivia o sonho da vida perfeita e saboreava cada segundo de cada dia. Mas aí, sem aviso, tudo começou a complicar...

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Naquela manhã, como na maioria das manhãs da minha vida, minha mãe me acordou dando beijinhos na minha testa pra ir pro colégio. Depois, levantou a persiana e fez cócegas nos meus pés quando passou por mim. Pegou umas roupas na minha escrivaninha e foi embora. Já começava a ouvir barulho pela casa, como quase sempre quando o Javi acordava e cruzava com meu pai no corredor. Toda manhã os dois mediam forças, torcendo mãos e braços ou se abraçando de um jeito bruto, entre risadas e broncas da minha mãe.

O cheiro de torrada me deu o empurrão que eu precisava pra espreguiçar e sair da cama. Coloquei a regata branca na frente do espelho e prendi minha juba cacheada e ruiva num rabo de cavalo, se é que dava pra chamar assim. Não sei por que, mas naquela manhã eu tava bem mais cansada e preguiçosa do que de costume. Quando saí do meu quarto, minha irmã Sandra já tinha se trancado no banheiro e se preparava pra tomar banho. Meu irmão Javi saiu do quarto dele só de cueca justa e uma toalha na mão. Era alto (1m80cm) e, mesmo não sendo muito musculoso, o corpo dele fazia a alegria das minhas amigas. Além disso, era muito gato, moreno, cabelo curto e uns olhos castanhos lindos.

- Bom dia, anã. O banheiro tá livre? Ocupado? — Ela disse enquanto me dava um beijo na cabeça.

6- Tô sim. É a Sandra. E É MELHOR ELA SE APRESSA... — Falei em voz alta. Minha irmã respondeu com um "Já vou, já vou" fraquinho. Naquele instante, percebi que a cueca do meu irmão estava inchada demais, e ele tentava disfarçar segurando as mãos de forma natural bem naquela altura. Peguei ele me olhando fixamente pros peitos, com o rosto tenso. Passei o olhar disfarçadamente pela minha roupa e notei que, por baixo da minha camiseta fina de alcinha, meus peitos estavam aparecendo mais do que deviam, principalmente meus biquinhos rosados, que estavam bem durinhos. De repente, meus shorts pareceram curtos e finos demais, e uma onda repentina de vergonha me invadiu, me deixando completamente sem graça. Por sorte, minha mãe estava subindo de novo pela escada e nos avisou que podíamos usar o chuveiro do banheiro do quarto dela. Meu irmão saiu voando antes que eu pudesse reagir e nos deixou plantadas ali.

— Muito sono, filha? — Ela disse enquanto acariciava minhas costas. Eu assenti com a cabeça.

Nos minutos seguintes, ficamos conversando sobre organizar um rolê de compras só entre as garotas qualquer tarde da semana. Enquanto isso, Sandra terminava de tomar banho e abria a porta completamente pelada, pedindo uma toalha que minha mãe segurava debaixo do braço, dobradinha perfeita.

Minha irmã era um ano e pouco mais nova que eu, mas o corpo dela rivalizava com o meu. Éramos quase da mesma altura (1,68m eu e 1,65m ela), com corpos muito parecidos, exceto pelos peitinhos pontudos dela, o que me dava um certo alívio. Mas logo percebi que ela ainda estava se desenvolvendo igual a mim e que, assim que crescessem um pouco, ela ia acabar me fazendo sombra, porque eu já não conseguiria superá-la em nada.

O rosto dela era lindo e chamativo, com traços finos. Os lábios grossos dela se destacavam ainda mais com o sorriso largo e perfeito. Os olhos castanho-escuros e quase puxadinhos davam certo ar enigmático. Tinha uma juba castanha perfeita, longa, lisa e brilhante que me dava ainda mais inveja, e até na minha mãe. Pra completar, usava óculos desde os 10 anos e até isso ela usava com um ar de elegância incrível.

Ainda não tinha começado a depilar a buceta, mas até nisso tinha sorte, porque não tinha muito pelo. Se eu não a amasse mais que a minha vida, ia odiá-la de tanta inveja.

Sandra enrolou a toalha no corpo e foi pro quarto dela, me deixando o banho. Me olhei no espelho meio embaçado e tive que me convencer de que eu também era gostosa e que tava bem bonita. A verdade é que eu sabia disso perfeitamente, não por ser uma metida a besta, mas quando todo mundo te fala e o que vejo no espelho confirma... o que vocês querem que eu diga? Sou de pele branquinha, com olhos verdes e grandes. Meu nariz é um pouco largo, mas não muito, e tenho sardas que se espalham por cima dele até minhas bochechas. Não aparecem muito, na real, mas se você chegar perto, vê. Meus lábios são parecidos com os da minha irmã Sandra, mas nem se compara.

Meus pais já estavam terminando quando cheguei na cozinha depois de tomar banho e me vestir. Javi estava passando geleia numa torrada pra mim, e Sandra tinha feito um chocolate quente bem forte, do jeito que eu gosto.

— Vamos, Bela Adormecida, que você vai se atrasar — meu pai disse com um sorriso. Eu devolvi o sorriso sem muita vontade.

— Quer que eu te leve pro colégio? — meu irmão perguntou. Sabia que não era muito conveniente pra ele me levar, mas ia me ganhar uns 15 minutos pra tomar café mais tranquila.

— Se não for bom pra você, deixa pra lá...

— Bom não é, mas dá pra ver que pra você é — Era verdade, normalmente eu durmo tranquilo e pesado, mas naquela noite não tinha descansado muito, embora não lembrasse de ter acordado nenhuma vez.

— Valeu, obrigada, Javi... — falei depois de beijar a bochecha dele. Ele era assim, tão desinteressado, quase Sempre dava vontade de abraçar ele toda vez que fazia um favor pra você. Nem preciso dizer que ele me fazia favores direto. Minha mãe sempre se emocionava ao ver nossa sintonia, porque dizia que nunca se deu bem com as irmãs dela. Nem hoje em dia, então ela tentava esconder as lágrimas, mas sem muito sucesso.

A Sandra também ficou feliz porque estudava no mesmo colégio que eu e economizava uma caminhada. Ela recompensou ele dando um beijo na outra bochecha enquanto saía da cozinha pra arrumar a mochila. Meus pais também foram se preparar pra ir trabalhar, e eu fiquei tomando café da manhã bem contente, porque o dia parecia estar melhorando. O Javi mexia no celular distraído, com um sorriso de orelha a orelha, enquanto eu olhava pra ele orgulhosa e me sentindo sortuda.

A manhã no colégio foi bem tranquila e monótona. Naquele dia eu tinha menos aulas que o normal, então lá pela uma e meia da tarde eu tava com minhas amigas sentada num banco de um parque perto. Como de costume, a gente tava falando de caras até que chegou um WhatsApp do meu irmão Javi.

- Oi, anã, cê tá na aula?

- Não, tô no parque com minhas amigas.

- Tô indo pra casa agora, mas tenho que passar perto daí. Quer que eu te pegue e a gente vá comer no McDonald's?

- ... Bem...

- Fala aí...

- Beleza, então.

- Ok, quando eu chegar perto, te aviso.

- Cê avisou a Sandra?

- Sim, mas ela tem aula.

- Aha, ok.

- Combinado então...

- Vale, um beijinho.

- Um beijo, anã.

- Meninas, daqui a pouco vou embora, meu irmão vem me buscar. - Só de mencionar meu irmão, todas as minhas amigas ficaram agitadas, nervosas.

- Nossa, que gostoso seu irmão. - A Vanesa falou. A Irene tava explicando pra Laura as qualidades do Javi, já que ela não conhecia ele, mas foi a Débora quem chamou a atenção de todas.

- Como ele é? - A pergunta me pegou de surpresa, e os olhares curiosos das minhas amigas me deixaram meio sem graça. nervosa.
- Pois... Não sei. Normal, acho. - Todas reclamaram, decepcionadas, mas Débora não desistia. Era minha melhor amiga, então tinha essa intimidade.
- Não, não, não, não, você não vai escapar, flor. Fala logo. Como ele é em casa? É gente boa ou um chato? Do que ele gosta? Que tipo de mina ele curte? - Todas estavam na expectativa.
- Pô, e eu lá sei que tipo de mina ele curte?... Ele é responsável, educado, sensível, esportista, bom... sempre dá um jeito de ajudar qualquer um de nós em casa. Não gosta de ver ninguém mal, então não importa o quão cansado ele chegue do taekwondo ou da faculdade, sempre tem tempo pra te fazer sentir a mina mais especial do mundo se você estiver mal. E ele sempre sabe quando te dar um abraço ou um beijo. Escuta quando precisa escutar e não é do tipo que dá conselhos de manual, não, ele tenta se colocar no seu lugar e te entender!. Quando a gente faz alguma merda, eu ou minha irmã, ele sempre tenta nos cobrir, mas tem aquele olhar... Que fala tudo sem precisar de palavras. Tanto pro bem quanto pro mal. E acima de tudo... Com ele você nunca fica entediada, ele sempre dá um jeito de te fazer rir... - Todas me olhavam com os olhos arregalados e dando suspiros leves, como se eu tivesse acabado de descrever o homem dos sonhos delas. Ou talvez dos meus?. Não sabia bem por quê, mas meu coração batia a mil por hora e minha respiração estava meio ofegante. Fiquei com a pele arrepiada e energia suficiente pra sair correndo e não parar até chegar em casa. Tive que respirar fundo umas duas vezes pra me acalmar, mas minhas amigas não paravam de sorrir, bobas, enquanto o olhar delas se perdia nas nuvens. De repente, o dia parecia mais bonito, o sol mais radiante e quente, e o cheiro da grama muito mais intenso.
- Ah, para... Não pode ser tão perfeito assim - Suspirou Irene de novo.
- Que inveja, pô. Quem dera pegar um cara assim... - Disse Vanesa.
- Troco pelo idiota do meu irmão - Falou Laura.
- Ou pelo meu namorado – sentenciou Débora.

As meninas começaram a divagar e falar um monte de besteiras sobre meu irmão, mas eu fiquei olhando fixamente pras formigas que se esforçavam pra catar nossas cascas de semente do chão. Tentava entender por que eu tinha me empolgado tanto descrevendo o Javi ou por que agora me irritava de repente todas ficarem falando dele. Será que ele era realmente como eu descrevi? Mal precisei pensar, as palavras simplesmente saíram da minha boca.

Quando não aguentei mais as lorotas e fofocas sobre o Javi, me despedi e fui chateada pra porta do colégio esperar por ele. Não demorou nem cinco minutos pra ele me escrever que tava chegando, e meu coração deu um pulo. De repente, senti um frio na barriga e fiquei nervosa igual uma idiota. Que porra tava acontecendo comigo?

Ele chegou no seu Golf preto todo bonitão, que ele cuidava tanto ou mais que a gente, e estacionou na frente da porta do colégio. Me procurava com o olhar, mas eu tava atrás de uma árvore grossa uns metros acima, observando ele besta e com os nervos à flor da pele. Desde quando a carinha de menino bonzinho dele me chamava tanta atenção? Finalmente, o olhar dele me encontrou, e eu saí voando na direção dele.

– Oi, anã – ele falou quando entrei no carro. Eu mal respondi com um sorrisinho forçado, desviando o olhar.

– Tá bem?

– Hã... Sim. Sim, sim. Só meio lesada e com sono – ele deu o beijo de sempre na minha cabeça e a gente partiu. A verdade é que eu fiquei dura instintivamente e ainda não tava com coragem de olhar pra ele. Reage, idiota! Pensei.

– Relaxa, a gente come rápido e depois te levo pra casa se quiser tirar uma soneca. Só quero que você conheça alguém – quando nossos olhares se encontraram, ele tava radiante e eu, perdida.

– Quem? – perguntei, desviando o olhar e ficando dura de novo. Num segundo, minha mente passou por todas as possibilidades que vieram, menos a certa.

– Meu namorada... — O mundo desabou sobre mim. Mas... por quê? Eu não sabia.
Não sabia muito bem o que dizer. Basicamente porque não entendia por que aquilo me irritava tanto. Sabia que era errado da minha parte, mas não conseguia evitar. Só fiquei dura no banco, passando meu desconforto pro Javi.

— Porra, pensei que você fosse ficar mais feliz, baixinha... — Percebi na hora a decepção dele, e isso me fez sentir pior comigo mesma, mas ao mesmo tempo não conseguia segurar minha raiva. O que me irritava ainda mais, porque eu não entendia o que me deixava assim. Tinha medo de explodir a qualquer momento e gritar com ele como nunca na vida. Que egoísta! Que falso! E eu? Por que ele me deixa sozinha? Por que faz isso comigo? Um monte de pensamentos estúpidos e sem sentido passou pela minha cabeça a toda velocidade, mas me forcei a descartá-los e me controlar.

— Não, não, desculpa, Javi... É que... sei lá. Deixa pra lá. — O nervosismo tava acabando comigo.

— Sonia, você tá bem? Você tá estranha o dia inteiro. Se quiser, a gente deixa pra outra hora... — Sabia que ele tava morrendo de vontade de me apresentar ela, e que se não fizesse isso, ia ficar bem decepcionado. Não queria fazer isso com ele, mesmo não gostando da ideia, então me desculpei de novo e seguimos em direção ao McDonald's. No caminho, ele falou sobre ela, e descobri que era uma colega de taekwondo com quem ele tava saindo há dois meses. Ela se chamava Alba e era um ano mais nova que ele. Quanto mais informação eu recebia sobre ela, mais rejeição eu sentia, mas isso me fodia porque eu não era assim. Lutei contra isso com todas as minhas forças e me esforcei ao máximo pra não mostrar meus sentimentos.

Finalmente chegamos no McDonald's e a Alba já tava nos esperando. Tinha que admitir que a mina era gostosa, elegante e com um corpo de dar inveja. Dava pra ver que ela tava nervosa porque não parava de esfregar as mãos e arrumar a cabeleira loira. Ela se aproximou do carro enquanto a gente estacionava, com um sorriso tímido, e aí apareceu no rosto do meu irmão uma... Sorriso bobo. Apesar dos meus próprios nervos e da minha raiva, tentei me mentalizar e encontrar um argumento racional para me agarrar. Ela era a namorada do meu irmão. Não podia julgá-la sem conhecê-la, então coloquei toda minha força de vontade nisso.

Os segundos seguintes depois de descer do carro foram tensos. Meu irmão deu um beijo na Alba que fez meus nervos ficarem à flor da pele, mas felizmente ela o afastou na hora e se virou nervosa na minha direção.

- Oi! Sou a Alba - Ela praticamente se jogou em mim para me dar dois beijos.

- Eu sou a Sonia - Felizmente, o sorriso saiu instintivamente e ajudou ela a se acalmar um pouco.

- Tava morrendo de vontade de te conhecer finalmente! Seu irmão fala pra caralho de vocês e principalmente de você... Diz que vocês têm uma química muito boa. Aliás, ele não tinha me dito que você era tão gostosa! - A verdade é que a mina já tinha começado com o pé direito e quase me fez sentir envergonhada.

Só consegui sorrir sem saber o que dizer. Ela colocou a mão no meu ombro e me puxou a tempo de evitar que um carro me acertasse enquanto dava ré pra sair do estacionamento. Eu tava completamente perdida e naquele momento não entendia muito bem como minhas emoções e sentimentos funcionavam. Mais parecia uma zumbi. Aproveitamos pra nos adiantar uns metros do Javi, mas ela não me deixou sentir desconfortável em nenhum momento. Me fez várias perguntas sobre o que eu gostava ou não, como se estivesse me sondando, e antes que eu percebesse e sem saber como, pra minha desgraça, ela conseguiu algo que meu irmão nunca tinha conseguido. Eu me comprometi a experimentar o Taekwondo por um tempo com ela. Será que podia piorar?

Tenho que admitir que durante o almoço a Alba me conquistou por completo. Ela era simpática, inteligente, educada e se interessava por cada coisa que eu dizia, por mais idiota que parecesse. Em nenhum momento me senti como uma criança entre adultos. A verdade é que me diverti pra caralho, apesar de sentir arrepios toda vez que meu irmão beijava ela. Acariciava ele. Mas, no fundo do meu coração, não conseguia ficar feliz por eles...
Naquele momento, minha mente racional e irracional estavam numa briga caótica. Os olhares de orgulho que meu irmão me dava, os sorrisos e cumplicidades dela, e os gestos tímidos de namorados que me davam arrepios na espinha não ajudavam a me sentir melhor. Mas não deixei transparecer. Quando meu irmão me deixou na porta de casa e foi embora com ela, minha cabeça estava tão bagunçada que mal conseguia segurar as lágrimas, então subi direto pro meu quarto pra chorar e encontrar uma solução pro que quer que estivesse rolando comigo.

Várias horas depois, eu estava deitada na cama sem muita vontade de estudar. Claro que ainda tava com aquela confusão na cabeça, mas bem mais calma. Jantei mais cedo do que o normal pra poder deitar o mais rápido possível e esquecer aquele dia complicado. Minha mente, agora mais tranquila, não parava de remoer o assunto. Será que era ciúme do meu irmão? Por que não conseguia parar de pensar nele? Desde que ele me levou pra casa e foi embora com a Alba, não parei de sentir falta dele. No fundo, eu sabia a verdade sobre o que tava rolando comigo, mesmo tentando negar pra mim mesma. Tava começando a me apaixonar pelo Javi, e isso me dava um medo do caralho.

Já eram 21:42 e ele ainda não tinha voltado pra casa. Fiquei me perguntando onde ele tava e o que tava fazendo, e inevitavelmente imaginei que ele tava transando com a Alba.

Quando a imagem do corpo nu dele apareceu na minha mente, ficou gravada a fogo. Não sei quantos segundos passei acariciando minha barriga, perigosamente perto da minha buceta, quando me toquei, mas a verdade é que tava excitada demais pra parar, então não parei. Como não costumava me masturbar muito, minha experiência no assunto era tão limitada quanto com sexo normal. Mas, assim como nisso, eu conhecia o básico, então rapidamente abaixei Calcinha azul do pijama junto com minha bucetinha, tirei a camisetinha combinando com a calça e comecei a me penetrar sem muita cerimônia enquanto acariciava meus mamilos.
Naquela época, eu me conhecia pouco e nem imaginava que podia esticar aquele momento de prazer, intensificá-lo e aproveitá-lo cem vezes mais. Só pensava em chegar ao clímax o mais rápido possível, enquanto na minha cabeça meu irmão beijava meu corpo e me penetrava com força, enchendo meu interior com ondas de prazer. Meu corpo não demorou a esquentar e ficar molhado de suor por causa da excitação. Sabia que era errado, que era meu irmão, mas a verdade é que já tinha ido longe demais pra parar. Como se estivesse caindo num vazio que me puxava cada vez mais forte. Além disso, aquela sensação era a mais intensa que já tinha sentido até então, e eu me recusava a deixá-la escapar sem saber o que mais ela podia me oferecer. Pra ser sincera, não pensava com clareza e esqueci onde estava...
Nas imagens que minha imaginação mostrava, só estávamos eu e o Javi, fundidos como um só corpo. Nos beijando apaixonadamente e nos esfregando um no outro. O corpo dele era grande comparado ao meu, mas me fazia sentir segura e protegida.
Um a um, os segundos passavam no ritmo frenético com que meus dedos profanavam meu corpo ardente. Quanto mais perto do clímax eu chegava, mais difícil era segurar meus gemidos na boca, então apertei os olhos e os dentes com toda a força e intensifiquei o ritmo, e o inevitável acabou chegando. Num ato reflexo, me deixei cair de costas na cama e minhas pernas se dobraram sobre minha barriga, mas não impediram que meus fluidos se espalhassem pela cama e até chegassem ao chão, deixando minha mão toda molhada. Tomei uma baita golfada de ar como se não tivesse respirado há um tempão, fascinada por aquela nova experiência, e por segundos mergulhei no prazer intenso que foi sumindo aos poucos. Quando Finalmente juntei forças pra me levantar, ainda tonta. Quis ver a bagunça que tinha feito de tanto gozar, mas em vez disso, vi apavorada como Sandra me encarava de boca aberta da porta, paralisada e com os olhos arregalados. Segurava numa mão um prato com bolinhos que ela mesma tinha feito à tarde.

Eu também fiquei imóvel por uns segundos, mas consegui reagir e implorei pra ela fechar a porta. Já era ruim minha irmãzinha me pegar me masturbando que nem uma louca, pior ainda se meus pais me vissem naquela situação. Sandra ficou vermelha num instante, mas teve sangue frio o suficiente pra entrar rápido, deixar o prato na minha escrivaninha.

- Prova e me diz o que achou, ok? - Nessa hora eu já tava morrendo de vergonha, tentando me vestir às pressas, mas quando minha irmã saiu do quarto, eu ainda tava procurando minha camisa e arrumando direitinho minha calcinha e calça. Fiquei uns minutos em silêncio, me perguntando se aquilo tinha realmente acontecido, mas por mais que quisesse me enganar, não dava pra fugir. Como é que eu ia consertar isso agora? Pela primeira vez, a sorte tinha me abandonado de vez.

Uma hora e meia depois, meu quarto tava arejado e "arrumado", mas eu continuava encolhida na cama no escuro, segurando a vontade de fazer xixi que já tava insuportável. Pra minha desgraça, ainda dava pra ouvir barulho, e ainda mais agora que meu irmão tinha chegado em casa. Eu tava com vergonha demais pra sair. Com que cara vou olhar pra Sandra agora? Me perguntei.

A porta bateu umas duas vezes e, depois de alguns segundos, abriu bem devagar.

- Sonia... Tá acordada? - Era a Sandra, pra meu horror. A luz do corredor inundou meu quarto e me fez fechar os olhos, mas já era tarde demais pra fingir que tava dormindo. Assenti com a cabeça e ela entrou, fechando a porta atrás de si.

- Olha... Não esquenta com... - Ela começou a falar antes que eu a interrompesse.

- Sandra... Não precisa falar nada. Já tô morrendo de vergonha, tia... - implorei.

- Tá, tá... Só queria dizer que é normal e não quero que você se sinta mal por minha causa... - Por que eu tinha a sensação de ser a irmã mais nova, se era mais de um ano mais velha? Coloquei o travesseiro no rosto pra esconder, e o movimento fez a vontade de mijar voltar com tudo. Ela sentou do meu lado e tirou o travesseiro.

- Vamos lá... não seja boba... - A mão dela pousou no meu ombro e ela tentou me fazer olhar pra ela, mas nessa altura meus olhos já estavam cheios de lágrimas. Eu chorava por tudo e por nada. De nervoso e vergonha. De ciúme e tristeza.

- Nossa... Você vai pensar que sou uma vagabunda de merda...

- Que nada, boba! Cê acha que eu não faço também? - O silêncio entre a gente durou uns segundos até eu cobrir meu rosto de novo com o travesseiro, tentando não imaginar.

- Cala a boca, pelo amor de Deus, cala a boca! - Ela começou a dar gargalhadas.

- Mas... Depois você me conta seu segredinho, hein, gata?... Porque é foda... Que inveja... - As risadas dela se misturavam com minhas súplicas pra ela parar, enquanto ela tentava tirar o travesseiro. Eu sabia que Sandra só queria amenizar a situação e, de quebra, me provocar um pouco, mas pra mim aquilo ainda parecia surreal.

- Não, Sonia... Sério, você tá bem? - Ela afastou meus cachos do rosto e limpou minhas lágrimas. Eu concordei fracamente, devolvendo o sorriso, e ela se jogou em cima de mim, começando a me dar beijinhos na bochecha enquanto me fazia cócegas.

- Para, para! Tô morrendo de vontade de mijar... Por favor, tia... - Minha voz suplicante a comoveu a ponto de ela me ajudar a levantar. Eu mal conseguia fazer esforço sem querer mijar nas calças, então fui passinho por passinho até o banheiro, fugindo das provocações dela, mas sem conseguir segurar o riso.

Bem mais aliviada depois de mijar, aproveitei pra tomar um banho por razões óbvias. Quando cheguei no meu quarto, minha Minha irmã estava deitada na minha cama vendo TV e chupando um regaliz gigante.

Tranquei a porta com o ferrolho e tirei a toalha para pentear o cabelo e vestir o pijama.

Não estava de frente para o espelho, mas no ângulo certo para ver como minha irmãzinha não perdia nenhum detalhe do que eu fazia, fingindo que olhava para a televisão. "É normal", eu pensava. "Na nossa idade, é normal olhar e fazer comparações." Assumi que não tinha nenhuma conotação sexual, então não me senti excessivamente envergonhada.

Quando terminei, deitei ao lado dela, pronta para dormir. Sabia que ela cuidaria de desligar a TV, como sempre fazia quando ficava comigo e eu dormia. Mas meu grande erro foi aceitar fazer "circulinhos no cabelo", como ela chamava, e que tinha um efeito sonífero incrível nela. Em poucos minutos, ela já tinha dormido, então cabia a mim mandá-la para a cama dela.

- Sandra... Vamos, querida. Você tem que deitar na sua cama.

- Tá... Já vou... - Mas eu já conhecia os "já vou" dela, então me levantei e comecei a puxar as mãos dela até sentá-la. Depois disso, não foi difícil ela acordar, então ela se levantou e eu a levei pela mão até a porta. Mas ao chegar lá, ela me prendeu num abraço carinhoso.

- Sonia... Quero que você fique bem. Não gosto de te ver chorando - Eu a abracei com força, emocionada com suas palavras e seu tom afetuoso.

- Obrigada, querida. Sério, não sei o que fazer com você, hein... É que te amo mais que minha vida! - Nos abraçamos por um bom tempo, com um leve balanço e nos beijando as bochechas de vez em quando. Quando nos separamos, vi que os olhos dela estavam marejados, mas antes que eu pudesse reagir, ela lançou os lábios contra os meus e me beijou com paixão.

Claro que eu não esperava por isso, e o susto me deixou imóvel enquanto ela me beijava e acariciava meus quadris. Quando a língua dela começou a tentar entrar na minha boca, deixando um gostinho de regaliz, recuperei o senso comum e a afastei bruscamente. Não Não saberia dizer qual das duas estava mais surpresa, mas foi ela quem se virou e, depois de destrancar a porta meio sem jeito, saiu pro quarto dela tapando o rosto.

Eu segui ela por alguns passos, tentando acalmá-la, mas no fim deixei ela ir — talvez porque não soubesse o que dizer de verdade, ou talvez por medo de que ela virasse e voltasse pra cima de mim.

Voltei pro meu quarto e, depois de fechar a porta, sentei na poltrona da minha escrivaninha, tentando digerir o que tinha acabado de rolar. Tô ficando maluco todo mundo ou o quê? Ficava pensando sem parar. Meu coração tava a mil por hora. O gostinho de alcaçuz nos meus lábios voltou de repente, e eu mordi depressa um dos bolinhos que minha irmã tinha feito. A verdade é que tava uma delícia... Com pepitas de chocolate, do jeito que eu gosto. Terminei ele num instante e peguei outro. Fiquei ali sentada, remoendo a situação e sem tirar os olhos dos quatro bolinhos que ainda restavam. Era estranho, mas comer parecia me aliviar bastante... As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto rapidamente, e o choro que veio lá do fundo da minha alma era incontrolável. Pra mim, nada mais fazia sentido, e de repente eu tava vivendo num mundo de loucos...

5 comentários - Família Perfeita (parte 1)

Mmm. Me encanta esta historia, continúala por favor, volveré y te dejaré mis 10, hoy ya los dí, pero me agradó tu buen gusto para describir las escenas y narrar todo no sólo desde un punto sólo sexualmente explícito, los sentimientos y las sensaciones; así como saber ambientar y darle profundidad al relato, hace que la historia sea más natural, creíble y dotada de sensualidad y morbo. Ideal para disfrutar con su lectura. Gracias por compartirla. 😀
Ya vi la segunda 😀, y como te prometí, te dejo mis 10 😀
esta bueno, lastima que esta en gallego jajaja.. la proxima traducilo