la calentura por mari me atrapo 2

A mesa inteira ficou nos encarando, mas isso já não importava mais, nós dois sabíamos que nada seria igual, o tesão tava a mil e a gente sabia, o que não sabíamos era como dar continuidade. Mario olhou pro Fede, a esposa dele pra Ana, e só encontraram a mesma sensação de não entender o que tava rolando. Fede pensou por um momento que tudo ia pro caralho, mas a Ana tava do lado dele, isso segurou ele. Depois daquele beijo intenso, olhei pra esposa do Mario e falei:

— A gente fica muito bem junto, fica tranquila que não tô a fim de te decepcionar.

— Eu não falei nada, ela já é crescida e sabe muito bem o que faz.

— MARY: Claro que sei e te garanto que você vai me entender.

— MARIO: Bom, isso não tava nos planos, mas é algo que não me diz respeito, Dany.

— Bom, galera, eu amanhã trabalho, então espero que vocês tenham se divertido pelo menos metade do que eu me diverti. Me espera uma viagem longa e com certeza não vou pregar o olho.

— FEDE: Já vai?

— Sim, Fede, realmente não aguento mais.

— MARIO: Que pena, porque o Fede falou muito bem de você e eu queria terminar essa noite acertando os detalhes pra finalizar isso.

— Tá bom, eu fico, mas com uma condição.

— FEDE: Qual, Dany?

— Que no final alguém me leve pra casa, tô morto.

— MARIO: Onde você mora?

— Em Quilmes, Mario, é uma viagem bem longa, então vamos apressar os acertos e vazar.

— MARIO: Nada de pressa, Daniel, são só 3 da manhã, temos tempo, e além disso, nem sonha que depois disso a gente vai te levar pra sua casa.

Fez-se um longo silêncio. Fede e Ana estavam à minha mercê, e seus rostos mostravam o nervosismo que os tomava. Mario olhou fixamente nos olhos da mulher e disse:

— MARIO: Você, Daniel, fica tranquilo que assim que fecharmos isso, se fecharmos, você vem pra minha casa. Lugar tem de sobra e te garanto que vai descansar como um rei.

Um sorriso iluminou o rosto da esposa dele, e isso me deu o sinal de que tudo ia se fechar do jeito que o Fede tanto queria. Já tinha o Mario do meu lado.

— Ok, Mario, aceito. Mas que tal a gente mudar de mesa e deixar as mulheres aqui? Imagino que o que vem por aí vai entediar elas pra caralho.

As caras delas se iluminaram, tanto a Ana quanto a mulher do Mário queriam saber o que tinha rolado entre a Maria e eu, isso dava pra ver de longe.

FEDE: Muito boa ideia, Dany. Vamos pra essa mesa continuar conversando.

A mesa que o Fede sugeriu tava a não mais de 2 metros da nossa, então eu falei:

FEDE: Nem fudendo, Fede. Melhor irmos praquela.

Apontei pra uma que tava bem mais longe. De relance, vi as caras das mulheres brilhando de alegria, elas sabiam que com a gente longe poderiam fofocar sossegadas.

MARIO: Beleza, Daniel. Vamos.

Levantamos e fomos pra lá. Sentamos confortavelmente e pedimos pro garçom limpar a mesa e trazer três uísques. Aí o Fede abriu a pasta dele e o Mário a dele. Eles começaram a falar sobre áreas que iam pegar e porcentagens de lucro, se tivesse, enquanto eu só observava. Minha cabeça tava em outro lugar e, num momento, eles perceberam.

MARIO: E você, o que acha, Daniel?

MARIO: Olha, Mário, provavelmente o que eu vou falar não vai agradar nem você nem o Fede.

Falei isso com toda segurança. Eu sabia de algo e tinha ouvido muita coisa, mesmo com a mente longe, não tinha me desconectado. E por algum motivo o Fede queria que eu estivesse do lado dele.

MARIO: E por que não vai nos agradar?

MARIO: Porque primeiro, vocês tão planejando errado.

Tanto o Fede quanto o Mário me olharam espantados, como se não entendessem se eu tava falando sério ou de bêbado. Aí continuei:

MARIO: Se vão fechar uma sociedade, o que tem que vir primeiro é a confiança e o consenso. Por isso, acho muito errada essa divisão de tarefas. Os cavalos puxam a carroça juntos, me entende? Você, Mário, é um gênio em finanças, mas o Fede é fera em vendas e gestão de pessoal. Não vai ser tão difícil aprender um com o outro se trabalharem juntos. Não tenham medo das diferenças. Por outro lado, sei muito bem que você, Mário, entra com o maior capital, mas sabe muito bem que sem o Fede do seu lado, você levaria anos pra recuperar ele. Você, Fede, sabe que vai ter que se contentar com máximo e botar toda a pilha nesse projeto e você, Mario, vai ter que acompanhar o ritmo, senão tudo vai pro caralho. Vocês sabem muito bem que os primeiros meses vão ser os mais fodas, mas não tenham medo, que quando tudo estiver bem engrenado, logo vão ver os resultados.
MARIO: Faz sentido o que você diz, mas me diz: quem toma as decisões?
Os dois, Mario, os dois. Senão um vira funcionário e não sócio.
Os olhinhos do Fede brilhavam vendo como ele botava pressão no Mario, que queria ter o domínio total da sociedade.
MARIO: Então, tudo que a gente conversou essa noite foi à toa?
De jeito nenhum, Mario. O Fede já sabe o que você quer, e você sabe muito bem o que o Fede quer. Só precisa lapidar.
FEDE: Você tá dizendo que a gente divide os lucros igualmente?
Não, Fede, nada a ver. No começo não vai ter lucro, isso eu deixei bem claro. Uns meses duros, sem um puto no bolso. Mas depois, o Mario tem que recuperar o investimento dele. Quando isso rolar, aí sim, 50 e 50.
O Fede gostou da minha proposta, mesmo sabendo que ia ser foda ficar sem ganhar nada, mas aceitou. Já a cara do Mario mostrava umas dúvidas enormes, percebi na hora.
Pensem no que eu falei. Sei que baguncei o esquema de vocês. Talvez precisem de um tempo pra decidir.
Mario e Fede me olharam fixo, cada um analisando o que eu disse.
MARIO: Você tem razão, Daniel. A gente devia dar um tempo pra pensar direito.
O Fede ficou arrasado, percebi na hora.
Claro que sim, Mario, mas lembra que não tem muito tempo.
MARIO: Por quê?
Porque senão esfria e não rola.
MARIO: Por quê?
Porque, além de você botar a maior parte da grana, o Fede bota o trampo e vai ficar sem receber um puto por meses. E sinceramente, acho que ele não tem muito fôlego pra aguentar isso.
MARIO: Beleza, Fede, deixa eu analisar isso no fim de semana e na segunda a gente fecha.
FEDE: Sim, Mario, com certeza. Mas preciso de uma resposta, sim ou não. Eu não posso fazer mais do que isso.
MARIO: Fica tranquilo, Fede, que Na segunda-feira a gente se reúne e define.
Beleza, então um intervalo até segunda? Ok, então vamos, Mario, porque juro que tô exausto.
MARIO: Ok, Daniel, vamos.

A gente levantou, deixando os restos de uísque nos copos, e fomos direto buscar as mulheres. Pra nossa surpresa, elas não paravam de falar até que a gente chegou, e aí fez um silêncio pesado. Rindo, falei pras três:

— Ei, o que foi, secou a língua de repente? Kkkkkk.

ANA: Vocês falando igual papagaio e depois criticam a gente.

— Não falei por isso, Ana, kkkkkk.

MARIO: Bom, vamos, que esse frangote tá morto.

— Também — disse Ana, rindo e fazendo Mary ficar vermelha, embora ninguém tenha notado, já que todo mundo tava se levantando. Assim saímos, deixando o salão pra trás.

MARIO: Onde tá seu carro, Daniel?

— Não tenho carro, Mario, não gosto de dirigir.

MARIO: Ah, beleza, então espera aqui que já busco o meu.

A gente se despediu da Ana e do Fede, e com um olhar cúmplice, daqueles que só a gente conhece depois de tantos anos de amizade, eu soube que passei tranquilidade pro Fede. Eles foram andando pro carro deles, acompanhados pelo Mario, que não demorou pra voltar.

MARIO: Vamos, sobe. Você, Mary, vem na frente. E você, Gladis (assim que a esposa dele se chama), vai atrás.

MARY: Qual é, maluco?

GLADIS: Nem fodendo, cara. O que você quer fazer com meu irmão?

A risada do Mario ecoou na noite. Subimos no carro e em poucos minutos já estávamos na casa dele. Quase não tive tempo de beijar ela.

GLADIS: Parece que você tá com pressa, Mario. Voou, cara.

MARIO: É que o Daniel tá morto, kkkkkk.

O portão se abriu e entramos com o carro. Descemos, e eu segui eles em silêncio.

MARIO: Você vem comigo, Daniel. Sinta-se em casa.

1 comentários - la calentura por mari me atrapo 2

sigue muy bueno....mirá los errores...porfa.