História real (capítulo 5)

Paula.
Antes de conhecer a Amanda, eu tinha saído com ela por algumas semanas, ela tinha acabado de começar a dar aula de história. Conheci ela numa madrugada no L'inferno e um tempo depois tudo terminou no carro dela de forma explosiva. A gente tava se pegando sem controle e ela começou a chupar minha rola, tentei parar ela umas duas vezes, mas ela tava determinada a ir até o fim... depois a gente continuou se vendo e eu paguei a dívida com juros, a verdade é que a gostosa quando esquentava era um foguete, tinha um pouco de Dr Jekyll e Mr Hyde versão feminina.
Mas a Amanda apareceu e eu dei um jeito de sair fora educadamente, a gente ficou de boa.

Liguei pra ela.
Que surpresa, cadê você, o que tá fazendo, etc., e propus um café.
Minha ideia era sondar, como sempre sondava todas sobre as fantasias delas pra ver qual era. Com ela não tinha tido tempo. Ela era daquelas gostosas atraentes e de perfil baixo com as roupas e o visual em geral, mas peladinha era um inferno, tinha de tudo e tudo lindo. Não parecia ter rodado muito. Diferente da Amanda, ela tinha a pele bem branca e rosadinha, bem rosadinha nas áreas mais íntimas...

Tava sentado no Filo, esperando ela, e quando ela apareceu quase caí da cadeira, ela tinha mudado o corte e a cor do cabelo e tava usando uma calça branca justa que não só destacava a bunda linda dela como também marcava de um jeito provocante a buceta. Em cima, tinha uma blusa tipo polo, justa também, onde os peitinhos dela lutavam pra sair.
Meu plano inicial de só tomar um café e ver no que dava já tava balançando.

- Uau... que mudança de visual!!

- Gostou?

- Sim... você tá uma delícia...

- Você também, como sempre...

Sim. Foda-se o café, eu queria pegar ela na hora.
A gente passou um tempo conversando sobre coisas gerais e novidades, mas os dois sabiam como o encontro ia terminar. Inicialmente minha ideia era outra, mas ela veio com toda premeditação pra se acabar comigo... em mim, a vontade surgiu quando eu vi ela... e Quando além disso percebi que ela vinha com claras intenções de me dar.
E naquela tarde a gente se acabou.
Adoro quando uma mulher tem, de forma inegável, muita vontade de estar com um homem. Acho que tive a sorte de ser o sortudo naquele dia, depois ela me contou que não tinha transado desde a última vez comigo. Não ia questionar isso, não me importava, e o que acabou de rolar na cama e na cadeira confirmava: ela tava irreconhecível, soltinha e pronta pra tudo.

Estávamos pelados, largados na cama e já relaxados depois da tempestade quando pergunto:

- Pauli... você tem alguma fantasia?

- Fantasia? Sexual?

- Sim, claro, sexual...

- Nnnão... sei lá... nunca fiz na praia, por exemplo...

- Ahã...

- ...nem num elevador...

- Ahã...

- O que foi?

- Nada... por quê?

- "Ahã ahã"... como se eu tivesse falado besteira!

- Não, não... nada a ver.
Dei um beijo nela e abracei.

- Mas eu tava falando de fantasias um pouco mais... intensas, digamos...

- Tipo?

- Tipo dividir a cama com mais alguém.

- Nem fodendo. Jamais me deitaria com dois caras, não só não me excita como me dá uma certa repulsa...

- Ok.

Ficamos em silêncio por um instante e então eu disse:

- E com uma mulher?

- Também não... por quê?
Não respondi, só fiquei olhando pra ela com cara de "não fui eu".

- Às vezes me dá uma curiosidade, mas não, acho que me daria nojo...
Não falei nada. Mas ela ficou pensando.

- E por que você me pergunta isso?

- Só de curiosidade...

Ela continuou, sozinha.
- Não conseguiria tocar na buceta de uma mina... nem beijar...

- Calma, calma... não se adianta...

- O que isso significa??

- Que o fato de dividir uma situação com uma mulher não significa que você precise fazer nada... aliás... você tá imaginando todo mundo se jogando de cabeça na cama de uma vez, e não é assim...

- Ah, não?? E como é??

- Esquece, não importa. Não era nada demais. ...só te perguntei por curiosidade, só isso...
E fingi que ia levantar pra me vestir e ir embora.

- Pera, pera... aonde você vai? Agora quero que a gente esclareça esse assunto.

Eu tava de costas pra ela, então sorri, meio convencido, confesso, mas rapidamente voltei ao personagem desinteressado.

- Que assunto?

- O assunto todo. O negócio de compartilhar, de não se jogar de cabeça na cama, etc, etc...

- Acho que você ficou cheia de preconceito. Se você tem curiosidade, a gente pode organizar algo...

- "A gente"?

- Posso chamar uma amiga.

Ela ficou me olhando, entre desconcertada e curiosa.

- E aí, como é que fica?

- Uma noite a gente pode sair os três. Ir tomar algo ou jantar num lugar legal, se divertir sem neura... e aí a gente vê...

- Vê o quê?

- Você acabou de me perguntar "e aí, como é que fica?"... então é isso... a gente vê como é que fica. Ninguém é obrigado a fazer nada, deixa a situação fluir... e quem quiser ir pra casa pode ir na hora que quiser.

Ela ficou em silêncio, mas já tinha mudado a cara. Tava com um olhar safado, olhos semicerrados, tinha inclinado a cabecinha e me observava com um começo de sorriso cúmplice.

- Tipo?

- Tipo que a gente sai como três amigos, se divertir... depois a gente vê como é que fica.

- Do jeito que você tá contando, acho que poderia rolar...

De noite, tarde, liguei pra Amanda.
- É você?

Ela era assim.

- Sim, linda, sou eu... e tenho uma proposta pra você.

- Adoro saber... mas agora não me conta mais nada...

- Ok.

1 comentários - História real (capítulo 5)

Chan, justo cuando la tenés a la otra que pica, Amanda te deja con los perros en la puerta..jajajaja. Qué buen suspenso.