CAPÍTULO XIV
Entre as muitas coisas que eu frequentemente ouvia meu pai dizer, algumas de sua própria lavra e outras tiradas daqui e dali, estava sua afirmação de que o homem é um animal de hábitos que, por natureza, tende a se acomodar na rotina. O que eu deduzi nesse caso foi que tendemos a tentar transformar em habitual aquilo que nos agrada e que gostaríamos que fizesse parte permanente de nossas vidas.
Havia passado apenas três noites com minha mãe (vou continuar chamando-a de Brigi, como ela me impôs) e tudo tinha sido tão maravilhoso que eu daria qualquer coisa para que aquela situação se perpetuasse eternamente.
É difícil explicar o que se sente quando tantos e tão profundos sentimentos convergem, quando você dá e recebe amor a rodo. O ato sexual deixa de ser um fim para se tornar mais um meio de canalizar um prazer que tem muito mais de espiritual do que material. Simplesmente, me faltam palavras para fazer uma descrição sequer aproximada do que essas noites significaram para mim.
Mesmo correndo o risco de que mais de um considere meu discurso exagerado, não me cansarei de repetir o quão especial Brigi era para mim e a ênfase especial que eu colocava em todas e cada uma das minhas atividades, não porque eu quisesse impressioná-la, mas simplesmente porque me saía naturalmente assim. Com Dori eu já me esforçava, porque Dori sem dúvida merecia o melhor; mas com Brigi tudo era tão diferente...
Naquela altura, eu já tinha percebido que eu era uma pessoa bastante apaixonadiça, que facilmente sucumbia aos encantos de uma mulher. No entanto, nem com Bea ou com Luci, nem mesmo com Barbi e Cati, tal paixão persistia com tanta força, uma vez saciado meu desejo, como acontecia com Dori e, claro, com Brigi. Por Dori, eu me esforçava para agradá-la em tudo, dentro e fora da cama; para agradar Brigi, eu faria qualquer sacrifício que ela me pedisse e ainda me pareceria pouco, por mais exigente que fosse.
Quando chegou a que seria nossa última Naquela noite, meu ânimo estava lá embaixo. Sabia que ainda tinha pela frente algumas horas de prazer sem igual; mas isso não passava das migalhas do grande bolo que eu desejava. Como não podia deixar de ser, Brigi percebeu rapidamente a situação e mais uma vez se apressou a me estender a mão amiga.
A cena era bem parecida com a das noites anteriores, com a única diferença de que, em vez de estar deitado esperando que ela se despisse e viesse ao meu lado, eu estava sentado na beirada da cama, com os cotovelos fincados nos joelhos e a cabeça afundada entre as mãos. Se não estava chorando, não era por falta de vontade.
Brigi veio se sentar ao meu lado e, toda ternura, me envolveu com o braço e apertou meu rosto contra seu peito.
—Isto não é o fim, sabe? Talvez não tenhamos mais noites assim por muito tempo, mas vamos ter muitos dias para compartilhar.
Talvez três semanas antes isso me parecesse um sonho. Agora não me parecia suficiente. De repente, quase horrorizado, via meu pai como um rival que eu teria eliminado com gosto naquele momento, se tivesse meios para isso. Não eram as melhores circunstâncias para raciocinar, mas me esforcei para tentar. O mero fato de uma ideia dessas ter passado pela minha mente me arrepiou. Queria me convencer do contrário, mas era inútil: via Brigi cada vez mais como Brigi e menos como mãe. Agora que o retorno do meu pai estava próximo, agora que minhas horas de substituto estavam no fim, sentia que queria continuar interpretando aquele personagem.
—Vamos, meu menino, não fique triste, senão vai me deixar triste também. E esta noite não quero ficar triste. Quero que seja a mais alegre de todas.
Brigi se levantou, se posicionou na minha frente e se agachou entre minhas pernas, começando a brincar com meu pau, que estava em seus momentos mais baixos.
—Você conhece a posição da doma?
Balancei a cabeça. Não conhecia nenhuma posição com esse nome, ou pelo menos não o conhecia por esse nome.
— Então será a primeira que vamos praticar hoje. Mas para isso é indispensável que o seu pau fique a postos.
Com a ajuda da mão e da boca, ela não precisou se esforçar muito para que o moribundo recuperasse todo o seu vigor. Satisfeita com seu triunfo, Brigi se ajeitou e limitou-se a tirar a calcinha, ficando só com o vestido. De costas para mim, afastando a saia para deixar o caminho livre, pegou meu pau duro com uma mão e o posicionou na entrada de sua buceta, onde foi inserindo conforme ela descia suas nádegas até apoiá-las sobre minhas coxas. A famosa posição não era senão a mesma que já havia experimentado com as gêmeas e também ensaiado com Bea, embora Brigi lhe conferisse um estilo especial muito mais excitante.
Em vez de fazer de cima para baixo, Brigi iniciou um movimento de frente para trás, adornado com uma série de giros para um lado e outro, desenhando hipotéticos oitos, enquanto parecia dilatar e contrair as paredes de sua vagina. A consequência dessa mistura tão variada é que meu pau se sentia assediado por todos os lados, da ponta à raiz, dificultando toda minha capacidade de concentração e exacerbando minha sensibilidade a limites extremos. Felizmente, ela fazia tudo com lentidão, pois se imprimisse maior velocidade à sua dança, não acho que teria aguentado muito tempo. Mas era evidente que a intenção de Brigi era esquentar e não queimar, e aquilo não passava de uma espécie de aperitivo.
Como para essas coisas a roupa só atrapalha, fui a despindo enquanto ela continuava com seu delicioso rebolado. Uma vez que a tive nua sobre mim, comecei a beijar a parte superior de suas costas, seus ombros e a nuca, enquanto minhas mãos se davam uma nova sessão com aqueles peitos que nunca cansavam de acariciar.
Brigi havia se empenhado em me fazer esquecer todas as minhas preocupações, e por minha fé que conseguiu, pois ao... Eu estava tão imerso na situação que esqueci completamente que aquela era a última noite, tudo que havia passado e o que estava por vir, focando exclusivamente na intensidade do momento.
Se a excitação que aquele jogo provocava em mim era grande, não era menor a que produzia em Brigi, que não demorou muito para alcançar seu primeiro êxtase. Apagados os últimos estertores de uma agonia tão doce, seguiram-se alguns momentos de calma absoluta, que me caíram como uma luva para recuperar minha serenidade, um tanto abalada com tamanho rebuliço.
Eu sabia que Brigi se mantinha bem ágil, mas nunca suspeitei que pudesse chegar a tais extremos. Elevando e flexionando sua perna direita, ela conseguiu dar meia-volta, até ficar de frente para mim, sem que meu pau saísse mais do que alguns centímetros de sua morada; alguns centímetros que imediatamente foram engolidos de volta.
Com as mãos, ela se segurou na minha nuca e estendeu ambas as pernas sobre a cama, por trás de mim, jogando o torso para trás. A penetração agora não podia ser mais profunda. O movimento de sua pélvis era quase imperceptível, mas eu o sentia como se ela se deslocasse por toda a extensão do meu pau.
— Já está mais animado?
Ela nunca tinha me olhado e sorrido daquela maneira. Estava decididamente flertando comigo, e eu adorava que ela fizesse isso. Adorava a forma como deixava a ponta da língua aparecer entre os lábios, colando-a no superior; adorava como ela entrecerrava as pálpebras; adorava como seus seios, comprimidos pelos próprios braços, permaneciam colados um ao outro; adorava como seus cabelos balançavam suavemente ao ritmo da pequena oscilação de seu corpo; adorava... Adorava tudo e era tão feliz que quase me sentia infeliz só de pensar que aquilo não poderia ser eterno e teria que ter um fim.
Era tão diferente o que ela me fazia sentir que não conseguiria explicar, mesmo que quisesse. Eu a olhava embasbacado, completamente preso no encanto de sua beleza e no prazer requintado que seu mínimo movimento me transmitia. Ela falava comigo, mas suas palavras não chegavam aos meus ouvidos; nem a música que eu ouvia era a que saía do mini-system, mas outra muito mais doce e harmoniosa que só tocava no meu cérebro. Pela primeira vez entendi o que realmente se quer dizer com "estar flutuando nas nuvens", porque assim devia ser como eu me sentia.
— Você já praticou a posição do prazer?
— Não é esta que estamos fazendo agora? Por mim, ficaria assim a vida toda.
Brigi exibiu novamente aquele sorriso que sabia fazer tão sugestivo e único, apenas entreabrindo os lábios e elevando levemente os cantos da boca, enquanto seus olhos adquiriam um brilho quase diamantino.
— A verdade — acrescentei um pouco desconcertado — é que a posição da doma eu já conhecia e várias outras também; mas não sei o nome de nenhuma delas.
— Também não precisa dar muita importância a isso. Exceto a do missionário e mais algumas, cujos nomes parecem ter se universalizado, a verdade é que uma mesma posição é chamada de muitas formas diferentes.
Enquanto falava, Brigi se abraçou a mim e, após uma leve luta corporal, fazendo mais uma vez demonstração de uma elasticidade que novamente me surpreendeu, colocou os pés no chão e desta vez se levantou por completo, pondo fim à união íntima que havíamos mantido o tempo todo. Meu pau parecia ter aumentado de tamanho e balançou pesadamente algumas vezes ao se ver fora do buraco que o havia abrigado.
A chamada posição do prazer começou me parecendo mais a posição do penitente. Brigi sentou-se na beirada da cama e me fez ajoelhar entre suas pernas. Supostamente, meu pau tinha que ficar mais ou menos na altura de sua buceta, mas a realidade é que ficou um pouco mais baixo. A solução foi colocar no chão um par de almofadas, coisa que meus joelhos também agradeceram, e assim nossos sexos ficaram perfeitamente alinhados e prontos para uma nova montagem, que não demorou a acontecer.
Por me parecer o mais lógico nessas circunstâncias, comecei sem demora a bombear num ritmo bom, mas a Brigi me conteve enrolando as pernas em torno da minha cintura e me deixando quase nenhuma margem de movimento.
— Desculpa, meu neném — ela sorriu de novo —, mas o compasso sou eu que marco.
E assim foi, estreitamente abraçados, que ela se encarregou de estabelecer o ritmo a seguir, pressionando mais ou menos com as pernas, o que se traduzia numa maior ou menor penetração do meu pau na sua buceta.
Não vou dizer que a posição em questão não fosse agradável, pois tratando-se de possuir a Brigi nada poderia ser desagradável; mas, seja porque me sentia sufocado por aquela espécie de prisão que suas pernas representavam, seja porque já tinha experimentado coisas que me pareciam melhores em todos os aspectos, a verdade é que não consegui entender por que aquilo era chamado de posição do prazer. Se ao menos ela me tivesse permitido operar livremente por minha conta, talvez eu tivesse encontrado algum significado; mas, da forma como estava, concluí que aquilo não passava de complicar excessivamente e sem necessidade algo tão fácil quanto uma simples trepada.
— Você gosta mesmo de fazer assim? — perguntei.
A Brigi soltou uma gargalhada que por alguns instantes me fez sentir ridículo, além do ridículo que a posição em si já me parecia.
— Foi exatamente isso que eu disse ao seu pai na primeira vez que experimentamos. O mesmo que agora, naquela vez foi um fracasso; mas a verdade é que, quando você pega o jeito, não deixa de ter seus atrativos. Já me proporcionou alguns momentos memoráveis.
A Brigi me libertou da tenaz de suas pernas e afastou meu lampejo de frustração com um beijo quente que eu prolonguei por vários minutos, enquanto acariciava seus seios e lentamente deslizava meu pau, agora sem imposições, em seu buraco mais do que lubrificado. Seu segundo orgasmo me surpreendeu pelo inesperado, e isso fez com que eu partisse para um ataque definitivo, no parei até alcançar o mesmo objetivo.
Brigi apertou mais forte o abraço e começou a mordiscar meu lóbulo da orelha esquerda, sussurrando as palavras mais doces, misturando sua dupla condição de mãe e mulher. Entre a ternura de umas e a lascívia de outras, a verdade é que ela me deixou com o pau duríssimo de novo em tempo recorde, mais do que pronto para começar uma nova escalada como se nada do que aconteceu antes tivesse ocorrido.
Ao perceber como meu pau pressionava contra sua virilha novamente, depois da pausa lógica que seguiu minha primeira gozada, Brigi soltou uma gargalhada.
— Você é incrível! — brincou. — Quase deixa seu pai no chinelo. Acha que, antes de continuar, a gente não devia se lavar um pouco? Eu já estou toda melada.
Ela não mentia. Entre a porra que eu tinha derramado nela e seus próprios fluidos, a umidade ultrapassava amplamente o contorno de sua buceta e se espalhava cada vez mais pelas partes interna e frontal de suas coxas. Meu caso não era muito diferente. Meu pau, de novo duro e empinado, brilhava como se eu tivesse mergulhado ele num pote de pomada.
— Tem mais posições planejadas? — perguntei enquanto fazíamos nossa limpeza no banheiro.
— Você me deixou tão excitada que qualquer posição serve agora. Qual é sua preferida?
— Minha única preferida é você.
— Sério? Eu achava que sua preferida era a Dori.
— Dori é outra história.
Felizmente, Brigi se limitou a esboçar um sorriso enigmático para mim e não insistiu no assunto. Teria sido meio complicado tentar explicar os diferentes sentimentos que ela e Dori me inspiravam. Por ambas eu sentia uma veneração autêntica, mas eram venerações tão distintas que não dava para comparar.
De volta ao quarto, Brigi se jogou de costas na cama e logo deduzi que, a partir daquele momento, eu teria que Será que sou eu o único responsável por usar a imaginação nessa situação. E, pra ser sincero, estava tão acostumado com as outras sugerindo o que fazer, que não soube muito bem por onde nem como começar. Esperando que minhas ideias se esclarecessem, ou melhor, com a esperança de que a situação fosse se resolvendo sozinha, me aconcheguei ao lado dela e até agradeci quando ela passou um braço pelo meu pescoço e me apertou contra si, num gesto que me pareceu mais de mãe do que de amante.
— Você nunca se perguntou por que não recorri a você em todo esse tempo?
Embora não soubesse onde ela queria chegar, minha resposta não demorou.
— No começo, me perguntei algumas vezes e achei que a razão era óbvia: papai está no meio e ele te satisfaz completamente. Com ele por perto, você não precisa de mais ninguém.
— O que você diz é muito razoável; no entanto, não é totalmente verdade.
— Em que estou errado? — a curiosidade me invadiu.
Acho que Brigi ia me explicar onde eu estava errado, mas deve ter pensado melhor e voltou com a frase de sempre.
— Coisas de mulher.
O "coisas de mulher" era como um sinal de pare. Não me dei ao trabalho de insistir, sabendo que não iria avançar mais no assunto, por mais chato que eu fosse. Era como uma tranca grossa numa porta enorme, que não tem mais como abrir.
A conversa seguiu por outros caminhos que pouco podem interessar ao leitor e que, por isso, prefiro pular. Mas é verdade que, enquanto essa conversa rolava, nossas carícias mútuas foram perdendo a inocência e ganhando tons mais significativos. Ao parêntese mãe-filho voltou a acontecer a evidência mulher-homem. Meu pau, que já tinha descansado o suficiente, voltou a ficar duro de novo e a conversa começou a minguar para dar lugar aos fatos. De novo me agarrei naquelas tetas das quais nunca me cansei e minha mão atacou de novo o centro da feminilidade para, aos poucos... pouco, reavivar as sensações adormecidas e deixar o prato pronto para ser consumido.
Aquele último foi, talvez, a foda mais plácida e, pelo menos para mim, a mais satisfatória. Nada de posições rebuscadas nem exibições sem sentido. Tudo naturalidade e amor tranquilo, deixando que o desejo brotasse por si mesmo e culminando nossa união quando nossos corpos pediram, sem mais guia nem conselheiro que nossos próprios sentimentos e aquela atração mútua, não sei se fatal ou afortunada, que nos mantinha acorrentados um pelo outro.
O pesar que me invadia, por saber que o sonho havia chegado ao fim, em parte ficou recompensado pelo epílogo que, ao retorno do meu pai, minha mãe deu ao episódio.
— Como se comportou o neném durante minha ausência?
— Nota dez.
Depois, não sei se com ciúmes ou inveja doentia, vi como meu pai envolvia com seu braço a cintura da minha mãe e ambos seguiam em direção àquele quarto que já não voltaria a ser meu território por muito tempo.
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Entre as muitas coisas que eu frequentemente ouvia meu pai dizer, algumas de sua própria lavra e outras tiradas daqui e dali, estava sua afirmação de que o homem é um animal de hábitos que, por natureza, tende a se acomodar na rotina. O que eu deduzi nesse caso foi que tendemos a tentar transformar em habitual aquilo que nos agrada e que gostaríamos que fizesse parte permanente de nossas vidas.
Havia passado apenas três noites com minha mãe (vou continuar chamando-a de Brigi, como ela me impôs) e tudo tinha sido tão maravilhoso que eu daria qualquer coisa para que aquela situação se perpetuasse eternamente.
É difícil explicar o que se sente quando tantos e tão profundos sentimentos convergem, quando você dá e recebe amor a rodo. O ato sexual deixa de ser um fim para se tornar mais um meio de canalizar um prazer que tem muito mais de espiritual do que material. Simplesmente, me faltam palavras para fazer uma descrição sequer aproximada do que essas noites significaram para mim.
Mesmo correndo o risco de que mais de um considere meu discurso exagerado, não me cansarei de repetir o quão especial Brigi era para mim e a ênfase especial que eu colocava em todas e cada uma das minhas atividades, não porque eu quisesse impressioná-la, mas simplesmente porque me saía naturalmente assim. Com Dori eu já me esforçava, porque Dori sem dúvida merecia o melhor; mas com Brigi tudo era tão diferente...
Naquela altura, eu já tinha percebido que eu era uma pessoa bastante apaixonadiça, que facilmente sucumbia aos encantos de uma mulher. No entanto, nem com Bea ou com Luci, nem mesmo com Barbi e Cati, tal paixão persistia com tanta força, uma vez saciado meu desejo, como acontecia com Dori e, claro, com Brigi. Por Dori, eu me esforçava para agradá-la em tudo, dentro e fora da cama; para agradar Brigi, eu faria qualquer sacrifício que ela me pedisse e ainda me pareceria pouco, por mais exigente que fosse.
Quando chegou a que seria nossa última Naquela noite, meu ânimo estava lá embaixo. Sabia que ainda tinha pela frente algumas horas de prazer sem igual; mas isso não passava das migalhas do grande bolo que eu desejava. Como não podia deixar de ser, Brigi percebeu rapidamente a situação e mais uma vez se apressou a me estender a mão amiga.
A cena era bem parecida com a das noites anteriores, com a única diferença de que, em vez de estar deitado esperando que ela se despisse e viesse ao meu lado, eu estava sentado na beirada da cama, com os cotovelos fincados nos joelhos e a cabeça afundada entre as mãos. Se não estava chorando, não era por falta de vontade.
Brigi veio se sentar ao meu lado e, toda ternura, me envolveu com o braço e apertou meu rosto contra seu peito.
—Isto não é o fim, sabe? Talvez não tenhamos mais noites assim por muito tempo, mas vamos ter muitos dias para compartilhar.
Talvez três semanas antes isso me parecesse um sonho. Agora não me parecia suficiente. De repente, quase horrorizado, via meu pai como um rival que eu teria eliminado com gosto naquele momento, se tivesse meios para isso. Não eram as melhores circunstâncias para raciocinar, mas me esforcei para tentar. O mero fato de uma ideia dessas ter passado pela minha mente me arrepiou. Queria me convencer do contrário, mas era inútil: via Brigi cada vez mais como Brigi e menos como mãe. Agora que o retorno do meu pai estava próximo, agora que minhas horas de substituto estavam no fim, sentia que queria continuar interpretando aquele personagem.
—Vamos, meu menino, não fique triste, senão vai me deixar triste também. E esta noite não quero ficar triste. Quero que seja a mais alegre de todas.
Brigi se levantou, se posicionou na minha frente e se agachou entre minhas pernas, começando a brincar com meu pau, que estava em seus momentos mais baixos.
—Você conhece a posição da doma?
Balancei a cabeça. Não conhecia nenhuma posição com esse nome, ou pelo menos não o conhecia por esse nome.
— Então será a primeira que vamos praticar hoje. Mas para isso é indispensável que o seu pau fique a postos.
Com a ajuda da mão e da boca, ela não precisou se esforçar muito para que o moribundo recuperasse todo o seu vigor. Satisfeita com seu triunfo, Brigi se ajeitou e limitou-se a tirar a calcinha, ficando só com o vestido. De costas para mim, afastando a saia para deixar o caminho livre, pegou meu pau duro com uma mão e o posicionou na entrada de sua buceta, onde foi inserindo conforme ela descia suas nádegas até apoiá-las sobre minhas coxas. A famosa posição não era senão a mesma que já havia experimentado com as gêmeas e também ensaiado com Bea, embora Brigi lhe conferisse um estilo especial muito mais excitante.
Em vez de fazer de cima para baixo, Brigi iniciou um movimento de frente para trás, adornado com uma série de giros para um lado e outro, desenhando hipotéticos oitos, enquanto parecia dilatar e contrair as paredes de sua vagina. A consequência dessa mistura tão variada é que meu pau se sentia assediado por todos os lados, da ponta à raiz, dificultando toda minha capacidade de concentração e exacerbando minha sensibilidade a limites extremos. Felizmente, ela fazia tudo com lentidão, pois se imprimisse maior velocidade à sua dança, não acho que teria aguentado muito tempo. Mas era evidente que a intenção de Brigi era esquentar e não queimar, e aquilo não passava de uma espécie de aperitivo.
Como para essas coisas a roupa só atrapalha, fui a despindo enquanto ela continuava com seu delicioso rebolado. Uma vez que a tive nua sobre mim, comecei a beijar a parte superior de suas costas, seus ombros e a nuca, enquanto minhas mãos se davam uma nova sessão com aqueles peitos que nunca cansavam de acariciar.
Brigi havia se empenhado em me fazer esquecer todas as minhas preocupações, e por minha fé que conseguiu, pois ao... Eu estava tão imerso na situação que esqueci completamente que aquela era a última noite, tudo que havia passado e o que estava por vir, focando exclusivamente na intensidade do momento.
Se a excitação que aquele jogo provocava em mim era grande, não era menor a que produzia em Brigi, que não demorou muito para alcançar seu primeiro êxtase. Apagados os últimos estertores de uma agonia tão doce, seguiram-se alguns momentos de calma absoluta, que me caíram como uma luva para recuperar minha serenidade, um tanto abalada com tamanho rebuliço.
Eu sabia que Brigi se mantinha bem ágil, mas nunca suspeitei que pudesse chegar a tais extremos. Elevando e flexionando sua perna direita, ela conseguiu dar meia-volta, até ficar de frente para mim, sem que meu pau saísse mais do que alguns centímetros de sua morada; alguns centímetros que imediatamente foram engolidos de volta.
Com as mãos, ela se segurou na minha nuca e estendeu ambas as pernas sobre a cama, por trás de mim, jogando o torso para trás. A penetração agora não podia ser mais profunda. O movimento de sua pélvis era quase imperceptível, mas eu o sentia como se ela se deslocasse por toda a extensão do meu pau.
— Já está mais animado?
Ela nunca tinha me olhado e sorrido daquela maneira. Estava decididamente flertando comigo, e eu adorava que ela fizesse isso. Adorava a forma como deixava a ponta da língua aparecer entre os lábios, colando-a no superior; adorava como ela entrecerrava as pálpebras; adorava como seus seios, comprimidos pelos próprios braços, permaneciam colados um ao outro; adorava como seus cabelos balançavam suavemente ao ritmo da pequena oscilação de seu corpo; adorava... Adorava tudo e era tão feliz que quase me sentia infeliz só de pensar que aquilo não poderia ser eterno e teria que ter um fim.
Era tão diferente o que ela me fazia sentir que não conseguiria explicar, mesmo que quisesse. Eu a olhava embasbacado, completamente preso no encanto de sua beleza e no prazer requintado que seu mínimo movimento me transmitia. Ela falava comigo, mas suas palavras não chegavam aos meus ouvidos; nem a música que eu ouvia era a que saía do mini-system, mas outra muito mais doce e harmoniosa que só tocava no meu cérebro. Pela primeira vez entendi o que realmente se quer dizer com "estar flutuando nas nuvens", porque assim devia ser como eu me sentia.
— Você já praticou a posição do prazer?
— Não é esta que estamos fazendo agora? Por mim, ficaria assim a vida toda.
Brigi exibiu novamente aquele sorriso que sabia fazer tão sugestivo e único, apenas entreabrindo os lábios e elevando levemente os cantos da boca, enquanto seus olhos adquiriam um brilho quase diamantino.
— A verdade — acrescentei um pouco desconcertado — é que a posição da doma eu já conhecia e várias outras também; mas não sei o nome de nenhuma delas.
— Também não precisa dar muita importância a isso. Exceto a do missionário e mais algumas, cujos nomes parecem ter se universalizado, a verdade é que uma mesma posição é chamada de muitas formas diferentes.
Enquanto falava, Brigi se abraçou a mim e, após uma leve luta corporal, fazendo mais uma vez demonstração de uma elasticidade que novamente me surpreendeu, colocou os pés no chão e desta vez se levantou por completo, pondo fim à união íntima que havíamos mantido o tempo todo. Meu pau parecia ter aumentado de tamanho e balançou pesadamente algumas vezes ao se ver fora do buraco que o havia abrigado.
A chamada posição do prazer começou me parecendo mais a posição do penitente. Brigi sentou-se na beirada da cama e me fez ajoelhar entre suas pernas. Supostamente, meu pau tinha que ficar mais ou menos na altura de sua buceta, mas a realidade é que ficou um pouco mais baixo. A solução foi colocar no chão um par de almofadas, coisa que meus joelhos também agradeceram, e assim nossos sexos ficaram perfeitamente alinhados e prontos para uma nova montagem, que não demorou a acontecer.
Por me parecer o mais lógico nessas circunstâncias, comecei sem demora a bombear num ritmo bom, mas a Brigi me conteve enrolando as pernas em torno da minha cintura e me deixando quase nenhuma margem de movimento.
— Desculpa, meu neném — ela sorriu de novo —, mas o compasso sou eu que marco.
E assim foi, estreitamente abraçados, que ela se encarregou de estabelecer o ritmo a seguir, pressionando mais ou menos com as pernas, o que se traduzia numa maior ou menor penetração do meu pau na sua buceta.
Não vou dizer que a posição em questão não fosse agradável, pois tratando-se de possuir a Brigi nada poderia ser desagradável; mas, seja porque me sentia sufocado por aquela espécie de prisão que suas pernas representavam, seja porque já tinha experimentado coisas que me pareciam melhores em todos os aspectos, a verdade é que não consegui entender por que aquilo era chamado de posição do prazer. Se ao menos ela me tivesse permitido operar livremente por minha conta, talvez eu tivesse encontrado algum significado; mas, da forma como estava, concluí que aquilo não passava de complicar excessivamente e sem necessidade algo tão fácil quanto uma simples trepada.
— Você gosta mesmo de fazer assim? — perguntei.
A Brigi soltou uma gargalhada que por alguns instantes me fez sentir ridículo, além do ridículo que a posição em si já me parecia.
— Foi exatamente isso que eu disse ao seu pai na primeira vez que experimentamos. O mesmo que agora, naquela vez foi um fracasso; mas a verdade é que, quando você pega o jeito, não deixa de ter seus atrativos. Já me proporcionou alguns momentos memoráveis.
A Brigi me libertou da tenaz de suas pernas e afastou meu lampejo de frustração com um beijo quente que eu prolonguei por vários minutos, enquanto acariciava seus seios e lentamente deslizava meu pau, agora sem imposições, em seu buraco mais do que lubrificado. Seu segundo orgasmo me surpreendeu pelo inesperado, e isso fez com que eu partisse para um ataque definitivo, no parei até alcançar o mesmo objetivo.
Brigi apertou mais forte o abraço e começou a mordiscar meu lóbulo da orelha esquerda, sussurrando as palavras mais doces, misturando sua dupla condição de mãe e mulher. Entre a ternura de umas e a lascívia de outras, a verdade é que ela me deixou com o pau duríssimo de novo em tempo recorde, mais do que pronto para começar uma nova escalada como se nada do que aconteceu antes tivesse ocorrido.
Ao perceber como meu pau pressionava contra sua virilha novamente, depois da pausa lógica que seguiu minha primeira gozada, Brigi soltou uma gargalhada.
— Você é incrível! — brincou. — Quase deixa seu pai no chinelo. Acha que, antes de continuar, a gente não devia se lavar um pouco? Eu já estou toda melada.
Ela não mentia. Entre a porra que eu tinha derramado nela e seus próprios fluidos, a umidade ultrapassava amplamente o contorno de sua buceta e se espalhava cada vez mais pelas partes interna e frontal de suas coxas. Meu caso não era muito diferente. Meu pau, de novo duro e empinado, brilhava como se eu tivesse mergulhado ele num pote de pomada.
— Tem mais posições planejadas? — perguntei enquanto fazíamos nossa limpeza no banheiro.
— Você me deixou tão excitada que qualquer posição serve agora. Qual é sua preferida?
— Minha única preferida é você.
— Sério? Eu achava que sua preferida era a Dori.
— Dori é outra história.
Felizmente, Brigi se limitou a esboçar um sorriso enigmático para mim e não insistiu no assunto. Teria sido meio complicado tentar explicar os diferentes sentimentos que ela e Dori me inspiravam. Por ambas eu sentia uma veneração autêntica, mas eram venerações tão distintas que não dava para comparar.
De volta ao quarto, Brigi se jogou de costas na cama e logo deduzi que, a partir daquele momento, eu teria que Será que sou eu o único responsável por usar a imaginação nessa situação. E, pra ser sincero, estava tão acostumado com as outras sugerindo o que fazer, que não soube muito bem por onde nem como começar. Esperando que minhas ideias se esclarecessem, ou melhor, com a esperança de que a situação fosse se resolvendo sozinha, me aconcheguei ao lado dela e até agradeci quando ela passou um braço pelo meu pescoço e me apertou contra si, num gesto que me pareceu mais de mãe do que de amante.
— Você nunca se perguntou por que não recorri a você em todo esse tempo?
Embora não soubesse onde ela queria chegar, minha resposta não demorou.
— No começo, me perguntei algumas vezes e achei que a razão era óbvia: papai está no meio e ele te satisfaz completamente. Com ele por perto, você não precisa de mais ninguém.
— O que você diz é muito razoável; no entanto, não é totalmente verdade.
— Em que estou errado? — a curiosidade me invadiu.
Acho que Brigi ia me explicar onde eu estava errado, mas deve ter pensado melhor e voltou com a frase de sempre.
— Coisas de mulher.
O "coisas de mulher" era como um sinal de pare. Não me dei ao trabalho de insistir, sabendo que não iria avançar mais no assunto, por mais chato que eu fosse. Era como uma tranca grossa numa porta enorme, que não tem mais como abrir.
A conversa seguiu por outros caminhos que pouco podem interessar ao leitor e que, por isso, prefiro pular. Mas é verdade que, enquanto essa conversa rolava, nossas carícias mútuas foram perdendo a inocência e ganhando tons mais significativos. Ao parêntese mãe-filho voltou a acontecer a evidência mulher-homem. Meu pau, que já tinha descansado o suficiente, voltou a ficar duro de novo e a conversa começou a minguar para dar lugar aos fatos. De novo me agarrei naquelas tetas das quais nunca me cansei e minha mão atacou de novo o centro da feminilidade para, aos poucos... pouco, reavivar as sensações adormecidas e deixar o prato pronto para ser consumido.
Aquele último foi, talvez, a foda mais plácida e, pelo menos para mim, a mais satisfatória. Nada de posições rebuscadas nem exibições sem sentido. Tudo naturalidade e amor tranquilo, deixando que o desejo brotasse por si mesmo e culminando nossa união quando nossos corpos pediram, sem mais guia nem conselheiro que nossos próprios sentimentos e aquela atração mútua, não sei se fatal ou afortunada, que nos mantinha acorrentados um pelo outro.
O pesar que me invadia, por saber que o sonho havia chegado ao fim, em parte ficou recompensado pelo epílogo que, ao retorno do meu pai, minha mãe deu ao episódio.
— Como se comportou o neném durante minha ausência?
— Nota dez.
Depois, não sei se com ciúmes ou inveja doentia, vi como meu pai envolvia com seu braço a cintura da minha mãe e ambos seguiam em direção àquele quarto que já não voltaria a ser meu território por muito tempo.
PRÓXIMO RELATOhttp://www.poringa.net/posts/relatos/2601169/Una-peculiar-familia-15.html
1 comentários - Uma família peculiar 14
PD: En los relatos originales, Quinito ( el personaje principal) tiene 14 o 15 años.
saludos