Fran chega na casa dos pais querendo jantar com eles, mas não avisou e eles saíram. Só encontra as irmãs: Laura e a pequena Cristina. Com 26 anos, é um cara adulto, mas quando se junta com a irmã, volta aquela briga de criança e as discussões bestas.
-Laura, muda de canal, vai?
-Nãooo!, eu tava primeiro!
-Tira essa mão, idiota, hoje tem futebol!
-Nãoo!!, se vira, além disso, você não tem mais direitos nessa casa, seu desertor!
Fran saiu de casa já faz mais de um ano, mas ainda vem de vez em quando jantar com a família. Hoje veio sem avisar e os pais já tinham planos: saíram com uns amigos. Só encontrou as irmãs vendo TV. Vai ter que beliscar alguma coisa depois, quando chegar no apartamento dele no centro. Cristina tá morrendo de sono, meio dormindo no sofá. Tem só 4 anos. Laura continua dando trabalho, agarrada no controle, sem querer largar a MTV, mas Fran não tá afim de abrir mão das semifinais do time dele tão fácil.
-Laura, vai!, vai pro teu quarto ver essa besteira! - com um tom exigente.
-Você não manda eu ir pro meu quarto, idiota!! Faço o que eu quero!! Tô na minha casa!!
Cristina abre os olho a cada grito, mas não consegue manter as pálpebras abertas nem o olhar firme por mais de um instante. Aquele sofá branco e fofinho parece sugar a consciência dela. A sala é super elegante, tudo combina: os móveis de madeira, as cortinas cor de marfim, o assoalho... um verdadeiro lar bem de vida e civilizado.
Fran desistiu da briga e procura outro jeito; lembra que não faz tantos anos assim que conseguia tudo que queria dela só com uma massagem: era o ponto fraco dela. No fundo, ela não liga muito pro que tá vendo, só que é competitiva e quer se vingar porque ele abandonou ela e foi embora. Tem raiva dele. O irmão mais velho era o herói dela, quem defendia ela com unhas e dentes contra qualquer um que enchesse o saco, o cara que sabia tudo. Tudo de tudo, o confidente e parceiro contra a tirania paterna. Laura, no auge da adolescência, se viu sem algo que considerava essencial na vida, e Fran foi morar com aquela rabuda manhosa de cara de cavalo.
— Vamos, não fica assim, se você mudar de canal, depois te dou uma massagem, que tal?
— Ah, claro, e eu acredito nisso. Depois vai dizer que tá cansado e que vai embora — desconfiada.
— Que nada, vou te dar uma massagem bem longa nas costas — insiste Fran.
— Que tão longa? Isso é muito relativo, tão longa quanto o jogo? — com tom de expectativa.
— O jogo tem 90 minutos, gostosa! — indignado.
— Então fazemos assim: enquanto você me massageia, coloca o jogo; assim que parar, eu mudo — se achando uma grande negociadora.
Fran levanta uma sobrancelha e pensa: "isso é fácil falar, quando eu colocar o futebol, não vai ser tão fácil mudar de canal de um jeito ou de outro". Ele aceita as condições da garota, balançando a cabeça. Ela sorri e sai do sofá alegremente para se deitar de bruços no tapete branco e fofo, na frente da TV. Tira o suéter de gola gigante e assimétrica e segura firme o controle para garantir a custódia. Coloca na TV4, onde está passando a partida. Fran suspira, se sentindo um banana. Como ele pode se deixar mandar assim por uma garota de 19 anos? Nada! Ele vai conseguir pegar o controle de volta. A bola já rola no gramado há um tempinho, mas o placar ainda está empatado em 0. Ele tenta distinguir os jogadores quando:
— Ô, troncho! Se você se distrair, eu mudo de canal, hein? — cheia de impaciência.
Fran começa a exercer sua mágica na irmã. Seus dedos começam a pressionar pontos-chave na musculatura do pescoço e ombros. Laura está usando uma regata que não atrapalha em nada o trabalho que está sendo feito. O jogo não está lá muito interessante porque os dois times estão nervosos e especulando o resultado.
— Mais forte — sussurra Laura com um tom notavelmente adormecido.
Fran está sentado de joelhos em cima da bunda dela. Intensifica os movimentos usando suas mãos grandes e poderosas, fruto do trabalho pesado que faz todo dia na fábrica. O olhar hipnótico dele segue a curva como se fosse o olhar de um predador para uma mosca, mas algo quebra essa conexão. Os gemidos sutis da irmã dele transmitem uma certa inquietação. Ele pensa em alguma piada afiada sobre isso pra humilhar ela um pouco, mas não vem nada engenhoso o suficiente. "Uma oportunidade!" que pena, essa era boa. A atenção dele logo cai de novo presa nos gemidos juvenis da irmã, agora mais perceptíveis. Fran se sente envergonhado pelo erotismo que eles exalam, mas logo supera esse estado, empurrado por uma curiosidade mórbida, e começa a imprimir mais força nos movimentos pra ver se o prazer de Laura se expressa com gemidos mais irreverentes. Não demora pra perceber que sim, talvez não tanto no volume, mas na respiração. Ele nota o pau começando a endurecer. Começa a se sentir deslocado bem quando a razão bate na porta da consciência dele e faz uma passagem rápida de slides mentais que ilustram um punhado de lembranças de alto teor fraternal entre os dois. Quando acha que está recuperando seu lugar no contexto, algo interrompe sua trajetória. Laura, depois de um "espera" seco, libera os ombros das alças e, com agilidade, abaixa a camiseta até o fim das costas, deixando-as à mostra. Retoma a posição confortável, firmando com um "agora" sussurrado. Agora sim ele sente que precisa dizer algo. Ela sabe bem o que está fazendo e quer provar pra si mesma que pode mandar nesse jogo imoral. Mesmo assim, ainda se sente amparada pela decência, se escudando na confiança entre irmãos. Fran está em branco, não sabe que tom usar nem como lidar com a situação. Fica paralisado por uns instantes até que um vaaa!!" cheia de impaciência, faz ele retomar a massagem. O toque desimpedido por toda a costa revela a nudez de um torso bem feminino. Suas massagens, desgovernadas por uma mente distraída, começaram a ganhar uma sutileza mais própria de carícias. Laura é magra, mas na parte baixa da cintura, Fran nota uma certa carnosidade, prenúncio de uma bunda generosa enfiada nuns shorts curtos de pijama rosa da Minnie Mouse. Os genes da família a presentearam com uma pele morena das mais lindas. O jogo foi se apagando e a temperatura vai subindo aos poucos.
- O que foi? Já perdeu a força tão cedo? - sussurra com tom de deboche.
- Laura, o jogo é muito longo... - reclamando.
- Tanto faz, assim também tô gostando, mmmmmm - fechando os olhos.
Ela se sente reconciliada com ele porque, de algum jeito, além da própria consciência ou dos seus raciocínios, aquele contato quente, suave e amoroso cura as feridas que o irmão dela fez quando a abandonou.
Fran hesita: "será que tudo isso é coisa da minha cabeça? será que ela não percebeu o erótico dos seus gemidos, nem o quão confusa é a semi-nudez de uma garota tão gostosa na frente do próprio irmão? Laura nunca tentaria seduzi-lo, ainda mais com a irmã mais nova dormindo bem ao lado. Talvez não tenha nada de estranho naquele tapete." Quebrando de novo os esquemas do irmão, ela olha pro sofá lateral e inclina o corpo como se estivesse vestida.
- Fran, me passa o celular, tá ali - e aponta, deixando ver boa parte de um dos peitos.
Ele, se sentindo fora do ângulo de visão de Laura, observa aquela redondeza só por um instante, e depois obedece com urgência, engatinhando, mas no caminho nota a indiscrição que os shorts dele abrigam: não são jeans, são de um tecido fino e não dão a cobertura que a situação exigiria, além disso: ele usa cuecas largas e isso não ajuda em nada na discrição. Retoma a posição. após um "toma", ele entrega o celular pra garota, rezando pra que ela não tenha percebido. Ela sorri enquanto liga a tela. Os motivos desse sorriso fogem ao conhecimento dele, mas Fran teme o pior. Efetivamente, ela percebeu o volume. Na verdade: não tava nem aí pro celular; é só uma manobra que ela bolou pra continuar jogando com vantagem. Ele segue com o trabalho manual enquanto ela se apoia com os cotovelos no tapete, digitando uma mensagem que não vai enviar. Parece que a postura dela é razoável, mas no aparador embaixo da TV, Fran vê refletidos os peitos da irmã, não com a clareza de um espelho, mas com certa nitidez. Preso pela própria luxúria, ele começa a massageá-la com força só pra ver como as tetas dela balançam. Ela deixa o celular cair entre os dedos enquanto volta a gemer com um tom que não parece ser dela: tendo ouvido ela gritar, parece impossível que aquela vozinha fina possa ser tão sexy no contexto certo.
-Ooh Fran, que mãos você tem... é incrível- ela diz, risonha.
-É, vale, irmã, mas agora no segundo tempo eu descanso, tá?-
Ele se sente contrariado ao falar essas palavras, mas certamente: esse negócio não pode ir além. Laura ficou realmente com tesão ao sentir a nudez dela sendo maltratada por aquelas mãos fortes que quase desmontam suas costas. Ela começa a duvidar sobre que limites colocar nesse duelo, já que o tesão começa a nublar seu bom senso. Pra se sentir vencedora, precisa aprofundar a ousadia e desarmar o rival. Começa a tramar o próximo movimento:
-No segundo tempo, eu faço um em você, vale?- ela diz animada -tenho um óleo corporal-
Fran fica com o olhar perdido e decide não se opor enquanto continua usando as mãos na garota, que já está deitada completamente de novo com os olhos fechados. De repente, o árbitro sinaliza o fim do primeiro tempo. O apito alheio parece ser o sinal pra Laura reagir. Saindo abruptamente do torpor. Ele tira o irmão de cima como se fosse uma mosca chata, com um "sai" irritado. Já de pé, levanta a camiseta sem nenhum cuidado pra esconder aqueles peitos adolescentes gostosos no processo. Fran, atordoado por uns segundos com aquela visão, volta a si e aproveita a pausa pra pegar Cristina no colo e levar pro quarto dela. Ela nem acorda e continua soltando aqueles ronquinhos fofos. Quando chega na cama, olha pra ela com amor e fala baixinho: "Para de ser gostosa".
A inflamação localizada que tava nublando os pensamentos dele sumiu e agora ele sente que tudo voltou ao normal. Percebe os pensamentos mais calmos e racionais. Deita de bruços na frente da TV, se surpreendendo com o toque macio daquele tapete: bem que podiam ter comprado anos atrás pra ele ter aproveitado — é tipo estar numa nuvem. Teria passado a infância deitado ali, com a preguiça que ele tinha...
Laura tá demorando. O técnico do time dela valoriza muito o resultado parcial fora de casa, mas não tá botando a carroça na frente dos bois. Os comerciais desativam o interesse dele na TV e o rosto bravo da Olga aparece de repente na mente dele. Ele tenta acalmar a consciência, falando pra si mesmo: "não foi nada, só um momento de confusão". Não pode contar nada pra namorada. Mesmo que eles não tenham segredos um com o outro: sua irmã te deixar de pau duro não é algo que sua namorada vá engolir fácil. Nem ele consegue. Os pensamentos se misturam e ficam absurdos: é tarde. Ele abre a porta do apartamento dele em silêncio. As luzes estão apagadas. A Olga tá dormindo pelada no quarto, acorda na hora que o Fran entra na cama. Ele sente a própria nudez, embora não lembre de ter tirado a roupa. Tá de pau duro e, sem dizer uma palavra, começa a meter nela por trás. Tudo é confuso. Ela tá de costas pra ele quando... De repente, ela o interrompe com um "espera" seco. Aponta para o lado e diz: "me passa o celular, está ali". Fran reconhece, assustado, a voz da irmã e percebe que é com ela que está transando. Sente o olhar sedutor dela através do cabelo bagunçado quando ela vira a cabeça. Tudo acontece muito rápido e o susto do sonho é multiplicado pelo despertar repentino que Laura provoca ao sentar em cima dele sem nenhum cuidado. A voz confusa e mística dela fica clara e terrena, a escuridão vira luz, e o apito do juiz dá início ao segundo tempo do jogo.
-Não acredito... você tinha dormido!!- gritando.
-O quê? não. Do que você tá falando?- ainda desorientado.
-Agora mesmo vou colocar a MTV- com tom baixo mas vingativo.
-Não Laura! já começou- com interesse repentino na tela.
Os dois procuram o controle ao mesmo tempo, mas dessa vez Fran é mais rápido.
O jogo virou: ele continua de bruços enquanto ela se prepara pra dar a massagem prometida. Ao sentir as mãos dela por baixo da roupa, Fran se assusta.
-O que cê tá fazendo Laura!- surpreso.
-Cara, o que você acha? quer que eu passe o óleo por cima do pano?- atônita.
Ele percebe o absurdo da própria reação e cala submisso enquanto ajuda a se livrar daquela peça.
-Aquela camiseta que você vestiu... é minha?- pergunta ele.
-É, você percebeu. Eu uso pra dormir- com um tom bem suave.
-Tá enorme em você- fala com desprezo enquanto se ajeita.
Fran tenta manter um tom emburrado de irmão mais velho, mas na mente dele voam os peitos da irmã, vagamente contidos dentro de uma peça tão inadequada, uma regata bem velha e esticada.
-É ótima pra dormir no verão- diz Laura enquanto espalha o óleo pelas costas dele.
Fran vai muito à academia desde antes de sair de casa. paterno e é muito esportista. Tem uma costa larga e musculosa. As mãozinhas da Laura parecem ficar ainda menores sobre esse contexto de carne. Ele tenta fingir que não se importa com o que a irmã faz, mostrando indiferença, mas a verdade é que, se há alguns minutos ele se sentia numa nuvem chamada tapete, agora que tem as carícias de um anjo montado em cima dele, sente que está no paraíso. Os minutos se esticam, sustentados por um silêncio confortável levemente manchado pela narração do jogo. Ela não se cansa de percorrer cada milímetro da pele do irmão e, em certos momentos, sente que seus dedos andam na beira do abismo do inapropriado. Fran está deitado como se tivesse acabado as forças fazendo flexões, e Laura terminou a trajetória paralela das mãos descendo por esses braços musculosos. Ela entrelaça os dedos com os dele, só por um momento, só de passagem, para voltar atrás nos próprios passos até os ombros de Fran e besuntar as mãos de novo com o óleo. O ciclo todo começa a se repetir. Em dado momento, ela quebra a calma com uma pergunta inesperada:
- Como é que tá? - com curiosidade.
- 0 a 0 - responde ele sem muita convicção.
- E por que no placar tá 2 a 1? - estranhando.
Fran fica imóvel, mas a mente dele se agita procurando uma resposta crível.
- Porque isso é o resultado do jogo de ida - com um suspiro cheio de calma.
Laura mantém um breve silêncio enquanto continua a massagem, até que solta um "mentiroso" sussurrado.
- O que você vai saber, sua tonta - irritado.
- Sou tonta? - com uma musicalidade exagerada.
- Sim, tonta, baixinha, feia e enjoadinha - com certa impaciência pra terminar essa conversa e continuar curtindo a massagem.
- Fran - ela diz depois de outra pausa meditativa.
- O quê? - precedido por um suspiro que busca paciência.
- Você me acha feia? - pergunta tímida e magoada.
Fran não responde até que um puxão insistente arranca algumas palavras dele.
-... claro que não, sua boba, você é linda, já sabe disso- cedendo à obviedade.
-Sou mais gostosa que sua namorada?- sussurra no ouvido dele num tom brincalhão.
Fran volta a ficar em silêncio, mas desta vez, nem os puxões repetidos da irmã o obrigam a dizer uma palavra. Ela não desiste da técnica e apoia um pé no chão para conseguir sacudir com mais força o corpo solto e relaxado do irmão, que nem pisca. Ainda sem se frustrar, ela faz uma espécie de chave de judô, conseguindo virá-lo de barriga pra cima, e senta de novo no quadril dele entre risadas unilaterais. O choque dos olhares deles traz uma imobilidade repentina, só quebrada pela respiração acelerada da garota. Por um segundo, Fran reconhece aquele olhar despenteado que o tinha derretido no breve sonho anterior. A magia do momento se desfaz quando ela diz:
-Ippon- vitoriosa.
-Isso não é um ippon- irritado.
-Não sou tonta! Eu não brigo na academia que nem você- desafiadora.
-Eu não brigo, eu faço combates- vocalizando exageradamente.
-"Eu não brigo, eu faço combates"- repete ela num tom idiota de deboche.
Fran revida com umas cócegas intensas que arrancam uma gargalhada da irmã. Ela bate forte nele pra se defender. Agitados por tanta brincadeira, os peitos de Laura balançam, aparecendo por todos os espaços que aquela camiseta surrada permite. Ela está com o cabelo no rosto, e ele sente o olhar libidinoso livre de supervisão. Aproveita pra intensificar a luta pra ver mais, mas um tapa duro na cara interrompe o duelo.
-Ai! Desculpa Fran, foi sem querer- argumenta ela tapando a boca.
-Ufff- replica ele segurando o nariz com a testa franzida.
-Deixa eu ver- se interessa Laura.
-Não, sai, não me toca- responde irritado.
-Vamos Fran, foi sem querer- implorando perdão. Ele olha para as próprias mãos pra ver se tem sangue, mas não tem. Ela sorri e diz:
— Também é tão chorão nas suas lutas? — mordendo a língua.
Ele não responde, mas olha pra ela com um sorriso no meio do caminho entre a alegria e o desprezo. Laura olha pro teto e levanta os braços pra tirar o cabelo do rosto. A camiseta é tão grande que a gola não cobre os peitos dela, e essa tarefa fica pra uns tirantes pretos incapazes. Os biquinhos curiosos aparecem de novo. A dor do golpe passa, e isso deixa Fran perceber o fluxo sanguíneo descontrolado que conspira na barriga dele pra se fazer notar. Laura parece não perceber ainda, pega o pote de novo, passa as mãos no óleo e se prepara pra continuar, anunciando com um "agora na frente" bem decidido. Ao sentir as mãos viscosas da irmã nos peitorais fortes, Fran percebe que chegou no ponto sem volta.
Mesmo se recusando totalmente a tomar a iniciativa, o entusiasmo crescente do pau dele logo vai ficar evidente demais. Uma voz dentro dele implora pra parar aquilo e ir embora antes que seja tarde, mas essa mensagem se desintegra, engolida por uma luxúria incestuosa avassaladora. Laura percorre o torso inteiro dele, amassando os músculos como se estivesse fazendo pão, e continua mexendo o corpo todo pra alcançar todas as áreas. Ela tá tão tesuda que já não consegue pensar direito, e se sente arrastada por uma corrente lasciva em direção a um ato totalmente indecente. Um silêncio carregado de significado reina nesses momentos. Instintivamente, Fran levanta a bunda e faz vários gestos pra baixar a calça. Laura se inclina, empurrada pra frente, e enquanto tenta manter o equilíbrio, diz rindo:
— O que cê tá fazendo? — em voz baixa.
Ele demora um pouco pra responder, disfarçando com um "nada", mas logo a garota sente o pau duro do irmão esfregando nela, com a única fronteira. de uma camiseta velha e fina. Um único gesto aparentemente aleatório basta para Laura puxá-la pela cintura e revelar que não está usando mais nada. Ela não para de balançar o corpo todo, fingindo que ainda está fazendo a massagem, e rola as nádegas em cima do pau vermelho de Fran. Ele ainda está meio paralisado, atônito com a situação, e só consegue dar uns leves carinhos nas coxas da irmã. Laura respira cada vez mais ofegante e seus movimentos se intensificam. Por um instante, ela para e pergunta, num tom insinuante:
— Você gosta pela frente?
Fran não sabe ao certo o que ela quer dizer: se é da massagem ou do sexo, mas percebe que a resposta é a mesma nos dois casos:
— Gosto pela frente e por trás — responde, ainda como se estivesse numa partida de pôquer.
Laura sorri e, depois de um suspiro gostoso, diz:
— Eu também gosto pela frente — enquanto tira a camiseta.
Ela olha para ele com um ar brincalhão e sussurra, fazendo biquinho:
— Eu também quero.
A visão da própria irmã completamente nua em cima dele detona suas emoções mais intensas e primitivas. Ela está se lambuzando com o óleo corporal, iluminada de leve por uma lâmpada contra a luz. Fran não aguenta mais e aperta os peitos dela com força. Laura expressa seu prazer, sentindo que domina o irmão mais velho pela primeira vez na vida. Ela o possui em todos os sentidos. O pau de Fran está num estado crítico, parece que vai explodir; ela mal consegue processar o tamanho daquela rola ao segurá-lo e sente uma vontade imensa de enfiar pra dentro. Enquanto faz isso, solta um gemido juvenil de dor. Ele sente o pênis envolvido pela umidade quente da irmã. Aos poucos, ela abandona a imobilidade inicial e começa a dar um passeio lento e longo nas suas paixões mais baixas. A cada repetição, Laura quase se solta da rola enorme de Fran para recomeçar. Enfiar ela inteira até o fundo. Sente ela bem lá dentro. Morde o lábio enquanto olha nos olhos dele. Ele parece concentrado. Sem parar de percorrer o corpo dela com as mãos, ele dá impulso em cada estocada.
—Me fode, Fran... me fode— com um tom suave, mas enérgico.
Ele não diz nada e sente aquela prece fora de contexto nos lábios da irmã mais nova, mas isso, longe de ser um obstáculo, só aumenta ainda mais a putaria desenfreada dele. Qualquer pensamento racional foi jogado fora. Fran não lembra de ter curtido tanto na vida. Sem querer, quebra o silêncio para expressar o prazer, se surpreendendo. Laura se sente ainda mais poderosa ao perceber que quebrou a frieza do irmão e se solta ainda mais. Eles transam cada vez com mais força e se chocam. A soma desses sons com os próprios gemidos quebra a calma caseira da noite.
—Siim, siiim, mmmm, assim Fran, assim— com uma boa bocada de ar entre as sílabas.
—Oh, ooooh, ooh— mais simples.
Laura ondula o corpo como uma cobra, acentuando ainda mais as curvas. O cabelo exuberante dela balança como se fosse uma bandeira enquanto os dois se fundem, soltando leves brilhos com os corpos ainda oleosos. A plástica dos movimentos deles beira uma coreografia artística que se alimenta da tensão sexual acumulada durante longas massagens. Laura treme mesmo sem ter gozado ainda. O tempo virou uma dimensão escorregadia: segundos, minutos, horas... No meio da bagunça, ela olha pela janela e vê as luzes da cidade ladeira abaixo: se sente tão superior ao resto da humanidade que se sabe sortuda por estar num nível sensorial mais alto. Eles se olham fixamente nos olhos por uns instantes sem parar de ofegar fundo. Fran engole saliva, mas já não tem mais dúvida sobre o que está fazendo. Sente que o inevitável está chegando, a contagem regressiva começou e ele não vai demorar pra gozar. Laura está no ápice. O ápice dos sentidos dela e ela explode por dentro com o olhar perdido, se expressando com umas contrações pélvicas sem ritmo que quebram a continuidade da sua cavalgada ardente. Após uma breve pausa, ela saca e o Fran fica pendurado. O orgasmo dele fica na dúvida entre explodir triunfante ou manter o anonimato. Laura, vendo a expressão descontrolada do irmão, se apressa em pegar a camiseta velha e deixar em cima da poia molhada e esgotada dele. Sem dizer uma palavra, enfia a língua na boca dele enquanto o beija e, sem se desgrudar, começa a morder os lábios dele. Ele tava num estado existencial quase de coma, preso entre o sim e o não, mas aquele beijo quente e babado acabou de empurrar ele pra luz. A torneira arrebenta e o jorro leitoso sai com toda pressão. Acompanha uma explosão eufótica da torcida no estádio comemorando um gol decisivo. O prazer do garoto parece ainda mais intenso por causa dessa treta final. Ele tenta segurar todo o fluxo na camiseta com as duas mãos sem parar de beijar a irmã, cada vez com mais suavidade. Ela segura a cabeça dele com as duas mãos e puxa o cabelo dele. Continua beijando ele sem economizar saliva e bafo, de um jeito totalmente despreocupado. A cabeleira dela faz um pouco de cócegas no rosto e no peito do Fran. Ela de repente ri e diz:
— Me desculpa, mas é que eu tenho muito nojo — com a fala quase incompreensível.
— Nojo de quê? — ele ainda voltando a si.
— Você sabe, os respingos — com um tom safado.
Eles ficam se olhando com ternura sem falar nada por um minuto inteiro até que ele diz:
— Não conta pro papai — baixando o olhar.
— Não conta pra sua namorada — ela diz com um sorriso antes.
Continua...
-Laura, muda de canal, vai?
-Nãooo!, eu tava primeiro!
-Tira essa mão, idiota, hoje tem futebol!
-Nãoo!!, se vira, além disso, você não tem mais direitos nessa casa, seu desertor!
Fran saiu de casa já faz mais de um ano, mas ainda vem de vez em quando jantar com a família. Hoje veio sem avisar e os pais já tinham planos: saíram com uns amigos. Só encontrou as irmãs vendo TV. Vai ter que beliscar alguma coisa depois, quando chegar no apartamento dele no centro. Cristina tá morrendo de sono, meio dormindo no sofá. Tem só 4 anos. Laura continua dando trabalho, agarrada no controle, sem querer largar a MTV, mas Fran não tá afim de abrir mão das semifinais do time dele tão fácil.
-Laura, vai!, vai pro teu quarto ver essa besteira! - com um tom exigente.
-Você não manda eu ir pro meu quarto, idiota!! Faço o que eu quero!! Tô na minha casa!!
Cristina abre os olho a cada grito, mas não consegue manter as pálpebras abertas nem o olhar firme por mais de um instante. Aquele sofá branco e fofinho parece sugar a consciência dela. A sala é super elegante, tudo combina: os móveis de madeira, as cortinas cor de marfim, o assoalho... um verdadeiro lar bem de vida e civilizado.
Fran desistiu da briga e procura outro jeito; lembra que não faz tantos anos assim que conseguia tudo que queria dela só com uma massagem: era o ponto fraco dela. No fundo, ela não liga muito pro que tá vendo, só que é competitiva e quer se vingar porque ele abandonou ela e foi embora. Tem raiva dele. O irmão mais velho era o herói dela, quem defendia ela com unhas e dentes contra qualquer um que enchesse o saco, o cara que sabia tudo. Tudo de tudo, o confidente e parceiro contra a tirania paterna. Laura, no auge da adolescência, se viu sem algo que considerava essencial na vida, e Fran foi morar com aquela rabuda manhosa de cara de cavalo.
— Vamos, não fica assim, se você mudar de canal, depois te dou uma massagem, que tal?
— Ah, claro, e eu acredito nisso. Depois vai dizer que tá cansado e que vai embora — desconfiada.
— Que nada, vou te dar uma massagem bem longa nas costas — insiste Fran.
— Que tão longa? Isso é muito relativo, tão longa quanto o jogo? — com tom de expectativa.
— O jogo tem 90 minutos, gostosa! — indignado.
— Então fazemos assim: enquanto você me massageia, coloca o jogo; assim que parar, eu mudo — se achando uma grande negociadora.
Fran levanta uma sobrancelha e pensa: "isso é fácil falar, quando eu colocar o futebol, não vai ser tão fácil mudar de canal de um jeito ou de outro". Ele aceita as condições da garota, balançando a cabeça. Ela sorri e sai do sofá alegremente para se deitar de bruços no tapete branco e fofo, na frente da TV. Tira o suéter de gola gigante e assimétrica e segura firme o controle para garantir a custódia. Coloca na TV4, onde está passando a partida. Fran suspira, se sentindo um banana. Como ele pode se deixar mandar assim por uma garota de 19 anos? Nada! Ele vai conseguir pegar o controle de volta. A bola já rola no gramado há um tempinho, mas o placar ainda está empatado em 0. Ele tenta distinguir os jogadores quando:
— Ô, troncho! Se você se distrair, eu mudo de canal, hein? — cheia de impaciência.
Fran começa a exercer sua mágica na irmã. Seus dedos começam a pressionar pontos-chave na musculatura do pescoço e ombros. Laura está usando uma regata que não atrapalha em nada o trabalho que está sendo feito. O jogo não está lá muito interessante porque os dois times estão nervosos e especulando o resultado.
— Mais forte — sussurra Laura com um tom notavelmente adormecido.
Fran está sentado de joelhos em cima da bunda dela. Intensifica os movimentos usando suas mãos grandes e poderosas, fruto do trabalho pesado que faz todo dia na fábrica. O olhar hipnótico dele segue a curva como se fosse o olhar de um predador para uma mosca, mas algo quebra essa conexão. Os gemidos sutis da irmã dele transmitem uma certa inquietação. Ele pensa em alguma piada afiada sobre isso pra humilhar ela um pouco, mas não vem nada engenhoso o suficiente. "Uma oportunidade!" que pena, essa era boa. A atenção dele logo cai de novo presa nos gemidos juvenis da irmã, agora mais perceptíveis. Fran se sente envergonhado pelo erotismo que eles exalam, mas logo supera esse estado, empurrado por uma curiosidade mórbida, e começa a imprimir mais força nos movimentos pra ver se o prazer de Laura se expressa com gemidos mais irreverentes. Não demora pra perceber que sim, talvez não tanto no volume, mas na respiração. Ele nota o pau começando a endurecer. Começa a se sentir deslocado bem quando a razão bate na porta da consciência dele e faz uma passagem rápida de slides mentais que ilustram um punhado de lembranças de alto teor fraternal entre os dois. Quando acha que está recuperando seu lugar no contexto, algo interrompe sua trajetória. Laura, depois de um "espera" seco, libera os ombros das alças e, com agilidade, abaixa a camiseta até o fim das costas, deixando-as à mostra. Retoma a posição confortável, firmando com um "agora" sussurrado. Agora sim ele sente que precisa dizer algo. Ela sabe bem o que está fazendo e quer provar pra si mesma que pode mandar nesse jogo imoral. Mesmo assim, ainda se sente amparada pela decência, se escudando na confiança entre irmãos. Fran está em branco, não sabe que tom usar nem como lidar com a situação. Fica paralisado por uns instantes até que um vaaa!!" cheia de impaciência, faz ele retomar a massagem. O toque desimpedido por toda a costa revela a nudez de um torso bem feminino. Suas massagens, desgovernadas por uma mente distraída, começaram a ganhar uma sutileza mais própria de carícias. Laura é magra, mas na parte baixa da cintura, Fran nota uma certa carnosidade, prenúncio de uma bunda generosa enfiada nuns shorts curtos de pijama rosa da Minnie Mouse. Os genes da família a presentearam com uma pele morena das mais lindas. O jogo foi se apagando e a temperatura vai subindo aos poucos.
- O que foi? Já perdeu a força tão cedo? - sussurra com tom de deboche.
- Laura, o jogo é muito longo... - reclamando.
- Tanto faz, assim também tô gostando, mmmmmm - fechando os olhos.
Ela se sente reconciliada com ele porque, de algum jeito, além da própria consciência ou dos seus raciocínios, aquele contato quente, suave e amoroso cura as feridas que o irmão dela fez quando a abandonou.
Fran hesita: "será que tudo isso é coisa da minha cabeça? será que ela não percebeu o erótico dos seus gemidos, nem o quão confusa é a semi-nudez de uma garota tão gostosa na frente do próprio irmão? Laura nunca tentaria seduzi-lo, ainda mais com a irmã mais nova dormindo bem ao lado. Talvez não tenha nada de estranho naquele tapete." Quebrando de novo os esquemas do irmão, ela olha pro sofá lateral e inclina o corpo como se estivesse vestida.
- Fran, me passa o celular, tá ali - e aponta, deixando ver boa parte de um dos peitos.
Ele, se sentindo fora do ângulo de visão de Laura, observa aquela redondeza só por um instante, e depois obedece com urgência, engatinhando, mas no caminho nota a indiscrição que os shorts dele abrigam: não são jeans, são de um tecido fino e não dão a cobertura que a situação exigiria, além disso: ele usa cuecas largas e isso não ajuda em nada na discrição. Retoma a posição. após um "toma", ele entrega o celular pra garota, rezando pra que ela não tenha percebido. Ela sorri enquanto liga a tela. Os motivos desse sorriso fogem ao conhecimento dele, mas Fran teme o pior. Efetivamente, ela percebeu o volume. Na verdade: não tava nem aí pro celular; é só uma manobra que ela bolou pra continuar jogando com vantagem. Ele segue com o trabalho manual enquanto ela se apoia com os cotovelos no tapete, digitando uma mensagem que não vai enviar. Parece que a postura dela é razoável, mas no aparador embaixo da TV, Fran vê refletidos os peitos da irmã, não com a clareza de um espelho, mas com certa nitidez. Preso pela própria luxúria, ele começa a massageá-la com força só pra ver como as tetas dela balançam. Ela deixa o celular cair entre os dedos enquanto volta a gemer com um tom que não parece ser dela: tendo ouvido ela gritar, parece impossível que aquela vozinha fina possa ser tão sexy no contexto certo.
-Ooh Fran, que mãos você tem... é incrível- ela diz, risonha.
-É, vale, irmã, mas agora no segundo tempo eu descanso, tá?-
Ele se sente contrariado ao falar essas palavras, mas certamente: esse negócio não pode ir além. Laura ficou realmente com tesão ao sentir a nudez dela sendo maltratada por aquelas mãos fortes que quase desmontam suas costas. Ela começa a duvidar sobre que limites colocar nesse duelo, já que o tesão começa a nublar seu bom senso. Pra se sentir vencedora, precisa aprofundar a ousadia e desarmar o rival. Começa a tramar o próximo movimento:
-No segundo tempo, eu faço um em você, vale?- ela diz animada -tenho um óleo corporal-
Fran fica com o olhar perdido e decide não se opor enquanto continua usando as mãos na garota, que já está deitada completamente de novo com os olhos fechados. De repente, o árbitro sinaliza o fim do primeiro tempo. O apito alheio parece ser o sinal pra Laura reagir. Saindo abruptamente do torpor. Ele tira o irmão de cima como se fosse uma mosca chata, com um "sai" irritado. Já de pé, levanta a camiseta sem nenhum cuidado pra esconder aqueles peitos adolescentes gostosos no processo. Fran, atordoado por uns segundos com aquela visão, volta a si e aproveita a pausa pra pegar Cristina no colo e levar pro quarto dela. Ela nem acorda e continua soltando aqueles ronquinhos fofos. Quando chega na cama, olha pra ela com amor e fala baixinho: "Para de ser gostosa".
A inflamação localizada que tava nublando os pensamentos dele sumiu e agora ele sente que tudo voltou ao normal. Percebe os pensamentos mais calmos e racionais. Deita de bruços na frente da TV, se surpreendendo com o toque macio daquele tapete: bem que podiam ter comprado anos atrás pra ele ter aproveitado — é tipo estar numa nuvem. Teria passado a infância deitado ali, com a preguiça que ele tinha...
Laura tá demorando. O técnico do time dela valoriza muito o resultado parcial fora de casa, mas não tá botando a carroça na frente dos bois. Os comerciais desativam o interesse dele na TV e o rosto bravo da Olga aparece de repente na mente dele. Ele tenta acalmar a consciência, falando pra si mesmo: "não foi nada, só um momento de confusão". Não pode contar nada pra namorada. Mesmo que eles não tenham segredos um com o outro: sua irmã te deixar de pau duro não é algo que sua namorada vá engolir fácil. Nem ele consegue. Os pensamentos se misturam e ficam absurdos: é tarde. Ele abre a porta do apartamento dele em silêncio. As luzes estão apagadas. A Olga tá dormindo pelada no quarto, acorda na hora que o Fran entra na cama. Ele sente a própria nudez, embora não lembre de ter tirado a roupa. Tá de pau duro e, sem dizer uma palavra, começa a meter nela por trás. Tudo é confuso. Ela tá de costas pra ele quando... De repente, ela o interrompe com um "espera" seco. Aponta para o lado e diz: "me passa o celular, está ali". Fran reconhece, assustado, a voz da irmã e percebe que é com ela que está transando. Sente o olhar sedutor dela através do cabelo bagunçado quando ela vira a cabeça. Tudo acontece muito rápido e o susto do sonho é multiplicado pelo despertar repentino que Laura provoca ao sentar em cima dele sem nenhum cuidado. A voz confusa e mística dela fica clara e terrena, a escuridão vira luz, e o apito do juiz dá início ao segundo tempo do jogo.
-Não acredito... você tinha dormido!!- gritando.
-O quê? não. Do que você tá falando?- ainda desorientado.
-Agora mesmo vou colocar a MTV- com tom baixo mas vingativo.
-Não Laura! já começou- com interesse repentino na tela.
Os dois procuram o controle ao mesmo tempo, mas dessa vez Fran é mais rápido.
O jogo virou: ele continua de bruços enquanto ela se prepara pra dar a massagem prometida. Ao sentir as mãos dela por baixo da roupa, Fran se assusta.
-O que cê tá fazendo Laura!- surpreso.
-Cara, o que você acha? quer que eu passe o óleo por cima do pano?- atônita.
Ele percebe o absurdo da própria reação e cala submisso enquanto ajuda a se livrar daquela peça.
-Aquela camiseta que você vestiu... é minha?- pergunta ele.
-É, você percebeu. Eu uso pra dormir- com um tom bem suave.
-Tá enorme em você- fala com desprezo enquanto se ajeita.
Fran tenta manter um tom emburrado de irmão mais velho, mas na mente dele voam os peitos da irmã, vagamente contidos dentro de uma peça tão inadequada, uma regata bem velha e esticada.
-É ótima pra dormir no verão- diz Laura enquanto espalha o óleo pelas costas dele.
Fran vai muito à academia desde antes de sair de casa. paterno e é muito esportista. Tem uma costa larga e musculosa. As mãozinhas da Laura parecem ficar ainda menores sobre esse contexto de carne. Ele tenta fingir que não se importa com o que a irmã faz, mostrando indiferença, mas a verdade é que, se há alguns minutos ele se sentia numa nuvem chamada tapete, agora que tem as carícias de um anjo montado em cima dele, sente que está no paraíso. Os minutos se esticam, sustentados por um silêncio confortável levemente manchado pela narração do jogo. Ela não se cansa de percorrer cada milímetro da pele do irmão e, em certos momentos, sente que seus dedos andam na beira do abismo do inapropriado. Fran está deitado como se tivesse acabado as forças fazendo flexões, e Laura terminou a trajetória paralela das mãos descendo por esses braços musculosos. Ela entrelaça os dedos com os dele, só por um momento, só de passagem, para voltar atrás nos próprios passos até os ombros de Fran e besuntar as mãos de novo com o óleo. O ciclo todo começa a se repetir. Em dado momento, ela quebra a calma com uma pergunta inesperada:
- Como é que tá? - com curiosidade.
- 0 a 0 - responde ele sem muita convicção.
- E por que no placar tá 2 a 1? - estranhando.
Fran fica imóvel, mas a mente dele se agita procurando uma resposta crível.
- Porque isso é o resultado do jogo de ida - com um suspiro cheio de calma.
Laura mantém um breve silêncio enquanto continua a massagem, até que solta um "mentiroso" sussurrado.
- O que você vai saber, sua tonta - irritado.
- Sou tonta? - com uma musicalidade exagerada.
- Sim, tonta, baixinha, feia e enjoadinha - com certa impaciência pra terminar essa conversa e continuar curtindo a massagem.
- Fran - ela diz depois de outra pausa meditativa.
- O quê? - precedido por um suspiro que busca paciência.
- Você me acha feia? - pergunta tímida e magoada.
Fran não responde até que um puxão insistente arranca algumas palavras dele.
-... claro que não, sua boba, você é linda, já sabe disso- cedendo à obviedade.
-Sou mais gostosa que sua namorada?- sussurra no ouvido dele num tom brincalhão.
Fran volta a ficar em silêncio, mas desta vez, nem os puxões repetidos da irmã o obrigam a dizer uma palavra. Ela não desiste da técnica e apoia um pé no chão para conseguir sacudir com mais força o corpo solto e relaxado do irmão, que nem pisca. Ainda sem se frustrar, ela faz uma espécie de chave de judô, conseguindo virá-lo de barriga pra cima, e senta de novo no quadril dele entre risadas unilaterais. O choque dos olhares deles traz uma imobilidade repentina, só quebrada pela respiração acelerada da garota. Por um segundo, Fran reconhece aquele olhar despenteado que o tinha derretido no breve sonho anterior. A magia do momento se desfaz quando ela diz:
-Ippon- vitoriosa.
-Isso não é um ippon- irritado.
-Não sou tonta! Eu não brigo na academia que nem você- desafiadora.
-Eu não brigo, eu faço combates- vocalizando exageradamente.
-"Eu não brigo, eu faço combates"- repete ela num tom idiota de deboche.
Fran revida com umas cócegas intensas que arrancam uma gargalhada da irmã. Ela bate forte nele pra se defender. Agitados por tanta brincadeira, os peitos de Laura balançam, aparecendo por todos os espaços que aquela camiseta surrada permite. Ela está com o cabelo no rosto, e ele sente o olhar libidinoso livre de supervisão. Aproveita pra intensificar a luta pra ver mais, mas um tapa duro na cara interrompe o duelo.
-Ai! Desculpa Fran, foi sem querer- argumenta ela tapando a boca.
-Ufff- replica ele segurando o nariz com a testa franzida.
-Deixa eu ver- se interessa Laura.
-Não, sai, não me toca- responde irritado.
-Vamos Fran, foi sem querer- implorando perdão. Ele olha para as próprias mãos pra ver se tem sangue, mas não tem. Ela sorri e diz:
— Também é tão chorão nas suas lutas? — mordendo a língua.
Ele não responde, mas olha pra ela com um sorriso no meio do caminho entre a alegria e o desprezo. Laura olha pro teto e levanta os braços pra tirar o cabelo do rosto. A camiseta é tão grande que a gola não cobre os peitos dela, e essa tarefa fica pra uns tirantes pretos incapazes. Os biquinhos curiosos aparecem de novo. A dor do golpe passa, e isso deixa Fran perceber o fluxo sanguíneo descontrolado que conspira na barriga dele pra se fazer notar. Laura parece não perceber ainda, pega o pote de novo, passa as mãos no óleo e se prepara pra continuar, anunciando com um "agora na frente" bem decidido. Ao sentir as mãos viscosas da irmã nos peitorais fortes, Fran percebe que chegou no ponto sem volta.
Mesmo se recusando totalmente a tomar a iniciativa, o entusiasmo crescente do pau dele logo vai ficar evidente demais. Uma voz dentro dele implora pra parar aquilo e ir embora antes que seja tarde, mas essa mensagem se desintegra, engolida por uma luxúria incestuosa avassaladora. Laura percorre o torso inteiro dele, amassando os músculos como se estivesse fazendo pão, e continua mexendo o corpo todo pra alcançar todas as áreas. Ela tá tão tesuda que já não consegue pensar direito, e se sente arrastada por uma corrente lasciva em direção a um ato totalmente indecente. Um silêncio carregado de significado reina nesses momentos. Instintivamente, Fran levanta a bunda e faz vários gestos pra baixar a calça. Laura se inclina, empurrada pra frente, e enquanto tenta manter o equilíbrio, diz rindo:
— O que cê tá fazendo? — em voz baixa.
Ele demora um pouco pra responder, disfarçando com um "nada", mas logo a garota sente o pau duro do irmão esfregando nela, com a única fronteira. de uma camiseta velha e fina. Um único gesto aparentemente aleatório basta para Laura puxá-la pela cintura e revelar que não está usando mais nada. Ela não para de balançar o corpo todo, fingindo que ainda está fazendo a massagem, e rola as nádegas em cima do pau vermelho de Fran. Ele ainda está meio paralisado, atônito com a situação, e só consegue dar uns leves carinhos nas coxas da irmã. Laura respira cada vez mais ofegante e seus movimentos se intensificam. Por um instante, ela para e pergunta, num tom insinuante:
— Você gosta pela frente?
Fran não sabe ao certo o que ela quer dizer: se é da massagem ou do sexo, mas percebe que a resposta é a mesma nos dois casos:
— Gosto pela frente e por trás — responde, ainda como se estivesse numa partida de pôquer.
Laura sorri e, depois de um suspiro gostoso, diz:
— Eu também gosto pela frente — enquanto tira a camiseta.
Ela olha para ele com um ar brincalhão e sussurra, fazendo biquinho:
— Eu também quero.
A visão da própria irmã completamente nua em cima dele detona suas emoções mais intensas e primitivas. Ela está se lambuzando com o óleo corporal, iluminada de leve por uma lâmpada contra a luz. Fran não aguenta mais e aperta os peitos dela com força. Laura expressa seu prazer, sentindo que domina o irmão mais velho pela primeira vez na vida. Ela o possui em todos os sentidos. O pau de Fran está num estado crítico, parece que vai explodir; ela mal consegue processar o tamanho daquela rola ao segurá-lo e sente uma vontade imensa de enfiar pra dentro. Enquanto faz isso, solta um gemido juvenil de dor. Ele sente o pênis envolvido pela umidade quente da irmã. Aos poucos, ela abandona a imobilidade inicial e começa a dar um passeio lento e longo nas suas paixões mais baixas. A cada repetição, Laura quase se solta da rola enorme de Fran para recomeçar. Enfiar ela inteira até o fundo. Sente ela bem lá dentro. Morde o lábio enquanto olha nos olhos dele. Ele parece concentrado. Sem parar de percorrer o corpo dela com as mãos, ele dá impulso em cada estocada.
—Me fode, Fran... me fode— com um tom suave, mas enérgico.
Ele não diz nada e sente aquela prece fora de contexto nos lábios da irmã mais nova, mas isso, longe de ser um obstáculo, só aumenta ainda mais a putaria desenfreada dele. Qualquer pensamento racional foi jogado fora. Fran não lembra de ter curtido tanto na vida. Sem querer, quebra o silêncio para expressar o prazer, se surpreendendo. Laura se sente ainda mais poderosa ao perceber que quebrou a frieza do irmão e se solta ainda mais. Eles transam cada vez com mais força e se chocam. A soma desses sons com os próprios gemidos quebra a calma caseira da noite.
—Siim, siiim, mmmm, assim Fran, assim— com uma boa bocada de ar entre as sílabas.
—Oh, ooooh, ooh— mais simples.
Laura ondula o corpo como uma cobra, acentuando ainda mais as curvas. O cabelo exuberante dela balança como se fosse uma bandeira enquanto os dois se fundem, soltando leves brilhos com os corpos ainda oleosos. A plástica dos movimentos deles beira uma coreografia artística que se alimenta da tensão sexual acumulada durante longas massagens. Laura treme mesmo sem ter gozado ainda. O tempo virou uma dimensão escorregadia: segundos, minutos, horas... No meio da bagunça, ela olha pela janela e vê as luzes da cidade ladeira abaixo: se sente tão superior ao resto da humanidade que se sabe sortuda por estar num nível sensorial mais alto. Eles se olham fixamente nos olhos por uns instantes sem parar de ofegar fundo. Fran engole saliva, mas já não tem mais dúvida sobre o que está fazendo. Sente que o inevitável está chegando, a contagem regressiva começou e ele não vai demorar pra gozar. Laura está no ápice. O ápice dos sentidos dela e ela explode por dentro com o olhar perdido, se expressando com umas contrações pélvicas sem ritmo que quebram a continuidade da sua cavalgada ardente. Após uma breve pausa, ela saca e o Fran fica pendurado. O orgasmo dele fica na dúvida entre explodir triunfante ou manter o anonimato. Laura, vendo a expressão descontrolada do irmão, se apressa em pegar a camiseta velha e deixar em cima da poia molhada e esgotada dele. Sem dizer uma palavra, enfia a língua na boca dele enquanto o beija e, sem se desgrudar, começa a morder os lábios dele. Ele tava num estado existencial quase de coma, preso entre o sim e o não, mas aquele beijo quente e babado acabou de empurrar ele pra luz. A torneira arrebenta e o jorro leitoso sai com toda pressão. Acompanha uma explosão eufótica da torcida no estádio comemorando um gol decisivo. O prazer do garoto parece ainda mais intenso por causa dessa treta final. Ele tenta segurar todo o fluxo na camiseta com as duas mãos sem parar de beijar a irmã, cada vez com mais suavidade. Ela segura a cabeça dele com as duas mãos e puxa o cabelo dele. Continua beijando ele sem economizar saliva e bafo, de um jeito totalmente despreocupado. A cabeleira dela faz um pouco de cócegas no rosto e no peito do Fran. Ela de repente ri e diz:
— Me desculpa, mas é que eu tenho muito nojo — com a fala quase incompreensível.
— Nojo de quê? — ele ainda voltando a si.
— Você sabe, os respingos — com um tom safado.
Eles ficam se olhando com ternura sem falar nada por um minuto inteiro até que ele diz:
— Não conta pro papai — baixando o olhar.
— Não conta pra sua namorada — ela diz com um sorriso antes.
Continua...
6 comentários - Jogo de Irmãos (Parte 1)